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PRONAC 240236Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Porto do Samba

ORUM PRODUCOES ARTISTICAS LTDA
Solicitado
R$ 911,8 mil
Aprovado
R$ 911,8 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 8,0 mil

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação/Gravação de Música Regional
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Samba
Ano
24

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Rio de Janeiro
Início
2024-04-04
Término
2026-12-15
Locais de realização (1)
Rio de Janeiro Rio de Janeiro

Resumo

O Espetáculo Porto do Samba apresentará parte da cultura musical produzida ao longo da história do Porto do Rio de Janeiro. Serão 20 apresentações distribuidas em um mês e uma semana (5 semenas) Um palestra semanal sobre a história do samba zona portuária, somando 5 palestras.

Sinopse

O Espetáculo Porto do Samba apresentará a cultura musical produzida ao longo da história do Porto do Rio de Janeiro. O repertório é composto por músicas compostas e lançadas entre os anos de 1893, data da fundação do primeiro rancho carnavalesco da cidade, o Dois de Ouro, e o ano de 1941, quando o Navio Uruguay aportou na cidade, trazendo o famoso Maestro Leopold Stokowski, designado, pela Política da Boa Vizinha do EUA, a registrar as obras mais representativas da música popular brasileira. Com direção musical de Paulão Sete Cordas e com a participação de Marina Íris , Bico Doce, Marquinho China , Julio Estrela e Nina Rosa, o projeto Porto do Samba enfatiza a criatividade e musicalidade da cultura negra do Rio de Janeiro e contribui para a preservação da memória do Porto do Rio. Além da apresentação musical haverá um mestre de cerimônias, com o papel de narrar as histórias dos estivadores, dos sambistas, das chegadas e partidas e da efervescência cultural da localidade. A faixa etária do espetáculo é livre O espetáculo está dividido em quatro blocos temáticos: 1) “Águas da Bahia” – Intérpretes: Bico Doce e Nina Rosa - No final do Século XIX, após a abolição, os negros da região do Recôncavo Baiano aportaram no Rio de Janeiro, a capital, em busca de 'oportunidades'! A chula, o samba de roda e o candomblé chegam à cidade pelas águas da baía da Guanabara. Da região portuária (Praça Mauá, Saúde, Gamboa, Santo Cristo, Morro do Pinto) à Cidade Nova, surge um território cultural, chamado de “Pequena África”. No espaço nascem os Ranchos e Cordões do carnaval negro e o samba dá os seus primeiros passos nos festejos das casas de santo e nas rodas de batucada. Neste bloco, será apresentada parte do repertório musical da Pequena África. 2) “Os Batutas Cruzam os Mares” – Intérpretes: Julio Estrela e Nina Rosa - Em 1922, Os Oito Batutas embarcam do Porto do Rio para Paris onde passam seis meses, tocando em casas noturnas e festas. O grupo era dirigido por Pixinguinha e incluía Donga, autor de “Pelo Telefone”, primeiro samba gravado em disco. A viagem,com fortes conseqüências para a carreira de Pixinguinha e o futuro de nossa música popular, ainda é um episódio pouco conhecido do grande público. Neste bloco, será apresentada parte do repertório musical dos Oito Batutas. 3) “O Tim Sam Conheceu a Nossa Batucada” – Intérpretes: Julio Estrela e Marina Iris - Em agosto de 1940, o Porto do Rio presenciou o 'embarque' da música brasileira para uma viagem às terras do 'Tio Samba'. Em plena Segunda Guerra Mundial, fruto da chamada política de Boa Vizinhança,os Estados Unidos promoveu a vinda do regente Leopold Stokowski com a missão de registrar os gêneros musicais mais autênticos de nosso país. Com ele, a bordo do navio Uruguay, vieram também a All American Youth Orchestra e um grupo de técnicos da Columbia Records. Com a assessoria do maestro brasileiro,HeitorVilla-Lobos, Stokowsky reuniu nomes com João da Baiana, Donga, Pixinguinha, Cartola, Zé da Zilda, Zé Espinguela, Luiz Americano e a dupla Jararaca e Ratinho. A Columbia Records lançou no exterior as gravações de Stokowski feitas no Uruguay, no inicio de 1942, sob o título Native Brazilian Music. Esse álbum jamais foi lançado no Brasil e os músicos brasileiros, participantes do episódio, morreram sem nunca tê-lo ouvido. Neste bloco, será apresentada parte do registro, feito a bordo do Navio Uruguay. 4) “Resistência e Desafio” – Intérpretes: Bico Doce e Marquinho China - Os negros, após a abolição, encontraram no Porto um espaço favorável a obtenção de seu sustento e trabalho. As primeiras grandes docas do Rio de Janeiro foram instaladas já na metade do século XIX. Os empresários recrutavam os moradores dos bairros da Saúde, Gamboa e Santo Cristo. No início do século XX, o Porto carioca vê surgir algumas importantes organizações de trabalhadores como a Sociedade de Resistência dos Trabalhadores em Trapiches e Café, mais conhecida como Companhia dos Pretos ou, 'simplesmente', Resistência. Era comum encontrar entre os estivadores da Resistência alguns líderes de folguedos populares e sambistas. Nos momentos de lazer do Porto, esses trabalhadores, ao som do ritmo do samba, se lançavam ao desafio do Partido alto. Neste bloco, será apresentada parte do repertório de partido alto de estivadores como Mano Elói Antero Dias, Aniceto do Império, Mestre Fuleiro, Xangô da Mangueira, Padeirinho, Claudio Camunguelo e outros...

Objetivos

Objetivo Geral: Montagem do espetáculo Porto do Samba para uma temporada de 5 semanas de apresentações na cidade do Rio de Janeiro. Objetivo específico 1. Realizar um mês de ensaios 2. Gerar entorno de 45 empregos. 3. Realizar 20 apresentações a preço popular para o público da cidade do Rio de Janeiro, totalizando 16000 pessoas. 4. Realizar 5 apresentações musicais gratuitas para professores e estudantes das redes públicas de ensino da região portuária e dos bairros do Centro e São Cristóvão, totalizando 4000 lugares. 5- Realizar 5 paletras com entrada gratuita para estudantes, professores e público em geral sobre história do samba na zona portuária 5. Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística afrobrasileiro da Zona Portuária do Rio de Janeiro, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais. 6. Democratizar o acesso à cultura para deficientes, estudantes de escolas públicas, afrodescendente, quilombolas e povos indígenas. . 7. Democratizar grupos excluidas da sociedade por meio da empregabilidade e protagonismo no espetáculo, tais como: negros, mulheres e LGBTQIAP+

Justificativa

O Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) declarou oficialmente, em outubro de 2007,o samba carioca e suas principias matrizes (partido alto, samba de terreiro e samba-enredo) como Patrimônio Cultural Brasileiro. O documento "Dossiê das Matrizes do Samba no Rio de Janeiro", produzido pelo Centro Cultural Cartola, serviu de base ao IPHAN avaliar a titulação do samba como Patrimônio Cultural Brasileiro. Este documento recomenda a criação de um plano de salvaguarda que contemple medidas nas áreas de pesquisa, documentação, transmissão, produção, registro e promoção das matrizes de samba do Rio de Janeiro. Segundo o dossiê, faz-se necessário o levantamento da produção musical, com a recuperação de letras e melodias de sambas de partido-alto, de terreiro e enredos, além do estímulo à gravação, visto que parte significativa deste material se perderá com o passar do tempo, pois está registrado na memória dos sambistas e compositores que participaram e participam deste universo cultural. O dossiê é claro ao indicar as seguintes ações: 1 - "Incentivo à produção de estudos biográficos de sambistas e de investigações sobre as origens, a organização e lutas de suas associações profissionais e comunitárias..." 2- "incentivo a criação, a produção, a apresentação e a difusão dessas matrizes do samba - música e dança -, essas ações de apoio poderão ser dirigidas para a pesquisa, reflexão e documentação; aquisição, organização, gestão, manutenção e recuperação de acervos; edição, reedição e distribuição de livros, periódicos especializados, CDs, DVDs; montagem de exposições; formação de novos públicos; transmissão do saber e troca de experiências, etc. 3 - "Levantamento da reprodução musical, com a recuperação de letras e melodias de partido-alto, sambas de terreiro e de enredo..."; Ao realizar um espetáculo musical destinado a enfatizar o fluxo musical em torno do porto da cidade através de repertório musical, composto por músicas produzidas e lançadas entre os anos os de 1893 e 1941, por artistas do meio do samba na cidade, o projeto "Porto do Samba" executa algumas das ações indicadas pelo IPHAN, o que confere ao projeto relevância histórica e cultural, permitindo que as futuras gerações de artistas e cidadãos brasileiros tenham acesso a um acervo cultural de grande importância na história das escolas de samba do Rio de Janeiro. Tais ações apontadas pelo IPHA, que estamos seguindo no presente projeto, vai ao encontro do Artigo 1 da Lei nº 8.313 de 23 de dezembro de 1991 (Lei Rouanet), pois tal lei defende que o uso do Mecanismo Incentivo a Projetos Culturais para financiamento deve: preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional. Além disso, o presente projeto está ancorado no Artigo 3 da Lei nº 8.313 de 27 de julho de 1998, pois por meio do financiamento espetáculo O porto do Samba, promoverá: preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante da proteção das tradições populares nacionais. Estamos de acordo com tal artigo da lei, porque há o estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, através: da distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos, especialmente para setores excluídos da sociedade e para estudantes de rede pública de ensino. Devemos destacar que também estamos amparados no Artigo 3 dessa lei, no que se refere ao apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante a contratação de serviços para elaboração de projetos culturais.

Especificação técnica

Considerando que o espetáculo aborda o Rio de janeiro do fim do século XIX até a década de 1940, será construído um cenário de acordo com as caracteristicas da zona portuária carioca da epoca: um espaço com sacos de areia, barris, grandes caixas e cordas, algumas correntes e ganchos grandes para representar bem o porto. Além disso, conforme o momento do espetáculo determinados objetos serão inseridos ao cenário, tais como bandeiras, simbolos e outros. Os figurinos dos interpretes e músicos serão criados de acordo com os tipos de vestimenta mais usados pela população negra da Zona Portuária do período e outras pessoas que transitavam pela região (viajantes e outros), conforme identificamos pelas pesquisas historicas sobre esse recorte temporal. A iluminação do espetáculo também seguirá a necessidade de recriar um ambiente predominante da região do porto do Rio de Janeiro, ou seja, um ambiente com certa ausência de forte luminosidade, lembrando os efeitos dos precários meios de iluminação usados na época.

Acessibilidade

No que tange à acessibilidade física, o espetaculo Porto do Samba, segue as determinações da lei brasileira Nº 13.146, DE 6 DE JULHO DE 2015. Sendo assim, de acordo o artigo 44 dessa lei, serão reservados espaços livres e assentos para a pessoa com deficiência, incluído portadora de autismo (de acordo com a capacidade de lotação do local). Tais assentos serão distribuídos pelo recinto em locais diversos, de boa visibilidade, em todos os setores, próximos aos corredores, como devida sinalização, evitando-se áreas segregadas de público e obstrução das saídas, especialmente para evitar qualquer tipo de exclusão à pessoa portadora de deficiencia em locais mais distante e escondido do palco e de todos. Os espaços e assentos do nosso espetáculo estarão em locais que garantam a acomodação de, no mínimo, 1 (um) acompanhante da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida, resguardado o direito de se acomodar proximamente a grupo familiar e comunitário. Haverá rotas de fuga e saídas de emergência acessíveis, conforme padrões das normas de acessibilidade, a fim de permitir a saída segura da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida, em caso de emergência. Não haverá cobraça de valores maiores no ingresso aos portadores de qualquer tipo deficiência. Pelo contrário, ao portador de deciência o ingresso será grutuito e 50% de desconto no ingresso do acompanhante. Nesse sentido, acessibilidade física contará também:com rampas de acesso, banheiros adaptados com barras e assentos especiais, guitas táteis, marcadores em alto relevo no chão e uma pessoa da equipe treinada para auxiliar deficientes e acompanhantes. No que tange à acessibilidade de conteúdo, nas sessões do espetáculo Porto do Samba haverá um intérprete de libras tanto na recepção quanto durante os showsColocação de telão com legenda descritiva durante os shows promovendo uma maior acessibilidade a públicos portadores de necessidades especiais.A produção estará atenta a outras eventuais demandas durante a itinerância do espetáculo e se responsabiliza por manter e ampliar a acessibilidade conforme planejamento e aprovado em orçamento do projeto.

Democratização do acesso

Para democratizar mais o acesso à cultura, além da grutuidade oferecidas a portadores de deficiência, nós estabelecemos uma das quatro apresentações semanais, para ser destinada a estudantes das escolas públicas da zona portuária do rio de janeiro, centro da cidade e no bairro de São Cristovão, sem cobraça de ingressos, de acordo com os artigos 2O e 21 da INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 2, DE 23 DE ABRIL DE 2019. Além disso, oferecemos também como contrapartida social a realização de 5 palestras durantes as 5 semanas do projeto, uma por semana, sobre a história do samba na zona portuária do Rio de Janerio, com entrada franca a estudantes, professores e público interessado no tema. Para promover a inclusão de pessoas negras, mulheres e LGBTQIAP+ no projeto, serão adotadas as seguintes medidas: 1. Diversidade na equipe: Será priorizada a contratação de profissionais negros, mulheres e membros da comunidade LGBTQIAP+ em diferentes áreas do projeto, incluindo produção, design, comunicação, marketing e gestão. Será promovida a equidade de oportunidades, considerando a representatividade e a diversidade como critérios essenciais na seleção dos profissionais envolvidos. 2. Elenco diversificado: O projeto buscará incluir artistas, músicos locais negros, mulheres e LGBTQIAP+ nas apresentações. Essa diversidade de talentos será valorizada, permitindo uma maior representatividade nos palcos, nas palestras e nas oficinas, ampliando a visibilidade desses artistas. 3. Ações afirmativas: Serão estabelecidas parcerias com instituições e coletivos locais que trabalham pela inclusão e promoção dos direitos de pessoas negras, mulheres e LGBTQIAP+. Serão destinadas cotas de ingressos com desconto para esses grupos, garantindo o acesso equitativo aos shows.

Ficha técnica

Produção: Orum Produções Coordenação Geral: Paulo Figueredo (proponente do projeto ) Paulo Cesar Figueiredo (Paulo Cesar Telles Figueiredo) e Jornalista e produtor cultural desde 1986. Desenvolveu vários projetos musicais, principalmente no universo do samba tradicional; entre casas com música ao vivo, centros culturais, produção de shows e CDs e na gestão de projetos incentivados. Do final das atividades do Bar do Barbas, em 88, do Bar Arco da Velha, em 89, a programação do Candongueiro, 90/96 e do Bar Carioca da Gema (2004 a 2008), produziu por 20 anos a Velha Guarda da Portela e inúmeros show com as participações de Marisa Monte, Cesária Évora e Paulinho da Viola, Monarco, entre shows internacionais em 2000 e 2005 com Dona Ivone Lara. Em 2002 recebeu o Prêmio Caras (atual de Música Brasileira) como Produtor do Melhor CD de Samba “Nasci para Sonhar e Cantar”, Dona Ivone Lara. Produção Executiva: Luiz Antonio Silva Luiz Antonio Silva - Professor e Pesquisador afrodescentente, graduado em história e Doutor em literatatura e Doutor história social. Especialista em estudos sobre democratização do acesso aos bens culturais, atuou em cursos pré-vestibular comunitários (entre 1994 -2004). Realizou pesquisas em grandes universidades do Rio de Janerio sobre produção e recepção de bens culturais e no exterior também como na Brown University no EUA. Direção Musical e Arranjos: Paulão Sete Cordas Paulão 7 Cordas é um instrumentista carioca está organizando os bastidores do samba carioca por mais de 25 anso. Ele é um caso de grande artista escondido sob o brilho dos resultados de seu trabalho. Fazendo sucesso ou não, quando falta seu comando, o pagode desanda. Sem alarde, Paulão 7 Cordas entra para a história do gênero como um dos seus mais importantes produtores musicais. É dele o trabalho pioneiro de registrar o repertório das velhas guardas, como Mangueira, Portela e Império Serrano. E é dele o dedo nos principais CDs de sambas lançados no último semestre - para não falar dos últimos anos -, entre os quais Samba de Fé (Dorina), Batucando (Moacyr Luz), Versátil (Nelson Sargento) e Uma Prova de Amor (Zeca Pagodinho). Seu segredo como produtor se encontra no ouvido afiado para as sutis variações do ritmo. Intérpretes: Mariene de Castro, Mariene de Castro é uma cantora, compositora e atriz brasileira, notória por exaltar a cultura afro-brasileira em sua obra musical. Nascida em Salvador, Mariene de Castro despontou no cenário musical brasileiro identificada como uma força da natureza. Cantou na festa de encerramento das Olimpíadas de 2016, enquanto era apagada a chama olímpica. Foi indicada ao Grammy Latino 2020, na categoria "Melhor Álbum de Músicas de Raízes Em Língua Portuguesa", pelo álbum "Acaso Casa Ao Vivo", em parceria com o cantor pernambucano Almério. Bico Doce (Cremílson de Jesus Silva) Bico Doce, Intérprete de samba-enredo, compositor e instrumentista. Antes de ser intérprete de samba-enredo, Cremílson foi cantor, instrumentista e compositor. Começou seus primeiros passos no samba no cavaquinho, instrumento que aprendeu na antiga Funabem, levado por seu pai, funcionário da instituição. Aos 16 anos começou a frequentar rodas de samba pela Baixada Fluminense e depois fez parte do grupo que acompanhava o cantor Jorginho do Império. O apelido “Bico Doce”, no qual Cremílson é carinhosamente chamado, é exatamente pela doçura de seu canto Como intérprete de escola de samba começou a cantar no final dos anos 90 na Escola de Samba Leão de Nova Iguaçu. A partir de 2000, ano em que venceu a disputa de sambas-enredo em São Paulo, nos Acadêmicos do Tatuapé, Cremilson passou a atuar como cantor e cavaquinhista em algumas das mais tradicionais rodas-de-samba do eixo Rio-São Paulo. Bico Doce assumiu o microfone principal na Sapucaí em fins de 2009, quando foi convidado a integrar o carro de som do Império Serrano, juntamente com Bira Silva, André Moreno e Jovaci. A partir daí, Cremílson passa a ser requisitado para as disputas de samba e também foi cooptado pela Portela, onde integrou um histórico “dream team” de vozes em 2014 junto com Wantuir, Rixxa, Rogerinho e Candanda. Marquinho China Cantor. Compositor. Professor de História. Oficial de Justiça. Psicanalista. Foi criado no bairro de Pilares, no Rio de Janeiro. O apelido “China” foi dado por Arlindo Cruz, na década de 1980, porque fechava os olhos quando ria. Com mais de 30 anos de carreira no mundo musical, China já foi gravado por nomes como Zeca Pagodinho, Alcione, Beth Carvalho e Almir Guineto e são de sua autoria músicas como “Ter compaixão”, “O Grande Erro” e “Aquela Imagem”.Além de exímio compositor, Marquinho China é também conhecido por seu talento no partido alto, modalidade de criação de versos de improviso, que podem ser apreciados nas apresentações do conjunto “Tempero Carioca”, grupo do qual faz parte e é um dos principais do país há mais de 20 anos. Marina Iris Marina Iris Gonçalves de Lima nasceu no Rio de Janeiro em 1984. Cantora e compositora, se tornou uma grande representante do samba nas novas gerações. Gravou seu primeiro álbum em 2014, “Marina Íris”, contendo algumas canções autorais e também de grandes compositores, como Mário Lago, Moacyr Luz e Aldir Blanc. Em 2017, idealizou o projeto “É Preta”, em um coletivo que dava protagonismo apenas à cantoras negras Nina Rosa Nina Rosa é cantora e representa a geração de novos talentos do samba, despontando no cenário carioca, nas rodas e palcos, por toda cidade, com altivez, voz marcante, timbre diferenciado e interpretação forte. Começou a cantar em Vila Isabel, Rio de Janeiro com seu grupo Samba de Maria. Participou de vários festivais de música e em 2014, foi finalista no concurso Novos Bambas do Velho Samba, promovido pela famosa casa de samba da cidade do Rio de Janeiro, o Bar Carioca da Gema, e passou a ser uma das cantoras oficiais da casa. Passou a chamar a atenção da comunidade carnavalesca ao participar de disputas de sambas-enredos. Nina Rosa esteve no grupo de cantores liderado por Wantuir que defendeu (e ganhou) o samba, “História pra ninar gente grande”, histórico enredo da Estação Primeira de Mangueira para o carnaval de 2019. Na mesma época, defendeu sambas em outras escolas, como a Império Serrano. Foi campeã, ainda que na pandemia, na Império da Tijuca, junto com Bico Doce na defesa do samba vencedor para o enredo “Samba de Quilombo, a resistência pela raiz”, dos compositores Paulinho Bandolim, Guilherme Sá e Edgar Filho, para o carnaval que ocorrer após a pandemia do novo coronavírus. Nina Rosa também tem como grande paixão os blocos de rua: foi campeã no Simpatia é quase Amor, tricampeã do bloco O Samba Brilha, cantou com o Mulheres de Zeca, Boêmios de Irajá e, desde 2013, é cantora, compositora, instrutora de percussão e organizadora do bloco de enredo Comuna Que Pariu, que desfila no Centro da cidade do Rio de Janeiro, sempre com uma temática sobre as demandas mais urgentes da sociedade. Estreou como cantora da Banda do Cordão da Bola Preta no carnaval 2020. Julio Estrela Nascido no Rio de Janeiro (04/06/1986), Julio Cesar Monteiro Estrela aos 14 anos ganhou um cavaquinho. Autodidata, rapidamente aprendeu a tocar e cantar, formando grupos musicais nas escolas onde estudou. Aos 21 recebeu o primeiro convite para fazer parte de uma roda de samba na Tijuca. Criou em maio de 2009 o Grupo Nó Molhado, que viria a ser, seis meses depois, o vencedor da quarta mostra de novos talentos do Carioca da Gema. Em 2010 chegou a final do Concurso de Sambas de Quadra da Light com o samba “Sofro Sim” . Em 2011 foi convidado para fazer dois shows com Paulão Sete Cordas e o Grupo Pé de Moleque no Carioca da Gema. Em carreira solo desde o início de 2012, Julio Estrela vem surpreendendo a todos com uma voz afinadíssima e excelente interpretação das músicas cantadas. Seu repertório passa por Zeca Pagodinho, Roberto Ribeiro, Gonzaguinha, Chico Buarque, Assis Valente, Miltinho, entre outros.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.