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O projeto trata da continuidade da formação dos jovens integrantes do Grupo de Contadores de Estórias Miguilim, por meio de oficina de narração de estórias de trechos das obras de João Guimarães Rosa, ministrada pelas narradoras, Dôra Guimarães e Elisa Almeida. Elas também irão acolher como ação de formação de 2 novos professores de narração, que atuarão como estagiários e futuramente poderão integrar-se ao Grupo, auxiliando-as na preparação dos jovens. As ações são desenvolvidas em Cordisburgo, cidade natal do grande escritor mineiro e, também, local onde está estabelecido o Museu Casa Guimarães Rosa. Neste espaço, os Miguilins atuam diariamente na mediação das visitas orientadas, apresentando a seu público este grande diferencial de atendimento. O fato de saberem narrar de cor trechos dos livros de Rosa emociona os visitantes e divulga de forma viva a obra do eminente escritor. O projeto propõe ainda apresentações na Semana Rosiana e a circulação do grupo em 2 eventos fora de Cordisburgo, bem como a produção de uma peça audiovisual sobre o Grupo.
Oficinas de narração de estórias As turmas de cada Diretora são divididas em 2 grupos (iniciantes e veteranos). As aulas acontecem em 2 dias por semana, com oficinas de cerca de 12 horas mensais presenciais, mais 12 horas mensais online para cada, totalizando 48 horas por mês de oficinas.. Nos dias que antecedem apresentações, são oferecidas aulas complementares. Para além das oficinas, cada participante, dedica 4 horas semanais às visitas guiadas do MCGR. Os estagiários/bolsistas que serão contratados pelo projeto participarão tanto das oficinas, quanto acompanharão os jovens em algumas visitas guiadas no MCGR. No MCGR a atuação é de 4 horas para cada participante e a atuação total é de terça-feira a sábado de 13 às 17h, totalizando 80 horas de presença supervisionada de jovens do Grupo Miguilim na execução das visitas guiadas Serão oferecidos, ainda, 2 oficinas de técnica vocal de 4 horas de duração/cada, para que os jovens aprimorem a entonação da sua narração. Nesta ocasião, eles, também, terão exercícios de musicais, para utilizarem em trechos onde há necessidade de cantarem. O VÍDEO SOBRE O GRUPO MIGUILIM A peça audiovisual sobre a performance do Grupo terá 5 minutos de duração e registrará os jovens durante as oficinas, no atendimento no MCGR e nas apresentações da Semana Rosiana. Serão dois períodos de gravação, o primeiro para filmagem das atividades de treinamento e no atendimento à visitação do Museu e o segundo a ser executado em plena Semana Rosiana, que acontece em todos os anos na 2ª semana do mês de Julho, em Cordisburgo. O evento que em 2023 terá sua 35ª edição atrai muitos turistas e movimenta a cidade completamente. Durante 7 dias, a comunidade e os visitantes vivem intensamente a literatura rosiana e as diversas atrações correlatas. Os Miguilins fazem apresentações especiais para ocasião e se apresentam, também, na abertura e encerramento do evento de abertura, nas palestras em caminhadas pela cidade. Esta é, então, a oportunidade real de produzir ótimas imagens do Grupo de Contadores de Estórias Miguilim, atuando intensamente na mais importante festa da cidade e de comemoração do legado de João Guimarães Rosa.
1.1 OBJETIVO GERALO projeto Manutenção do Grupo de Contadores de Estórias Miguilim- 2024, realizado em Cordisburgo/MG, tem por objetivo:• Dar continuidade na formação dos jovens integrantes, por meio de oficinas de narração de estórias retiradas de trechos das obras e João Guimarães Rosa, ministradas pelas narradoras - Dôra Guimarães (Maria Auxiliadora Guimarães Franco) e Elisa Almeida (Maria Elisa Pereira de Almeida). Para cada turma, serão ministradas, em 2 dias por semana, oficinas de 3 horas de duração, sendo 24 horas mensais, durante 11 meses. No total, o projeto oferecerá 528 horas de oficinas de formação.• Atuar em cooperação com o Museu Casa Guimarães Rosa, no acolhimento ao público, dando continuidade ao atendimento às visitas orientadas realizadas pelos membros do Grupo, que junto aos visitantes percorrem os 9 módulos da exposição de longa duração _ "Rosa dos Tempos, Rosa dos Ventos", a exposição temporária em cartaz e terminam com uma apresentação de narração de estória, na área externa da instituição.• Oferecer uma formação qualificada aos jovens da cidade tendo por esteio a literatura do escritor João Guimarães Rosa, seu conterrâneo, contribuindo para a construção de cidadãos mais íntegros, profissionais mais capazes, pessoas mais senhoras dos seus destinos.• Formar 2 novos profissionais especializados em narração de estórias de trechos das obras e João Guimarães Rosa, para que futuramente possam integrar-se ao Grupo, auxiliando as Diretoras na preparação dos jovens. Eles atuarão como bolsistas do projeto e acompanharão os jovens Miguilins tanto nas oficinas, quanto no atendimento no Museu.• Proporcionar 2 oficinas de técnica vocal para os membros do Grupo Miguilim.• Promover apresentações na Semana Rosiana, evento anual realizado em Cordisburgo no mês de julho, em homenagem ao aniversário de Guimarães Rosa.• Realizar a circulação do grupo em 2 eventos literários fora de Cordisburgo.• Para divulgação, produzir um banner para as apresentações e uma peça audiovisual sobre a performance do Grupo (nas oficinas, no atendimento no MCGR e nas apresentações da Semana Rosiana), com 5 minutos de duração. Pretende-se, portanto, com a realização do projeto dar continuidade às atividades do Grupo Miguilim, promovendo o sentimento de equipe, desenvolvendo o gosto pela literatura e pela arte, proporcionando aos jovens a oportunidade de atravessarem a adolescência de maneira saudável e feliz. Conforme as Diretoras: "Entre outras coisas, educa-se a sensibilidade, desenvolve-se o senso de responsabilidade, o gosto pela leitura e a habilidade de falar em público. De maneira mais ampla, promove-se a autoestima." 1.2 - OBJETIVOS ESPECÍFICOSComo objetivos específicos podemos destacar:• Promover e divulgar a obra daquele que é considerado o maior escritor brasileiro do século XX, João Guimarães Rosa.• Estimular o conhecimento e a pesquisa acerca da obra do escritor cordisburguense.• Divulgar e estimular a exploração do Museu Casa Guimarães Rosa como espaço de ação cultural.• Estimular a formação e o aperfeiçoamento do pessoal que atua na área de Ação Educativa do Museu.• Criar condições para fomentar o perfil da cidade de Cordisburgo como polo cultural, aumentando, também, o vínculo dos moradores locais com a cultura, a arte e, em especial, com a literatura.• Aumentar a visibilidade das diversas iniciativas culturais do Museu.• Garantir acesso aos meios de fruição, produção e difusão cultural, com ênfase na produção literária.• Valorizar a memória e o patrimônio cultural de Minas Gerais, por meio do seu maior escritor. 1.3 - PATICIPANTES DO GRUPO MIGUILIMAtualmente, participam do Grupo 28 jovens recém integrados, com idade entre 12 e 15 anos, cuja formação se estendeu de agosto/21 a julho/22, quando ocorreu a entrega simbólica da camiseta e eles se tornaram Miguilins. Além destes, outros 9 participantes, com idade entre 16 e 17 anos integram o Grupo, totalizando 36 membros. 1.4 - AS OFICINAS PARA OS MIGUILINSA primeira atividade realizada é a de seleção dos participantes. Houve uma sensível mudança no processo de inscrição para os novos atuais candidatos, pois, para as primeiras turmas, havia principalmente a indicação das escolas. Quando o Grupo Miguilim se consolidou, muitos pais passaram a procurar as Diretoras para inscrever os filhos, antes mesmo da indicação pelos professores, pois "ser Miguilim", passou a ter reconhecimento na comunidade. Depois de inscritos, os jovens são avaliados para verificação do envolvimento e habilidades para as oficinas de formação. Com a narração de textos de João Guimarães Rosa é bem complexa, nem todos conseguem atingir a excelência do programa e por isso há uma quebra entre inscritos e aqueles que efetivamente se tornam Miguilins. Isso é comum em qualquer projeto em que a boa performance artística é almejada. A primeira oficina de habilitação dos jovens candidatos encerra-se com uma apresentação no Museu de narração dos contos mais simples para pais e convidados. Após o encerramento da oficina de inicialização, os meninos e meninas começam seu contato com textos rosianos recortados, selecionados e indicados pelas Diretoras, de preferência da novela "Campo Geral", do livro "Manuelzão e Miguilim", integrante da trilogia de "Corpo de Baile". Só mais tarde, quando estiver completamente seguro, o jovem poderá fazer suas próprias escolhas. Os recursos para a preparação dos participantes são brincadeiras que visam integrar e desinibir, exercícios lúdicos de aquecimento vocal incluindo canções e trava línguas, exercícios de leitura oral com textos mais simples, audição de estórias narradas pelas Diretoras e por Miguilins veteranos. É executada introdução às técnicas de narração, começando por textos de menor complexidade. As turmas de cada professora de narração são divididas em 2 grupos (iniciantes e veteranos). As aulas acontecem em 2 dias por semana, com oficinas de cerca de 6 horas de duração, totalizando 24 horas mensais para cada turma. Nos dias que antecedem apresentações, são oferecidas aulas complementares. Durante 11 meses, o projeto oferecerá 528 horas totais de oficinas de formação. Serão oferecidos, ainda, 2 oficinas de técnica vocal de 4 horas de duração/cada, para que os jovens aprimorem a entonação da sua narração. Nesta ocasião, eles, também, terão exercícios de musicais, para utilizarem em trechos onde há necessidade de cantarem. Segundo Elisa Almeida: "A obra de Rosa presta-se bem para ser falada em voz alta, pois traz em si muita oralidade. Sabemos também, através de sua correspondência com seus tradutores, que Rosa se preocupava com isso. Ao buscar as palavras para seus textos, pensava sempre na sua sonoridade, ao mesmo tempo em que procurava reproduzir na fala de seus personagens a cadência do falar do homem do sertão. A técnica de narração desenvolvida pelo Grupo Tudo Era Uma Vez, onde atuamos profissionalmente por 20 anos, é baseada na economia de gestos e, principalmente, na fidelidade ao texto literário, que deve ser memorizado. O narrador funciona como um porta-voz do autor. A postura do narrador faz com que a atenção do espectador se volte principalmente para o sentido das palavras e das sonoridades, que são a matéria prima da obra rosiana." 1.5 - A FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS EM NARRAÇÃOA proposta é oferecer duas vagas para ex-Miguilins que residam na cidade de Cordisburgo e que se interessem em fazer uma formação profissional no Projeto. Eles receberão ensinamentos para se formarem como profissionais especializados em narração de trechos das obras de João Guimarães Rosa, para que futuramente possam integrar-se à coordenação e direção do Grupo, auxiliando as Diretoras na preparação dos jovens. Os estagiários ex-Miguilins frequentarão os work-shops especialmente ministrados para eles que, apesar de já possuírem a experiência da narração de Rosa, nunca atuaram como professores de narração. Eles deverão também cumprir uma carga-horária acompanhando as oficinas dos alunos atuais e os seus plantões do Museu. 1.6 - O VÍDEO SOBRE O GRUPO MIGUILIMA peça audiovisual sobre a performance do Grupo terá 5 minutos de duração e registrará os jovens durante as oficinas, no atendimento no MCGR e nas apresentações da Semana Rosiana. Serão dois períodos de gravação, o primeiro para filmagem das atividades de treinamento e no atendimento à visitação do Museu e o segundo a ser executado em plena Semana Rosiana, que acontece em todos os anos na 2ª semana do mês de Julho, em Cordisburgo. O evento que em 2023 terá sua 35ª edição atrai muitos turistas e movimenta a cidade completamente. Durante 7 dias, a comunidade e os visitantes vivem intensamente a literatura rosiana e as diversas atrações correlatas. Os Miguilins fazem apresentações especiais para ocasião e se apresentam, também, na abertura e encerramento do evento de abertura, nas palestras em caminhadas pela cidade. Esta é, então, a oportunidade real de produzir ótimas imagens do Grupo de Contadores de Estórias Miguilim, atuando intensamente na mais importante festa da cidade e de comemoração do legado de João Guimarães Rosa. 1.7 - DESPESAS PREVISTAS NO ORÇAMENTONo orçamento serão previstas despesas com a remuneração de todos os profissionais, com lanches durante as oficinas e uniformes para os jovens, além de diárias para as diretoras para deslocamento (BH-Cordisburgo de carro), alimentação e hospedagem em Cordisburgo e para os membros do Grupo para as apresentações fora da cidade. A produção do vídeo e do banner também estão contempladas. Será contratada uma empresa produtora de audiovisual para produção do vídeo sobre a performance do Grupo de Contadores de Estórias Miguilim. 2 - AÇÃO FORMATIVA CULTURALComo ação formativa cultural, será realizada uma palestra ministrada pelas professoras de narração de estórias e pela produtora executiva sobre como desenvolver projetos de narração de estórias para museus literários, para curso de literatura em escolas do ensino fundamental e médio e cursos de teatro. Essa atividade será realizada juntamente com o lançamento da peça audiovisual sobre o Grupo Miguilim, em Cordisburgo, no auditório do Centro de Atendimento ao Turista, com oferecimento de 200 vagas. O público-alvo dessa atividade será profissionais de museus, professores, artistas, literatos e apreciadores da literatura em geral.
"Veja você, Lorenz, nós os homens do sertão, somos fabulistas por natureza. Está no nosso sangue narrar estórias; já no berço recebemos esse dom para toda a vida. Desde pequenos, estamos constantemente escutando as narrativas multicoloridas dos velhos, os contos e lendas, e também nos criamos em um mundo que às vezes pode se assemelhar a uma lenda cruel. Deste modo a gente se habitua, e narrar estórias corre por nossas veias e penetra em nosso corpo, em nossa alma, porque o sertão é a alma de seus homens"(João Guimarães Rosa _ diálogo com Günter Lorenz) O Grupo de Contadores de Estórias Miguilim é constituído por jovens entre 12 e 18 anos moradores de Cordisburgo, cidade natal de João Guimarães Rosa. A cidade, localizada a 130 km da capital mineira, abriga, desde 1974, o Museu Casa Guimarães Rosa (MCGR), unidade vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (SECULT-MG). O MCGR é o mais visitado de todos os sete museus estaduais mineiros, apresentando média de mais de 30 mil pessoas ano, quase 4 vezes a população de Cordisburgo, estimada em 8 mil moradores. Os jovens atuam neste local como mediadores das visitas, sejam elas espontâneas ou em grupos agendados. O nome do Grupo faz alusão ao personagem da novela "Campo Geral", uma das duas narrativas do livro "Manuelzão e Miguilim", da obra "Corpo de Baile", lançada em 1956. Alguns críticos afirmam que a personalidade e a trajetória de Miguilim têm muitos aspectos autobiográficos da infância do autor. Como Rosa, o menino vive com sua família num remoto lugarejo do sertão, é muito sensível e emotivo, tem miopia e acaba partindo para a cidade grande para completar seus estudos. Em Campo Geral, pode-se verificar toda a habilidade do escritor para recriar o lirismo do mundo sob a perspectiva de uma criança, proporcionando ao leitor um dos momentos mais comoventes de sua obra. Ocorrida em 1997, a criação do Grupo Miguilim foi uma iniciativa da médica Calina Guimarães, prima do escritor, que convidou as narradoras Elisa Almeida e Dôra Guimarães para ministrarem as primeiras oficinas que dariam origem às suas atividades. Na mesma ocasião, os integrantes começaram a realizar atendimento ao público visitante do MCGR, vínculo mantido até hoje. Durante 8 anos, a médica foi responsável pelo acompanhamento e formação das primeiras turmas, que recebiam treinamento específico para difundirem a literatura rosiana no âmbito do Museu. No ano 2000, Calina convidou Dôra Guimarães para ajudá-la na direção das atividades. Posteriormente, em 2004, com o afastamento da médica por problemas de saúde, Elisa Almeida passou a dividir com Dôra a direção e formação dos membros, função que ocupam até hoje. Também passaram a atuar neste processo a pedagoga Lúcia C. G. de Castro, na pré-seleção de candidatos, e Fábio J. Barbosa, ex-integrante e atual coordenador do Grupo Miguilim dentro do Museu. Segundo Dôra Guimarães: "Calina percebeu que seria melhor formar narradores mais jovens, que pudessem passar mais tempo atuando no Museu, antes de deixarem Cordisburgo para darem continuidade a seus estudos. Assim, ministramos uma segunda oficina, com alunos mais novos, dando origem ao Grupo. Depois vieram outras com novos integrantes. Bem humorada, ela costumava dizer que levar os jovens a narrar Guimarães Rosa era apenas um pretexto. Através disso, Calina acreditava encontrar um motivo concreto para promover o sentimento de grupo, desenvolver o gosto pela literatura e pela arte, proporcionando aos jovens a oportunidade de atravessarem a adolescência de maneira saudável e feliz." A atuação dos participantes dá vida à obra de Guimarães Rosa, tornando as visitas ao MCGR muito mais atraentes, além de incentivar a leitura e a divulgação da obra do ilustre escritor para um público bem diverso. E como preconizava o próprio Rosa, em pouco tempo esse atendimento, com base na narração de estórias, tornou-se a principal ação educativa do Museu. Além de atuarem nas visitas orientadas, os membros do Miguilim participam de eventos culturais diversos, tendo seu trabalho reconhecido em todos os locais em que se apresentam. Pelos relatos espontâneos dos visitantes, podemos dizer que suas apresentações emocionam e comovem aqueles que têm contato com sua narrativa, da mesma forma como o personagem Miguilim faz com os leitores de "Campo Geral". Em 2011, a Prefeitura de Cordisburgo reconheceu o trabalho dos Contadores de Estórias Miguilim como patrimônio imaterial da cidade. O Grupo foi agraciado ainda com os prêmios Darci Ribeiro (2009) e IBRAM (2014). Em 2023, comemora-se 26 anos de atuação do Grupo, que até o momento teve a participação de mais de 160 jovens, até sua 10ª geração. Por estar abrigado na casa natal de João Guimarães Rosa, local onde o escritor nasceu, viveu seus primeiros nove anos de vida e, após sua mudança para Belo Horizonte, passava suas férias escolares, o Museu Casa Guimarães Rosa está particularmente apto a cumprir com sua missão institucional, ou seja, a preservação e divulgação da biografia e da obra do grande escritor. É importante, também, destacar que foi nesse local que o menino Joãozito foi alfabetizado, se iniciou nos estudos de línguas estrangeiras, gosto que permaneceu por toda a sua vida, e adquiriu sua peculiar visão de mundo, a mesma que, de tão original e significativa, o transformou no mais importante escritor brasileiro do século XX. A obra de Guimarães Rosa é parte inconteste do patrimônio simbólico não só mineiro e brasileiro, mas mundial. Por isso, pelo reconhecimento da importância desse legado e pela sua identificação com ela, com o ambiente e os personagens rosianos, pessoas dos mais diversos recantos do Brasil e de outros países vêm a Cordisburgo para conhecer a cidade e a casa onde ele nasceu e viveu parte de sua vida, que o marcaram para sempre. Para melhor suprir as expectativas dos visitantes, o museu tem oferecido uma programação de qualidade com suas já conhecidas e bem sucedidas semanas rosianas, as caminhadas pelas veredas do sertão, as apresentações dos Miguilins etc., atividades que constituem uma ação cultural da mais alta qualidade, bem adequada ao espírito e missão institucional do MCGR. Com relação aos Contadores de Estórias Miguilim, tanto por meio de suas singelas apresentações na área externa do MCGR, quanto através das mais sofisticadas ocorridas nas semanas rosianas ou em bons teatros brasileiros, o grupo cria exatamente o ambiente que dá caráter universal à obra de João Guimarães Rosa. Segundo suas narradoras: "O destaque é sem dúvida o fato de saberem narrar de cor trechos da obra de Rosa, emocionando os visitantes, divulgando de forma viva a obra do grande conterrâneo. Para os membros do Miguilim a atuação como narradores num Museu muito visitado traduz-se em desafios constantes, desenvolvendo a disciplina, o sentimento de responsabilidade e promovendo a autoestima. Por outro lado, para o visitante, não é preciso conhecer a obra de Rosa para apreciar a ida ao MCGR e a narração de suas estórias. Pela experiência com o Grupo Miguilim, sabemos que muita gente se inicia nesse autor ouvindo a narração de trechos da sua obra. Se uma das grandes genialidades de Guimarães Rosa é trazer para dentro da sua literatura a cadência do falar do homem do sertão mineiro, podemos dizer que o "sotaque" de seus personagens é naturalmente familiar para os jovens narradores de Cordisburgo. Isso contribui para que absorvam mais naturalmente o tom de cada estória: um jeito de falar que é próprio da região onde vivem. Além disso, alguns aspectos de sua obra são apreendidos de forma mais completa somente no momento em que ela é dita em voz alta." Dôra e Elisa continuam sua narrativa: "Consideramos um privilégio fazer parte de um projeto educativo que promove a cidadania através do fazer artístico, que almeja a formação e promoção de jovens por meio da singular atividade da narração oral do texto de Rosa. Divulgar a obra do grande conterrâneo de forma viva e perceber como isso é valorizado por tanta gente, promove ganhos valiosos em sua autoestima e contribui para que eles atravessem a delicada fase da adolescência de maneira saudável, feliz, construindo valores e educando sua sensibilidade. Nosso contato constante com esses jovens que se formam no Grupo Miguilim, acompanhando o amadurecimento de cada um, estar ao lado deles nas dificuldades que enfrentam e também nas boas conquistas do seu dia a dia, sem dúvida nos alimenta, fortalecendo a nossa crença no alcance do projeto." Na mesma direção, Yara Oliveira e Stênyo Felix, ex-Miguilins, quando se despediram do grupo deram o seguinte depoimento: "Na estória do Miguilim, no livro, o momento mais importante é a hora em que o doutor José Lourenço chega, põe os óculos em Miguilim e, a partir daí o menino passar a enxergar o mundo de outra forma e muda sua vida. Podemos dizer que foi o que aconteceu com a gente quando vestimos essa camisa do Grupo, pois com esse leque de oportunidades que se abriu, nos sentimos mais capazes de buscar novos horizontes. Estamos saindo, mas a vida é sempre assim: novos desafios sempre batem à porta, mas uma coisa a gente sempre vai levar com muito orgulho por onde formos: Eu já fui um Miguilim!" Mesmo contando com grande reconhecimento e prestígio, o Grupo de Contadores de Estórias Miguilim não conta com recurso fixo e constante para sua manutenção. Em alguns períodos, as atividades foram viabilizadas por patrocínio da Brazil Foundation, da Cemig e da Petrobrás. Uma das maiores preocupações das diretoras, dos participantes e da própria equipe da SECULT-MG é buscar caminhos que garantam a sustentabilidade das atividades e, portanto, a habilitação deste projeto, que trata da continuidade da formação dos jovens participantes, é de suma importância Pode-se concluir, portanto, a pertinência do projeto ora apresentado, cujo conjunto de ações contribuirá para a compreensão do papel do Grupo de Contadores de Estórias Miguilim e do MCGR como agentes na formação da cidadania, da educação e da cultura por meio da difusão da obra de João Guimarães Rosa. Com a realização do presente projeto pode-se ter em vista que a literatura rosiana, um dos elementos consolidadores de nossa identidade nacional e cultural, permanecerá viva a apontar as veredas da eternidade que nos aguarda e do sertão que nos acolhe. Com a habilitação do projeto na lei federal de incentivo à cultura a captação de recursos que garantirá sua realização ficará bem mais plausível. Neste sentido, ressalta-se que o projeto cumprirá os preceitos da lei 8313/91, respaldado nos seguintes incisos do artigo 1º: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Com relação ao artigo 3º da referida lei, o projeto se enquadra em: I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos; (Grupo de Contadores de Estórias MIGUILIM) d) estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos desenvolvidos por instituições públicas de educação básica que visem ao desenvolvimento artístico e cultural dos alunos, bem como em projetos sociais promovidos por entidades sem fins lucrativos que visem à inclusão social de crianças e adolescentes; II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos.
não se aplica
O vídeo · peça audiovisual sobre a performance do Grupo (nas oficinas, no atendimento no MCGR e nas apresentações da Semana Rosiana), com 5 minutos de duração. Oficinas de narração de estórias Atualmente o grupo tem 28 participantes. As turmas de cada Diretora são divididas em 2 grupos (iniciantes e veteranos). As aulas acontecem em 2 dias por semana, com oficinas de cerca de 12 horas mensais presenciais, mais 12 horas mensais online para cada, totalizando 48 horas por mês de oficinas.. Nos dias que antecedem apresentações, são oferecidas aulas complementares.
Como o projeto trata de narração oral de estórias dos livros de João Guimarães Rosa a acessibilidade já está garantida para um vasto público, inclusive os de baixa ou falta de visão, os com problemas de locomoção (pois o MCGR tem acessibilidade para cadeira de roda), os idosos, entre outros. O projeto é acessível a pessoas de qualquer idade, gênero ou classe social. O projeto também apresenta alto grau de sustentabilidade, que está associado a um conjunto de ideias, estratégias e atitudes que envolve ações ecologicamente corretas, economicamente viáveis, socialmente justas e culturalmente diversas. Nesta perspectiva o projeto vai ao encontro da sustentabilidade social, uma vez que a atuação dos participantes dá vida à obra de Guimarães Rosa, tornando as visitas muito mais atraentes, além de incentivar a leitura e a divulgação da obra do ilustre escritor para um público bem diverso. Em pouco tempo esse atendimento tornou-se a principal ação educativa do Museu Casa Guimarães Rosa. As apresentações no âmbito do Museu têm sido fonte de inspiração para outros projetos que, a exemplo do Miguilim, procuram integrar arte, literatura, desenvolvimento pessoal e comunitário, concorrendo decisivamente para a ampliação tanto de leitores quanto do público. Enquanto muitos museus veem nas mídias contemporâneas a forma de atrair jovens, o MCGR busca na tradição oral a estratégia de aproximação com esse segmento. Por meio dos contadores de estórias, a comunidade participa ativamente das atividades propostas, identifica-se com a missão institucional do Museu e compartilha a responsabilidade pela valorização e preservação do patrimônio cultural brasileir – Todos os espaços ocupados pelas atividades são dotados de acessibilidade para pessoas com pouca mobilidade, atendendo a legislação em vigor para áreas semelhantes. Além disso, serão contratados intérpretes de libras para as palestras, que também serão exibidas on line. O catálogo será impresso em Braille e disponibilizado aos interessados no MCGR. ACESSIBILIDADE GERAL: o Museu Casa Guimarães Rosa (MCGR) é dotado de acessibilidade, atendendo a Lei Brasileira de Inclusão, em vigor para espaços semelhantes, tendo em vista o atendimento a pessoas que convivam com algum tipo de deficiência seja física, visual, auditiva e intelectual. ACESSIBILIDADE PRA PcD FÍSICO: ambos os espaços são dotados de estrutura como corrimões, rampas, banheiros adaptados e qualquer outra especificação necessária ao atendimento de pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida, para que possam se deslocar de forma independente. ACESSIBILIDADE PARA PcD VISUAIS: a maioria das atividades é acessível aos PcD visuais, já que se trata de evento narrado, falado, que não impede a participação deles. ACESSIBILIDADE PARA PcD AUDITIVOS: As mesas de palestras terão a participação de intérpretes de libras e o conteúdo delas será disponibilizada em rede on line. ACESSIBILIDADE PARA PcD INTELECTUAIS: Os responsáveis pelo atendimento no Museu Casa Guimarães Rosa (MCGR) são treinados no atendimento a vários tipos de PcD intelectuais.
Democratização de acesso inciso/medida do art. 29 da IN nº 11/2024 abaixo será adotada no projeto: I - até 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional por patrocinadores, havendo mais de um, receberão em quantidade proporcional ao investimento efetuado; II - mínimo de 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo; As apresentações do Grupo Miguilim, compostas de narração de trechos das obras de João Guimarães Rosa, tanto no Museu Casa Guimarães Rosa, quanto em eventos públicos, têm acesso gratuito, proporcionando que todo tipo de público possa comparecer nessas ocasiões. Da mesma forma, a peça audiovisual que será produzida no âmbito do projeto, com performances do Grupo, terá exibição gratuita ao público interessado pela sua trajetória. No Museu, onde os Miguilins atuam como mediadores, as apresentações ocorrem ao final da visita guiada. Os jovens oferecem algumas opções ao público ou narram estórias que mais se identificam. No jardim da instituição, há dois lugares para essa ação, sendo um ao ar livre, com cerca de 50 lugares, e outro coberto, com cerca de 30 assentos. Na Semana Rosiana, evento anual ocorrido em junho em Cordisburgo, os jovens se apresentam no palco do Centro de Atendimento ao Visitante, que têm 200 lugares, ou em praças da cidade, onde a presença de público pode atingir até a 500 pessoas. Nas demais apresentações, em cidades brasileiras, a presença de público sempre é bastante concorrida, mas condicionada obviamente ao local. Nessas ocasiões a entrada sempre é franca.
O proponente do projeto será o responsável pela gestão do processo decisório, administração técnica e financeira do projeto. PRODUTORA EXECUTIVA: ANDRÉA DE MAGALHÃES MATOS: Formada em Ciências Econômicas pela PUC/MG, fez o ciclo básico daEscola de Belas Artes da UFMG e pós-graduação COPPEAD/UFRJ. De 1985 a 1993, trabalhou em obras da Mendes Júnior no Brasile no Iraque e em planejamento urbano na Urbis Consultores. Em 1994, começou a atuar na área cultural e, em 1999, criou aVIA SOCIAL, atuando como diretora até 2014. Foi responsável pela gestão de projetos como: Museu Histórico Abílio Barreto,1995 a 2005; Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa,1999-2006; Museu Mineiro, 2002 a 2004; Arquivo Público Mineiro,2000-14; Cine Theatro Brasil, 2006-14; Museu Casa de Juscelino, 2002; Museu Casa Guignard,2005; Centro Cultural da Fundação DomCabral, 2002; Centro Cultural USIMINAS, 1998-2003; Museu Náutico da Bahia, Centro Cultural do Forte São Francisco Xavier daBarra-Vila Velha/ES, Biblioteca Pública Municipal-Vitória/ES, Casa Porto das Artes Plásticas-Vitória/ES–1999 a 2003; Museu CasaGuimarães Rosa, 2006-14; Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Sabará, 2007-13. Editou 38 livros e publicaçõesliterárias, históricas ou artísticas; fez a produção executiva de 23 exposições de longa ou média duração e de mais de 40eventos de pequeno e médio porte; participou de projetos sociais e produziu CDs e shows de artistas mineiros. Entre 2015 e2019, foi Superintendente de Museus da SEC-MG, responsável pela gestão de 7 museus estaduais, que receberam 293.449visitantes no período. Sob sua direção foram produzidas 3 novas exposições de longa duração, 104 exposições temporárias, 376eventos e 146 assessorias a museus, editou 15 publicações. Em 2019 constitui a Via Projetos Culturais, voltando a atuar comoprodutora executiva, realizando os projetos Sapucaí nº36, concluído em out/23; Museu Histórico Abílio Barreto sob proteção,concluído em 2023; Inventário da Coleção Alberto e Priscila Freire, concluído em dez-23; Manutenção do Grupo de Contadoresde Estórias Miguilim – Ano 23, concluído em jul-23; Implantação do Centro de Memória e Estudos da Obra de Guimarães Rosa,aguardando patrocínio; Exposição de Longa Duração da Casa de Drummond em Itabira, aprovado, captado, aguardandotransferência para a conta movimento; Homenagem a Alphonsus, aprovado, aguardando patrocínio; Nemer aquarelas Recentes,finalizado em dez/22; Expansão do Centro Cultural da Chácara Santa Eulália, aprovado, com captação parcial. Por edital daPref. BH, elaborou as propostas para a 8ª e 9ª Edição do Bolsa Pampulha, que saíram vencedoras. A 8ª edição foi concluída emmar/23 e a 9ª edição inicia-se em dez/23. Em ambas, atua como produtora executiva. Por edital da Pref. de Nova Lima/MGelaborou proposta vencedora do projeto Escultória, onde atua como gestora-financeira, em realização desde jul/23. Emnov/23, atuou como produtora executiva do evento Seminário 80 anos do MHAB. PROFESSORAS DE NARRAÇÃO E RESPONSÁVEIS PELAS APRESENTAÇÕES DO GRUPO MIGUILIM - ELISA ALMEIDA: Formada em Psicologia, UFMG, 1984,com especialização em Filosofia Contemporânea,1990. Doutora pela PPG-ARTES, UFMG, 2020.Oficinas Conta-Contos com CelsoCisto do Grupo Morandubetá, RJ, 1993; de Preparação vocal com Babaya, 1992-95; Apurando a Arte de Contar Histórias, comInno Sourcy, 1997; Treinamento físico e vocal para o autor, com Elisa Toledo, 2013. Narradora de estórias e co-fundadora doGrupo Tudo Era Uma Vez, 1993-2012, em parceria com Dôra Guimarães quando desenvolveram método de narrar contosliterários. Co-coordenadora da Escola Live da Comuna SA, 1992-2001. Vencedora do 1º lugar no III Concurso de Contadores deHistórias da Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte, 1993. Narradora de histórias do Grupo Tudo Era uma Vezdesde 1993 com participação em várias montagens. Diretora e formadora do Grupo Miguilim desde 2004 e do grupo deContadores de Estórias do Morro da Garça, MG, de 2008-2016. Professora de Oficinas Conta-Contos em várias cidades do paísdesde 1994. Produção executiva do projeto Deus e o Diabo no Grande Sertão, 2010,11,12. Apresentou Riobaldiadorim do 25ºFestival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, Porto, Portugal, 2002. Participou em 2008 como Narradora no 2ºEncuentro de Narración Oral em Paraguay, Assunción; VII Festival Internacional de Cuenteria Fabricantes de Histórias, Chia,Colômbia, 2012. Integrante da mesa redonda Casa de Autores, na Conferência Internacional Portugal Literário, Universidade deLetras de Lisboa, 2016. Narração artística de trechos da obra de Rosa, Portuguiesish-Brasilianisches Institut (PBI) Universidadede Colônia, Alemanha, 2016. MARIA AUXILIADORA GUIMARÃES FRANCO: Formada em Letras e Psicologia, é narradora de contos literários. Participou dosespetáculos: Riobaldiadorim, encontros no sertão, Mula Marmela: histórias de mulheres em Guimarães Rosa, Diadorim , no sirgofio dessas recordações, Deus ou o Diabo para o jagunço Riobaldo e Dão- lalalão , os sinos do amor.mNo momento, junto comTiago Goulart, ex- integrante do Grupo Miguilim tem narrado os contos “ A hora e vez de Augusto Matraga”, “ A Estória de Lelioe Lina” e “Corpo Fechado”. Apresentou-se como narradora de textos literários, no Centro de Estudos Brasileiros dasEmbaixadas do Brasil em Caracas (1990) e em Roma (2010). É responsável, junto com Elisa Almeida, pela formação e direção doGrupo de Contadores de Estórias Miguilim. DESIGNER - FLÁVIO VIGNOLI CORDEIRO: Graduação em Desenho Industrial com habilitação em Design Gráfico – Escola de Design /UEMG. Mestre em Artes – Escola de Belas Artes / UFMG. Professor de Design Gráfico e Design de Interiores – FEA/FUMEC de2004-16; Presidente do Centro de Artesanato Mineiro , 2013-17; Chefe do Departamento de Artes Plásticas da Fundação ClóvisSalgado, 2003-04. Proprietário das empresas Estúdio 43 – Artes e Projetos, Tipografia do Zé, Papelaria Mercado07/10/2024, 13:33 salic.cultura.gov.br/consultardadosprojeto/imprimir-projetohttps://salic.cultura.gov.br/consultardadosprojeto/imprimir-projeto 6/15Novo. CURADORIA: Memorial do Legislativo Mineiro,2018; Pareidolia: colagens de Roberto Marques, 2015; A imaginação damatéria de Minas, 2014; Mitos: metamorfose na biblioteca,2011; O cartaz no teatro,2011; Centro de Artesanato – 40 anos,2009;20 anos do BDMG Cultural,2008; O Livro de Angela, 2008; Grupo Galpão,2006; Noemisa e Ulisses – poesia em barro,2004; 15anos do BDMG Cultural, 2003. DESIGN DE EXPOSIÇÃO: Museu Casa Alphonsus de Guimaraens / Mariana, 2018; Museu CasaGuignard, Ouro Preto,2017; Advânio Lessa, 2015; Museu Tipografia Pão de Santo Antônio / Diamantina, 2015; AssisHorta,201315; Museu Casa Guimarães Rosa,2010; Guerra dos Emboabas – 300 anos depois, 2009; 10 Escritores deDiamantina,2008; Sertão Encarnado,2008; Restauração da Igreja Matriz de Sabará, 2008; Rosa dos Tempos, Rosa dosVentos,2006; O Amanuense Cyro dos Anjos; 2006, 50 anos do Grande Sertão: Veredas, 2006; Coleção Rita Adelaide, 2006;ArteMineira: raízes e modernidade, 2005; 400 Anos do Quixote, 2005; 45 Anos de Teatro – em três atos de paixão, 2001. EDITORTIPÓGRAFO: editou 30 títulos em tipografia. DESIGN DE LIVRO: fez o projeto gráfico de 20 livros Gestão Financeira e Contabilidade - Vanilda Júlia Pinto: Contadora, Graduada em Ciências Contábeis, PUC/MG; Pós-graduada em administração de empresas, Fundação Getúlio Vargas; Bacharel em Sistemas de Informação, Faculdade Cotemig. Atuação nos projetos de leis de incentivo: Produtora executiva e gestora administrativa financeira: Programação Cultural dos MuseusEstaduais; Mostra da Diversidade Cultural; Consolidação do Sistema Estadual de Museus de Minas Gerais; ManutençãoContadores de Estórias Miguilim; Nova Exposição de Longa Duração do Museu Casa Alphonsus de Guimarães; Revitalização doMuseu Mineiro; Programação do Museu Casa Guignard; Reabertura da Sala das Sessões do Museu Mineiro; Manutenção do MuseuCasa Guignard; CD Wiara; Circulação Coral Gremig; 28ª Semana Roseana; Exposição Congado Mineiro; 21 Anos dos Contadoresde Estórias Miguilim; Revista do Arquivo Público Mineiro.
PROJETO ARQUIVADO.