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Projeto de circulação do espetáculo KARAÍBA, peça que adapta para o teatro o livro "O KARAÍBA: uma história pré-Brasil", do renomado escritor Daniel Munduruku. Nossa história tem ointuito de repensar algumas lacunas históricas, elucidando que o encontro com os europeus é parte da história, não o início dela.Em circulação desde 2022,a peça foi inicialmente financiada pelo Fomento à Cultura Carioca. Desde então, realizou no total 16 apresentações em 3 estados e atingiu aprox. 4.000 pessoas. Tem ficha técnica majoritariamente formada por profissionais indígenas da cultura, sendo eles 17 dos 27 participantes da equipe. Com possibilidade de patrocínio pelo edital Vale Cultural 2023,propomos uma circulação gratuita para ser realizada em comemoração ao Dia Internacional dos Povos Indígenas (09/08), passando por 3 capitais (Belém, São Luís e Vitória) e duas cidades de MG (Mariana e Ouro Preto), além de ações gratuitas para jovens de baixa renda.
PEÇA TEATRAL, 50 MINUTOS, CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: LIVRE Karaíba é a adaptação do livro homônimo de Daniel Munduruku, onde só a imaginação nos faz seguir e entender as palavras e as profecias de um passado e um presente vivos em nós. Imaginar é o que permite aos seres humanos conceber outras realidades, outras histórias. Neste espetáculo, o convite é para imaginarmos essas terras 522 anos antes de tantas caravelas. Imaginar os povos Tupinikin, Turyaçu e Anhangás que aqui viviam e vivem, seus conflitos e seu modos de ver o mundo. Imaginar o karaíba percorrendo pelos caminhos de Pindoretá junto de Perna Solta, Maraí, Potyra e Periatã, personagens dessa nossa odisséia sonora teatral. DEBATE PÓS ESPETÁCULO Como nosso público-alvo são crianças e jovens, em especial de baixa renda e matriculados em escolas públicas, pretendemos realizar debates pós espetáculo, acerca da pluralidade cultural indígena e decolonialidade; Dois dias das quatro apresentações em cada cidade haverão debates pós-espetáculo com as turmas presentes, como forma de contribuir com a desmistificação de estereótipos e cumprimento da lei 11.645 que torna obrigatório o ensino de história e cultura indígena nas escolas. Quem ministrará essas conversas serão os atores do espetáculo, todos indígenas com experiências variadas (aldeados, em retomada, etnias diferentes, etc.).
OBJETIVO GERAL Promover a circulação do espetáculo KARAÍBA dialogando, principalmente, com jovens de baixa renda sobre a história colonial brasileira, estimulando reflexões no campo da decolonialidade e em prol da valorização da diversidade cultural brasileira, trazendo como ferramento a cosmologia dos povos originários através de um espetáculo lúdico e ficcional, que apresenta novos pontos de vista sobre a história oficial - tudo isso sendo um exemplo de representatividade, tendo profissionais indígenas em posições de protagonismo em toda a ficha técnica. OBJETIVOS ESPECÍFICOS - Realizar uma circulação do espetáculo KARAÍBA que passe pelas cidades Belém - PA, São Luís - MA, Vitória - ES, Mariana - MG e Ouro Preto - MG com um total de 20 apresentações; - Realizar, em cada cidade escolhida, um total de 4 apresentações; - Fazer uma circulação totalmente gratuita e com formação de público voltada a crianças e jovens entre 10 e 18 anos de baixa renda e estudantes da rede pública de ensino, junto a seus pais, responsáveis e professores; - Contribuir com a execução da lei 11.645 que torna obrigatório o ensino de história e cultura indígena, promovendo, além de um espetáculo educativo gratuito, debates pós-apresentações; - Realizar parceria com escolas para a realização destes debates pós-espetáculos, abordando temas como cultura indígena, seu papel na cultura brasileira e desmistificação de estereótipos e preconceitos; - Realizar 5 apresentações com tradução simultânea de LIBRAS, sendo uma em cada cidade; - Fazer uma divulgação a nível local e nacional; - Continuar contratando majoritariamente profissionais indígenas do mercado cultural, mantendo-se assim, um projeto exemplo de representatividade; - Ter uma equipe diversa com priorização também na contratação de pretos, pardos e integrantes da comunidade LGBTQIAP+; - Gerar aproximadamente 100 postos de trabalho, entre diretos e indiretos.
A dita "América portuguesa" já possuía uma história e identidade antes da chegada dos europeus: a indígena. KARAÍBA é um espetáculo adaptado da obra "O Karaíba - Uma história do pré-Brasil", que apresenta aspectos da cultura indígena, distanciando-os dos estereótipos de "selvagens" e "atrasados" tão reproduzidos ao longo dos anos. A ideia de adaptar este livro tem por objetivo não só estimular a leitura e disseminação das palavras de Daniel Munduruku, mas também estabelecer uma ponte entre a cidade e pautas indígenas. Além disso, vivemos numa sociedade que não tem o costume de ler, portanto adaptar para o teatro uma literatura é também uma forma de expandir o acesso ao seu conteúdo. O projeto tem por motivação dar ao público infanto-juvenil elementos lúdicos que os estimulem a pensar essa terra antes da colonização. KARAÍBA prevê uma circulação gratuita que passa por 5 cidades porque sabe a importância que é levar para o maior número de pessoas uma história onde os estrangeiros não sejam os protagonistas. Pensando nisso, tem como foco desta circulação uma formação de público voltada a crianças e jovens em idade escolar e professores, promovendo debates acerca da história, cultura indígena e decolonialidade, ministrada por indígenas. A realização de KARAÍBA, somado a esse compromisso, contribui com a execução da lei 11.645 que torna obrigatório o ensino de história e cultura indígena e afro-brasileira nas escolas. KARAÍBA é um espetáculo inédito em muitos sentidos: é o primeiro no RJ a ser feito com uma equipe majoritariamente indígena. 17 dos 27 integrantes da ficha técnica são profissionais indígenas da cultura. O projeto KARAÍBA é um espaço importante de representatividade e sua importância vai além dos palcos: de forma lúdica e musical, KARAÍBA estimula o diálogo, alimenta o imaginário das crianças e jovens, apresenta a história que conhecemos do ponto de vista indígena e convida a refletir sobre a diversidade cultural brasileira. KARAÍBA se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; (PROPOSTA DE TEMPORADA E AÇÕES GRATUITAS)III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; (COM A REALIZAÇÃO DA PEÇA, CONTRIBUIMOS COM VALORIZAÇÃO E DIFUSÃO DAS PALAVRAS DE MUNDURUKU, ESTIMULANDO A LEITURA DE LITERATURA INDÍGENA. COM UMA FORMAÇÃO DE PÚBLICO VOLTADA ÀS ESCOLAS, ESTIMULAMOS TAMBÉM SUA ABSORÇÃO POR PARTE DO CONTEÚDO PROGRAMÁTICO)IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; (COM PROFISSIONAIS EM POSIÇÕES DE PROTAGONIS, DESDE A ADAPAÇÃO DO TEXTO, PASSANDO POR FIGURINO, DIREÇÃO DE ARTE, ILUMINAÇÃO, ARTE GRÁFICA, VISAGISMO, GRAFISMOS, ATÉ CHEGAR NO ELENCO COMPLETO, KARAÍBA É UM ESPETÁCULO FEITO POR PROFISSIONAIS INDÍGENAS DA CULTURA, VALORIZANDO NÃO SÓ SUA CULTURA, SUA HISTÓRIA, MAS TAMBÉM SEU TRABALHO, EM ESPECIAL, NO MEIO ARTÍSTICO)VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; (KARAÍBA VALORIZA A CULTURA INDÍGENA BRASILEIRA)VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; (KARAÍBA, APESAR DE TRAZER UMA HISTÓRIA TOTALMENTE FICCIONAL, ATRAVÉS DA DRAMATURGIA TRAZ A VISÃO DOS POVOS ORIGINÁRIOS ACERCA DA INVASÃO DOS EUROPEUS E DE TODA A COLONIZAÇÃO, ESTIMULANDO A EMPATIA COM AS PAUTAS INDÍGENAS)VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;IX - priorizar o produto cultural originário do País. Através da Lei de Incentivo à Cultura será possível acessar o patrocínio do Edital Vale Cultural 2023, no qual nosso projeto está pré-selecionado.
PEÇA TEATRAL 50 MINUTOS DE DURAÇÃOCLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: LIVREDURAÇÃO: 50 MINUTOS DEBATE PÓS ESPETÁCULO REALIZADO PELOS ATORES DO ESPETÁCULOMEDIAÇÃO: PROFESSOR(A) DAS TURMAS + REPRESENTANTE DE PRODUÇÃO DO ESPETÁCULOTEMPO MÁXIMO DE DURAÇÃO: 60 MINUTOS.
ACESSIBILIDADE FÍSICA - O espetáculo se responsabilizará por escolher teatros cujo espaço seja totalmente adaptado para receber pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDO - A circulação será totalmente gratuita, com formação de público específica que inclua PcD; - Este é um espetáculo acessível à pessoas com deficiência visual, visto que não há cenário, tudo é construído pela narrativa oral, incluindo direcionamentos de personagens, cenários, etc. (ex de uma fala da peça: "Meus guerreiros, disse o chefe Anhangá, é da nossa tradição ser um líder..." / "Perna Solta parou na frente do rio, acocorou-se e ficou perdido em seus pensamentos", etc.)
- KARAÍBA realizará uma formação de público voltada para escolas, em especial da rede pública de ensino. Dois dias das quatro apresentações em cada cidade haverão debates pós-espetáculo com as turmas presentes, como forma de contribuir com a desmistificação de estereótipos e cumprimento da lei 11.645 que torna obrigatório o ensino de história e cultura indígena nas escolas; - Todas as apresentações de KARAÍBA serão gratuitas nesta circulação; - Elaboração de uma equipe diversa, priorizando, na contratação dos produtores locais de cada cidade, pessoas indígenas, pretos e pardos, bem como integrantes da comunidade LGBTQIAP+; - Além das apresentações, como nosso público-alvo são crianças e jovens, em especial de baixa renda e matriculados em escolas públicas, pretendemos realizar debates pós espetáculo, acerca da pluralidade cultural indígena e decolonialidade, contribuindo com a execução da lei 11.645 que torna obrigatório o ensino de história e cultura indígena nas escolas.
Juliana Gonçalves (proponente. diretora de produção do projeto): Produtora e gestora cultural, Juliana Gonçalves se dedica a projetos artísticos que apresentem um papel sócio-cultural relevante. Além de ter cursado História e, hoje, concluir sua formação em Produção Cultural, ambas na UFF, também possui formação em Produção Audiovisual e em Produção Executiva para Cinema e TV na Academia Internacional de Cinema. Atuante na área desde 2015, é regularizada pelo SATED-RJ como Diretora de Produção Teatral (DRT no 0004470). Entre 2015/17 integrou a equipe da Gerência de Cultura do Sesc-RJ; em 2018 trabalhou na Agenda Cultural do Museu da Justiça. Em 2021 produziu o curta “As Plantas no Meu Quintal”, parceria com a Tekohá D’Jey - aldeia Guarani Nhandeva de Paraty. Como diretora de produção, faz parte do projeto “Império Nacionalista”: peça-filme (2021), livro pela editora 7Letras (2022), mostra de processo no 8o Festival Midrash (2022) e no 3o FESTFLUM (2023), mais a “Gorila de Caboclo” no carnaval de rua carioca (2023). Idealizou e produz o espetáculo “KARAÍBA, um musical originário” - adaptação do livro de Daniel Munduruku -, em circulação pelo Brasil. Atualmente, faz parte da residência Lab Cinema Expandido (MAM-RJ), onde desenvolve, junto com a artista Luzé, um curta com instalação para futura exposição coletiva.Rafael Bacelar (direção): diretor, ator, performer, bailarino e dragqueer. Formado nas escolas técnica e de graduação da UFMG. Fundador e diretor artístico da companhia TODA DESEO de teatro/MG, co-fundador do Cabaré das Divinas Tetas/MG e ator colaborador na companhia brasileira de teatro/PR. Marcus Liberato (ass. de direção e produtor executivo): se formou como ator pelo T. U (teatro universitário da UFMG) no ano de 2007. Foi integrante da Cia. teatral Banquete Cultural onde atuou nos espetáculos: Amor e restos Humanos e Áurea, a lei da velha senhora. Atuou em dezenas de curtas metragens independentes. No média, o triste fim de Arsênio Godart , dirigido pelo Adolfo Rosenthal e no longa, O filho do Homem, produzido pela Fundação Cesgranrio e dirigido pelo Alexandre Machafer. Atuou também nas séries: Cidade Invisível (Netflix), Tocs de Dalila (Multishow), O mecanismo (Netflix), Suburbia (Tv Globo). Atua também como produtor de eventos corporativos e artísticos, fez assistência de produção executiva para o espetáculo, Rio Baile Show e Cerca Viva, produzidos pela Bloco PI. É produtor executivo e assistente de direção do espetáculo KARAÍBA em atual circulação por festivais de teatro pelo Brasil. Jéssica Meireles (atriz indígena): mulher e atriz indígena, cria de nova iguaçu, co-fundadora, atriz-diretora do Teatro Baixo, há 08 anos. Coordena coletivamente a oficina UTA- Unificação do Trabalho do Ator, em parceria com o SESC NOVA IGUAÇU e desenvolve estudos e pesquisas em cima da dramaturgia afetiva com atores da baixada fluminense. Yumo Apurinã (ator indígena): é ator em formação em Artes Cênicas - Teatro pela CAL - Casa das Artes em Laranjeiras. Atuou em O BALCÃO (2022), de Gean Genet, direção de Renato Carrera. Escreveu e atuou nas cenas solos OS MEUS OLHOS (2021), TIBIRA E A MÃE (2020), ganhadores dos prêmios do FESTICAL ONLINE: 2º lugar de Melhor Ator e 2º lugar de Melhor Cena; e 1º lugar de Melhor Ator, respectivamente. Entre seus últimos trabalhos como ator estão o O TURISTA APRENDIZ (2022), de Murilo Salles; os espetáculos KRUM (2021), de Hanoch Levin, direção de João Batista; TYBYRA - UMA TRAGÉDYA YNDYGENA BRASYLEYRA (2021), leitura dramática do texto de Juão Nyn, direção de Renato Carrera; INIMIGO DA CLASSE (2019), de Nigel Williams, direção de David Herman. Foi indicado ao Prêmio APTR 2022 na categoria Jovem Talento – Troféu Manoela Pinto Guimarães por sua atuação em POR DETRÁS DO BALCÃO, direção de Renato Carrera. Ludimila D'Angelis (atriz indígena): é atriz. Formada em Teatro Bacharelado pela Universidade Cândido Mendes e em Teatro Licenciatura pela Universidade Estácio de Sá. Realizou como atriz diversos espetáculos teatrais como "Uma Intervenção" de Mike Bartlett e dirigido por Clarissa Freire, "Urucuia Grande Sertão" escrito por Lúiz Fernando Pinto e Eridiana Rosa e dirigido por Márcia Do Valle, "Histórias Que O Eco Canta" escrito e dirigido por Ilo Krugli, dentre outros espetáculos. Participou de Workshops e Cursos Intensivos do Lume Teatro, Isaac Bernat, Joana Lebreiro, WorkCenter Of Grotowski and Thomas Richards. É uma das idealizadoras do programa "Conversas: ações e reflexões no enfrentamento à violência contra a mulher". Pesquisa oralidade e corporeidade nas tradições brasileiras. Também é idealizadora do programa "Meu Sotaque Tem História", entrevistando pessoas migrantes através de sua rede social no Instagram. Danilo Canindé (ator indígena): é ator indígena brasiliense com raízes em Recife- PE. Aos 14 anos (2014) de idade começou a fazer teatro no curso livre da cidade de Cabo Frio onde trabalhou em diversas linguagens teatrais. Cursa Estética e Teoria do Teatro na Unirio hoje além de estudar atuação para audiovisual mergulha na pesquisa e resgate da ancestralidade e performance enquanto indígena urbano em processo de retomada identitária,trazendo isso para seus trabalhos sempre que pode. Atualmente participa do espetáculo "Mundaréu de Mim", de Duda Maia, com estreia prevista para dezembro de 2023. Caio Senicato (iluminador): é formado em Rádio e TV pela Universidade Metodista de São Paulo e em Direção de Fotografia pela Universidad del Cine - Buenos Aires, começou sua carreira profissional como estagiário no Teatro do SESI, em Piracicaba-SP, aonde teve o primeiro contato com o que se tornaria uma grande paixão: a iluminação. Após terminar a faculdade no Brasil, partiu rumo a Argentina para a segunda graduação e lá sua conexão com o teatro se intensificou. Tendo trabalhado mais de dez anos como iluminador em vários teatros e peças na capital argentina e atingindo a terceira posição no ranking de iluminadores que mais assinaram desenhos de luz em Buenos Aires no ano de 2019. Acumulando mais de 40 desenhos de luz na carreira. Em 2020, retornou ao Brasil e ingressou na Rede Globo, onde por dois anos operou luzes de programas como BBB, Caldeirão do Mion, Domingão do Huck, entre outros. De volta ao teatro, esteve presente no 30º Festival de Teatro de Curitiba, como iluminador do espetáculo Karaiba em março de 2023.
PROJETO ARQUIVADO.