Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
O documentário "Autismos! Um documentário atípico" será um curta-metragem, que falará sobre o autismo, como uma questão da neurodiversidade. O doc terá 15 minutos, produzido no formato fullhd 1080p, e finalizado em mp4 h264. A ideia é trazer ao público as diferentes formas como os autistas sentem a realidade, a partir da ótica do entrevistado. O mesmo será disponibilizado, gratuitamente, nas principais redes sociais, e apresentado em festivais de curta metragem do país.
A proposta é produzir um documentário, segundo as definições de Bill Nichols, participativo e poético. Bill Nichols define o documentário participativo como uma forma de expressão que valoriza a participação ativa das pessoas cujas vidas são documentadas. Nesse gênero, as vozes e perspectivas das pessoas retratadas são destacadas, permitindo que elas desempenhem um papel ativo na construção da narrativa. Essa abordagem empodera os sujeitos, permitindo que compartilhem suas experiências, opiniões e histórias com autenticidade.Ambos os produtores são pessoas autistas, que farão uma pesquisa sobre o tema e, partindo dessa pesquisa, munidos de um roteiro de entrevista, vão interagir com os entrevistados. Esse diálogo será fundamental para o desenvolvimento narrativo da obra. Ao final, a ideia é entender em que medida os discursos de pessoas autistas se aproximam ou conflitam com a visão de seus familiares e médicos e dar luz ao discurso das pessoas autistas, pois muito se fala sobre o transtorno, mas poucas vezes a partir dos próprios sujeitos. A abordagem participativa garante que as vozes das pessoas retratadas sejam ouvidas com autenticidade, ao passo que o estilo poético permite que suas histórias sejam vividas de maneira mais profunda e emocional pelo público, exercendo função empática e, portanto, pedagógica. A fusão desses elementos resulta em uma obra que é inovadora, rica em significado e com um grande potencial para cativar e educar o público. Essa mistura única possibilita uma experiência de visualização que transcende o meramente informativo. Convida a audiência a uma jornada emocional, proporcionando uma imersão profunda nas histórias compartilhadas. A junção dos estilos permite que o documentário explore as complexidades das pessoas retratadas, provocando reflexões e conexões profundas com o público. Acreditamos que a interação direta entre o cineasta e os participantes é fundamental, para criar uma representação autêntica das vidas e experiências humanas. Ao permitir que as pessoas se tornem coautores de suas próprias histórias, estaremos capacitando-as a compartilhar suas visões de mundo e emoções com sinceridade. Nossa produção não se limitará a meros observadores; seremos facilitadores das histórias e das vozes das pessoas participantes. As entrevistas, os diálogos e as narrativas serão construídas conjuntamente, garantindo que as experiências sejam genuínas e que as histórias reflitam a diversidade da condição humana.Assim, a construção narrativa de nosso documentário se baseia em técnicas experimentais com o propósito de gerar empatia na audiência, por meio da reprodução da percepção de mundo de cada entrevistado. Isso será feito utilizando-se de técnicas para criar um ambiente audiovisual imersivo, para que os espectadores sintam como é “estar na pele” de um/a autista. Para cada pessoa entrevistada, será criada uma estética visual e sonora única que reflita sua própria maneira de experienciar o mundo. Isso é particularmente importante devido ao fato de que o TPS afeta a forma como nós, autistas, percebemos sons, luzes, cheiros e o tato. Em resumo, cada pessoa entrevistada terá sua própria estética, pensada de modo que melhor represente suas características. Isso será construído com o uso de associações visuais, qualidades tonais, variando o ritmo e estilo de montagem, alterando a velocidade de imagens e sons e com passagens e intervenções descritivas de modo a criar e transmitir aquilo que a linguagem verbal não consiga expressar com precisão. Utilizando de materiais produzidos durante as entrevistas, produzidos pelos produtores e também materiais produzidos pelos entrevistados, ou de arquivo dessas pessoas, será construída uma paisagem visual e sonora abstrata e experimental de modo a representar a vivência de mundo da pessoa entrevistada e que, por sua vez, produza efeito empático na audiência e melhor compreensão sobre os desafios que autistas enfrentam ao lidar com um mundo pouco adaptado às suas necessidades e ao seu modo de interação social. Também poderemos criar micro curtas com uma sequência narrativa para ilustrar algumas passagens narradas. Ao dar voz à comunidade autista, buscamos proporcionar uma visão autêntica e multifacetada das experiências e perspectivas. É uma oportunidade para desafiar os estereótipos existentes e promover uma compreensão mais profunda e genuína do autismo. Acreditamos que o diálogo é a base para a construção de uma narrativa, que não apenas desmistifica o autismo, mas também celebra a diversidade dentro da própria comunidade autista. Nos documentários participativos, o cineasta e o tema interagem entre si. Ambos os produtores são pessoas autistas, que farão uma pesquisa sobre o tema e, partindo dessa pesquisa, munidos de um roteiro de entrevista, vão interagir com os entrevistados. Uma das principais metas deste documentário é explorar o conflito entre o discurso das pessoas autistas sobre si mesmas, o discurso frequentemente perpetuado por pais, profissionais e a visão geral da sociedade. Historicamente, tem-se dado muito mais peso ao discurso dos não autistas, com pouca consideração pelas vozes autênticas dos próprios autistas. Dar luz ao discurso das pessoas autistas é de suma importância, visto que, de modo geral, muito se fala sobre o transtorno, mas poucas vezes a partir da própria percepção do autista. Esse, em muitos casos, não é o protagonista do discurso amplamente difundido. Derrubar tais mitos é fundamental, pois são muito prejudiciais, tanto por atrapalharem o correto diagnóstico, quanto pelas expectativas irreais que são criadas em torno das pessoas que convivem com o transtorno diariamente.Faixa etária: Livre.
Objetivo geral: Difundir o conhecimento sobre sobre o autismo para a sociedade brasileira de modo a apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores, conforme Art. 1.º da Lei 8.313/91.Objetivos Específicos: - Produção de 01 curta-metragem de 15 minutos, que será disponibilizado nas plataformas digitais e em salas de cinema nos principais festivais relacionados à temática. - Realização de 03 apresentações gratuita e aberta ao público geral
O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta cerca de 20 milhões de pessoas no mundo. Estima-se que, só no Brasil, fique entre os 2 milhões, esse número ainda é muito inferior à realidade, pois o acesso ao diagnóstico é caro, de difícil acesso no sistema público e pouco conhecimento se tem sobre esse transtorno do neurodesenvolvimento. O autismo foi apresentado, pela primeira vez, pela psiquiatra ucraniana Dra. Grunya Efimovna Sukharev, que foi a primeira a publicar uma descrição detalhada dos sinais encontrados em pessoas autistas. Com o passar dos anos, e conforme o conhecimento foi se consolidando, diversas foram as abordagens que se teve para com as pessoas autistas. Os autistas já sofreram uma tentativa de extermínio, internação compulsória em hospitais psiquiátricos e hoje, cada vez mais, aprofunda-se no conhecimento sobre esse transtorno e vêm sendo tratado de uma forma mais inclusiva e humanista. Mas mesmo assim o debate muitas vezes é rarefeito e atravessado por diferentes abordagens e conflitos discursivos. O que se observa é que os números crescem cada vez mais, pois muitas pessoas, sejam crianças, adultos ou idosos, homens, mulheres e pessoas não-binárias vêm descobrindo que convivem com o transtorno e aquelas dificuldades que sempre encontraram na vida, possui um nome e se chama autismo. A grande questão aqui colocada, é que na maior parte das produções audiovisuais, o que se observa é uma esteriotipação do autismo e da pessoa autista, muitas vezes colocando-a na posição de "prejudicada", superdotada e/ou sendo representado apenas por crianças do sexo masculino. E o que se observa na realidade é muito diferente. Por isso, esse curta irá fugir desse padrão, e representar o autismo em suas diversas formas, entrevistando mulheres cis e trans, pessoas negras e políticos autistas. Para demonstrar como a questão é muito mais plural do que geralmente é apresentada.
Captação de vídeo:Câmera Mirroreless Sony A7III com Lente Sony G Master 27-70MM 2.82 Cartões de memória SanDisk Cartão de memória Extreme PRO SDXC UHS-I de 128 GB - C10, U3, V30 Camera 360 Insta360 X31 cartão de memória SanDisk 128 GB Extreme microSDXC UHS-I com adaptador - C10, U3, V30 Captação de áudio: 2 Microfones de Lapela Sony. Iluminação:3 LED Nanlite Forza 60B. Acessórios: 1 tripé para a câmera.3 Tripés para luz.Difusor e rebatedor de luz.Presilhas e garras. Baterias.HD externo.Mochila. Ilha de edição:Adobe Photoshop (efeitos visuais)Premiere pro (edição de vídeo e áudio)After Effects (Edição de vídeo e efeitos visuais) Davinci Resolve versão gratuita (tratamento de cor.) Produto final:Curta FullHD, widescreen 1080p a 24 fps. Taxa de bits 10 Mbps H.264. Áudio 48 KHz
Conforme consta no Art. 42 da Lei 13146/2015. A pessoa com deficiência tem direito à cultura, ao esporte, ao turismo e ao lazer em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, sendo-lhe garantido o acesso: I - a bens culturais em formato acessível; II - a programas de televisão, cinema, teatro e outras atividades culturais e desportivas em formato acessível; e III - a monumentos e locais de importância cultural e a espaços que ofereçam serviços ou eventos culturais e esportivos. Nesse sentido, a proposta garante a seguinte ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDO: O documentário contará com legenda, audiodescrição e janela de libras para garantir acessibilidade às pessoas com deficiência visual e/ou auditiva. ACESSIBILIDADE FÍSICA: O documentário será reproduzido nas plataformas virtuais e também, e em sessões de cinema com acessibilidade para pessoas com deficiência física. Para as pessoas com hipersensibilidade serão distribuídos abafadores de ouvido e óculos escuros, assim como, na edição de som, serão filtrados ruídos e frequências sonoras que machucam a audição. O proponente compromete-se a aplicar medidas de acesso para pessoas com deficiência aos produtos da proposta conforme o Estatuto da Pessoa com Deficiência e suas regulamentações, a Norma NBR-ABNT-9050 e suas atualizações, e a IN 01/23, artigos 25 e/ou 26.
Nosso documentário tem como público-alvo primordial a comunidade autista, bem como todas as pessoas que, direta ou indiretamente, estão envolvidas com ela. Isso inclui educadores, profissionais de saúde, pais, mães, amigos, pares românticos e parentes. A obra possui uma abordagem pedagógica e é voltada para todos que mantêm algum tipo de relação com indivíduos autistas. Nossa estratégia de distribuição foi meticulosamente planejada com o objetivo de alcançar o maior público possível, reconhecendo a relevância social do tema. Para atingir esse objetivo, estamos adotando uma abordagem abrangente que combina métodos tradicionais e alternativos, dada a complexidade e dificuldade da distribuição de filmes no cenário nacional. Assim que finalizarmos o primeiro corte do documentário, iniciaremos a busca por parcerias com distribuidores tradicionais estabelecidos no mercado, avaliando o interesse em nossa obra. Caso essas negociações não atendam às nossas expectativas, prosseguiremos com um plano de distribuição independente, visando maximizar as oportunidades de exibição. Nossa estratégia começa com a criação das páginas oficiais do curta e dos perfis nas principais redes sociais, como Instagram, Youtube e TikTok, para início da divulgação. Com isso, faremos a inscrição do filme nos principais festivais, tanto nacionais quanto internacionais. Festivais renomados e voltados especificamente para documentários e curtas, como o "É Tudo Verdade" e o IDFA na Holanda, e o festival internacional de curtas de São Paulo “Curta Kinoforum”, que são prioritários, pois muitos deles exigem que a obra seja inédita. A seleção e a exibição em um festival de destaque podem aumentar significativamente o impacto de nosso documentário. Posteriormente, buscaremos disponibilizar o documentário em canais de TV aberta e fechada, como o Canal Brasil, TV Cultura e o canal CURTA!. Além disso, com legendas em inglês e espanhol, pretendemos oferecer a obra a canais internacionais. Durante esse período, planejamos exibir o filme em festivais de médio porte, cineclubes e mostras, tanto em eventos presenciais quanto online. Sempre oferecendo a possibilidade de uma conversa com os produtores ao final da exibição. Por fim, também avaliaremos o interesse de companhias aéreas na aquisição da obra para disponibilizarem em sua grade de filmes durante os voos. Como fase final de nossa estratégia, visamos alcançar o maior impacto possível, expandindo o alcance e fomentando debates essenciais, disponibilizando o documentário no YouTube, otimizando a capa e o SEO (search engine optimization) para que o vídeo seja facilmente encontrado por aqueles que buscam informações sobre autismo. Acreditamos que a relevância social de nossa obra será um trunfo para a divulgação orgânica. Além disso, identificaremos instituições, influenciadores, ativistas sociais, veículos de comunicação e podcasts focados na causa autista e das pessoas com deficiência (PCD). Alguns exemplos: Podcast “Esquizofrenoias”, colunas “Dentro do Espectro” e “Vencer Limites” do Estadão de São Paulo. Pretendemos convidar, também, influenciadores digitais para as entrevistas, com um cachê disponível especificamente para isso e, também, incentivá-los a se tornarem defensores do documentário. Isso envolve a criação de uma rede de engajamento em torno do filme, na qual as pessoas influentes na área se tornarão seus maiores promotores, seguindo o conceito de "defensores de marca" do marketing. Ofereceremos a essa comunidade trechos do documentário para que possam compartilhar em suas redes sociais, promovendo o debate e, indiretamente, divulgando o filme. Para isso, destinamos uma verba no orçamento com o fim de impulsionar posts patrocinados. Também disponibilizaremos o documentário para instituições ligadas ao autismo, escolas e instituições de ensino superior, e empresas abertas à inclusão e às transformações sociais, com a possibilidade de conduzir debates presenciais ou online após a exibição. Acreditamos que seja de suma importância que essas instituições promovam discussões não apenas para melhorar a inclusão, mas também para aprimorar a capacidade de diagnóstico, já que muitas vezes são os profissionais da educação os primeiros a identificar sinais de autismo não apenas em crianças, mas também em adolescentes e adultos, grupos com maior dificuldade de diagnóstico. Estamos confiantes de que essa estratégia abrangente de divulgação nos permitirá alcançar nosso objetivo de sensibilizar a sociedade sobre o autismo e suas complexidades, ao mesmo tempo em que promovemos um amplo debate e discussão sobre o assunto.
Leonardo Menezes - Coordenador Geral: Gestão do projeto, Contato com entrevistados, Entrevistas, Prestação de Contas. Produtor cultural, mestre em Políticas Públicas com MBA em Gestão de Projetos. Atuo há mais de 10 anos com projetos de impacto social. Tenho experiência com Responsabilidade Social, Leis de Incentivo, ESG e Sustentabilidade. Sou educador e já coordenei uma equipe de 21 professores voluntários em cursinho popular comunitário. Possuo projetos aprovados no PRONAC e na prefeitura de São Paulo. Erick Radner - Diretor Artístico: Filmagem, Direção, Edição, Finalização, Gestão da comunicação, Divulgação, Distribuição. Nome artístico Erick Radner, formado em Imagem e Som pela UFSCar, com ênfase em roteiro e direção audiovisual. Autor do livro “Aflitas”, uma ficção de terror. Cinegrafista e editor de vídeo ao longo de 5 anos na TV UFSCar em mais de 700 reportagens de jornalismo científico e no documentário sobre o Cerrado da UFSCar Campus São Carlos. Editor, finalizador e colorista do TCC de Imagem e Som turma 2016, “Saravá, meu santo!”. E câmera na palestra “Quando não nos amamos virtualmente” em 2017.
PROJETO ARQUIVADO.