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Produção e edição do livro Sabões e Velas na Bahia - Arte e Cultura. O livro é registro literário e documental da evolução dos hábitos de utilização de sabões e velas pelos baianos e a inserção de tais hábitos na cultura local. Traz também a trajetória dos trabalhadores e empreendedores do setor, e registros de equipamentos e edificações que sediaram o artesanato e a indústria de sabões e velas, com farto material fotográfico.
Dos elementos que compõem uma cultura ao longo do tempo, o modo como um povo convive com a higiene e a limpeza em geral inclui os produtos que utiliza para tal e como os obtêm. Nos primórdios da civilização baiana, os chegados da Europa, traziam conhecimentos técnicos de produção de sabões difíceis de reproduzir na terra logo batizada Bahia. Contaram com conhecimentos dos tupis, povos originários, que se mostravam especialmente preocupados com higiene. Desconheciam o processo de saponificação (alcalinizante + gordura), se servindo de elementos encontrados obtidos da flora local. É apenas no século XIX, na Europa, que surgem processos industriais eficazes para a massificação da oferta de sabões de alta qualidade e produtos afins. Os novos elementos chegam à Bahia pela importação, tanto na forma acabada quanto como matéria-prima. Nessa última condição, dão origem a disseminada produção artesanal e industrial, mudando os hábitos dos baianos e se inserindo em rituais como os das características lavagens, a do Bonfim sendo a mais conhecida. O baiano traz do tupi a preocupação extremada com a higiene pessoal. Do africano e do europeu, o cuidado com a limpeza das roupas e das casas. As manifestações culturais apresentam marcas dessas preocupações e modos de fazer. Muitos se ocupam como artesões e mestres nas cada vez mais desenvolvidas indústrias de sabões, respeitados por seus saberes, que acompanham as evoluções técnicas globais. As velas, por sua vez, são artigos para poucos até o século XVIII, pois importadas da Europa e caras, pela dificuldade de produção, mesmo no Velho Mundo. A difícil obtenção não significa que não sejam utilizadas, mais para devoção do que para iluminação, presentes as velas em diversas manifestações culturais ligadas à fé, num tempo em que a fé moldava quase todas essas manifestações. A novidade da vela produzida em larga escala a partir de derivados do petróleo chega na forma do produto importado na segunda metade do século XIX. No XX, se dissemina a produção local, popularizando o uso para fins de iluminação e a presença em rituais. Aurélio Schommer, historiógrafo, gestor cultural e também ficcionista, a partir de vasta pesquisa, que incluiu dezenas de entrevistas, organiza esses elementos em forma de livro, obra que se guia tanto pela linguagem literária, buscando enredar o leitor na trama, quanto pelo rigor na informação, nas referências dos dados históricos. Assim se apresentar o livro objeto deste projeto cultural, uma obra de referência, sim, mas também literatura, na linguagem e na forma, na preocupação de envolver o leitor, despertar suas emoções, prender sua atenção.
Objetivo Geral Produzir e editar um livro com as seguintes finalidades: - Resgatar a história da produção artesanal e industrial de velas e sabões na Bahia. - Resgatar a memória dos hábitos de higiene e limpeza dos baianos ao longo do tempo e sua interação com a cultura do cotidiano e manifestações culturais. - Resgatar as experiências de baianos na produção de velas e sabões, dos mestres saboeiros aos empreendedores, os antigos sistemas de produção e de revenda e como evoluíram. - Resgatar acervo fotográfico de processos de produção de sabões e velas na Bahia e dos prédios utilizados. Objetivo Específico - Editar livro, contando a trajetória da produção e utilização de sabões e velas na Bahia, desde o início dos registros históricos, no século XVI, até nossos dias. Enfocando as interações entre os hábitos de higiene, iluminação e devoção do povo baiano com suas manifestações culturais, trajetórias de trabalhadores e empreendedores. O livro também visa resgatar acervo fotográfico de métodos utilizados na produção de sabões e velas, modelos de comércio e prédios e instalações que serviram aos artesãos e fabricantes de sabões e velas na Bahia.
O uso de substâncias para lavar roupas, louças, casas, e lavar-se a si mesmo remonta à Antiguidade e é parte reconhecida, indissociável, da cultura de cada povo. As velas, por sua vez, indústria afim por utilizar matérias-primas semelhantes, tiveram sua importância para a iluminação em outros tempos, mas no passado e hoje serviram especialmente para demonstrar devoção, utilizadas em diversos rituais e manifestações culturais, notadamente na Bahia. É rica a história da utilização de sabões e velas pelo povo baiano desde o século XVI, quando começam os registros escritos. Tão rica quanto é a trajetória dos produtores, de artesões a mestres, operários modernos e grandes industriais, faina diretamente afetada pela evolução técnico-científica que criou novas matérias-primas e processos produtivos. Resgatar e registrar essa trajetória em livro não é somente apresentar conhecimentos de história social ou econômica. Pela escrita literária característica de seu autor, Aurélio Schommer, de biografia fortemente vinculada à cultura enquanto compreensão de processos, debate e políticas públicas, o livro abarca ricas e dramáticas histórias pessoais, patrimônio material e história cultural. O livro Sabões e Velas na Bahia - História e Cultura necessita captar via leis de incentivo federais, via o presente instrumento para o qual inscreve este projeto. E o faz afirmando que se enquadra em critérios legais objetivos, como se pode constatar a seguir. O livro Sabões e Velas na Bahia - História e Cultura facilita o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais (inciso I do art. 1 da lei 8.313/1991), pois, os 1.000 (um mil) exemplares a ser impressos serão doados, entregues gratuitamente, a professores, estudantes, bibliotecas, escolas e universidades públicas. O livro Sabões e Velas na Bahia - História e Cultura promove e estimula a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais (inciso II do art. 1 da lei 8.313/1991), da Bahia especificamente. O livro Sabões e Velas na Bahia - História e Cultura apoia, valoriza e difunde o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores (inciso III do art. 1º da lei 8.313/1991), ao pesquisar e registrar manifestações culturais históricas da Bahia que guardem relação com o tema principal da obra: os sabões e velas. Por suas características, salvaguarda a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira (inciso V do art. 1º da lei 8.313/1991). O livro Sabões e Velas na Bahia - História e Cultura, por suas características, estimula a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória (inciso VIII do art. 1º da lei 8.313/1991). Quanto ao alinhamento às disposições do art. 3º da lei 8.313/1991, o livro Sabões e Velas na Bahia - História e Cultura se enquadra na alínea "b" do inciso II, edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes.
Livro contendo obra não especificamente acadêmica, em linguagem livre literária, com foco na vivência cultural do povo baiano a partir de sua relação com os elementos focados.
Livro capa dura no formato fechado de 27cm (altura) x 25cm (largura). Capa em impressão 4x1 com papel couchê 170g/m2. Acabamento de impressão na capa com verniz UV localizado. Guarda em impressão 4x4 em papelão 210g/m2. Miolo com 300 páginas (aproximadamente) com impressão 4x4 em papel couchê fosco/brilho 115g/m2. Tiragem de 1.000 (um mil) exemplares.
- O livro terá versão integral em áudio, acessada por QR Code encontrado no livro impresso, acessível, portanto, a pessoa com DEFICIÊNCIA VISUAL. - O livro terá seu conteúdo resumido em vídeo, disponível em rede social, integralmente legendado para atender pesoas com DEFICIÊNCIA AUDITIVA. - O local de lançamento do livro, sede do SENAI-Cimatec em Salvador, atende todos os requisitos de acessibilidade para pessoas com DEFICIÊNCIA LOCOMOTORA.
Em atendimento às disposições do art. 29 a Instrução Normativa MinC nº 11, de 30 de janeiro de 2024, e considerando a impressão total de 1.000 (um mil) exemplares do livro Sabões e Velas na Bahia - História e Cultura, os exemplares terão a seguinte destinação: - 100 (cem exemplares) doados à Fundação Cultural Palmares e à Fundação Nacional dos Povos Indígenas para distribuição gratuita a comunidades quilombolas e indígenas respectivamente (inciso II do art. 29, em combinação com o Parágrafo único do art. 31 da Instrução Normativa MinC nº 11, de 30 de janeiro de 2024); - 100 (cem exemplares) doados à Secretaria de Educação do Estado da Bahia para distribuição gratuita a professores e estudantes de escolas públicas de ensino médio da rede estadual (inciso I do art. 30, em combinação com o Parágrafo único do art. 31 da Instrução Normativa MinC nº 11, de 30 de janeiro de 2024); - 50 (cinquenta exemplares) destinados à distribuição gratuita promocional pelo proponente em ações de divulgação do projeto, notadamente a órgãos de imprensa (inciso III do art. 29 da Instrução Normativa MinC nº 11, de 30 de janeiro de 2024); - 70 (setenta exemplares) destinados à distribuição gratuita promocional por patrocinadores (inciso I do art. 29 da Instrução Normativa MinC nº 11, de 30 de janeiro de 2024); - 100 (cem exemplares) destinados à distribuição gratuita a estudantes e professores da rede pública de ensino que comparecerem ao lançamento do livro, na sede do SENAI-Cimatec, por ordem de chegada; - 300 (trezentos exemplares) destinados à distribuição gratuita a qualquer pessoa que comparecer ao lançamento do livro, na sede do SENAI-Cimatec, por ordem de chegada; - 280 (duzentos exemplares) destinados à distribuição gratuita a instituições, a critério do proponente. Será ainda produzido vídeo de no mínimo 10 minutos com um resumo do conteúdo do livro, disponibilizado para exibição gratuita na rede social YouTube, eventualmente em outras redes sociais.
O dirigente será o Produtor Executivo do projeto. Segue os currículos dos principais participantes. - Marco Túlio Santos Schommer (Coordenador Geral) Túlio Schommer, como é mais conhecido, é natural de Itamaraju (BA), criado entre as cidades de Valença e Salvador. Suas primeiras atividades no campo cultural se dão com um trabalho de assistência à curadoria da FLICA, Festa Literária Internacional de Cachoeira, em 2014. Na função, era responsável pelo convite aos autores e relacionamento com agentes e editores. Túlio trabalhou com seu irmão na Selo A Editora como editor e diagramador ainda aos 16 anos. Publicou um romance nomeado “O Último Romântico”, distribuído como publicação digital. Túlio trabalhou em outras edições da Festa Literária Internacional de Cachoeira, tendo desenvolvido, em parceria com a Agência Gaiata, um trabalho de coordenação de marketing e gestão de mídias sociais para o evento. Associado à Texugos Produções, Túlio Schommer participou como roteirista e ator de clipes musicais como o da música “Saudade”, de Lyu Oliver, artista baiana. Também esteve envolvido nas criações audiovisuais e direção de fotografia do álbum “Primeira Pessoa”, do artista baiano Reinan Acioly. Em 2020, Túlio Schommer cria a Schommer Audiovisual (atual Schommer Produções), desenvolvendo trabalhos para empresas como Jazzer Academy, Junior Achievment Bahia, Carozo Desenvolvimento Imobiliário, Sigma, entre outras. Também como roteirista, foi responsável pela criação, roteiro e direção do vídeo institucional do Porto Privilege, empreendimento imobiliário da Carozo Desenvolvimento Imobiliário. Na Carozo, teve a oportunidade, como gestor de marketing, de realizar diversos eventos direcionados a corretores e empresários do mercado imobiliário. - Jomar Lima da Conceição (Produtor Executivo) Natural de Cachoeira, Recôncavo Baiano, formado em Museologia pela UFRB, especialista em gestão de projetos pela FGV e políticas e gestão cultural pelo CECULT/UFRB, mestrando em História da África/UFRB, é gestor, produtor e empresário cultural. Autor dos livros “Ars Moriendi” e “O recôncavo no olhar”, foi organizador das publicações “Flor de São Miguel” e “100 Anos – Hansen Bahia”. Como produtor cultural, organizou eventos, exposições, feiras, seminários, simpósios, trabalhos técnicos e científicos. Trabalhou como coordenador de produção local da Flica desde a 1ª edição em 2011. A partir de 2020, torna-se sócio-diretor da produtora Cali, que realiza a Flica. Como museólogo, realizou e realiza curadorias de acervos e coleções, documentação e inventário de acervos institucionais, executou e executa projetos culturais, realizou exposições em diversas cidades da Bahia, Brasil e no exterior, com destaque para Macau, na China. Como acadêmico, escreveu papers, artigos, resumos, livros, participou de coletâneas, avaliador de TCC de graduação e pós-graduação. Foi Presidente do Conselho de Políticas Culturais de Cachoeira, por dois mandatos, e Prior da Ordem 3º do Carmo de Cachoeira. Atualmente, é Presidente do Conselho de Turismo do mesmo município e assessor da Irmandade da Boa Morte. É Membro da ABEC – Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais. Faz parte do Conselho Curador e é o Gerente Técnico da Fundação Hansen Bahia, com sede nas cidades de São Felix e Cachoeira. O percurso pessoal e profissional alicerçado em um pressuposto ético, social, cultural e artístico fundamentado nas diferentes linguagens. Atua como gestor/produtor cultural, fotógrafo, curador e museólogo. - Aurélio Schommer (autor do livro) Autor de diversos livros de ficção, como "Memórias de um golpista" (romance), "Clube da Honra" (romance) e "Mulheres que fazem sexo e homens apaixonados" (contos), também escreveu obras de não ficção, como "Um homem e seu sonho" (biografia) e "Salvador, Minha Cidade". Criador e curador por quatro edições da Flica-Festa Literária Internacional de Cachoeira. Foi presidente da Câmara Bahiana do Livro, Conselheiro Estadual de Cultura titular por oito anos e Membro titular do Conselho Curador da Fundação Cultural do Estado da Bahia-Funceb por igual período. Historiógrafo, é criador e gestor do canal "Enciclopédia de História", do YouTube. Não é remunerado no projeto (participação voluntária). - Marco Santos Schommer (Assistente de pesquisa) Natural de Barreiras-BA e radicado em Valença-BA. Produziu e gerenciou a livraria oficial da Festa Literária Internacional de Cachoeira em 2015 e coordenou o mesmo evento em 2023. Tem experiência como editor de livros entre 2013 e 2015, pela Selo A Editora, em Valença, desde a editoração, design de capa e diagramação até a publicação do impresso; Foi também, entre 2017 e 2018, produtor audiovisual pela Texugos Produções, em Salvador; Marco também tem experiência com comunicação e marketing, tendo atuado como assessor de marketing e gestor de mídias sociais.
PROJETO ARQUIVADO.