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PRONAC 239028Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Patrimônio Yanomami: encontro de jovens e documentação de transmissão de saberes no rio Marauiá (AM)

ASSOCIACAO FILMES DE QUINTAL
Solicitado
R$ 699,3 mil
Aprovado
R$ 699,3 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Salvaguarda do patrimônio cultural imaterial
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Indígenas
Ano
23

Localização e período

UF principal
MG
Município
Belo Horizonte
Início
2024-01-01
Término

Resumo

O projeto visa a salvaguarda do patrimônio imaterial do povo indígena Yanomamipor meio de:realização de Encontros de Jovens de diferentes aldeias yanomami da região do rio Marauiá (AM) promovendo o intercâmbio entre jovens lideranças e a geração guardiã dos saberes e de seu patrimônio imaterial, e duas oficinas de formação audiovisual do Núcleo Audiovisual Yanomami Xapono (NAX) para a documentação dos encontros de trocas de saberes.

Objetivos

OBJETIVO GERAL:' Promover o fortalecimento e salvaguarda do partimônio imaterial do povo Yanomami, sua cultura e tradições, por meio de ações idealizadas por usa próprias lideranças através do incentivo à troca de saberes intergeracionais e a retomada dos processos de formação audiovisual. Para tanto, propõe-se a realização de dois Encontros de Jovens e Pajés em épocas distintas do ano e entre diferentes comunidades yanomami da região do rio Marauiá (AM), bem como a continuidade da formação audiovisual dos jovens do Núcleo Audiovisual Xapono através da realização duas oficinas que deverão ocorrer antes de cada um dos Encontros. Ao total serão diretamente beneficiados 2.800 pessoas habitantes Yanomami do Maruiá (AM). OBJETIVOS ESPECÍFICOS: - Viabilizar os meios para a salvaguarda do patrimônio imaterial yanomami; - Promover a valorização das tradições e cultura yanomami entre os jovens das comunidades localizadas na região do rio Marauiá, na Terra Indígena Yanomami (AM); - Promover debates entre jovens e anciões yanomami sobre as transformações no modo de viver yanomami e os desafios para sua manutenção na atualidade; - Fortalecer e promover as iniciativas de transmissão de saberes entre os jovens e seus anciões através da realização de dois Encontros de Jovens e Pajés, um na comunidade Pukima Beira e outro na comunidade Ixima, na Terra Indígena Yanomami, para cerca de 100 convidados indígenas de diferentes comunidades da região; - Promover continuidade da formação de jovens cineastas yanomami na região do rio Marauiá (AM) através da realização de duas oficinas de formação audiovisual para os integrantes do Núcleo Audiovisual Xapono (NAX), sendo a peimeira na comunidade Pukima Beira e outra na comunidade Ixima, com a presença de formadores profissionais e com ampla experiência na formação audiovisual para povos indígenas; - Prover o Núcleo Audiovisual Xapono com os materiais e equipamentos audiovisuais e de informática necessários para a realização das oficinas, visando também sua futura autonomia na produção de filmes e registros audiovisuais para a salvaguarda do patrimônio imaterial do povo Yanomami; - Realização de registros audiovisuais dos encontros, trocas de saberes e cerimônias tradicionais pelos integrantes do Núcleo Audiovisual Xapono Yanomami para a salvaguarda de seu patrimônio imaterial.

Justificativa

Face ao iminente risco de uma nova e desastrosa catástrofe, assim como já viveram no passado com a chegada dos não-indígenas, a nova epidemia de Covid-19 na Terra Indígena Yanomami teve um grande impacto não só na saúde dos indígenas, mas também em suas elaborações sobre a salvaguarda de seus saberes e tradições. Diversos grupos abandonaram suas comunidades e buscaram refúgio no interior da floresta, reativando uma estratégia antiga e tradicional de isolamento. A interrupção da comunicação e contato com não-indígenas, e também das viagens para a cidade, produziu uma reunião dos grupos e famílias yanomami como não era experimentado há muito tempo. Os jovens que costumeiramente passavam as noites em seus celulares vendo e compartilhando vídeos, fotos e músicas, passaram a voltar a se sentar à beira do fogo com seus avós para ouvir suas histórias e trocar conhecimento. Ao mesmo tempo que o isolamento aproximava as gerações e incentivava o fortalecimento da cultura e das tradições yanomami, o avanço da epidemia colocava em risco os guardiões da memória e dos conhecimentos tradicionais. Foi esse contexto, de se depararem com a possibilidade de perder os seus anciões/anciãs, e assim também grande parte dos seus conhecimento e histórias, que impulsionou uma profunda reflexão entre alguns jovens yanomami sobre a sobrevivência, documentação salvaguarda de seu patrimônio imaterial. A partir dessa reflexão duas jovens lideranças yanomami da região do rio Marauiá (AM), Sérgio Yanomami e Maurício Yanomami, iniciaram a organização de forma autônoma do Encontro de Jovens entre os diversos grupos yanomami que habitam esta região para incentivar a troca de saberes entre as gerações e fortalecer sua cultura. Já foram realizados dois Encontro de Jovens entre 2020 e 2022, o que demonstra sua ncessidade, mas realizada de forma pontual. A proposta aqui apresentada é expandir a representatividade nesses encontros de fortalecimento cultural e aprenizdado (inclusive ritual). Esses modestos Encontros, no entanto, não puderam ser registrados pelos jovens e integrantes do Núcleo Audiovisual Xapono (NAX) devido à falta de manutenção dos equipamentos de filmagem e edição, bem como à interrupção das oficinas de formação audiovisual durante a pandemia. Assim, buscando construir ações e narrativas que atendam aos interesses da coletividade Yanomami de forma que eles próprios estejam se apropriando destas ações e de seus resultados, este projeto é orientado e estruturado, desde o princípio, pelo diálogo e construção conjunta com o Núcleo Audiovisual Xapono e a Associação Kurikama Yanomami. O NAX é um centro para formação, produção, apresentação, debate e difusão audiovisual indígena na região do rio Marauiá, Terra Indígena Yanomami, AM. Inaugurado em 2016 com apoio da Associação Kurikama Yanomami e de parceiros não indígenas, o núcleo conta com uma equipe de 10 jovens e moças de diferentes comunidades yanomami, tendo produzido 14 filmes durante oficinas ocorridas entre 2017 e 2019, e cujos filmes já participaram de mostras de cinema pelo Brasil. "Através de nosso próprio núcleo audiovisual, buscamos nossa autonomia e nosso protagonismo na produção de nossas imagens, além de usarmos as ferramentas audiovisuais para fortalecer nossas reivindicações e lutas, para o cuidado, proteção e promoção de nossa cultura e nossa terra-floresta", contam Sérgio e Maurício Yanomami. Atualmente vivem na região do rio Marauiá mais de 2.800 Yanomami, distribuidos em 22 comunidades localizadas ao longo do rio e no interior da floresta na parte oeste da Terra Indígena Yanomami, no Amazonas. Apesar de não serem diretamente impactados pelo garimpo existente em outras regiões do território, essa população têm experienciado grandes transformações a partir do aumento do contato com não-indígenas e maior circulação nas cidades. Essa situação têm produzido muita preocupação entre a geração mais velha, mas também entre muitos jovens, a respeito da manutenção e valorização de seus saberes e tradições. Nesse sentido, o fortalecimento da troca de saberes intergeracional e a retomada e ativação dos processos de formação audiovisual são potentes instrumentos de salvaguarda do patrimônio imaterial yanomami propostos por eles próprios. O projeto aqui apresentado poderá fortalecer tanto a continuidade dos Encontros e trocas de saberes entre os jovens e mais velhos, assim como a continuidade nas oficinas de formação audiovisual e produção de novos filmes a partir dos encontros e de novos processos de documentação de comunicação intergeracional.

Acessibilidade

Acessibilidade física: Ambos os produtos SEMINÁRIO e OFICINA, ocorrerão em comunidades indígenas no interior da floresta amazônica e serão direcionados exclusivamente para os indígenas. Tendo em vista estas especificidades da execução dos produtos em contexto de aldeia, entendemos que a acessibilidade física não se aplica neste cenário. Informamos que a acessibilidade física, de mobilidade é integralmente garantida, na medida em que os espaços são abertos ou sem dificultadores, como degraus, etc. Acessibilidade de Conteúdo: Para garantir a acessibilidade ao conteúdo do projeto, será elaborado um vídeo de 20 min, com registros de processo das oficinas e encontros de jovens, um com tradução em libras e outro com inclusão de legenda descritiva. A rubrica de "legendagem" no produto SEMINÁRIO (Encontro de Jovens) se refere a acessibilidade e a rubrica de "tradução simultânea" no produto OFICINA também. PRODUTO: REGISTRO SEMINÁRIO EDITADO (Encontro de Jovens):MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE PARA PcD VISUAIS: audiodescriçãoACESSIBILIDADE PARA PcD AUDITIVOS: intérprete de libras PRODUTO: REGISTROS DA OFICINA (Oficina de formação audiovisual):MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE PARA PcD VISUAIS: audiodescriçãoACESSIBILIDADE PARA PcD AUDITIVOS: intérprete de libras

Democratização do acesso

Para ampliação do acesso, serão doados 10% dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com caráter social às associações yanomami do Amazonas e Roraima. Para maior ampliação de público dos resultados, será disponibilizado em plataforma online um acompanhamento do processo do projeto, com videos, imagens e informações relevante. Serão adotadas no projeto as seguintes medidas de democratização de acesso, conforme artigo 28 da IN nº 01/2023: I - doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com caráter social, além do previsto inciso II do art. 27, totalizando 20% (vinte por cento); IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal.

Ficha técnica

1) Produtores locais e tradutores yanomami: Sérgio Yanomami nasceu em 1989, numa casa coletiva próxima a fronteira do Brasil com a Venezuela, na região do rio Pukima, afluente do rio Marauiá no Amazonas, Brasil. Desde jovem acompanha o trabalho de seu pai, respeitado pajé yanomami, e de não-indígenas na assistência à saúde de sua comunidade. Hoje, além de seu trabalho artístico e na área da saúde, trabalha em diversas iniciativas para o fortalecimento de sua cultura entre os jovens das comunidades yanomami de sua região. Vive e trabalha na comunidade Pukima Beira. Maurício Yanomami nasceu em 1987, em Hawari Kosi Kãõpë, próximo a um afluente do rio Marauiá. Desde criança começou a acompanhar os trabalhos das equipes de saúde em sua comunidade, e atualmente é microscopista e Agente Indígena de Saúde. Além do trabalho na área da saúde, Maurício conta: “hoje faço palestras sobre minha cultura e oriento os jovens na minha aldeia. Eu também sou artista e ensino as crianças nas artes e culturas tradicionais do meu povo e desde criança eu aprendi a respeitar os nossos Hekura (pajés e espíritos-auxiliares) e nossas tradições”. Vive e trabalha na comunidade Ixima. 2) Pesquisador responsável/antropólogo e tradutor: Daniel Jabra é mestre em Antropologia Social pela Universidade Federal de São Carlos. Desde 2016 trabalha junto ao povo Yanomami em diversas iniciativas para a promoção e defesa de seus direitos, especialmente para o fortalecimento das escolas indígenas nas comunidades yanomami do rio Marauiá (AM) e na coordenação do Núcleo Audiovisual Xapono - NAX. Desde 2020 integra a Rede Pró-Yanomami e Ye’kwana. Atua também nos campos da curadoria e mediação intercultural e atualmente trabalha na produção executiva e no acervo da Galeria Jaider Esbell de Arte Indígena Contemporânea. 3) Produtora executiva e pesquisadora antropóloga: Júnia Torres é antropóloga com doutorado pela UFMG. Documentarista e produtora executiva, dirige o festival do filme documentário e etnográfico - forumdoc.bh, realizado em 27 edições. 4) Formadores audiovisual: Vincent Carelli, indigenista e cineasta franco-brasileiro, criou em 1986 o Vídeo nas Aldeias, um projeto a serviço dos projetos políticos e culturais dos indígenas. Seus filmes receberam prêmios em festivais como Tóquio e Paris. Em 2009, Vídeo nas Aldeias recebe a “Ordem do Mérito Cultural. Em 2017, Carelli recebe o Prêmio Prince Claus nos Países Baixos. Alberto Alvares é um cineasta pertencente ao povo Guarani, com vários filmes premiados. É graduado no curso Curso de Formação Intercultural de Educadores Indígenas pela UFMG. Mestre em cinema pela UFF. É também professor e tradutor de língua guarani. Alberto se destaca como realizador, com autonomia nas funções de fotografia, edição, finalização. Atualmente ministra oficinas audiovisuais para diferentes povos indígenas e para não-indígenas. Marcela Santos é graduada em Comunicação Social pela UFMG. Cursou diversas oficinas de formação em cinema. Em 2015, integrou o Júri Jovem da 18ª Mostra de Cinema de Tiradentes. Integrou o 11º Talents Buenos Aires, vinculado ao festival Berlinale, onde cursou o "Laboratorio de Sonido y Musica", ministrado por Federico Esquerro. Fez o curso “Fundamentos do Som para a Imagem”, promovido pelo 18º FestCurtas BH e ministrado por Edwaldo Mayrink. Fez o som direto do filme “Baronesa”, de Juliana Antunes, vencedor, em 2017, da Aurora, principal mostra competitiva da Mostra de Cinema de Tiradentes. Baronesa foi premiado também em festivais internacionais, como o festival de Havana, o Festival Mar del Plata, o FIDMarseille e o 24º FICValdivia. Fez captação de som adicional para “Arábia”, de Affonso Uchôa e João Dumans, longa selecionado em 2017 para o Festival de Rotterdam e vencedor como melhor filme no Festival de Brasília. Fez microfonia adicional para os longas-metragens "Temporada", dirigido por André Novaes, e "No Coração do Mundo, dirigido por Gabriel Martins e Maurílio Martins. Fez microfonia para o curta-metragem “Malandro de Ouro”, de Flávio von Sperling, que estreou na Mostra de Cinema de Tiradentes de 2019, e para o longa-metragem “Canção ao Longe”, de Clarissa Campolina, em processo de produção. Fez captação de som direto para o curta-metragem Juninho Mizanceni, de Leonardo Amaral e Roberto Cotta, para o filme “Abdução”, de Marcelo Lin, para o média-metragem “Sete Anos em Maio”, dirigido por Affonso Uchoa, para o longa-metragem “Eliana Silva, Mais uma Ocupação”, dirigido por Aiano Benfica e Pedro Maia de Brito, para o média-metragem “Vaga Carne, dirigido por Ricardo Alves Junior e Grace Passô, filme de abertura da Mostra de Cinema de Tiradentes de 2019 e para o longa-metragem de documentário “De volta à Água Boa pela Terra Imaginada”, em processo de finalização. Foi responsável pelo som direto do filme "Yõg ãtak: meu pai, kaiowá", realizado entre os povos Maxakali e Kaiowá, entre 2021 e 2022.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.

2026-12-03
Locais de realização (1)
Santa Isabel do Rio Negro Amazonas