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Este projeto tem como finalidade ofertar gratuitamente oficinas de capacitação profissional às mulheres de baixa (ou nenhuma) renda, na modalidade de costura criativa, artesanato em telha e confecção de porta-joias. O projeto também realizará um catálogo das peças produzidas nas oficinas. Essa ação formativa tem o propósito de qualificar mulheres e valorizar os saberes ribeirinhos da Comunidade de São Gonçalo Beira Rio de Cuiabá-MT.
OBJETIVO GERAL Desenvolver atividades que fortaleçam e articulem as cadeias produtivas e os arranjos produtivos locais que formam a economia da cultura popular ao oferecer oficinas de capacitação profissional no segmento do artesanato e costura criativa, propiciando que as mulheres de baixa renda (ou nenhuma) possam vender seus produtos e assim reconquistarem sua dignidade e sustento financeiro. OBJETIVOS ESPECÍFICOS OFICINA COSTURA CRIATIVA: _ Realizar durante 6 meses oficinas de costura criativa-confecção de flores com 3 aulas semanais de 3h cada, totalizando 72 encontros de 216 h/a durante a execução do projeto. _ Ministrar durante 6 meses palestra motivacional com 1 aula semanal de 2h cada, totalizando 3 encontros de 6 h/a; _ Elaborar 1 catálogo das peças produzidas nas duas modalidades de oficinas nas seguintes versões: versão para impressão (que se adequa em CMYC); versão em PDF (lido em RGB mesmo nos dispositivos eletrônicos) e versão Epub (leitor universal em qualquer software público). O catálogo forma virtual será disponibilizado, de forma inteiramente gratuita no Instagram da proponente e a versão impressa será distribuída para empresas afins e grupos de dança tradicional do Estado de Mato Grosso. Esta iniciativa amplia a conexão das artesãs com o mercado e grupos similares de cultura popular; _ Ministrar palestra aos agentes prisionais e mulheres reeducandas falando da importância da arteterapia e do fazer artesanato, que contribui para melhora da saúde mental e manutenção do vínculo afetivo. _ No final dos cursos serão emitidos certificado de conclusão para as participantes. São esperadas 60 alunas nessa atividade formativa, sendo que 12 vagas são para pessoas com deficiência. Após os términos de cada oficina, abriremos para um debate onde elas serão convidadas a compartilharem as impressões sobre esta experiência. OFICINA ARTESANATO NA TELHA E PORTA-JOIAS _ Realizar durante 1 mês 2 oficinas de artesanato com 2 aulas semanais de 3h, totalizando 8 encontros de 24 h/a durante a execução do projeto. Estima-se capacitar 40 reeducandas nessa atividade formativa, sendo que 4 vagas são para pessoas com deficiência; _ Ministrar durante 1 mês palestra motivacional com 1 aula semanal de 2h cada, totalizando 2 encontros de 4 h/a; _ No final dos cursos serão emitidos certificado de conclusão para as participantes. As oficinas no total pretendem oferecer 100 vagas, sendo que 16 delas são para pessoas com deficiência; 5 turmas; 85 encontros de 250 h/a durante 6 meses de execução do projeto. No encerramento do projeto faremos uma feira de exposição das peças produzidas nas oficinas e doação dos figurinos aos grupos de siriri da Chapada dos Guimarães-MT. O projeto estima alcançar 100 participantes nas oficinas; 200 pessoas na distribuição dos catálogos, 1.000 pessoas no evento de encerramento do projeto; 250 pessoas na palestra de sensibilização do papel da prática do artesanato para as mulheres confinadas em presídios. Totalizando um público de 1.550 pessoas.
Os antigos ofícios que resistem ao tempo têm o propósito de estabelecer uma costura de localidades tradicionais e de práticas que nelas persistem em meio aos grandes processos de transformação. Diríamos que tais ocupações sobrevivem porque se reinventam, mudando, por exemplo, o formato do serviço. Como afirma a especialista em mercado de trabalho Débora Barem, "as profissões que conseguem sobreviver à modernidade são aquelas cujo trabalho as máquinas são incapazes de imitar". Esse é o caso da costureira, artesã e ceramista Edilaine Domingas que é nascida na Comunidade São Gonçalo Beira Rio de Cuiabá, local considerado o berço da cultura mato-grossense, reconhecido pela vivência das tradições culturais, em particular a dança e o artesanato em cerâmica. Foi no "Quintal da Domingas", espaço voltado para a valorização da cultura popular e fundado pela Mestre da Cultura Domingas Leonor da Silva, sua mãe, que Edilaine vai aprimorar a tradição da arte em telha repassada na família desde sua avó a descendente da etnia coxiponés, Joana Maria da Silva. A perícia artesanal dessa atividade consiste em utilizar a matéria-prima telha como suporte para a criação de bonecas e bonecos representativos da cultura mato-grossense, como casal de dançarinos (e dançarinas) de siriri, indígenas, negras, santos etc. Como ela mesmo afirma: "dediquei boa parte de minha vida, fazendo bonecas na telha, uma técnica criada por mim mesma". Prática similar ocorre com a costura criativa. Desde a criação em 2021 de um ateliê de costura - Chita e Fuxico -, que a Associação Cultural Flor Ribeirinha da Comunidade de São Gonçalo Beira Rio vem qualificando mulheres de baixa renda a costurar, criar e elaborar novas peças. É assim que as habilidades táteis das artesãs transformam sobras de tecidos em flores, que depois é ornamentada com pedrarias. Essa peça artesanal é aplicada em fronhas, toalhas de mesa, souspla (uma peça utilizada embaixo do prato) e nos figurinos femininos de dança tradicional. A confecção dos figurinos masculino e feminino também é feito em grande parte de forma artesanal. Com relação ao porta-joias artesanal, ele é feito em caixa de Mdf e adornado de diversas maneiras: com pinturas, pedrarias, sementes locais. Esse produto tem uma boa aceitação no mercado. Edilaine, com experiência em ministrar oficinas de artesanato cerâmico, na telha e confecção de figurinos e figuras alegóricas, resolveu criar uma empresa para ampliar essa habilidade e oferecer melhores oportunidade para a comunidade interessada no reconhecimento e continuidade dessa tradição. Considerando a relevância sociocultural e econômica do artesanato e das tradições populares, o nosso compromisso como agente cultural é continuar fomentando possibilidades que atualizam e promovem o artesanato local e ao mesmo tempo tenta ampliar a geração de renda das beneficiárias através da inclusão social pelo trabalho. Por fim, esse projeto procura atender a alta demanda por costura criativa pelas mulheres de Cuiabá, e a solicitação das reeducandas do presídio feminino de Nortelândia-MT que querem aprender a confeccionar bonecas na telha e porta-joias. Devido a sua magnitude e o impacto que pretende gerar, é de extrema importância a utilização do mecanismo de incentivo à cultura. A proposta, ainda, se enquadra nos objetivos expressados no art. 1° da Lei 8.313, sendo: II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; O projeto também se enquadra perfeitamente nos objetivos do art. 3° da mesma Lei: III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais. V - apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante: b) contratação de serviços para elaboração de projetos culturais.
Plano pedagógico: oficina costura criativa Tema: Costura criativa/confecção de flores Conteúdo: A oficina ensinará a técnica de reciclar sobras de tecidos e transformá-los em flores, fabricar flores em cetim, bem como confeccionar peças (saia, blusa, calça e blusa social) que compõem os figurinos masculino e feminino da dança tradicional mato-grossense. Duração: A formatação da oficina ficará constituída dessa forma: 1 turma a cada 2 meses, com 3 aulas semanais de 3h, sendo 1 aula semanal de 3h para confecção de flores e as demais para cofeccção do figurino regional e 1 aula de 2h (palestra motivacional). No total serão realizadas 3 turmas de oficina durante 6 meses. Vagas: 60 Público-alvo: mulheres a partir de 18 anos Oficineiras: Rosimeire Góes de Araújo (costureira) e Maria Cristiane (especialista flores em tecido) Palestrante: Avinner da Silva Brandão (palestra motivacional) Plano pedagógico: oficina artesanato na telha e porta-joias Tema: Criação de bonecas afetivas e porta-joias customizado Conteúdo: A oficina ensinará a técnica de criação de bonecas na telha e confecção de porta-joias ornamentado. Duração: A formatação da oficina ficará constituída dessa forma: 1 turma, duas vezes por semana de 3h/a, durante 2 semanas ( bonecas e porta-joias) e 1 aula de 2h (palestra motivacional). No total serão ministradas 2 oficinas em 1 mês. Vagas: 40 Público-alvo: reeducandas Oficineiras: Edilaine Domingas e Marinildes Delgado Palestrante: Avinner da Silva Brandão (palestra motivacional)
Produto: OFICINA COSTURA CRIATIVA Acessibilidade Física: O local de realização das oficinas possui acessibilidade física e/ou mobilidade reduzida, e fará adequação do espaço para incluir rampa de acesso entre pátio e sala do ateliê de costura. Item da planilha: Material permanente. Acessibilidade para pessoas que apresentam espectros, síndromes ou doenças que gerem limitações aos conteúdos assim como pessoas que desconhecem as linguagens ou idiomas dos conteúdos: A oficina contará com um ajudante no atendimento do público com deficiência. Item da planilha:Monitores - contratação de um profissional neurodivergente. Acessibilidade para pcd visuais e auditivos: Os conteúdos disponibilizados na internet (Instagram, YouTube) contarão com o serviço de audiodescrição e legendas. Itens na planilha: Audiodescrição. Acessibilidade comunicacional: Contratar um profissional experiente nesse quesito para ajudar a conceber e pensar no material gráfico de divulgação do projeto para os usuários de baixa visão. Disponibilizaremos folhetos informativos, contendo indicações sobre o espaço, horário e locais acessíveis no ambiente. Item na planilha: Assistentes - contratação de um profissional qualificado Produto: OFICINA ARTESANATO NA TELHA E PORTA-JOIAS Acessibilidade Física: A penitenciária feminina de Nortelândia possui acessibilidade física e/ou mobilidade reduzida. Contará com banheiros adaptados, corredores largos, rampas de acesso e assentos exclusivos para mulheres com mobilidade reduzida, idosas e obesas. Item na planilha: Aquisição de cadeira plus size. Acessibilidade para pcd visuais e auditivos: Os conteúdos disponibilizados em redes sociais terão o serviço de audiodescrição e legendas Itens na planilha: Audiodescrição e legendas Acessibilidade Comunicacional: Contratar um profissional experiente nesse quesito para ajudar a conceber e pensar no material gráfico de divulgação do projeto para os usuários de baixa visão. Disponibilizaremos folhetos informativos, contendo indicações sobre o espaço, vagas,horário e locais acessíveis no ambiente. Item na planilha: Assistentes - contratação de um profissional qualificado
Todos as oficinas serão gratuitas, assegurando a democratização do acesso através dos limites e formas de distribuição do artigo 27 da IN nº 01/2023. Além da distribuição gratuita à população, adotaremos o exposto nos incisos V e VIII do artigo 28 da IN nº 01/2023, a saber: PRODUTO: OFICINA COSTURA CRIATIVA IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal; V – garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos. PRODUTO: OFICINA EM TELHA E PORTA-JOIAS VIII – realizar atividades culturais nos estabelecimentos prisionais das unidades da federação. Da mesma forma, os figurinos (masculino e feminino) que serão confeccionados nas três oficinas da costura criativa, serão doados para três grupos culturais da comunidade rural, localizada na região de Chapada dos Guimarães-MT: Grupo Folclórico Siriri Patucha, Associação de Cururu e Siriri Águas do Cachuá e o Grupo Flor do Cambambi. O catálogo forma virtual será disponibilizado, de forma inteiramente gratuita no Instagram da proponente e a versão impressa será distribuída para setores afins e grupos de dança tradicional do Estado de Mato Grosso. Esta iniciativa amplia a conexão das artesãs com o mercado e grupos similares de cultura popular
1-Edilaine Domingas da Silva Albino – Coordenadora do projeto/Ministrante de oficina Artesã, ceramista e costureira, Edilaine Domingas tem vasta experiência em ministrar curso formativos nessas áreas. Seu público abarca desde mulheres de baixa renda, comunidades de siriri, pessoas da terceira idade, reeducandas e reeducandos de penitenciárias públicas, alunos, professor e demais funcionários de escolas públicas e privadas. A proponente será responsável por toda a gestão do processo decisório do projeto e receberá pela rubrica de Coordenação Geral e ministrante das oficinas. 2- Domingas Leonor da Silva – Coordenadora Cultural Cantora, instrumentista regional artesã e moradora da tradicional comunidade de São Gonçalo, tem feito muito pela cultura com suas próprias mãos. A cuiabana, Domingas Leonor é uma dessas pessoas empoderadas de saber popular. A vencedora do Prêmio Nacional Mestre da Cultura Popular em 2018 e Doutora Honoris Causa pela Universidade Federal de Mato Grosso, Dona Domingas trabalha junto com sua família na manutenção da história e tradição do bairro onde nasceu São Gonçalo Beira Rio. A cuiabana, que fundou há 26 anos o grupo Flor Ribeirinha, o primeiro e um dos mais conhecidos na capital mato-grossense, diz ter no sangue a tradição indígena da dança, do artesanato em cerâmica e da música. Filha da índia coxiponés, Joana Maria da Silva chamada entre os índios e sua família de Joana Tauá, Domingas é uma das mães do siriri, como se autodefine. 3- Rosimeire Góes de Araújo – Ministrante de oficina Rosemeire Góes, exerce o ofício de costureira desde 1990. Começou a costurar sob medida e no decorrer dos anos ampliou sua função dando aula no ateliê “Chita & Fuxico” do Grupo Flor Ribeirinha e passou a confeccionar figurinos regionais para os grupos de siriri e cururu. Não conhecia a cultura cuiabana, e hoje é apaixonada em fazer figurinos exclusivos para cultura local. 4- Maria Luiza Clarentino de Sousa – Assessora de Comunicação Pós-graduada em Publicidade e Propaganda e graduada em Comunicação Social pelo Centro Universitário Cândido Rondon (UNIRONDON-MT) é jornalista atuante em Assessorias de Imprensa nas seguintes áreas: Cultura, Turismo, Economia e Política. Assessoria executadas: Associação Cultural Flor Ribeirinha, Associação Mato-grossense dos Municípios, Trade turísticos associados de Mato Grosso, Secretaria de Comunicação Governo do Estado e Assembleia Legislativa de Mato Grosso. 5- Suzana Guimarães – Produtora Executiva e Coordenadora Administrativo-financeiro (Cult Assessoria e Projetos Culturais) Pós-doutora e pesquisadora associada (2011-2018) no Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea (ECCO-UFMT), bolsista PNPD/CAPES do projeto “Artes Visuais em Mato Grosso: Acervo, Difusão e Crítica”, do Núcleo de Estudos do Contemporâneo. Graduada e mestre (UFMT), doutora em História (PUC-RS). Principal publicação: "Arte na rua: o imperativo da natureza" (Cuiabá: EdUFMT/Carlini & Caniato, 2007). Sou produtora, pesquisadora e docente. Comecei atuando em produção-coordenação de eventos acadêmicos. Desde 2020 faço parte da “Para-tudo Artes”, um coletivo de pensadores e produtores culturais,com sede em Cuiabá-MT. Torno sócia em setembro de 2023 da “Cult Assessoria e Projetos Culturais”, empresa que atua na gestão cultural há 28 anos. Como produtora tenho experiência nas diversas fases (conceituação, planejamento, execução, conclusão e pós conclusão). Hoje atuo na produção de forma remota e presencial e sou bolsista na modalidade “professor formador I” no curso de Licenciatura em Artes Visuais da Universidade Estadual do Estado de Mato Grosso (UAB/UNEMAT). 6- Fred Gustavos – Fotógrafo artístico e Produção Gráfica Fred Gustavos é minha assinatura artística e comercial. Áreas de Conhecimentos: Artes Visuais, Processos Criativos, Fotografia; Design Gráfico; Design de Produtos; Projetos Expográfico e de Comunicação Visual; Marketing de Varejo; Visual Merchandising; Branding; Portfólios e Gestão de Projetos. Na fotografia atuo como retratista e ensaísta, desenvolvendo fotografias com direção de arte e produções autorais. Coleciono seleções em mostras coletivas nacionais e internacionais desde 2017, algumas como “Foto em Pauta” em Tiradentes (2017 e 2018), “Paraty em Foco” (2018), “Fotosururu” (2018) de Maceió, “Mês da Fotografia” em Brasília (2020), “FotoFest” em Florianópolis (2019), “Interfoto Itu” (2019) e “La Boca Erótica” (2019) de Madri (Espanha) e mostra “Nordisk Teaterlaboratorium Experience” (2019) pelo Odin Teatret em Hosltebro (Dinamarca). Pela minha trajetória na fotografia autoral, participei e fui finalista na segunda temporada do reality-show de fotografia nacional, Arte Na Fotografia (2018), do canal Arte 1. Possuo dois trabalhos em fotografia documental que ganharam mostra individual em Cuiabá: “Flora et Lumen” pela A Casa do Parque (2018) e “Saberes pelas mãos do tempo” pelo Sesc MT.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.