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Circulação gratuita de teatro infantojuvenil por 8 cidades, apresentando o espetáculo inclusivo "Mig Meg Mug _ Amizade a partir da diferença", que possui audiodescrição integrada à dramaturgia e à interpretação e acompanhamento de interprete de libras em todas as sessões, possibilitando a fruição por pessoas com deficiências visuais e auditivas; e realização de oficinas para crianças com ou sem deficiência,que possibilitam o desenvolvimento e a convivência das singularidades de forma divertida.
Sinopse do espetáculo: O espetáculo conta a história da gata Mig e da menina Meg, amigas inseparáveis desde pequenas. O tempo passa, Meg se torna uma jovem adulta cheia de planos e sonhos e Mig envelhece, quando um acontecimento inesperado muda radicalmente o cotidiano das duas: Mig fica cega. É nesse momento que a ratinha Mug junta-se a elas. Além de dividir alegrias, medos e biscoitos deliciosos, Mug passa a mostrar com palavras tudo aquilo que os olhos de Mig não vêem mais; afinal, as amigas de verdade compartilham o melhor que têm. O enredo aborda de modo sensível e poético o tema da amizade e das diferenças, oferecendo ao público uma história divertida e singela sobre o verdadeiro valor da amizade. O texto é livremente inspirado na fábula de Luís Sepúlveda, "História de Mix, Max e Mex".
Objetivo Geral: Teatro e Inclusão - Promover a inclusão social e cultural da pessoa com deficiência por meio da circulação gratuita do espetáculo teatral infantojuvenil inclusivo "Mig Meg Mug _ Amizade a partir da diferença" e de oficinas para crinaças com e sem deficiência, quebrando barreiras de convivência, combatendo o preconceito à pessoa com deficiência e desenvolvendo formação de plateia para as artes cênicas. Objetivos específicos: - Promover a circulação de espetáculo teatral infantojuvenil inclusivo em 8 cidades dos Estados de São Paulo e Minas Gerais, com 3 apresentações gratuitas por cidade, totalizando 24 apresentações e com espectativa de impactar ao menos 4.800 pessoas; - Realizar 8 oficinas gratuitas para crianças com ou sem deficiência, impactando cerca de 240 pessoas; - Atingir ao menos 5 mil pessoas com o projeto.
Como repensar modos de criação e fruição, considerando os rompimentos das barreiras sociais que produzem a deficiência de uma pessoa cega? Como dialogar com um público não vidente ou com baixa-visão a partir das nossas condições de artistas videntes? Como cultivar a amizade a partir da diferença entre os seres? Essas foram algumas das perguntas lançadas pelas atrizes Brisa Vieira, Gabriela Giannetti e Lila Marília, da Manifesta Companhia, que as levaram a compor um espetáculo que traz o tema da amizade e da diferença e que possa ser fruído por um público com diferentes modos de percepção. Tais perguntas mobilizaram as atrizes que, juntamente com a diretora Alice Possani, compuseram um espetáculo que conta a história da amizade entre três diferentes seres: a gata Mig, a menina Meg e a rata Mug. A cegueira da gata Mig e a inusitada amizade com a rata Mug, acontecimentos presentes na história, colocaram o grupo num caminho criativo ao encontro com questões que atravessam a realidade das pessoas com deficiência visual. Assim, a Manifesta Companhia criou um espetáculo que considera um público diverso, que por sua vez também se vê representado na narrativa que aborda a história de uma gata cega. A dramaturgia e a encenação do espetáculo estão em constante diálogo com o tema da acessibilidade, equidade e amizade. O espetáculo propõe a audiodescrição para além de um recurso de acessibilidade externo à obra, mas como um elemento integrante da linguagem cênica e dramatúrgica. De forma que buscamos assumir nossa responsabilidade enquanto artistas de repensar modos de criação e fruição, considerando os rompimentos das barreiras sociais que produzem a deficiência de uma pessoa cega. A criação partiu do corpo-voz das atrizes e da acessibilidade como linguagem, se desdobrando em diferentes camadas na dramaturgia da cena: narrativas, audiodescrição, sonoridades, canções e visualidades (cenário e figurino), compondo uma linguagem que investiga os sentidos de modo mais amplo, considerando e incluindo corpos mistos (pessoas com e sem deficiências) na fruição do espetáculo, minimizando, assim, as barreiras sociais que dificultam o acesso a fruição de espetáculos por pessoas com deficiência. Compartilhando deste anseio pela promoção da inclusão cultural, a proponente se une à Manifesta Companhia, também de Campinas/SP, para realizar esta circulação de ações de extrema relevância social e cultural, que destacam a importância da inclusão da pessoa com deficiência considerando o aspecto emocional, cultural e social. A circulação de teatro e as oficinas para crianças integrantes desta proposta proporcionam efetivamente a inclusão de pessoas com deficiência auditiva e visual, promovendo a interação desses com a população em geral e a vivência de uma experiência teatral pensada também para elas, e não apenas adaptada; desenvolvida para integrá-las de forma plena, quebrando barreiras de convivência e combatendo o preconceito à pessoa com deficiência. As elaborações teóricas de L.S.Vigotski (1896-1934) a respeito da aprendizagem e do desenvolvimento de pessoas com e sem deficiência aponta as contribuições da arte para o desenvolvimento humano. Para este autor, a arte está em permanente relação com a realidade objetiva, compreensão que lhe permitia enxergar a potencialidade dessa elaboração humana. Sob esta perspectiva, a arte está intrinsecamente ligada à vida, as relações sociais, de ela é o conjunto de diferentes expressões de aprendizado. Na visão sócio-histórica de Vigotski (2004, 1999), a arte é uma atividade que contempla todos os indivíduos, é uma atividade criadora, na qual a imaginação, a fantasia e a realidade interagem na produção de novas possibilidades de interpretação, de expressão e de ação, assim como constroem outras relações educacionais e sociais com outros sujeitos. Assim, fica claro o impacto positivo da arte no desenvolvimento cognitivo, social e emocional do sujeito. Outro aspecto relevante da proposta é a produção colaborativa, uma vez que o projeto reúne importantes profissionais: o espetáculo tem dramaturgia, criação e atuação das atrizes Brisa Vieira, Gabriela Giannetti e Lila Marilia, da Manifesta Companhia e direção de Alice Possani, do Matula Teatro, experiente na transposição da literatura para cena e em projetos com acessibilidade. As apresentações também contam com a tradução em Libras feita por Josie Ananias, da Anni Libras, ampliando o acesso ao espetáculo. Na composição, nos arranjos e na produção musical da trilha sonora original temos os músicos Lucas Uriarte e Fernando Sagawa; Anabela Leandro, na preparação vocal, e, por fim; Mariana Maurer na cenografia e Anna Kuhl e Juliana Tomazini nos figurinos. Para a criação desta dramaturgia audiodescritiva além de contar com a revisão e consultoria de Oscar Capucho (ator profissional, maratonista e bailarino cego formado pela UFMG e um dos artistas brasileiros com deficiência mais atuantes no Brasil e no exterior) também contamos durante todo processo com o apoio técnico de Gabriela Giannetti, atriz e audiodescritora integrante da Manifesta Companhia, que tem experiência profissional como roteirista e locutora de audiodescrição. A circulação também contará com Maíra Masse e Isadora Ifanger, duas mulheres PCDs especializadas na produção de acessibilidade e de mídias sociais com acessibilidade. À gestão cultural da Cacho de Ideias (proponente) soma-se a expertise da produtora Cassiane Tomilheiro, da Cais das Artes, que agrega conhecimentos no campo da acessibilidade, da produção em rede e da produção de projetos culturais. Destacamos aqui alguns pontos que consideramos mais relevantes no espetáculo: 1) Protagonismo feminino - As principais personagens da história são do gênero feminino, pois consideramos necessário o público infantojuvenil vivenciar histórias protagonizadas por personagens femininas. 2) A sonoridade como camada narrativa - As canções interpretadas ao vivo pelas atrizes e as paisagens sonoras permeiam diferentes momentos do espetáculo, enriquecendo-o em seu aspecto auditivo, fortalecendo camadas narrativas que não tomam a visão como sentido prioritário. 3) Audiodescrição integrada na dramaturgia e na cena - O espetáculo incorpora a audiodescrição como linguagem, rompendo a barreira que normalmente separa público vidente e com deficiências visuais. 4) Acessibilidade para surdos - A parceria com a intérprete de libras Josie Ananias, que nos acompanha desde a estreia presencial, garante a acessibilidade para pessoas surdas nas apresentações previstas no projeto. 5) Circular um espetáculo para o público infantojuvenil - Nessa fase da vida, a criança expande seu núcleo de relacionamentos para além da família. Assim, um espetáculo como "Mig Meg Mug", que visa promover o diálogo com um público em suas diversidades, contribui para o desenvolvimento das relações afetivas e de suas identidades individuais e coletivas. A interação constante das atrizes com o público infantojuvenil, alvo do projeto, em suas trajetórias artísticas e como educadoras, são constantes e de longa data. Elas possuem vasta experiência como professoras de teatro em cursos livres, no ensino infantil, fundamental, como produtoras de projetos de desenvolvimento artístico e cultural voltado para a infância e também em intituições que atendem pessoas com deficiência. 6) Realização de oficinas para crianças com ou sem deficiência, que possibilitam o desenvolvimento e a convivência das singularidades de forma divertida. 7) Contratação de produtoras de acessibilidade e de mídias sociais com acessibilidade - Serão contratadas duas mulheres PCD, profissionais especializadas em acessibilidade, para garantir a presença do público com deficiência nas apresentações, buscando parcerias com o poder público e instituições dos municípios. Finalmente, o projeto se justifica no que diz respeito à formação de público para a cultura, à acessibilidade e à democratização de acesso, já que leva arte e cultura a pessoas oriundas de comunidades em situação de vulnerabilidade social e pessoas com deficiência. A proposta se enquadra diretamente nos seguintes incisos do Art. 1° da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; IX - priorizar o produto cultural originário do País. A realização do projeto também permitirá alcançar os seguintes objetivos do Art. 3° da Lei 8313/91: I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos; II - fomento à produção cultural e artística, mediante: e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres. IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;
Oficina Mig Meg Mug: A oficina parte de elementos corporais, cenográficos e narrativos do espetáculo Mig Meg Mug para explorar a sensorialidade, a consciência e a expressão corporal, além da experimentação de alguns elementos básicos da linguagem teatral. Transitando pelas peças do cenário e experienciando os objetos relacionais utilizados na peça como, escadas, fios de malha e tecidos, abre um universo lúdico através do brincar com e como os personagens da fábula, podendo se desdobrar em inúmeras criações, como movimentações pelo espaço, exploração de sons e roteiros de cena. Voltada para crianças com ou sem deficiência, a oficina possibilita o desenvolvimento e a convivência das singularidades de forma divertida. Conta com recursos de audiodescrição e tradução em libras. Público-alvo: crianças de 7 a 12 anosQuantidade de participantes: até 30Duração: 2 horas Necessidades técnicas: sala ampla com altura mínima de 3,5 m, de preferência com piso adequado para práticas corporais (madeira ou eva), equipamento de som com entrada auxiliar e internet.
Acessibilidade física: as ações serão realizadas em locais que permitam a locomoção no espaço físico e haverá reserva de lugares para cadeirantes, pessoas com mobilidade reduzida, obesos e/ou idosos. Acessibilidade de conteúdo: audiodescrição integrada na dramaturgia e na cena, interprete de libras em todas as ações, contratação de produtora de acessibilidade e de mídias sociais com acessibilidade.
Os ingressos para as apresentações teatrais serão distribuidos de forma totalmente gratuita, priorizando crianças em situação de vulnerabilidade social e pessoas com deficiência. Serão realizados contatos prévios com instituições que prestam atendimento gratuito ao público alvo acima especificado, para agendamento de participação nas sessões da cidade, bem como fornecimento de transporte gratuito para viabilizar a participação deste público. Também serão realizadas oficinas gratuitas para crianças com e sem deficiência. Em complemento, adotaremos as seguintes medidas de ampliação do acesso, em conformidade ao Art. 28 da IN 01/2023: I - doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuiçãogratuita com caráter social, além do previsto inciso II do art. 27, totalizando 20% (vinte por cento); III - oferecer transporte gratuito ao público, prevendo acessibilidade à pessoa com defi ciênciaou com mobilidade reduzida e aos idosos; VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos,estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; VII - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil.
Cacho de Ideias (Angela dos Santos Resta ME): Proponente, gestão administrativa-financeira e coordenação de produção Angela Resta, proprietária da Cacho de Ideias, comunicóloga e diretora de produção (DRT 7930/SP), é graduada em Marketing pela UNIP e em Comunicação Social pela ESAMC Campinas. Possui forte ligação com a área cultural desde 1995, quando iniciou sua carreira como atriz de teatro infantil e adulto. Trabalhou por oito anos em companhias teatrais – amadoras e profissionais – do interior paulista, atuando e coproduzindo espetáculos, performances e intervenções cênicas. A partir de 2009, uniu os conceitos de comunicação, marketing e cultura e passou a desenvolver um trabalho direcionado para o fomento cultural, atuando com assessoria de comunicação para eventos e projetos, elaboração de planos de marketing de patrocínio para empresas, elaboração e agenciamento de projetos, planejamento e controle de budget e produção e gestão de eventos e projetos culturais. Cais das Artes: Produção Com atuação nas áreas de formação em produção cultural, acompanhamento e gestão de grupos e projetos e produção executiva nas linguagens de artes da cena e música, a Cais das Artes compartilha atualmente a produção dos grupos teatrais Cia. Oruã, Cia. dos Náufragos e Manifesta Companhia, além de parcerias com diversos artistas, grupos teatrais e núcleos de produtores e coletivos, desde 2010. Na área da formação em produção cultural, realiza cursos, debates e encontros em parceria com o Coletivo Caju Cultura, do qual é parte integrante desde sua fundação em 2017. Alice Possani - Direção e Iluminação Atriz, professora de teatro e diretora, com Doutorado em Artes da Cena pela UNICAMP. Integrante do Matula Teatro desde sua fundação, é atriz de diversos espetáculos do grupo. Como diretora convidada, dirigiu SerTão de Origem (contemplado pelo Prêmio de Estímulo ao Teatro do Município de Jundiaí, SP, 2015) e Andêmos (Gato Coletivo Teatral, Hortolândia, SP) que em 2019 realizou turnê pelo México, com apresentações na Cidade do México, em Puebla e Cuernavaca. É professora no Departamento de Artes Cênicas da Unicamp, nas áreas de Interpretação, Direção Teatral e Produção Cultural. Tem promovido ações e reflexões sobre acessibilidade nas Mostras do Depto de Artes Cênicas, como Coordenadora de Produção desses eventos. Brisa Vieira - Atriz e Dramaturga Pesquisadora, educadora, produtora executiva e brincante de cultura popular. Formou-se bacharel na Unicamp (2004). Mestre em Artes (2007- 2009) e doutora em Artes da Cena- IA/Unicamp. Com a Cia. Berro d ́Água (2009- 2012) concebeu, atuou e produziu os espetáculos “Os Segredos de Luiza” (2010), “Brasil Menino” (2009), e “Isabelita” (2008), trabalhos que foram apresentados em Campinas e em outras cidades do estado de São Paulo. Atuou também com grupos circenses como a Cia. Paraladosanjos e a Família Burg, nos espetáculos “Pipoca e Circo” e “Thuthuthu”. Junto a esses dois grupos também fundou e geriu Espaço Cultural Semente entre 2002 e 2010 e Centro Cultural Casarão entre 2010 e 2015, que teve projetos contemplados pelo Ministério da Cultura (Ponto de Cultura 2006-2009) e pelo Fundo de Investimentos Culturais de Campinas (2006), como o Cabaré do Semente e o Feverestival (2002 a 2006). Desde 2019 trabalha como arte-educadora pela Secretaria de Cultura de Hortolândia ministrando cursos livres de teatro para adolescentes e a disciplina expressão corporal no curso profissionalizante de teatro da Escola augusto Boal em Hortolândia. É também professora de artes cênicas do fundamental I da Escola Ciranda. Lila Marília - Atriz e Dramaturga Atriz, Bacharel e Mestre em Artes Cênicas-IA/Unicamp, Licenciada em Artes pelo Centro Universitário Claretiano e professora de artes da Rede Pública do Ensino Fundamental e Médio. Produtora, contadora de histórias e arte-educadora.Trabalha há quase 20 anos com teatro-educação em cursos livres para criança e adolescente; em atividade formativa de contação de histórias para professores do ensino fundamental; mediação de leitura para crianças da rede pública e particular; foi programadora de Cultura do Sesc Chapecó responsável por realizar a programação e o desenvolvimento artístico e cultural através oficinas formativas e permanentes para crianças e jovens, nas mais diferentes linguagens artística (artes cênicas, música, literatura, cinema e artes visuais). É criadora do espetáculo Narrativas do Indizível (2018) dirigido por Andrea Ojeda (Periplo Companhia de Teatro) onde recebeu o prêmio da Prefeitura Municipal de Chapecó para trabalhar com a literatura de Clarice Lispector no Teatro.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.