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O projeto "A Gente Quer Viver Felicidade" visa à impressão e lançamento de uma obra em dois volumes que aborda a trajetória histórica da comunidade LGBTQIAP+ desde a Idade Antiga até os dias atuais. Com uma abordagem educacional, o projeto promoverá a distribuição do livro, palestras e debates para sensibilizar a sociedade sobre os direitos e a dignidade da comunidade LGBTQIAP+.
SINOPSE A obra “A gente quer viver felicidade” tem como fundo a História de Longa Duração, a partir da abordagem no campo da História Social sobre a trajetória histórica da comunidade LGBTQIAP+ na luta pelo direito pelo direito de existirem e serem tratados com dignidade. Desde os primórdios da Idade Antiga e no decorrer do Período Medieval, a luta pela sobrevivência e dignidade marcou a vida daqueles que, volta e meia, quando não eram aceitos ou tolerados, sofriam não apenas as interdições de cunho teológico, assim como sofriam uma série de perseguições e inclusive seriam alvo de diversas legislações penais que criminalizavam os relacionamentos homoafetivos, considerados como "crime de sodomia" ou “pecado nefando” – principalmente no período inquisitorial entre o final da Idade Média e o decorrer da Idade Moderna. A longa luta travada pela comunidade LGBT em várias partes do mundo, incluindo os combates no decorrer dos séculos XIX e XX, estaria presente no Brasil, desde os idos do Brasil Colônia e Império até chegar no início da Primeira República. O Brasil jamais estaria isolado das questões internacionais que envolviam o tema e, entre idas e vindas, o país experimentou uma série de batalhas, entre os entraves, derrotas e os avanços da comunidade LGBTQIAP+ em prol de sua cidadania. O Volume 1, portanto, encampa todas estas questões desde a Idade Antiga até 1900. Já o Volume 2 possui o recorte temporal compreendido entre 1900-2024. Neste segundo volume, elenco as batalhas em prol da cidadania que atingiram diretamente os LGBTs da Europa e, principalmente, da América Latina, à luz da História Comparada - incluindo o enfrentamento às legislações autoritárias contra os LGBTs e as restrições que culminaram com o advento e a consolidação do nazifascismo nos anos 1930. Afinal, no que tange aos países latino-americanos, a luta pela dignidade estaria evidenciada não apenas no dia a dia dos LGBTs. No Brasil, os desafios aos LGBTs se impunham desde o decorrer da Primeira República, passando pela Era Vargas e o Período Democrático (1945-1964), bem como se tornava um grande dilema em meio à ascensão e consolidação dos regimes ditatoriais no decorrer das décadas de 1960 e de 1970, não apenas no Brasil, mas em todo o território latino-americano. Através do uso da Doutrina de Segurança Nacional (DSN), os mesmos regimes não perdoariam quaisquer dissidentes, considerados como “subversivos”. E em face de uma cruzada moralizadora e em prol dos “bons costumes”, a comunidade LGBTQIAP+ seria o alvo da fúria destes regimes. Na redemocratização do Brasil, a temática sobre a Diversidade não seria apenas o monopólio do PT, através da atuação da corrente trotskista Convergência Socialista. Diante das dificuldades político-doutrinárias do PCB e do PCdoB em encamparem o tema dos Direitos Humanos nos idos dos anos 1980 à luz de uma perspectiva classista, é bem verdade que o PDT pautaria o tema dos Direitos Humanos através do combate à discriminação previsto nos seus documentos em 1979-1980, além da atuação de ativistas LGBTs do campo nacional-popular no decorrer da década de 1980. Mais tarde, na virada dos anos 1990 para as décadas posteriores, os setoriais de Diversidade se espalhariam em partidos de centro (MDB), do campo liberal como o PSDB e o PPS (atual Cidadania) e culminaram até na criação do PP Diversidade, no campo da direita, via PP (atual Progressistas). O livro “A gente quer viver felicidade”, além de mostrar as lutas coletivas do segmento LGBTQIAP+ em torno da defesa dos seus direitos, demandas e reivindicações, mostra que as mesmas lutas no Brasil estiveram presentes nas entidades da sociedade civil organizada e nas organizações político-partidárias. Outrossim, esta obra aborda sobre as lutas pela inclusão de militares LGBTs no interior da caserna, incluindo neste ínterim o esforço de quadros como a advogada e Capitã de Corveta Bianca Figueira (1971-...) e o protagonismo da primeira coronel trans da História do Brasil e do Continente Americano, Coronel Maria Antônia (1961-...). Enfim, estamos em um cenário onde o norte reside no resgate de uma cidadania que foi extremamente aviltada nos últimos anos. A obra chega em um momento à altura, na construção de uma reflexão coletiva em defesa dos Direitos Humanos. Logo, a obra "A gente quer viver felicidade" tem por objetivo promover, à luz da História Social e com abordagens transversais no âmbito da História Comparada e da História Política, o entendimento crítico-propositivo, visando o combate à discriminação e o respeito ao ser humano, a partir do Princípio da Dignidade Humana. A obra visa cumprir este papel, ampliando o debate sobre o tema e propondo, à luz do processo histórico, novas questões e alternativas capazes de promover a plena cidadania e o respeito aos direitos da comunidade LGBTQIAP+. O intuito da exposição, à luz do lançamento da obra “A gente quer viver felicidade” é democratizar o acesso sobre a história da cidadania LGBTQIAP+, entre as suas idas e vindas, na defesa dos Direitos Humanos e pelo seu direito de amar e de existir. A exposição será itinerante, com a presença de painéis informativos, fotografias, documentos históricos e relatos pessoais que retratam a luta da comunidade LGBTQIAP+ ao longo dos séculos.
Objetivo Geral: Democratizar o acesso à história da luta da comunidade LGBTQIAP+, promovendo a conscientização e o combate à discriminação com base no Princípio da Dignidade Humana, através da publicação e disseminação do livro "A Gente Quer Viver Felicidade." Objetivos Específicos: Publicar e distribuir a 1000 exemplares do livro ( 500 do volume I e 500 do volume II) em bibliotecas públicas, escolas e universidades.Promover palestras, seminários e workshops em instituições culturais e educacionais para discutir a trajetória histórica e os direitos da comunidade LGBTQIAP+ (Como divulgação).
O projeto se enquadra nos incisos I e II do Art. 1º da Lei 8313/91, pois fomenta a produção cultural e a promoção de direitos culturais ao viabilizar o acesso a uma obra que retrata a história da cidadania LGBTQIAP+. Também atende ao Art. 3º, que visa proteger e promover a diversidade cultural, reforçando a inclusão social e o respeito aos direitos humanos da comunidade LGBTQIAP+. O uso da Lei de Incentivo à Cultura é essencial para a viabilização financeira e ampliação do impacto desse projeto, permitindo a democratização do acesso e sensibilização da sociedade frente ao tema da diversidade.O projeto se coaduna com os seguintes incisos do Art. 1ª da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos econteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da culturanacional;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;IX - priorizar o produto cultural originário do País. O projeto atende ao seguinte objetivo do Art. 3º da lei 8313/91:Art. 3° Para cumprimento das finalidades expressas no art. 1° desta lei, os projetos culturais em cujo favor serão captados ecanalizados os recursos do Pronac atenderão, pelo menos, um dos seguintes objetivos:II - fomento à produção cultural e artística, mediante:e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres.
VOLUME 1 Formato do livro: 16 x 23 cmNúmero de páginas: 480 páginasMiolo: Em uma cor – P/BImpressão: Pólen natural ou AvenaLombada quadrada: cola hotmeltCapa colorida 4x0: Cartão supremo duo design 300gramatura, 02 orelhas de 7 x 23 cm, laminação fosca em toda a capa.Formato E-book: 480 páginas (Havendo ilustração todas coloridas) VOLUME 2 Formato do livro: 16 x 23 cmNúmero de páginas: 580 páginasMiolo: Em uma cor – P/BImpressão: Pólen natural ou AvenaLombada quadrada: cola hotmeltCapa colorida 4x0: Cartão supremo duo design 300gramatura, 02 orelhas de 7 x 23 cm, laminação fosca em toda a capa.Formato E-book: 580 páginas (Havendo ilustração todas coloridas)
- Disponibilização do livro tanto em formato físico quanto digital (audiobook) para ampliar o acesso. - Escolha de local acessivel para o evento de lançamento do livro.
Distribuição Gratuita: Garantir que o livro seja distribuído gratuitamente para escolas, bibliotecas, centros comunitários e universidades. Sobre a distribuição da publicação: - 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional para patrocinadores - 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo - exemplares para bibliotecas e escolas da rede pública e público de palestras - 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional pelo proponente em ações de divulgação do projeto - 20% (vinte por cento) para comercialização em valores que não ultrapassem 3% (três por cento) do salário-mínimo vigente no momento da apresentação da proposta- exemplares vendidos a R$ 42,00 Ampliação de acesso: VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas - realização de uma palestra gratuita aberta ao público em geral na ocasião do lançamento do livro.
PROPONENTE: Wendel PinheiroCurriculum - Produção cultural de Wendel Pinheiro (PESQUISADOR E ESCRITOR) PINHEIRO, Wendel. História do Movimento Progressista Brasileiro - Dicionário de conceitos político-ideolôgicos. São Paulo: CSB, 2016. GOMES, Everton & PINHEIRO, Wendel. A História de uma juventude trabalhista, popular e socialista. Niterói: Nitpress, 2018. PINHEIRO, Wendel. Um tempo bem melhor pra se viver: a trajetória histórica do Trabalhismo Brasileiro. Rio de Janeiro: Gramma, 2021.
Projeto liberado para o proponente adequar à realidade de execução.