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Realizado há 60 anos, pela Fundação de Educação Artística - FEA, a série de concertos "Manhãs Musicais" é o mais antigo projeto continuado de Belo Horizonte, no campo da música de câmara e contemporânea. Realizado aos domingos pela manhã, uma vez por mês, os concertos, com curadoria de Berenice Menegale, Maria Cristina Magalhães e Paulo Sérgio Santos contam com a participação de músicos de projeção que atuam em Belo Horizonte e no Brasil.
Não se aplica
Objetivo Geral: Realizar a série de concertos "Manhãs Musicais" na Sala Sergio Magnani com a participação de músicos de projeção que atuam em Belo Horizonte, no Brasil e no exterior. OBJETIVOS ESPECÍFICOS - Realizar 10 concertos com a participação de músicos convidados; - Promover intercâmbio; -Divulgar o repertório de música de câmara e contemporânea; -Dar visibilidade aos grupos já existentes em Belo Horizonte e Minas Gerais; -Dar oportunidades para jovens músicos; -Promover a música erudita;
As Manhãs Musicais constituem o mais antigo programa da Fundação de Educação Artística no campo da difusão da música de concerto. Foram criadas em 1963, no Auditório do Instituto de Educação, quando a entidade ainda não possuía sede própria. Já prenunciando sua postura renovadora, as Manhãs Musicais desde o início privilegiavam o repertório do século XX. Os concertos eram precedidos de uma pequena palestra informativa pelo maestro Sergio Magnani. As Manhãs Musicais se mantiveram, através de 6 décadas, passando a ser realizadas nas sucessivas sedes da FEA, e, desde a década de 2000, na modelar Sala Sergio Magnani que apresenta especiais condições acústicas. A programação da Sala prioriza a música acústica e é aberta a artistas e grupos profissionais da cidade. Ao mesmo tempo desenvolve uma programação própria da FEA, com algumas linhas específicas e comemorativas, além do constante foco nos públicos jovem e de comunidades periféricas. No campo JUSTIFICATIVA: a) Transcrever em quais incisos do Art. 1º da Lei 8313/91 a proposta se enquadra. As atividades da entidade se enquadram nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91 I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. b) Transcrever o inciso e alínea do artigo Art. 3° da Lei 8313/91 referente aos objetivos que serão alcançadas com o projeto. Além disso, o projeto também atende aos objetivos dos seguintes incisos do artigo 3º, da mesma Lei: I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: d) estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos desenvolvidos por instituições públicas de educação básica que visem ao desenvolvimento artístico e cultural dos alunos, bem como em projetos sociais promovidos por entidades sem fins lucrativos que visem à inclusão social de crianças e adolescentes; II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;
Fundação de Educação Artística Origens: proposta de uma nova educação A história da Fundação de Educação Artística tem início a partir da inquietude de jovens músicos em relação à educação e a prática musical vigente na Belo Horizonte no início dos anos 1960. Para uma capital que avançava na modernidade, o ensino de música nas poucas orquestras e escolas existentes soava anacrônico. O pequeno grupo, formado pelos pianistas Berenice Menegale, Eduardo Hazan e Vera Lúcia Nardelli Campos, recém-chegados de estudos na Europa, ganhou adeptos: o professor e maestro Sergio Magnani, Venício Mancini, Maria Clara Paes Leme e Lilly Kraft, pianistas, Conceição Rezende, musicóloga, Leônidas Autuori, violinista, Salvador Villa, clarinetista, e Antonieta Salles, professora de flauta doce. A proposta era criar uma escola inovadora para transformar radicalmente o ensino da música, livre das amarras acadêmicas e que atraísse jovens para uma formação estética e cultural mais ampla. Desde as primeiras discussões, em 1962, seus fundadores deixaram clara a ideia de que a escola deveria ser uma entidade sem fins lucrativos e sem vínculos com instituições oficiais. Em busca de viabilizar o projeto, Berenice Menegale foi recebida pelo então ministro da Educação de João Goulart, Darcy Ribeiro, que, aberto a concepções inovadoras de educação, contribui com uma verba para a criação da entidade. Esse fato possibilitou a compra de quatro pianos e o aluguel, por seis meses, da primeira sede, a casa do coreógrafo Klauss Vianna, na avenida Bias Fortes, em Belo Horizonte. Vencido o primeiro obstáculo, a Fundação de Educação Artística foi criada oficialmente em 8 de maio de 1963. O passo seguinte foi dado na parceria com o Colégio de Aplicação, que teve apoio da diretora Alaíde Lisboa. Foi criado então o Ginásio Musical, projeto no qual se buscou aliar o ensino da música às outras disciplinas escolares e que durou de 1963 a 1967 e formou quatro turmas com resultados surpreendentes. A opção por não se tornar uma universidade e se manter como escola livre foi pioneira e reforçou o caráter libertário de sua metodologia de ensino, sempre em mutação. Esse aspecto é uma das marcas da FEA, aplicando-se à iniciação musical de crianças e na formação de profissionais e novos educadores ao longo de seus 60 anos.
Não se aplica
PRODUTO: APRESENTAÇÃO MUSICAL ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: A sede da Fundação de Educação Artística conta com acesso para pessoa com mobilidade reduzida desde o acesso da rua por meio de rampa, corrimões e banheiro adaptado. Na Sala Sérgio Magnani (espaço das apresentações) há lugar reservado para até 3 (três) cadeirantes. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: O projeto prevê divulgação com áudio-descrição. O recurso está dentro da verba de comunicação em custos vinculados. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: Não se aplica. Música instrumental de concerto. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES INTELECTUAIS: A Fundação de Educação Artística dispõe de equipe treinada para atendimento a esse público no que for necessário, dentro de suas instalações, com determinação para atender deficientes intelectuais, incluindo acesso às poltronas do teatro, acesso aos banheiros masculinos e femininos, bebedouros e locomoção interna, entre outros, nas mais variadas necessidades.
- 30% (vinte por cento) exclusivamente para distribuição gratuita com caráter social, educativo ou formação artística; - 50% dos ingressos serão comercializados a preços populares com valores de R$ 30,00 a inteira e R$ 15,00 a meia-entrada, ficando abaixo a média dos valores exigidos. - até 10 % (dez por cento) para distribuição gratuita por patrocinadores; - até 10 % (dez por cento) para distribuição gratuita promocional pelo proponente em ações de divulgação do projeto; Contrapartidas Sociais Contrapartida: Como contrapartida social será oferecido um concerto didático, gratuito, na série Manhãs Musicais, com Jovens Instrumentistas do curso de Formação Musical da Fundação de Educação Artística. Serão convidados para participar, alunos e professores de escolas públicas e moradores de comunidades carentes de Belo Horizonte. O programa do concerto será definido pelos alunos e professores do curso de formação musical e, cada obra executada, será apresentada e debatida com o público, pelos próprios músicos participantes do concerto. Público: 180 pessoas
Proponente: ASSOC.DE AMIGOS DA FUNDACAO DE EDUC.ARTISTICA FLAMA A Flama é uma instituição cultural, educacional, sem fins lucrativos e de direito privado. Fundada em 1995, a Flama tem como missão a manutenção do Centro de Cultura Fernando Pinheiro Moreira garantir bolsas de estudos em cursos de formação e eventos, e a co-criação metodológica e a gestão de projetos educativos e realizações da Fundação de Educação Artística. É hoje presidida pela professora Maria Lúcia Teixeira de Melo. A FLAMA atuou em dezenas de iniciativas, dentre elas O Território de Invenções, a semana de Música de Câmara, o Música sem Barreira, o "4° Encontro de Compositores e Intérpretes Latino-Americanos", evento de excepcional êxito que congregou, no ano de 2002, músicos de toda a América para um público de 6 mil pessoas, com repercussão internacional. Além disso, a Flama foi co-realizadora do FIT ( Festival Internacional de Teatro), FEA Morada dos Sons, Oficinas, etc. Berenice Menegale – Coordenação Geral A professora Berenice Menegale é formada pelo Conservatoire National de Paris (França), com estudos no Brasil e na Suíça. Diplomada pela Akademie für Musik de Viena, Áustria, realizou inúmeros concertos e gravações de música brasileira no Brasil, Suíça, Itália, Espanha e Áustria. Criou em Belo Horizonte, com um grupo de colegas músicos, a Fundação de Educação Artística, em 1963, entidade que dirige e por meio da qual tem realizado incomparável trabalho de difusão da música brasileira e da música contemporânea, além de promover e estimular a criação musical e a atualização do ensino. Coordenou quatro encontros de compositores e intérpretes Latino-americanos na FEA e foi uma das criadoras dos Festivais de Inverno, cujo setor musical coordenou até 1986. Representante da Comunidade no Conselho Universitário. Professora da Escola de Música da UFMG (aposentada em 1999). Foi Secretária Municipal de Cultura de Belo Horizonte, de 1989 a 1992, Secretária de Estado da Cultura, de 1994 a 1997, e Diretora Artística do Instituto Cultural Filarmônica, de 2007 a 2009. Berenice Menegale prossegue em seu trabalho formativo na Fundação de Educação Artística e em suas atividades como pianista. Maria Cristina Magalhães – Curadoria Graduação em Piano pela Escola de Música da Fuma, atual UEMG, em 1982. Curso de Especialização em Educação Musical pela Escola de Música da UFMG ¿ 1983/1984 Coordenadora pedagógica da Fundação de Educação Artística de Belo Horizonte, desde 1998. Professora de piano na Fundação de Educação Artística, desde 1991. Gerente da Orquestra Sinfônica Jovem do Palácio das Artes ¿ 2007. Coordenadora das Semanas de Música de Câmara, promovidas pela Fundação de Educação Artística, semestralmente, desde 2004. Sub-coordenadora do Festival Jovem dos Festivais de Inverno da UFMG, em Ouro Preto, anos de 1994/1995. Sub-coordenadora das oficinas de músicas em Belo Horizonte e cidades do interior, no Projeto Oficina de Cultura (Convênio FAT/Secretaria de Estado da Cultura de MG)- 1997/1998. Atividades Artísticas: Desde 1989, mantém um duo pianístico com Sandra Almeida, com intensa participação nos eventos de porte da cidade, entre eles, 4º Encontro Latino-americano de Compositores e Intérpretes, Música do Século XX, Ciclo Debussy, apresentação com o Coral Lírico do Palácio das Artes, com o Coral da Escola de Música de Uberlândia e outros, e ainda, atuação permanente na divulgação da música para piano a quatro mãos em cidades do interior de Minas Gerais . Guilardo Veloso de Andrade Filho – Coordenação de Produção GUILARDO VELOSO DE ANDRADE FILHO é historiador, fotógrafo, produtor cultural e gestor cultural. Tem mais de 37 anos de atuação na área cultural. O gosto pelas manifestações populares vem da infância, convivendo com folias de reis na cidade onde nasceu, em Pedra Azul, Vale do Jequitinhonha. O trabalho na Secretaria Municipal de Cultura de BH, nas gestões Berenice Menegale e Antonieta Cunha, ensinou a importância das políticas públicas de cultura e seu impacto sobre a vida da cidade. Foi integrante da comissão que criou a Secretaria de Cultura de Belo Horizonte, onde ficou por 09 anos e foi responsável pela criação do projeto de centros culturais, além de idealizar e coordenar uma série de eventos da instituição. Guilardo Veloso foi do popular ao pop. Abriu em 1997, no Bairro Funcionários, a casa noturna Lapa Multshow, que funcionou até 2011. Realizou diversos eventos e shows com diversidade estética do metal, popular, samba e pop. Passaram pelo local Cordel do Fogo Encantado, Nação Zumbi, Mestre Ambrósio, Lenine e Siba. “Como todos bebiam na fonte da cultura popular, havia afinidade com o que eu fazia”, explica. Seu Jorge, Bezerra da Silva e João Nogueira também marcaram presença no espaço, além de uma infinidade de grupos e artistas de BH. Em sua trajetória sempre priorizou o trabalho coletivo, dando visibilidade e espaço para todas as manifestações culturais desde o rock ao congado, promovendo a integração e divulgação da cultura belorizontina. - Produtor Fonográfico / Selo Lapa Discos – criado em 1995 cuja estreia foi com congados da cidade de Oliveira, em álbum ainda em vinil, produzido pela cantora Titane – que também registraria obras pelo selo. O selo lançou trabalhos antológicos de Zé Coco do Riachão, Pereira da Viola, Renato Andrade, Rufo Herrera e Coral Trovadores do Vale, Tavinho Moura, além de coletânea de etnomusicologia. Paulo Sérgio Santos – Curadoria Professor de História da Música e Música de Câmara da UEMG e doutor em Literatura Comparada pela PUC Minas. Experiência profissional De 1989 a 2019 foi professor de História da Música e Música de Câmara da Universidade do Estado de Minas Gerais. De novembro de 2003 até dezembro de 2019, apresentou, semanalmente, pela Rádio Inconfidência de Minas Gerais, o programa radiofônico Recitais Brasileiros, de uma hora de duração, dedicado à música erudita nacional. De janeiro de 2009 até dezembro de 2019, apresentou semanalmente pela Rádio Inconfidência de Minas Gerais, o programa Recitais Clássicos, de uma hora de duração, dedicado à música erudita internacional. A partir de 2003, tornou-se o responsável pela seção de música da Revista da Academia Mineira de Letras, para a qual escreveu vários artigos. A partir de 2008, escreveu textos sobre música para os programas impressos dos concertos da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. De 2006 até 2010, foi curador e coordenador das séries de concertos semanais Quarta Erudita e Escolas em Concerto, do Palácio das Artes (Fundação Clóvis Salgado), em Belo Horizonte, MG. De junho a dezembro de 2022, foi curador, com Maria Cristina de Lima Guimarães, de 11 concertos da série Manhãs Musicais na Fundação de Educação Artística (FEA). De maio a dezembro de 2023, foi curador, com Maria Cristina de Lima Guimarães, de 09 concertos da série Manhãs Musicais 60 Anos da Fundação de Educação Artística (FEA). Livros publicados Publicou, pela editora da Universidade Federal de Minas Gerais, o livro Músico, doce músico (em 2005). Pela editora da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, publicou (em 2013), o livro O grão perfumado.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.