| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 46743943000105 | REDECARD SOCIEDADE DE CREDITO DIRETO S.A. | 1900-01-01 | R$ 250,0 mil |
| 01425787000104 | REDECARD INSTITUICAO DE PAGAMENTO S.A. | 1900-01-01 | R$ 100,0 mil |
| 06881898000130 | Financeira Itaú CDB S.A. | 1900-01-01 | R$ 50,0 mil |
O presente projeto propõe a realização do "Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo" em sua 4ª edição a ser realizada para amplo e gratuito acesso do público, com atividades de múltiplas linguagens das artes da cena, além de prever uma publicação relacionada às últimas edições do festival.
Detalhamos abaixo informações sobre os produtos 1) Produto Atos Artísticos: Os espetáculos serão selecionados via chamamento público (que pode ser conferido no link: https://donaruthftnsp.com.br/envio-de-propostas/), portanto, ainda não é possível definir suas sinopses. Classificação indicativa etária: Os espetáculos terão diferentes classificações indicativas, todas devidamente sinalizadas em suas divulgações e entradas. Garantimos que haverá uma diversidade de peças, com peças de classificação indicativa livre. 2) Produto Giras de Conversas: Giras de Conversa são espaços de reflexão acerca de teatro, de sociedade e de cultura, dialogantes com apresentações realizadas durante os Atos Artísticos. São encontros com artistas, críticos, pesquisadores e público em geral, para percorrermos os caminhos visíveis e invisíveis evocados pelas obras presentes na programação. Classificação indicativa etária: As Giras de Conversas serão todas com classificação indicativa etária livre. 3) Produto Quilombos Artístico-Pedagógicos: Quilombos Artístico-Pedagógicos são os espaços de formação e cocriação do festival. Aqui, pessoas indígenas e negras com atuações em diversas artes e áreas de pesquisa se encontram com o público para instaurar, de forma coletiva, processos de estudos e experimentações artísticas e pedagógicas, sejam oficinas ou residências artísticas. Cada Quilombo irá se debruçar por uma das seguintes frentes: poéticas da cena (atuação, direção, dramaturgia, cenografia, figurino, iluminação, sonoplastia); pedagogias cênicas, crítica teatral e gestão cultural, reunindo um conjunto de ateliês de criação ministrados pelos artistas, grupos, coletivos selecionados e participantes do evento. Classificação indicativa etária: Os Quilombos Artístico Pedagógicos serão todos com classificação indicativa etária livre, mas são direcionados a um público adulto. 4) Produto Publicação: A equipe de curadoria do festival irá convidar críticos que para produzir textos acerca de alguns espetáculos já realizados em edições anteriores do Festival, visando contribuir com a reflexão, a crítica e a memória do evento, bem como com as obras realizadas. Esses textos serão reunidos em publicação, formato revista, a ser disponibilizada online e impressa em 3.000 exemplares a serem distribuídos gratuitamente para o público durante as edições do Festival e para bibliotecas públicas, escolas, teatros, centros culturais, universidades, escolas livres, artistas, coletivos de teatro negro e indígena e pesquisadores. Para tanto, serão convidados 3 críticos e pesquisadores para junto à direção do Festival escolher as produções artísticas a serem analisadas, sendo que a definição quanto a quantidade de textos será definida neste processo de curadoria. Classificação indicativa etária: A publicação será com classificação indicativa etária livre. 5) Produto Site: Para divulgação da programação do festival, para acervo da memória do festival e publicação virtual da revista do festival prevista. Classificação indicativa etária: Livre.
Objetivos Gerais: Realizar a 4ª edição do ?Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo’, buscando, com incentivo público, ampliar suas ações, alcançar mais público e garantir a permanência do evento na agenda cultural de São Paulo. Objetivos Específicos: - Realizar, ao longo do festival, 6 Atos Artísticos apresentados em 2 sessões; 2 Giras de Conversas e 2 Quilombos Artístico-Pedagógicos;- Lançar publicação reflexiva-crítica acerca das apresentações das edições anteriores, para registro e distribuição, com impressão de 3.000 exemplares, além de disponibilização online;- Atualizar o site oficial do Festival, para acolher e divulgar a 5ª edição do evento;- Alcançar um público de, aproximadamente, 3.000 pessoas;- Fomentar, difundir e dar visibilidade a espetáculos, pesquisas e críticas artísticas teatrais e/ou marcadas por teatralidades de artistas indígenas e negros de diversos lugares do Brasil;- Gerar emprego e renda para profissionais indígenas e negros de diversos segmentos culturais;- Ampliar a rede e o mercado para artistas negros e indígenas, incentivando pequenas a grandes produções para as suas continuidades de pesquisa, circulação e difusão artística e cultural em território nacional;- Promover o encontro e o diálogo entre o público e os artistas, grupos, coletivos e pesquisadoras/es indigenas e negros/as de diversas regiões do Brasil;- Preservar e difundir a memória e o legado de Ruth de Souza como uma das artistas mais importantes da história do teatro, do cinema e telenovelas do Brasil;- Garantir acessibilidade ao festival para pessoas com deficiência, incluindo medidas de acessibilidade como libras e audiodescrição, bem como garantindo acessibilidade física aos espaços;- Democratização de acesso ao festival para pessoas de baixa renda, realizando-o em diversos espaços, centrais e descentralizados da cidade de São Paulo, de forma gratuita;- Combater o racismo por meio da realização do evento e de suas atividades, e atuar pela consolidação de uma sociedade efetivamente antirracista.
O artista, intelectual e ativista Abdias Nascimento (1914-2011) disse que um teatro genuíno é como um mergulho nas raízes da vida e, se tratando da vida brasileira, qualquer tentativa de excluir os negros de seu centro vital só seria possível por cegueira ou deformação da realidade motivadas pelo racismo anti-negro. Podemos dizer que, ao observarmos a história dita oficial do teatro brasileiro, assim como da dança, das artes visuais, do cinema e da teledramaturgia, vemos como estas artes contribuíram ao longo do tempo para a perpetuação não apenas da exclusão da população negra do mercado de trabalho, mas como também para a consolidação de estereótipos que perseguiram e ainda perseguem a imagem do negro na sociedade brasileira. A despeito da estrutura social racista, a população negra, desde o período da escrivadão, encontrou nas suas artes as estratégias de sobrevivência e reinvenção do cotidiano, se tornando, por vocação e talento, vanguarda no que se refere a inovação estética, apelo popular e crítica social. Os Teatros Negros emergem justamente deste contexto constrastante das violências raciais anti-negro, do enfrentamento das desigualdades sociais, e dos saberes da população negra manifestados também em diversas expressividades artísticas multilinguísticas e transversais. Diante desse contexto, ?Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo? surge e urge como o primeiro festival de teatro na cidade de São Paulo dedicado às produções teatrais de artistas negros. Em suas três edições, o evento já teve grande visibilidade e alcance em todo Brasil e exterior, possuindo potencial para movimentar econômica e culturalmente pequenos, médios e grandes produtores afro-brasileiros, além de incentivar a criação e pesquisa de artistas e de estimular ações voltadas para o setor da educação, valorizando o ensino afro-brasileiro e africano em escolas, universidades e contribuindo com a formação de educadores em acordo com a Lei nº11.465/08, que institui a obrigatoriedade do ensino da temática ?História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena? em todos os níveis da Educação Básica. Além disso, pela gratuidade total e abrangência dos locais de realização, o Festival preza pela popularização e formação do público, possibilitando que espectadores de baixa renda acessem o teatro, arte vista pela população pobre - na maioria das vezes, como elitizada e racista.. A realização do ?Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo? vem, ainda, preencher uma lacuna histórica na cidade de São Paulo, no que diz respeito a programações, mostras, e festivais permanentes dedicado à produções de artistas negros do teatro ou mesmo quando o assunto é a inserção de artistas negros e indígenas na programação regular da cidade, que fica muito aquém do volume real dessas produções. A cidade de São Paulo é o território que possui o setor cultural melhor subvencionado do país, tendo a sua cena de artes cênicas reconhecida nacional e internacionalmente por sua qualidade e grande produção de espetáculos, mostras e festivais. Mesmo diante desta realidade, artistas negros e indígenas do teatro ainda permancem na periferia do circuito teatral da região, vinculados a um olhar enviesado que caracterizou as suas produções como apenas temáticas, ou seja, importantes apenas para os meses de abril (mês que "celebra" o dia dos povos indígenas) maio (mês que "celebra" a abolição da escravidão) e novembro (mês da consciência negra), ou pejorativamente, apenas como identitárias e panfletárias para diminuir a sua relevância estética e poética. Ainda assim, mesmo diante do reconhecimento nacional já tido em três edições, a sua continuidade ainda está ameaçada pela instabilidade orçamentária do setor cultural, onde as artes negras, por conta do próprio racismo estrutural do país, acabam ficando ainda mais vulneráveis. Por este caminho e a partir da evidente importância deste evento, o Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo - 4ª edição assume em si mesmo o ato em direção à urgência política e estética de fazer aquilombar territórios, artistas, produções artísticas e produções intelectuais indígenas e negras em uma dimensão nacional na cidade de São Paulo, contando com o incentivo da esfera pública para a sua realização, ampliação, continuidade e permanência. O projeto em questão busca, conforme incisos do Art. 1º da Lei 8313/91:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;IX - priorizar o produto cultural originário do País.Além disso, quer alcançar os objetivos, conforme Art. 3° da da Lei 8313/91:I - incentivo à formação artística e cultural, mediante:c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos;II - fomento à produção cultural e artística, mediante:b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes;c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres;IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos;
Este projeto consiste na continuidade e expansão de Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo - um território de encontro, expressão, fruição, reflexão e diálogo entre público, artistas, grupos, coletivos e companhias cujas produções artísticas se reafirmam como arte negra ou indígena. Assim, o Festival se constitui como um território de celebração dos Teatros Negros enquanto experiências artísticas históricas e contemporâneas que, ao mesmo tempo, propõe-se como espaço de mobilização política e de exercício da cidadania. De forma permanente, o Festival homenageia a atriz Ruth de Souza (1921-2019) com um gesto afetivo, dando a este território o nome de Dona Ruth, reconhecendo essa mulher negra e artista como uma das atrizes mais importantes da história do teatro, cinema e teledramaturgia do Brasil, que por meio da sua excelência técnica e de sua luta por dignidade, se tornou referência artística, bem como símbolo de resistência, luta e abertura de caminhos para pessoas negras artistas de diversas gerações. Colocando em perspectiva cosmovisões, histórias, políticas e poéticas indígenas e negras, a 4ª edição do Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo propõe o exercício crítico e ético de evidenciar tecnologias e modos não hegemônicos de pensar, ser e existir. Por isso mesmo serão observados, para compor a programação do Festival, diálogos, aproximações e distanciamentos entre as produções que convencionalmente se assumem como peças de teatro e as diferentes manifestações artísticas, isto é, outros modos de sistematização expressiva que embora não sejam nomeados como teatro enquanto linguagem por seus realizadores, possuem em suas concepções cênicas e técnicas, do passado aos dias atuais, teatralidades capazes de remontar as origens do próprio teatro brasileiro. Em síntese, a proposição deste projeto é provocar a expansão do olhar sobre essas produções, por entender ser esta uma forma de subverter os efeitos dos processos históricos sobre os corpos racializados no Brasil, inclusive de pessoas negras refugiadas. A 4ª edição do Festival está prevista para acontecer na cidade de São Paulo, durante 10 dias, ao longo do segundo semestre de 2024, em espaços públicos e privados centrais e descentralizados com amplo acesso do público, sendo realizado em teatros, salas multiuso, rua e espaços alternativos. Além disso, tendo em perspectiva mobilizar públicos, o evento pretende fazer parcerias com escolas públicas, programas de formação artística, universidades, movimentos sociais, ONGs etc. A edição será estruturada em três frentes de ações: Atos artísticos: são criações cênicas de artistas indígenas(es) e negras(es/os) de diferentes regiões do Brasil com trabalhos na linguagem teatral e com possíveis atravessamentos da performance, da dança, da música, do audiovisual e das artes visuais,além de expressões da cultura popular.Giras de conversa: são espaços de reflexão acerca de teatro, de sociedade e de cultura. Após cada apresentação dos Atos Artísticos são realizados encontros com artistas, críticos, pesquisadores e público em geral, para percorrermos os caminhos visíveis e invisíveis evocados pelas obras presentes na programação.Quilombos Artístico-Pedagógicos: são os espaços de formação e cocriação do festival. Aqui, pessoas indígenas e negras com atuações em diversas artes e áreas de pesquisa se encontram com o público para instaurar, de forma coletiva, processos de estudos e experimentações artísticas e pedagógicas, sejam oficinas ou residências artísticas. Para a seleção de ações que irão compor a programação da quarta edição, o Festival tem uma chamada pública aberta regularmente entre edições (que pode ser conferida no link: https://donaruthftnsp.com.br/envio-de-propostas/) para envio de propostas de artistas/coletivos/grupos indígenas e negros de todo o Brasil com expressões que manifestem distintos elementos de teatralidades. Através dessa ferramenta, pela qual se coletou iniciativas ao longo de 6 meses, e que poderá ser reaberta caso necessário para contemplar todas as regiões do Brasil, será feita a seleção das ações, de acordo com a proposta curatorial da edição a ser elaborada, colocando em perspectiva as cosmovisões negras e indígenas, propondo o exercício crítico e ético de evidenciar tecnologias e modos não hegemônicos de pensar e criar cotidianamente o mundo, seguindo um compromisso político de encantar a vida em tempos de desencanto. Essa curadoria será realizada pelos idealizadores do Dona Ruth: FTNSp e uma equipe formada por dois artistas e/ou pesquisadoras/es convidadas/os com destacada atuação no campo das artes cênicas. Ao todo, serão selecionados 6 Atos Artísticos, sendo parte para o público infantil e parte para o público jovem, adulto ou com classificação livre. Esses atos artísticos serão realizados em duas apresentações cada, em dias e locais diferentes, como forma de garantir que o público possa assistir mais peças, para descentralização das ações, bem como para que os artistas consigam se apresentar mais vezes e impactar mais pessoas, totalizando 12 apresentações artísticas ao longo do festival. Além disso, haverá uma série de apresentações para abertura e encerramento do Festival podendo ser de diversas linguagens, a serem selecionadas pela equipe de curadoria. Como contrapartida social, após 3 Apresentações será realizada uma Gira de Conversa, de forma a dialogar com o público para ampliarmos o acesso ao conteúdo das apresentações. Além delas, 2 Quilombos Artístico Pedagógico serão realizados, podendo abarcar as frentes de poéticas da cena, pedagogias cênicas, crítica e gestão cultural, reunindo um conjunto de ateliês de criação ministrados pelos artistas, grupos, coletivos selecionados e participantes do evento. Ao todo, a programação reunirá 17 atividades, todas gratuitas, realizadas presencialmente ou em formato híbrido (presencial e online) e contarão com todas as medidas de acessibilidade física, além de interpretação em libras e audiodescrição. Para além das ações da quarta edição, a equipe de curadoria do festival irá convidar críticos que para produzir textos acerca de alguns espetáculos já realizados em edições anteriores do Festival, visando contribuir com a reflexão, a crítica e a memória do evento, bem como com as obras realizadas. Esses textos serão reunidos em publicação, formato revista, a ser disponibilizada online e impressa em 3.000 exemplares a serem distribuídos gratuitamente para o público durante as edições do Festival e para bibliotecas públicas, escolas, teatros, centros culturais, universidades, escolas livres, artistas, coletivos de teatro negro e indígena e pesquisadores. Para tanto, serão convidados 3 críticos e pesquisadores para junto à direção do Festival escolher as produções artísticas a serem analisadas, sendo que a definição quanto a quantidade de textos será definida neste processo de curadoria. Por fim, o projeto irá contemplar atualização e manutenção do site oficial do festival voltado para a realização da 4ª edição. Após inscrição do projeto foi definida a realização de sua 4ª edição e não a 5ª, como diz no título. Sendo assim, em todos os textos foi alterado para 4ª edição e quando for liberada sua execução, será solicitada a adequação do título.
Apresentações Artísticas - Atos ArtísticosDuração: a duração dos espetáculos serão caso a caso, conforme seleção já detalhada. Ação Formativa - Giras de Conversa Projeto Pedagógico - Giras de Conversa Resumo: Giras de Conversa são espaços de reflexão acerca de teatro, de sociedade e de cultura, dialogantes com apresentações realizadas durante os Atos Artísticos. São encontros com artistas, críticos, pesquisadores e público em geral, para percorrermos os caminhos visíveis e invisíveis evocados pelas obras presentes na programação. Objetivos: Reflexão crítica acerca dos espetáculos; Debater temas, assuntos e questões relacionadas ao teatro e sociedade contemporânea; Mobilizar os espectadores para a participação ativa na atividade; Contribuir para a emancipação do pensamento sobre a discussão proposta; Combater o racismo e por meio do compromisso antiracista da atividade e dos participantes; Relacionar referências, ouvir, desenvolver olhar formado e crítico do público, acessibilizar os conteúdos das apresentações. Justificativa: A atividade formativa visa, a partir da análise de peças teatrais e performances contemporâneas negras, pensar a crítica teatral como lugar de onde se pode refletir e discutir a pluralidade das estéticas negras. Visa também, e principalmente, pensar a crítica como espaço de produção de pensamento, implicado em: perspectivar e produzir outras histórias e teorias sobre o Teatro Brasileiro, ler a contrapelo a própria ideia de Brasil e redistribuir/criar imagens e imaginários políticos, éticos e estéticos.A partir destes pressupostos, compreendemos esta atividade como fundamental para a crítica teatral sobre produções de artistas negros no Brasil. Nesse sentido, a Gira de Conversa será capaz de preencher uma lacuna de pensamento crítico mais abrangente sobre peças de teatro realizadas por artistas e grupos negros. Além disso, esta atividade oferece ao público a oportunidade de interagir diretamente com os autores dos espetáculos e refletir coletivamente sobre a obra. As Giras de Conversa cumprem também com a geração de empregos para profissionais especializados em crítica teatral, pesquisadores, educadores e artistas que tem se debruçado na elaboração de pesquisa sobre as artes e culturas negras no Brasil. Metodologia: Para a realização das Giras de Conversa partiremos dos seguintes aspectos metodológicos: Análise das obras a serem debatidas; Provocação aos autores das obras; Exposição reflexiva dos mediadores; Participação ativa do público. Ministrante: Serão ministrantes, integrantes dos grupos que se apresentarão ao longo dos atos artísticos, ainda a serem selecionados. Cada Gira de conversa contará ainda com a presença de um mediador para conduzir, provocar e encaminhar os assuntos e temas a serem discutidos. Todas essas participações serão definidas no período de pré-produção do projeto em execução. Carga Horária: 18h aproximadamente Público-Alvo e quantidade de público: O público-alvo será o espectador dos espetáculos, com ou sem experiência em artes, a partir de 16 anos de idade. A atividade visa atrair também estudantes de artes, artistas e pesquisadores de teatro, artes e cultura negra em geral. Ação Formativa - Quilombos Artístico-PedagógicosProjeto Pedagógico - Quilombos Artístico-Pedagógicos Resumo: Quilombos Artístico-Pedagógicos são os espaços de formação e cocriação do festival. Aqui, pessoas indígenas e negras com atuações em diversas artes e áreas de pesquisa se encontram com o público para instaurar, de forma coletiva, processos de estudos e experimentações artísticas e pedagógicas, sejam oficinas ou residências artísticas. Cada Quilombo irá se debruçar por uma das seguintes frentes: poéticas da cena (atuação, direção, dramaturgia, cenografia, figurino, iluminação, sonoplastia); pedagogias cênicas, crítica teatral e gestão cultural, reunindo um conjunto de ateliês de criação ministrados pelos artistas, grupos, coletivos selecionados e participantes do evento. Objetivos: Realizar atividades formativas para artistas negres e indígenas; Contribuir para a formação artística de crianças, jovens, adultos e idosos; Oferecer formação artística gratuita de qualidade; Fomentar a pesquisa e experimentação artística de artistas negres e indígenas; Justificativa: Ao longo das três primeiras edições do Festival, os Quilombos Artísticos Pedagógicos contribuíram para o fazer artístico-pedagógico dentro de uma perspetiva de formação. Tal perspectiva concebida pelo evento vai na contra-mão de lógicas acumulativas e que tem como objetivo apenas a eficiência, bem como a centralização do produtor final. Nesta atividade provocamos o encontro das diversas abordagens artísticas sobre o teatro em fricção com outras linguagens e com pedagogia para criar um ambiente de troca, aprendizagem, compartilhamento de saberes e experimentação. Nesse sentido, no Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo, os Quilombos Artísticos-Pedagógicos são pilares do evento, por compreender que a dimensão do teatro não está somente na contemplação de espetáculos, mas sim na expansão dos espaços de socialização e caminhando lado a lado com a educação numa perspectiva de compreensão cidadã e de sujeito na sociedade. Esta atividade amplia a dimensão do Festival enquanto evento e oferece ao público, de forma gratuita, a formação e a apreciação artística junto com artistas, pesquisadores, professores com pesquisas reconhecidamente relevantes para a cultura brasileira. Para além disso, oportuniza encontros de artistas para experimentações que por vezes é negligenciado pela falta de tempo, espaço e remuneração de processos sem objetivos de oferecer produtos finais. Metodologia: Para cada Quilombo Artístico-Pedagógico, serão escolhidos profissionais para ficarem à frente da elaboração conceitual e formato. Todas as atividades terão a participação do público, seja no formato de curso, ou de residência artística ou como espectador de uma abertura de processo dentro da edição do evento. A Casa Quilombo terá autonomia para a elaboração dos conteúdos, bem como da carga horária total. Serão convidados artistas que participam da edição do Festival com Atos Artísticos e Giras de Conversa, mas também artísticas convidados apenas para esta atividade. Ministrante: Serão ministrantes, integrantes dos grupos que se apresentarão ao longo dos atos artísticos, mediadores das Giras de Conversa e artistas que não estão nestas programações supracitadas, todos ainda a serem selecionados. Carga Horária: 80h aproximadamente. Público-Alvo e quantidade de público: Pessoas negras e indígenas, com ou sem experiência em artes, a partir de 16 anos de idade. A atividade visa atrair também estudantes de artes, artistas e pesquisadores de teatro, artes e cultura negra em geral. PublicaçãoProposta de publicação: impresso. Páginas: 90 aproximadamente Imagens e ilustrações: 200, aproximadamente Papel: Couché liso (brilhoso) Tiragem: 3.000 SitePúblico alvo: Jovens e adultos residentes na cidade de São Paulo e arredores, pessoas negras e indígenas, estudantes de artes, artistas e pesquisadores de teatro, artes e cultura negra em geral, ou pessoas sem conhecimento em artes e curiosos. Estimativa de atendimento: 5.000 pessoas Estratégia de publicização: redes sociais do projeto; site do projeto; assessoria de imprensa; marketing digital - anúncios pagos em redes sociais; comunicação oral nos eventos presenciais.
1) Produto Atos Artísticos: a) ACESSIBILIDADE FÍSICA: Todos os eventos serão realizados em espaços abertos ao público amplo e com garantia de acessibilidade física a pessoas com mobilidade reduzida. Item da planilha de custo: Não há, pois os espaços já garantem a acessibilidade b) DEFICIENTES AUDITIVOS: O projeto garantirá medida de intérprete de Libras em uma das apresentações de cada espetáculo a ser apresentado nos Atos Artísticos Item da planilha de custo: Intérprete de Libras c) DEFICIENTES VISUAIS: O projeto garantirá medida de audiodescrição em uma das apresentações de cada espetáculo a ser apresentado nos Atos Artísticos Item da planilha de custo: Audiodescrição d) ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS QUE APRESENTAM ESPECTROS, SÍNDROMES OU DOENÇAS QUE GEREM LIMITAÇÕES AOS CONTEÚDOS ASSIM COMO PESSOAS QUE DESCONHECEM AS LINGUAGENS OU IDIOMAS DOS CONTEÚDOS: O projeto será completamente realizado em língua portuguesa, no território nacional, não sendo necessário serviço de tradução. Para acessibilidade a pessoas com espectros, síndromes ou doenças que gerem limitações aos conteúdos, a curadoria de espetáculos prevê selecionar uma diversidade de espetáculos para a apreciação das mais diversas pessoas e referências. Item da planilha de custo: Não se aplica 2) Produto Giras de Conversas: a) ACESSIBILIDADE FÍSICA: Todos os eventos serão realizados em espaços abertos ao público amplo e com garantia de acessibilidade física a pessoas com mobilidade reduzida. Item da planilha de custo: Não há, pois os espaços já garantem a acessibilidade b) DEFICIENTES AUDITIVOS: O projeto garantirá medida de intérprete de Libras nas Giras de Conversas Item da planilha de custo: Intérprete de Libras c) DEFICIENTES VISUAIS: O projeto garantirá medida de audiodescrição nas Giras de Conversas Item da planilha de custo: Audiodescrição d) ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS QUE APRESENTAM ESPECTROS, SÍNDROMES OU DOENÇAS QUE GEREM LIMITAÇÕES AOS CONTEÚDOS ASSIM COMO PESSOAS QUE DESCONHECEM AS LINGUAGENS OU IDIOMAS DOS CONTEÚDOS: O projeto será completamente realizado em língua portuguesa, no território nacional, não sendo necessário serviço de tradução. Para acessibilidade a pessoas com espectros, síndromes ou doenças que gerem limitações aos conteúdos, a curadoria de espetáculos e giras de conversas prevê selecionar uma diversidade de espetáculos para a apreciação das mais diversas pessoas e referências. Item da planilha de custo: Não se aplica 3) Produto Quilombos Artístico-Pedagógicos: a) ACESSIBILIDADE FÍSICA: Todos os eventos serão realizados em espaços abertos ao público amplo e com garantia de acessibilidade física a pessoas com mobilidade reduzida. Item da planilha de custo: Não há, pois os espaços já garantem a acessibilidade b) DEFICIENTES AUDITIVOS: O projeto garantirá medida de intérprete de Libras para os Quilombos Artístico-Pedagógicos, para o caso de inscrições de deficientes auditivos. Item da planilha de custo: Intérprete de Libras c) DEFICIENTES VISUAIS: O projeto garantirá medida de audiodescrição para os Quilombos Artístico-Pedagógicos, para o caso de inscrições de deficientes visuais. Item da planilha de custo: Audiodescrição d) ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS QUE APRESENTAM ESPECTROS, SÍNDROMES OU DOENÇAS QUE GEREM LIMITAÇÕES AOS CONTEÚDOS ASSIM COMO PESSOAS QUE DESCONHECEM AS LINGUAGENS OU IDIOMAS DOS CONTEÚDOS: O projeto será completamente realizado em língua portuguesa, no território nacional, não sendo necessário serviço de tradução. Para acessibilidade a pessoas com espectros, síndromes ou doenças que gerem limitações aos conteúdos, a pessoa responsável pelas atividades formativas dos Quilombos Artístico-Pedagógicos irá acessibilizar caso a caso (mediante inscrição antecipada e clareza das necessidades) e irá acolher acompanhantes dessas pessoas, para auxílio na compreensão dos conteúdos. Item da planilha de custo: Não se aplica 4) Produto Publicação: a) ACESSIBILIDADE FÍSICA: As publicações serão distribuídas em espaços abertos ao público amplo e com garantia de acessibilidade física a pessoas com mobilidade reduzida. Item da planilha de custo: Não há, pois os espaços já garantem a acessibilidade b) DEFICIENTES AUDITIVOS: A publicação não terá recursos sonoros Item da planilha de custo: não há necessidade c) DEFICIENTES VISUAIS: Para que deficientes visuais acessem a publicação, ela será disponibilizada virtualmente, para aumento da fonte ou leitura por meio de aplicativo específico utilizado por deficientes visuais. Item da planilha de custo: Não se aplica d) ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS QUE APRESENTAM ESPECTROS, SÍNDROMES OU DOENÇAS QUE GEREM LIMITAÇÕES AOS CONTEÚDOS ASSIM COMO PESSOAS QUE DESCONHECEM AS LINGUAGENS OU IDIOMAS DOS CONTEÚDOS: A publicação terá uma diversidade de conteúdo com a possibilidade de ser acessada por diferentes pessoas. A língua será a portuguesa, oficial em todo território nacional. Item da planilha de custo: Não se aplica 5) Produto Site: a) ACESSIBILIDADE FÍSICA: Não se aplica Item da planilha de custo: Não se aplica b) DEFICIENTES AUDITIVOS: O site não terá recursos sonoros Item da planilha de custo: Manutenção e atualização de site c) DEFICIENTES VISUAIS: O site possuirá possibilidade de aumento de fontes e possibilitará a leitura mecânica por aplicativo específico utilizado por deficientes visuais. Item da planilha de custo: Manutenção e atualização de site d) ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS QUE APRESENTAM ESPECTROS, SÍNDROMES OU DOENÇAS QUE GEREM LIMITAÇÕES AOS CONTEÚDOS ASSIM COMO PESSOAS QUE DESCONHECEM AS LINGUAGENS OU IDIOMAS DOS CONTEÚDOS: O site contará com uma diversidade de conteúdo de caráter informativo de fácil acesso aos mais diversos públicos. A língua será a portuguesa, oficial em todo território nacional. Item da planilha de custo: Não se aplica
O plano de distribuição dos produtos culturais resultantes do projeto respeitam os limites do artigo 27 da IN nº 01/2023, conforme detalhamento abaixo: 1) Produto Atos Artísticos: Distribuição e comercialização dos produtos da proposta: 100% gratuito, divulgando dia e hora e local das atividades. 2) Produto Giras de Conversas: Distribuição e comercialização dos produtos da proposta: 100% gratuito, divulgando dia e hora e local das atividades. 3) Produto Quilombos Artístico-Pedagógicos: Distribuição e comercialização dos produtos da proposta: 100% gratuito, divulgando dia e hora e local das atividades. 4) Produto Publicação: Distribuição e comercialização dos produtos da proposta: 100% gratuito, divulgando em mídias digitais e durante as ações presenciais. 5) Produto Site: Distribuição e comercialização dos produtos da proposta: 100% gratuito, divulgando dia e hora e local das atividades. Em relação ao Art. 28 da IN nº 01/2023, o projeto adotará os seguintes incisos: III - oferecer transporte gratuito ao público, prevendo acessibilidade à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida e aos idosos;
Gabriel Cândido - Direção e Curadoria Gabriel Cândido desenvolve trabalhos artísticos como dramaturgo, diretor, performer, ator, produtor e educador. É co-idealizador do Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo – primeiro festival dedicado ao teatro produzido por pessoas negras na cidade, em que atua também na direção, curadoria e coordenação de produção do evento. Desde 2016 é integrante e co-fundador do Núcleo Negro de Pesquisa e Criação (NNPC), coletivo composto por artistas negros e negras com atuação no teatro e no audiovisual. É autor das dramaturgias ?Socorro! Tem uma cidade entalada na minha garganta?, publicada pelo Grupo Editorial Letramento (2019), e ?Fala das Profundezas?, publicada pela Editora Javali (2018), peça em que também assume a direção e que está atualmente em processo de montagem; é diretor e roteirista do curta-metragem ?Jardim Peri Alto em Cena? (2019); e criador do projeto de performance intitulado Repertórios Sobre Vivências (2019). Formou-se no curso de Atuação da SP Escola de Teatro em 2015, e na mesma instituição atuou como artista-orientador em 2021-2022; a sua formação artística ainda conta com diversos cursos livres e oficinas para atores, dramaturgos e diretores. Fez parte do Núcleo de Estudos da Cia do Latão em 2015, e do Núcleo de Estudos da Performance da Escola Livre de Teatro de Santo André (ELT) em 2013. Atualmente está artista-orientador de teatro do Programa Vocacional – Secretaria Municipal de Cultural; e é estudante de História na Universidade de São Paulo (FFLCH-USP). Silvana Martins - Designer Silvana Martins é artista visual, designer gráfica, ilustradora e boleira. Integra as coletivas Curumins da Ademar, Periferia Segue Sangrando e Fala Guerreira. Bacharel em Propaganda e Marketing, e especialista em Fundamentos de Cultura e das Artes pela UNESP e em Arte e Sociedade na América Latina pelo Memorial da América Latina. Desde 2006 desenvolve trabalhos gráficos e de produção cultural periférica com experiência em elaboração, produção e execução de projetos culturais nas linguagens: teatro, literatura, música e dança, exposições, festivais, mostras e eventos. Responsável pela comunicação visual e projeto gráfico dos selos Nós por Nós Editora (Movimento Mães de Maio), Edições Um por Todos (Sarau dos Mesquiteiros - Pode Pá que é Nóis que Tá) e Observatória dos Direitos e Cidadania da Mulher. Idealizou, produziu e executou a intervenção urbana POESIA NOS MUROS - onde colou mais de mil lambes com frases do poeta Sérgio Vaz pelas periferias de SP (2014). Foi coordenadora de comunicação da Fundação Paulistana de Educação, Tecnologia e Cultura, vinculada à pasta do Trabalho da Prefeitura Municipal de São Paulo. Responsável pela comunicação institucional e de público final das unidades Escola Técnica de Saúde Pública de Cidade Tiradentes e do Centro de Formação Cultural da Cidade Tiradentes. De 2006 a 2007 participou como professora de Design Gráfico do projeto Becos e Vielas, da Organização de Apoio às Comunicações Papel Jornal no bairro do Jardim Ângela. Atuou como designer freelancer no National Film Theater, em Londres, e como designer e produtora na revista anglo-brasileira Jungle Drums, também em Londres, entre 2004 e 2005. Foi co-idealizadora e produtora do Projeto Ipadé Sirê – encontro de consciência - um ciclo de mesas de debates e manifestações artísticas sobre a influência africana nas artes brasileiras, em novembro de 2012, no Acervo da Memória e do Viver Afro-brasileiro. Foi integrante do projeto Cine Bijou – cinema e memória, do Núcleo de Preservação e Memória Política, de 2010 a 2011. Editora de arte premiada por excelência em Design pela Society for News Design 2012 - uma das premiações de design mais relevantes internacionalmente, dedica-se a ações coletivas que estimulam a libertação pela arte e pelo conhecimento. Soraya Martins Patrocínio - Curadora convidada Soraya Martins é atriz, pesquisadora, crítica teatral e curadora de teatros. Atualmente, faz parte da Frente Criativa e Curatorial do Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo 2023 e curou o Festival Internacional de Artes Cênicas da Bahia-FIAC, de 2019 a 2022, e Festival Internacional de Teatro de Belo Horizonte- FIT-BH/2018. Doutora em Literaturas de Língua Portuguesa PUC-Minas e mestre em Estudos Literários pela FALE-UFMG, é autora do livro ?Teatralidades-Aquilombamento: várias formas de pensar-ser-estar em cena?. Atriz formada pelo Teatro Universitário – TU-UFMG, cursou Semiologia do Teatro no Dipartimento di Musica e Spettacolo dell´Università di Bologna, Itália. Desde 2005, atua como atriz e pesquisadora de teatralidades brasileiras. Escreve crítica para projeto segundaPRETA e para o site Horizonte da Cena e para festivais de teatro. Tem em seu currículo trabalhos realizados como atriz junto a diversos grupos de teatro, entre eles, o Grupo Espanca com o espetáculo PassAaarão!
Projeto encaminhado para avaliação de resultados.