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O projeto A CASA DA MULHER IMIGRANTE _ FASE 1 consistirá do restauro do prédio tombado do antigo Hotel Lanfredi, sobrado de alvenaria com três pavimentos e área construída aproximada de 500m², instalado sobre uma fração ideal de terras de 2.810,04m², localizado no centro do município de Alto Feliz. O conjunto foi cedido pelo proprietário, a empresa OS Participações, ao Instituto Escaiola, para uso com fins culturais. O Instituto Escaiola sediará na Casa da Mulher Imigrante suas ações e projetos presenciais de valorização, cidadania e empoderamento do feminino, entre outras. Parte dos recursos necessários ao financiamento deste projeto está sendo buscado junto à lei de incentivo LIC RS, em proposta a ser reapresentada quando o mecanismo estadual de incentivo reabrir para novas propostas em 2024.
PROJETO DE EXPOSIÇÃO INAUGURAL PARA A CASA DA MULHER IMIGRANTE A exposição sobre mulheres imigrantes, ainda sem título definido, constará de 10 a 15 painéis com retratos individuais de mulheres das etnias que povoaram Alto Feliz e municípios limítrofes (Bom Princípio, Carlos Barbosa, Farroupilha, Feliz, São Vendelino, Vale Real), e vídeo com os depoimentos gravados para exibição ininterrupta no ambiente expositivo. As etnias são kaingang, alemã, italiana, portuguesa, francesa, suíça, polonesa, espanhola, venezuelana, haitiana, senegalesa e outras, se surgirem na pesquisa. Cada foto será acompanhada de um perfil descritivo da imigrante contendo informações como país de origem, motivo e ano da imigração, sonhos, conquistas, realidade no Brasil, frustrações etc. No caso de imigrante já falecida, a foto será de arquivo familiar ou retrato de uma descendente viva portando a foto da antepassada, e o perfil será elaborado a partir de pesquisa bibliográfica e/ou entrevista com familiares. A exposição também apresentará dados quantitativos e qualitativos dos movimentos imigratórios registrados nos sete municípios, sempre destacando a presença feminina. Uma ilustração cartográfica localizará Alto Feliz e municípios do entorno no Brasil, bem como as correntes imigratórias recebidas, a partir de seus países de origem. As mulheres entrevistadas e fotografadas deverão ceder os direitos de imagem para fins de exposição e divulgação, mediante documento. A exposição será de longa permanência na Casa da Mulher Imigrante, podendo ser substituída por projetos ocasionais e retornar à exibição. Características · 10 a 15 fotos 80 x 160 impressão 4x0 · 10 a 15 paineis de texto (perfil) 30 x 30 e impressão 1x0 · 4 paineis informativos 80 x 1,60 e impressão 4x0 Equipe · Curadoria, entrevistas e textos: Juliana Soares · Produção: Carmen Langaro · Fotografia: Diego Frigo · Projeto expográfico, identidade visual e diagramação: Quarto Estúdio · Impressão: Top Laser · Vídeo: Mart Produtora
Objetivo GeralRestaurar o prédio tombado construído em 1903 no atual município de Alto Feliz para implantar no imóvel o espaço cultural A Casa da Mulher Imigrante. Objetivos específicos• Valorizar a figura da mulher imigrante do passado e do presente, especialmente de Alto Feliz e municípios do entorno.• Dotar a cidade de um espaço cultural apto a receber múltiplas atividades, democrático e acessível.• Promover ações e projetos de cultura, empreendedorismo, empoderamento e cidadania voltados ao público feminino.• Promover o uso do espaço por instituições e agentes culturais públicos ou privados da região.• Contribuir para a valorização turística e cultural de Alto Feliz e região.• Restaurar o imóvel tombado • Instalar a Casa da Mulher Imigrante • Realizar a exposição de longa duração sobre a mulher imigrante• Atingir um público atingido com evento de inauguração
O Insituto Escaiola é uma instituição cultural sem fins lucrativos e que não recebe qualquer tipo de contribuição pública ou privada, daí a necessidade de buscar patrocínios de empresas por meio das leis de incentivo à cultura como a Rouanet e a LIC RS. Se enquadra nos incisos I, III, IV, V, VI e VIII do Art. 1° da Lei 8313/91 bem como atende aos objetivos III C do Art. 3° da mesma lei.
PROJETO A CASA DA MULHER IMIGRANTE O projeto A CASA DA MULHER IMIGRANTE – FASE 1 consistirá do restauro do prédio tombado do antigo Hotel Lanfredi, sobrado de alvenaria com três pavimentos e área construída aproximada de 500m², instalado sobre uma fração ideal de terras de 2.810,04m², localizado no centro do município de Alto Feliz. O conjunto foi cedido pelo proprietário, a empresa OS Participações, ao Instituto Escaiola, para uso com fins culturais. Constituído recentemente, o Instituto Escaiola sediará na Casa da Mulher Imigrante suas ações e projetos de valorização do feminino, entre outras. Parte dos recursos necessários ao financiamento deste projeto serão buscados junto à Lei Rouanet e parte junto à LIC RS. O projeto busca contemplar a diversidade étnica feminina povoadora de Alto Feliz e municípios limítrofes (Bom Princípio, Carlos Barbosa, Farroupilha, Feliz, São Vendelino e Vale Real), notadamente as kaingangs originárias e as imigrantes do passado (alemãs, italianas, portuguesas, francesas, polonesas, suíças, espanholas) e do tempo presente (venezuelanas, haitianas, senegalesas). Juntos, estes municípios representam uma população de 138.620 pessoas, segundo o IBGE/Censo 2022. O imóvel a ser restaurado foi construído em 1903 pelo filho de imigrantes alemães João Weissheimer e tombado pelo poder público municipal em 2022. Atualmente, sua estrutura apresenta risco de colapso. O prédio de três pavimentos apresenta uma composição de fachada neoclássica eclética, com simetria, ritmo ditado pelos cheios e vazios, frisos e ornamentos. Ao mesmo tempo, percebe-se uma composição colonial, com telhado em duas águas e oitão inspirado nas casas enxaimel. Trata-se de um neoclassicismo eclético com regionalismos. Os usos a que foi destinado remetem ao patrimônio histórico material e imaterial da cidade, e está presente na memória afetiva da comunidade, tanto em relação à colonização pelos imigrantes quanto à evolução social e econômica local. Já foi moradia, casa comercial, a primeira escola e, por fim, o primeiro hotel, o Hotel Lanfredi. O projeto injetará na economia de Alto Feliz e arredores a maior parte dos recursos captados via leis de incentivo, visto que serão contratados fornecedores de bens e serviços essencialmente da região. O investimento na economia da cultura local será o maior já realizado, e prosseguirá reverberando no futuro, com as ações culturais e de empreendedorismo feminino a serem promovidas pelo Instituto Escaiola no local. O público prioritário das ações será a comunidade de Alto Feliz e municípios limítrofes, que, à exceção de Farroupilha, são considerados de pequeno porte. Alto Feliz está na rota do turismo como município ao pé da Serra Gaúcha, cultura majoritariamente germânica e a presença de vinícolas, que atraem centenas de visitantes mensalmente. Além de agenda cultural conjunta com a Prefeitura Municipala de Alto Feliz e com o Conselho Municipal de Cultura, será prospectada a realização de atividades casadas com outros empreendimentos culturais e turísticos da região, visando ao fomento da cadeia econômica criativa local. O restauro do prédio tombado e sua revitalização como espaço cultural, segundo a nova dinâmica urbana da pós-modernidade, ressignificará o imóvel como elemento material do passado (a casa) tendo como contraponto a afirmação e o empoderamento feminino do presente, por meio da valorização da mulher imigrante, historicamente relegada ao segundo plano. Após concluído, a Casa da Mulher Imigrante abrigará uma exposição de longa permanência sobre mulheres imigrantes da região (ver projeto de exposição em anexo bem como orçamento) e outras iniciativas de valorização do saber e fazer feminino, tais como cursos, rodas de conversa e mostras artísticas, entre outras, promovidas ou não pelo Instituto Escaiola com recursos incentivados. O acesso à Casa da Mulher Imigrante será aberto a todos os públicos e gratuito. Será incentivado o acesso das escolas locais ao espaço. Em eventos com cobrança de ingresso, se houver, será respeitado o percentual mínimo de 10% para não pagantes ou outra forma de democratização de acesso. Mesmo em eventos privados, será incentivado o percentual mínimo para não pagantes. Todo o espaço físico da Casa da Mulher Imigrante e jardins será acessível a portadores de necessidades especiais ou idosos, equipado com elevador, rampas de acesso, escadas com corrimão, piso tátil e sanitários adequados. HISTÓRICO DO IMÓVEL TOMBADOPor volta de 1846, cerca de 50 famílias de imigrantes alemães iniciaram a colonização da localidade chamada Batatenberg, o Morro das Batatas, hoje pertencente a Alto Feliz. Os imigrantes italianos chegaram por volta de 1875, através da velha linha colonial traçada nas matas da Encosta da Serra. Por volta de 1900, era construída a estrada Júlio de Castilhos, única via de ligação entre Porto Alegre e a região norte do estado. A povoação, antes localizada no Morro das Batatas, foi se concentrando ao longo da rodovia, assim deslocando o centro econômico-social para o território onde, em 1903, o filho de imigrantes alemães João Weissheimer concluía a construção de um prédio de alvenaria constituído por três pavimentos, incluindo porão, para residência de sua família e atividade comercial. O uso da pedra tem forte presença nas edificações deste período. Neste exemplar, percebe-se que as alvenarias do pavimento térreo são constituídas por pedras basalto, diferentemente do que acontece nas alvenarias do pavimento superior, que são compostas por tijolos cerâmicos maciços. Ambas as alvenarias receberam reboco nas duas faces, bem como possuem função estrutural. As pedras são assentadas sem a utilização de argamassa, e as menores são utilizadas para o preenchimento de espaços vazios, garantindo a estabilidade da edificação. A fachada é composta por cinco janelas no andar superior e quatro janelas no inferior, ladeando a porta de entrada. Ao longo do Século XX, o sobrado esteve ocupado como moradia e casa comercial por João Weissheimer e seus descendentes. No período de 1939 a 1956, o segundo andar foi ocupado por uma escola de ensino fundamental. A partir de então, foi ocupado pelo primeiro hotel local, o Hotel Lanfredi, que operou até meados de “xxxxxx. Atualmente sua estrutura apresenta risco de colapso. Á época em que João Weissheimer construiu o imóvel, a localidade ainda pertencia a São Sebastião do Caí. Em 1959, foi incorporada ao novo município de Feliz, e, em 1992, Alto Feliz foi emancipado como município. Com 3072 habitantes (Censo IBGE 2022), Alto Feliz situa-se na Encosta Inferior do Nordeste, na Microrregião Colonial da Encosta da Serra Geral, no Estado do Rio Grande do Sul. Localiza-se a 100 km da capital do Estado, tendo como principais acessos a antiga Estrada Júlio de Castilhos VRS 326, a RS 452 que interliga a RS 122 com a BR 116 e, ao norte, a RS 122. Limita-se com os municípios de Bom Princípio, Carlos Barbosa, Farroupilha, Feliz, São Vendelino e Vale Real. Em fevereiro de 2021, Darci Gustavo Weissheimer e Vera Lucia Veit Weissheimer venderam a propriedade para a empresa OS Participações Ltda, já instalada em Alto Feliz com uma operação enoturística de grande porte, a Vinícola Don Guerino. Os proprietários são uma família de origem italiana imbuída da preocupação com a proteção de bens históricos da sua região, daí a intenção de reabilitar o imóvel adquirido. Em fevereiro de 2022, o casarão é considerado Patrimônio Cultural do Município de Alto Feliz e tombado em nível municipal, com a determinação de comprometer-se, o proprietário do imóvel, em “manter as características originais externas do sobrado, com a sua preservação e conservação, mantendo na fachada a descrição: "HOTEL LANFREDI", e a transformá-lo em um Centro de Cultura, promovendo acesso da população local às atividades culturais de forma gratuita”, o que será plenamente atendido por este projeto Casa da Mulher Imigrante.
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Nos termos da legislação vigente e do tecnicamente viável, no aspecto arquitetônico os recursos de acessibilidade às pessoas com mobilidade reduzida ou idosas para permitir o acesso aos locais onde se realizam as atividades culturais e espaços acessórios como banheiros, áreas de alimentação e circulação são os seguintes:* Rampas de acesso* Escadas com corrimão* Elevador* Placas de sinalização em braile* Sanitários adaptados* Assentos adaptados localizados próximos aos meios de acesso O Projeto de paisagismo, a ser elaborado e executado, também vai contemplar piso tátil, rampas de acesso, escadas com corrimão, elevador, placas de sinalização em braile. No aspecto comunicacional, os recursos de acessibilidade às pessoas com deficiências intelectual, auditiva e visual para permitir o acesso ao conteúdo dos produtos culturais resultantes do projeto, qual seja a exposição sobre mulheres imigrantes, serão:* Exposição de fotos e textos impressos, possibilitando o acesso ao conteúdo por portadores de deficiência auditiva. Uma versão em audiodescrição será gravada por profissionais habilitados e disponibilizada por qrcode aos deficientes visuais.* Vídeo com depoimentos de mulheres imigrantes ou suas descendentes com inclusão de intérprete de linguagem de sinais, possibilitando o acesso ao conteúdo por portadores portadores de deficiência auditiva e visual. O material de divulgação do restauro e dos produtos culturais gerados pelo projeto conterá informações sobre a disponibilização ao público das medidas de acessibilidade. Os custos com as ações de acessibilidade estão contemplados nos itens 1 e 3 do orçamento analítico, nos custos de obra conforme planilha específica de obra anexada ao projeto, e diluídos nos custos vinculados de divulgação.
O acesso à Casa da Mulher Imigrante será aberto ao público em geral, de forma gratuita, com exceção de eventos em que esteja prevista a cobrança de ingressos. Em eventos com cobrança de ingresso, serão destinados até 10% para distribuição gratuita promocional por patrocinadores (havendo mais de um, receberão em quantidade proporcional ao investimento efetuado); mínimo de 10% para distribuição gratuita com caráter social ou educativo; até 10% para distribuição gratuita promocional pelo proponente em ações de divulgação do projeto; e mínimo de 20% para comercialização em valores que não ultrapassem 3% do salário-mínimo vigente no momento da apresentação da proposta. As cotas acima descritas poderão ocorrer por meio de sessões exclusivas para não pagantes. Na venda de ingressos será assegurada meia entrada para estudantes em, no mínimo, 40% do quantitativo total dos ingressos comercializados, e meia entrada para idosos em todos os ingressos comercializados. A Casa da Mulher Imigrante permitirá sempre que possível disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal; a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos; realizar, gratuitamente, atividades como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infanto-juvenil.
O Instituto Escaiola se responsabilizará pelas seguintes ações na execução do projeto: Coordenação geral da obra de restauro Coordenação das ações de inauguração do empreendimento CURRÍCULOS RESUMIDOS DA EQUIPE PRINCIPAL - https://lattes.cnpq.br/ Juliana Betemps Vaz da SilvaGraduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Pelotas (2001). Especialista em Projetos de Arquitetura e Urbanismo em Áreas de Interesse Cultural (2020). Atuou na Coordenação Geral da Secretaria de Planejamento de Carlos Barbosa, 2002, e como Secretária Municipal de Planejamento 2003 ? 2004. Sócia-diretora da empresa Juliana Betemps Arquitetura, na cidade de Carlos Barbosa ? RS (desde 2004). Arquiteta e Urbanista da Prefeitura de São Pedro da Serra (desde 2011). Integrante do corpo técnico da Escaiola Arquitetura Rara - grupo de profissionais autônomos que atua na área de preservação, restauro e educação patrimonial (desde 2013) . Presidente da Associação dos Profissionais e Empresas da Construção Civil de Carlos Barbosa (2018-2020), Secretária de Finanças da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (2017-2019 e 2020 - 2022). Consultora em serviços de arquitetura com ênfase ao turismo da Associação de Turismo da Serra Nordeste (Atuaserra - 2015 a 2019). Experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, Planejamento Urbano, Patrimônio Histórico, Projetos de Áreas de Interesse Turístico. Trabalhos de arquitetura de interiores, projetos arquitetônicos residenciais, comerciais e institucionais, projetos de restauração arquitetônica de patrimônio cultural. Cristiane RauberGraduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Feevale (2011). Especializando-se em Patrimônio Arquitetônico e Urbano (2020). Profissional liberal na cidade de Bom Princípio - RS e integrante da equipe Escaiola Arquitetura Rara, na cidade de Carlos Barbosa - RS. Atua como responsável técnica de CARGO E FUNÇÃO pelos serviços de Arquitetura e Urbanismo e outras atividades profissionais, científicas e técnicas na empresa RAUBER PROJETOS, OBRAS E COMERCIO EIRELI na cidade de Bom Princípio - RS. Experiência na área de Projetos de Revitalização e Restauração. Projetos Arquitetônicos Residenciais, Comercias, Institucionais, Projetos de Arquitetura de Interiores, Construção e Administração de obras. Carmen Silvia LangaroMestranda em Turismo, Memória e Patrimônio pela Universidade de Caxias do Sul. Graduada em Jornalismo pela Unisinos (RS) e pós-graduada em Liderança Estratégica de Negócios e Pessoas pela ESPM. Gestora cultural. Planejamento e gestão de restauro de patrimônio histórico. Produtora de arte e cultura. Juliana SoaresPossui graduação em Licenciatura - História pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (2008), Mestrado acadêmico em História na mesma instituição (2012) e Especialização em Arqueologia e Patrimônio Cultural (2015).
PROJETO ENVIADO PARA ARQUIVAMENTO.