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PRONAC 238911Apresentou prestação de contasMecenato

!PULSA! Movimento Arte Insurgente - 3ª edição

OLHARES - INSTITUTO CULTURAL
Solicitado
R$ 3,42 mi
Aprovado
R$ 3,31 mi
Captado
R$ 1,50 mi
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Incentivadores (1)
CNPJ/CPFNomeDataValor
33592510000154VALE S.A.1900-01-01R$ 1,50 mi

Eficiência de captação

45.3%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Festivais
Ano
23

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2024-01-01
Término

Resumo

Realizar o projeto !PULSA! Movimento Arte Insurgente - 2ª edição, um festival artístico transdisciplinar, na cidade deBelém, no Estado do Pará, composto de: mostra de espetáculos teatrais, com artistas nacionais e internacionais; intervenções artísticas em espaços púbicos, como performances, teatro de rua e etc; formação pedagógica, ou seja, realização de seminários, workshops, rodas de conversa, residência artística; redes solidárias de benfeitorias para a comunidade; e a feira cultural, que terá atrações musicais, artes urbanas, exposições de livros, venda de comida, artesanato, projeção de filmes, entre outros.

Sinopse

Sinopse de Obra ESPETÁCULOS: 1) Língua Brasileira (SP): Concebida a partir da música homônima de Tom Zé e das raízes do idioma brasileiro, a peça marca a primeira parceria entre o compositor baiano, o diretor e dramaturgo Felipe Hirsch e o coletivo Ultralíricos. Música: Tom Zé. direção geral: Felipe Hirsch. 2) O espectador (RJ): Baseado na obra de Matèi Visniec ''O Espectador condenado à morte'' Direção e dramaturgia: Enrique Diaz e Marcio Abreu, com Marieta Severo, Renata Sorrah, Ana Baird e Andrea Beltrão. 3) Cria (RJ): Este espetáculo de dança, que abrange o passinho do funk, a dancinha e a dança teatro, investiga os entrelaçamentos entre os significados da noção de criação.Direção: Alice Ripoll. 4) Enquanto ela dormia (SP): Espetáculo evidencia os dramas do abuso feminino e do despotismo da sociedade em relação ao gênero. Concepção e Direção: Eliana Monteiro/ Texto: Carol Pitzer. 5) Fúria (RJ): Na obra, um mundo povoado de imagens de dor, beleza, violência, opressão e liberdade se constrói e se desmancha sem trégua, diante dos olhos do público. Criação: Lia Rodrigues. Assistente de criação: Amália Lima. 6) Projeto BrasiL (Curitiba): PROJETO bRASIL é um conjunto heterogêneo de ações, performances, imagens e pensamentos articulados entre si. É pensado como uma estrutura aberta que, além de existir como proposta no presente, possibilite desdobramentos e diálogos futuros. Direção: Marcio Abreu. 7) Negra Palavra - Solano Trindade, que celebra a obra do poeta pernambucano, ativista político, ator de cinema, artista plástico, pesquisador de culturas populares e homem de teatro, retorna aos palcos depois de um longo período de apresentações on-line. Poesias: Solano Trindade. Roteiro: Renato Farias. Direção geral: Orlando Caldeira e Renato Farias. 8) Jackson do Pandeiro (companhia Barca dos Corações Partidos): Homenagem ao Rei do Ritmo: Barca dos Corações Partidos estreia Jacksons do Pandeiro Musical não é biográfico, mas aborda episódios e músicas do compositor e instrumentista paraibano que se relacionam com a vida dos atores em cena. 9) MDLSX (IT): Estruturado como o set de um DJ, com seleções musicais de repertório pop e indie, o solo MDLSX, da atriz Silvia Calderoni, mistura fragmentos autobiográficos e evocações literárias. Direção: Enrico Casagrande e Daniela Nicolò. Dramaturgia: Daniela Nicolò e Silvia Calderoni. Elenco: Silvia Calderoni. 10) A lua é na Amazônia (Colombia): A peça “A Lua está na Amazônia” foi criada pelo Mapa Teatro; o coletivo transdisciplinar da Colômbia está preocupado com a construção da Etnografia. Conceito e direção, Heidi Abderhalden, Rolf Abderhalden. Dramaturgia, Heidi Abderhalden, Rolf Abderhalden, Aljosha Belgrish. 11) Trewa (Chile): Teatro e Centro de Estudos Interculturais e Indígenas. Companhia multidisciplinar que busca promover a valorização da língua, cosmovisão e cultura do povo Mapuche e dar visibilidade à violência histórica que viveram, promovendo a defesa e o respeito aos direitos humanos por meio das artes. Dramaturgia e direção Paula González Seguel. Companhia de Teatro KIMVN. 12) Cancioneiro Terminal (SP): Dialogando com memória e identidade, a performance propõe uma coreografia entre a transmissão de imagens gravadas do grupo e ações executadas em tempo real pelos artistas, que interferem na projeção com música, dança e narração de novas histórias. DIREÇÃO GERAL: Grupo MEXA. CONCEPÇÃO DO GRUPO: Anita Silvia e Dudu Quintanilha. INTERVENÇÃO DE RUA: 1) “Ninguém manda no que a rua diz”. Street art com o Coletivo Transverso (SP). 2) Passeata Bonecos Gigantes – Pigmalião(MG). 3) Bola de Fogo - Fabio Osório. 4) Ar Quente - Juma Pariri. 5) Nego Fugido - Comunidade Quilombola Acupe (BA). 6) MIXTURE - com Nina Guzzo. 7) Desfile na rua - Fause Haten. 8) Apresentações de Mamulengo - Valdeck de Garanhuns. SEMINÁRIOS: 1) O corpo mundo - o planeta terra nossa casa comum Com convidados como João Paulo Yepamasha (AM), Sandra Benites (RJ), Davi Kopenawa (RR), Monja Coen (SP), Sidarta Ribeiro (RN), Antonio Donato Nobre (EUA). 2) Seminário Questão de Gênero(S) com convidados como Márcia Tiburi (RJ), Ericah Malunguinho (SP), Cida Falabela (BH), Ave Terrena (SP), Helena Vieira (CE), Rita Von Hunty (PR), Luh Maza (SP) etc. RODAS DE CONVERSA: MULHERES NO TEATRO - ESPAÇO DE ENCONTROS AFETIVOS: Marieta Severo (RJ), Andrea Beltrão (RJ), Kenia Dias (BSB), Georgette Fadel (SP), Renata Sorrah (RJ), Inês Peixoto (BH), Grace Passô (BH / SP), Cida Falabela (BH). PALESTRA - Rita Von Hunty (PR). WORKSHOPS: 1) Oficina de bonecaria - Grupo Mandi`o - Carla Ávila (MS). 2) Candeia - Workshop de narração, com Aline Cântia (BH). 3) Corpos periféricos em dança - com Lia Rodrigues (RJ). 4) Introdução a Teoria Queer - com Helena Vieira (CE). 5) A periferia ocupando a Cidade - Lili Monteiro (SP). 6) Fotografia e tradições do candomblé - com Fernanda Procópio e Pedro Neto (SP). 7) Política públicas culturais - com Tião Soares (SP). 8) Teatro para a terceira idade - com Inez Vianna (RJ). 9) Pontos de vista do corpo - com Kenia Dias. 10) Introdução ao cinema - Ricardo Alves Júnior. 11) Nina Guzzo - como construir um ritual entre mulheres e plantas, e pensar uma mistura coreográfica. 12) Teatro Documental com Paula Gonzalez (CL). 13) Workshop de Mamulengo - Nego Fugido – Bahia. RESIDÊNCIA ARTÍSTICA: 1) Residência Pigmalião Escultura que Mexe (BH): o grupo irá criar bonecos gigantes com os participantes para desfile na cidade. REDE SOLIDÁRIA: 1) Pintura de Mural. 2) Limpeza e revitalização da praça pública onde será a feira. 3) Horta Comunitária. FEIRA CULTURAL !PULSA!: diversas manifestações artísticas durante a feira, desde shows, artes urbanas e do movimento Hip-Hop, exposições de livros, comida, projeção de filmes etc. Importante dizer que a feira terá estruturas tais como sanitários públicos, centro de informação e apoio. Atrações da Feira Cultural: shows artistas de projeção nacional e apresentações de 03 grupos de cultura popular de cada cidade sede do !PULSA!. Mostra de Cinema: Cinema na Praça - 05 longas metragens e 05 curtas metragens. Mercado e Ponto de Encontro: exposição de livros que abordam literatura negra, feminista, queer, indígena etc; feirinha gastronômica e bebida; editora Dantes e Ciclo de encontros Selvagens; participação das Organizações Rurais da região no ponto de encontro; exposição de artesanato local; artesanato indígena - povo Guarani (Jaraguá e Parelheiros - SP); artesanato indígena - povo Pankararu (SP); Rádio Comunitária (local); guarda-sóis e cadeiras de praia; floricultura; iluminação pública e cênica na copa das árvores. Obs.: a classificação indicativa etária varia de acordo com cada atividade (de livre a 16 anos) e será comunicada em todo o material de divulgação.

Objetivos

OBJETIVOS GERAIS O objetivo central do projeto ?!PULSA! Movimento Arte Insurgente - 3ª edição? é a descentralização do acesso à arte e cultura através da realização de um festival de artes multilinguagem em regiões fora do eixo Rio-São Paulo e grandes cidades que, tradicionalmente, concentram grande parte da circulação da produção cultural do país. O projeto contempla a realização de, uma mostra de espetáculos teatrais nacionais e internacionais, intervenções artísticas de rua, shows musicais, performances e uma multitude de atividades formativas, na cidade de Belém no Estado do Pará (PA); sendo que toda a programação proposta será oferecida de forma gratuita ao público. Para que se alcance um grande número de público, a ideia é construir a programação do festival em parceria com os artistas locais e o envolvimento da população, mapeando os desejos e carências da região. Por isso, é necessária uma pesquisa prévia dos movimentos e atividades artísticas: quem são esses grupos e como se estruturam, quais são as necessidades e desejos da comunidade como um todo, e o que pode ser feito para promover a valorização da experiência produzida pelos artistas locais. Sem deixar de pensar que, ao realizar um evento dessa magnitude, a economia regional como um todo é signi?cativamente impactada. Uma vez que a produção gera postos de trabalho, tanto diretos quanto indiretamente; ativa setores como hoteleiro, comércio e serviços; promove o local como destino turístico cultural; fomenta o encontro entre o artista local e a sua comunidade; e por ?m, integra a região ao circuito cultural nacional. Art. 2º Na execução do PRONAC, serão apoiados programas, projetos e ações culturais destinados às seguintes ?nalidades: I - valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matrizes e formas de expressão; II - estimular a expressão cultural dos diferentes grupos e comunidades que compõem a sociedade brasileira; 1. Promover a interiorização da arte e cultura: levando a programação multilinguagem do projeto à cidade de Belém no estado do Pará, composta de: apresentação de mostra de espetáculos teatrais nacionais e internacionais, intervenções artísticas de rua, além de exibições, shows musicais, performances e realização de atividades formativas para o público; 2. Incentivar a formação de público: agregar espectadores e participantes em torno das atividades do festival. Por esse motivo toda a programação será gratuita ao público; 3. Dar visibilidade e valorizar as artes e artistas da região: pesquisa e mapeamento de coletivos, grupos, líderes, movimentos artísticos e outros setores, com o envolvimento direto de artistas e da comunidade local nas atividades do festival; 4. Proporcionar espaços de encontro estimulando a presença do público local e também as trocas entre artistas, pensadores e espectadores, a partir da realização de atividades formativas voltadas para a população, artistas locais, estudantes; 5. Realizar benfeitorias na comunidade: através do resultado de atividades formativas propostas, como por exemplo, criação e manutenção de hortas comunitárias e canteiros de compostagem, murais de gra?te e lambe-lambe com mensagens poéticas, recuperação ou instalação de lixeiras identi?cadas por tipo de resíduo, entre outros. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Realizar programação artística e cultural na capital paraenses de Belém que será composta de: - 7 espetáculos; - 5 internvenções de rua; - 1 seminário; - 4 rodas de conversa; - 1 palestra; - 7 workshops; - 1 residência artística; - 2 redes solidárias; - 1 feira cultural !PULSA!.

Justificativa

UM MOVIMENTO ARTÍSTICO QUE PENSA A CULTURA COMO POLÍTICA PÚBLICA Desejamos criar espaços para que a arte possa transformar a vida das pessoas Dados consultados a partir de pesquisas do IBGE, Unesco e IPEA evidenciam o apartheid cultural no qual a sociedade brasileira se encontra. Apenas 13% dos brasileiros vão ao cinema alguma vez no ano; mais de 92% nunca foram a um museu ou exposição de arte e 78% nunca assistiram a um espetáculo de dança. Mais de 90% dos municípios brasileiros não possuem salas de cinema, teatro, museus ou espaços culturais multiuso e 73% dos livros estão concentrados nas mãos de apenas 16% da população. O Artigo 215 da nossa Constituição Cidadã estabelece que "o Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais". Porém, o que se pode constatar a partir dos dados, é que esse acesso aos bens culturais se dá de forma desigual e restrita a um eixo que, por muitas vezes, não dialoga com as diversidades de regiões e populações do país. Além dessa disparidade, faltam políticas públicas perenes que garantam o que é postulado na Constituição Federal. É preciso dialogar e expandir redes em tempos de tantas polaridades, para garantir o que figura no artigo 27º da Declaração Universal dos Direitos Humanos: "Toda a pessoa tem o direito de tomar parte livremente na vida cultural da comunidade, de fruir as artes e de participar no progresso científico e nos benefícios que deste resultam." Além de estender o alcance das artes ao público em geral, um projeto como o !PULSA! Movimento Arte Insurgente também favorece o surgimento de novos empregos contribuindo para a evolução do mercado cultural, gerando renda para a economia criativa do país. Segundo a pesquisa da Fundação Getúlio Vargas¹, encomendada pelo Ministério da Cultura em 2018, intitulada "Impactos Econômicos da Lei Rouanet", a cada R$ 1 captado e executado através da Lei de Incentivo (lê-se, R$ 1 de renúncia em imposto) gera um retorno em média de R$ 1,59 na economia local. Ou seja, a economia criativa incentivada pela lei gerou, na ponta final, recurso 59% maior em relação ao inicial. Ao contrário do que versa o senso comum, o mecanismo de incentivo à cultura gera riquezas à sociedade, e não custos. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) desenvolveu uma metodologia para mensurar os dados coletados de 53.368 projetos realizados nos últimos 27 anos. Os resultados comprovam que o retorno financeiro de um evento cultural vai muito além do investido. Criação de postos de trabalho, geração de renda e arrecadação de impostos são alguns dos benefícios retornados à sociedade. O impacto da cultura e economia criativa é percebido em 68 atividades econômicas diferentes, como turismo, comércio local, alimentação, transportes, para ficar só na superfície do alcance do setor da cultura sobre outras atividades. Um exemplo é a Campanha de Popularização do Teatro de Belo Horizonte, Minas Gerais, que atualmente gera mais de 2.000 empregos durante sua realização, compreendendo artistas, técnicos, produtores e demais trabalhadores. Ou mesmo, o relatório publicado em 2013 por instituições do governo francês ligadas às finanças e aos assuntos culturais, que mostram que a cultura corresponde a 3,2% do Produto Interno Bruto (PIB) e emprega 670 mil pessoas. Em 2011, foram 57,8 bilhões de euros investidos em cultura na França." (Pág. 17, Revista Cartografias MITsp 2019). Outro dado relevante exposto pelo estudo da FGV, contrariando detratores dos mecanismos de incentivo à cultura, mostra que 90%² dos recursos da lei, ou seja, das renúncias fiscais, vai para projetos de pequeno porte, com orçamento menor do que 100 mil reais. Há ainda muitos dados a serem explorados que consolidam a posição da cultura e economia criativa como 2,64% do PIB brasileiro² e justificam a políticas públicas sólidas e desvinculada dos humores políticos de cada gestão. Sendo assim, podemos aferir que os recursos da lei de incentivo aquecem micro e pequenas empresas dentro da economia criativa, não apenas grandes grupos já consolidados, fator essencial para o incentivo à inovação e à eventos que não necessariamente visam o retorno financeiro ou entretenimento. Portanto, o sucesso do !PULSA! está intrinsecamente ligado ao exercício das relações dialógicas entre público, a organização do festival e a implantação das estratégias de trabalho descritas abaixo. Prevemos número mínimo de público de 10.000 pessoas com potencial para chegar a 15.000; número de contratados 100 empregos diretos e 300 empregos indiretos, em 10 dias de evento, valorizando profissionais locais e tendo em vista para cada edição a realização de 7 espetáculos teatrais, 5 intervenções em espaços públicos (performances, teatro de rua, slams, grafite etc), 1 Seminário; 7 workshops, 1 feira como ponto de encontro e com apresentações musicais, sessão de cinema etc. Para cada edição iremos mensurar os indicadores: público, empregos e impactos financeiro direto e indireto. Art. 1° Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; Art. 3° Para cumprimento das finalidades expressas no art. 1° desta lei, os projetos culturais em cujo favor serão captados e canalizados os recursos do Pronac atenderão, pelo menos, um dos seguintes objetivos: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;

Estratégia de execução

EIXOS CURATORIAISO !PULSA! Movimento Arte Insurgente pretende convidar representantes intelectuais, culturais e artistas em cada um dos Eixos Curatoriais, para que junto aos seus coletivos e articulações possam criar ações que potencializam o movimento, visando impulsionar oportunidades para o bem estar no mundo. Todos os Eixos estarão em diálogo com a Prática de Curadoria Colaborativa que, por sua vez, estará conectada ao Mapeamento e às demandas da região em foco. Seguem os cinco Eixos Curatoriais e logo abaixo uma primeira proposta pensando esta edição: FEMINISMO ARTÍSTICOA proposta do eixo Feminismo Artístico se engaja em uma rede de solidariedade. A ideia é que mulheres de diferentes gerações, origens e coletivos possam unir e refletir criticamente sobre o lugar que o feminino ocupa historicamente e na atualidade. As ações pretendem revelar para um público em geral as relações de opressão, tal como o acúmulo de conhecimentos, estimulando as práticas que valorizam a presença da mulher no mundo. NEGRITUDE ANTICOLONIALA intelectualidade e os artistas negros vêm há muitos anos questionando como o racismo estrutural mantém o sistema neoliberal, criando dependências de exclusão às pessoas negras nas relações de mercado, agindo de forma subjetiva e ampla na sociedade. A ideia deste Eixo é tensionar essa realidade, levantando propostas para a superação do racismo e por meio de discussões públicas, artísticas, ocupando os espaços educacionais, propondo ações no campo político e estético; bem como, pautando responsabilidade para todas as pessoas e instituições. VIDAS TRANS-MUDARA importância do Eixo Vidas Trans-Mudar é a criação de um espaço de reflexão em torno das rígidas construções sociais que discriminam a vida das pessoas por não se encaixarem nos padrões cisnormativos. Trazer trabalhos artísticos e pensamento em torno dos desafios sociais da vivência transgênera é uma oportunidade de valorizar as diferentes formas de ser, influenciando práticas afetivas que ampliam o nosso olhar. ARTE INDÍGENA CONTEMPORÂNEAArtistas, líderes, intelectuais indígenas levantam uma reflexão necessária contra o paradigma colonial que prevalece pelo aumento dos desmatamentos, na poluição dos rios, do ar, em um processo de invisibilidade e preconceito à diferença étnica e cultural. Neste Eixo pretendemos questionar a ideia antropocêntrica que insere o homem no centro do mundo, trazendo por meio da arte e da presença indígena pensamentos que engajam a saúde e o bem estar de todas as vidas no planeta. COLETIVOS PERIFÉRICOSLíderes, organizações e representantes artistas apresentam a singularidade local, a partir do contexto, da história e de suas criações. Desta forma o Eixo Coletivos Periféricos traz o questionamento sobre o que determina a periferia e seus corpos, tendo em vista as relações sociais, econômicas, geográficas e artísticas da cidade. A ideia é olhar para a produção local e sua intelectualidade, valorizando o modos de fazer e de pensar a cidadania a partir da experiência regional. SOBRE OS DESLOCAMENTOS: (PASSAGENS AÉREAS) ESPETÁCULOS (BEL, BH, SP, RJ PR, ITALIA, COLOMBIA, E CHILE) INTERVENÇÕES URBANAS (BEL, BH, SP, BA E CE) SEMINARIOS: (BEL, AM, RJ, RN, PR, BH, CE, RR, SP E EUA) RODAS DE CONVERSA (BEL, RJ, SP E BH) PALESTRA (BEL, PR) WORKSHOPS (BEL, MS, BH, RJ, CE E SP) RESIDENCIA ARTISTICA (BEL, BH) FEIRA (BEL, SP)

Especificação técnica

ESPETÁCULOS: serão 7 espetáculo de teatro, com duração aproximada de 1h por apresentação; INTERVENÇÃO DE RUA: serão 5 intervenções de rua, com duração aproximada de 1h por apresentação; SEMINÁRIO: será 1 seminário, com duração aproximada de 2h; RODAS DE CONVERSA: MULHERES NO TEATRO - ESPAÇO DE ENCONTROS AFETIVOS: serão 4 rodas de conversa com duração aproximada de 1:30h cada; PALESTRA: 1 palestra com duração aproximada de 2h; WORKSHOPS: 7 workshops com duração aproximada de 4h cada; RESIDÊNCIA ARTÍSTICA: 1 residência artística com duração de aproximadamente 5 dias; REDE SOLIDÁRIA: 2 ações da rede solidária que acontecerão ao longo da programação do PULSA!, aproximadamente 5 dias; FEIRA CULTURAL !PULSA!: shows, artes urbanas e do movimento Hip-Hop, exposições de livros, comida, projeção de filmes etc, ao longo da programação do PULSA!, aproximadamente 4 dias;

Acessibilidade

Todos os espaços onde ocorrerão as apresentações atenderão o disposto no art. 27, inciso II, do Decreto 5761/06, que diz proporcionar condições de acessibilidade a pessoas idosas, nos termos do art. 23, da Lei nº10741, de 01/10/2003 e portadoras de deficiência física, conforme o disposto no art.46 do Decreto 3298 de 20/12/1999, ou seja, todos os eventos que integram a programação do !PULSA! Movimento Arte Insurgente acontecerão em locais adequados para receberem em suas dependências idosos e portadores de necessidades físicas especiais, de forma segura e autônoma. Além disso, a própria programação do evento está aberta e preparada para receber grupos de teatro formados por portadores de necessidades especiais. O projeto assegurará o livre acesso das pessoas portadoras de necessidades físicas especiais e idosos, de modo a possibilitar-lhes o pleno exercício dos seus direitos culturais. FESTIVAL/MOSTRA Acessibilidade física: acontecerão em locais adequados para receberem em suas dependências portadores de necessidades físicas especiais de forma segura e autônoma, através de rampas de acesso e/ou elevadores, se for o caso. Acessibilidade para pessoas cegas: será oferecida audiodescrição em 3 intervenções de rua. Acessibilidade para pessoas surdas: será oferecido intérprete de libras em 3 workshops. ESPETÁCULOS DE ARTES CÊNICAS Acessibilidade física: acontecerão em locais adequados para receberem em suas dependências portadores de necessidades físicas especiais de forma segura e autônoma, através de rampas de acesso e/ou elevadores, se for o caso. Acessibilidade para pessoas cegas: será oferecida audiodescrição nos espetáculos. Acessibilidade para pessoas surdas: será oferecido intérprete de libras nos espetáculos. APRESENTAÇÃO MUSICAL Acessibilidade física: acontecerão em locais adequados para receberem em suas dependências portadores de necessidades físicas especiais de forma segura e autônoma, através de rampas de acesso e/ou elevadores, se for o caso. Acessibilidade para pessoas cegas: não se aplica. Acessibilidade para pessoas surdas: será oferecido intérprete de libras nos shows.

Democratização do acesso

Todas as atividades do !PULSA! Movimento Arte Insurgente - 3ª edição serão gratuitas! Sendo elas: a mostra de espetáculos teatrais, as intervenções artísticas de rua em espaços públicos, os workshops, os seminários, a residência artística, as atrações culturais da !PULSA! - Feira Cultural (shows, cinema na praça, atrações populares, performances). Onde houver limitação da capacidade de público, a distribuição de ingressos gratuitos será realizada 1 hora antes da abertura da referida atividade. Estimativa de público por segmento da programação prevista: - Mostra de espetáculos teatrais nacionais e internacionais - 3.680 espectadores; - Atividades formativas: workshops, seminários, residência artística - 1.320 participantes (algumas atividades previstas serão realizadas em ambientes fechados e/ou terão número de participantes de?nido); - !PULSA! - Feira Cultural: exibições, shows musicais, performances - 10.000 pessoas (em espaço público, de grande capacidade e com livre circulação de pessoas). Da Ampliação do Acesso Art. 24 Em complemento, o proponente deverá prever a adoção de, pelo menos, uma das seguintes medidas de ampliação do acesso (Anexo I): VII - comercializar além do previsto na alínea "e", inciso I do artigo 22 desta Instrução Normativa, no mínimo dez por cento em valores que não ultrapassem o preço do Vale-Cultura, nos termos do art. 8º da Lei nº 12.761, de 2012; fazendo o uso deste mecanismo; (todas as atividades do !PULSA! serão gratuitas sem exceção)XI - criação de sistemas de informação e mapeamento aderentes à economia criativa, produção cultural empreendedorismo e sustentabilidade cultural com divulgação gratuita e respeitando o manual de marcas (...).

Ficha técnica

FICHA TÉCNICA (EQUIPE BASE PREVISTA) O PROPONENTE TERÁ A FUNÇÃO DE COORDENAÇÃO ADMINISTRATIVA/FINANCEIRA ATRAVÉS DA RUBRICA DE CUSTOS DE ADMINISTRAÇÃO (CUSTOS PREVISTOS NO ORÇAMENTO). Idealização e Direção Artística: Guilherme Marques é também idealizador e diretor geral de produção da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo – MITsp. Igualmente diretor geral e idealizador do Centro Internacional de Teatro ECUM – CIT – ECUM, do Encontro Mundial das Artes Cênicas (ECUM) e do Centro Internacional de Pesquisa sobre a Formação em Artes Cênicas. Realizou coordenação, produção e/ou consultoria artística de diversos festivais artísticos nacionais e internacionais, entre eles: Festival Internacional de Teatro Palco & Rua de Belo Horizonte (FIT-BH); Fórum Internacional de Dança de Belo Horizonte (FID); 1ª Bienal Internacional de Graffiti de Belo Horizonte; Festival de Arte Negra de Belo Horizonte (FAN); Festival Internacional de Teatro do Mercosul (Argentina); Festival Internacional de Teatro de Caracas (Venezuela); Inverno Cultural de São João Del Rei; Projeto Imagem dos Povos e Encontro de Artes Cênicas em Araxá. Participou na comissão/júri do Prêmio Myriam Muniz e do Programa Petrobras de Cultura. Foi relações internacionais para o Projeto Artístico no âmbito do Ano da França no Brasil. Foi curador de artes cênicas da 1ª Mostra Contemporânea de Arte Mineira – São Paulo. Idealização e Direção Artística: Andreia Duarte é artista, curadora, diretora e pesquisadora em teatro, com uma prática e pesquisa inserida no campo anticolonial. Morou cinco anos no Parque Indígena do Xingu com os Kamayura e desde então trabalha como apoiadora à causa indígena completando 20 anos de realizações. É doutoranda pela USP/ECA onde estuda Teatro e os Povos Indígenas com orientação da Profa. Doutora Beth Lopes e publicação de artigos em diferentes revistas, tais como Arte da Cena - UFG (2018) e Harvard Review of Latin America (2020). Há 18 anos participa como atriz de diferentes grupos e espetáculos em mostras nacionais e internacionais. Criou e atuou no solo Gavião de Duas Cabeças entre 2016 - 2019 passando por vários festivais, tal como o Festival Le Manifest na França em 2017, onde apresentou e levou como convidado o xamã Davi Kopenawa Yanomami. Realizou ao lado do líder indígena Ailton Krenak o experimento cênico “O silêncio do mundo” no festival Porto Alegre Em Cena em 2019 - um projeto de encenação que está em continuidade na parceria com artistas indígenas brasileiros. Trabalha há 5 anos como Coordenadora dos Eixos Reflexivo e Pedagógico da MITsp – Mostra Internacional de Teatro de São Paulo. Fez a co- curadora do Seminário Perspectivas Anticoloniais na sétima edição da MITsp ao lado dos professores Christine Greiner (PUC) e José Fernando Azevedo (EAD/USP). É diretora e co-curadora ao lado de Ailton Krenak da Mostra artística TePI – Teatro e os povos indígenas. Realiza uma curadoria sobre Arte Indígena Contemporânea para o Centro Cultural Virtual O Ninho - uma plataforma de divulgação artística do diretor Nondas Okiama. E, ainda, está realizando junto com Krenak o livro Longa história de negação pela Cia das Letras, uma biografia coletiva e conceitual do líder indígena. Coordenação de Produção: Rachel Brumana é produtora cultural. Formada em Artes Cênicas pela Unicamp. Foi assessora cultural do Instituto Italiano di Cultura SP e coordenadora de eventos do Istituto Europeo di Design de São Paulo. Com a Substância Produções Artísticas, fundada em 2008, realiza a concepção, curadoria e produção de projetos, mostras, espetáculos teatrais e musicais. Destacam-se os espetáculos Só, Babel, O Bosque, a exposição Grimm Agreste e a colaboração com companhias internacionais como Fanny & Alexander, Teatro Linea de Sombra e LAminimAL Teatre Sistèmic. Integra o núcleo de pesquisa em artes integradas Societá Anonima deii Lavoratori del Mare. Coordenação Financeira: Olhares Instituto Cultural Hiago Marques é ator e produtor. Formado pela Escola de Teatro – PUC Minas, onde atuou nas adaptações das obras As Bruxas de Salem (2014) e Laranja Mecânica (2014), sob a direção de Cynthia Paulino. Em São Paulo, participou de diversos cursos na Oficina Cultural Oswald de Andrade e do Estúdio de atuação: Curso livre com Ondina Clais e Ruy Cortez, ministrado no CIT – Ecum. Atuou no espetáculo Máquina Paranóica (2015), da XI Paralela Noir, com direção de Roberto Alvim, e no Núcleo de Pesquisa de Montagem: Ascensão e queda da cidade de Mahagonny de Bertolt Brecht (2015), do Grupo XIX de Teatro, com direção de Paulo Celestino. Em 2016, trabalhou como produtor de montagem dos espetáculos da 3ª MITsp e, em 2017, consolidou-se na equipe da Mostra, no setor administrativo e de projetos. Coordenação de Logística: Marisa Riccitelli Sant’ana é produtora cultural formada em Ciências Sociais e Economia pela PUC-SP. Sócia da empresa Santa Paciência Produções Artísticas e Culturais e membro fundadora do Coletivo Phila7. Participa da MITsp desde 2016, primeiramente como produtora e, desde 2017, como coordenadora de logística. Coordenação Técnica: André Boll é iluminador desde 1990, assinou mais de 200 projetos para teatro, música, dança e exposições. Como diretor técnico, atua em festivais nacionais e internacionais (Festival Contemporâneo de Dança, Panorama SESI de Dança, MITsp) e em turnês de companhias estrangeiras no Brasil (Jo Kanamori – Japão; Trisha Brown e Yvone Rainer – EUA; Xavier Leroy, Rodrigo Garcia – França; Robert Lepage – Canadá; Angelica Liddel – Espanha). Ministra cursos e palestras sobre iluminação a convite de instituições públicas e privadas. Coordenação Comunicação: Márcia Marques é formada em Comunicação Social pela FAAP e diretora da Canal Aberto, empresa voltada a projetos na área cultural em suas diversas vertentes. Além de trabalhar com companhias e artistas importantes do cenário nacional e internacional, coordena a comunicação geral da MITsp e tem como colaboradoras diretas na assessoria de imprensa dessa edição Daniele Valério, Flávia Fontes e Kelly Santos. Coordenação de Relações Públicas: Carminha Góngora é formada em Teatro pela Fundação das Artes de São Caetano do Sul. Colaborou na edição de Ator e Método, de Eugênio Kusnet, publicado pelo SNT. De 1986 a 2010 foi Coordenadora de Programação Cultural do Goethe-Institut São Paulo, com intercâmbio nas áreas de teatro, cinema, música, dança, artes visuais e pensamento. Integrou a equipe da Interior Produções Artísticas/prod.art.br. Desde 2015 é coordenadora de Relações Públicas da MITsp. Relações Nacionais e Internacionais: Natália Machiaveli é artista, musicista e produtora, formada em audiovisual na Academia de Arte Gerrit Rietveld, em Amsterdã. Em 2011, dirigiu o curta Troca o Trópico, exibido nos principais festivais de cinema da Holanda. Criou e produziu as animações Will, Planta, Metamorfoses e It Trims, este último premiado no festival Curtacom em 2012. Além de dirigir, Natália é responsável pela composição das trilhas sonoras dos filmes, marca principal de seu trabalho. Desde 2013, trabalha como produtora e relações internacionais na Mostra Internacional de Teatro de São Paulo – MITsp. Assistente de Direção: Marina Watanabe é cineasta e produtora, formada pela Faculdade de Artes e Comunicação da Universidade de Brasília – UnB. Entre 2007 e 2008 produziu e dirigiu dois curtas metragens sobre o sistema prisional feminino do Distrito Federal, intitulados “Extramuros” e “De muro a muro”, sendo o último selecionado para a Mostra Digital da 42º edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Com passagens por produtoras como Olhar Imaginário e Coração da Selva, colabora com a Mostra Internacional de Teatro de São Paulo – MITsp desde 2018.

Providência

Projeto encaminhado para avaliação de resultados.

2025-06-30
Locais de realização (1)
Belém Pará