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O Projeto se propõe a valorizar o Patrimônio Material brasileiro através da Educação Patrimonial, com uso de tecnologias digitais interativas para turistas nacionais e internacionais. O Projeto está focado na oportunidade de ampliação do olhar do turista, promovendo uma apropriação e conexão afetiva com osambientes de relevância histórica. Por ser um projeto de longo prazo, pretendemos, nessa etapa, focar em Brasília e em Ouro Preto-MG.
O Projeto tem por objetivo valorizar o Patrimônio Histórico e Artístico Material brasileiro através da Educação Patrimonial, com uso de tecnologias interativas (em dispositivos móveis) para turistas nacionais e internacionais.
Objetivo GeralO Projeto tem por objetivo promover uma conexão e apropriação afetiva dos turistas que visitam patrimônios históricos materiais e, hoje, têm apenas uma leitura visual.Através de tecnologias em smartphones, os turistas poderão "explorar" o ambiente de visitação, obtendo inúmeras informações culturais e históricas com o objetivo explícito de promover a valorização do Patrimônio Material brasileiro.Nosso Propósito é, portanto, o de criar uma experiência (tecnológica) rica e marcante, que promoverá o Turismo Cultural demarcando o valor social de Bens Materiais de importância histórica. Objetivos EspecíficosO projeto ainda conta com objetivos específicos, como:· Enriquecer a experiência de turistas· Possibilitar a exploração da cidade por alunos de escolas públicas e privadas· Ampliar o conhecimento histórico e cultural de Patrimônios Materiais· Criar um atrativo adicional, em pontos turísticos, para gerações mais jovens que são totalmente conectadas em meios digitais e interativos
Hoje, os turistas têm apenas uma experiência visual em grande parte dos ambientes urbanos com elementos de relevância histórica e artística. É frustrante, por exemplo, acompanhar visitantes na capital do país, apreciando a Catedral exclusivamente sob uma perspectiva visual, ainda que magnífica. Perdemos a oportunidade de trazer contexto, memória, história... Perdemos a chance de criar uma poderosa conexão afetiva e de maior reconhecimento de nossos bens materiais e culturais.Quem dispões de mais informações sobre um Patrimônio Material, se conecta mais profundamente e passa a valorizar o "objeto" muito além de sua expressão material.O exemplo da Catedral de Brasília vale para todos outros monumentos de nossa capital, e também para inúmeros Patrimônios Materiais de todo o Brasil.Nossa indignação com essa situação, nos motivou a desenvolver o Projeto em pauta, tendo como nosso público os turistas e os moradores da cidade.De acordo com a Organização Mundial do Turismo _ OMT, vinculada à UNESCO/ONU,"Nos milhares de anos que narram o progresso da humanidade, as civilizações floresceram e caíram e, em seu rastro, deixaram legados com sua marca indelével na história do mundo. Esses legados mostram o auge das habilidades da humanidade, seja em monumentos excepcionais ou na singularidade de pinturas e músicas. O patrimônio conta a história da humanidade. O turismo dá vida a esse patrimônio."A Conferência Mundial OMT/UNESCO sobre Turismo e Cultura revelou que:· Quase todos os Estados Membros incluíram patrimônio tangível em sua definição de turismo cultural;· O turismo cultural teve um lugar específico na política de turismo de 90% dos entrevistados, e 69% indicaram que era 'muito importante' para a política de turismo;· Os países com uma política de turismo cultural eram mais propensos a medir o turismo cultural, relatar números maiores de turistas culturais e relatar taxas de crescimento do turismo cultural mais altas;· O patrimônio material foi classificado como o elemento mais importante do turismo cultural;· Cerca de 84% dos Estados-Membros indicaram que o turismo cultural ocupava um lugar específico no seu plano de marketing e promoção.Também de acordo com a Organização Mundial do Turismo _ OMT o turismo cultural deverá continuar a ser um dos principais mercados de turismo no futuro e faz algumas recomendações dentre as quais destacamos:· Criar uma visão para o turismo cultural para vincular e energizar as partes interessadas;· Criar uma atividade de marketing turístico cultural mais direcionada;· Fazer uso eficaz das novas tecnologias.Nosso Projeto está em consonância tanto com a Organização Mundial do Turismo quanto com as necessidades prementes do Brasil no sentido de desenvolver o Turismo.Em nossa proposta focada na Educação Patrimonial, através do Turismo Cultural, pretendemos abordar especificamente uma categoria do Patrimônio Cultural: o Patrimônio Material. No contexto do Patrimônio Material, focaremos exclusivamente em edificações, conjuntos históricos urbanos e sítios arqueológicos integrantes do Livro de Tombo Histórico do IPHAN.Ao definir um escopo preciso de atuação, asseguramos foco e o potencial para tratá-lo a nível nacional com maior brevidade. Entretanto, temos consciência de que há um imenso potencial de ampliação do escopo. Essa ampliação pode se realizar tanto do ponto de vista de Patrimônio Imaterial, como do ponto de vista de sítios turísticos, por exemplo de natureza cênica ou mesmo ambiente urbanos não protegidos como Patrimônio. No que diz respeito ao Art 1o da Lei 8.313/91, nosso Projeto se enquadra nos seguintes incisos: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; No que diz respeito ao Art 3o da Lei 8.313/91, nosso Projeto atende ao seguinte inciso e alíneas referentes aos objetivos que serão alcançados com a proposta: IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos;
Não são necessárias.
O Projeto focará em tecnologias interativas, através de app e site, para turistas utilizarem em suas visitas reais a locais com bens materiais de importância histórica e cultural, reconhecidos pelo IPHAN. Pesquisa realizada pelo IBGE, em parceria com o Ministério do Turismo, sobre o Turismo doméstico no Brasil em 2021 revelou que a cultura e a gastronomia são responsáveis por 16,0% das viagens realizadas a lazer. É um número em relativa sintonia com o mundo, que não trata cultura e gastronomia nos mesmos termos. Há consenso de que, em todos os continentes, as pessoas se relacionam com o mundo através de telas, com a supremacia do smartphone. Os brasileiros não são diferentes. Mais de 80% da população usa a Internet. Por sua vez, o smartphone representa a esmagadora maioria do uso. No Projeto, utilizaremos recursos tradicionais de mídias como textos, áudios, filmes e fotos. Incluiremos também novas tecnologias interativas como Realidade Aumentada e Gamificação. Ao contrário do que o nome pode sugerir, gamificação não é sobre jogar um jogo. Gamificação é a utilização de técnicas de jogos digitais em um ambiente que não seja de jogo. Funciona como uma poderosa forma de motivar os participantes e é utilizado em ambientes educacionais, corporativos e mesmo governamentais no exterior Por sua vez, Realidade Aumentada promove a integração de elementos ou informações virtuais com visualizações do mundo real através de uma câmera de smartphone ou de um tablet. Assim, a Realidade Aumentada combina o mundo digital com elementos reais. O que a torna especial é o fato de oferecer a possibilidade de refletir componentes digitais no mundo real, de forma interativa e extremamente intuitiva. A Realidade Aumentada já tem aplicações tanto no ambientes de jogos como também no de turismo. Denominamos Tecnologia/Aplicativo porque desenvolveremos uma solução híbrida: · site acessado por link ou QR Code; · app´s Apple e Android. Nossa proposta é de que viajantes regulares possam instalar um aplicativo e utilizá-lo diretamente. Por sua vez, os viajantes/turistas ocasionais terão a oportunidade acessar a tecnologia a partir de um simples QR Code existente em cada sítio histórico. Essa decisão se baseia no fenômeno recente em que as pessoas evitam instalar e manter aplicativos de uso ocasional. O conceito operacional é simples. Os turistas utilizarão o smartphone para “navegar” pelo ambiente: · Externamente, através de tecnologia de Realidade Aumentada · Em ambientes internos, através de ambientes panorâmicos 360 graus
O Projeto irá treinar “guias de turismo com informação adequada à pessoa portadora de deficiência”, conforme art. 46 do Decreto nº 3.298 de 20 de dezembro de 1999.
O acesso às tecnologias desenvolvidas e oferecidas aos turistas, através do Projeto, não terá nenhum custo para os usuários. Mais de 80% da população brasileira tem acesso à Internet, majoritariamente através de smartphones, que serão os dispositivos de interação do Projeto. Consequentemente, o acesso aos conteúdos do Projeto está assegurado à imensa maioria de usuários brasileiros e internacionais. E também, atendendo ao regramento do art. 28 da IN nº 01/2023, optamos por: “VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas;” Pretendemos realizar, gratuitamente, treinamentos online e palestras para Professores da Rede Pública e Guias Turísticos com o objetivo de divulgação e orientação do uso das tecnologias disponibilizadas através do Projeto.
André Luiz de Mascarenhas Bergholz (Proponente e Coordenador Geral do Projeto) Arquiteto e Mestre em Planejamento Urbano pela FAU/Universidade de Brasília - UnB. Cursou o Doutorado em Sociologia (obtendo todos os créditos) na área de concentração "Ciência, Tecnologia e Sociedade", também na UnB. Lecionou Educação Artística na Fundação Educacional do Distrito Federal e Tecnologias Digitais na Universidade de Brasília - UnB, sendo aprovado em 1o lugar de concurso para professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo - FAU/UnB. Foi Analista de Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq por mais de 10 anos com atividades de Coordenação de Programas de C&T e de Planejamento. Foi Pesquisador em Projetos na UnB e no CNPq. Atua como consultor de instituções privadas e públicas como Organização Panamericana de Saúde - OPAS. Tem trabalhos apresentados e publicados nos mais diversos foruns como Administração de Ciência e Tecnologia, Planejamento Urbano e Regional, Encontro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência....É empreendedor, tendo fundado empresas de tecnologias imersivas e interativas e de produção de conteúdos. Desenvolve conteúdos de Realidade Virtual desde os anos de 1990 e foi pioneiro na aplicação de Realidade Aumentada no Brasil. Maria de Lourdes de Alencar Parreiras Horta (Consultora) Museóloga, graduada em Museologia pela Universidade do Brasil, hoje UNIRIO. Doutorado em Estudos Museológicos e Comunicação de Artes pela Universidade de Leicester, no Reino Unido, 1992, e Pós-Doutorado pelo PACC – Programa Avançado de Cultura Contemporânea, da UFRJ, em 2009. Iniciou a carreira técnica como museóloga do Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro, em 1965. Entrou no serviço público federal por concurso do DASP, em 1970, classificada em 1º. Lugar. Bolsista da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, de 1967 a 1968. Assumiu a Chefia da Divisão de Museologia do Museu Nacional de Belas Artes em 1970. Assessora do Departamento de Assuntos Culturais do MEC, de 1974 a 1977. Convidada para chefiar a Divisão de Museologia do Museu Imperial em 1978, quando introduziu no país o conceito e a proposta metodológica da Educação Patrimonial, em 1983. Bolsista do CNPQ e do British Council para cursar programa de Doutoramento em Museum Studies na Inglaterra, de 1985 a 1986. Coordenadora da Coordenadoria de Acervos Museológicos da Fundação Nacional pro-Memória, de 1986 a 1990, criando o Programa de Educação Patrimonial, alcançando todo o país, através de oficinas e assessoramento a Estados e Municípios. Em 1991 assumiu a direção do Museu Imperial, em Petrópolis, RJ, cargo que exerceu até 2008, desenvolvendo o Setor de Educação Patrimonial naquela instituição, atendendo uma média de 50 mil estudantes por ano. Em 1999, elaborou e publicou, através do IPHAN, o “Guia Básico de Educação Patrimonial”, difundido em todo o país. Desenvolveu sistema de áudio-guides para a visita ao Museu Imperial, usando tecnologia israelense, e juntamente com a Fundação Roberto Marinho desenvolveu e implantou o projeto pioneiro de Som e Luz, fator decisivo para o desenvolvimento do turismo na região. Foi pesquisadora convidada do Woodrow Wilson Center em Washington, DC. em 2000. Presidente do Comitê Brasileiro do ICOM – International Council of Museums, de 1994 a 2000, sendo membro do Comitê de Museologia, ICOFOM, e do CECA, Educação e Ação Cultural dessa organização internacional, ligada à UNESCO. Professora de História da Arte na Universidade Santa Ursula, e de diversas disciplinas no Curso de Museologia da UNIRIO. Professora no MBA de Gestão de Museus da ABGC e Universidade Cândido Mendes. Professora de Educação Patrimonial no Curso de Arqueologia do IAB, Instituto de Arqueologia, no Rio de Janeiro. Ao longo de mais de 30 anos ministrou palestras e oficinas técnicas na área da Museologia e da Educação Patrimonial. Publicou inúmeros trabalhos acadêmicos em revistas especializadas, ministrou conferências em eventos e universidades em diferentes países e no Brasil. Após aposentar-se, criou a própria empresa, Creative Heritage & Patrimônio Criativo, Museologia e Produção Cultural, hoje uma MEI, prestando consultoria a projetos especializados, entre os quais, mais recentemente, o Projeto MAHBI, para o Instituto Terra, de reformulação e revitalização do Museu Histórico e Diplomático do Itamaraty, MRE, no Rio de Janeiro, que inclui o uso de tecnologias digitais e Realidade Virtual e Aumentada, no contexto da exposição. É consultora da Guidepoint Consultants, empresa de consultoria internacional.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.