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PRONAC 237908Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

ANGATU: A ARTE DO BEM VIVER

INSTITUTO OLGA KOS DE INCLUSAO CULTURAL
Solicitado
R$ 487,1 mil
Aprovado
R$ 487,1 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Exposição de Artes Visuais
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
23

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2024-10-01
Término
2025-08-31
Locais de realização (1)
São Paulo São Paulo

Resumo

Angatu _ a arte do bem viver objetiva conceber uma exposição de arte a partir de conhecimentos tradicionais dos povos originários do Brasil. Serão ministradas oficinas de arte para pessoas com deficiência e/ou em vulnerabilidade socioeconômica e ao final do processo os participantes irão conceber uma exposição com suas peças. Angatu é uma palavra da língua tupie siginifica alma boa, felicidade, bem estar, ou seja, o mundo que queremos construir.

Sinopse

1 – OFICINAS DE ARTE Os 72 participantes serão organizados em 06 grupos com 12 pessoas em cada. Todos os grupos terão 01 (uma) oficina semanal com 02 (duas) horas cada, durante 8 meses, período das atividades práticas. Todo o projeto terá duração de 10 meses. As oficinas poderão utilizar distintos recursos, técnicas e materiais que se relacionam com as cosmologias indígenas. A metodologia do Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural, descrita anteriormente, é sociointeracionista e usa de ferramentas pedagógicas lúdicas. Em nossos projetos a pessoa é compreendida holisticamente, ou seja, a dimensão artística do projeto não está apartada de todas as outras complexidades de nosso público e por isso se justifica a presença do psicólogo em nossos projetos, assim como do kit lanche, posto que o público do Instituto Olga Kos é composto majoritariamente – média de 80% - de pessoas com deficiência em situação de alta vulnerabilidade social. As oficinas preveem uma vivência fora do espaço de execução do projeto, os participantes conhecerão o Museu das Culturas Indígenas, recém inaugurado na zona oeste de São Paulo e a Aldeia Guarani do Jaraguá. Haverá transporte gratuito e adaptado para os participantes e seus acompanhantes. 2 – EXPOSIÇÃO - apresentação do evento produzido na cidade de São Paulo – SP A exposição, com nome a ser definido, será construída a partir de criações coletivas dos grupos participantes das oficinas de arte voltadas às produções estéticas, simbólicas e rituais dos povos originários. Toda a exposição partirá da perspectiva lúdica, de integração, valorização da diversidade e expressão da individualidade, sem objetivos de avaliar performances, mas sempre buscando garantir a inclusão de todos. A participação neste evento de encerramento é facultativa. A previsão de duração da exposição é de pelo menos uma semana. Os participantes contarão com o apoio dos instrutores, psicólogo, pedagogo e demais profissionais integrantes da equipe durante a exposição. Haverá a concepção de uma expografia e curadoria para valorizar a produção artística dos participantes. Como nosso público é sobretudo composto por pessoas com deficiência haverá a distribuição de lanche no dia da abertura da exposição. A entrada é gratuita e o público será composto por familiares, amigos, comunidade em geral, além de profissionais envolvidos com este e outros projetos do proponente. Classificação indicativa: LIVRE 3 – PUBLICAÇÃO EDUCATIVA Com o intuito de propagar os debates da presença indígena e da importância desta cultura na formação do povo brasileiro, o projeto conta com uma publicação educativa, destinada sobretudo à educadores e professores. Tal publicação contará com atividades práticas que podem ser incorporadas a outros projetos educativos ou executadas nas salas de aula da rede pública de ensino. Além disso, relatos dos educadores do projeto, fotos, relatos dos participantes, textos educativos, entre outros pontos que forem se constituindo no desenvolvimento do projeto também estarão presentes no material. Classificação indicativa: LIVRE Voltada para professores da rede pública de ensino.

Objetivos

OBJETIVO GERAL O Projeto Angatu _ a arte do bem viver tem como objetivo a concepção de uma exposição elaborada através de oficinas de arte que explorarão o universo indígena brasileiro: mitos, técnicas e materiais utilizados por populações originárias mobilizadas na produção estética indígena. Além disso, o projeto visa dar visibilidade para o universo indígena através de uma publicação educativa (brochura) de circulação gratuita que apresente o projeto. Para isso contaremos ao longo do projeto com um especialista no tema, responsável pela revisão do material produzido e pelo acompanhamento dos instrutores. Objetivos específicos: 1. Apresentar técnicas manuais distintas que tenham relação com o universo indígena brasileiro como a cestaria, a tinturaria natural, o desenho em superfícies tridimensionais, o grafismo, a plumagem e a cerâmica, entre outros, através de oficinas de arte ministradas semanalmente durante 2 horas para 6 turmas de 12 participantes cada ao longo de 8 meses de oficinas práticas em 10 meses de projeto; 2. Dar visibilidade à produção cultural de pessoas com deficiência e pessoas em vulnerabilidade social com a realização de uma exposição de arte aberta ao público; 3. Fomentar a aproximação entre culturas brasileiras diferentes através da publicação de um panfleto informativo do projeto que aborde questões relativas aos modos de vida indígenas e relate o desenvolvimento do projeto.

Justificativa

Por que oficinas de arte voltadas às pessoas com deficiência? Historicamente pessoas com deficiências são submetidas a constante limitação de sua autonomia, através de uma perspectiva infantilizante. A construção de relações sociais baseadas nessas premissas dificulta _ ou mesmo impede _ que pessoas com deficiência se desenvolvam plenamente a partir de suas potencialidades. Tal situação era reflexo de algo maior: a ênfase na deficiência e nos seus aspectos orgânicos, colocando em segundo plano a pessoa e seus desejos, interesses, potências e direitos. Ainda que pessoas com deficiência contêm cada vez mais com o respaldo legal na defesa de seus direitos, seguem constituindo um grupo desafiador para gestores, educadores e familiares. Apesar de todos os esforços e aprimoramento nos serviços prestados, é notável que muitas pessoas com deficiência são segregadas e encontram dificuldades de inclusão na vida escolar, profissional, social e cultural, constituindo uma margem social que muitas vezes se restringe às instituições especializadas. Pessoas em situação de vulnerabilidade social vivem dilemas próximos às pessoas com deficiência, no sentido de encontrarem barreiras atitudinais ao pleno exercício de seus direitos, ou seja, as relações sociais atravessadas por preconceitos impedem o pleno exercício da cidadania para ambos os grupos. A valorização do trabalho e da produção cultural de pessoas com deficiência e em vulnerabilidade social está diretamente ligada à maior participação nos espaços da vida coletiva. A Cultura é uma valiosa ferramenta no processo de inserção das minorias e pode impulsionar a descoberta e o aprimoramento do potencial das diferentes pessoas, eliminando as distinções construídas através de preconceitos. Por que oficinas de arte indígena? A identidade nacional brasileira se desenvolveu a partir da ideia de um país onde três etnias distintas se miscigenaram e conviveram em harmonia formando um país diverso, pacífico, cordial, alegre e intrinsecamente multicultural. Tal ideia vem sendo questionada por diferentes grupos que apontam que a sociedade brasileira foi na verdade constituída por violências e apagamentos que sobrepuseram uma cultura às demais. A partir dessa perspectiva, o projeto propõe a valorização da diversidade cultural brasileira, através do contato, por meio de oficinas de arte, com a cultura e sociedade indígena. As oficinas apresentarão técnicas artísticas de diferentes povos como a cerâmica, a cestaria, a pintura corporal e a plumagem, entre outras. A proposta das oficinas é também abarcar a diversidade de materiais mobilizados nas manifestações estéticas dos povos originários como a taquarinha, bambu/palmeira típica da Mata Atlântica utilizada nas cestarias guaranis, ou o urucum, fruto altamente pigmentado de uma árvore que cresce nos três maiores biomas brasileiros (Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica) e é utilizado como tintura e alimento. Isso só para ficar nos exemplos mais familiares da extensa lista de materiais usados na produção indígena. O contato com esses materiais apresenta aos participantes a diversidade cultural do Brasil, mas também a biodiversidade, já que explora os diversos biomas, plantas, sementes, aves e solos deste imenso país. Alguns indígenas produzem cerâmica, como os marajoaras, além de utilizarem jenipapo, urucum, caulim e fuligem para as pinturas, todos materiais abundantes na região do Delta do Amazonas. Já os guaranis produzem instrumentos musicais e cestarias confeccionados com os diferentes bambus presentes na região de Mata Atlântica. RELEVÂNCIA DO PROJETO O projeto tem, como principais características: ● O fomento à produção cultural e artística, em observância ao artigo 3º, inciso II, alíneas "c" e "e", e inciso IV, da Lei 8.313/1991. ● A qualificação a vivência cultural, a educação e a formação cidadã ao aliar medidas de ampliação de acesso à cultura, proporcionando formação; ● Considera a diversidade na perspectiva multidimensional da Cultura, respeitando, valorizando e estimulando a circulação de diversas práticas artísticas, a manifestação e expressão de identidades, garantindo a inclusão de pessoas com deficiência e em vulnerabilidade social em observância ao art. 3º, VI, do Decreto nº 11.453 de 23/03/2023; ● Reconhece, qualifica e apoia a experiência de ONGs atuantes em comunidades pobres e vulneráveis, otimizando serviços e recursos, ampliando as possibilidades de acesso e democratização cultural;

Estratégia de execução

Alimentação - Kit lanche Reforçamos que nosso público é composto majoritariamente de pessoas com deficiência em alta vulnerabilidade social e por isso a alimentação nos eventos do projeto é garantia de acesso e permanência. Na abertura da exposição todos os participantes receberão lanche composto por um (01) suco, um (01) sanduíche, uma (01) fruta e um (01) doce ou barra de cereal. O tempo estimado de permanência dos participantes no local de apresentação é de 06 horas (chegada, preparação, apresentação, saída). Por isso, cada participante receberá 02 kits, um na chegada ao local e um após a apresentação. Haverá um percentual excedente na quantidade, caso algum participante necessite, também para contemplar os acompanhantes e a equipe de profissionais e voluntários que atuam no dia da apresentação. Por isso estimamos cerca de 250 kits. Brochura: A Brochura (4000 unidades) é um material educativo confeccionado após os meses de oficinas, com textos informativos e fotos do processo e ideias de atividades replicáveis em salas de aula e outros espaços educativos. Material de Consumo: O material adquirido durante a realização do projeto é material de consumo. Divulgação e Mídias Sociais: Será dada uma atenção especial à divulgação de todo o processo criativo nas mídias sociais. O público-alvo dessa divulgação serão pessoas com e sem deficiência, suas famílias, amigos, formadores de opinião da área do teatro e profissionais, a fim de compartilhar a experiência com a comunidade.

Especificação técnica

1 – OFICINAS DE ARTE – 06 grupos com 12 pessoas em cada grupo Os 72 participantes serão organizados em 06 grupos com 12 pessoas em cada. Todos os grupos terão 01 (uma) oficina semanal com 02 (duas) horas cada, durante 8 meses, período das atividades práticas. As oficinas são sempre divididas em: acolhimento – onde acontece a avaliação do grupo e uma atividade de sensibilização; desenvolvimento – onde o instrutor apresenta a técnica artística trabalhada no dia e compartilhar – onde o grupo é convidado a compartilhar suas percepções acerca do processo. Esta fase é conduzida pelo psicólogo. Considerando as etapas de pré-produção, produção, pós-produção e prestação de contas, o projeto terá a duração de 10 meses. As oficinas contarão com uma equipe composta de: 02 arte educadores, 01 pedagogo, 01 psicólogo e 01 fotógrafo, além do coordenador geral. A carga horária mensal para cada profissional da equipe será de 64 horas mensais, ou 16 horas semanais. A carga horária será dividida entre 12 horas semanais em oficina e 4 horas semanais em reunião e preparação de atividades. A inscrição no projeto é gratuita para qualquer pessoa acima de 07 anos. A seleção dos participantes se dará por inscrição simples e assinaturas de termos de Consentimento e Autorização de Uso de Imagem da pessoa ou do responsável. Pessoas com deficiência são prioritárias na inscrição e havendo disputa de vagas por pessoas nas mesmas condições a ordem de inscrição será critério de desempate. Em caso de abandono das oficinas e havendo lista de espera haverá o chamamento do próximo até o final do segundo mês de execução do projeto. Ao longo do projeto estão previstos dois momentos de saída do local de execução: uma visita ao Museu das Culturas Indígenas e uma visita a Aldeia Guarani do Jaraguá. Neste momento haverá transporte gratuito e adaptado para os participantes e seus acompanhantes. Plano de Encontros - serão divididos em 03 momentos que acompanham a metodologia do Instituto: · Acolhimento: Apresentação da atividade que será desenvolvida com um suporte lúdico e sensibilização do grupo; · Desenvolvimento: Fase na qual o participante é apresentado aos aspectos técnicos, formais e bibliográficos da produção artística indígena, além de poder colocar em prática a vivência anterior; · Compartilhar: Análise coletiva do processo, em que cada participante pode expressar suas impressões e apontar caminhos para os encontros futuros. As oficinas preveem atividades artísticas voltadas às manifestações culturais dos povos indígenas, além de debates que fomentem o pensamento crítico sobre essas sociedades. Todas as atividades visam aguçar a criatividade e apresentar novas possibilidades de expressão artística através dos saberes, práticas e técnicas tradicionais. 2 – EXPOSIÇÃO – encerramento do projeto, prevê uma exposição realizada na cidade de São Paulo – SP – com duração de 20 dias. A exposição ocorrerá num espaço público da cidade, preferencialmente os CÉUs da DRE Pirituba (diretoria regional de ensino), região onde está localizada a menor área indígena demarcada do Brasil, a Aldeia Guarani do Jaraguá. O público previsto é de 2000 pessoas e haverá distribuição de um folder, versão reduzida do material educativo. 3 – PUBLICAÇÃO EDUCATIVA – concepção e execução de material educativo com distribuição gratuita para professores, educadores, lideranças indígenas, entre outros.

Acessibilidade

1 – OFICINAS DE ARTE ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA: Acesso livre e gratuito. O local da realização das oficinas será definido posteriormente, com base em acessibilidade e mobilidade. 2 – EXPOSIÇÃO ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA: Acesso livre e gratuito, apresentação em espaço de teatro, auditório ou área de convivência a ser definido posteriormente com base em acessibilidade e mobilidade. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: intérprete de LIBRAS disponível para mediação das peças expostas. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Atividade de mediação com experiência tátil nas criações dos participantes e publicação do vídeo do evento no site do proponente. 3 – PUBLICAÇÃO (material educativo de circulação gratuita) ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: Audiodescrição publicada no youtube e site do proponente. Disponível para consulta no site com programa de leitura para pessoas cegas. Tamanho de fonte acessível para pessoas com baixa visão Uso de linguagem simplificada.

Democratização do acesso

Serão adotadas as seguintes medidas de ampliação de acesso: 1. O evento final (exposição) será gravado e terá teaser disponibilizado nas redes sociais do proponente - IN 01/2023, inciso IV, do Art.28. 2. Os eventos oriundos do projeto, exposição e publicação educativa, terão distribuição gratuita de ingressos e exemplares, privilegiando educadores oriundos da rede pública de ensino - IN 01/2023, inciso V, do Art.28. 3. As oficinas serão realizadas em áreas com vulnerabilidade social, preferenciando a participação de pessoas com deficiência a fim de garantir que os produtos gerados cheguem a camadas da população menos assistidas. - IN 01, inciso II c/c inciso X, do Art.28.

Ficha técnica

O Proponente do projeto é responsável pelo processo decisório e pela administração, coordenação e logística geral do projeto. Todas as demais funções estão submetidas às decisões do proponente e serão tomadas em conformidade com este plano de trabalho. Coordenação geral: Débora Hermann Artista Visual, com a licenciatura em andamento, técnica em canto popular, pós graduada em Arte-Educação, bacharel em Serviço Social e especialista em Saúde da Criança e do Adolescente. Pesquisa a cultura popular e as relações de gênero através da oralidade, das artes visuais e da música, e busca ressaltar a importância de registrar as memórias e experiências humanas, materializando processos criativos, imagéticos e inventivos. Tem experiência na educação inclusiva e não formal, na área de artes visuais, musicalização e narração de histórias. E também na saúde pública, tanto na prevenção, como na promoção e na execução,planejamento e monitoramento de políticas públicas. Coordenação Artística: Fernanda de Oliveira Miranda Graduada em arte com habilitação em teatro pelo Instituto de Artes da UNESP, atua desde 2007 no campo da educação não formal tendo ministrado oficinas de artes plásticas e teatro. Desde 2015 tem experiência na promoção e execução de projetos executados com recursos públicos. Trabalhou entre 2012 e 2016 com arte4s e saúde mental no CAPS Alvorecer. Possui experiência na execução de oficinas artísticas voltadas para pessoas com deficiência. Os demais profissionais serão contratados no momento da execução do projeto.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.