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PRONAC 238074Autorizada a captação residual dos recursosMecenato

Mostra Benjamin de Oliveira

NAPELE PRODUCOES ARTISTICAS LTDA
Solicitado
R$ 610,3 mil
Aprovado
R$ 605,1 mil
Captado
R$ 200,0 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

33.1%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
23

Localização e período

UF principal
MG
Município
Belo Horizonte
Início
2023-12-01
Término
2026-12-31
Locais de realização (3)
Belo Horizonte Minas GeraisNova Lima Minas GeraisOuro Preto Minas Gerais

Resumo

Este projeto trata-se da realização daa Mostra Benjamin de Oliveira, um festival de artes cências que tem como proposta ser um espaço de difusão e de valorização do trabalho de artistas negros de Minas Gerais.

Sinopse

No momento não é possível definir quais serão os espetáculos, a duração dos espetáculos e nem a classificação indicativa. Essas informações serão disponibilizadas logo que o trabalho da curadoria for finalizado.

Objetivos

Objetivo Geral Realizar uma edição da Mostra Benjamin de Oliveira, projeto de promoção do trabalho em artes cênicas (teatro, dança, circo, performance etc) de artistas negros de Minas Gerais. O festival é realizado em teatro, nas cidades de Belo Horizonte, Ouro Preto e Nova Lima-MG, com entrada gratuita. Objetivos específicos Realizar dez apresentações de artes cênicas.

Justificativa

Em primeiro lugar, a inscrição deste projeto no Ministério da Cultura, via Lei de Incentivo, se deu em função de uma possibilidade de captação do projeto, via esse mecanismo. Acreditamos que a Lei Rouanet é hoje uma das poucas formas de se encontrar parceria na iniciativa privada para realização de projetos culturais. Dessa forma, consideramos que a finalidade do projeto está em consonância com o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), e se enquadra, especialmente nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: I ‐ contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II ‐ promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; V ‐ salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI ‐ preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro. E Considerando que a principal finalidade do projeto é viabilizar a apresentações de diversos espetáculos teatrais, o mesmo se enquadra nos seguintes incisos do Art. 3º da Lei 8313/91: II ‐ fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore. Criada em 2013, em Belo Horizonte, a Mostra Benjamin de Oliveira já revela no nome seu eixo temático: Benjamin de Oliveira nasceu em 1870 e foi o primeiro palhaço negro do Brasil, conhecido como "Rei dos Palhaços". É considerado o criador do circo-teatro brasileiro, gênero que levava para as ruas paródias de operetas, contos de fadas teatralizados e grandes clássicos da literatura. Nos entreatos, cantava lundus, chulas e modinhas em companhia de seu violão. A Mostra, portanto, tem o objetivo de valorizar a cultura afro-brasileira e os artistas negros por meio do protagonismo dos corpos negros em cena, entendendo que esses corpos cênicos mobilizam sentidos, memórias, afetos, ancestralidades e resistências. A primeira edição foi realizada na Funarte MG, de novembro de 2012 a março de 2013. A programação recebeu ao todo 21 espetáculos de teatro e dança entre apresentações para o público adulto e infantil, além de oficinas de percussão, circo e atividades formativas para alunos de escolas públicas. Em 2014, o Oi Futuro Belo Horizonte, no mês de abril, recebeu a segunda edição. Além dos espetáculos teatrais, a programação apresentou um leque diverso de manifestações artísticas, de intervenções urbanas e a exibição inédita de um vídeo sobre uma guarda de congado. A terceira edição, selecionada na 3a Edição do Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-Brasileiras, foi realizada no mês de maio de 2015 e recebeu mais 153 inscrições vindas de mais de 50 cidades de 16 estados brasileiros. A programação teve nove espetáculos de dança e teatro, além de rodas de conversa, lançamentos de livros e um show de encerramento. No ano de 2016, a Mostra foi realizada em junho, no Espaço Cultural Tambor Mineiro e teve parte de sua programação apresentada na cidade do Rio de Janeiro. A programação contou com peças de diversas regiões de Minas e também das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. O racismo estrutural advindo de nossa herança escravocrata faz-se presente também no cenário das artes cênicas do país. Ainda que existam registros que, desde o século 18, existem companhias negras de teatro em Minas e em todo o país, a elas quase nunca foi possível romper o manto de invisibilidade imposto pela estética hegemônica e euro-descendente. Embora não existam muitas pesquisas relativas ao tema, em Minas Gerais seria leviano ignorar que as atrizes e os atores negros encontram um cenário marcado pela desigualdade de oportunidades. Sejam nas rodas de conversas do FAN - Festival de Arte Negra, sejam nos debates das edições anteriores deste projeto, este problema é frequentemente abordado. No Prêmio Sinparc de Artes Cênicas, realizado em abril de 2015, por exemplo, entre os 20 atores indicados, apenas uma atriz negra, na categoria melhor atriz coadjuvante. A marginalização desses corpos políticos, de suas narrativas e das estéticas afro-brasileiras acarreta em uma perpetuação da invisibilidade histórica que, por sua vez, reforça o racismo estrutural, em um perverso ciclo vicioso. A Mostra Benjamin de Oliveira portanto, ao criar um espaço de valorização e de difusão do trabalho artistas negros, soma-se a projetos que vêm combater essa realidade. Ao criar um espaço de necessária oportunidade para dançarinos e dançarinas negros, a Mostra vai além e aproxima o público de um tema tão caro quanto ignorado: a cultura-afro e a cultura afro-mineira. A Mostra é, portanto, também um espaço de aproximação do público, principalmente os jovens, de elementos, ritos, personagens e histórias dessa cultura e da identidade fundante do povo mineiro e brasileiro. Através do chamamento público, a mostra pretende ampliar sua seleção para além do ciclo de conhecimento de sua curadoria, ampliando seu potencial de oportunidade e diálogo, convertendo-se em um verdadeiro panorama da produção de artes cênica realizadas por artistas negros em Minas Gerais e no país. A Mostra Benjamin de Oliveira é também executada por seus beneficiários. Sua direção artística, curadoria e a maior parte dos profissionais envolvidos são profissionais negros de Minas Gerais. É difícil mensurar os impactos do projeto mas, ao longo dos anos, a Mostra vem estabelecendo entre artistas e produtores negros e grupos que trabalham com teatro negro uma rede informal de trocas, trabalho e auxílio mútuo que se desdobra em diversos outros projetos. O impacto de sua realização também se perpetua no tempo em virtude das campanhas afirmativas e de representatividade que a Mostra promove e são veiculadas em suas redes sociais.

Estratégia de execução

O projeto que já tem um histórico de realizações e monta sua programação através de um chamamento público e também com curadoria. A premissa é seleção de trabalhos de artes cênicas que que dialoguem com a cultura afro-brasileira contemporânea ou tradicional, e que tenham um elenco formado predominantemente por artistas negros. Espera-se um público de aproximadamente 200 pessoas por espetáculo, num total de 2 mil pessoas.

Especificação técnica

Os espetáculos a serem apresentados só serão definidos após o início do projeto e a realização do trabalho do curador. Em função disso, no momento, não é possível enviar contrato de Direito Autoral e/ou a Carta de Anuência.

Acessibilidade

ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: O projeto será executado em locais com banheiros adaptados e reservará espaço para para cadeirantes, obesos e idosos. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: O projeto irá contratar profissional de audiodescrição. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: O projeto irá contratar intérprete de libras. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES INTELECTUAIS: O projeto irá contratar monitores treinados para auxiliar esse público na abertura da exposição.

Democratização do acesso

ATIVIDADES GRATUITAS O projeto está aberto a todas as faixas etárias e grupos sociais e todas as suas ações serão abertas e gratuitas. AMPLIAÇÃO DE ACESSO Como medidas de ampliação de acesso, entre aquelas previstas no Art. 21 da Instrução Normativa No 02/2019, o projeto vai: III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino e de outros eventos de caráter presencial, sem prejuízo do disposto no § 2º do art. 22; IV - permitir a captação de imagens das atividades e de espetáculos ou autorizar sua veiculação por redes públicas de televisão e outras mídias.

Ficha técnica

Elias Gibran de Valadares Cunha [COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO] - Gestor e produtor cultural criou, em 2005, a produtora Napele Produções Artísticas que desenvolve e realiza gestão e produção de projetos nas áreas de música, dança, teatro, artes visuais, circo e literatura. Desde 2005, é coordenador do projeto Festejo do Tambor Mineiro, que visa, por meio de atividades de confraternização, valorizar e divulgar a cultura afro‐mineira, sobretudo o Congado de Minas Gerais. Foi responsávelo pela gestão e produção executiva de projetos como a Mostra Benjamin de Oliveira; Canjerê ‐ Festival de Cultura Quilombola; Conexão Vivo; Palco Hip Hop; Besouro, Cordão de Ouro; O Negro, a Flor e o Rosário; A Zeropéia; Opereta – O Homem que sabia português; Mil Tambores; Contos de Areia ‐ Um canto à Clara Nunes; Cortejo de Liberdade à Zumbi; Fica Vivo! na Cidade; TIM Mov Perc, Percursos do Sagrado, dentre vários outros. Atuou também como gestor e produtor executivo da confecção e consequente lançamento dos CDs Horizonte (2010), do músico, radialista e crítico musical mineiro Bob Tostes, Alma Grande Ao Vivo (2010) e Serafim (2011), Odé (2015) ambos do cantor e compositor Sérgio Pererê e CD Tambor Mineiro (2006), de Maurício Tizumba com o Grupo Tambor Mineiro; além do DVD do grupo Bantuquerê (2008). Publicou diversos artigos como “A luta deita no cimento: a Praia da Estação e sua relação com o Poder Público”, em Políticas Culturais em Revista, v. 9, p. 74‐109, 2017; “Por uma política de continuidade: análise da implementação do Centro de Referência em Diretos Humanos Pauline Reichstul, em Sobre gestão e política pública. 1ed.Belo Horizonte: EdUEMG, 2016, v. , p. 213‐234. MARIANA MISK MOYSÉS [COORDENADORA DE COMUNICAÇÃO] - É sócia‐diretora da empresa Oeste Design. Desde 2002, é professora de Design Gráfico da Escola de Design da Universidade Estadual de Minas Gerais. Participou da criação gráfica dos projetos Coleção Circo‐Teatro, projeto da Secretaria de Estado da Cultura viabilizado pelo Prêmio Cena Minas, da Revista Marimbondo, revista de arte e cultura da cidade de Belo Horizonte, e do catálogo Casa de Juscelino, da Superintendência de Museus de Minas Gerais. Foi produtora gráfica dos projetos do Programa Monumenta, programa de valorização do patrimônio histórico empreendido pelo Ministério da Cultura e a nova identidade visual do projeto cultural Festejo do Tambor Mineiro, bem como seu website, suas peças gráficas, eletrônicas, promocionais e de sinalização. Criou também a identidade visual para a divulgação da peça teatral "Oratório ‐ A Saga de Dom Quixote e Sancho Pança", da Cia Burlantins, bem como o seu site e suas peças gráficas e eletrônicas. Orientou a concepção gráfica do site da Cia Burlantins. Foi a designer responsável pelo álbum "Querendo Chegar", do cantor e compositor Kadu Viana. Em conjunto com Dijon de Moraes, realizou a criação gráfica do livro "Meta Projeto ‐ O design do design". Recentemente, está concluído a criação gráfica do material de apresentação do Instituto Cultural Sérgio Magnani. Já teve seus trabalhos publicados no Anuário do Clube de Criação Publicitária de Minas Gerais (2004 e 2005), na Revista Bons Fluidos / Editora Abril (2000) e na Revista da Abigraf (1998 e 1999) e projetos premiados internacionalmente no iF Design e no RedDot Communication Award. SILVIA AMÉLIA BATISTA [COORDENADORA ADMINISTRATIVA] - Com ampla experiência na gestão administrativo‐financeira de projetos culturais, incluindo orientação sobre legislação vigente e prestação de contas, Silvia Batista trabalha com importantes grupos e artistas do cenário cultural mineiro e nacional, como o Grupo Teatral Espanca!, a Cia de Teatro Luna Lunera, a Quick Cia de Dança e a Cia Mário Nascimento. Foi responsável pela gestão administrativo‐financeira do Grupo Galpão de 1997 a 2007, e de quase oitenta projetos dos mais diversos agentes culturais, nas áreas de música, teatro, dança e circo, inscritos nas leis municipal, estadual e federal de incentivo à cultura. ALEXANDRE TAVERA [COORDENADOR TÉCNICO] - Artista plástico, figurinista e cenógrafo, Alê Tavera foi coordenador de arte-educação do Museu Inimá de Paula e responde pela criação de exposições como Reinado de Chico Calu Repertórios Sagrados da Irmandade Os Carolinos e 35 anos de Cultura Hip Hop em BH, no Festival de Arte Negra de Belo Horizonte. Seu trabalho autoral tem na relação entre cidade e sujeito a principal fonte de pesquisa e experimentação. O proponente realizará os serviços de Coordenação de Produção e Coordenação Geral, o serviço abrange a responsabilidade pela gestão administrativa / técnico-financeira do projeto.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.