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Livro de valor artístico com fotografias e texto, descrevendo a origem e a realidade atual das festas culturais e relgiosas, dedicadas a Nossa Senhora do Rosário realizadas no estado de Minas Gerais conhecidas como Congado ou Reinado, e em outros Estados brasileiros. E book com o mesmo conteúdo
Livro de valor artístico, fotografias e textos, e e book com o mesmo conteúdo: O livro se baseia em uma pesquisa de campo do autor, que passou 9 anos fotografando festas dedicadas a N. Sra. do Rosário e São Benedito em vários estados do Brasil. Essa pesquisa de campo foi a base de um mestrado em Ciência da Religião defendida em 2017, cuja dissertação é o texto do livro. Após uma edição criteriosa serão escolhidas as fotos entre as já produzidas na pesquisa de campo, que ilustrem as informações do texto. Escolhidas as fotos e revisados os textos, será procedida a produção do livro físico que será impresso e distribuído. O e book será produzido mostrando as mesmas imagens e textos do livro impresso, com o adicional da áudiodescrição que permitirá aos portadores de deficiência visual acompanhar o trabalho e conhecer seu conteúdo. Palestras Todas alusivas ao livro e em escolas Públicas da Região da Grande São Paulo, as palestras abordarão o tema principal, ou seja, a presença da cultura africana BANTU nas festas dedicadas a Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, espalhadas pelos Estados brasileiros. Além disso, o artista / fotógrafo relatará suas experiências para a obtenção das fotos, o conhecimento e a convivência com os grupos fotografados, locais por onde esteve, e a constatação da influência dessas verdadeiras festas na cultura do nosso país. Abaixo segue breve texto sobre a exposição oral e visual que Marco Antonio Sá apresentará nas palestras: "Esse trabalho de pesquisa começou há muitos anos, quando eu nem sonhava com a realização de um mestrado. Sou um ex-engenheiro que gosta de fotografia desde os 15 anos de idade, influenciado por colegas de escola que também gostavam de fotografar. Me formei em 1978 e exerci a engenharia por 9 anos, até que em 1988 deixei, definitivamente, essa profissão e desde então tento ser fotógrafo em um mercado em que a profissão ainda luta por reconhecimento e qualificação. Desde então a cultura popular se tornou, literalmente, o foco principal das minhas lentes e câmeras, tanto de filme, como digitais. Comecei fotografando o artesanato do Estado de São Paulo e passar daí para as festas populares, que é tema dessa pesquisa, foi uma transição muito tranquila pois há uma suave relação entre as duas coisas na medida em que nosso artesanato também retrata muito a religiosidade popular e até é parte dela. Meu interesse pelas festas de Nossa Senhora do Rosário e de São Benedito começou em Minas Novas, no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais e se tornou mais forte quando conheci a mesma festa na cidade de Itaúna, também em Minas. Havia sensíveis diferenças na forma como as duas festas eram organizadas, embora as semelhanças também fossem muitas. Conheci outras festas mineiras e fui aos poucos percebendo as semelhanças e, sobretudo, as diferenças entre elas, muitas de cunho cultural regional ou da origem das pessoas, mas todas com grande presença e influência na cultura brasileira. Acho que foi aí que de fotógrafo eu me tornei também um pesquisador; nesse momento em que eu perguntei – Por que existem essas diferenças? Eu queria de fato, responder a essa pergunta ou encontrar alguém que me ajudasse a fazê-lo. Ao ter a fotografia como base para uma pesquisa de mestrado sobre uma forma específica da religiosidade popular, sua influência na cultura regional e brasileira, eu utilizo seu potencial como fonte de informação a ser partilhada e avaliada em conjunto com um texto muito mais complexo e completo do que uma simples legenda. Isso implica numa enorme responsabilidade. Afinal, estou mostrando o que não foi feito para ser mostrado, divulgando o que não foi feito para ser, prioritariamente, visto. Entendo que a grande diferença entre a cultura popular e a chamada cultura erudita é que a segunda é feita por uma ou mais pessoas, para ser vista e usufruída por outras que em geral não têm nenhuma ligação com as que a produzem, sendo apenas apreciadores. Cinema, teatro, literatura, pintura e mesmo a fotografia tratada como arte são produzidos para serem consumidos por uma plateia ávida de entretenimento ou diversão e eventualmente algum conhecimento. A cultura popular, ao contrário, não é feita para ser vista por outros. Ela é feita para ser vivida por quem a faz. Nem um maracatu nem uma guarda de Congo saem às ruas para serem filmados ou fotografados. Esses brincantes fazem do canto e da dança uma oração, e seu objetivo ao irem para as ruas é unicamente rezar, cantando e dançando.Por isso é enorme a responsabilidade de quem se dedica a mostrar essa cultura, consciente de que ela não é e não quer ser um espetáculo." Após pesquisa sobre quais eventos o livro abordará, serão escolhidas as fotos já obtidas nos respectivos locais. A pesquisa também dará a condição de elaboração dos textos equivalentes a cada foto, abordando as características de cada evento, suas tradições, interferência cultural local e no Brasil. Escolhidas as fotos e revisados os textos, será procedida à edição do livro físico que será impresso e distribuído. Ao mesmo tempo, o ebook será produzido mostrando as mesmas imagens e textos do livro, com o adicional da áudio descrição que permitirá aos portadores de deficiência visual acompanhar o trabalho e conhecer seu conteúdo. Palestras Todas alusivas ao livro e em escolas Públicas da Região da Grande São Paulo, as palestras abordarão o tema principal, ou seja, as festas culturais religiosas do Brasil, espalhadas pelos Estados brasileiros. Além disso, o artista / fotógrafo relatará suas experiências para a obtenção das fotos, o conhecimento e a convivência com os grupos fotografados, locais por onde esteve, e a constatação da influência dessas verdadeiras festas na cultura do nosso país. Abaixo segue breve texto sobre a exposição oral e visual que Marco Antonio Sá apresentará nas palestras: "Esse trabalho de pesquisa começou há muitos anos, quando eu nem sonhava com a realização de um mestrado. Sou um ex-engenheiro que gosta de fotografia desde os 15 anos de idade, influenciado por colegas de escola que também gostavam de fotografar. Me formei em 1978 e exerci a engenharia por 9 anos, até que em 1988 deixei, definitivamente, essa profissão e desde então tento ser fotógrafo em um mercado em que a profissão ainda luta por reconhecimento e qualificação. Desde então a cultura popular se tornou, literalmente, o foco principal das minhas lentes e câmeras, tanto de filme, como digitais. Comecei fotografando o artesanato do Estado de São Paulo e passar daí para as festas populares, que é tema dessa pesquisa, foi uma transição muito tranquila pois há uma suave relação entre as duas coisas na medida em que nosso artesanato também retrata muito a religiosidade popular e até é parte dela. Meu interesse pelas festas de Nossa Senhora do Rosário e de São Benedito começou em Minas Novas, no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais e se tornou mais forte quando conheci a mesma festa na cidade de Itaúna, também em Minas. Havia sensíveis diferenças na forma como as duas festas eram organizadas, embora as semelhanças também fossem muitas. Conheci outras festas mineiras e fui aos poucos percebendo as semelhanças e, sobretudo, as diferenças entre elas, muitas de cunho cultural regional ou da origem das pessoas, mas todas com grande presença e influência na cultura brasileira. Acho que foi aí que de fotógrafo eu me tornei também um pesquisador; nesse momento em que eu perguntei – Por que existem essas diferenças? Eu queria de fato, responder a essa pergunta ou encontrar alguém que me ajudasse a fazê-lo. Ao ter a fotografia como base para uma pesquisa de mestrado sobre uma forma específica da religiosidade popular, sua influência na cultura regional e brasileira, eu utilizo seu potencial como fonte de informação a ser partilhada e avaliada em conjunto com um texto muito mais complexo e completo do que uma simples legenda. Isso implica numa enorme responsabilidade. Afinal, estou mostrando o que não foi feito para ser mostrado, divulgando o que não foi feito para ser, prioritariamente, visto. Entendo que a grande diferença entre a cultura popular e a chamada cultura erudita é que a segunda é feita por uma ou mais pessoas, para ser vista e usufruída por outras que em geral não têm nenhuma ligação com as que a produzem, sendo apenas apreciadores. Cinema, teatro, literatura, pintura e mesmo a fotografia tratada como arte são produzidos para serem consumidos por uma plateia ávida de entretenimento ou diversão e eventualmente algum conhecimento. A cultura popular, ao contrário, não é feita para ser vista por outros. Ela é feita para ser vivida por quem a faz. Nem um maracatu nem uma guarda de Congo saem às ruas para serem filmados ou fotografados. Esses brincantes fazem do canto e da dança uma oração, e seu objetivo ao irem para as ruas é unicamente rezar, cantando e dançando.Por isso é enorme a responsabilidade de quem se dedica a mostrar essa cultura, consciente de que ela não é e não quer ser um espetáculo."
OBJETIVOS GERAIS Edição de livro de arte - fotos e texto - e edição de e book com o mesmo conteúdo. Difusão das manifestações culturais negras, cultura ancestral, cosmologia e cosmovisão. Rituais míticos e místicos. Divulgação do trabalho artístico do fotógrafo Marco Antonio Sá OBJETIVOS ESPECÍFICOS * Incitar a curiosidade, e o desejo de se aprofundar nas origens e na cultura de nossos ancestrais e suas devoções, tornadas populares. * Partilhar o conhecimento com a sociedade de um tema pouco conhecido. * Fomentar o respeito, diminuir o preconceito sobre a raça negra que, de fato, é responsável por muito da forma de viver e entender o mundo na sociedade em que vivemos. * Fazer conhecer / difundir os rituais praticados por negros há séculos, e que influenciaram - ainda influenciam - na cultura brasileira.
A Cosmologia Bantu nas festas desde há trezentos e cinquenta anos… Esse foi o tempo da escravidão no Brasil. Contando como início da nossa história à chegada de Cabral, em 1500, temos mais tempo como Nação escravocrata do que como país de homens e mulheres livres. É bem possível que nem os netos das pessoas que estão hoje lendo este texto estejam vivos, quando este tempo chegar a um empate, daqui a 160 anos. A escravidão deixou de fazer parte da nossa vida há tão pouco tempo que é difícil acreditar que muitos de nós já se esqueceram ou nada sabem sobre ela. A história da África faz parte da nossa história e cultura desde que os primeiros homens e mulheres do Congo e de Angola, e que foram chamados de Bantu, foram trazidos para trabalhar nas plantações de açúcar. Foram mais de 4 milhões de africanos trazidos para cá e os Bantu foram a maioria deles. De fato, formamos uma sociedade repleta dos costumes e do saber Bantu, que serviram de base para que outras culturas, de outros povos africanos também trazidos como escravos pudessem encontrar um modo de sobreviver. Quando falamos camundongo, bagunça, cafundó, quiabo, moleque e mais centenas de outras palavras, estamos falando Bantu. Esses mais de 500 povos, que habitavam a África central e que tinham uma raiz linguística comum, tiveram seus primeiros contatos com a cultura portuguesa cerca de 20 anos antes de o Brasil ser encontrado pelos Portugueses, e foram apresentados, como era providência, ao Catolicismo como homens e mulheres livres. Capazes de entender e bsorver elementos dessa nova cultura e agregá-los ao seu saber ancestral, os Bantu assumiram esses aprendizados em suas vidas e elaboraram um curioso sistema de crenças que misturava todos os saberes. Eles se tornaram católicos sem deixar de ser Bantu. Os costumes e aprendizados chegaram ao Brasil com os escravizados, e se organizou em Irmandades de Homens Pretos sob a proteção dos Santos Negros: N. Sra. do Rosário, São Benedito, Santa Efigênia. Serviriam como forma de resistência e manutenção de um mínimo de dignidade para, inclusive, enterrar seus mortos. Com rituais míticos e místicos, e a cultura trazida de fora, formaram a base da cultura que hoje aqui está, coroando seus reis e rainhas, dançando e cantando como forma de oração, os Bantus mantinham com eles sua ancestralidade e as memórias trazidas da África e que eram o que a escravidão nunca tirou deles. A maioria das festas celebra um Mito fundador, que nem sempre tem embasamento teológico e que, na maioria das vezes, é a base da devoção e da cultura popular. Este projeto reúne fotografias feitas em vários Estados brasileiros, para mostrar como a cosmologia Bantu se fez presente e se espalhou pelo Brasil. É o resultado de um trabalho que começou há mais de 10 anos em Minas Gerais, e que levou o artista / fotógrafo Marco Antonio Sá a querer saber mais sobre essa emocionante trajetória cultural e africana que está presente em tantos lugares no Brasil. Da fotografia como um tipo de pesquisa visual e antropológica, até o mestrado em Ciência da Religião foi um caminho longo no tempo, mas curto na percepção de quanto o ambiente acadêmico poderia ajudá-lo a partilhar esse conhecimento. Verdadeiro documento de inestimável valor, pelo reconhecimento da importância da cultura afro e sua influência no Brasil, e por proporcionar àqueles que o presenciarem um pouco da história viva do nosso país... O Projeto prevê o atendimento a: Alinea "a" do Inciso I, do Artigo 20, da IN n.º 2, de 23.04.19. Incisos III, IV do Artigo 1º da Lei 8313, de 12/91 Alínea "b" do Inciso II, do Artigo 3º da Lei 8313, de 12/91
INFORMAÇÕES TÉCNICAS SOBRE A PUBLICAÇÃO - LIVRO DE VALOR ARTÍSTICO - FOTOS & TEXTOS QUANTIDADE: 2.000 TAMANHO: 24cm x 30cm NÚMERO DE FOTOS: entre 130 a 150, dependendo do tamanho do livro e texto inserido NÚMERO DE PÁGINAS: 320 páginas CORES: 4x4 PAPEL DO MIOLO: Couchê fosco Imune, 150g PAPEL DA GUARDA: Couchê fosco Imune, 150g PAPEL DA CAPA: Couchê fosco Imune, 150g
LIVRO DE VALOR ARTÍSTICO - e book Audio descrição WORKSHOP / PALESTRAS Acessibilidade e locomoção para portadores de necessidades especiais Intérprete em LIBRAS
Serão doadas 1250 unidades do total dos livros editados, conforme aqui proposto: 1. A Escolas Públicas e Museus das cidades de São Paulo, Guaratinguetá. Mogi das Cruzes, Pindamonhangaba, São José dos Campos, São Luis do Paraitinga, e Taubaté, estas no Estado de São Paulo. A Museus, Escolas de Arte, Bibliotecas, das Capitais dos Estados brasileiros, e cidades desses Estados a serem definidas. 2. As Escolas Públicas Municipais e Museus serão escolhidos a partir de solicitação formal feita às respectivas Secretarias Municipais de Cultura ou Educação de cada cidade, as quais nos indicarão os locais para a entrega. 3. A entrega será feita pessoalmente por portador, e protocolada para futura apresentação na Prestação de Contas após o término da execução do Projeto. Mas, também, via Correios com Protocolo de Recebimento. 4. Envio de uma unidade para a Fundação Biblioteca Nacional, para seu acervo. 5. Envio de uma unidade para a Secretaria da Cultura, Indústria e Economia Criativas do Estado de São Paulo. 6. Disponibilização gratuita de acesso ao e book na Internet.
MARCO ANTONIO FONTES DE SÁ - Fotógrafo / Palestrante Fotógrafo há mais de 30 anos, Mestre e Doutor em Ciência da Religião pela PUC / SP, com pesquisas de campo relacionadas à Cultura e à religiosidade popular brasileiras, uma das quais é a base da elaboração deste Projeto. FERNANDA PRESSER LANZONI - Coordenadora Geral / Responsável Financeiro e de Prestação de Contas Formada em Sociologia pela Universidade de Taubaté, desde 2015 tem se dedicado a atividades culturais na cidade de São Luiz do Paraitinga / SP, nas áreas de fotografia, rádio, carnaval, e plataformas digitais. Responsável pela administração Financeira do Projeto.
PROJETO ARQUIVADO.