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PRONAC 240196ArquivadoMecenato

Cultura, ciência e identidade nas escolas

SOCIEDADE DE PROMOCAO DA CASA DE OSWALDO CRUZ
Solicitado
R$ 790,3 mil
Aprovado
R$ 790,3 mil
Captado
R$ 150,0 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

19.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Ações de capacitação e treinamento de pessoa
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Inclusão da pessoa com deficiência, participação ativa e acessibilidade plena
Ano
24

Localização e período

UF principal
BA
Município
Rio de Janeiro
Início
2024-03-18
Término
2025-03-18
Locais de realização (4)
Cachoeira BahiaCatu BahiaPorto Seguro BahiaSalvador Bahia

Resumo

O projeto pretende incentivar a divulgação cultural e científica, através de oficinas de formação para produção audiovisual e mídias sociais, para estudantes das escolas da rede pública de ensino, principalmente para participantes de clubes de ciência e Centros Juvenis de Ciência e Cultura (CJCC) em Salvador e cidades do interior da Bahia. O conteúdo deverá emergir das atividades realizadas nos clubes e CJCC, com participação ativa dos professores das escolas e da comunidade. Como resultado, será realizada uma mostra de cultura, arte e ciência com ações e exposição dos produtos realizados no projeto. Como produtos, destacam-se: 10 oficinas nas modalidades: Produção audiovisual; produção sonora; mídias sociais e arte e ciência; 01 mostra do resultado das produções dos estudantes, com exibição de 10 vídeos de curta metragem e 10 podcasts; 01 feira de ciências; 01 exposição fotográfica; 01 documentário.

Sinopse

Não se aplica.

Objetivos

Objetivo geral: O projeto pretende difundir e estimular a cultura científica, principalmente a produzida na Bahia, com estudantes de escolas da rede pública de Salvador e cidades do interior, considerando a diversidade étnico-racial, de gênero, cultural e social dos territórios e da população baiana, reforçando esses valores como pilares de promoção da cidadania no processo da educação cultural e científica. Objetivos específicos: 1. Oficinas de produção audiovisual; produção sonora (podcast); mídias sociais; arte e ciência: as oficinas realizadas visam a aproximação dos alunos do ensino médio da rede pública com o audiovisual, mídias sociais e ciência e artes, estimulando a inclusão e participação ativa desses jovens no fazer cultural e científico e a divulgação cultural e científica dos projetos desenvolvidos pelos alunos participantes dos CJCC e os clubes de ciência. 2. Mostra: a mostra trará as produções dos estudantes nas oficinas, com exibição de 10 vídeos de curta metragem e 10 podcasts, promovendo o encontro dos participantes do projeto em um evento final, dando visibilidade às ações de valorização da cultura e do conhecimento desenvolvido pelos clubes de ciências; centro culturais; comunidades e povos tradicionais da Bahia e estimulando a produção cultural e científica. 3. Feira de ciência: realizada na Fiocruz Bahia, com exposição de materiais, experimentações, jogos interativos e visita às instalações, a feira de ciência promoverá o engajamento com o conhecimento científico e cultural, além de despertar o interesse pela carreira artística, cultural e científica, através da divulgação da cultura e ciência, uma ferramenta válida no desenvolvimento de uma educação integral de qualidade, em sintonia com a defesa do meio ambiente e da sustentabilidade. 4. Exposição fotográfica: a exposição contará com as fotos oriundas das atividades que serão realizadas na comunidade de povos tradicionais, dando visibilidade a cultura e os conhecimentos das comunidades dos povos tradicionais participantes do projeto, através da percepção e olhar dos próprios estudantes, em uma ação que pretende promover a cultura, ciência e saúde, dialogando com o contexto socioeconômico, a diversidade étnico-racial e de gênero, e o meio ambiente. 5. Documentário: o documentário será gravado durante as oficinas realizadas nas escolas quilombolas e indígenas que farão parte do projeto, registrando ações e atividades dos estudantes dessas comunidades e povos tradicionais da Bahia, de modo a ressaltar as histórias e narrativas dos povos desse grupo, com objetivo de valorizar a cultura e manifestações e conhecimento desenvolvido por eles.

Justificativa

Muitos pesquisadores, comunicólogos, agências de fomento e outras instituições da ciência defendem o discurso de que a ciência precisa estar mais próxima da sociedade, criando estratégias de publicização do conhecimento produzido por seus atores, inclusive recorrendo às estratégias, modelos e atividades do campo das artes para atingir este objetivo. As experiências e debates acerca da popularização, da divulgação, da compreensão pública e da participação pública na ciência caminham no mesmo sentido em que cresce a dependência e o entrelaçamento entre ciência e tecnologia e sociedade. Por isso, o conceito de conceito de cultura científica busca apontar uma visão mais geral e adensada da presença da ciência e tecnologia em sociedade e foi definida pela Unesco (1993) como um conjunto de competências, conhecimentos e habilidades específicas, acompanhado de um olhar crítico sobre a ciência e a sua relação com os demais campos da atividade humana, incluindo a tecnologia. Neste projeto, acreditamos que é fundamental divulgar Ciência e Cultura de forma imbricada pois percebemos que, apesar de serem campos sociais distintos, podemos manejar a cultura para compreender a ciência, assim como podemos utilizar a ciência para produzir arte, e, principalmente, pensá-la como elemento integrante da cultura, do nosso cotidiano. O projeto se enquadra com os seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. E os seguintes objetivos do Art. 3º da Lei 8313/91 serão alcançados: I - incentivo à formação artística e cultural, especialmente a alínea "d": estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos desenvolvidos por instituições públicas de educação básica que visem ao desenvolvimento artístico e cultural dos alunos, bem como em projetos sociais promovidos por entidades sem fins lucrativos que visem à inclusão social de crianças e adolescentes; II - fomento à produção cultural e artística, especialmente as alíneas "a" e "c": a) produção de discos, vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais, preservação do acervo cinematográfico bem assim de outras obras de reprodução videofonográfica de caráter cultural; c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore. Desse modo, o financiamento via Lei de Incentivo à Cultura é fundamental para a realização desse projeto, uma vez que ele propõe a capacitação de grupos-chave das comunidades em territórios de vulnerabilidade em processos de divulgação de cultura, ciência e saúde. Ao envolver estudantes, professores, gestores e comunidades desses territórios, entende-se que estes indivíduos são atores nas suas respectivas redes e parte integrante das estratégias de promoção à saúde e também da defesa do meio ambiente. Em um contexto em que a informação é disseminada com mais velocidade e impacto pelas tecnologias digitais, percebe-se a importância que o audiovisual, as mídias digitais e outras expressões culturais e artísticas exercem na divulgação de conhecimentos e na produção de saberes e o potencial de ter diferentes focos de difusão do conhecimento relacionado à ciência, a saúde e a cultura. Promover a contextualização das questões e processos de saúde coletiva em relação com a cultura nos territórios é dar força ao debate e apropriação desse conhecimento. Pessoas e a qualidade de vida são os itens que mais importam dentro de um mapa, de um território. No caso deste projeto, são observadas ainda as questões relativas à vulnerabilidade socioambiental. O desrespeito à diversidade cultural, e epistemológica, das populações tende a agravar desigualdades. Pensar em justiça ambiental no ponto de vista de promoção da saúde é enxergar este fator como um Determinante Social em Saúde (DSS). Na Bahia, a divulgação da cultura, ciência e da saúde ainda precisa ser reforçada porque está abaixo da capacidade de produção científico-tecnológica dos seus pesquisadores e aquém do potencial criativo do povo baiano. Em relação à divulgação científica, os primeiros contatos com a ciência, geralmente, ocorrem no ambiente escolar, através de ações e projetos que despertam a curiosidade dos estudantes. Inicialmente, os esforços estarão voltados para a produção audiovisual, sonora e artística ao promover o diálogo nos canais de compartilhamento e disseminação utilizados nos territórios em vulnerabilidade com base nas redes digitais. Fomentar, portanto, a interação entre interesses científicos e da saúde com os interesses culturais e sociais, aproximando instituições, entre elas os meios de comunicação e os movimentos organizados da sociedade civil, atores e conhecimentos de múltiplos campos, contribuindo assim para democratização da ciência, da saúde e da cultura. No cenário de reforço da educação integral no Brasil e na Bahia, acreditamos que algumas ações envolvendo a educação básica reforçam a importância da divulgação científica e da cultura, como os clubes de ciência e Centros Juvenis de Ciência e Cultura (CJCC). Os clubes são iniciativas que partem da própria escola e promovem atividades extracurriculares envolvendo a produção científica, onde os estudantes dão os primeiros passos na carreira de pesquisador. Já os CJCC são iniciativa da Secretaria de Educação do Estado da Bahia para promover a ampliação da jornada escolar e a diversificação do currículo dos estudantes. As atividades realizadas nos CJCC e clubes de ciência trabalham com a ideia de aproximar os alunos da ciência e cultura, incentivando o interesse nessas áreas. Nos clubes, os estudantes dão os primeiros passos, no que poderá se transformar em uma carreira científica, ao desenvolverem projetos de pesquisas, aprimorando o aprendizado adquirido em sala de aula. O mesmo ocorre nos CJCCs, com atividades que envolvem audiovisual e ciência em oficinas como "Embaixadores da Ciência"; "Filme, Edite e Publique" e " Fotografia". Nesses espaços educacionais, o estudante enxerga-se como produtor do conhecimento científico e também cultural, em muitas oportunidades podendo trabalhar os dois campos ao mesmo tempo. Deste cenário, emerge o desafio de encontrar formas e estratégias de como utilizar as redes sociais, em sintonia com o território, para mobilizar e fortalecer a relação entre ciência, saúde, cultura e comunidades. O projeto pretende ser desenvolvido na combinação entres os espaços culturais e identitários de sociabilidade presenciais dos territórios e os ambientes online, desenvolvendo assim uma narrativa convergente e transmídia em vídeos e sites com a divulgação em assuntos de cultura, ciência e tecnologia em saúde. Para tanto, serão desenvolvidas oficinas de vídeos e produção de conteúdo para plataformas digitais na área supracitada. Realizar um projeto envolvendo esses clubes e centros ajudará neste incentivo, criando um cenário favorável para atingir as metas dos ODS, como redução das desigualdades; educação de qualidade e igualdade de gênero, utilizando-se dos diferentes saberes produzidos por grupos sociais diretamente interessados nestes temas.

Estratégia de execução

Resultados Esperados: 1. Ampliação da visibilidade das atividades de divulgação e produção cultural dos CJCC e clubes de ciência; 2. Formação dos estudantes participantes dos CJCC e clubes de ciência em audiovisual e produção para mídias sociais criarem e atualizarem perfis nas redes sociais dedicados à divulgação cultural e científica; 3. Produção de conteúdo para as redes sociais dos CJCC e clubes de ciência; 4. Integração dos estudantes ao ambiente científico; 5. Aproximação das escolas com as atividades da Fiocruz Bahia; 6. Ampliação do entendimento da importância da divulgação científica para a sociedade; 7. Incentivo à produção científica por alunos da rede pública de ensino; 8. Criação de portfólio digital das expressões e movimentos culturais das comunidades e povos tradicionais participantes. Público-alvo: Estudantes e professores da rede pública de ensino, especialmente os que participam de clubes de ciência e Centros Juvenis de Cultura e Ciência; estudantes e professores de comunidades e povos tradicionais da Bahia. Cabe destacar que a metodologia aplicada nas oficinas do projeto será participativa, onde o processo de ensino-aprendizagem baseia-se nas interações entre educadores, profissionais e estudantes. A interação no processo de ensino-aprendizagem coloca o estudante no centro desse processo, reconhecendo a reciprocidade entre os participantes de cada ação, bem como a importância dos contextos sociais, culturais e ambientais. Assim, os processos precisam prever os atores como agentes capazes e criativos, detentores de conhecimento e que precisam ser acolhidos para que diálogos possam ser realizados com formadores de competências informacionais. As técnicas e materiais a serem utilizados para que este diálogo seja estabelecido são vistos na perspectiva da mediação, ou seja, as formas sonoras, com os podcasts, audiovisuais, com os vídeos, as composições gráficas, entre elas o grafite, textos e discurso devem ser pensados como técnicas e estratégias que os estudantes possam experimentar para que sejam desenvolvidas habilidades e competências capazes de dar-lhes possibilidades de expressão das descobertas, no âmbito da ciência e da saúde. O projeto acredita no construtivismo como um caminho metodológico para o desenvolvimento de atividades educativas que estimulem o potencial dos educandos de se tornarem possíveis agentes multiplicadores, envolvendo as comunidades e valorizando os saberes originários de cada uma delas, com noção das ferramentas necessárias para a popularização do seu aprendizado dentro de tópicos do tema, pluralizando e diversificando as vozes que discutem a ciência. Item Deslocamento: Aéreo: Salvador - Porto Seguro/Porto Seguro – Salvador: equipe de coordenação do projeto, para realizar as oficinas na escola e acompanhar as atividades. Salvador - Rio de Janeiro/Rio de Janeiro - Salvador: equipe coordenadora para contato e formação com outras equipes que realizam trabalhos semelhantes na Fiocruz. Rio de Janeiro - Salvador / Salvador - Rio de Janeiro: equipe da Fiocruz que ministrará a oficina de artes e ciência.

Especificação técnica

10 oficinas nas modalidades: Produção audiovisual, produção sonora, mídias sociais e arte e ciência: As oficinas serão realizadas nas escolas, centros culturais e comunidades de povos tradicionais envolvidas no projeto, com o auxílio de monitores e facilitadores na sua execução. A oficina de audiovisual mostrará todas as etapas da produção de um filme, passando pela elaboração do roteiro; tipos de produto audiovisual, como minidocumentários, clipes, reportagem e animação; equipamentos e som, até a edição na pós-produção. Os participantes irão aprender a produzir seus próprios filmes, utilizando aparelho celular e equipamentos de som e iluminação compatíveis. A duração de cada filme produzido na oficina será de até 10 minutos. A oficina de produção sonora ensinará aos participantes como produzir podcast, desde a sua concepção, roteirização, até a gravação e pós-produção. O podcast será produzido em aparelhos celulares, utilizando aplicativos gratuitos, tornando possível a participação de todos no aprendizado. A duração de cada podcast será de até 5 minutos. A oficina de mídias sociais mostrará como os participantes podem utilizar estes sites e aplicativos para promover suas produções nos clubes de ciências, centro culturais e comunidades. Trará conceitos sobre redes x mídias sociais e plataformas, mostrando sites e ferramentas gratuitos que auxiliam na produção de material gráfico para publicação dos conteúdos por eles produzidos. As mídias sociais ensinadas nesta oficina serão Instagram, TikTok e YouTube, pensando na faixa etária do público-alvo. A oficina de arte e ciência promoverá a articulação entre as culturas da ciência e arte através da linguagem teatral, através de jogos e experiências teatrais, estimulando a imaginação e a criatividade. 01 mostra: do resultado das produções dos estudantes, com exibição de 10 vídeos de curta metragem e 10 podcasts; A mostra servirá para reunir as escolas, centros culturais e comunidades dos povos tradicionais no encerramento do projeto, com a exibição dos produtos elaborados nas oficinas realizadas durante o projeto. Contará com apresentação cultural na abertura, presença não só dos estudantes, como também da equipe coordenadora e executora, professores, autoridades das secretarias de educação e cultura do estado da Bahia. 01 feira de ciência: A feira reunirá atividades de cultura e ciência, como exposição de materiais, experimentações, jogos interativos e visita as instalações, sendo realizada na Fiocruz Bahia. Seu principal objetivo é proporcionar à comunidade participante a oportunidade de ter acesso a serviços e conhecimentos das temáticas nela abordadas, aproximando assim a sociedade da produção cultural e científica. 01 exposição fotográfica: A exposição contará com as fotos oriundas das atividades na comunidade de povos tradicionais. A previsão é de reúna 42 fotos de 30 cm de largura por 20 cm de altura, dispostas em sete totens plotados de 1,60m de altura até a base e 60 cm de largura. Os totens irão expor 3 fotos na frente e 3 fotos no verso. Entre as fotos haverá uma distância de 20 cm para inserir a legenda da imagem em português, braile e QR Code para audiodescrição. 01 documentário: O documentário, de linha editorial a ser definida, mostrará as atividades realizadas na comunidade de povos tradicionais durante o projeto e contará com a participação ativa da comunidade e dos estudantes, com duração de 20min a 30min. Será exibido no evento da exposição fotográfica e na mostra final do projeto. O documentário tem como objetivo realizar um registro das atividades, conhecimentos, saberes e práticas realizadas em territórios quilombolas e indígenas, localizadas na Bahia, a partir das experiências de personagens de referência em comunidades de povos tradicionais. Para construir a narrativa que destaque e dê visibilidade às estratégias, lutas e conquistas para preservação do conhecimento e a própria identidade cultural das comunidades selecionadas, serão utilizadas tomadas, planos, enquadramentos e locações que permitam à audiência contemplar e vivenciar as experiências documentadas através de entrevistas, registro das atividades cotidianas, ambientes, produtos e manifestações culturais, documentos e outros registros, como interações dos estudantes de áreas urbanas com as populações que vivem nesses territórios. Com estilo observativo e participativo, o documentário será construído a partir de uma aproximação das comunidades, tendo com pressupostos: trabalhar os conhecimentos e saberes destas comunidades que independem da aceitação científica; s participantes do documentário (membros da comunidade, estudantes e professores) terão voz ativa na condução dos processos, sendo o trabalho final o resultado também de suas escolhas. Para tanto, as pesquisas realizadas pela produção visam identificar e mapear as produções materiais e imateriais das comunidades, ao passo que as reuniões, rodas de conversas, visitas técnicas realizadas pelos estudantes e documentarista serão instrumentos de aproximação e sensibilização com envolvidos na realização da obra. Lista de locações: 01. Territórios quilombolas localizados no Recôncavo Baiano, principalmente na cidade de Cachoeira02. Aldeias indígenas localizadas na região de Porto Seguro, no sul da Bahia 03. Escolas públicas participantes do projeto nas cidades de Salvador, Porto Seguro, Catu e Cachoeira 04. Associações comunitárias das localidades selecionadas 05. Instituições da área de preservação do patrimônio cultural06. Universidades e Institutos de pesquisa07. Feiras municipais 08. Mercado de artesanato Lista de personagens: 01. Líder comunitário = Quilombo ou aldeia indígena 02. Professor que atua na comunidade = Quilombo ou aldeia indígena 03. Moradores mais antigos = Quilombo ou aldeia indígena 04. Moradores jovens = Quilombo ou aldeia indígena 05. Morador responsável por preservar os conhecimentos tradicionais = Quilombo ou aldeia indígena 06. Estudiosos das temáticas culturais = Universidade, ou Quilombo ou aldeia indígena 07. Estudantes participantes do projeto = Escola e comunidade Os personagens selecionados devem permitir que, a partir das suas experiências, sejam refletidos no documentário aspectos como a importância, relevância e utilidade dos saberes e conhecimentos para vida daquela comunidade, da sua história, preservação da cultura e identidade, revelando-se também imprescindível para compreensão e valorização como patrimônio cultural brasileiro. b) Plano de direção: apresentação dos procedimentos estilísticos que se pretende utilizar na obra, a ser redigido pelo diretor, descrevendo como será a linguagem da obra cinematográfica e fazendo menção aos diversos setores do filme/websérie. Será realizada uma abordagem documental, com aspectos etnográficos, que privilegia a imersão do espectador nos registros culturais, de modo a destacar como determinada comunidade, quilombola ou indígena, constrói e vivencia os conhecimentos e saberes ancestrais. A linguagem documental a ser acionada se aproxima da proposta do diretor Eduardo Coutinho, a exemplo dos filmes “O Fio da Memória” (1991) e “O Fim e o Princípio” (2005). Este documentário terá duração de 20min a 30min.

Acessibilidade

A acessibilidade física, disponível nos espaços em que as atividades serão realizadas, tornará possível a inclusão de participantes com algum tipo de deficiência no projeto. Entre as opções de acessibilidades, estarão disponíveis rampas, elevadores e banheiros adaptados, regulamentados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O projeto contará, também, com acessibilidade voltada para o acesso ao conteúdo das oficinas, palestras e eventos de promoção e exibição dos produtos gerados dessas atividades. Isso será possível através do uso de legenda descritiva e audiodescrição nos vídeos produzidos; audiodescrição para as fotos na exposição e legenda descritiva no documentário, um produto secundário das atividades realizadas. A participação de estudantes com deficiência visual será possível a partir da parceria com entidades que apoiam esse grupo de indivíduos, como o Instituto de Cegos da Bahia, Sociedade da Aliança dos Cegos da Bahia e Associação Baiana de Cegos. Essa parceria será importante para auxiliar a coordenação do projeto na definição das melhores formas de incluir estes estudantes nas atividades formativas e produções dos materiais. Tornar o ambiente educacional o mais inclusivo possível é importante para a integração de todos, uma ação política, cultural, social e pedagógica, desencadeada em defesa do direito de todos os estudantes de estarem juntos, aprendendo e participando, sem nenhum tipo de discriminação, de acordo com a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Oficinas de produção audiovisual; produção sonora (podcast); mídias sociais; arte e ciência: os locais onde as oficinas serão realizadas terão acessibilidade física com rampas de acesso às salas e banheiros adaptados. A oficina de audiovisual ensinará os participantes a incluir legendagem descritiva para tornar o conteúdo mais acessível. A inclusão dos estudantes com deficiência visual será a partir da adaptação do conteúdo das aulas, com audiodescrição, monitores capacitados e atividades que atendem as necessidades dos mesmos. Mostra: o local que a mostra será realizada terá acessibilidade física, com rampa de acesso e banheiros adaptados. Os vídeos que serão exibidos terão legendagem descritiva para a acessibilidade de pessoas com deficiência auditiva. Todo o material sobre a mostra, que será divulgado no site e no YouTube, contará com ferramentas de acessibilidade, tanto para pessoas com acuidade visual baixa, com conversão de texto em fala, quanto LIBRAS para pessoas com deficiência auditiva. Feira de ciência: o local que a feira será realizada terá acessibilidade física, com rampa de acesso, elevador e banheiros adaptados. Os materiais audiovisuais exibidos na feira terão legenda descritiva. Exposição fotográfica: a exposição contará com audiodescrição das fotos, para pessoas com deficiência visual. Documentário: o documentário terá legenda descritiva e LIBRAS, tornando acessível para pessoas com deficiência auditiva.

Democratização do acesso

Oficinas de produção audiovisual; produção sonora (podcast); mídias sociais; arte e ciência: as oficinas oferecidas pelo projeto serão gratuitas, com inscrição prévia e cotas para alunos negros; mulheres; transexuais e pessoas com deficiência. Ocorrerão, também, edições das oficinas em escolas indígenas e quilombolas. Essa resolução atende o inciso I do artigo 27 da Instrução Normativa 1/2023 do Ministério da Cultura, que prevê a distribuição gratuita de, no mínimo, 10% dos serviços prestados pelo projeto. Mostra: a mostra será transmitida, ao vivo, no canal do YouTube da Fiocruz Bahia, tornando o conteúdo acessível para os alunos de outras cidades que não puderem vir para o evento e também para o público em geral. Os produtos oriundos das oficinas, que serão exibidos na mostra, ficarão disponíveis online no canal do YouTube e plataformas de podcast após o evento, sendo possível o acesso posteriormente por qualquer indivíduo, atendendo o inciso V do art. 28 da Instrução Normativa 1/2023 do Ministério da Cultura. Feira de ciência: será gratuita e aberta a todos os participantes do projeto, com transporte para os estudantes poderem ir até o local de realização e acessibilidade para os participantes com deficiência motora, através de rampas e elevador, respeitando o inciso III do art. 28 da Instrução Normativa 1/2023 do Ministério da Cultura. Exposição fotográfica: o acervo de fotos produzidas nas atividades nas comunidades de povos tradicionais ficará disponível digitalmente para o acesso dos participantes do projeto, assim como para o público em geral, em um website hospedado no site principal da Fiocruz Bahia, em uma perspectiva de repositório, devidamente catalogado. As fotos, em versão impressa e digital, também serão entregues para as comunidades de povos tradicionais que originaram os registros, atendendo ao inciso I do art. 28 da Instrução Normativa 1/2023 do Ministério da Cultura. Uma versão itinerante será montada para que as comunidades tenham acesso à exposição em suas localidades. Documentário: o documentário, que será gravado durante as atividades nas comunidades de povos tradicionais, ficará disponível no YouTube da Fiocruz Bahia para o acesso do público em geral, atendendo os incisos IV e V do art. 28 da Instrução Normativa 1/2023 do Ministério da Cultura. Haverá também a exibição deste produto secundário nas comunidades.

Ficha técnica

Ficha Técnica ● Realização: Instituto Gonçalo Moniz ● Coordenação Executiva: Antônio Marcos Pereira Brotas ● Equipe Técnica: Coordenação: Antônio Marcos Pereira Brotas Coordenação: Marilda Gonçalves Coordenação de Divulgação Científica: Cristina Araripe Apoio: Márcia Rocha; Mariela Pitombo; Silvio César Oliveira Benevides; Jornalistas: Jéssica Guanabara Fernandes e Caio Costa Santos Currículos: ● Antônio Marcos Pereira Brotas: Doutor Multidisciplinar em Cultura e Sociedade (UFBA), mestrado em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia. Atualmente é tecnologista em saúde pública do Instituto Gonçalo Moniz (IGM - Fiocruz Bahia) e assessor de comunicação. Tem experiência na docência e profissional na área de Comunicação, com ênfase em Jornalismo e Editoração, atuando principalmente nos seguintes temas: jornalismo, jornalismo científico, educação e comunicação e saúde, cultura científica, tecnologias sociais, terrorismo e enquadramentos. A participação não será voluntária sendo necessário a concessão de uma bolsa de R$ 2.000,00 (mensal), pois o coordenador é um articulador institucional que atua para que as ações e atividades sejam realizadas de acordo com as diretrizes da sua concepção pedagógica e estética e do planejamento de gestão. Como o projeto envolve várias instituições públicas e parceiros privados, o coordenador também desempenha o papel de responsável pelas relações interinstitucionais. ● Cristina Araripe Ferreira: Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1985), graduação em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1985), especialização em Ensino de Ciências pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1989), mestrado em Ciências pela Coordenação de Programas de Pós-graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1992), D.E.A. (mestrado) em Histoire des Sciences et Épistémologie na Université Paris 7 (1995) e doutorado em História das Ciências e da Saúde pela Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz (2011). É Pesquisadora Titular da Fundação Oswaldo Cruz, onde coordena, atualmente, a área de Divulgação Científica na Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação. Desde 2002, vem coordenando vários projetos de pesquisas e programas institucionais na área da educação, ciência, saúde e meio ambiente, com destaque para a coordenação do Programa de Vocação Científica (Provoc) (2003 a 2012), a coordenação nacional da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (2006 até a presente data) e, mais recentemente, assumiu também a coordenação do Programa Fiocruz Mulheres e Meninas na Ciência. Tem experiência na área de ensino em História das Ciências e da Saúde e Sociologia da Ciência. Na pesquisa, dedica-se a estudar Políticas Públicas, Educação e C&T, com foco nos temas educação em ciências, iniciação científica na educação básica, divulgação científica, difusão do conhecimento científico e tecnológico, formação de futuros pesquisadores/as, mulheres e carreiras científicas. ● Márcia Rocha: Possui graduação em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (1989), mestrado (2007) e doutorado (2015) em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). É professora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e tem experiência profissional em diferentes áreas e funções da atividade jornalística, com ênfase em telejornalismo. Como pesquisadora, atua principalmente nos seguintes temas: televisão e saúde; análise do enquadramento da saúde na mídia; mídia, saúde e políticas públicas, É uma das líderes do Grupo; Políticas Públicas: desafios da gestão democrática; do Centro de Artes, Humanidades e Letras da UFRB, atuando na linha de pesquisa, Enquadramentos da Saúde na Mídia. Também é integrante do Grupo, Educação e Comunicação em Saúde, do Instituto de Saúde Coletiva da UFBA. ● Mariela Pitombo: Doutora em Ciências Sociais pela UFBA, Mestre em Comunicação e Cultura Contemporâneas, também pela UFBA e graduada em Administração de Empresas pela UNIFACS. É Professora Adjunta da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (CECULT -UFRB). Realizou Pós-doutorado no âmbito do PACTE (Laboratoire de Sciences Sociales), vinculado à Universidade de Grenoble-Alpes/Science Po-Grenoble (França). É docente do curso de Pós-graduação Lato Sensu em Política e Gestão Cultural (CECULT-UFRB). É líder do grupo de Pesquisa Motriz? Laboratório de Política, Gestão e Estudos da Cultura (UFRB) e pesquisadora do Grupo de Pesquisa "Cultura, Memória e Desenvolvimento"(UnB). Seus interesses de pesquisa estão ancorados em torno da correlação entre cultura, política e desenvolvimento e fenômenos mais específicos daí derivados: políticas culturais; cultura, desenvolvimento e território; a conformação de mercados culturais no âmbito da economia criativa e regimes de profissionalização na área artístico-cultural. ● Marilda de Souza Gonçalves: A pesquisadora possui graduação em Farmácia Bioquímica pela Universidade Federal da Bahia (1980), graduação em Farmácia opção Alimentos pela Universidade Federal da Bahia (1984), Mestrado em Genética e Biologia Molecular pela Universidade Estadual de Campinas (1989), Doutorado Sanduiche - Medical College of Georgia (1991-1993), doutorado em Genética e Biologia Molecular pela Universidade Estadual de Campinas (1994) e Pós-doutorado pela Universidade da Pensilvania (2005). Atualmente é Pesquisadora titular do Instituto Gonçalo Moniz (IGM) da FIOCRUZ-BA, professora Titular da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal da Bahia e pesquisadora de produtividade em pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Na pós-graduação, ensina no curso de Patologia da Faculdade de Medicina da UFBA e do IGM-FIOCRUZ; no curso de Farmácia da Faculdade de Farmácia da UFBA e no curso de pós-graduação em Biotecnologia e Medicina Investigativa do IGM-FIOCRUZ e do curso de Imunologia do Instituto de Ciências da Saúde da UFBA. Atualmente é Diretora do Instituto Goncalo Moniz e possui experiência na área de Hematologia e Genética, com ênfase em Biologia Molecular, atuando na área de interação da genética com marcadores hematológicos, bioquímicos e imunológicos, principalmente nos seguintes temas: doença falciforme, hemoglobina fetal, anemias, leucemias e saúde materno-fetal. ● Silvio César Oliveira Benevides: Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal da Bahia (1996). Mestre em Sociologia pela Universidade Federal da Bahia (1999) e Doutor em Ciências Sociais também pela Universidade Federal da Bahia (2009). Atualmente é professor Adjunto nível 2 da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Desenvolve pesquisas na área de Sociologia e Política, com ênfase em movimentos sociais, movimento estudantil, movimentos artístico-culturais, cultura política, participação política e juventude, além de pesquisas na área da Sociologia da arte, com foco na fotografia. Coordena o Grupo de Estudos e Pesquisa em Política e Sociedade (GEPPS) e participa como colaborador dos grupos de pesquisa Corpo, Socialização e Expressões Culturais (ECCOS) e do Grupo de Pesquisa em Artes Visuais (RE-Image/LABICIC).

Providência

PROJETO ARQUIVADO.