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Realizar a Festa Literária de Flecheiras, como instrumento de fomento à leitura e valorização cultural, durante 03 dias, na praia de Flecheiras, Trairi, no Ceará, homenageando a literatura latino-americana. Oferecer programação para um público diverso local e exógeno, interagindo com a rede escolar.
O projeto Festa Literária de Flecheiras tem como Objetivo Geral : Realizar em 3 dias em agosto de 2024 (provavelmente nas datas de 23 a 25 de agosto de 2024), na praia de Flecheiras, localizada no município de Trairi, no Ceará. Homenageando a literatura latino-americana, a Festa oferecerá programação para um público diverso local e exógeno, ampliando a capacidade do projeto de fomento à leitura e valorização cultural. Como Objetivos Específicos podemos listar : 1. Realizar encontro entre autores e leitores com duração de 03 dias;2. Difundir a literatura e divulgar o trabalho de autores;3. Contribuir com a formação de leitores do território;4. Promover o intercâmbio cultural entre os participantes do evento e moradores de Flecheiras; A programação principal ocorrerá em uma tenda instalada na praia de Flecheiras, onde serão realizadas as mesas literárias, a grande atração do evento. A proposta é que cada mesa contem com 2 autores convidados e um mediador, ocorrendo no total 3 mesas literárias, além de uma conferência de abertura e um encontro no formato "talk-show", para os quais serão convidados escritores e escritoras nacionais e internacionais, que geram grande interesse do público e da imprensa, ao participar de discussões diversificadas, qualificadas e interdisciplinares com o público, nos quais serão discutidos assuntos diversos relacionados à literatura, história, cinema, antropologia, jornalismo, quadrinhos, religião, música, meio ambiente, psicanálise e território. Os convidados ainda estão indefinidos, haja vista que contaremos com um conselho curador que montará a programação. De toda forma, assim que forem definidos, o MinC será comunicado e realizaremos vasta divulgação. Toda a programação principal será gratuita e terá tradução simultânea em Libras e transmissão ao vivo pela internet, possibilitando que milhares de pessoas tenham acesso ao rico conteúdo proposto neste projeto, em qualquer parte do Brasil ou do mundo. Também faz parte da programação principal uma apresentação musical de encerramento, com artista ainda a ser definido pela curadoria. Além das mesas literárias, também teremos duas oficinas, destinadas ao público em geral, ao longo do evento (uma na manhã de sábado, outra na manhã de domingo), ministradas por escritores ainda não definidos. Como ação de incentivo à leitura e de aproximação do jovem e da criança com o universo criativo dos livros, também serão promovidas oficinas de criação literária e a formação de grupos de leitura com crianças e jovens durante os meses que antecedem a Festa Literária: ao longo dos 03 meses anteriores, nossa proposta é realizar mensalmente leituras compartilhadas com mediação de profissional apto e participação de artistas convidados. Ofertamos também 02 eventos intitulados "Conversa com o autor" em escolas do território e 04 oficinas de criação literária destinadas a este público, que ocorrerão dentro da própria programação da Festa Literária de Flecheiras. Estrutura e espaços - Para receber os visitantes que participam do evento e os convidados que compõem a programação, o projeto requer estruturas de apoio para poder cumprir os seus objetivos. Essa estrutura conta com sala de imprensa, sala de produção e sala de atendimento, que serão dispostas em espaços específicos próximos ao espaço principal. Além disso, é necessário montar um espaço para Autógrafos, que possibilitará uma interação maior entre o público e os autores, tanto para convivência quanto para realização de autógrafos e divulgação da obra dos convidados. A sala de Imprensa deverá atender as necessidades dos profissionais da imprensa nacional, com infraestrutura de qualidade, postos de trabalho com internet de banda-larga, além de transmissão ao vivo dos eventos da programação principal. Tal iniciativa busca divulgar o evento para todo o país e exterior, de modo a divulgar da maneira mais eficiente possível nossa cultura literária. A sala de produção: para a realização da experiência da Festa Literária durante os 3 dias do evento com o máximo de eficiência, é preciso planejar, executar e controlar um volume enorme de atividades ao longo de vários meses. É preciso mobilizar recursos humanos e materiais, montar estruturas e sistemas técnicos, organizar serviços, preparar a comunicação com os diversos públicos para atender os objetivos do projeto tendo em vista o melhor uso possível dos recursos do evento. Para isso se faz necessário um local para uma sala de produção, onde todo esse trabalho pode ser realizado. Com o intuito de receber e atender o público e convidados da programação, deve ser montada uma sala de atendimento para fornecer apoio e todas as informações necessárias sobre o projeto, como mapa da cidade, programação de atividades e informações úteis. Além disso, planejamos montar outro espaço acessório para receber editoras independentes e para alocar a livraria oficial do evento (ainda a ser definida).
O modelo de festa literária, até então não existente no Brasil, foi inaugurado pela FLIP - Festa Literária de Paraty, destacando-se pela criatividade, originalidade e qualidade. Seguindo esse caminho de valorização da literatura e da cultura brasileiras, bem como da cultura local, e pensando o território como protagonista da Festa, a Flip alçou a literatura no Brasil a um patamar novo de organização e envolvimento com o público, inserindo o Brasil no calendário cultural e serviu de modelo para inúmeros outros festivais que, desde 2003, passaram a ocupar grande parte do calendário cultural do país. Nosso projeto segue esta linha: valorização da literatura e da cultura brasileira e local. Dessa forma, pensamos o território como protagonista, um território que ocupa uma zona de litoral e sertão do Nordeste Brasileiro, em um Estado que, apesar de contar com uma tradição literária, ainda carece de eventos desta magnitude. Uma pesquisa realizada pelo IBGE (Munic) para o Ministério da Cultura, no intuito de subsidiar ações do então Projeto de Aceleração do Crescimento, Pac da Cultura, apontou que 78% dos livros produzidos no Brasil estão na mão de 13% da população. Também apurou que 600 municípios brasileiros não possuem biblioteca e que, destes, 405 municípios estão no Nordeste. Propomos que este projeto aconteça na Praia de Flecheiras, na região oeste do Ceará, mais precisamente no município de Trairi, a 140 quilômetros de Fortaleza. A vila de pescadores é formada por dunas, coqueiros e piscinas naturais que facilmente arrancam suspiros dos visitantes e tem cerca de 1.200 residentes permanentes. O município de Trairí tem uma população de cerca de 56 mil pessoas. Seu nome significa "Rio das Trairas", e seu território foi inicialmente habitado pelos indígenas Anacés e Tabajaras. Segundo a historiadora Maria Pia de Sales, Trairi nasceu como aldeia, em 1608, com a chegada dos Pitiguaras às margens do rio Trairi. Este projeto pretende se desenvolver em duas atividades concomitantes: a) a realização do evento principal, que será a Festa Literária de Flecheiras; e b) a realização de atividades de incentivo à leitura em grupos e escolas da região. Se teremos nas escolas de ensino fundamental e médio da região como parceiros de realização, é importante sabermos que o município conta, no ensino fundamental, com 8.558 alunos, e no ensino médio com 2.457 alunos, além de 381 docentes no ensino fundamental e 95 no ensino médio (dados de 2021). A partir do nosso trabalho de territorialização da rede de atenção e de serviços e de mapeamento das atividades de incentivo à leitura já existentes nos equipamentos de Flecheiras, pretendemos oferecer a realização de oficinas de criação literária e a formação de grupos de leitura com crianças e jovens. O ato de contar histórias é praticado há séculos pela humanidade. Somos envolvidos por narrativas até mesmo antes de nascermos, desde aquelas transmitidas nos encontros familiares ou escolares às notícias de rádio, televisão e internet. Somos sujeitos feitos de linguagem. Necessitamos nos comunicar e às vezes utilizamos metáforas para reescrever a realidade ou mesmo para responder algo relacionado aos medos e/ou anseios, sobre questões sociais e políticas. Fantasiar faz parte da constituição do sujeito e, como bem diz María Teresa Andruetto (2012:54), recorremos "(...) à ficção para tentar compreender, para conhecer algo mais acerca de nossas contradições, nossas misérias e nossas grandezas, ou seja, do mais profundamente humano".Daí também o encantamento dos sujeitos por ouvir histórias, incluindo as narrativas que estão nos livros literários. Mas, no Brasil, o objeto livro ainda é algo inacessível para muitos cidadãos devido a uma série de questões, entre as quais econômicas e culturais, como a pressa contemporânea. Em um tempo em que as pessoas estão sempre apressadas e comprometidas com atividades laborais, mães e pais apresentam muitas dificuldades para lerem com os seus filhos. Quem, hoje em dia, para e lê em família? Tirar o relógio do pulso, desligar o smartphone e realizar uma leitura compartilhada em família ou em comunidade aproxima as pessoas, que podem comungar sentimentos. Isso humaniza os sujeitos. Tudo para, porque alguém vai ler uma história. Ler junto é aconchegante. As pessoas se aproximam. Trocam sorrisos, olhares. Pode se tratar de um ensaio sobre cumplicidade, confiança. Mas numa troca de olhar? Sim. Exatamente. O afeto se constrói também pelo não dito. A leitura compartilhada em família e em comunidade pode ser um rico momento de trocas afetivas. Diversos sentimentos são trabalhados entre adultos, crianças e jovens quando se destina tempo à experiência da leitura de um livro. Nosso trabalho em Flecheiras, portanto, se destina também ao fortalecimento dos laços afetivos comunitários, necessário à cultura de paz e emancipação social.
Sobre estruturas e espaços, detalhamento : Para receber os visitantes que participam do evento e os convidados que compõem a programação, o projeto requer estruturas de apoio para poder cumprir os seus objetivos. Essa estrutura conta com sala de imprensa, sala de produção e sala de atendimento, que serão dispostas em espaços específicos próximos ao espaço principal. Além disso, é necessário montar um espaço para Autógrafos, que possibilitará uma interação maior entre o público e os autores, tanto para convivência quanto para realização de autógrafos e divulgação da obra dos convidados. A sala de Imprensa deverá atender as necessidades dos profissionais da imprensa nacional, com infraestrutura de qualidade, postos de trabalho com internet de banda-larga, além de transmissão ao vivo dos eventos da programação principal. Tal iniciativa busca divulgar o evento para todo o país e exterior, de modo a divulgar da maneira mais eficiente possível nossa cultura literária. A sala de produção: para a realização da experiência da Festa Literária durante os 3 dias do evento com o máximo de eficiência, é preciso planejar, executar e controlar um volume enorme de atividades ao longo de vários meses. É preciso mobilizar recursos humanos e materiais, montar estruturas e sistemas técnicos, organizar serviços, preparar a comunicação com os diversos públicos para atender os objetivos do projeto tendo em vista o melhor uso possível dos recursos do evento. Para isso se faz necessário um local para uma sala de produção, onde todo esse trabalho pode ser realizado. Com o intuito de receber e atender o público e convidados da programação, deve ser montada uma sala de atendimento para fornecer apoio e todas as informações necessárias sobre o projeto, como mapa da cidade, programação de atividades e informações úteis. Além disso, planejamos montar outro espaço acessório para receber editoras independentes e para alocar a livraria oficial do evento (ainda a ser definida).
Seguindo o que aponta a IN 01/2023 em seu artigo 25 : PRODUTO : DA FEIRA I - no aspecto arquitetônico, recursos de acessibilidade às pessoas com mobilidade reduzida ou idosas para permitir o acesso aos locais onde se realizam as atividades culturais e espaços acessórios como banheiros, áreas de alimentação e circulação; e II - no aspecto comunicacional, recursos de acessibilidade às pessoas com deficiências intelectual, auditiva e visual para permitir o acesso ao conteúdo dos produtos culturais resultantes do projeto.
O processo de democratização de acesso neste projeto se dará através do que estabelece o artigo 28 da IN 01/2023, em seu inciso I : IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal. Disponibilizaremos as falas dos convidados.
Ficha Técnica Gestão do Processo Decisório / Responsável Financeiro - Vanguardeiro - Proponente Direção Geral da Feira - Rafael Caneca Graduado em Direito pela Universidade Federal do Ceará (com especialização em andamento em Direito Internacional) e com graduação incompleta em Letras - Português pela mesma Universidade, é servidor público no Ministério Público do Estado do Ceará, instituição na qual é o mediador do clube de leitura. Idealizador e responsável pelo Pacote de Textos, um clube de assinatura de livros que por quase seis anos enviou kits literários para assinantes em todo o Brasil, que hoje em dia é um perfil nas redes sociais dedicado à literatura. Escritor, integra o Delirantes - coletivo de escritores. Direção Cultura e Educação - Dauana Vale Curadoria de Programação - Charlene Ximenes É escritora, psicóloga, mestre em Psicologia (UNIFOR) e pesquisadora. Possui contos nas coletâneas Farol, Quase Nome, Limiar e Os modernismos de Gonçalina. Autora do livro o silêncio de todo dia. Produziu os documentários O tempo Inhamuns e Para cada pessoa, um livro. Foi premiada pelo Mais Paic com o juvenil Quinamuiú. É coautora da coletânea de contos O castiçal, a escrivaninha, a cadeira e o rascunho, premiada pelo Ministério da Cultura. Integra o Delirantes – coletivo de escritores. Historiadora e turismóloga de formação e especialista em História do Brasil. Atua como professora de História há mais de 12 anos, nos Ensinos Fundamental e Médio. Atualmente, trabalha como editora de textos e é mediadora do Clube de Leitura da Sublime. Produção Executiva - Ivina Passos Publicitária, inquieta e sonhadora, graduanda em Arquitetura e Urbanismo. Co-fundadora da Ato Marketing Cultural e há 13 anos desenvolve projetos culturais e criativos para instituições, empresas patrocinadores e órgãos governamentais. Foi gestora do Instituto CDL de Cultura e Responsabilidade Social, de 2014 a 2020, onde gerenciou os patrocínios do projeto Ceará Natal de Luz. Atualmente, dirige a área de comunicação e patrocínios da Ato. Captação de Recursos - Luis Carlos Sabadia É gestor de espaços culturais e atua na concepção, viabilização e gestão projetos culturais para instituições públicas e privadas. É formado em administração, pós graduado em Gestão Cultural e em Gestão e Inovação em Instituições Culturais. Um dos fundadores da ONG Alpendre, foi consultor do SEBRAE, Diretor de Ação Cultural do Centro Dragão do Mar, e desde 2014 é gestor do Museu da Indústria, uma iniciativa do sistema FIEC através do SESI Ceará. Atua na política cultural em conselhos deliberativos como Conselho Estadual de Políticas Culturais (Governo do Ceará), do Conselho de Administração do Instituto Cultural Iracema – ICI (Prefeitura Fortaleza), e foi da CNIC – Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (Ministério da Cultura). Foi presidente da Câmara Setorial de Economia Criativa – ADECE (Ce), preside uma ONG e é sócio fundador da empresa Vanguardeiro. Coordenação de Comunicação - Gabriela Dourado Jornalista especialista em Comunicação e Moda pela Universidade de Forteza. Durante os mais de 10 anos em que se dedicou ao jornalismo de redação, atuou como repórter, editora e apresentadora - em sua maioria dedicados a editorias de cultura. Hoje se dedica a projetos como freelancer de repórter, pesquisadora, professora e locutora colaborando em veículos como UOL e Folha de São Paulo. Assessoria Jurídica - Gabriela Juaçaba Advogada formada pela Universidade de Fortaleza (2008), com pós-graduação em Direito do Trabalho e Processo Trabalhista no Centro Universitário Christus – UniChristus.
Projeto paralisado porque o proponente está INADIMPLENTE junto ao Ministério da Cultura.