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O Projeto Caixa Mágica - Cenas da Inclusão tem por objetivo promovero teatro, a inclusão social e sensibilizar o público em relação à produção artística de pessoas com deficiência. Este projeto oferecerá oficinas teatraispara pessoas com e sem deficiência,com o propósitode conceber uma apresentação final que seja inteiramente baseada nas contribuições dos participantes. A encenação será acessível a todos os públicos.
1 – OFICINAS DE TEATRO Os 48 participantes serão organizados em 04 grupos com 12 pessoas em cada. Todos os grupos terão 01 ensaio semanal com 02 (duas) horas cada, durante 10 meses, período das atividades práticas. As oficinas poderão utilizar recursos dramatúrgicos do teatro ou em suas modalidades como o teatro de animação (sombras/formas animadas/bonecos) e a contação de histórias, para a criação de textos e/ou cenas que surgirão na condução dos ensaios. Com proposta pedagógica sociointeracionista, temas, exercícios e jogos teatrais serão propostos para trabalhar consciência corporal, vocal e improvisação serão trabalhados, além de motricidade, postura, equilíbrio, coordenação motora, criatividade, ludicidade, aspectos sociais, culturais e emocionais para criação de textos e cenas. O público indireto estimado é de 96 pessoas, considerando os familiares dos participantes das oficinas. 2 – ESPETÁCULO - apresentação do espetáculo produzido na cidade de São Paulo – SP O espetáculo, com nome a ser definido no processo, será construído a partir de criações coletivas dos grupos participantes das oficinas de teatro. Toda a apresentação partirá da perspectiva lúdica, sem objetivos de avaliar performances, mas sempre buscando garantir a inclusão de todos. A participação neste evento de encerramento é facultativa. Todos os grupos poderão participar da apresentação, que será dividida em cenas ou em quadros entrelaçados, integrando os participantes, em grupos ou na totalidade, formando uma obra única e integrada, com duração aproximada de sessenta minutos. Os participantes contarão com o apoio dos instrutores, psicólogo, pedagogo e demais profissionais integrantes da equipe durante a apresentação. Para a produção do espetáculo, haverá criação de cenografia, adereços, figurino, trilha sonora, desenho de luz, lanche no camarim e transporte ida e volta ao local de apresentação. A entrada é gratuita e o público será composto por familiares, amigos, comunidade em geral, além de profissionais envolvidos com este e outros projetos do proponente. O público estimado é de 300 pessoas. Classificação indicativa: LIVRE 3 – WORKSHOP DE FORMAÇÃO PARA EDUCADORES O evento de formação é destinado principalmente aos profissionais da educação não formal, mas aberto aos interessados em geral. A ideia do evento é discutir a potência do teatro como ferramenta de inclusão, além das especificidades da linguagem teatral para pessoas com deficiência. O evento será híbrido, acontecerá ao vivo na modalidade presencial e será disponibilizado no youtube e site do proponente para que mais pessoas possam se beneficiar da atividade. Entre presencial e online o público esperado para essa atividade é de 1000 pessoas.
O Projeto Caixa Mágica: Cenas da Inclusão é um projeto de teatro que promove a inclusão, a criatividade e a diversidade cultural através de ensaios e espetáculo, possibilitando que pessoas com diferentes habilidades e origens culturais se expressem artisticamente. A apresentação é o produto final do projeto e visa valorizar o processo e a participação, mas não avaliar resultados artísticos ou as performances alcançadas. Todo o projeto tem foco na inclusão e, portanto, a participação na apresentação final é facultativa, reforçamos que as oficinas não são voltadas para a formação de atores, mas para o contato com esta linguagem artística, além da democratização do acesso à cultura e a construção de um espaço criativo onde diferentes pessoas e suas perspectivas possam se expressar criativamente. O teatro é uma ferramenta possível para trabalhar a inclusão e o respeito à diversidade segundo diferentes autores. As atividades e jogos coletivos promovidos durantes as oficinas, podem estruturar as habilidades necessárias para um pensamento mais flexível, habilidades de comunicação e maior sensibilidade para as trocas sociais (BORBA, 2005). O teatro fortalece, a partir de suas características fundamentais, a imaginação e a criatividade, além da interação com o diferente, já que é parte essencial do fazer dramático conseguir performar diferentes papéis. Nas oficinas o exercício da alteridade será utilizado como ferramenta para a inclusão de pessoas com deficiência e pessoas em distintas situações de vulnerabilidade social, além de fomentar o respeito e valorização da diversidade. A equipe de profissionais será composta por um coordenador geral para as diversas necessidades do projeto, inclusive contratação de equipe, um coordenador pedagógico que dará suporte direto para os demais profissionais e auxílio nas questões educacionais, além de dois instrutores com formação em artes e/ou teatro, um psicólogo e um fotógrafo. As oficinas contemplarão 48 participantes organizados em 04 grupos com 12 pessoas em cada. Todos os grupos terão 01 ensaio semanal com 02 horas de duração, durante 10 meses de atividades práticas ao longo de 12 meses de projeto. As oficinas visam garantir ou ampliar a autonomia dos participantes e seguem a trajetória descrita abaixo: Acolhimento: Fase conduzida pelo psicólogo na qual o objetivo é traçar o perfil do grupo, reconhecer características específicas de cada indivíduo e promover a integração entre os participantes e o instrutor. Promove a sensibilização do grupo; Desenvolvimento da consciência corporal: Fase em que são apresentados os conceitos específicos da linguagem teatral visando: 1° desenvolver o reconhecimento e desautomatização de padrões, para introduzir aspectos da atuação. 2° aprimorar a sensorialidade para alcançar a expressividade cênica e encenação. 3° promover a consciência da espacialidade e da coletividade para que o grupo possa, coletivamente, conceber, dirigir e executar um enredo. Compartilhamento: Nesta fase acontece a reflexão coletiva acerca do processo, dos resultados alcançados, obstáculos superados e desafios que se mantém. OBJETIVOS ESPECÍFICOS ● Promover o teatro, a inclusão social e a igualdade de oportunidades para pessoas com deficiência por meio da arte, permitindo que trabalhem juntas em um ambiente colaborativo e inclusivo onde sejam acolhidas e valorizadas; ● Proporcionar acesso igualitário à cultura, promovendo a participação ativa e plena de pessoas com deficiência na sociedade; ● Oferecer oficinas teatrais adaptadas em diversos estilos, adaptadas também às especificidades de cada participante, com recorte nos exercícios de alteridade para promover um pensamento comunitário; ● Realizar um espetáculo de encerramento cuja organização garanta que os participantes mostrem seu talento e trabalho, promovendo assim a conscientização e a valorização da diversidade e talento das pessoas com deficiência e em vulnerabilidade social, sem focar na performance, mas no reconhecimento do processo. ● Realizar um workshop de formação voltado à profissionais da educação que aborde o teatro como ferramenta de inclusão social e técnicas para trabalhar a linguagem teatral com pessoas com deficiência.
Ao longo da história, as pessoas com deficiência têm sido frequentemente submetidas a restrições à sua autonomia, muitas vezes sendo tratadas de forma infantilizada. As relações sociais construídas com base nesse paradigma tornaram difícil, se não impossível, o desenvolvimento pleno das potencialidades das pessoas com deficiência. Esse cenário refletia um problema mais amplo, que era a ênfase excessiva na deficiência em si e em suas implicações orgânicas, relegando a pessoa com deficiência a um plano secundário, à margem de seus desejos, interesses, capacidades e direitos. Embora o respaldo legal para os direitos das pessoas com deficiência tenha aumentado ao longo do tempo, elas continuam a enfrentar desafios significativos que afetam gestores, educadores e familiares. Apesar dos esforços e melhorias nos serviços prestados, é notório que muitas pessoas com deficiência ainda enfrentam segregação e encontram dificuldades para se integrar plenamente em áreas como educação, emprego, vida social e cultural. Isso as coloca em uma posição social à margem, frequentemente confinadas a instituições especializadas. Pessoas em situação de vulnerabilidade social compartilham dilemas semelhantes às pessoas com deficiência, encontrando barreiras relacionadas a atitudes que limitam o pleno exercício de seus direitos. Em outras palavras, as interações sociais permeadas por preconceitos acabam por restringir a cidadania tanto para pessoas com deficiência quanto para aquelas em situação vulnerável. Reconhecer e valorizar o trabalho e a produção cultural de pessoas com deficiência e em situação de vulnerabilidade social está diretamente ligado à promoção de uma maior participação desses grupos na vida coletiva. A cultura se revela uma ferramenta valiosa no processo de integração de minorias e pode estimular a descoberta e o aprimoramento do potencial inerente a cada indivíduo, contribuindo para a superação das divisões construídas por preconceitos arraigados. RELEVÂNCIA DO PROJETO O projeto tem, como principais características: ● O fomento à produção cultural e artística, em observância ao artigo 3º, inciso II, alíneas "c" e "e", e inciso IV, da Lei 8.313/1991. ● A qualificação a vivência cultural, a educação e a formação cidadã ao aliar medidas de ampliação de acesso à cultura, proporcionando formação; ● Considera a diversidade na perspectiva multidimensional da Cultura, respeitando, valorizando e estimulando a circulação de diversas práticas artísticas, a manifestação e expressão de identidades, garantindo a inclusão de pessoas com deficiência e em vulnerabilidade social em observância ao art. 3º, VI, do Decreto nº 11.453 de 23/03/2023; ● Reconhece, qualifica e apoia a experiência de ONGs atuantes em comunidades pobres e vulneráveis, otimizando serviços e recursos, ampliando as possibilidades de acesso e democratização cultural;
METODOLOGIA OLGA KOS DE TEATRO: A metodologia utilizada no projeto foi desenvolvida e é empregada em múltiplas oficinas do Instituto Olga Kos. O uso recorrente desta metodologia nos permite avaliar nossos projetos de forma mais meticulosa e consistente. Os grupos avaliados na metodologia Olga Kos na linguagem teatral são: CONSCIÊNCIA CORPORAL Neste primeiro grupo de trabalho serão analisadas as capacidades individuais no que diz respeito ao reconhecimento do próprio corpo, suas funcionalidades, possibilidades, capacidade de deslocamentos e permanência em diferentes espaços e circunstâncias. Trata-se de uma análise que ressalta processos internos de percepção e que legitima todo e qualquer corpo que se permita conhecer sua própria potência, reconhecendo seus padrões. 1. RECONHECIMENTO DE PADRÕES Este primeiro tópico de análise tem como objetivo aguçar a percepção do participante em relação aos seus hábitos corporais (dos mais simples aos mais complexos). Como esse sujeito caminha? Como ele fala e articula o próprio pensamento? Quais são os lugares no seu próprio corpo em que há maior ou menor tensão muscular? Sua coordenação motora, fina e grossa, estão equiparadas em relação às suas próprias experimentações em oficina? Trata-se de um tópico mais preocupado em compreender como o participante lida com os seus comportamentos habituais e como isso é perceptível para o meio. 2. SENSORIALIDADE Trata-se de um tópico para refletir acerca da multidimensionalidade cognitiva do sujeito, como ele usa as suas possibilidades sensoriais consigo, com o outro e com o ambiente no qual ele está inserido. O conjunto dessas relações resulta em um processo menos endógeno, pois também está relacionado com os ambientes que este sujeito circula. Os sentidos aqui estão como protagonistas na avaliação e relação com as propostas cênicas seguintes. 3. ESPACIALIDADE Consciência e percepção do espaço, tanto aquele que se refere ao lugar que o próprio corpo do indivíduo ocupa, quanto o espaço enquanto ambiente a ser ocupado (relação espaço<corpo, espaço<ambiente). A partir do momento que se cria consciência do próprio espaço/corpo é possível se apropriar do ambiente e compreender as suas dimensões e configurações como possíveis ocupações. Reconhecendo o ambiente e se apropriando do mesmo, os corpos também desenvolvem a relação com o outro, aprofundando e ampliando a noção de espacialidade que parte do próprio corpo para o ambiente e as relações que emergem desse contato. APROPRIAÇÃO Neste segundo bloco temos por objetivo utilizar as descobertas de padrões físicos e sensoriais, encontradas no primeiro bloco. Aqui traremos o participante como um criador de suas próprias partituras corporais, provocando o entendimento e a ruptura com padrões habituais de reação e comportamento. O intuito é pela criação de novos padrões de movimentação, nos quais podem contribuir para a expansão e possibilidades de um corpo. Portanto, desenvolver o domínio das próprias capacidades e saber como usá-las. 4. DESAUTOMATIZAÇÃO DE PADRÕES Utilizar as descobertas e percepções dos exercícios anteriores e desconstruí-las a partir do campo de criação e expressividade autônoma, dando forma a novas possibilidades. Quais são as outras formas de caminhar? Eu consigo pentear meus cabelos de uma forma diferente do habitual? Experimentar as diferentes formas que existem de se fazer algo cotidiano, como: sinalizar para o ônibus, escovar os dentes, comer, espreguiçar etc. Desta maneira, é possível reconstruir os registros habituais e automatizados no campo sonoro, visual, de movimento e/ou demais formas sensoriais, tratando esses registros como criação individual. 5. EXPRESSIVIDADE CÊNICA Trazer um olhar pró-ativo dentro das nossas experimentações, no qual a expressividade é utilizada enquanto meio para composição cênica e artística, sem necessidade de um roteiro ou disparador único. Perceber e mediar as diferentes criações trazidas pelos participantes e as reações envolvidas. Perceber os estímulos e como eles refletem as subjetividades. As formas de se expressar algo também devem ser consideradas, independentemente da linguagem artística em que estiverem inseridas. Tratar com os participantes as suas possibilidades de modificação destas experimentações, aguçando percursos criativos, autônomos e de disponibilidade. 6. COLETIVIDADE Gerar uma consciência coletiva por meio de nossas individualidades, estabelecendo um espaço democrático de escuta e empatia entre todos os membros participantes, percebendo a importância de se compor um espaço criativo e social em comum. Propiciar espaços onde os participantes possam assistir as criações individuais e em grupo, fazendo com que todos possam contribuir para a produção artística do outro, refletindo sobre a importância de nos pensarmos enquanto espectadores e artistas criadores dentro do processo. Agrupar as diferenças na cooperatividade das atuações conjuntas e individuais, enquanto convivência para além da cena. PROCESSO CRIATIVO O último grupo de trabalho está voltado para a concretude do imaginário, ou seja, reconhecimento do próprio corpo enquanto espaço de investigação cênica. É saber o quanto os participantes são capazes de pensar/realizar qualidades de atuação adquiridas e comunicá-las para o outro através da cena. É alinhar consciência corporal e apropriação no encontro com a linguagem do teatro. Portanto, trata-se de um “pensar-artista” para si. 7. ATUAÇÃO Processo de dar forma e conteúdo a algo, evidenciando para o outro intenções, sensações, ideias, palavras/gestos, ou seja, expressando-se em sua totalidade e tendo o corpo como o lugar dessas experimentações. Perceber como esse corpo se comporta em circunstâncias pré-organizadas e na relação com outros sujeitos, podendo fazê-lo de maneira a personificar uma ação, criando uma personagem e/ou definindo características alheias ou não à própria personalidade (como o caminhar, o gestual habitual e a voz, entre outros). Entender qual ou quais são as diferenças presentes em situação de cena. 8. ENCENAÇÃO É a composição cênica total da obra, para além da atuação. Trata-se de um conjunto de elementos que compõem a apresentação de uma ideia, contexto, ação/cenas. Elementos como objetos/adereços, figurinos, cenografia, imagens e outros signos, podem e contribuem para a criação de uma encenação. Em relação aos participantes, perceber como esse conjunto de elementos emerge e suas derivações, observando a profundidade e subjetividade de cada escolha. Além disso, provocar a substituição dos significados habituais de cada elemento cênico e suas possíveis possibilidades, como por exemplo: o que uma escova de cabelo poderia ser para além de sua função primária? 9. ENREDO Espaço para analisar a relação entre o sujeito e seu coletivo, percebendo como uma ideia se transforma em narratividade cênica. Utilizar os recursos teatrais de maneira coletiva, compreendendo que o sujeito não é apenas a cena que ele produz individualmente, mas construir o entendimento de que ele é parte resultante de um conjunto de cenas/história/grupo. Por exemplo: sendo capaz de compor um coro (grupo de pessoas que realizam uma ação uníssona) e realizar diálogos verbais ou de movimento. É apropriar-se da encenação de tal forma que tenha recursos para improvisação e auxílio dos demais. É ter o palco como máquina de narrar.
1 – OFICINAS DE TEATRO – 04 grupos com 12 pessoas em cada grupo Os 48 participantes serão organizados em 04 grupos com 12 pessoas em cada. Todos os grupos terão 01 ensaio semanal com 02 (duas) horas cada, durante 10 meses, período das atividades práticas. Com proposta pedagógica sociointeracionista, temas, exercícios e jogos teatrais serão propostos para trabalhar consciência corporal, vocal e improvisação, além de motricidade, postura, equilíbrio, coordenação motora, criatividade, ludicidade, aspectos sociais, culturais e sensíveis para criação de textos e cenas. Considerando as etapas de pré-produção, produção, pós-produção e prestação de contas, o projeto terá a duração de 12 meses. Os ensaios contarão com uma equipe composta de: 01 instrutor de teatro, 01 arte educador, 01 coordenador educativo/pedagógico e 01 psicólogo. A carga horária mensal para cada profissional da equipe será de 40h mensais ou 10h semanais. Buscando contribuir para a inclusão de pessoas sem deficiência, mas em situação de vulnerabilidade socioeconômica, pessoas nessas condições também serão aceitas no projeto. A seleção dos participantes se dará por inscrição simples e assinaturas de termos de Consentimento e Autorização de Uso de Imagem. Pessoas com deficiência são prioritárias na inscrição, havendo disputa de vagas por pessoas nas mesmas condições a ordem de inscrição será critério de desempate. Em caso de abandono das oficinas e havendo lista de espera haverá o chamamento do próximo até o segundo mês de execução. Plano de Encontros - serão divididos em 03 momentos que acompanham a metodologia do Instituto: · Acolhimento: Apresentação da atividade que será desenvolvida com um suporte lúdico e sensibilização do grupo; · Desenvolvimento: Fase na qual o participante é apresentado aos aspectos técnicos, formais e bibliográficos do fazer teatral, além de poder colocar em prática a vivência anterior com exercícios, jogos teatrais, leitura de textos, entre outros. · Compartilhar: Análise coletiva do processo em que cada participante pode expressar suas impressões e apontar caminhos para os encontros futuros. As oficinas e ensaios preveem exercícios de improvisação, jogos teatrais, consciência corporal, consciência vocal, concentração e respiração, como preparo para sensibilidade e atenção. Em seguida, são propostos exercícios que utilizam o corpo, a voz, a criatividade, a intuição, as relações com o espaço e com os colegas, partindo sempre da perspectiva lúdica e da educação inclusiva. As oficinas têm também o objetivo de orientar os participantes para diversas possibilidades cênicas, aumentar seu potencial criativo e repertório. A ideia é estimular a criatividade e interesse pela cultura e pelo teatro, tanto no que diz respeito a atuação quanto ao que tange a produção bibliográfica acerca da linguagem. Aos participantes serão apresentados textos relevantes da dramaturgia e textos críticos sobre teatro. 2 – ESPETÁCULO - apresentação do espetáculo produzido na cidade de São Paulo – SP - 300 ingressos. Terá duração aproximada de 90 minutos (01 ato). Todos os adereços e figurinos e cenário serão criados e produzidos pelo proponente. O local será definido no momento da produção do evento, em espaço de teatro, auditório ou área de convivência que comporte os participantes e o público previsto (450 pessoas). Se houver palco ou tablado, haverá rampa de acesso a pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. Serão criados figurinos/adereços para as apresentações dos grupos pelo próprio proponente com a participação dos grupos na criação. 3 – WORKSHOP – online e presencial com previsão de até 1000 pessoas nas duas modalidades. O evento abordará as duas vertentes do teatro que norteiam o projeto: o teatro como ferramenta de promoção da produção artística de pessoas com deficiências e as especificidades das oficinas teatrais voltadas para esse público. O público alvo são profissionais da educação não formal, mas o evento é livre para os demais interessados.
1 – OFICINAS DE TEATRO ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES FÍSICOS: Acesso livre e gratuito. O local da realização das oficinas será definido posteriormente, com base em acessibilidade e mobilidade. Itens na planilha orçamentária: não se aplica ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL: Atividade de mediação com visita tátil durante as oficinas, se houver participante cego. Itens na planilha orçamentária: não se aplica (os instrutores poderão realizar essa ação) 2 – ESPETÁCULO ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA: Acesso livre e gratuito, apresentação em espaço de teatro, auditório ou área de convivência a ser definido posteriormente com base em acessibilidade e mobilidade, instalação de rampa para acesso ao palco, se não houver. ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA: intérprete de LIBRAS durante a apresentação. ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL: Atividade de mediação com visita tátil ao espaço da apresentação, bastidores, espaço cênico etc. 3 – WORKSHOP DE FORMAÇÃO ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA: Acesso livre e gratuito, apresentação em espaço de teatro, auditório ou área de convivência a ser definido posteriormente com base em acessibilidade e mobilidade, instalação de rampa para acesso ao palco, se não houver. ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA: intérprete de LIBRAS durante o evento.
Serão adotadas as seguintes medidas de ampliação de acesso: 1. O espetáculo final e o workshop de formação serão gravados e disponibilizados nas redes sociais do proponente - IN 01/2023, inciso IV, do Art.28. 2. O espetáculo final, assim como o evento de formação, terão distribuição gratuita de ingressos - IN 01/2023, inciso V, do Art.28. 3. O espetáculo final terá garantia de transporte gratuito e adaptado a todos os participantes e seus acompanhantes - IN 01/2023, inciso VI, do Art.28. 4. As oficinas serão realizadas em áreas com vulnerabilidade social, preferenciando a participação de pessoas com deficiência a fim de garantir que os produtos gerados cheguem a camadas da população menos assistidas. - IN 01, inciso II c/c inciso X, do Art.28.
1 – OFICINAS DE TEATRO Os 48 participantes serão organizados em 04 grupos com 12 pessoas em cada. Todos os grupos terão 01 ensaio semanal com 02 (duas) horas cada, durante 10 meses, período das atividades práticas. 2 – ESPETÁCULO - apresentação do espetáculo produzido na cidade de São Paulo – SP - 300 ingressos. 3 – WORKSHOP DE FORMAÇÃO PARA EDUCADORES Coordenador geral: Raquel Medeiros Marques - Pedagoga formada pela FAMESP desde 2020 tem experiência na gestão de projetos artísticos com pessoas com deficiência. Desde 2015 coordena projetos artísticos executados a partir de leis de incentivo, tendo experiência em gestão e escala de equipe, logística de materiais, mobilização de parceiros, contato com órgãos públicos, elaboração e execução de orçamentos. Coordenador artístico Gustavo Paulino Lima Silva - Dançarino, ator, produtor, arte-educador e pesquisador, é bacharel em Comunicação das Artes do Corpo (habilitação em Dança e Teatro), pela PUC-SÃO PAULO (BR) e especialista em Gestão Cultural pelo Centro de Pesquisa e Formação do Sesc-São Paulo (BR). Técnico em Arte Dramática pelo SENAC-SP (DRT Nº 0040713/SP) e técnico em serviços administrativos e comerciais pela Fundação IOCHPE. Atualmente, é mestrando em Reabilitação Psicomotora pela Faculdade de Motricidade Humana (Portugal) e coordena projetos de dança para pessoas com deficiência intelectual pelo Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural (São Paulo – BR). Tem interesse em pesquisas que envolvam o intercâmbio entre linguagens artísticas e a aplicação disso na produção cultural da cidade de São Paulo. Recentemente, realizou intercâmbio para estudo da língua inglesa em Dublin – Irlanda (2019/21), tendo experiências diversas como cuidados gerontológicos, barista e atendimentos diversos. Foi intérprete-criador do Núcleo Aqui Mesmo de Dança contemporânea em São Paulo. Psicóloga: Marina Lissis Montenegro - Formada pela Universidade Federal de São Paulo, campus Santos, desde 2022. Tem experiência no CAPSI Santos tendo atuado com crianças e adolescentes oriundos do sistema de saúde mental de Santos. Fotógrafa: Mayara Giacomini - Atua como fotógrafa desde 2012, tendo trabalhado na equipe de produção de espetáculos e eventos, acompanhando artistas renomados como Jorge Vercillo, EdMotta e Dani Black. É formada em publicidade e propaganda pela FPAC e tem curso técnico de fotografia pelo SENAC - São Paulo. Instrutores de teatro: Deborah Hatner - Tem Licenciatura plena em Educação artística habilitação em Arte Cênicas. Faculdade Paulista de Arte e possui formação musical no Núcleo py de música Cia Antropofágica: Formação musical- percussão. Experiência profissional: Contrato com a SME (Secretaria Municipal da Educação) DRE Ipiranga. Atuando como professora de Arte nas escolas: E.M.E.F Ipiranga I, E.M.E.F Céu Meninos, E.M.E.F Francisco da Silveira Bueno, E.M.E.F Antônio Alcântara Machado. Atuou nos seguintes projetos: Regente do Projeto ampliar Oficina de teatro E.M.E.F Ipiranga I- 370 h; Regente do Projeto Luz câmera EducAção. E.M.E.F Céu meninos, Regente do Projeto Ampliar Oficina de teatro E.M.E.F Antônio Alcântara Machado - 1800 h. Como atividades extre-curriculares, podemos citar: Integrante da Cia Antropofágica de teatro - 6 anos; Curso de Vídeo/Ficção- 6 meses – Oficina Cultural Alfredo Volpi; Curso de Fotografia- 6 meses- Oficina Cultural Alfredo Volpi. Fabiana Ribeiro - Fez Licenciatura em Artes-Cênicas na Faculdade Paulista de Artes. Cursou o Teatro Escola Macunaíma - Habilitação Profissional Técnico Ator e é integrante da Companhia Antropofágica de Teatro desde 2003. Fez diversos cursos, como Bufão – O Satírico e o Grotesco, com Pedro Pires, ator e diretor teatral, em 2015; Atuação Realista como Ferramenta Épica, com Renan Rovida, ator e cineasta, em 2013, 2014 e 2015; Música e Movimento na Educação com Gabriela Vasconcelos Abdalla, membro-fundadora e integrante da diretoria da Abraorff do Orff-Shulwerk; Mímica Corporal Dramática com Victor Seixas, sobre a linguagem da Mimo Corpórea desenvolvida pelo artista francês Etienne Decroux; Dança Teatro com os atores e bailarinos Paulo Goulart Filho e Dinah Perry; Meditação Rajnesh com Simone Shuba, diretora teatral e especialista em práticas meditativas criadas por Rajneesh/Osho; Construção e Manipulação de Bonecos da Cultura Popular com Valdeck de Garanhuns, mestre em Teatro de Mamulengo; O Bio-Objeto no trabalho de Tadeuzs Kantor, com Ludmila Ryba, atriz da companhia polonesa Cricot 2; Aplicação dos Temas de Movimento de Rudolf Laban, com a Professora Doutora Lenira Rengel; Uma Viagem com as Malas de Kantor, com Ludmila Ryba, atriz da companhia polonesa Cricot 2; Introdução as Máscaras do Clown, com Bete Dorgam, mestre em artes cênicas; Dança Contemporânea com o diretor e bailarino Luís Ferron; O Clown e seus elementos com Ricardo Puccetti, com o ator e palhaço e coordenador artístico do Lume Teatro; e Mimese Corpórea com Renato Ferracini, ator e pesquisador do Lume Teatro.
PROJETO ARQUIVADO.