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O projeto trata da importância da Arte no processo educativo e tem como área de atuação a família, a cidadania e a sustentabilidade, apoiando o desenvolvimento e o reconhecimento das potencialidades de crianças, de adolescentes e de professores ligados à Rede Municipal de Ensino da cidade de Niquelândia (GO). Investirá também nas famílias, ofertando encontros sobre Economia Criativa. A metodologia trabalha através do incentivo à curiosidade, do prazer pela descoberta e do aprendizado constante, tendo, como meta, o desenvolvimento humano através da Arte e da Educação.
SOBRE AS OFICINAS CONTEÚDO PROGRAMÁTICO – HISTÓRIA & IDENTIDADE Mediador: Guilherme Talarico // Duração: 10 meses // Carga Horária: 2 aulas por semana/ aulas Participantes: Professores de História da Rede Municipal de Ensino de Niquelândia Conteúdo Programático: Utilizar as linguagens cartográfica, gráfica e iconográfica, diferentes gêneros textuais e tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais, incluindo as escolares, para se comunicar, acessar e difundir informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva. Metodologia / Estratégia: Identificar os elementos específicos da História de Goiás. Objeto do Conhecimento/ Conteúdo:Procuramos no componente curricular História, buscar respeitar as categorias e os conceitos fundamentais, de cada unidade temática, em cada Fase, visando não causar grandes lacunas para a aprendizagem histórica nos anos subsequentes. São essas categorias e conceitos fundamentais que apontam as aprendizagens essenciais de cada ano a serem apropriadas. Por isso, nos Anos Iniciais, as habilidades que foram consideradas estruturantes são aquelas que contemplam, a apropriação de conhecimentos pelo sujeito, por meio da consciência da existência de um “Eu” de um “Outro” e do “Nós”, assim como a compreensão do tempo e do espaço, no sentido de pertencimento a uma comunidade. Nos Anos Finais, as habilidades estruturantes são aquelas que desenvolvem a dimensão espacial e temporal vinculadas à mobilidade das populações e suas diferentes formas de inserção ou marginalização nas sociedades estudadas. As habilidades complementares também são muito importantes, uma vez que elas apresentam, além da progressão dos processos cognitivos, comunicativos e socioemocionais, contextualizações históricas importantes, tornando-se assim uma excelente fonte para o professor no planejamento da ação pedagógica. As pessoas e os grupos que compõem a cidade e o município. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO - TEATRO Mediadora: Takaiúna PARA PROFESSORES – CONTEÚDO PROGRAMÁTICO TEATRO // CURSO: NARRATIVAS AUTOBIOGRAFICAS COMO METODOLOGIA DE ENSINO PÚBLICO: professoras e professores APRESENTAÇÃO: O ensino por meio da oralidade, do afeito e do compartilhamento de experiências traz a possibilidade da vivência. Todas as culturas ensinam e aprendem também, por meio de narrativas, estas que podemos chamar de narrativas da experiência. As narrativas possibilitam uma vivência ativa e imaginária, durante o processo de aprendizagem. Estabelece-se um vínculo com o contador, que logo após a partilha da narrativa poderá inverter os papéis. Quem contou será escuta das narrativas que foram puxadas/ lembradas por esse fio primeiro – uma narrativa compartilhada. Assim, o aprender não acontece de forma linear, mas como rede jogada, que é capaz de capturar vários tipos de peixes-conhecimentos e então todos (professores e alunos) poderão se alimentar juntos. O ensino-aprendizagem como lugar de troca e compartilhamentos, quem ofereceu a primeira narrativa poderá voltar para casa com muitas outras. O ensinar de forma desvinculada da experiência pode acabar transformado a escola e/ou instituições de ensino num mundo a parte da criança e do adolescente, e não fazendo com que o lugar do aprendizado faça parte do mundo onde todos estão inseridos – professores e alunos. METODOLOGIA: O curso Narrativas Autobiográficas como Metodologia de Ensino se dará por meio de imersões que acontecerão de forma mensal durante oito meses, uma vez ao mês, aos finais de semana, de forma presencial – onde se contabilizarão oito horas de atividade por encontro. Cada participante terá que disponibilizar 4 horas mensais para a realização das atividades de leitura e práticas individuais. O conteúdo será divido em módulos, sendo cada módulo composto por dois encontros presenciais em que durante os trabalhos os professores construirão o seu material didático e pedagógico, para a realização da atividade durante o mês junto com seus alunos e alunas. Ao final do curso, todos os professores terão um material didático e pedagógico individualizado, construído de acordo com a sua área de atuação. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO - DANÇA Equipe:: Luciana Caetano // Duração: 10 meses // Carga Horária: 2 aulas por semana/ aulas Participantes: Crianças e Adolecentes da Rede Municipal de Ensino de Niquelândia Metodologia: Ao tratarmos dos corpos nas suas dimensões coletiva ou individual, precisamos ter a percepção de como eles foram historicamente e socialmente construídos. A alusão problemática ao corpo dos indivíduos em questão, ou a partes de seus corpos, como o cabelo, a boca, o nariz, a pele, os músculos, o sexo, nos obriga a considerar os efeitos perversos da violência simbólica e nos leva a perceber em que medida essa violência simbólica acaba fomentando a violência física. A metodologia de condução destina-se a construção de corpos destituídos de preconceito, discriminação. Os preconceitos fazem parte de uma tradição cultural que se transmite, por assim dizer, espontaneamente: as crianças adquirem-nos pelo contato. O nosso intuito é ´propor a liberdade de criar, de trazer novas referências visuais, sonoras, espaciais dá um sentido e um sentimento de que é possível vivenciar novos caminhos estéticos. A importância pela percepção da necessidade de dar relevância aos afetos, emoções e sentimentos no trato com o outro e consigo mesmo, e porque a afetividade nos faz humanos. Assim, pretendemos contribuir para a formação e instrução de crianças e principalmente jovens, incentivando comportamentos humanistas, ao respeito as diversidades e certamente formando cidadãos mais críticos e conscientes do seu papel transformador em e na sociedade. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO – CRIATIVIDADE PLÁSTICA Equipe:: Gustavo // Duração: 10 meses // Carga Horária: 2 aulas por semana/ aulas Participantes: Crianças e Adolescentes da Rede Municipal de Ensino de Niquelândia -Apresentação: Estimular, desenvolver e oferecer instrumentos para produção de Arte Contemporânea, através de novas poéticas e pontos de vista. Ampliar repertório no campo das ações favorecendo um parecer crítico na construção das subjetividades, na expressão artística e cultural, priorizando o percurso de cada aluno, sua percepção, suas habilidades técnicas e manuais, suas qualidades criativas, tendências de estilo e linguagem, bem como impressões da memória visual e experiências pessoais em contato com as expressões artísticas. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO - MULTIMÍDIA Equipe:: Pablo Lopes // Duração: 10 meses // Carga Horária: 1 aula por semana/ aulas Participantes: Docentes, Crianças e Adolescentes da Rede Municipal de Ensino de Niquelândia : DISPOSITIVOS DE ENSINO E CULTURA DIGITAL NA ESCOLA EMENTA: O presente minicurso aborda a interface entre o ambiente escolar e o acesso a produção digital tendo nos dispositivos portáteis (celular, câmeras caseiras, tablet etc.) o suporte para experimentação e exercício de criação. A primeira parte é uma breve apresentação sobre o mediador, a expectativa das participantes, a dinâmica e a estrutura adotada no desenvolvimento da formação e uma exposição sobre as relações da cultura digital e a educação no Brasil. A segunda parte da formação, será apresentado como exemplo um histórico sobre a Mobgrafia, de forma pratica, qual o impacto da produção visual e expansão do olhar compartilhado ao visualizar a mesma imagem. A terceira fase da formação iremos direto para a tela do celular. Lá, conheceremos as principais funcionalidades do aparelho telefônico, dicas e suportes para melhor registrar um momento especial ou imagem poética. A quarta e última parte será com dicas de aplicativos para edição das fotos, bem como técnicas de compartilhamento e difusão da produção visual. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO - LITERATURA Equipe: Lavínia Mendes // Duração: 10 meses // Carga Horária: 1 aula por semana/ aulas Participantes: Docentes da Rede Municipal de Ensino de Niquelândia Geral: Produzir material de apoio e recursos didáticos para os professores do projeto Foco In Cena. Específicos: - Estruturar recursos didáticos de distintos tipologias para materializar os docentes. - Propor reflexões sobre a temática, a fim de que o docente faça suas escolhas didáticas a partir do seu público-alvo. Plano de ação: Este projeto tem por finalidade disponibilizar recursos escritos, imagéticos, audiovisuais e demais ideias que surgirem ao longo das semanas. O planejamento aqui proposto partirá de leituras, pesquisas e consultas periódicas a Renata Caetano, que propôs a participação no Foco In Cena CONTEÚDO PROGRAMÁTICO - ECONOMIA CRIATIVA Equipe: Erika Santos Cronograma: 10 encontros // 8h de atividades // Período: 1 ano / 1 vez no mês Participantes: 30 Pensar em uma atuação em rede: a família, a saúde, as leis, a cidadania, sustentabilidade, promovendo seu desenvolvimento e o reconhecimento de suas potencialidades através do incentivo à curiosidade, ao prazer pela descoberta e ao aprendizado constante, por meio de um processo de construção do conhecimento que desenvolve a criação e a reflexão crítica, tendo como meta o desenvolvimento humano. Construir o futuro, não como uma promessa, mas sim como algo que se realiza a cada dia. Capacitar mulheres e homens através da oficina sobre Economia Criativa para trabalharem em casa ou terem seu próprio negócio, ajudar na renda familiar, melhorando as condições e qualidade de vida dessas famílias e dignificando-as. A primeira ação da oficina é nutri-los com um sentimento de segurança indispensável – acolher, ouvir e conversar, respeitando sua própria percepção de mundo. Um caminho criativo e produtivo. A integração de todas as formas possíveis de expressão, a palavra, a cor, a forma, os ritmos e os sons, o movimento, num conceito educacional que os acompanha e os ajuda a encontrar segurança e buscar uma identidade. Não ignorar ou evitar a gravidade dos problemas trazidos, mas sim assumi-los prontamente. O importante é a garantia de que juntos construímos possibilidades, caminhos. Buscamos despertar as potencialidades, lideranças e descortinar habilidades. O enfoque do projeto é capacitar para Ser. Todo curso será gratuito, oferecendo material de aula com apostila e com um único comprometimento: o dever de assiduidade, pensarmos e construirmos de fato o direito ao trabalho digno e a Felicidade. O próprio envolvimento e efetivação da participante promove formas de sensibilização e integração da comunidade. EMENTA: A metodologia é um conjunto de procedimentos empregados para atingir os objetivos propostos. Respeitando-se a autonomia dos alunos, a metodologia de ensino pressupõem procedimentos didático-pedagógicos que auxiliem na aprendizagem. O trabalho será mediado pelo diálogo, procurando desenvolver a participação ativa dos participantes. estratégias: Dinâmicas de grupo; Exposição dialogada; Tempestade de ideias; Trabalho em grupo; Vídeos. Aulas expositivas · Trabalhos dirigidos (individuais e em grupos) · Exercícios de fixação // Exposição Dialogada // Roda de Conversa // Exibição e discussão acerca de vídeos educativos // Compreender os processos de socialização humana em âmbito coletivo; *Palestras // *Rodas de Conversa // *Certificação
OBJETIVO GERAL O Projeto Foco In Cena _ Método Lúdico Afetivo em Artes, Habilidades Criativas e Estratégias Inovadoras tem como objetivo central qualificar os professores da Rede Municipal de Ensino de Niquelândia, Goiás, oferecendo capacitações que os auxiliarão na docência. São aulas para os componentes curriculares das áreas de Linguagens e Ciências Humanas (história/ teatro/ multimídia). Ele será aplicado no modelo híbrido, com modelo remoto de aplicação teórica e aulas presenciais pontuais, de acordo com o cronograma do projeto para os professores. O projeto atenderá de forma presencial as crianças e os adolescentes matriculados na rede de Ensino Municipal da cidade de Niquelândia. Dentre os recortes sociais, está a construção de ações culturais com perspectivas pedagógicas de desenvolver sensibilização, habilidades e competências, através da Arte e da Educação. A proponente manterá o propósito de 2018 e 2019, isto é, o de atender a crianças e a adolescentes, oferecendo material necessário a discutirem, pensarem, refletirem, dialogarem sobre a relação humana. Também, "extrapolará" o propósito anterior, oferecendo ferramentas aos docentes: uma metodologia ativa de ensino mediada pela tecnologia, através dos processos de Arte e de Educação. Por fim, às famílias serão oferecidos um encontro por mês, presencialmente, durante 10 meses, sobre Economia Criativa, pois os organizadores do Foco in Cena acreditam em formas autônomas de garantir a pequena renda familiar, as várias formas de empreender em trabalho digno. OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Ofertar, a crianças e adolescentes da Rede Municipal de Educação, oficinas presenciais gratuitas de Dança (aula de 1 hora de duração, uma vez por semana, durante 10 meses, com carga horária de 40h totais); • Oferecer, a crianças e adolescentes da Rede Municipal de Educação, oficinas presenciais gratuitas de Literatura (aula de 1 hora de duração, uma vez por semana, durante 10 meses, com carga horária de 40h totais); • Ministrar, a crianças e adolescentes da Rede Municipal de Educação, oficinas presenciais gratuitas de Teatro (aula de 1 hora de duração, uma vez por semana, durante 10 meses, com carga horária de 40h totais); • Oferecer oficinas presenciais gratuitas de Criatividade Plástica a crianças e adolescentes da Rede Municipal de Educação (encontro de 1 hora de duração, uma vez por semana, durante 10 meses, com carga horária de 40h totais); • Ofertar, aos pais dos alunos contemplados pelo Foco in Cena, em um sábado ao mês durante dez meses, oficina de Economia Criativa (cada encontro tem duração de 8 horas, uma vez ao mês, durante dez meses, com carga horária de 80h totais); • Ofertar, a professores da Rede Municipal de Educação de Niquelândia, oficina com o tema Patrimônio e Identidade (online, cada encontro tem duração de 2 horas, uma vez por semana, durante dez meses, com carga horária de 80h totais); • Oferecer a professores da Rede Municipal de Educação de Niquelândia oficina de Multimídia (presencial, cada encontro tem duração de 2 horas, uma vez ao mês, por dez meses, com carga horária de 20h totais); • Ministrar a professores da Rede Municipal de Educação de Niquelândia oficina com o nome "Narrativas autobiográficas como metodologia de ensino" (presencial, cada encontro tem duração de 2 horas, uma vez ao mês, por dez meses, com carga horária de 20h totais); • Oferecer a professores da Rede Municipal de Educação de Niquelândia oficina de Literatura (encontro de 1 hora de duração, uma vez por semana, durante 10 meses, com carga horária de 40h totais); • Desenvolver e distribuir, de forma gratuita, cartilhas pedagógicas que auxiliem as crianças e os adolescentes durante o projeto (1.500 exemplares, gratuitas, de cartilha pedagógica para o Projeto Foco In Cena); • Produzir e distribuir à comunidade quatro edições de revista que comunique as ações e os resultados do projeto (quatro edições, 500 exemplares por edição, distribuição ampla à toda comunidade, gratuita); • Montar e apresentar, junto a pais, alunos e professores, um espetáculo multicultural como resultado das oficinas ministradas durante o projeto (um espetáculo com entrada gratuita); • Desenvolver, também em conjunto à Secretária de Educação de Niquelândia, ações e estratégias voltadas a promover acessibilidade aos produtos culturais apresentados;
A história da Educação no Brasil não se assemelha a uma via ascendente e progressiva, muito pelo contrário. No Brasil Colonial, escravos não recebiam educação formal por motivos de "segurança" (dos senhores de escravo): o acesso à leitura e à escrita aumentaria as fugas e as rebeliões. Nos tempos do Império, a Educação era vista como uma forma de contornar a chamada "questão do trabalho", isto é, um modo de conservar as hierarquias sociais em um país que ainda não havia resolvido suas "pendências" com a Escravidão e que enxergava o trabalho como prática de subalternos. Assim, à pequena parcela da base da população que era alfabetizada, o ensino voltado ao trabalho; para um grupo seleto, as "escolas sencudárias". Os cursos superiores eram destinados às "classes senhoriais", aos funcionários públicos e aos intelectuais, corroborando a tese do livro Sobre o autoritarismo brasileiro, de que, historicamente, a Educação tem sido um sistema de "bipartição" e de "distinção social". Na década de 1960, o país era, em sua maioria, rural e analfabeto _ em 1960, apenas 18% da população votava. A Constituição de 1946 negava o direito ao voto a quem não sabia ler ou escrever. Paulo Freire então surgiu como o criador de um método de alfabetização para adultos. Partindo da vivência dos alfabetizandos, conseguiu transmitir-lhes a educação formal em tempo recorde. O método mudaria completamente o rumo eleitoral do país, pois incluiria milhões de novos eleitores no mapa eleitoral, se adotado como política de Estado. O presidente Jango, quando assumiu, tinha a intenção de por em prática o "método" freirista. Foi um alvoroço. O jornalista Flávio Tavares, em O dia que Getúlio matou Allende, narra como os políticos conservadores e militares passaram a tachar a iniciativa de "comunista" ou "diabólica". Por mais que esteja em disputa uma "memória coletiva" na qual a Ditadura Militar promoveu uma educação de qualidade, a Constituição de 1967 retirou a porcentagem mínima obrigatória que antes era destinada ao setor. Os militares fizeram uma escolha: ao investirem maciçamente em infraestrutura, abdicaram do investimento em políticas sociais. O país cresceu, o salário mínimo diminuiu e as estruturas de desigualdade aumentaram consideravelmente. Apesar de mudanças significativas dos níveis educacionais nos últimos 20 anos, com substancial queda nas taxas de analfabetismo; aumento expressivo no número de matrículas em todos os níveis de ensino; crescimento das taxas de escolaridade média etc, o aumento dos gastos públicos em Educação em relação ao PIB vem caindo e os gastos em Educação de todas as esferas (federais, estaduais e municipais) não acompanham a tendência de crescimento de gastos federais. Para a historiadora Lilia Schwarcz, comparando o Brasil com outras nações de formação colonial e de geografia semelhantes, o país apresenta níveis educacionais insatisfatórios. Ainda hoje, em áreas economicamente desfavorecidas, três em cada 10 crianças abandonam a escola. 50% dos alunos do 3º ano do chamado Ensino Fundamental possuem níveis insuficientes de Leitura e de Matemática. A evasão escolar no Ensino Médio chega a 11,2%. Se estudos indicam que cada ano de escolaridade se traduz em 10 a 20% de aumento salarial e que a qualidade do Ensino afeta em até 50% a renda das pessoas com a mesma formação, o Estado brasileiro tem falhado em cumprir as suas funções constitucionais - a de construir uma sociedade livre, justa e solidária -, atuando na direção oposta, concentrando benefícios públicos para uma camada diminuta da população. Como escreveu Schwarcz, "(...) ao escolarizar mal as crianças e jovens menos favorecidas, ao não efetivar uma política mais agressiva de diminuição do analfabetismo, temos colaborado para preservar e até acirrar desigualdades econômicas, sociais e culturais. O déficit educacional é histórico e estrutural por aqui e continua sendo um dos elementos que mais reproduzem e fazem crescer os gaps sociais no país". É desse contexto histórico que nasceu o projeto Foco In Cena _ Método Lúdico Afetivo em Artes/Habilidades Criativas e Estratégias Inovadoras, fruto da inquietude de artistas e de professores incapazes de se contentar com o status quo, que é desigual e excludente. Cientes da importância da Educação e da Cultura no desenvolvimento humano, corroboram com os diferentes especialistas os quais entendem que uma educação de qualidade perpassa pela capacitação de docentes; pelo trabalho de formação de leitores; pelo acesso aos diferentes produtos culturais e de formas de se fazer arte; por mais investimentos de qualidade na área. Agora em sua terceira edição, em parceria com a Secretaria de Educação de Niquelândia (GO), a presente proposta ofertará oficinas, métodos e materiais de ensino e suporte pedagógico a crianças e a adolescentes da Rede Municipal da cidade. Também dará incentivo à formação artística, cultural e intelectual dos professores [conforme art. 3º, inciso I, alínea "c" da Lei Nº 8.313, de 1991], entendendo que a capacitação desses profissionais é uma forma de expandir o projeto para além dos meses de sua vigência ("potencial de continuidade e expansão das ações do projeto em sua pós-execução"). Não obstante, pais dos alunos também receberão capacitação: uma vez ao mês, terão acesso à oficina de Economia Criativa, garantindo, assim, o direito ao trabalho digno e à melhoria de suas condições sociais [conforme art. 7, Constituição Federal de 1988]. Todas as modalidades terão aulas práticas e explicativas, suporte com monitores e com equipe pedagógica, além de material de apoio para o professor, para que ele consiga colocar em prática os ensinamentos junto aos alunos. O material, elaborado especificamente para o projeto [conforme art. 3º, inciso II, alínea "b", e inciso V, alínea "b" da Lei Nº 8.313, de 1991], segue os parâmetros de método próprio desenvolvido pela proponente (método lúdico-afetivo] e da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Das dez competências gerais da Educação Básica previstas na BNCC, Foco in Cena trabalha diretamente com sete: competências 1, 3, 4, 6, 8, 9 e 10. Vale destacar que as ações previstas no programa de ações formativas Foco in Cena coadunam também com a finalidade da Lei Nº 8.313. Facilitação ao acesso às fontes culturais (art. 1, inciso I); por meio das oficinas de Dança, de Teatro e de Criativa Plástica, o estímulo à "produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória" (art. 1, inciso VIII) e a priorização do produto cultural originário do país (art. 1, inciso IX) são apenas alguns exemplos. Num contexto em que a Educação Pública se mostra aquém do necessário para formar cidadãos capazes de interferir no mundo, um mecanismo de reprodução de desigualdades sociais [ver A ralé brasileira, de Jessé Souza], aos idealizadores não restam dúvidas quanto à importância da execução do projeto Foco in Cena. Ao mesmo tempo, diante da abrangência (alunos, professores, pais e comunidade), da duração (dez meses de atividades) e da diversidade de ações (oficinas, produção de material pedagógico, monitoria etc), a sua viabilidade só seria alcançada via mecanismos de incentivo a projetos culturais (Lei Rouanet), uma potente política pública, que visa diminuir as distâncias que impedem o acesso de determinado grupo em vulnerabilidade social ao pleno gozo de seus direitos. Por fim, em trabalho de 2017, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) já havia destacado que o acesso à cultura é "uma das principais questões para que o Brasil se desenvolva de maneira mais justa, livre e solidária". O texto elencou alguns fatores que dificultam o acesso às produções culturais, como o preço e a dificuldade de acesso, por exemplo. E é assim que, ao refletir sobre esta JUSTIFICATIVA, é possível entender a potência e a importância de Foco In Cena, que continuará a promover Arte e Educação, de forma inclusiva e acessível, à comunidade de Niquelândia.
MATERIAL DIDÁTICO Todo material didático será construído de acordo com as necessidades que serão recolhidas junto a Secretaria de Educação de Niquelândia, visando a maior produtividade do material específico de cada disciplina UNIFORMES Serão entregues aos participantes camisetas com Arte , logo do projeto e logo dos patrocinadores A arte para o laouyt do uniforme será desenvolvida para o projeto. ALIMENTAÇÃO os lanches serão pensando visando qualidade nutrucional: frutas, sucos, e alimentos sólidos ricos em proteínas APRESENTAÇÕES de acordo om agenda da Secretaria de Educação de Niquelãndia, serão agendas apresentações, pequenas mostras do que estã sendo desenvolvido no projeto para apreciação das escolas e famílias dos envolvidos.
Para iniciar o processo prático, foi planejada a realização de uma reunião geral com a Secretaria de Educação e corpo docente das escolas Municipais para apresentação do projeto, onde serão expostos e discutidos os pressupostos e o plano de trabalho do projeto. Após esta fase terá inicio a aplicação das disciplinas. Cada disciplina contará com a participação de até 22 alunos, número que garante uma melhor assimilação dos conteúdos e a interatividade do grupo. Teremos o formato hibrido para os professores, onde teremos 4 encontros presenciais. E com as crianças e adolescentes será encontros presenciais, que no planejamento de trabalho junto a Secretaria de Educação definiremos dentro do já proposto de horas como será a distribuição por escolas. O processo pedagógico e artístico permite terminalidade o final do projeto, e cada disciplina contempla o desenvolvimento de competências e habilidades específicas. A articulação interdisplinar dos conteúdos no programa pedagógico que orienta o projeto; sintetiza gradual e processualmente nas competências o conjunto de saberes e fazeres disponibilizados em cada disciplina artística realizada e possibilita assim o cumprimento dos objetivos propostos. Salientamos que os esforços do coordenador geral (proponente do projeto) será no sentido de convencer engajamento dos ministrantes, Secretaria de Educação, Corpo docente das Escolas e principalmente dos selecionados para o projeto: professores de história, crianças e adolescentes. A metodologia de trabalho em cada disciplina contemplará pelo menos quatro fases: • Exposição dialogada, seguida de debates, sobre os conteúdos; • Pesquisa, leitura e interpretação de material didático produzido exclusivamente para cada disciplina, textos de referências, revistas especializadas e vídeos, • Exercícios técnicos e práticos sobre os conteúdos abordados; • Avaliação; A ação permanente indissociável da dinâmica de ensino – aprendizagem a avaliação permitirá ao proponente acompanhar passo a passo o avanço dos participantes, detectando a tempo suas dificuldades e reajustando suas características aos diferentes contextos, com vistas a corrigir desvios e retroalimentar o processo. Dos múltiplos meios para aferir melhores resultados no processo ensinoaprendizagem, deve-se fazer uso de técnicas, de ferramentas, da tecnologia, das novas metodologias, na avaliação das habilidades adquiridas, em relação às competências aplicadas. Para verificar resultados aplicar-se-ão processos de observação, classificação, seleção, averiguação, aferimento, medição, enumeração e conceituação, dos resultados da jornada artística. Com destaque aos procedimentos: Indicadores: • No efetivo de aulas; • Nível de interesse demonstrado pelos participantes; • Desempenho dos participantes nas atividades; • Interesse em temas extra-disciplina; • Índice de freqüência; • Quantidade e qualidade dos materiais didáticos utilizados • Desempenho do instrutor; Sistemática: • Diário de aula; • Relatório de avaliação do instrutor; • Relatório de auto-avaliação do aluno (Diário de Bordo); • Relatório de avaliação da coordenação geral; Aulas públicas para verificação de desempenho; • Entrevistas pessoais; • Lista de freqüência • Questionário de avaliação das aulas públicas Material Didático de cada disciplina CRITÉRIOS DE SELEÇÃO Através da Parceria com a Secretaria de Educação atendemos as escolas municipais Enfrentamentos: Produção de material didático// pedagógico correlacionado as artes Específicos História de Goiás – dificuldades de material e produção de conteúdo Detalhamento Material personalizado: método lúdico afetivo Com metodologia definida do projeto junto ao corpo docente da escola, formataremos os critérios para seleção de participação no projeto, seguindo indicadores e metas. DIAGNÓSTICO Os processos de diagnósticos com prática avaliativa se dará em nuances, onde o próprio praticante auxilia em sua avaliação de acordo com suas práticas (disciplina, regularidade, empenho, solidariedade a si e ao grupo) tirando o peso verticalizado da avaliação formal e dando autonomia e responsabilidade ao individuo As práticas de resultado terão outra manifestação quando o ensino se torna interdicisplinar, dando valor ao espaço, a geografia, valorizando o individuo em sua localidade, dando voz ao que a localidade tem suas qualidades, ou seja, valorizando a identidade e a patrimônio Como falarmos em valorização através de práticas educacionais que não estabeleça o olhar do indivíduo a sua própria localidade? Como falarmos em saber votar, práticas ambientais, diminuir violências domésticas, abusivas, erradicar trabalho infantil, senão instituirmos que o diálogo identitário seja fonte primeira nesta relação do projeto com a cidade? O cidadão transformado é que transforma práticas usuais caquéticas, arcaicas que travam a evolução em conhecimento. Revermos as palavras usadas de forma leviana como valorização do ser humano sem realmente encarar que dialogar com crianças vem de um hemisfério peculiar e particular educacional: o individuo que lê e interpreta o que lê, é um individuo em formação crítica com o mundo. A leitura coloca-o no páreo da vida pessoal e profissional, estabelecendo um outro contato com o que ele pode ser e se quiser oferecer a sua casa e ao mundo. E que as relações saudáveis em casa se construam no campo da afetividade , que para nós é fator primordial na melhoria política, econômica e social da vida em sociedade. Pais Melhores Filhos Melhores Um outro DNA Filhos Melhores Pais Melhores Sem hierarquias que por si só, ao pé da letra, são caóticas e caquéticas, atrofiam a retina, criam gastrite social, adormecem e atrasam a chegada do futuro Não é mais pensar um numero estanque (quantidade de alunos) E sim pensar o multiplicar transformador dos envolvidos: do aluno ao educador/tutor, em suas práticas diárias em casa, na cidade, no mundo virtual e físico geográfico: sua cidade. AVALIAÇÃO Avaliação Diagnóstica: Realizada a partir do levantamento prévio do perfil dos participantes, suas trajetórias pessoais, suas expectativas em relação à disciplina e suas vivências. Neste primeiro momento, a avaliação diagnóstica busca identificar um quadro geral de possibilidades de desenvolvimento da disciplina, de acordo com a realidade apresentada. - Contato inicial - Apresentação da disciplina - Preenchimento de instrumento de verificação sobre o perfil dos participantes. Avaliação Formativa: Será desenvolvida ao logo dos meses a partir da análise do progresso dos participantes frente aos conteúdos propostos, visando adequar conteúdos, realocar interesses, articular saberes e possibilitar o mapeamento das condições de assimilação dos objetivos traçados para a disciplina: - Apresentação de sínteses de textos / livros / artigos apresentados e discutidos em sala de aula. - Análise crítica e argumentativa de filmes, documentários e outras mídias audiovisuais. Avaliação Somativa: Será levado em consideração o percurso desenvolvido pelo participante ao longo da disciplina, sua participação, suas iniciativas, seu envolvimento nos trabalhos propostos, sua efetiva assimilação dos conteúdos e sua dimensão crítica sobre os temas discutidos. - Proposta de desenvolvimento de um plano de aula. - Exercícios de prática *Todo material didático será disponibilizado gratuitamente * Uniformes serão distribuídos gratuitamente *Lanche distribuído gratuitamente ( 1 lanche para cada por encontro por participante) *Revista (4 edições) serão distribuídas gratuitamente *As cartilhas serão distribuídas gratuitamente
Um dos pilares do projeto Foco In Cena é a inclusão. O projeto trabalha com a chamada acessibilidade atitudinal, isto é, a participação de pessoas com deficiência e ou pertencentes a minorias sociais na criação da proposta e em suas posteriores reformulações. Tais gestos trazem sensibilidade ao trabalho e permite que questões ligadas à acessibilidade e à inclusão, antes invisibilizadas, ganhem a devida centralidade quando da execução das atividades.Ainda sobre a acessibilidade atitudinal, esta possibilitou a proponente entrar em contato com Secretaria de Educação de Niquelândia para identificar as necessidades das crianças e dos adolescentes em relação à acessibilidade física e de conteúdo. Por meio de ofício (anexado à plataforma Salic), os organizadores descobriram que há 80 estudantes do Ensino Fundamental, distribuídos em 13 escolas, os quais possuem algum tipo de deficiência ou transtorno. Como parte do Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica, Niquelândia conta com 41 professores de apoio à inclusão, oferecendo suporte "individualizado, não necessariamente exclusivo, aos estudantes no desenvolvimento de toda proposta pedagógica dentro e fora da sala de aula". O documento ainda aponta que há profissionais à disposição daqueles estudantes que possuem dificuldades nas atividades relacionadas à higiene, à alimentação e ao deslocamento, assim como ônibus com acessibilidade que transportam esses mesmos estudantes. Tal documento garante que o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica de Niquelândia estará à disposição do Foco In Cena, para auxiliar e atender às demandas necessárias da equipe pedagógica e de monitores. Por motivo de espaço (limite de caracteres), AS MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE PARA TODAS AS OFICINAS (voltadas a crianças e a adolescentes (4), aos professores (4) e aos pais (1)) ESTÃO DESCRITAS DE FORMA GERAL, abaixo. Ao final desta lista, serão descritas as medidas específicas que cada oficina exigirá do projeto, quando necessário.1) Estrutura adequada a pessoas com mobilidade reduzida nos espaços das atividades;2) Rampas de acesso;3) Portas largas e corredores espaçosos para cadeiras de rodas;4) Banheiros adaptados;5) Cadeira de roda à disposição;6) transporte acessível à disposição (para pessoas com mobilidade reduzida que necessitam se deslocar até as oficinas);7) intérpretes de Libras (para garantir a participação de pessoas surdas ou com deficiência auditiva nas atividades das oficinas; a necessidade vai ser definida junto à Secretaria de Educação de Niquelândia; caso o valor não seja utilizado, será solicitado remanejamento junto ao órgão responsável no Ministério da Cultura);8) Monitores treinados (para lidar com as diferentes necessidades de acessibilidade e preparados para oferecer apoio individualizado, quando necessário). 1. Para as crianças e adolescentes da Rede Municipal de Ensino, serão ofertadas quatro oficinas, de modo presencial, com duas turmas: uma pela manhã e outra à tarde. As oficinas terão carga horária de 40 horas (totais), com uma aula na semana de uma hora de duração (dez meses). a) Oficina de Literatura: De forma específica, para a oficina de Literatura, haverá a disposição livros em formato acessível (audiobooks e em braile). b) Oficina de Teatro: De forma específica, para a oficina de Teatro, roteirão serão adaptados para incluir personagens com diferentes habilidades e proporcionar um ambiente de apoio onde todos se sintam confortáveis e incentivados a participar. c) Oficina de Dança:Não haverá medida específica de acessibilidade. d) Oficina de Criatividade Plástica: Não haverá medida específica de acessibilidade. 2. Para os professores da Rede Municipal de Ensino, serão ofertadas quatro oficinas. a) Oficina "Patrimônio e Identidade", de forma online. Serão 40 encontros, um por semana, com duas horas de duração cada, por dez meses. Não haverá medida específica de acessibilidade. b) Oficina "Dispositivos de Ensino e Cultura Digital", híbrida, com 20 horas presenciais e o restante a definir junto à Secretaria de Educação. Não haverá medida específica de acessibilidade. c) Oficina "Narrativas autobiográficas como metodologia de ensino", presencial, com carga horária de 20 horas. Não haverá medida específica de acessibilidade. d) Oficina de Literatura para professores, 12 horas presenciais: 1 encontro em Niquelândia, 4 encontros com a coordenação geral e pedagógica do projeto, em Goiânia. Não haverá medida específica de acessibilidade. 3. Para os familiares dos alunos atendidos pelo Foco in Cena, será ofertada uma oficina de Economia Criativa. a) Oficina de Economia Criativa, presencial, com carga horária de 80 horas. Os encontros acontecerão uma vez ao mês, às sextas-feiras, das 8h às 11h e das 14h30min às 17h30min. De forma específica, para a oficina de Economia Criativa, será disponibilizado aos participantes materiais escritos em linguagem simples e acessível. 4. Outros produtos culturais. a) Revista: democratização de acesso, entendimento com a relação da família. As revistas são confeccionadas a partir de relatórios mensais. quatro edições. 500 exemplares por edição. distribuição ampla. A revista comunica com a comunidade. Ver página com o documento sobre orçamento. 1) distribuição gratuita;2) comunicação visual clara e concisa (letras grandes e contrastantes, para facilitar a leitura por pessoas com baixa visão);3) inclusão de imagens descritivas com legendas (para beneficiar leitores com deficiência visual);4) versão digital acessível que seja compatível com leitores de tela e que atenda aos padrões de acessibilidade web (WCAG);5) opção de solicitar uma versão impressa em braile para atender às necessidades de leitores com deficiência visual (a necessidade vai ser definida junto à Secretaria de Educação de Niquelândia; caso o valor não seja utilizado, será solicitado remanejamento junto ao órgão responsável no Ministério da Cultura);6) feedback contínuo: as revistas serão confeccionadas para a comunidade de Niquelândia, a partir de relatórios mensais dos projetos. A previsão é de quatro edições. Foram idealizadas para ser um canal de comunicação entre organizadores do projeto e anseios dos moradores. Assim, o feedback dos moradores permitirá que as edições se adequem aos interesses e às necessidades dos moradores, incluindo questões relacionadas à acessibilidade;7) Materiais escritos em linguagem simples e acessível. b) 2. Cartilha/Apostila. 1) distribuição gratuita;2) comunicação visual clara e concisa (letras grandes e contrastantes, para facilitar a leitura por pessoas com baixa visão);3) inclusão de imagens descritivas com legendas (para beneficiar leitores com deficiência visual);4) versão digital acessível que seja compatível com leitores de tela e que atenda aos padrões de acessibilidade web (WCAG);5) Opção de solicitar uma versão impressa em braile para atender às necessidades de leitores com deficiência visual (a necessidade vai ser definida junto à Secretaria de Educação de Niquelândia; caso o valor não seja utilizado, será solicitado remanejamento junto ao órgão responsável no Ministério da Cultura).c) Espetáculo Multicultural apresentado ao final do projeto, criado em parceria com estudantes, professores e pais. 1) rampas de acesso; 2) corredores espaçosos para o trânsito de cadeiras de rodas;3) banheiros adaptados;4) cadeiras e mesas adaptadas (acomodar participantes com diferentes necessidades físicas);5) área reservada próximo ao palco aos PCDs;6) transporte acessível à disposição (transporte acessível para pessoas com mobilidade reduzida que necessitem se deslocar até o espetáculo);7) intérpretes de Libras (para garantir a participação de pessoas surdas ou com deficiência auditiva nas atividades do espetáculo);8) Monitores treinados (para lidar com as diferentes necessidades de acessibilidade e preparados para oferecer apoio individualizado quando necessário).
Desde a sua primeira edição, o projeto de formação Foco In Cena – Método Lúdico Afetivo em Artes/ Habilidades Criativas e Estratégias Inovadoras foi desenvolvido para apresentar atividades gratuitas e inclusivas. Agora, em sua terceira edição e com apoio da Lei de Incentivo, os organizadores terão ainda mais "facilidade" de apresentar à população tais atividades (gratuitas e acessíveis). Assim, neste campo, que trata da distribuição e da comercialização dos produtos culturais, e atentos ao art. 28 da Instrução Normativa nº 01/2023, reforçamos que todas as atividades e produtos oriundos desse projeto de formação são gratuitos. As 9 oficinas; As cartilhas pedagógicas; As revistas; O espetáculo a ser apresentado como resultado do trabalho de 10 meses em Niquelândia, Goiás. Possíveis produtos culturais que poderão surgir das oficinas etc Entretanto, atentos ao art. 28 da já citada Instrução Normativa, Foco In Cena também adotará, como medida de ampliação de acesso, os incisos III, VI, VII e IX.Especificando, em parceria com a Secretaria de Educação de Niquelândia, vai oferecer a alunos portadores de mobilidade reduzida ou alguma necessidade especial ônibus para os deslocamentos às atividades; Oferecerá atividades gratuitas às atividades principais do projeto (oficinas). Em destaque, o espetáculo a ser desenvolvido junto à comunidade, ao final dos dez meses de atividades. O espetáculo, que também é voltado ao público infantil e infantojuvenil, também se enquadra no inciso VII, que "versa" sobre a realização de atividades culturais para esse público;Por fim, as oficinas voltadas aos diferentes professores do Ensino Básico se configura, para os organizadores do Foco In Cena, como "parceria visando à capacitação de agentes culturais em iniciativas financiadas pelo poder público", conforme inciso IX, art. 28 da Instrução Normativa. Abaixo, mais especificações sobre ações de democratização do acesso: Foco In Cena segue com parceria com a Secretaria de Educação de Niquelândia, ofertando material e ferramentas didáticas através das aulas de arte/educação para todo o Ensino Fundamental da rede municipal de Educação, sendo: os anos iniciais (1º ao 5º ano) e os anos finais (6º ao 9º ano). E no atendimento de forma hibrida aos Professores com metodologia Ativa de Ensino mediada pela tecnologia, através dos processos de arte e educação. Tendo um (1) encontro por mês presencial. Todas as modalidades terão aulas práticas/explicativas, suporte e material para o professor, para que ele consiga desenvolver com os seus alunos. No início do projeto, dedicaremos, de acordo com cada escola, encontros virtuais com os professores e diretores para a explicação do material. OFICINASA crianças e adolescentes da Rede Municipal de Educação, oficinas presenciais gratuitas de Dança (carga horária de 40h totais); A crianças e adolescentes da Rede Municipal de Educação, oficinas presenciais gratuitas de Literatura (carga horária de 40h totais); A crianças e adolescentes da Rede Municipal de Educação, oficinas presenciais gratuitas de Teatro (carga horária de 40h totais); A crianças e adolescentes da Rede Municipal de Educação, oficinas presenciais gratuitas de Criatividade Plástica (carga horária de 40h totais); Aos pais dos alunos contemplados pelo Foco in Cena, em um sábado ao mês durante dez meses, oficina de Economia Criativa (Carga Horária de 80 horas totais). A professores da Rede Municipal de Educação de Niquelândia, oficina com o tema Patrimônio e Identidade; A professores da Rede Municipal de Educação de Niquelândia, oficina de Multimídia; A professores da Rede Municipal de Educação de Niquelândia, oficina com o nome "Narrativas autobiográficas como metodologia de ensino"; A professores da Rede Municipal de Educação de Niquelândia, oficina de Literatura; CRITÉRIOS DE SELEÇÃO Através da Parceria com a Secretaria de Educação atendemos as escolas municipais Com metodologia definida do projeto junto ao corpo docente da escola, formataremos os critérios para seleção de participação no projeto, seguindo indicadores e metas com formulário específico. Assim tendo os alunos selecionados as famílias destes serão convidadas automaticamente a participarem da oficina de Economia Criativa e Solidária. OUTRAS MEDIDAS Ensino Híbrido para os Professores Desenvolvemos um curso para a prática técnicas de Ensino Híbrido para o dia a dia na escola. Videoaulas: espaço de reflexão acerca dos modelos sustentados e disruptivos de Ensino Híbrido, com destaque para o modelo Virtual Aprimorado, incluindo exemplos de como ele pode ser vivenciado na escola + Exemplos de uma rotina de escola no modelo Virtual Aprimorado baseados na contação de uma história. Atividade prática: tarefa que visa aprofundar a discussão sobre a implementação do modelo Virtual Aprimorado no contexto específico da sua escola. Essa atividade inclui um estudo individual e a reunião mediada pela coordenação de sua escola (tarefa da trilha de gestores). Atividades Presenciais METODOLOGIA TÉCNICAS Aulas expositivo-dialogadas Delimitação prévia de grupos de trabalho (definidos de acordo com a quantidade de alunos da turma) que auxiliarão no andamento das aulas de acordo com os temas propostos Exercícios práticos com abordagem de leitura e apreciação de imagens. Exercícios práticos de experimentação artística com aplicação de conceitos metodológicos da arte à prática educativa: - contextualizar - fazer - apreciar Seminários para apresentação de propostas de ensino de arte. Projeção de filmes, documentários e outras mídias audiovisuais. Viagem de estudos dirigidos a instituições culturais. COMPLEMENTOS PEDAGÓGICOS Dentro das Ações do Projeto teremos 1 - Revista Mensal do projeto - informação chegar a família e a comunidade de tudo que está sendo construído ao longo do projeto. 2 - Cartilha - sobre os temas foco do projeto para as crianças e adolescentes participantes Todo material didático de cada oficina disponibilizado gratuitamente pelo projeto. Ens. Fundamental Com alerta sobre as questões dos temas escolhidos de acordo com os meses do projeto 1 - meio ambiente: atividades complementares, caixa pedagógica 2 - anti Bullying: atividades complementares, caixa pedagógica 3 - cultura indígena: atividades complementares, caixa pedagógica 4 - cultura negra: atividades complementares, caixa pedagógica 5 - patrimônio, história e identidade: atividades complementares, caixa pedagógica Conteúdo: Para os mascotes temos como foco o conceito de inteligência emocional descrito pelo psicólogo Daniel Goleman. Além do autoconhecimento, trabalhamos também três outros importantes pilares da sua teoria: autorregulação, relacionamento e empatia. Nesse momento, entendemos que os alunos já são capazes de reconhecer e nomear sentimentos mais complexos, como: arrependimento, ciúme, frustração e animação. Ajudamos os alunos a vivenciarem novos desafios e facilita a relação interpessoal e intrapessoal, pautado em seis habilidades: pensamento crítico, perseverança, proatividade, colaboração, comunicação e criatividade. Para auxiliar no desenvolvimento dessas habilidades, são usadas temáticas e ferramentas conectadas com a linguagem dos alunos. A partir do método lúdico Afetivo, promovemos uma nova linguagem que tem como centro a reflexão e o questionamento, o debate e a escuta. Benificiários diretos – professores da Rede municipal de Ensino e alunos de Ensino Fundamental (Anos Iniciais e Anos Finais) / Famíla do participante
1. Renata Caetano, Coordenação Geral - Nascida em Goiânia, Renata Caetano é formada em História pela Univerdade Federal de Goiás e cadastrada na Rede Globo de Televisão e no Centro de Informação e Documentação dos Atores Negros (Cidan). Iniciou no teatro em 1993 e atua como arte educadora desde 2000. De 1996 a 2001 integra o Grupo Solo de Dança. Em 2000, participa com o espetáculo “Apenas Idiota” no Projeto do Sesc de São Paulo “Balaio Brasil” representando o estado de Goiás. Em 2011, participa de turnê internacional na Europa com o projeto “Mãos e Pés do Cerrado”. Em 2021, idealiza, coordena e produz cinco edição da Feira das Pretas. Em 2022, apresenta o espetáculo Liçoes de Motim na França, no Festival Internacional de Avignon. Nos anos 2018/2019, é coordenadora das duas primeiras edições do projeto Foco in Cena, ação de formação de professores e alunos, a convite do Instituto Votorantim no pólo Niquelândia. 2. Luciana Caetano, Oficina de Dança (crianças/adolescentes) - Diretora, coreógrafa do Grupo Solo de Dança, especialista em Pilates e professora de dança em academias e escolas. Ex-bailarina da Quasar Cia de Dança, por onde permaneceu por 10 anos, para além de compor os espetáculos mininstrava oficinas, workshoppings no Brasil e Exterior. Participou de inúmeros projetos tanto pela Quasar quanto pelo Grupo Solo de Dança. Ministrante em 2018 de aulas de dança no Eixo Cultural de Desenvolvimento Integral do Colégio Externato São José e do Projeto Foco In Cena anos de 2018/2019. 3. Takaiúna, Oficina de Teatro (crianças/adolescentes) e oficina "Narrativas autobiográficas como metodologia de ensino" - Takaiúna é arte-educadora e atriz. Desenvolve diversas atividades artísticas e culturais. É mestre em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Uberlândia – UFU. Possui especialização em Políticas Culturales de Base Comunitária pela Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales/Argentina. Graduada em Licenciatura em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Goiás - UFG. Graduanda em Pedagogia pelo IESB-DF. Iniciou sua carreira artística no ano de 1999. Trabalha com Arte-Educação Patrimonial de Base Comunitária - desde 2016. Atualmente, desenvolvendo ações artísticas no Equador, México, Argentina e Bolívia. 4. Gustavo Machado, Oficina de Criatividade Plástica (crianças/adolescentes) - Graduado em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda (UniAraguaia) – 2011. Graduado em Licenciatura em Artes Visuais (Universidade Federal de Goiás) – 2017. Especialista em História Cultural (Universidade Federal de Goiás) – 2013. Mestre em Artes (Universidade de Brasília) – 2021. Participa de atividades com grupos no campo da Música, do Teatro e das Artes Visuais. 5. Lavínia Mendes, Oficina Literatura (crianças/adolescentes e professores) - Licenciatura em História, concluída em 2019, pelo IFG Goiânia; Estágios em escolas públicas, tanto no Ensino Fundamental quando Médio, na cidade de Goiânia, com duração total de 2 anos, entre 2017 e 2018; PIBID e Residência Pedagógica em escolas públicas de Goiânia, entre 2015 e 2019; Atualmente, neste início de 2022, faz orientação de escrita acadêmica e vende livros autorais novos e usados, através de loja virtual.6. Pablo Lopes, Oficina Multimídia (professores) - Arte–educador e gestor cultural. Foi membro do Conselho Municipal de Cultura de Aparecida de Goiânia/GO (2017-2019). Atualmente é editor e produtor da Revista Cultural Justina, periódico mensal com distribuição em meio físico e digital que aborda temas artísticos, ancestrais e comunitários.FORMAÇÃO : Mestrando em Antropologia Social, UFG. Pós-graduado en Gestão Cultural, Universidade de Brasília, UnB. Intercâmbios feitos: 2015 - Intercâmbio na Fundação Casa Grande - Homem Kariri - Nova Olinda/CE, 1º Festival Câmera Cotidiana - curtas feitos com celular. 7. Guilherme Talarico, Oficina "Patrimônio e Identidade" (professores) - Doutorado em História pela Universidade Federal de Goiás, defendido em junho de 2018. Possui mestrado em História pela mesma instituição (2008) e pós-graduação em Gestão e Produção de Projetos Culturais pelo Instituto de Estudos Sócioambientais - IESA/UFG (2010). Atuou como consultor em convênios com o Departamento de Patrimônio Imaterial do IPHAN (DF) e a UNESCO (2011), e em diversos projetos do Museu da Imagem e do Som-GO, Museu-Casa Pedro Ludovico e para a Secretaria de Estado da Cultura - GO. Recebeu a Bolsa de Produção Crítica sobre Culturas Populares e Tradicionais da FUNARTE (2011). 8. Erika Santos, Oficina de Economia Criativa (pais dos alunos) - Gestora Cultural, com Graduação Tecnologia em Hotelaria. Especialização formação docente em História e Cultura das Africanidades Brasileiras. 2009 – 2014. Produção eventos culturais // Gestão e prestação de contas projetos sócio culturais. Elaboração relatórios, avaliação de impactos. Produção conteúdos digitais. Articulação e mobilização de redes e grupos Captação de recursos via editais de fomento Palestrante temas: africanidades brasileiras, direitos humanos e luta antirracista Njinga Moda Afro : Produção, criação produtos de moda.Coordenação Projetos de impacto sócio culturais. Coordenação e Gestão de Projetos- Colettiva Preta. Gestão de projetos e captação de recursos- Pretas de Angola e Fórum de Religiões de Matriz Africana do Esta do Goiás. 9. Karine Ramaldes, Coordenação Pedagógica (avaliação do material didático) - Professora Adjunta da Licenciatura em Teatro da Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal de Goiás (UFG). Doutora em Performances Culturais - UFG (2020). Representante do Estado de Goiás junto a Federação dos Arte/Educadores do Brasil - FAEB (2018-2019). Atriz, Arte educadora, atuando no ensino básico, superior e na formação continuada de professores na área de conhecimento Arte/ Teatro. Possui Mestrado em Performances Culturais pela UFG (2015), especialização em Arte/ Educação pela FINOM (2010) e graduação em Licenciatura em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Goiás (2005). Coordenada o Projeto de Pesquisa Pedagogias do Teatro e das Artes (UFG) e o Projeto de Extensão Teatro & Educação em Foco (PROEC/UFG).Tem experiência na área de Arte, com ênfase em Pedagogia do Teatro e Arte/Educação. 10. Victor Rodrigues, Elaboração de projetos - Jornalista formado pela PUC Goiás. Além de redator de projetos culturais submetidos à Leis de Incentivo à Cultura, trabalha como assessor de comunicação, fotógrafo e gestor de mídias sociais. Atualmente, é o responsável por coordenar o trabalho de assessoria da Prefeitura de Senador Canedo (Goiás). É o Idealizador da agência e produtora de audiovisual 'Ipê' e também é o autor do livro-reportagem 'Um pouco de ar, por favor! Crônicas e reportagens sobre o transporte público de Goiânia". 11. Bruna Nunis, Produção Administrativa - Bruna Nunis é produtora cultural, bailarina e contadora em formação pela Faculdade Delta. Atua como produtora de espetaculos de dança, teatro, circo, eventos musicais e multiculturais desde 2015. Hoje está à frente da Q.I Produções, além de atuar com grupos importantes do cenario goiano, como a Catavento Cia circense, Grupo Solo de Dança, Bacae Cia de Dança. Também trabalha junto à Taboo Produções na produçã de shows e festivais, como Piribier, Goiás Tattoo Festival e Go art. 12. João Moreno, Assistência de produção - João Moreno Lima Neto é jornalista, formado pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-Goiás). É idealizador do portal Literature-me!, site em que divulga notícias, reportagens e crônicas escritas por meio do Jornalismo Literário. É o autor, em parceria com o também jornalista Victor Rodrigues, do livro-reportagem 'Um pouco de ar, por favor! Crônicas e reportagens sobre o transporte público de Goiânia'. 13. Gabriel Caetano, Designer - Trabalha com freelance em Design. Possui curso técnico em Artes Visuais. Foi professor de Artes Plásticas e atualmente é designer em projetos sociais.
PROJETO ARQUIVADO.