| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 28000107000159 | ONCOLOGISTAS ASSOCIADOS SERVIÇOS MÉDICOS LTDA | 1900-01-01 | R$ 250,0 mil |
| 56228356000131 | CRBS S.A | 1900-01-01 | R$ 150,0 mil |
Apresentação de canto operístico, entre julho e agosto de 2024, nas cidades de Brasília, Goiânia, Campinas, Rio de Janeiro e Uberlândia, ancorada nas obras de Carlos Gomes e de Giuseppe Verdi. Protagonizada por Manuela Korossy e Thiago Arancam, a apresentação terá participações do compositor, maestro e arranjador brasileiro Wagner Tiso e orquestras de cada uma das quatro cidades da programação. Os concertos terão atividades paralelas, como rodas de conversa com compartilhamento da cantora Manuela Korossy sobre sua emergente trajetória artística, além de ensaios abertos para a rede formal de ensino da Música. A apresentação será gravada e disponibilizada gratuitamente.
O CONCERTO: Em um programa com faixa indicativa para todas as idades, Manuela Korossy convida Thiago Arancam, Wagner Tiso e orquestras para um passeio pela musicalidade de dois gênios, um brasileiro e um italiano, que compuseram obras que atravessaram mais de um século e até hoje provocam catarse nas plateias. O programa ainda será definido, de acordo com as particularidades, afetividade e afinidades da protagonista e de seus convidados. A riqueza e singularidade do repertório lírico brasileiro é inquestionável. Entretanto, ainda que diante desta enorme profusão artística e cultural, a riqueza histórica da ópera brasileira é subvalorizada em âmbito nacional e global. O projeto Gomes e Verdi – O Canto Lírico entre o Brasil e a Itália do Século XIX foi idealizado com o objetivo de resgatar esta herança e divulgar a ópera de forma ampla e democrática.As histórias dos dois mestres se cruzam na Itália do século XIX. Carlos Gomes, já consagrado como um dos maiores compositores latino-americanos do período, foi estudar em Milão. Desenvolvendo uma promissora carreira como maestro e compositor na Europa, mesclou o nacionalismo e as expressões musicais regionais brasileiras ao estilo composicional Romântico europeu, sob grande influência do proeminente compositor italiano Giuseppe Verdi. Verdi, por sua vez, reconheceu o ainda jovem compositor brasileiro como “um verdadeiro gênio musical”.A música de Carlos Gomes foi um marco para a ópera italiana e brasileira. A ópera Il Guarany, de Gomes, tornou-se o maior sucesso lírico do Scala de Milão, desde a estreia de Il Trovatore, de Verdi, em 1853. Atualmente, quase dois séculos após ambos os compositores terem marcado e transformado a história da música, Verdi segue consagrado pelo ‘grande repertório’ operístico e sua música é amplamente executada nos mais importantes palcos mundiais. A obra de Gomes, no entanto, tornou-se parte de um repertório ‘exotico’, menos conhecido e de difícil acesso ao grande público.A seleção do repertório para os concertos visa explorar as semelhanças e as diferenças entre as obras destes compositores, por intermédio de árias e aberturas de suas principais óperas. As peças serão interpretadas por dois expressivos nomes do canto lírico do Brasil: a soprano Manuela Korossy e o tenor Thiago Arancam, com a participação especial do grande pianista, regente e compositor, Wagner Tiso.Os concertos serão acompanhados por orquestras locais e serão uma experiência única e emocionante para os amantes da música clássica, além de oportunizar um contato especial com a forma com a qual os dois compositores promoveram as culturas brasileira e italiana por intermédio da ópera, permitindo ao público um acesso mais amplo à música destes dois grandes mestres.Apresentar o repertório brasileiro junto ao repertório operístico tradicional, não é apenas uma forma de conferir à cultura nacional seu merecido destaque; é também, uma solução ativa para transformar e reverter o eurocentrismo, tão presente no universo lírico. Além de Manuela Korossy, Thiago Arancam, Wagner Tiso e Gimena María Sánchez Rivera, o concerto contará com as participações da Orquestra Orquestra Sinfonica do Teatro Nacional Claudio Santoro, em Brasília, além de orquestras oficiais no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Belo Horizonte, ainda se definir essa participação em Uberlândia. O ENSAIO ABERTO Não há melhor escola para qualquer artista do que o banco da plateia, quando se percebe a construção de uma obra e a entrega do artista ao jogar-se no palco. Com essa premissa, pretende-se ir além da posição de mero espectador e permitir que as pessoas com interesse nessa percepção tenham a oportunidade de observar o processo criativo que o faz chegar este lugar de oferecimento da arte ao público. Entre marcações, afinação, recuos e remodelações, um grupo de pessoas observará todos os passos dados antes de entrar em cena. Esse é uma aprendizado inestimável, uma contribuição valoroso a todos os que têm aspiração à arte ou aos bastidores dela. O ensaio aberto será disponibilizado para estudantes de música, sejam de escolas públicas ou privadas, mas que anseiam em descobrir os caminhos da arte. Ele será oferecido em cada uma das quatro cidades constantes na programação, sob organização da produção do evento, priorizando sempre aqueles que sejam entronizados nos processos de descobertas da música, em momento sequer imaginados. A RODA DE CONVERSA Depois de presenciar parte de construção do espetáculo e assistir a apresentação em si, nada mais enriquecedor do que ouvir dos lábios da protagonista e de seu intérprete convidado, detalhamentos pessoais do envolvimento com toda essa ambientação artística, obviamente aproveitando o momento também para compartilhas experiências de suas jornadas, desde o início até aquele momentos, revelando as adversidades, as críticas, as necessidades de transformações de cenários e a disciplina que o ofício artístico requer. Um bate papo descontraído e informal será oferecido em cada cidade, para quem é da áres ou tenha interesse nela. O PROGRAMA PRIMEIRA PARTE 1 Abertura do Il Guarany - Arr.: WT Orq. e Wagner Tiso / Carlos Gomes2 O Ciel Di Parahyba - Lo Schiavo - Manuela Korossy / Carlos Gomes3 La Donna e Mobile - Rigoletto - Thiago Arancam / Verdi4 Soli, Del Mondo Immemori - Fosca (Delia e Paulo) - Manuela e Thiago / Carlos Gomes5 Celeste Aida - Aida - Thiago Arancam / Verdi6 Ritorna Vincitor - Aida - Manuela Korossy / Verdi7 Quem Sabe - Arr.: WT Orq. e Wagner Tiso / Carlos Gomes SEGUNDA PARTE 8 Abertura da Força do Destino Orquestra / Verdi9 Pace Pace Mio Dio - Força do Destino - Manuela Korossy / Verdi10 Miserere - Il Trovatore - Manuela e Thiago / Verdi11 Di Tu Se Fedele - Un Ballo in Maschera - Thiago Arancam / Verdi12 Ad Ogni Mover - Fosca - Manuela Korossy / Carlos Gomes13 Tu Che Le Vanità - Don Carlo - Manuela Korossy / Verdi14 O Terra Addio - Aida - Manuela e Thiago / Verdi15 BIS - Brindisi - La traviata - Wagner, Manuela,Thiago / Verdi Orquestra 3 peças 1 Verdi 2 Carlos GomesManuela 5 árias 3 Verdi 2 Carlos GomesThiago 3 árias 2 Verdi 1 Carlos GomesDuetos 4 3 Verdi 1 Carlos GomesWagner Tiso 3 peças 1 Verdi (Bis) 2 Carlos GomesVerdi 9 peçasCarlos Gomes 6 peçasTOTAL 15 peças
OBJETIVO GERAL: Revelar ao público brasileiro, em cinco expressivas cidades do país, a importância da música erudita e a consonância nela contida entre o território local e o europeu, no século XIX, quando essa expressão artística teve grande envergadura, mostrando também o quanto ela é atemporal, atravessou os séculos e encontra espaço na contemporaneidade, além, obviamente, de ressaltar um dos mais geniais e expressivos compositores brasileiros de todos os tempos, ladeando-o com um dos grandes nomes da música universal no continente europeu. Paralelamente, uma jovem cantora, em ascenção na sua carreira artística, além de expor em cena a sua potência vocal e sensibilidade estética e musical, compartilha a experiência na trajetória recente, dos encontros com as possibilidades de expressão, aos questionamentos, quebra de rupturas e paradigmas inerentes ao âmbito acadêmico, até o acesso a oportunidades para a sua caminhada, como o ingresso na Juilliard School, de ensino superior de Música, Dança e Dramaturgia em Nova Iorque, entre outras experiências em território brasileiro e em nível internacional. O projeto visa tornar a música lírica, especificamente o repertório operístico de Carlos Gomes e Giuseppe Verdi, mais acessível ao público geral. Os dois compositores são considerados os maiores expoentes da ópera romântica e suas composições são consideradas obras-primas da música erudita do século XIX. O repertório operístico de ambos os autores se encontra entrelaçado, dada a influência estilística e composicional do mestre italiano na produção do maestro brasileiro. Dessa forma, o espetáculo não só evidenciará as semelhanças estilísticas do dois compositores, como também demonstrará a um público não acostumado a apreciar a música erudita, o quanto o Brasil esteve presente na formação de um estilo musical, quase sempre restrito a um público elitizado sócio e culturalmente. Com isso, se estabelece também uma forma de popularização de um universo aparentemente restrito aos contextos acadêmicos ou excessivamente intelectualizados, demonstrando como o sentimento musical, no campo erudito, pode alcançar pessoas de todas as camadas sociais, faixas etárias e classes econômicas, indistintamente, conquistando-as na perspectiva de um canto livre e solto, ainda que sob o domínio da mais apurada técnica de manifestações vocais e instrumentais, em um passe de magia sobre composições que atravessaram séculos e se mantêm dignas de contemplação, imersão e catarse. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: Serão cinco cidades contempladas, pela localização geográfica estrategicamente distribuída no Brasil (regiões Sudeste e Centro-Oeste) e a cena cultural inerente a cada uma, de onde escoam expoentes musicais de diversos formatos para o resto do país. Com isso, se alcança o atributo de fomentação na produção artística brasileira. Os quatro concertos estão programados para acontecerem em Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo. Ainda com o intuito de promover o acesso e abraçar a formação musical de jovens aspirantes da área, o projeto também prevê que, entre os ensaios em cada cidade, haja um aberto aos alunos das redes públicas e privadas de ensino. Com isso, a voz da experiência soará para aqueles que estão imersos no início desse desenvolvimento pessoal e cultural. Além do ensaio aberto, será designado um momento em cada cidade para uma conversa aberta sobre o universo da música erudita e da ópera, quando as dúvidas existentes para os que estão na área, veteranos ou iniciantes, poderão ser debatidas em forma de reflexões e compartilhamento de experiências e, com isso, até mesmo abrir novos horizontes, pessoais e/ou coletivos, diante das conclusões que se apresentarem. Como a premissa do projeto é também sua atemporalidade, trazendo para o contemporâneo as valorosas composições do século XIX, haverá o registro das apresentações, que resultará em uma versão virtual do concerto, disponibilizado gratuitamente por meio da internet. A perspectiva é que o projeto alcance, diretamente, em torno de 4000 pessoas nas quatro cidades, como espectadoras, além daquelas que serão alcançadas nos ensaios abertos e nas rodas de conversa, assim como os que terão acesso ao formato virtual disponibilizado na internet. O século XIX, tempo no qual tem origem o repertório das apresentações, mesmo com toda a diversidade e riqueza cultural do período, não foi uma era de inclusão, sobretudo para as pessoas com necessidades especiais. A contemporaneidade deve sempre corrigir essa distorção histórica, por meio de medidas de inclusão, que existem nessa proposta. São elas: intérprete de libras, legendas e posterior disponibilização do concerto com áudio descrição em plataforma gratuita de vídeos. O projeto, portanto, incorre num percurso de valorização e popularização da música erudita e do canto operístico e de ênfase em seu caráter atemporal. Por meio de apresentações musicais gratuitas, amplia-se o acesso da população em geral à cultura. Em se tratando de um espetáculo que, além de seus intérpretes, contará também com orquestras locais e com momentos paralelos pertinentes para o desenvovimento cultural, cumpre com a orientação de valorizar os recursos humanos das cidades nas quais serão apresentadas as récitas, conforme previsto na alínea II do Artigo 1º da Lei 8313/91. No escopo central do projeto, para muito além das potencialidades artísticas de todos os envolvidos e das prerrogativas de valorização e popularização da cena erudita e de toda a instrumentalização utilizada para formar e capacitar artistas, há a junção da obra de dois grandes compositores no contexto da música universal, revelando proximidade e afinidades do processo criativo de ambos, em continentes à época tão distantes. Acentuar a importância de Carlos Gomes e Giuseppe Verdi para o mundo contemporâneo, ausentando lacunas entre as gerações e derrubando fronteiras musicais que ainda possam existir, é algo que ressalta a consistência artística e o interesse coletivo dessa proposta cultural. São dois ícones de nossa história, brasileira e universal. Carlos Gomes foi o mais importante compositor brasileiro de ópera. E foi isso que o consagrou na Europa e o tornou ali pioneiro na área. Foi estudar como bolsista na Itália e, embora tivesse previsão de retorno após a conclusão dos estudos, permaneceu por lá e por lá desenvolveu sua carreira. No Brasil, tendo sido escolhido o melhor aluno do Conservatório, recebeu a bolsa como prêmio foi se se aperfeiçoar no Conservatório de Milão. Faleceu há 120 anos, em 16 de setembro. Foi o primeiro compositor brasileiro a conquistar notoriedade internacional.Verdi, contemporâneo de Carlos Gomes, autor de La Traviata e o grande mestre de ópera italiana, reconheceu Carlos Gomes como um discípulo e o melhor continuador de seus princípios estéticos.
Quando se quer trazer para a cena contemporânea algo de extremo valor produzido no passado, é preciso ter como esteio alguma ferramente que torne isso viável. Quando são reunidas na cena nomes de diferentes gerações, cada um com sua alcunha, seu histórico, sua linguagem, formatando um evento rico e diverso, que se propõe a percorrer quatro cidades expoentes da cultura, é necessário que os recursos para isso seja viabilizados. A música clássica, especificamente a apresentada por orquestras, envolve custos muito elevados, uma vez que envolve um grande número de profissionais, com seus saberes e fazeres altamente qualificados. Essa qualificação se torna ainda mais refinada, em se tratando de cantores intérpretes diferenciados, como Manuela Korossy e Thiago Arankam, únicos não apenas por corpos transformados em instrumentos musicais singulares, mas também pelo domínio técnico e, principalmente, capacidade de filtrar a emoção que um compositor deposita na personagem e reverberá-la, com toda carga emotiva necessária para atingir e dialogar artisticamente com a plateia. Uma potência artística assim requer valorização, comodidade, elementos facilitadores, instrumentalização, segurança de logística, entre outras ações operacionais que precisam de um suporte como a lei federal de incentivo à Cultura. O apoio financeiro para isso, vindo por meio do aporte da isenção fiscal, implica na própria sobrevivência do fazer artístico, sobretudo quando o foco principal é o canto, erudito e operístico. São raras as exceções no mundo em que espetáculos de canto erudito e ópera sejam mantidos por meio de subvenções, públicas ou particulares. Por esta razão, o apoio da Lei de Incentivo é uma forma de viabilizar parcerias com a iniciativa privada, para levar adiante este projeto que visa, para além de democratizar a cultura, promover um reencontro do compositor Carlos Gomes, celebrado em todo o mundo e, de certa maneira, desconhecido do público brasileiro, incluindo aí as eventuais empresas incentivadoras, que terão neste projeto a oportunidade de mergulhar em um universo ainda pouco conhecido, o que ressalta a valorização do que nos pertence, pertencimento este que vem tendo como contraponto a junção entre uma genialidade artística brasileiro com um gênio da música europeia. Em conformidade com os incisos I, II, III, VI, VII e VIII do Artigo 1º da Lei 8313/91, o projetoGomes e Verdi _ O Canto Lírico entre o Brasil e a Itália do Século XIX visa facilitar a todos, de forma gratuita (com a sugestão de doação de um quilo de alimento não perecível a ser destinado a entidades que apoiem pessoas em situação de insegurança alimentar), o livre acesso às fontes de cultura e o pleno exercício dos direitos culturais, oferecendo um espetáculo que contará com dois grandes intérpretes, além de orquestras locais, valorizando os recursos humanos das cidades nas quais serão apresentadas as récitas e também oferecendo, como contrapartida, momentos de reflexão, formação e capacitação artística. A escolha dos dois cantores para este programa, que visa democratizar e aproximar o público da música lírica e da ópera, produtos culturais universais, baseia-se na força interpretativa que as obras de Carlos Gomes e Guiseppe Verdi exigem. A escolha, portanto, se sustenta em recursos técnicos, estilísticos e dramáticos que ambos os cantores imprimem em suas performances como intérpretes capazes de toda a poiesis necessária para dar vida às personagens operísticas. O projeto, em concordância com a alínea C do inciso II e; com as alíneas A e B do inciso IV, do Artigo 3º da Lei 8313/91, quer resgatar obras pouco executadas do maestro brasileiro e trazê-las para conhecimento de um público amplo. Ao mesmo tempo, mesclar obras do mestre italiano às de Gomes tem como objetivo demonstrar a grandiosidade da música erudita nacional, consagrada em palcos internacionais e de difícil acesso no país. Para justificar a necessidade de obtenção da chancela da lei de incentivo à cultura, entre todas as justificativas existentes, há de se ressaltar o que o compositor Carlos Gomes representa para o Brasil e o quando a obra de Verdi o influenciou e o incentivou a enveredar-se pelo caminho das composições. Uma recíproca verdadeira, já que Gomes tornou-se um artista reconhecido e admirado em nível internacional. Uma justificativa que pode ser acentuada pelas razões que inspiraram a colocar no mesmo palco Carlos Gomes e Verdi. Carlos Gomes, desde a partida de Campinas, montado em um burrinho, até sua consagração mundial, trilhou um caminho marcado pela brasilidade, que levou consigo até seu último momento, e pela adoração à obra de Verdi. De espírito inquieto, porém saudoso de sua terra natal, o maestro brasileiro tornou-se um homem do mundo, mas de alma caipira, como ele mesmo costumava se chamar. Essa mistura deu origem a obras que encantavam o público leigo, por sua exoticidade, como é o caso da ópera Il Guarany, baseada no romance de José de Alencar e que traz ao palco indígenas brasileiros, algo inusitado para o europeu do século XIX. Por outro lado, como explicou o biógrafo do maestro, Marcus Góes, Carlos Gomes antecipou princípios fundamentais da ópera romântica italiana, sendo copiado por vários compositores, inclusive por seu amigo, Amilcare Ponchielli, autor de La Gioconda. Este nome, por sua vez, ainda segundo Góes, estabelece a ligação de Gomes à nova geração de compositores, os Veristas. Ponchielli era professor de Mascagni e Puccini, nomes imortalizados por óperas grandiosas como a Cavalleria Rusticana, no caso do primeiro, e Manon Lescaut e Madama Butterfly, do segundo. À parte a polêmica criada por modernistas da primeira geração - que gira em torno da discussão sobre qual compositor é melhor, Carlos Gomes ou Heitor Villa Lobos, ambos, aliás, com trabalhos marcados pela influência de temáticas brasileiras -, o culto a Gomes foi mantido enquanto herói nacional pelos músicos no Brasil e revisitado pelo mundo a partir de 1996, quando Il Guarany voltou aos palcos internacionais. Entende-se, entretanto, que a obra de Gomes ultrapassa o sucesso de Il Guarany, eternizada entre os brasileiros como tema de abertura do programa de rádio Voz do Brasil. Os cromatismos, a continuidade do discurso musical, a adequação da música à palavra, os novos saltos imprevistos, dentre outros princípios fundamentais da obra de Gomes que, aliás, anunciam o rompimento da escola do Bel Canto italiano para dar lugar ao Verismo, com suas interpretações viscerais, justificariam por si um retorno à sua produção. Apresentar Carlos Gomes e Verdi num mesmo concerto tem a finalidade de demonstrar que a obra do mestre brasileiro tem igual importância à dos compositores consagrados. Mostra que não só Verdi foi divisor de águas entre o Bel Canto e o Verismo. Carlos Comes representou a mesma força fundamental para impulsionar essa evolução estilística experimentada pela composição operística do século XIX. Carlos Gomes está, portanto, entrelaçado à evolução histórica e cronológica da obra verdiana. Sem esses dois mestres, o Verismo não seria possível. Por esta razão, colocar no palco obras dos dois compositores num mesmo evento busca utilizar aquilo que já é consagrado, como porta de acesso a outras obras musicais. A música de Verdiencontrou eco no gosto popular por tornar ainda mais densas (por estarem acompanhadas de grandes orquestrações e interpretações) as emoções cultivadas pelo Romantismo literário e depois pelo Realismo que, na ópera, recebeu o nome de Verismo. Mesmo caminho seguido por Carlos Gomes, também popular à sua época. Executar a música de ambos concomitantemente demonstra a riqueza artística do maestro brasileiro, eivada da linguagem regionalista e da cultura popular brasileira, tão extraordinária quanto o grande repertório consagrado, apesar de pouco conhecida. Ele é imortal por sua música ser tão grandiosa quanto a dos maiores compositores do mesmo período. Por isso já se justifica a necessidade dessa chancela.
Com duração aproximada de oito meses, o projeto visa a realização de cinco concertos musicais, envolvendo grandes cantores e artistas nacionais.- Visa valorizar o canto lírico e a música erudita nacionais, tendo como participantes dois intérpretes da nova geração, acompanhados por um dos mais importantes e experientes musicistas do Brasil, com grande importância no cenário musical internacional e de uma orquestra de cada cidade envolvida na proposta.- Através campanha de arrecadação de alimentos, cumprirá com seu papel social, ajudando instituições que necessitem das doações.- O acesso franqueado do público contará com infra-estrutura contemplar o acesso e a apreciação das com necessidades necessidades especiais, tornando os eventos democráticos e inclusivos .- As apresentações serão registradas em vídeos de alta definição e o material será disponibilizado gratuitamente na internet e em redes sociais, por tempo indeterminado.
CONCERTO Duração: 1 horase 30 minutosParticipantes:- 2 cantores solistas - a soprano Manuela Korossy e o tenor Thiago Arancam- 1 maestro e pianista convidado, Wagner Tiso, para participação especial em alguns momentos do concerto- 1 Orquestra com aproximadamente 50 músicos em cada cidade onde ocorrerão os concertos, regida pelo seu maestro titular.- Em Brasília, além da participação da solista principal, ocorrerá a participação de uma solista convidada, oriunda da Costa Rica. Convidados:- Brasília - Além dos cantores solistas principais Manuela Korossy e Thiago Arancam, a apresentação contará com a presença de uma cantora convidada, a soprano Gimena Sánches, da Costa Rica- Além das orquestras e do maestro regentes originais, as apresentações também contarão com a participação especial do maestro e compositor Wagner Tiso. Repertório:Farão parte do repertório árias e duetos dos dois compositores, Carlos Gomes e Giuseppe Verdi. A definição das músicas ocorrerá durante a fase de pré-produção. RODAS DE CONVERSADuração aproximada: 1 hora e 30 minutos Local: a ser definido durante a fase de pré-produçãoParticipantes: Manuela Korossy, Thiago Arancam e um mediador a ser definido durante o processo de pré-produção.Tema: Canto Lírico e Ópera, o que precisamos saber?
Os critérios a serem adotados na escolha dos espaços levarão em consideração a acessibilidade física e estrutural de acesso aos mesmos, conforme a previsão legal. A conceitual será disponibilizada por meio de ferramentas de acessibilidade. 1 - Apresentações: 1.1: As apresentações contarão com a presença de intérpretes de LIBRAS durante as falas dos apresentadores dos Recitais e das Rodas de Conversa. 1,2: Será feita a audidescrição para disponibilizar nos teatros onde existam os equipamentos. 1.3: Serão disponibilizados programas com QRCode para audiodescrição. ACESSIBILIDADE FÍSICA: Eventos acontecerão em espaços que cumprem as normas legais de acessibilidade ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDOS: Recorrência ao máximo de ferramentas de acessibilidade para todos os tipos de PCDs 2 - Vídeo: 2.1: O vídeo final a ser produzido para disponibilização gratuita será legendado. 2.2: Também existirá uma audiodescrição, por meio de QRCode, para pessoas com deficiência visual. ACESSIBILIDADE FÍSICA: Formato é virtual, portanto não cabe neste produto. ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDOS: Recorrência ao máximo de ferramentas de acessibilidade para todos os tipos de PCDs 3 - Contrapartida social: 3.1: A produção se manterá atenta à eventuais novas demandas de acessibilidade que possam surgir durante o desenvolvimento do projeto, a fim de manter o princípio da acessibilidade. 3.2: A roda de conversas também terá intérprete de libras e audiodescrição, em caso de inscrições de PCDs. ACESSIBILIDADE FÍSICA: Eventos acontecerão em espaços que cumprem as normas legais de acessibilidade ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDOS: Recorrência ao máximo de ferramentas de acessibilidade para todos os tipos de PCDs
Segundo o inciso 1 art. 30 da IN nº 11/2024, o projeto prevê a gratuitade, não apenas do percentual estabelecido como de todo o público presente. As apresentações serão absolutamente gratuitas, apenas sugerindo a doação de algo a se definir, porém não obrigatório, podendo ser, por exemplo, um quilo de alimento não perecível, a ser encaminhado para alguma instituição. Haverá um ensaio aberto em cada cidade, com acesso de estudantes de música. Haverá uma roda de conversa em cada cidade constante na programação, com acesso gratuito. A apresentação será disponibilizada na internet, com acesso gratuito. Segundo o inciso 3 art. 30 da IN nº 11/2024, a apresentação será disponibilizada gratuitamente na internet. Segundo o inciso 5 do mesmo artigo, haverá uma roda de conversas, também com acesso gratuito.
Michelle Coelho - Contabilista, esteve à frente do espaço Estação Cultura, onde atuou em sua gestão financeira e na administração do café e da programação musical do espaço. Também ancorou a produção local de espetáculos vindo do eixo Rio-São Paulo para Uberlândia, como mini temporadas em cartaz em espaços como Teatro Rondon Pacheco, Teatro Grande Otelo e o próprio Estação Cultura. Como titular da empresa jurídica que propõe o projeto, fará a gestão do mesmo, atuando também na área de produção nas quatro cidades. Manuela Korossy - Com uma extensa jornada musical iniciada na infância, Manuela possui vasta experiência como cantora. No Brasil, foi aluna da Escola de Música de Brasília (EMB) e da Universidade de Brasília (UnB).Destacou-se como solista no cenário musical da capital, atuando junto a importantes instituições como a Casa Thomas Jefferson (CTJ), o CCBB Brasília e a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro (OSTNCS). Atualmente, aperfeiçoa-se em instituições de renome internacional como o conservatório Liszt Ferenc, na Hungria e a Juilliard School, onde concluirá seu bacharelado em canto. Entre as várias récitas e óperas da quais participou, no Brasil e em outros continentes, está constatentemente se aperfeiçoando em cursos diversos da sua área. Em 2023, foi aluna do conservatório Liszt Ferenc, em Budapeste, onde estudou com a grande soprano Eva Marton, retornando à Juilliard School em agosto do mesmo ano e, paralelamente, aperfeiçoa seu repertório com a professora Patrizia Morandini (Itália). Thiago Arancam - Tenor lírico brasileiro, famoso por interpretar o Fantasma da Ópera na passagem do musical pelo Brasil em 2018. Formou em canto erudito em 2003, aos 21 anos. Aos 22, ganhou o Prêmio Revelação do V Concurso Internacional de Canto Erudito Bidu Sayão. Em 2004 foi o primeiro brasileiro a ser convidado a participar da Accademia del Teatro alla Scala, em Milão, na Itália. Bacharel em canto erudito pela "Faculdade de Música Carlos Gomes" de São Paulo, começou os estudos no Brasil, na "Escola Municipal de Música de São Paulo", ainda garoto. Se apresentou nos principais teatros do mundo, em mais de 40 países. Foram mais de 500 apresentações ao redor do mundo. No Brasil, em 2011, subiu ao palco do Teatro Municipal do Rio de Janeiro com a montagem da ópera "Tosca", de Puccini, no papel do pintor Mario Cavaradossi, amante de Flória Tosca. Em 2014, no Teatro Municipal de São Paulo, encenou a Ópera Carmen de Bizet. Na Europa, conheceu Plácido Domingo, com quem gravou “Cyrano de Bergerac", na São Francisco Opera (USA); "Madama Butterfly", em Washington e "Carmen", na Los Angeles Opera. Wagner Tiso - músico, arranjador, regente, pianista e compositor. Nascido na cidade mineira de Três Pontas, é filho de um bancário e de uma professora de piano, que o iniciou nos estudos musicais. Foi um dos fundadores do Clube da Esquina – um dos maiores movimentos musicais do país. Ao lado do cantor e compositor Milton Nascimento, que conheceu ainda criança, em Três Pontas, juntos fizeram os estudos do acordeom e suas primeiras descobertas musicais. Do fim da década de 1950 aos tempos atuais, consolidou expressiva carreira, reconhecida em nível internacional, integrando diversos grupos musicais, compondo, interpretando e fazendo arranjos para a indústria fonográfica, para os palcos e para o cinema. Morou em vários países, onde fez participações com diversos artistas e orquestras sinfônicas. Com 63 anos de carreira, o maestro já conquistou dezenas de prêmios, nacionais e internacionais. Gimena Sánchez Rivera - 21 anos , é uma soprano de San José, Costa Rica, e é estudante do Bacharelado em Canto na Juilliard School, NY, na classe da professora Cynthia Hoffmann. Atuou em vários recitais na Universidade da Costa Rica e foi membro do Coro da Companhia Lírica Nacional em seu país. Foi convidada para representar a Costa Rica na Gala Cultural Centro-Americana no Teatro Nacional da Nicarágua. Dentre as atividades mais recentes, Sánchez Rivera participou da produção da Juilliard da ópera Suor Angelica, da série Masterclass de Francisco Araiza no European Music Institute of Vienna, na Áustria, do Classic Lyric Arts Italy, em Nova York, do Young Artist Vocal Program da Universidade de Boston e do Summer Classical Studies da Eastman School of Music em Rochester, NY. Em 2023, ela ganhou o primeiro lugar na competição de outono da Classical Singer Magazine, em Nova York. Claudio Cohen - Maestro Titular e Diretor Artístico da Orquestra Sinfonica do Teatro Nacional Claudio Santoro e um de seus fundadores. Foi integrante do Quarteto de Brasília com o qual realizou turnês pelo Brasil, Ásia, Américas, Europa e gravou diversos CD’s, pelos quais recebeu várias premiações. É detentor da Ordem do Mérito de Brasília, Ordem do Mérito Cultural do Distrito Federal no Grau de Comendador e Também da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho em Grau de Comendador. Outras láureas recebidas foram; Mérito Comercial da Associação comercial do DF, Troféu Stella de Prata 2011 da BPW , Diploma Deferência Policial Federal, Mérito Expressão Nacional da Academia Internacional de Cultura, Medalha do Pacificador e Mérito Militar (Exército Brasileiro), e Mérito Cultural Cláudio Santoro, Mérito Anacleto de Medeiros, Medalha Imperador Pedro II e Amigo da Marinha. Recebeu em 2022 a Comenda Cruz de Ouro da Ciência e da Arte da República da Áustria. Laycer Tomaz - Com décadas de experiência em fotojornalismo, fotografia documental, publicitária e institucional, é um fotógrado premiado, atuante também em registros de espetáculos. Atualmente reside em Brasília, onde atua como fotógrafo na Câmara dos Deputados. Graduado em História, foi professor de fotojornalismo em instituições de ensino superior e é autor da obra Da Senzala a Capela, editado pela UNB, na qual qual mostra o seu olhar sobre o universo da Congada. Laycer Tomaz pretendeu, com esse trabalho, mostrar um outro lado da festa. Um lado mais expressivo, despido do colorido e do caráter meramente folclórico que tantas pessoas atribuem à Congada. Gabriela Korossy - Jornalista, reside em Brasília, onde trabalha como redatora do Programa Voz do Brasil, da Câmara dos Deputados. Descendente de húngaros, trafegou por processos criativos, como a fotografia, e por pesquisas diversas, incluindo a busca por ligações familiares perdidas durante a guerra que trouxe seus pais para o Brasil. Como jornalista, atua em Comunicação Social há mais de 20 anos, tendo trabalhado em veículos impressos, bem como prestado serviço de assessoria de imprensa. Como redatora, foi agraciada pelo Prêmio Nacional de Redação Assis Chateaubriand por Menção Honrosa na Intercom. Carlos Guimarães - Jornalista e produtor cultural, dedica-se em Uberlândia às artes cênicas e à música, entre outras linguagens artísticas, consolidando em sua cidade a programação Uberlândia na Rota da Cultura, com vistas à formação de plateias e ao desenvolvimento cultural. No setor da música, já levou à terra natal, nomes expressivos da música brasileira, como Nelson Gonçalves, Nana Caymmi, Samuel Rosa e Lô Borges, João Bosco, Gal Costa, Leny Andrade, Cida Moreira, Danilo Caymmi, Paulinho da Viola, entre outros. Maíra Pelizer - Produtora cultural, atuou na gestão do extinto espaço uberlandense Estação Cultura, que recebeu dezenas de grandes nomes das artes cênicas e musicais brasileiras. Atualmente, dedica-se à programação Uberlândia na Rota da Cultura, que recebe grandes espetáculos em turnê pelo país. Recentemente, esteve à frente da produção local de "As Várias Ponta de Uma Estrela", com Gal Costa, "A Hora de Estrela - O Canto de Macabéa", musical com Laila Garin e Leonardo Miggiorin, o show "Paulinho da Viola e Filhos", "Viva Caymmi", com Danilo Caymmi, a comédia "O Que Faremos Com Walter", entre dezenas de outros eventos.
Projeto encaminhado para avaliação de resultados.