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O projeto visa realizar exposições artísticas em escolas e outros espaços educativos públicos, deixando como legado pinturas e outras instalações artísticas. Paralelamente às exposições, educadores e/ou agentes culturais do local recebem formação artístico-cultural para darem continuidade ao processo de melhoria do espaço educativo iniciado com a exposição, ampliando seu potencial como equipamento cultural.
EXPOSIÇÃO DE ARTES O Projeto "Escola Criativa Itinerante" será realizado na cidade de São Paulo e Grande São Paulo em espaços educativos como escolas, Centros Educativos Unificados-CEUs; Fábricas de Culturas, organizações da sociedade civil, bibliotecas e outros. Faremos inicialmente uma visita às Diretorias Regionais de Ensino para conhecer o trabalho e apresentar a proposta do projeto em reunião com os dirigentes e técnicos. Após a confirmação do interesse pelo projeto, a Diretoria Regional de Ensino convida os professores e coordenadores das instituições para uma apresentação da proposta. Neste momento, a escola confirma o seu interesse e adere ao projeto. Este processo também poderá ser realizado diretamente com a equipe gestora de cada escola e professores interessados em participar do projeto a partir de divulgação desta iniciativa nas redes sociais do Instituto Choque Cultural. Havendo um número maior de escolas interessadas do que os recursos disponíveis, faremos a seleção das escolas considerando o nível de seu engajamento e possibilidade de participação ativa no projeto, assim como sua capacidade de dar continuidade as ações após o desenvolvimento do projeto em sua escola. A primeira etapa na escola é a realização da formação artístico-cultural, e a partir dela é elaborada uma proposta de transformação do ambiente educativo a partir das ferramentas apresentadas durante os encontros formativos. Nesta etapa também é constituída uma equipe colaborativa para realização da proposta de transformação do espaço, é feito o mapeamento das atividades artísticas e culturais do espaço educativo e/ou entorno, definido as instalações e mobiliário urbano que melhor se adeque à proposta criada (Estação de Criação Gráfica). A exposição artística contemplada no projeto para cada escola envolverá cerca de 3 artistas consagrados da Arte Urbana, reservando-se o direito ao proponente de convidar outros artistas de relevância equivalente, além dos listados na ficha técnica, de forma a adequar as linguagens artísticas a cada projeto customizado. Um dos artistas participantes do projeto reside na cidade de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, e em função do seu histórico na cidade e envolvimento local, selecionaremos um ambiente escolar nesta cidade para a realização do projeto, trazendo identidade e valorização do artista conterrâneo. O mobiliário Estação de Criação Gráfica criado e contemplado no projeto de cada escola (projeto expográfico/cenográfico meramente ilustrativo em anexo) e que será doado de forma definitiva aos espaços educativos, tem a finalidade de oferecer as ferramentas necessárias para que a comunidade escolar mantenha e continue a dar sustentabilidade às transformações iniciadas com a exposição, valorizando também a produçãoartística e cultural local. CURSO / OFICINA / ESTÁGIO Como primeira etapa será realizada a formação artístico-cultural na Tecnologia Social desenvolvida pelo Instituto Choque Cultural - A escola é cidade e a cidade é escola - para educadores e participantes do projeto e que poderá ser organizadas de forma centralizada através de parcerias institucionais (diretorias de ensino e/ou secretarias de cultura) ou a partir dos momentos de Hora de Trabalho Pedagógico Coletivos das escolas, podendo ser realizada presencialmente ou, em função das trataivas com a direção do local, poderão ser realizados de forma interativa via plataformas virtuais de comunicação. Essa formação tem a finalidade da comunidade escolar ser envolvida no planejamento de melhorias do ambiente educativo a partir da arte e no engajamento dela em sua manutenção, ampliação e ativação a partir das atividades artísticas e culturais já existentes no local e em seu entorno. Está etapa da formação que envolve o engajamento dos participantes do projeto, além do já exposto, também será acompanhada via plataforma customizada no site institucional com a finalidade de estimular e promover a troca de experiências entre os profissionais escolares, bem como permitir o acompanhamento e alinhamento destes com as propostas e objetivos do projeto. Conteúdos abordados: Apresentação da tecnologia social de transformação do ambiente escolar através da arte, compreensão do espaço escolar e percepção das transformações que podem melhora-lo, apresentação de novas ferramentas de transformação do espaço (estêncil, lambe-lambe, instalações Artísticas entre outros), identificação das produções culturais já existentes tanto dentro, quanto fora do espaço educativo para mobilização da comunidade.
OBJETIVO GERAL Contribuir significativamente para a melhoria de ambientes educativos, utilizando as artes visuais como principal ferramenta de transformação dos espaços e ampliação do acesso à cultura. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 1) Produto EXPOSIÇÃO DE ARTES: realizar 10 exposições artísticas em espaços educativos, usando diversas linguagens, especialmente pinturas e grafites. Cada exposição envolverá cerca de 3 artistas consagrados da Arte Urbana, reservando-se o direito ao proponente de convidar outros artistas de relevância equivalente, além dos listados na ficha técnica de forma a adequar as linguagens artísticas a cada projeto customizado. 2) Produto CURSO / OFICINA / ESTÁGIO: realizar formação artístico-cultural de pelo menos 30 educadores e/ou alunos e agentes culturais para darem continuidade ao processo de melhoria do espaço escolar iniciado com a exposição.
Desde 2011 o Instituto Choque Cultural tem realizado exposições de artes visuais, grafite e outras linguagens artísticas próximas do jovem, nos mais diversos locais públicos, principalmente em escolas da rede pública, transformando os espaços escolares em ambientes mais atrativos e motivadores para alunos e professores, além de ampliar o acesso à arte para públicos que não frequentam museus e galerias. Segundo o relatório Hábitos Culturais dos Paulistas (Organização J. Leiva e Datafolha, 2014), 48% dos entrevistados nunca entraram em um museu ou galeria de arte. Em seus projetos, o Instituto Choque Cultural utiliza a Tecnologia Social "Escola É Cidade, Cidade É Escola," e pelos muitos resultados positivos alcançados pela metodologia, esta foi certificada pela Fundação Banco do Brasil entre as melhores Tecnologias Sociais para o Meio Urbano, por reconhecer a escola como um importante equipamento cultural, muitas vezes sendo o único ao alcance das comunidades em certas localidades, contribuindo para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais e estimulando a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória (incisos I e VIII, Art. 1º da Lei 8.313/91). Com o incentivo da Lei Rouanet, o Instituto Choque Cultural, através de sua Tecnologia Social aplicada ao projeto "Escola Criativa Itinerante", pretende qualificar os espaços escolares por meio de exposições de artes que deixam, como legado, pinturas pedagógicas, mobiliário criativo, oficinas gráficas, além da formação artístico-cultural de educadores, alcançando alunos dos Ensinos Fundamental e Médio da rede pública, e comunidades de todas as regiões e periferias da cidade de São Paulo, promovendo, assim, o fomento à produção cultural e artística, mediante a realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres (alínea e, inciso II, Art. 3º); e, ainda preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico mediante a construção, formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais, bem como de suas coleções e acervos (alínea a, inciso III, Art. 3º). O presente projeto ainda propõe apresentar artistas visuais, designers e coletivos multidisciplinares por meio das ações concretas de melhoria de espaços escolares a partir de exposições artísticas, apoiando, valorizando e difundindo o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores, protegendo as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional, salvaguardando a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira, preservando os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro (incisos, III, IV, V e VI do Art. 1º da Lei 8.313/91). Neste contexto, ainda, segundo estudo promovido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento _ BID em maio de 2011, intitulado Infraestrutura Escolar e Aprendizagem na Educação Básica Latino- americana, pesquisas indicam que as condições físicas das escolas influenciam positivamente os aprendizados do aluno e que os investimentos em infraestrutura escolar deveriam priorizar intervenções direcionadas a melhorar os fatores construtivos mais diretamente associados à aprendizagem, isto é, construção de bibliotecas, laboratórios de ciências, salas de informática ou espaços para uso múltiplo. Em consonância, outro estudo, elaborado pela UNESCO com dados do SERCE revela que as condições físicas das escolas têm efeito importantíssimo no desempenho dos estudantes e contribuem significativamente para reduzir a lacuna de aprendizagem associada à desigualdade social. No Brasil, segundo Priscila Cruz, diretora-executiva do movimento Todos pela Educação, existe um contingente de 1,6 milhão adolescentes de 15 a 17 anos fora da escola e uma das justificativas mais fortes é a falta de interesse no ambiente escolar. Esses estudos justificam o investimento na melhoria dos espaços escolares através de ações artísticas que transformem esses espaços em ambiente mais criativos e inspiradores para alunos, professores e toda a comunidade escolar.
O atual projeto está sendo reapresentado após arquivamento da última proposta, esclarendo os pontos diligenciados e fazendo os ajustes necessários. Todo material permanente desenvolvido nas instalações artísticas (Ex. mobiliário urbano) serão doados aos espaços educativos participantes após o término do projeto. O projeto expográfico/ cenográfico de utilização de mobiliário urbano (Estação de Criação Gráfica) em espaços educativos anexado a esta proposta é meramente ilustrativo. O projeto expográfico/ cenográfico definitivo será enviado a partir da seleção dos espaços educativos customizados ao longo do projeto.
Projeto Pedagógico das atividades de formação artístico-cultural Contempla as seguintes etapas: 1. Articulação local: O Instituto Choque Cultural, através de sua Coordenadora, visita as Diretorias Regionais de Ensino para conhecer o trabalho e apresentar a proposta do projeto em reunião com os dirigentes e técnicos. Após a confirmação do interesse pelo projeto, a Diretoria Regional de Ensino convida os professores e coordenadores das instituições para uma apresentação da proposta. Neste momento, a escola confirma o seu interesse e adere ao projeto. Este processo também poderá ser realizado diretamente com a equipe gestora de cada escola a partir de formulário de interesse. 2. Formação artístico-cultural de educadores e demais interessados na Tecnologia Social desenvolvida pelo Instituto Choque Cultural “A escola é cidade e a cidade é escola”: Objetivos: Contribuir para que o educador perceba a escola como um laboratório (micro cósmo) da cidade e seu papel como agente cultural na mediação das aprendizagens dos alunos para o exercício da cidadania e de seus direitos culturais; contextualizar historicamente a arte urbana e propor uma perspectiva de desenvolvimento a partir da participação cidadã, levando o educador à compreensão do espaço escolar e percepção das transformações que podem melhora-lo; oferecertécnicas práticas e adaptáveis ao universo escolar e que serão utilizadas nas intervenções artísticas de melhoria do espaço escolar; apoiar o educador na elaboração de um projeto de transformação do ambiente escolar a partir das ferramentas apresentadas. Conteúdos programático: Apresentação da tecnologia social de transformação do ambiente escolar através da arte, compreensão do espaço escolar e percepção das transformações que podem melhora-lo, apresentação de novas ferramentas de transformação do espaço (estêncil, lambe-lambe, instalações artísticas), identificação das produções culturais já existentes tanto dentro, quanto fora do espaço educativo para mobilização da comunidade. Nesses encontros, os educadores são envolvidos no planejamento de melhorias do ambiente educativo a partir da arte e no engajamento deles em sua manutenção, ampliação e ativação a partir das atividades artísticas e culturais já existentes na comunidade educativa local e em seu entorno. Carga horária: Até 30 horas Público estimado e forma de seleção: 30 Professores de ensino fundamental e/ou ensino médio de escolas públicas, convidados a partir da parceria estabelecida com o espaço educativo que receberá as ações do projeto e também convidados interessados a partir da divulgação da ação nas redes sociais do proponente mediante ordem de procura e de vagas disponíveis. Responsável pela Formação: Raquel Ribeiro dos Santos 3. Elaboração coletiva de um projeto de transformação do ambiente educativo a partir das ferramentas apresentadas: Nesta etapa são formadas equipes colaborativas para realização dos projetos, mapeamento das atividades artísticas e culturais do espaço educativo e/ou entorno e organização da produção do evento de abertura da exposição.
Atendendo ao Art. 25 da Instrução Normativa nº 1/2023, o projeto pretende: Produto EXPOSIÇÃO DE ARTES Medidas de acessibilidade no aspecto arquitetônico: o projeto será desenvolvido em parceria com a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, e Secretarias Municipais de São Paulo e São Bernardo do Campo. Todas as escolas, CEUs e outros espaços educativos atendidos serão espaços públicos adaptados a receberem tanto alunos portadores de necessidades especiais / deficiência, como pessoas idosas, como rampas de acesso e banheiros adaptados. Medidas de acessibilidade para PcD visuais: audiodescrição Medidas de acessibilidade para PcD auditivos: intérprete de libras Medidas de acessibilidade para PcD intelectuais: professor treinado Produto CURSO / OFICINA / ESTÁGIO (formação artístico-cultural para educadores e/ou agentes culturais) Medidas de acessibilidade no aspecto arquitetônico: o projeto será desenvolvido em parceria com a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, e Secretarias Municipais de São Paulo e São Bernardo do Campo. Todas as escolas, CEUs e outros espaços educativos atendidos serão espaços públicos adaptados a receberem tanto alunos portadores de necessidades especiais / deficiência, como pessoas idosas, como rampas de acesso e banheiros adaptados. Medidas de acessibilidade para PcD visuais: audiodescrição Medidas de acessibilidade para PcD auditivos: intérprete de libras Medidas de acessibilidade para PcD intelectuais: treinamento de professor
Medidas de democratização de acesso às atividades culturais garantidas no desenvolvimento do projeto, tanto das exposições quanto das formações artístico-culturais, conforme artigo 28 da IN nº 01/2023: - IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal; - VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; Obs.: o projeto realizará, através do produto Curso/Oficina/Estagio, a formação artística e cultural de educadores - VII - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil; - IX - estabelecer parceria visando à capacitação de agentes culturais em iniciativas financiadaspelo poder público;
O proponente será responsável pela Coordenação Geral do projeto. INSTITUTO CHOQUE-CULTURAL: Coordenação GeralO Instituto Choque Cultural é uma organização sem fins lucrativos que busca trazer a arte para o centro do debate e da vida pública. É o desdobramento das experiências e do aprendizado dos mais de 15 anos de atividade da Galeria Choque Cultural, que após fomentar o mercado de arte urbana e as formas dela intervir na vida da cidade, desde 2011 aposta no pensamento educacional e no debate sobre o papel da arte e da cultura na vida pública, viabilizando projetos educativos e culturais em parceria com instituições privadas e públicas, brasileiras e internacionais através do Instituto Choque Cultural. Hoje ele tem como sua principal iniciativa o projeto Escola Criativa, que oferece exposições, cursos e busca incidir sobre a cultura, arte e educação com ações customizadas e integradas à escola para que ela potencialize a capacidade criativa das pessoas, seja a partir de ambientes mais bonitos e interativos, seja na ativação desses espaços a partir da cultura e arte com exposições, seja na cultura e educação a partir da formação artística de professores e alunos como agentes culturais. É utilizada a tecnologia social “A Escola é Cidade e a Cidade é Escola”, premiada pela Fundação Banco do Brasil de Tecnologias Sociais em 2015. JOSÉ CARLOS RIBEIRO DOS SANTOS (BAIXO): Curadoria Formação: Arquitetura, urbanismo e desenho industrial pela FAUUSP; Presidente do Instituto Choque Cultural, Diretor Galeria Choque Cultural, Curador de arte contemporânea, Produtor cultural, Consultor para assuntos de cultura e tecnologia para meio urbano. Curadorias:2018 CONEXÕES URBANAS exposições com itinerância por equipamentos do SESI; 2018 MURAL DA ESCUTA, intervenção urbana na Cidade Universitária; 2017 ILUMINATA, exposição individual no espaço do Itaim; 2017 MANUSCRIPT REPLICA, exposição individual no SENAC LAPA Scipião;2017 exposição individual no Museu Oscar Niemeyer. RAQUEL RIBEIRO DOS SANTOS: Produtor Executivo 2018 Elaboração do projeto político-pedagógico educomunicativo e de tecnologia social do Eduqativo; Coordenação de projetos e ações arte-educativas e elaboração de projetos institucionais, relatórios técnicos e de material didático, articulação de parcerias com escolas da rede pública; 2014 Instituto Asas de Comunicação Educativa; 2010 Instituto Ayrton Senna implantação e acompanhamento do Programa Superação Jovem junto às escolas da rede públicas, formação, acompanhamento e avaliação da equipe regional das Diretorias de Ensino parceiras do Programa. Formação acadêmica: 2018 Arte na Educação: teoria e prática ECAUSP; 2013 Gestão da comunicação: políticas, educação e cultura ECAUSP; 1996 Especialização para professores da escola de educação infantil PUC; Bacharelado e Licenciatura em Psicologia UNIP. Publicações: 2015 “A escola é cidade: a cidade é escola: a educomunicação aplicada à arte”. Prêmios: 2015 Finalista do Prêmio FBB de Tecnologia Social Fundação Banco do Brasil - "A escola é cidade & a cidade é escola" DANIEL MELIM: Artista Nascido em São Bernardo do Campo/SP, 1979, tem como uma de suas principais referências os antigos clichês da publicidade. A partir de imagens que vendem um mundo feliz de consumo, faz uma leitura crítica. Pensa diversos elementos, incluindo significado propriamente dito daquilo que cria e as composições visuais que articula. Nem sempre o símbolo é o mais importante. Seu trabalho não busca ser limpo e organizado, mas comporta uma pesquisa estética na qual o sujo, as grossas texturas, o aparentemente mal acabado e o considerado inicialmente pobre têm um papel primordial, protagonizando uma atitude de pensar o mundo. Nessa mesma esteira criativa, Melim se apropria de imagens pop, anúncios e letreiros. Parte, como Rauschenberg desses elementos para construir imagens nas quais a tinta não é necessária, pois os recortes feitos do cotidiano já compõem boa parte do que deseja expressar, seja numa tela ou num mural. Quando faz uma intervenção urbana, por exemplo, o sujo e o desgaste dos muros não são elementos para serem extirpados, mas para serem aproveitados. Acima de tudo o trabalho de Daniel Melim é uma retomada de componentes da cultura pop, incluindo anúncios publicitários e sua ideologia, sob uma perspectiva que não se coloca como engajada. Essa fuga do simplismo dá a cada imagem criada pelo artista uma magnitude que se estabelece como obra de qualidade, plena de verdade interior do artista e universal mistério. PRESTO (MÁRCIO PENA): Artista Nasceu em São Paulo em 1976 e começou a demonstrar interesse por arte ainda criança. No início dos anos 90 teve contato com Grafite o que despertou seu interesse por murais e intervenções pela cidade. Tem como marcante em sua trajetória as intervenções urbanas onde os cenários são absolutamente inesperados e sua visão autoral pode ser amplamente apreciada.Transita com leveza entre as cores, criando harmonia e surpresa nas escolhas que faz, na maneira como ocupa os espaços e na riqueza de detalhes que coloca em cada um de seus trabalhos. Aprimorou técnica, criou algumas das próprias ferramentas e suportes. Desenvolveu uma linguagem visual que desafia o senso de realidade do espectador, explora a diversidade de possibilidades da vida e nos coloca numa dimensão onde essência, pensamento e matéria não se distinguem. Em 2007 expôs pela primeira vez suas criações originais em São Paulo e desde então já apresentou seus trabalhos em Nova York, Tokyo, Washington, Basel, Los Angeles, Londres e Pequim, além de figurar em importantes coleções de arte. TEC FASE (LEANDRO WAISBORD): Artista Nascido em Córdoba Argentina, vive em São Paulo. Sua trajetória artística pode ser dividida em três períodos. Até os 15 anos, o artista permanece em sua cidade natal e logo em seguida, muda-se para Buenos Aires, onde tem seu primeiro contato com a arte. Naquele momento, Tec começa a pintar as paredes das ruas da capital argentina, promovendo sua banda de rock, Ocote. A partir daí, o artista cria desenhos dialogando diretamente com o universo do futebol, as bandas de rock e o grafite na sua forma de inscrição caligrafada. O segundo momento de sua carreira se dá quando entra na faculdade de desenho gráfico na Universidade de Buenos Aires. Paralelamente, Tec trabalhava em agências de publicidade e produtoras de filmes, as quais deram conhecimento técnico para filmar e produzir RUTA 9, um documentário de rural art auto-filmado. Reconhecido internacionalmente com a mostra “De Dentro e De Fora”, realizada no Museu de Arte de São Paulo (Masp), e um dos expoentes da arte de rua, Tec resolveu fixar residência em São Paulo, onde possui ateliê, desenvolve exposições e realiza desenhos no asfalto em grandes ladeiras da capital paulista. Seu último grande trabalho foi na copa do mundo de futebol realizada no Brasil. Seus desenhos estamparam uma grande bandeira que foi aberta no gramado da Arena Corinthians (SP) na cerimônia de abertura do mundial 2014.
PROJETO ARQUIVADO.