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O presente projeto visa promover o Pré Arrastão Màriwò do Bloco Afro Magia Negra, além de um evento de encerramento com o show da Banda de Palco do Magia Negra. Também serão oferecidas oficinas de música, a serem realizadas em datas prévias ao arrastão.
Não se aplica.
Objetivos Gerais - Promover a afrobetização por meio da arte e cultura negra, com o intuito de desfazer feitiços racistas, reunindo pessoas comprometidas no enfrentamento ao preconceito étnico-racial relacionado ao povo de pele negra; - Homenagear o artista plástico mineiro Jorge dos Anjos como uma forma de promover o reconhecimento a uma personalidade artística de etnia afro biologicamente de epiderme negra, que tenha potencial atuante na arte e cultura negra, bibliograficamente reconhecido, com magnitude e competência para estar presente com sua arte, na estética filosófica corporal e musical do arrastão Màrìwò; - Valorizar a cultura negra e seus afrodescendentes e afro-brasileiros na cidade de Belo Horizonte, e em toda Minas Gerais; - Continuar sendo um evento de referência no fortalecimento de ações transformadoras, fomentando o interesse de novos jovens produtores negros nos setores da economia criativa na área da cultura, desmistificando o preconceito relativo aos costumes religiosos provindos da cultura africana; - Incentivar e disseminar o setor artístico e cultural fomentando a regionalização da produção cultural com o engajamento de mão de obra de trabalho local, com foco na valorização da diversidade, prioritariamente em relação a mulheres, população negra, pessoas com deficiência, comunidade LGBT+ e pessoas idosas; - Enaltecer e propagar o patrimônio Imaterial da cidade de Belo Horizonte e do Estado de Minas Gerais. Objetivos Específicos - Produto DESFILE DE CARNAVAL: Celebrar os 10 anos de história do Bloco Afro Magia Negra, através da realização do Pré Arrastão Màriwò que também contará com um evento de encerramento com o show da Banda de Palco do Magia Negra. - Produto CURSO / OFICINA / ESTAGIO: Realizar 01 oficina na área de Música, denominada "Estética Sonora Banda de Rua". A Oficina terá como foco a prática e experimentação musical dos instrumentos Gan (instrumento maestro do atabaque do candomblé), Pandeiro Árabe, Djembe, Xequerê, Gunga e Clarins. Os encontros acontecerão em período prévio ao Arrastão, em datas específicas a definir, durante 1 mês. Serão realizados 04 encontros, tendo cada um a duração de 03 horas, totalizando uma carga horária total de 12 horas.
O Bloco Afro Magia Negra foi criado em 2013 pelo artista plural Camilo Gan, partindo da sua vontade de reunir pessoas comprometidas no enfrentamento ao preconceito étnico-racial relacionado ao povo de pele negra. O bloco tem como mascote e inspiração a formiga, um dos seres que possuem o mais alto grau de organização social do mundo animal, e que tem consciência de que sozinhas não são nada, mas, embora muito pequenas, junto com sua comunidade podem exercer força poderosíssima. Em 2024, o bloco celebrará 10 anos de existência através da realização de seu tradicional arrastão, que acontece anualmente, nas quartas-feiras de cinza do Carnaval. Para essa comemoração o Arrastão do Bloco Afro Magia Negra trará com tema central a folha do Dendezeiro - Màriwò (Igi Òpè) _ uma das plantas mais utilizadas no Candomblé. O Màrìwò está ligado a Ogun assim como Ogun está ligado ao culto das árvores. Entretanto a árvore do qual se extrai o mariwo, o dendezeiro (Elaeis guineensis) pertence aos orixás da Criação, chamados Funfun, pois a cor branca é uma de suas principais insígnias. O Igi òpè, nome iorubano do dendezeiro, é uma árvore primordial. Já existia quando Obatalá e Oduduwa iniciaram a missão de criar o Aye (Terra), na verdade o igi òpè guarda consigo a essência desses orixás. Por isso era vetado a Obatalá beber do seu sumo, pois estaria bebendo o próprio sangue. Ogum é o Deus da guerra e por isso é um Orixá sanguinário tendo a Irá como uma das suas características , por isso sempre chegava de suas batalhas coberto de sangue e raivoso, Obatalá para apaziguar a irá de Ogum desfiou um folha de Màrìwò e vestiu Ogum com ela e a partir desse dia o Màrìwò passou a ser a roupa de Ogum. Existe um ditado que diz: "Ògbèri nko mo màrìwò". Ou seja, aquele que não é iniciado nunca saberá o mistério do Màrìwò. Por mais que alguém que não seja iniciado possa ler, escutar e até ter acesso a determinadas informações sobre o culto dos orixás jamais conseguirá realmente ter acesso, ao mistério verdadeiro. O Arrastão Màriwò do Bloco Afro Magia Negra trará ainda como homenageado, no ano de 2024, o artista plástico mineiro Jorge dos Anjos. Natural de (Ouro Preto, 30 de abril de 1957) é um artista plástico do estado brasileiro de Minas Gerais. Envolvido com a gravura e escultura, coleciona prêmios em salões nacionais de arte. Tornou-se ao longo da carreira um dos nomes mais expressivos da arte mineira contemporânea. Seu nome também está vinculado à participação e colaboração em festivais de arte negra. Jorge dos Anjos viveu a infância e juventude em Ouro Preto, onde, de 1970 a 1976, estudou na Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop). A inspiração para a arte veio da própria cidade e seu cenário barroco, bem como pelas cores de Nello Nuno, do qual foi aluno, e estruturas tridimensionais de Amílcar de Castro. Em 1984, ao viajar para a Bahia, passou a ter mais proximidade com elementos do candomblé e os agregou em sua arte. Em 1987, Jorge dos Anjos passou a criar projetos em papelão para esculturas. Em 1989, mudou-se para Belo Horizonte para ampliar as possibilidades de trabalho. Em 29 de junho de 2010, foi lançado o livro Risco, Recorte, Percurso composto pela cronologia artística e análise da produção de Jorge dos Anjos. O livro conta com a adesão de nomes consagrados na cena artística mineira com prefácio do historiador Roberto Conduru, análise crítica de Márcio Sampaio e Joëlle busca, poemas de Gustavo Penna, Ricardo Aleixo e Tavinho Moura, além de projeto gráfico de Marconi e Marcelo Drummond. Outras obras do artistas estão presentes nos livros Revue Noire- Brésil Afro-brasileiro (1996), Um século de História das Artes Plásticas de Belo Horizonte (1997) e Visagens (1998). A promoção da oficina Estética Sonora Banda de Rua, com temas afrocentrados, contribuem ainda mais para o principal objetivo do bloco, o de promover a afrobetização por meio da arte e cultura negra, com o intuito de desfazer feitiços racistas. Finalmente, ressalta-se que a realização do Projeto ARRASTÃO MÀRIWÒ - BLOCO AFRO MAGIA NEGRA, em celebração aos 10 anos de existência do bloco, contribui para o reconhecimento, fortalecimento e manutenção de ações afro-transformadoras, fomentando o interesse de novos jovens produtores negros nos setores da economia criativa na área da cultura, desmistificando o preconceito relativo aos costumes religiosos provindos da cultura africana; para a valorização da cultura negra e seus afrodescendentes e afro-brasileiros na cidade de Belo Horizonte, e em toda Minas Gerais; para a democratização do setor artístico e cultural fomentando a regionalização da produção cultural com o engajamento de mão de obra de trabalho local, com foco na valorização da diversidade, prioritariamente em relação a mulheres, população negra, pessoas com deficiência, comunidade LGBT+ e pessoas idosas; e para o enaltecimento, difusão e propagação do patrimônio imaterial cultural da cidade de Belo Horizonte e do Estado de Minas Gerais.
Não se aplica.
Como medidas de acessibilidade, o projeto prevê a contatação de intérpretes de libras para as ações realizadas no palco do evento de encerramento, escolha de espaços que possuem acessibilidade física para cadeirantes e contratação de produtores que possuem treinamento para acompanhar o público e os participantes da oficina PCDs durante as atividades.
O acesso ao evento será totalmente gratuito e destinado à toda comunidade, especialmente aos moradores do Bairro Concórdia e arredores, respeitando e valorizando toda e qualquer diversidade, sem distinção de etnia, cultura, gênero, orientação sexual, pessoas com deficiência, idade. Estima-se que a quantidade de público presente no dia do evento seja de 4 mil pessoas. Inciso/medida do art. 28 da IN nº 01/2023 abaixo que será adotada no projeto: - IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal;
Fabiano Paula Camilo (Camilo Gan) – Coordenação Artística Será responsável pela gestão de todo o processo decisório das ações do projeto e participará de todas as etapas: pré-produção, execução e pós-produção. Será também responsável pela concepção artística-cultural, gestão da identidade visual, curadoria, fechamento das atividades e contato com os artistas que participarão do evento. Também irá ministrar a oficina de música, conduzir os ensaios e auxiliar na concepção dos figurinos e elementos cênicos. Camilo Gan – Negro, Multiartista, Dançarino, Músico, Compositor, Educador, Agitador da Cultura Negra, Licenciado em Música pelo Instituto de Ensino Superior Izabela Hendrix, Doutor Honoris Causa, e Ritual Designer. Desde 1998 atua em ações socioeducativas fundamentalmente AFROBETIZADORAS e PRETAGÓGICAS na produção e realização de atividades envolvendo os seus principais projetos: SAMBA DE TERREIRO (Propagador das Origens do Samba), BLOCO AFRO MAGIA NEGRA (Exaltador da Cultura Negra e seu Povo, Buscando Combater e Desfazer, Feitiços Racistas), CORPO ORALIDADE (Laboratório de estudo e transmissão das Heranças Ancestrais da Dança Negra, e suas características de expressões e Movimentos da Escrita do Corpo Afrodiaspórico), INSTITUTO AFRORMIGUEIRO (Organizador e Fomentador de Projetos Socioculturais, Grupos de Artistas, Empreendedores Negros e Ações de Atitude Comunitária), BABADAN BANDA DE RUA (Sopros e Tambores), PER-CONCERTOS (Concertos para Monumentos e Biomas Urbanos). Gabriela de Oliveira Gonçalves – Coordenação Geral Participará de todas as etapas do projeto e coordenará toda a equipe para que a proposta executada cumpra todos os requisitos do projeto aprovado. Será responsável pela gestão administrativa e financeira do projeto, atuando na contratação e pagamentos de fornecedores e prestadores de serviço, emissão de notas ficais e prestação de contas do projeto cultural, de modo a garantir a correta aplicação dos recursos. Todas as ações da coordenação geral serão alinhadas com o proponente do projeto. Gabriela Gonçalves – Mulher, Parda, Lgbtqiapn+, Produtora e Empreendedora Cultural, Pesquisadora, Diretora Artística, Facilitadora de Oficinas Corporais/Musicais, Intérprete. Mestra em Artes Cênicas - UFOP/MG. Bacharela e Licenciada em Dança – UFV/MG. Graduanda em Ciências Contábeis. Atua na idealização, elaboração, curadoria, gestão e produção de projetos artísticos-culturais desde 2005, em cidades do estado de Minas Gerais, especialmente em parceria com o Instituto e Ponto de Cultura INECAP e a Maracá Empreendimentos Culturais - Varginha/MG, a Associação e Ponto de Cultura Viraminas - Três Corações/MG, TV UFOP - Ouro Preto/MG. Com destaque para atuação no Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana, Mostra Nacional de Teatro de Varginha, Festival Maracá Autoral, Festival Violas Varginha, Encontro de Saberes do Rio do Peixe – Três Corações/MG, entre outros. Michela de Oliveira Gonçalves - Coordenação de Produção Será responsável pela produção geral do projeto, participará de todas as etapas do projeto e irá auxiliar na realização de orçamentos e contratação e negociação de serviços, profissionais, na gestão das equipes, e auxílio na elaboração dos relatórios de prestação de contas. Mulher, Parda, Produtora e Empreendedora Cultural, Especialista MBA em Gestão de Eventos e Bacharela em Produção Cultural pela UFF/RJ. Desde 2018 é Sócia-Proprietária da Maracá Empreendimentos Culturais. Atua na idealização, elaboração, curadoria, gestão e produção de projetos artísticos-culturais desde 2009 nos Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, em parceria com o Instituto e Ponto de Cultura INECAP, UFOP e outras instituições, com destaque para atuação no Festival de Inverno de Ouro Preto, Mariana e João Monlevade (2015, 2017, 2022 e 2023), Festival Fórum das Artes de João Monlevade – UFOP, Mostra Nacional de Teatro de Varginha, Festival Maracá Autoral, Festival Violas Varginha, Encontro de Saberes do Rio do Peixe – Três Corações/MG, Festival Panorama – Rio de Janeiro, além de ter sido Colaboradora da Guitarra Brasileira Produções Artísticas e Edições Ltda. do violonista e compositor Renato Piau, grande parceiro de Luiz Melodia, na área de Produção Musical, Rio de Janeiro/RJ, entre outros. Já atuou na produção de shows de artistas como Lô Borges, Flávio Venturini, Beto Guedes, Paulinho Moska e Lia de Itamaracá.
Projeto encaminhado para avaliação de resultados.