Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
Realização do livro com o título "Companhia Santista de Papel (Fabril) _ Histórias e vivências 1919 _ 2012", a primeira publicação sobre a Companhia Santista de Papel, a primeira grande fábrica da Baixada Santista, pioneira do processo de industrialização complexo industrial no município de Cubatão, que se insere no processo de industrialização do Estado de São Paulo a partir das primeiras décadas do século XX. A publicação deverá conter texto e imagens sobre o desenvolvimento histórico da fábrica, sua importância no contexto da industrialização brasileira; do seu legado arquitetônico, além do valor afetivo para os moradores da região como um patrimônio cultural. A tiragem será de 1000 cópias.
Não se aplica.
Objetivo Geral: Elaborar livro ilustrado inédito sobre o processo de implantação da Companhia Santista de Papel e sua importância no contexto da industrialização regional e paulista a partir de princípios do século XX. Com isso, visa contribuir para a preservação da memória do trabalho e do trabalhador na região, do desenvolvimento fabril no contexto do desenvolvimento da industrialização paulista e brasileira. O livro também busca contribuir para o campo do patrimônio industrial, do qual o pioneirismo do complexo industrial de Cubatão ainda não é pouco conhecido, em especial a arquitetura implantada na Companhia Santista de Papel, que antecede as vilas operárias empresariais, mais comuns no país a partir de 1935. Objetivos específicos: levantamento histórico, documental, bibliográfico e, escaneamento digital dos elementos arquitetônicos remanescentes, como forma de preservar a memória do trabalho e da arquitetura implantada. O livro deve incluir texto, plantas baixas e arquitetônicas das construções, depoimentos sobre o modo de vida na vila operária ou empresarial e, o impacto da fábrica e da vida fabril na comunidade. Tiragem será de 1.000 exemplares. Formato: 17,50 x 26,00 cm, cerca de 156 páginas, capa dura em papel cartão, baixo relevo, sem adesivo e Papel miolo em cuchê 120 ou similar. PRODUTO SECUNDÁRIO: Palestra e roda de conversa com os envolvidos do projeto, com duração de cerca de 2 horas, aberta ao público, no prédio do antigo Clube que compunha a fábrica, no dia do lançamento do livro. Os convidados a priori são ex-funcionários, familiares de ex-funcionários, população geral e estudantes da região, o Conselho de Defesa do Patrimônio de Cubatão (Condepac), Condephaat e Iphan. Outros convidados e data serão confirmados na fase de pré-produção do projeto. Esse evento será gravado e ficará disponível online para o público.
A Companhia Santista de Papel, denominada de Companhia Fabril do Cubatão antes de 1931, foi uma empresa fundada em 1919 e que iniciou oficialmente suas atividades em 1922, produzindo papéis diversos. Ocupava uma área de uma fazenda próxima a escarpa da Serra do Mar e foi provavelmente a maior fábrica instalada na Baixada Santista na década de 1920, não só pela dimensão de suas instalações, como pela infraestrutura de apoio construída. A fábrica ficava a 14 quilômetros de distância do distrito de Cubatão, e pouco mais da estação férrea. Foi o maior empreendimento até então construído em Cubatão e inaugurou a presença de estabelecimentos industriais próximos à encosta da serra do mar. A Santista de Papel construiu uma infraestrutura considerável, sendo um dos maiores empreendimentos industriais da Baixada Santista. Em 1926, era a terceira maior do Estado de São Paulo, com uma produção de 5.000 quilos de papel, ficando atrás apenas da Companhia Fabricadora de Papel (Klabin) e da Companhia Melhoramentos de São Paulo, ambas com uma produção de 6.50090. Nesse mesmo ano, 1926, a Companhia Santista ocupava a sexta posição dentre as 22 fábricas existentes do país. Para abrigar seus funcionários foi construído um núcleo considerável com mais de uma centena de casas e demais equipamentos como escola, capela, clube e outros, pois assim como em outros locais, para a Fabril vieram trabalhadores de vários lugares, inclusive imigrantes portugueses e espanhóis. Ao contrário de muitas vilas operárias que acabaram se mesclando com a cidade em função de expansão urbana, em razão da distância da fábrica com o meio urbano local e da separação natural imposta pelo rio Cubatão, não houve essa integração. Porém, a Fabril estendeu os serviços de lazer até os moradores de Cubatão e era frequente a participação desses nas atividades promovidas. A Companhia Santista de Papel ocupa uma distinção como testemunho precursor do início da industrialização regional, do Estado de São Paulo, e como memória para o município de Cubatão. Em abril de 2023 foi tombada em âmbito municipal, porém somente as poucas construções remanescentes. Dessa forma, o livro e a exposição e uma forma de manter a memória dos aspectos históricos, sociais, de evolução técnica e tecnológica, assim como também a memória do trabalhador, uma vez que com o polo industrial em atividade, e sempre em expansão, pouca atenção se dá a esses locais que detém valores históricos e afetivos para a população local. - Portanto, o presente projeto de publicação divulga pela primeira vez aspectos históricos da fábrica pioneira da industrialização na região. - O projeto visa disponibilizar ao público regional e do país, aspectos da industrialização brasileira, ainda pouco conhecida. - Contribuir para fortalecer e difundir o patrimônio industrial brasileiro e, especialmente a memória do trabalho; da técnica e tecnologia pouco divulgadas. - Difundir a arquitetura industrial de princípios do século XX; - Produzir e promover conteúdo inclusivo sobre arquitetura industrial e vivência operária, permitindo o acesso a deficientes visuais e auditivos; - Incentivar jovens pesquisadores no tema do patrimônio industrial, como forma de promover o debate e preservar a memória da industrialização no Brasil como preceituado na Carta de Nizny Tagil (2003); - Produzir evento gratuito e aberto ao público para promover o debate dos assuntos tratados no livro. Evento será gravado e disponibilizado online para pesquisa; - Colaborar para aquecer os mercados editorial, arquitetura e cultural no Brasil. Sobre o enquadramento no Artigo 1 º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Sobre o enquadramento nos objetivos do Artigo 3º da Lei 8313/91: II - fomento à produção cultural e artística, mediante:b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos; V - apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante: b) contratação de serviços para elaboração de projetos culturais.
Não há outras informações.
O livro será composto por 156 páginas, seguindo as seguintes especificações: Livro Fechado: Formato do papel 175 mm x 260 mm; Formato da Capa: 265 mm x 260 mm; Capa em papel cartão 180; Papel miolo em Cuchê 120; Número de páginas: 78 papéis e 156 páginas; e Lombada de 15 mm. Livro Aberto: Formato do papel 350 mm x 260 mm; Capa em papel cartão 180; e Papel miolo em Cuchê 120. Número de páginas: 78 papéis e 156 páginas.
Acessibilidade física: Não se aplica. Acessibilidade de conteúdo Áudio descrição - adaptação do conteúdo escrito para pessoas com deficiência visual. PDF acessível com descrição de imagens para pessoas com deficiência visual e neuro divergentes, disponível gratuitamente online. Item orçamentário: Audiodescrição Atividade Formativa: Intérprete de Libras - para pessoas com deficiência auditiva durante roda de conversa sobre o projeto. (1 conversa de 2 horas). Item orçamentário: intérprete de libras.
A democratização do acesso é parte fundamental deste projeto: A) LIVRO - 80% dos livros serão distribuídos gratuitamente a bibliotecas e universidades públicas do Brasil (a serem decididas durante a fase de pré-produção); - 10% dos livros serão distribuídos aos patrocinadores; - 10% dos livros serão distribuídos pelo proponente para divulgação do projeto; Além disso, será disponibilizado o PDF da publicação para consulta online, inclusive. O livro também será adaptado para a versão em audiodescrição, para deficientes visuais. O público-alvo desta ação são os moradores locais, que tem valores afetivos em relação à antiga fábrica; estudantes, acadêmicos e pesquisadores na área do patrimônio cultural, bem como demais interessados no patrimônio industrial Brasil. Então, como premissa do Art. 27: I - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional por patrocinadores, havendo mais de um, receberão em quantidade proporcional ao investimento efetuado; II - mínimo de 50% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo; III - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional pelo proponente em ações de divulgação do projeto. Como premissa do Art. 28: I - doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com caráter social, além do previsto inciso II do art. 27, totalizando 20% (vinte por cento); Como premissa do Art. 29: II - de caráter educativo, a distribuição a alunos da rede pública de ensino fundamental, médio ou superior. B) MESA-REDONDA (contrapartida social) Além disso, será realizada uma mesa redonda para aproximadamente 100 pessoas, com os participantes do projeto e convidados, aberta ao público em geral e professores, estudantes, profissionais, artistas, pesquisadores em artes visuais, etc. Local e convidados a serem definidos na fase de pré-produção. Esse evento será gravado e ficará disponível online para o público.
Sylvio Carneiro de Farias Coordenador Geral: Atividades exercidas no projeto cultural: Mestre em arquitetura pela Universidade de Brasília (UnB). Sua atuação se dá na área de projetos educacionais e culturais para organismos internacionais (PNUD, UNESCO e UNOPS) e, nos Ministérios da Educação e da Cultura do governo federal entre 1999 e 2022, tais como: Consultor de infraestrutura física no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Programa de Melhoramento e Expansão do Ensino Médio (Projeto Escola Jovem) do Ministério da Educação; Consultor de patrimônio cultural e coordenador técnico pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Programa Monumenta do Ministério da Cultura/IPHAN. Coordenador-geral e diretor substituto do Departamento de Projetos Especiais do IPHAN, coordenando o PAC Cidades Históricas. Assessoramento técnico à fiscalização da restauração das fachadas do Edifício-Sede do Supremo Tribunal Federal. Coordenador da obra de restauração do Theatro Sebastião Pompeu de Pina de Pirenópolis/GO, pela Construtora Biapó (2020 a 2021). Atualmente trabalha como consultor do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), em projetos e obras de infraestrutura social, projeto de orçamentação para obras de restauração do patrimônio cultural e coordenando a elaboração dos projetos de restauração da Embaixada do Paraguai, em Brasília. Trabalha como consultor de patrimônio da UNESCO no projeto de reconstrução e restauração do Museu Nacional. Celma de Souza Pinto Pesquisa e produção de texto: Projeto Atividades exercidas no projeto cultural: Historiadora, doutoranda em Teoria e História da Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília. Mestre em Arquitetura e Urbanismo (FAU/UnB), ambos trabalhos acadêmicos sobre a paisagem industrial de Cubatão. Trabalhou no Arquivo Histórico de Cubatão, vinculado à Secretaria de Cultura da Prefeitura Municipal, onde desenvolveu projetos e atividades culturais, como o Roteiro Histórico para estudantes da rede pública e ensino. Atou como técnica do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), com atividades voltadas para apoio técnico às superintendências regionais do Iphan; participação como membro em Grupos de Trabalhos objetivando a realização de políticas públicas culturais com foco na diversidade cultural brasileira. Trabalhos de pesquisa; elaboração de pareceres em processos de tombamento; apoio junto ao Conselho Consultivo do Iphan, interface com trabalhos relacionados às candidaturas de bens culturais como patrimônio mundial pela UNESCO. Foi Coordenadora da Coordenação de Identificação e Reconhecimento do IPHAN, no suporte, análise e parecer em processos de tombamento em âmbito federal. Possui três publicações sobre o município: Cubatão, história de uma cidade industrial; no qual recebeu o Prêmio Afonso Schmidt; Meu lugar no mundo, Cubatão e, Anilinas.
DILIGÊNCIA RESPONDIDA PELO PROPONENTE.PROJETO LIBERADO PARA DECISÃO DO ANALISTA.