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O projeto consiste na criação, produção e apresentação do espetáculo de teatro musical "Brasil Caipira - A história da música caipira". O espetáculo unirá a dramaturgia de um músical às músicas do genero para contar a história da música caipira.
O primeiro ato apresenta ao público a história dos primórdios da música caipira no Brasil, a partir do instrumento característico do gênero a “viola caipira”. Trazida pelos portugueses, a viola foi utilizada na catequização dos índios pelos padres jesuítas, sua fama capilarizou-se por todos os cantos do país por meio dos tropeiros que a levavam em suas empreitadas. A viola, por excelência, foi durante os três primeiros séculos da colonização o principal instrumento acompanhador de cantantes, sempre tocada pela figura do “violeiro”, que geralmente aprendia a tocar o instrumento pelos ensinamentos de outro instrumentista, visto que não existia ensino formal de viola na época, o que gerava um certo misticismo em torno da desta figura, muito solicitada em diversas ocasiões. Um bom violeiro atrai para si uma aurora de diferenciação, de misticismo, pois tocar viola com destreza é sempre visto como algo que salta aos olhos das pessoas e suscita curiosidades. E a habilidade no tocar é muitas vezes associada ao resultado de algum pacto. Assim, o violeiro mantém um trânsito do profano para o sagrado, e vice e versa, como nenhuma outra pessoa da comunidade consegue. Além da viola, o primeiro ato propõe-se a apresentar a música caipira como parte integrante da vida em comunidades no interior do país, utilizada nas mais diversas festas e cerimônias religiosas, acompanhando também o trabalho de plantio e colheita do solo, por meio dos cantos de trabalho. As festas e encontros quase sempre eram acompanhadas por música e causos que embalavam a vida na roça e ajudaram a criar a cultura caipira. No segundo ato o foco será a chegada da música caipira nos centros urbanos, por meio dos discos de Cornélio Pires, o primeiro produtor de música caipira independente. Neste ato três elementos compõem a narrativa: o circo, o disco e o rádio. O circo se destaca como um canal de difusão, a aproximação do público ocorre pelo viés da linguagem teatral circense, apropriada pelos artistas sertanejos numa produção conhecida como dramas. Muitos foram os artistas que despontaram nessa atividade, usando o picadeiro como palco e o circo como espaço de sociabilidade. O uso do circo, de sua linguagem e de seu espaço possibilita novos intercâmbios e também a popularização do gênero sertanejo que passa a circular junto ao circo por diferentes espaços além do rádio e do disco. Sob a lona dos circos de periferia, nas vilas da capital paulista e constitui um novo canal de divulgação e a exploração de um novo segmento popular, onde fomenta novos dramaturgos, atores, diretores, produtores e empresários para o ramo a partir da década de 1950. Como o circo peregrinava pelas periferias da cidade, onde residia gente vinda do interior, composta por grande parte da classe trabalhadora, foi possível veicular a linguagem que os sertanejos proferiam com maior receptividade Em 1929, Cornélio Pires, por intermédio de seu sobrinho que falava inglês, Ariovaldo Pires, mais tarde Capitão Furtado, propôs ao diretor da Columbia a gravação de uma série de discos sobre a música dos caipiras. Sua proposta foi veementemente negada, o que fez bancar os custos de gravação do próprio bolso. Após um mês, Cornélio tinha nas mãos seis discos diferentes, totalizando 30 mil cópias. Saiu pelo interior paulista anunciando e vendendo de mão em mão seus discos e, para surpresa geral, vendeu tudo muito rapidamente. Apesar de os discos serem mais caros que os das lojas, a notícia da existência de discos gravados por Cornélio Pires alvoroçou todo o interior. Todos queriam ouvir o som do cotidiano no linguajar, nas canções, gravados em discos. Na capital, correu o boato de que Cornélio Pires havia gravado discos com anedotas e canções dos caipiras. Rapidamente formaram-se filas na frente da fábrica, que não vendia discos, só os fabricava e distribuía. A música Sertaneja e sua Radiodifusão operaram como fatores aglutinantes e reeraisantes dos valores de vida do camponês caipira, agora urbano. A música caipira agiu como mantenedora dos valores referenciais desse povo no momento e após o êxodo rural. Diante da larga aceitação que teve a música caipira nas décadas de 1930 a 1960 por parte do público paulistano e de toda a região que compreenda a antiga Paulistânia, os caipiras tornaram-se, talvez, os únicos camponeses - e como camponeses em uma ordem capitalista, alijados das benesses obtidas como frutos do progresso - que tiveram sua história conhecida e ouvida por todos, pois através da radiodifusão e do mercado fonográfico sua história foi por eles mesmos cantada e contada. No Terceiro ato apresenta-se o gênero denominado "Sertanejo Romântico", fruto das influências de outros gêneros músicais, como a música mexicana, rock, dentre outros, além do surgimento do agora denominado "Feminejo", gênero onde a mulher se torna protagonista das canções, cantando seus anseios e sua realidade. Nos anos de 1950 o mercado do disco colocou no Brasil alguns artista da música mexicana, entre os quais destacou Miguel Aceves Mejía, por sua bela voz. Os corridos e rancheiras mexicanos encontraram guarida no seio da música caipira. Nessa época, alguns cantores, por influência dos mexicanos, começaram a utilizar o vibrato. Essa prática veio se intensificando até os dias de hoje na vertente que chamamos de romântico sertanejo. Entre os anos de 1940 e 1960, essa música cresceu no mercado do disco, bem como a quantidade de duplas cantantes. A partir da década de 1960, o advento da jovem guarda, uma das versões brasileiras do rock and roll e dos conceitos da pop art, aliados às gerações que se originaram das camadas de camponeses que vinham residindo nas cidades, deu espaço ao surgimento de uma vertente que fundia a música sertaneja ao insurgente rock, adotando temáticas urbanas nas letras e personificando agora uma nova figura que passaria a fazer parte dos tipos populares, o playboy. Uma espécie de vaqueiro da cidade. O Feminejo seria um termo que vem sendo utilizado para designar um lugar de fala das cantoras ou lugar social das mulheres dentro do sertanejo. Por conta das raízes do sertanejo na música caipira, a música sertaneja sob o domínio do olhar masculino sobre o feminino por vezes enxcergou a mulher como submissa ao marido, como objeto sexual, sem uma fala a partir de um olhar feminino. “Feminejo” é uma expressão criada e utilizada pelos meios de comunicação para denominar o que seria uma ‘extensão’ da música sertaneja. Refere-se, mais especificamente, a um grupo de mulheres que estão se destacando cada vez mais no estilo sertanejo, com músicas que falam de comportamentos femininos que antes eram associados como tipicamente masculinos, como, por exemplo, ir a motéis, sair para beber, entre outros. O Feminejo trouxe um avanço ao pautar nas letras um olhar feminino (de amparo, amizade, união e estímulo ao empoderamento) em meio a um contexto da música sertaneja marcada pelo olhar marculino (de posse, domínio, obsessão e disputa pela “mulher-objeto”).
Objetivo Geral: Criar um espetáculo de teatro musical sobre a história da música caipira. Objetivos específicos: Apresentar o espetáculo em 7 municípios da região sudoeste do Paraná. Atingir um público de ao menos 1850 expectadores. Realizar uma live em canal aberto do youtube
O projeto tem como objetivo principal a criação de um espetáculo de teatro musical sobre a história da música caipira, um dos generos musicais que formam a identidade nacional. A música caipira foi fruto de um movimento que surge no interior do país, a partir da figura do caipira, pequeno agricultor que vive nos sertões e nas regiões rurais, longe dos centros urbanos. O projeto se enquadra em diversos incisos do Art. 1º da Lei 8313/91 dentre eles: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. No Art. 3º da lei ele se enquadra no objetivo C - realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;
O Espetáculo de Teatro Musical apresentará ao público a história da música caipira na interpretação de 5 atores, acompanhados por 4 instrumentistas, com duração de 80 minutos. O texto contará a história da música caipira entremeado com canção clássicas do repertório da música caipira. A classificação indicativa será livre, com linguagem acessível a todos os públicos.
Medidas de acessibilidade no campo arquitetônico: O espetáculo será apresentado em locais que possuam rampas de acesso para expectadores que possuam necessidades de locomoção. No campo comunicacional haverá um intérprete de libras para tradução durante a apresentação do espetáculo aos deficientes auditivos.
Das medidas de democratização de acesso contidas no artigo 27 da Instrução Normativa Nº 1 do MINC de 10 de abril de 2023, todas serão cumpridas visto que as apresentações serão realizadas com distribuição gratuita da totalidade dos ingressos. Além desta será realizada uma live do espetáculo em canal do Youtube como forma de ampliar a democratização de acesso.
Jades Henrique Funções desempenhadas no projeto: - Proponente - Direção Musical - Iluminação - Assistente de Produção. Currículo: Graduado em Licenciatura em Música. Especialização em Gestão Cultural: Cultura, Desenvolvimento e Mercado. Especialização em Canto e Expressão. Professor de Canto, coordenador do Grupo de Canto de Dois Vizinhos da Prefeitura Municipal de Dois Vizinhos - Pr, desde o ano de 2014. Direção e Direção Musical dos espetáculos do Grupo de Canto de Dois vizinhos: - A Paixão de Cristo, ano de 2023; - O Nascimento do Salvador, ano de 2022; - As Rainhas do Rádio, 2022 - Os Saltimbancos, 2022 -A Paixão de Cristo, 2022 - Um Sonho de Natal, 2021 - Raul: Sobre o que eu nem sei, ano de 2019. - Sonhos não Envelhecem, ano de 2018; -Aquarela do Brasil, no ano de 2015; - Infinito Particular no ano de 2017; - Rock 80, no ano de 2016; Na iluminação, participou de oficinas nos anos de 2017 e 2008. Atuou como iluminador dos espetáculos: - Espetáculos “No Sítio” e “Don Quixote” - Novembro de 2019; - Espetáculo de Dança “Lá vem o Circo” - Outubro de 2019; - Espetáculo “Dançar é… Ser, Sentir” - Outubro de 2018; - Espetáculos Vidas em Pauta e Na Trilha do Cinema - Novembro de 2017 - Espetáculo “Amigas de Giselle” e “A Fábrica de Brinquedos” - Novembro de 2017; Gilvana Fatima Schmoeller Função no Projeto: Direção Cênica, Desenho de Figurino e Cenário Produção Executiva. Currículo: Licenciatura em Pedagogia;Licenciatura em Letras/Libras;Especialização em Psicopedagogia Institucional e Clínica;Especialização em Educação para a Infância: Educação Infantil e Anos Iniciais do Ensino Fundamental;Especialização em Educação do Campo;Especialização em Gestão e Organização Escolar.Registro profissional (DRT) em Direção de Produção; Registro profissional (DRT) como Atriz;Educador Artístico: professora de teatro no Grupo de Canto de Dois Vizinhos, da Prefeitura Municipal de Dois Vizinhos;Direção Cênica nos espetáculos: Espetáculo Raul, Sobre o que eu nem sei, no ano de 2019.Espetáculo Villa e as Crianças, no ano de 2019.Espetáculo de Dança Lá vem o Circo, no ano de 2019.Espetáculo de Ballet Dom Quixote, no ano de 2019.Espetáculo Raízes, no ano de 2019.Espetáculo Aladdin, no ano de 2021.Espetáculo Um Sonho de Natal, no ano de 2021.Espetáculo A Paixão de Cristo, no ano de 2022.Espetáculo As Rainhas do Rádio, no ano de 2022.Espetáculo Os Saltimbancos, no ano de 2022.Espetáculo de Ballet Candy Box, no ano de 2022.Espetáculo de Dança My PlayList, no ano de 2022.Espetáculo O Nascimento do Salvador, no ano de 2022Espetáculo A Paixão de Cristo, no ano de 2023.Espetáculo Legião: Como se não houvesse amanhã, no ano de 2023. Participação como atriz nas peças: Médicos à força, no ano de 2014.Vaga Vaga-lume, no ano de 2014.Fábulas de Esopo, no ano de 2015.Inquérito para saber se o homem ajuda o homem, no ano de 2015.Ruim com bruxas? Pior sem elas, no ano de 2015.Polenta com radiche, no ano de 2016.Construímos Dois Vizinhos, no ano de 2016.Participação como atriz nos espetáculos de Ballet Clássico do Corpo Municipal de Dança de Dois Vizinhos: La Fille Mal Gardée, no ano de 2014.A fábrica de brinquedos, no ano de 2017.Bela Adormecida, no ano de 2018. Dom Quixote, no ano de 2019.Participação como atriz nas peças virtuais realizadas pela Cia Pé no Palco, de Curitiba: Os olhos não mentem (2020).O futuro (2020).Sua urgência é respirar (2021).Você é uma reza bonita (2021).Bufonaria e Clarice (2022).Organização e produção de Eventos Live “Interpretando a Canção” (2021).Mostra de dança (2022).I Festival CantaVizinho (2022). Everton Luiz Carlet Função no Projeto: Ator/Cantor Currículo: Participou como Ator e cantor dos espetáculos “Legião como se não houvesse amanhã” no ano de 2023, “O Nascimento do Salvador” no ano de 2022, interpretou o personagem Cezar de Alencar no espetáculo “As Rainhas do Rádio” no ano de 2022, atuou também como ator/cantor no espetáculo “A Paixão de Cristo” em 2022. No ano de 2021 integrou o elenco do espetáculo “Um sonho de Natal”, e em 2018 integrou também o elenco do espetáculo “Sonhos não envelhecem”. Além das participações em espetáculos musicais atua como cantor em festivais, e eventos. Neuzimar Toczek de Sales Função: Atriz/Cantora Currículo: Artista, desenvolveu trabalhos em arte plástica com pintura em óleo e acrílico sobre tela, e na música como cantora coralista em coros no Oeste e Sudoeste do Paraná na voz mezzo-soprano como Coral Araupel (popular) e Grupo Mariage (erudito), atuando hoje como cantora do Grupo Municipal de Canto de Dois Vizinhos, com performances em produções musicais como cantora e atriz. Participou recentemente como atriz e cantora nas seguintes produções: Espetáculo Um sonho de Natal apresentado no dia 04/12/2021; Interpretando a canção: Mostra On line do Grupo de Canto de Dois Vizinhos; Paixão de Cristo apresentado em 20/04/2022; Espetáculo Rainhas do Rádio apresentado em 26 a 28/11/2022; O Nascimento do Salvador apresentado em 17/12/2022; Paixão de Cristo apresentado em 07/04/2023; Legião: Como se não houvesse amanhã apresentado 26 a 28/04/2023; IVANIA LOVISON Função no Projeto: Atriz/Cantora Currículo Atriz com Registro Profissional - DRT, Atuou no Grupo Municipal de Teatro de Dois Vizinhos - Atriz, cantora e assistente de direção entre 1998 e 2003 com participação nos espetáculos: Viagem ao coração da cidade – Atriz (1998)Quem quer casar com a dona Baratinha – Atriz (1999)O Fedor – Atriz (1998)A Ópera do Malandro – Atriz (1999)Ruim com bruxas? ...pior sem elas! – Atriz (1998)O Mágico de Oz – Atriz/Cantora (1999)Onde mora o pintassilgo – Diretora (2000)O Quarto – Atriz e Diretora (2000)O casamento do pequeno burguês – Atriz/Assistente de Direção (2000)Caixinhas de Surpresa - Assistente de Direção (2000)O Homem do princípio ao fim – Atriz (2001)Grupo de Canto de Dois Vizinhos - Atriz, cantora e assistente de direção desde 2019, com participação nos espetáculos: Raul: sobre o que eu nem sei... Atriz/Cantora (2019)Um Sonho de Natal – Atriz/Cantora (2021)Os Saltimbancos – Atriz/Cantora/Assistente de direção (2022)As Rainhas do Rádio – Atriz/Cantora/Assistente de direção (2022)O Nascimento do Salvador – Atriz/Cantora (2022)A Paixão de Cristo – Atriz/Cantora (2023)Legião "Como se não houvesse amanhã" – Atriz/Cantora (2023) MARI LINK Função no Projeto: Atriz/Cantora Trajetória artística: I CANTA VIZINHOS (1990) I FESTJOVEM DA CANÇÃO – 1° lugar (1991) Cantata “A Revolta dos Posseiros” – Cantora (2019) Mostra on-line “Interpretando a Canção” (2021) I FESTIVAL CANTAVIZINHO (2022) – 5º lugar (2022) Grupo de Canto de Dois Vizinhos – Atriz e cantora desde 2017, com participação nos espetáculos: Recital de MPB – Cantora (2017) Sonhos não envelhecem – Cantora (2018) Raízes – Cantora (2019) Raul: sobre o que eu nem sei... Atriz/Cantora (2019) Um Sonho de Natal – Atriz/Cantora (2021) Paixão de Cristo – Cantora (2022) As Rainhas do Rádio – Atriz/Cantora (2022) O Nascimento do Salvador – Atriz/Cantora (2022) A Paixão de Cristo – Atriz/Cantora (2023) Legião "Como se não houvesse amanhã" – Atriz/Cantora (2023)
PROJETO ARQUIVADO.