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PRONAC 240704InadimplenteMecenato

Edição do Livro e do Audiolivro “Manaus-Babilônia e o Reggae da Periferia Zion”

SIMAO DA SILVA PESSOA
Solicitado
R$ 191,6 mil
Aprovado
R$ 191,6 mil
Captado
R$ 150,0 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

78.3%

Classificação

Área
—
Segmento
Livro/Obra Refer impres/eletrôni valor Art/Lit/Hum
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
24

Localização e período

UF principal
AM
Município
Manaus
Início
2024-04-01
Término
2025-12-05
Locais de realização (1)
Manaus Amazonas

Resumo

O Projeto visa a edição, publicação e distribuição gratuita do Livro e do Audiolivro "Manaus-Babilônia e o Reggae da Periferia Zion"

Sinopse

Título: MANAUS-BABILÔNIA E O REGGAE DA PERIFERIA ZION INTRODUÇÃO - Muito se conhece e se fala sobre o hábito e a importância da leitura, inclusive sobre seus benefícios. Nas comunidades carentes, entretanto, é muito difícil encontrar famílias que destinem parte da renda mensal para aquisição de livros, visando o aprimoramento da leitura, pois muitas vezes, com a baixa renda mensal familiar, pouco sobra para este investimento. Neste capítulo iremos demonstrar que a leitura é essencial na formação dos cidadãos, na medida em que desenvolve a criatividade, aumenta o vocabulário e aprimora o conhecimento. Ao mesmo tempo iremos sublinhar a importância de iniciativas como a do “Programa Rouanet Norte”, que possibilita ações sociais em prol de famílias menos favorecidas, incluindo a do presente projeto, em que o estimulo à leitura se dá por meio da concessão gratuita de livros para a população. CAPÍTULO 1 De como a ZFM virou uma nova Babilônia - Decisões de governo, durante a ditadura militar, eram tão importantes quanto informações privilegiadas de governo. A Zona Franca de Manaus (ZFM) foi criada nesse período e serviu de plataforma para muitas empresas do Sul-maravilha que perceberam a oportunidade de implantar um capitalismo selvagem e predatório, sem qualquer controle institucional. Os projetos do Distrito Industrial de Manaus irrigaram setores inteiros com crédito subsidiado. A Babilônia que surgiu daí transformou meia dúzia de empresários paulistas em milionários da noite para o dia – Matias Machline (Sharp), Isaac Sverner (CCE), Afonso Hennel (Semp-Toshiba), Leo Kryss (Evadin-Mitsubishi), Ernesto Pereira Lopes (Sanyo), Eugênio Staub (Gradiente), para só ficarmos na indústria eletroeletrônica – e desfigurou a cidade com a mais completa e arrasadora favelização de que se tem notícia. Os trabalhadores das fábricas, obviamente, foram morar nesses locais inóspitos, em habitações precárias. Segundo um estudo realizado pelo MapBiomas, Manaus foi a capital do país que registrou o maior crescimento de áreas ocupadas por favelas, de 1985 a 2021, totalizando um território equivalente a cerca de 10 mil campos de futebol. É sobre isso que iremos tratar nesse capítulo. CAPÍTULO 2 Conexão Brasil-Jamaica - Com forte influência da cultura etíope, do rastafarianismo, do culto pan-africano e uma larga herança musical, a Jamaica passou a dar um novo colorido à música universal. Com a versatilidade e capacidade de improvisação inigualáveis dos músicos jamaicanos, a música da ilha do Caribe começou a se destacar já no final dos anos 50 e começo dos anos 60, com a edição de dois gêneros derivados do rhythm & blues americano, o ska e o rock-steady, até desaguar no embalo irresistível do reggae. Com o passar dos anos, o reggae tornou-se uma verdadeira religião. As mensagens político-pacifistas saídas das canções produzidas na ilha irradiaram-se rapidamente pelos quatro cantos do planeta, transformando seus intérpretes/arautos em ídolos populares, Bob Marley à frente. O gênero musical jamaicano tem flertado com músicos brasileiros já há algum tempo, levando Caetano Veloso a gravar a canção “Nine Out Of Ten”, em 1972, considerada um marco do reggae nacional. Mostrar como o reggae conquistou o país é o objeto desse capítulo. CAPÍTULO 3 Conexão Manaus-São Luís - Se foi preciso o radioleiro Riba Macedo comprar seu primeiro disco de reggae no comércio informal das calçadas de Belém do Pará e levar para São Luís, dando início a uma febre pelo ritmo jamaicano na capital maranhense, em Manaus isso não foi preciso porque as importadoras de discos da ZFM traziam em primeira mão os discos de reggae que começavam a estourar no Primeiro Mundo: “Catch A Fire” (1973), “Natty Dread” (1974) e “Rastaman Vibration” (1976), de Bob Marley, estavam disponíveis nas lojas, mas eram consumidos apenas por poucos iniciados. Um deles era o cantor Cileno Conceição, que participou de um festival de música popular com a canção “Feira Hippie”, em 1976, considerado o primeiro reggae Made in Manaus. Foi com a chegada de milhares de maranhenses, em meados dos anos 80, para trabalharem no Distrito Industrial, que o ritmo começou a se popularizar na periferia da cidade, que se transformou na Nova Zion, a "terra prometida" dos rastafaris. CAPÍTULO 4 Os Pioneiros do Reggae Caboclo - Seis (6) entrevistas biográficas com os cantores Cileno Conceição, Armando de Paula e Eliakim Rufino, e com os integrantes das bandas Johnny Jack Mesclado, Dada Mao e Deskarados, que foram os primeiros a levantar a bandeira do reggae em nosso solo. A ideia aqui é descobrir como, quando e porque se interessaram pelo ritmo jamaicano, dar um panorama de suas carreiras e mapear o que almejam para o futuro. CAPÍTULO 5 A Segunda Dentição da Periferia Zion - Dez (10) entrevistas biográficas com os integrantes das bandas Jahgube, Na Humilde, Nossas Raízes, Reggaetown, YemanJah, Marcello Ipanema e o Izunomê, Canhamukaya, La Responsa, Jahraqui e Cidade Flutuante, mostrando a atualidade da cena reggae em nossa cidade. Aqui também a ideia é descobrir como, quando e porque se interessaram pelo ritmo jamaicano, dar um panorama de suas carreiras e mapear o que almejam para o futuro. CAPÍTULO 6 As Vozes Femininas da Nação Reggueira - Cinco (5) entrevista biográficas com as cantoras Carol Luna, Jéssica Lima, Márcia Siqueira, Rebeca Messing e Letícia Correia, mostrando o empoderamento feminino no ritmo jamaicano. Da mesma forma, a ideia é descobrir como, quando e porque se interessaram pelo ritmo jamaicano, se há discriminação contra mulheres na cena local, dar um panorama de suas carreiras e mapear o que almejam para o futuro. CAPÍTULO 7 Pilotos e Co-Pilotos dos Sound-Systems - Quatro (4) entrevistas biográficas com o DJ Marcos Tubarão, DJ Zulu, DJ Carlos Ferraz e DJ Cleuson Silva, cujos sets vão além do reggae tradicional e incursionam pelo dance hall, toasting, dub & poetry, white reggae, pop reggae, two tone e ragamuffin. Do mesmo modo, a ideia é descobrir como, quando e porque se interessaram pelo ritmo jamaicano, o que faz um raggamuffin ser diferente de um reggae roots, o que faz um dance hall ser diferente do dub, dar um panorama de suas carreiras e mapear o que almejam para o futuro. CAPÍTULO 8 - Considerações finais - É verdade que nem tudo é paz, amor e harmonia na cena reggae. O gênero musical ainda enfrenta muitas desvantagens em Manaus, na medida em que as rádios comerciais estão inteiramente dominadas pelo estilo sertanejo. A mídia tradicional também não esconde um mal disfarçado preconceito de que reggae é sinônimo de “ganja”. De qualquer forma, ainda há uma pequena luz no fim do túnel para a galera do reggae que é a força das plataformas de streaming, como o Spotify e o YouTube. O streaming é o futuro da música porque, além de ajudar bastante a divulgar novos compositores, também barateia os custos de produção, divulgação e comercialização. Antigamente, as pessoas baixavam música por meio do mp3, o que atrapalhava muito o faturamento dos artistas. Hoje em dia, o consumidor tem música acessível, mas paga um preço justo. É sobre isso que iremos falar no último capítulo, incluindo a utilização das redes sociais na popularização do reggae manauara. Irie! IMPORTÂNCIA DESTE LIVRO DO PONTO DE VISTA CULTURAL A partir de sua música e de suas mensagens de positividade, o reggae apresentou ao mundo um diálogo intercultural, mobilizando, através das interações musicais com diferentes estilos e gêneros de diversos territórios e matrizes étnicas, o soerguimento da musicalidade afrodiaspórica do Terceiro Mundo. Aqui em Manaus, essa interface com a diversidade de sons no cotidiano dos jovens da periferia foi o combustível que alimentou as engrenagens do estilo “reggae caboclo”, como uma expressão da descolonização dos gêneros musicais tradicionais do Ocidente.

Objetivos

O objetivo deste projeto é promover o incentivo à leitura com a distribuição gratuita de 1.000 livros para a população manauara, bem como fazer a entrega de 10 exemplares do Audiolivro para o acervo da Biblioteca Braille do Amazonas, que poderá ser reproduzido gratuitamente em novas cópias para os interessados. PRODUTO Livro impresso "Manaus-Babilônia e o Reggae da Periferia Zion": distribuição gratuita de 1.000 livros para a população. PRODUTO Audiolivro "Manaus-Babilônia e o Reggae da Periferia Zion": entrega de 10 (dez) cópias, no suporte pendrive, para o acervo da Biblioteca Braille do Amazonas, que poderá ser reproduzido gratuitamente em novas cópias para os interessados.

Justificativa

O reggae é um gênero musical que merece ter reconhecimento e conhecimento por parte da população como um patrimônio imaterial da cultura afro-manauara. Ele ainda busca consolidar-se como um elemento identitário, assim como um gênero musical que reúne várias gerações, antigas e jovens, unidas por um sentimento de pertencimento étnico-racial caboclo, pardo, negro, cultural e artístico. Nos últimos 20 anos, o movimento sofreu uma explosão de diversidade, surgindo inúmeros coletivos, bandas e artistas, cada um deles com suas próprias vertentes, mas ainda assim o reggae permanece invisibilizado pela grande mídia. Mostrar a resistência da nação regueira para um número cada vez maior de pessoas parece ser uma tarefa inadiável. Sem o valioso apoio da renúncia fiscal, seria humana e financeiramente impossível a realização deste projeto, pois, o mesmo exige investimentos que o proponente não pode bancar sozinho. Sobre o custo-benefício à sociedade, ele se baseia no princípio de que todas as atividades relativas ao projeto serão gratuitas. E aqui quero contar uma experiência pessoal sobre o porquê de estar apresentando esse projeto. Em meados dos anos 90, resolvi fazer uma provocação: mostrar que 80% da música consumida no planeta tinha raízes africanas. Para tanto, publiquei os livros "Rock: a música que toca" (1995), "Funk: a música que bate" (1999) e "Reggae: a música que pulsa" (2002), todos baseados na evolução dos referidos ritmos em termos internacionais. Em fevereiro de 2003, o então Secretário Nacional do Livro e Leitura, o saudoso poeta Wally Salomão, me telefonou para elogiar o livro sobre "Funk" e aventou a hipótese de incluir a obra no Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD). Tratativas a esse respeito foram iniciadas com a Editora Valer, mas Wally Salomão faleceu em maio daquele ano e o assunto foi esquecido. Em 2008, conheci o dançarino de break, grafiteiro e MC Adriano Art96. Ele me contou que era de uma galera barra pesada da periferia, mas que tinha lido meu livro sobre "Funk", entendido a mensagem do Hip Hop e havia resolvido voltar a estudar. Acabara de passar no vestibular de Ciências Sociais da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). É óbvio que fiquei muito feliz. Seis anos depois, voltamos a nos encontrar e ele repetiu a mesma história. "O teu livro virou uma espécie de bússola, meu irmão, é quase minha bíblia particular", garantiu. Aí, para mostrar que não era cascata, me presenteou com uma foto em que ele aparecia com meu livro embaixo do braço no Museu da Cidade e havia anotado atrás: "2012. Olha o livro que eu andava lendo por aí". É claro que fiquei comovido. Agora, em novembro de 2023, Richard Adriano de Souza, o MC Adriano Art96, lançou o livro "Hip Hop Manaus Anos 80, Uma Cultura de Rua e Popular", que na verdade é fruto da dissertação de Mestrado em História Social, defendida por ele na Universidade Federal do Amazonas, em 2016. Seu próximo passo, já agendado, é buscar o Doutorado. Se este livro do reggae for publicado e despertar o interesse de pelo menos um novo "richard", o investimento e a trabalheira já terão valido a pena. A proposta se enquadra nos incisos I, II, III, IV, V, VIII e IX do Art. 1º da Lei 8313/91. Transcrevemos abaixo o inciso e alínea do artigo Art. 3° da Lei 8313/91 referente aos objetivos que serão alcançados com a proposta: II _ fomento à produção cultural e artística mediante: b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes;

Especificação técnica

LIVRO FÍSICO TIRAGEM: 1.000 Livros. TÍTULO: MANAUS-BABILÔNIA E O REGGAE DA PERIFERIA ZION CAPA: 21x31cm, 4x0 cores, Tinta Sun Chemica Colorida em Triplex 250g. Saída Em CTP. MIOLO: 300 pgs, 15x21cm, 1 cor, Tinta Sun Chemica Colorida em Off Set FSC 75g. Saída Em CTP. LOMBADA: 18mm, Dobrado (MIOLO, MIOLO), Cola Pur (MIOLO, MIOLO), Embalagem em Caixa Coletiva. CAPA c/Laminação Fosca, Nro Lados 1(CAPA). AUDIOLIVRO TÍTULO: MANAUS-BABILÔNIA E O REGGAE DA PERIFERIA ZION FORMATO: Gravado no formato MP3. TIRAGEM: 10 cópias, entregues na plataforma pendrive. IMPORTANTE: O audiolivro será a versão a mais aproximada possível do livro físico, com locução na chamada “leitura branca”, que, mesmo desprovida de recursos artísticos e de sonoplastia, obedecerá às regras da boa impostação de voz e pontuação.

Acessibilidade

MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE PARA PcD VISUAIS: audiolivro “Manaus-Babilônia e o Reggae da Periferia Zion”, mediante entrega de 10 (dez) cópias, no suporte pendrive, para o acervo da Biblioteca Braille do Amazonas, que poderá ser reproduzido gratuitamente em novas cópias para os interessados.

Democratização do acesso

PRODUTO Livro “Manaus-Babilônia e o Reggae da Periferia Zion”: o conteúdo do livro será disponibilizado integralmente no Portal Kandyru (www.kandyru.com.br), administrado pelo proponente, na categoria “PROGRAMA ROUANET NORTE”. A proposta se enquadra no inciso IV do artigo 28 da IN nº 01/2023: IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal;

Ficha técnica

O proponente irá coordenar o projeto, incluindo a elaboração e condução das entrevistas com os músicos selecionados, cabendo ao mesmo o texto final do livro. ­­Simão da Silva Pessoa – Gestor, produtor, roteirista e escritor. 67 anos. Homem. Idoso. Pardo. Escritor com mais de 40 livros publicados, entre eles “Rock: a música que toca”, “Funk: a música que bate”, “Reggae: a música que pulsa”, “O tempo dos meninos do Morro”, “Festão do Povo, Folias de Bianor” e “Dabacuri – Pequena Antologia do Folclore Manauara”. Ex-Diretor de Produção e Roteirista de Spots, Anúncios e Documentários nas Agências G&F Comunicações, G/Mark, Grafite e VT-4. Pesquisador de Cultura Popular. Renato de Oliveira de Souza – Locutor. 65 anos. Homem. Idoso. Pardo. Mais de 30 anos como locutor nas principais rádios de Manaus e em agências de publicidade, como Oana, DMP e Grafite. Uma das mais belas vozes de Manaus. Sergio Bastos – Diretor de Arte e Editor. 68 anos. Homem. Idoso. Pardo. Foi Diretor de Arte das agências Contemporânea (RJ), Phoenix Filmes, G&F Comunicações e Saga Publicidade. Um dos profissionais mais competentes do mercado. ­­Sidney de Oliveira Pirangy – Fotógrafo profissional e videomaker. 65 anos. Homem. Idoso. Pardo. Tem prestado serviços de fotografias para diversos veículos de comunicação e assessorias de imprensa em Manaus. Formado em Direito pela Universidade Luterana do Brasil. Kelly Taline dos Santos Catão – Secretária Executiva. 31 anos. Mulher. Parda. Estudante de Administração na ESBAM. Formada em Nutrição pela UniNorte. Ex-Consultora Administrativa da empresa de nutrição New Life.

Providência

EXPIROU O PRAZO DE APRESENTAÇÃO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS DO PROJETO.