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PRONAC 240466Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

Preto em Movimento no Nordeste: Bahia-Paraíba-Ceará

ARTE COM QUATRO PRODUCOES ARTISTICAS LTDA
Solicitado
R$ 168,6 mil
Aprovado
R$ 168,6 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Empreend Ações Educ-Cult/Capacitação/Treinamento
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
24

Localização e período

UF principal
BA
Município
Salvador
Início
2024-05-01
Término
2024-08-30
Locais de realização (3)
Salvador BahiaJuazeiro do Norte CearáSousa Paraíba

Resumo

Projeto de Leno Sacramento para circular pelos Centros Culturais do Banco do Nordeste nas cidades de Sousa/PB e Juazeiro do Norte/CE. São duas semanas imersivas, uma em cada cidade, com apresentação de três espetáculos profissionais com bate-papo no nfinal, oficina de teatro para iniciantes com resultado, e lançamento do livro _ Para, Desgraça _ Uma quarta para na esquecer, da Editora Selin Trovoar. Todo o processo será registrado em um Web-Doc disponível nas plataformas virtuais gratuitamente.

Sinopse

Preto em Movimento no Nordeste: Bahia-Paraíba-Ceará é um projeto de Leno Sacramento – ator do bando de Teatro Olodum/BA – para os Centros Culturais do Banco do Nordeste nas cidades de Sousa/PB e Juazeiro do Norte/CE. Trata-se de duas semanas imersivas, sendo uma em cada cidade, com oficina, apresentação do resultado da oficina, apresentação de três espetáculos solos com bate-papo no final, e lançamento do livro – Para, Desgraça – Uma quarta para na esquecer, da Editora Selin Trovoar. Todo o processo será registrado para a criação de dois vídeos documentários, um de cada cidade, para ficar disponível nas plataformas virtuais gratuitamente. Toda as ações deste projeto já são conhecidas do público: a Oficina Teatrando acontece desde 2018, o livro teve seu primeiro lançamento em 2021, e os espetáculos estrearam em épocas diferentes, sendo En(Cruz)Ilhada em 2017, Nas Encruza em 2019, e Escarro Início em 2022. A novidade deste projeto é o fato de que todas as ações acontecem simultaneamente, com uma equipe registrando todos os passos para a criação de um documentário. De 14 a 20 de julho o projeto acontece em Sousa/PB e de 21 a 27 de julho em Juazeiro do Norte/CE. No dia 10 de agosto serão lançados virtualmente os documentários, encerrando a fase de produção e iniciando o processo de pós-produção com a finalização dos trabalhos, relatórios e prestação de contas. Todas as etapas do projeto estão dentro de um período de 4 meses, e atinge um público estimado de 2 mil pessoas presenciais, e uma estimativa de 25 mil acessos aos documentários, a partir de impulsionamentos. Todas as ações têm como foco o público preto e suas reflexões sobre identidade, racismo, abusos, infância, trajetória política, profissão e família. A equipe é formada por 16 pessoas, sendo 6 de Salvador/BA, 5 de Sousa/PB e 5 de Juazeiro do Norte/CE. O período de pré-produção e ajustes de planejamento tem início em maio, e até o final de junho todas as ações do projeto já estarão delimitadas, negociadas e contratadas. No início de julho iniciamos o processo de inscrição das oficinas e venda dos ingressos para o espetáculo. APRESENTAÇÃO DOS ESPETÁCULOS COM BATE-PAPO NO FINAL Os três espetáculos funcionam de forma independente, mas quando são apresentados na sequência, sendo um a cada dia, ele monta uma trilogia que aprofunda ainda mais as reflexões: En(Cruz)Ilhada (2018), fala do homem preto adulto, com lembranças espaçadas de infância, e sem muitas informações sobre o seu passado. Vive um tempo presente onde sempre é colocado em situações de risco e encruzilhadas; Nas Encruza (2019) representa o tribunal das ruas, onde as palavras funcionam como facas através de falas preconceituosas que inundam o dia de muitas pessoas tendo, em muitos casos, virado a paisagem do local; e Escarro Início (2022), onde ao mesmo tempo em que o ciclo se fecha, ele também se (re)inicia, pois começa com um parto indesejado. A trilogia remonta uma trajetória de nascimento e morte que se repete, sem que a história mude na vida do cidadão preto. São muitos nascimentos sem que a realidade externa e violenta se transforme e os acolha. En(Cruz)Ilhada O monólogo discute vários temas sensíveis à comunidade negra, como trabalho, estudo, relações, brincadeiras de criança e genocídio. Mostra a vítima sendo conduzida de várias formas a muitas encruzilhadas, sem tempo para descanso. Um episódio de violência, ocorrido com o ator, quando foi baleado por policiais enquanto andava de bicicleta, é também pautado no espetáculo. “Quando eu fiz um ano [de espetáculo], eu tomei um tiro. E no espetáculo temos que falar sobre isso”, afirma Leno Sacramento. Nas Encruza No palco, cadeiras vazias aguardam o público para compor o tribunal das ruas. Organizados em círculos, os olhares voltam a atenção para um banco no centro da roda. Ali, um corpo negro será julgado como réu. A trilha sonora é composta por ruídos do dia a dia, briga de vizinhos, latidos de cachorro, encadeados por poesia e relatos verídicos de moradores negros de Salvador. O olhar e a língua matam mais que a bala. Escarro Início É um ato performático que traduz a indigesta realidade da população negra e pobre do nosso país, que ao nascer são rapidamente apresentados ao álcool, ao cigarro e às armas. São crianças que nascem e se tornam adultas sendo ludibriadas, em seus direitos à segurança, saúde, educação e cultura. LANÇAMENTO DO LIVRO “Para Desgraça – Uma quarta para não esquecer” – QUI 21h “Começar um livro com PARA DESGRAÇA é algo fora dos padrões de comunicação, mas PARA DESGRAÇA foi a frase que antecedeu o tiro que transpassou a minha perna de um lado ao outro. Nesse livro eu denuncio esse triste episódio da minha vida, mas também falo de poesia, família, e arte, que nesse caso imitou a vida, a minha vida”, diz Leno Sacramento. O livro foi lançado virtualmente em 2021, ainda no momento pandêmico. Posteriormente foram feitos encontros presenciais e diversos lançamentos em escolas, comunidades e eventos de artistas pretos. Até o momento foram vendidos 637 exemplares e distribuídos 381 fazendo um total de 1018 livros em uma produção independente, sem patrocínio, e com o apoio da Editora Selin Trovoar (SP). Trata-se da narrativa de uma abordagem policial sofrida pelo ator em junho de 2018, quando foi baleado em uma das pernas no Centro de Salvador. Na ocasião, Leno estava passando de bicicleta, próximo ao Forte de São Pedro, quando foi atingido por um tiro disparado por um policial civil, que procurava suspeitos de roubo andando de bicicleta. No mesmo dia em que aconteceu o fato, o ator Leno Sacramento, estaria a noite no Teatro Castro Alves na entrega do Prêmio Braskem, onde estava concorrendo na categoria melhor ator pelo espetáculo Em(Cruz)Ilhada que estreou naquele mesmo ano. Por esse motivo a narrativa do tiro foi colocada dentro do espetáculo que passou a ser conhecido como um grito de alerta para as situações reais que acontecem com os pretos todos os dias, e por isso esse lançamento acontece no mesmo dia de apresentação espetáculo, pois suas narrativas estão relacionadas. “Um livro de memórias pungente, este relato impressionante vai permanecer com os leitores muito tempo depois que a última página for virada. Uma narração detalhada e implacável, escrita com mão firme incisiva e impregnada de uma dor discreta”, diz Cássia Valle, escritora e também atriz do Bando de Teatro Olodum.

Objetivos

Objetivo: Realizar uma semana intensiva de reflexão e debate sobre as questões relativas ao povo preto e sua identidade, infância, trajetória, racismo, abusos, profissão e família, através da arte. Objetivo Específico: - 3 espetáculos teatrais profissionais - 2 oficinas de teatro - 2 resultados de oficinas - 60 alunos nas oficinas - 2 web docs originais do processo - Contratação de 16 pessoas na equipe - Prestação de serviço de 24 empresas - 3 cidades brasileiras envolvidas (Salvador/BA _ Sousa/PB _ Juazeiro do Norte/CE) - 1200 pessoas de público presencial - 25000 pessoas no acesso virtual aos documentários

Justificativa

O Brasil precisa ampliar o debate sobre as questões raciais. Este projeto cumpre a função de abordar temas importantes como políticas públicas, racismo, educação, emprego, infância e violência _ não vamos parar. Todos os esforços devem ser feitos no sentido de trazer a tona os hábitos, práticas e tradições que respeitem o legado africano. Leno Sacramento é um preto em movimento na cidade de Salvador. Um artista que ao longo dos anos vem construindo uma linguagem acessível, divertida e direta, que consegue envolver a todos ao abordar temas delicados para a comunidade negra. A experiência de 26 anos fazendo parte de um grupo de teatro negro com ações constantes e continuadas _ Bando de Teatro Olodum _ proporcionou o estudo e a sistematização para trabalhar como ator, diretor, professor, produtor e escritor. Como ator, faz parte de todos os espetáculos do repertório do grupo: Sonho de uma noite de verão, Áfricas, Cabaré da Rrrraça, Ó Paí ó, Bença entre outros. Além do teatro também participou de filmes: Besouro, Cidade Baixa, Ó pai e Jardim das folhas Sagradas. Na televisão fez parte do primeiro seriado do grupo _ Ó Paí ó e aguarda o lançamento do filme Ó Paí ó 2. Como escritor lançou o seu primeiro livro Para Desgraça virtualmente em 2021, ainda no momento pandêmico, e os livros eram enviados pelo correio. Posteriormente foram feitos encontros presenciais e diversos lançamentos em escolas, comunidades e eventos de artistas pretos. Até o momento foram vendidos 637 exemplares e distribuídos 381 fazendo um total de 1018 livros em uma produção independente, sem patrocínio, e com o apoio da Editora Selin Trovoar (SP). As últimas edições da Oficina Teatrando foram em Salvador nos teatros Vila Velha (2021), com o Grupo de Teatro Moinho, de Cássia Valle e Débora Landim (2021), e no Galpão Wilson Melo (2022/2023) com um elenco que se formou a partir de inscrições abertas. As aulas são sempre uma oportunidade de colocar em prática a experimentação de expor os seus questionamentos, proporcionando uma sensação de bem estar e de ampliação de limites por parte dos alunos que se envolvem. O teatro como princípio pedagógico auxilia no auto-conhecimento de limites e habilidades, e funciona como um aliado para a criação de uma segurança pessoal. Ações como esta precisam na Lei de Incentivo e do seu alcance para poderem acontecer. Relevância e Pertinência Teatral e Social _ A valorização do ator preto abordando temas relacionados a dinâmica de vida da população negra representa uma oportunidade de espelhamento que elucida, empodera e traz reflexões importantes para mudanças de hábitos e abordagens. Relevância e Pertinência Estética _ As encenações, a oficina e o lançamento do livro abordam o corpo negro sendo manipulado de diversas formas como se não fosse dele. Os reflexos da relação de poder e de abusos podem ser descritas e abordadas nos debates. A arte é um campo do conhecimento e de experiência, e nos auxilia como ferramenta de aprendizagem na compreensão das fases necessárias para se chegar a novos resultados.

Especificação técnica

OFICINA TEATRANDO (24h) – SEG a SEX 18 às 22h / SÁB 14 às 18h Leno Sacramento é ator, diretor, produtor cultural e professor de teatro em Salvador – Preto em Movimento – e através de uma linguagem acessível, divertida e direta, consegue envolver a todos ao abordar temas delicados para a comunidade negra. A experiência de 26 anos fazendo parte de um grupo de teatro negro com ações constantes e continuadas – Bando de Teatro Olodum – proporcionou o estudo e a sistematização de um método de trabalho aplicado em 5 encontros e que resulta em uma apresentação aberta ao público. O objetivo é movimentar os discursos internos de uma população negra que tem muito a dizer. O Bando de Teatro Olodum tem um jeito próprio de construir personagens e de desenvolver as relações entre eles para a construção de uma narrativa (espetáculo), e este é o ponto de partida do trabalho, que depois se une a experiência de Leno, como ator e diretor, para sistematizar o que vai ser levado para a cena. As últimas edições da Oficina Teatrando foram em Salvador nos teatros Vila Velha (2021), no Grupo de Teatro Moinho, de Cássia Valle e Débora Landim (2021) e no Galpão Wilson Melo (2022/2023), e é sempre uma oportunidade de colocar em prática este exercício de experimentação, proporcionando uma sensação de bem estar e de ampliação de limites por parte dos alunos que se envolvem. O teatro como entretenimento é uma arte milenar que une todas as artes em um único objetivo: o espetáculo. O teatro como princípio pedagógico auxilia no auto-conhecimento de limites e habilidades, e funciona como um aliado para a criação de uma segurança pessoal. Metodologia A arte é um campo do conhecimento e de experiência, e nos auxilia como ferramenta de aprendizagem na compreensão das fases necessárias para se chegar a um resultado. A Oficina Teatrando consiste na experimentação de cinco etapas necessárias para a construção de um espetáculo: Aula 1 – Laboratórios para a construção das cenas a partir de histórias pré-existentes Aula 2 – Construção do espetáculo (colagem das cenas construídas) Aula 3 – Debate com os profissionais visuais (figurino, som e luz) Aula 4 – Ensaio no palco Aula 5 – Apresentação para o público, bate-papo e avaliação As etapas da oficina acontecem de forma orgânica e misturando-se uma na outra, como descrita acima. Número de Participantes: 30 alunos em cada cidade, sendo 60 alunos no total

Acessibilidade

Todas as atividades vão acontecer nos Centros Culturais do Banco do Nordeste (Sousa/PB e Juazeiro do Norte/CE), que possuem os requisitos de acessibilidade ( existência de rampas/corrimões, vagas para PCDs no estacionamento, existência de banheiros adaptados). Os três espetáculos foram muito bem recebidos pelos deficientes visuais em Salvador, pois uma de suas características é a sonoridade, tendo os espetáculos muitos momentos gravados, tanto de música quanto de texto, pois em algumas cenas estamos ouvindo o pensamento do personagem, que nos chega através da voz do próprio ator gravada. Foi feita uma parceria com o Instituto dos Cegos/BA para as apresentações em Salvador, e eles tinham acesso a sala antes do restante da plateia (Visita Sensorial) para manusear os elementos de cena e para que pudesse ser explicado a ales o espaço cênico e a trajetória feita pelo ator nesse espaço delimitado. Depois desse processo, os deficientes visuais podiam sentar em qualquer lugar da plateia e participar do espetáculo tal qual o restante do público.

Democratização do acesso

Para os espetáculos: Todo acesso aos espetáculos será gratuito Para as Oficinas: Inscrição e participação gratuita Para o resultado da Oficina: Aberta ao público Lançamento do Livro: 30,00

Ficha técnica

Idealizador, Ator e Oficineiro – Leno Sacramento Coordenadora de Produção – Fernanda Paquelet Produção Executiva – Luciene Brito Produção Local – A contratar nas cidades Administrador – Marília Castro Trilha Sonora dos Espetáculos – Júnior Brito Guitarra Escarro Início – Léo Lima Bateria Escarro Início – Vinas Kabeça Iluminação Trilogia – Marcos Dedê Assessoria de Comunicação – A contratar nas cidades Realização - Coletivo4 (Arte Com Quatro Produções Artísticas)

Providência

PROJETO ARQUIVADO.