| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 00000000000191 | BANCO DO BRASIL SA | 1900-01-01 | R$ 682,5 mil |
Realizacão da exposição Funk: Um grito de Liberdade, do Museu de Arte do Rio, como parte integrante do Ano Brasil na França em 2025 na cidade deLille na França no espaço cultural La Maison Folie. A ideia central é a exposição que vai além da mostra, levando tambem artistas do funk e projetos educativos do museu. Todas as ações tem o objetivo de perpetuar o funk na cultura francesa.
Festas de periferias: Bailes, Festas Blacks, Festas CharmeCom o sucesso dos bailes black, um novo capítulo se iniciou com a era das equipes de som. Os bailes se expandiram cada vez mais pelo subúrbio, ocupando clubes e quadras de escolas de samba graças à atuação de equipes como a Soul Grand Prix, que foi a primeira a entrar no mercado fonográfico, lançando seu primeiro LP em 1976 com sucesso comercial, e a Furacão 2000, que na mesma época surfava na onda soul e lançou seus primeiros discos. As equipes de som geralmente reuniam um DJ principal, no comando do toca-discos, e auxiliares responsáveis pelos amplificadores e pick-ups. Além de armar a aparelhagem de som e compor uma discoteca, também produziam um esquema de iluminação profissional nos ambientes que recebiam as festas.Os clubes e quadras de escola de samba ocupados pelos bailes black se situavam, em maioria, na rota da linha ferroviária: Grêmio de Rocha Miranda (conhecido como Palácio do Soul), Olaria Atlético Clube, Madureira Atlético Clube, Cascadura Clube, Guadalupe Country Clube, Botafoguinho (Guadalupe), Clube Renascença (Andaraí), Cassino Bangu, entre outros. O Mackenzie, no Méier, sediou o primeiro baile charme do Rio.Ritmos do Funk O que hoje conhecemos como funk carioca construiu suas próprias características ao longo de um processo que se iniciou nos anos 1980. Quando o ritmo começou a chamar atenção, ainda era marcado pela influência estrangeira, sobretudo do electro funk (que tem origem na música Planet rock de Afrika Bambaataa) e do miami bass, ambos subgêneros do hip-hop desenvolvidos com a incorporação da bateria eletrônica Rolland TR-808, criada em 1982. O primeiro LP de funk nacional, chamado Funk Brasil, foi produzido por DJ Malboro e nasceu em 1989, iniciando um capítulo importante na história do ritmo: a partir de então os MCs cantam letras em português, dando os primeiros traços nacionais ao funk. TamborzãoO processo de nacionalização do funk se consolida com a chegada da base rítmica conhecida como tamborzão, no início dos anos 2000. DJs do Rio de Janeiro passaram a incorporar batidas e instrumentos de percussão presentes na capoeira, maculelê e nas religiões de matriz africana (principalmente da Umbanda, como o Toque Congo de Ouro) às bases do Volt Mix, criando um ritmo novo e tipicamente brasileiro. Baile de favelaApesar de ocorrerem bailes funk em clubes do asfalto, o centro cultural do movimento é o baile de favela. Em vez de sempre ocorrer o deslocamento de moradores da favela para clubes fora dela - como ocorria com os bailes black, a discoteca e o charme - as próprias favelas encontram nos bailes funk uma das principais formas de lazer para seus habitantes. A favela algumas vezes foi tema de letras como a do Rap da felicidade, de Cidinho & Doca, e o Rap do Salgueiro, de Claudinho & Buchecha, mas mesmo quando não é exaltado explicitamente nas músicas, o território é o principal motor para a construção do funk e do baile funk e espaço de integração entre funkeiros.Trabalhadores do FunkO funk é diversão para quem frequenta os bailes. Mas para muitos é sinônimo de trabalho: DJs, MCs, dançarinos, comerciantes, catadores, mototáxis, e aqueles que estão nos bastidores das festas, como as equipes que montam os palcos, a iluminação e a aparelhagem de som, além de barbeiros, manicures, nail designers, costureiras e lojas de roupas que produzem o visual de quem participa dos bailes, seja no palco ou na pista. Ou seja, uma economia que começa antes dos bailes e está envolvida com a macroeconomia do funk.Uma pesquisa até então inédita divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 2009 apontava que o funk já movimentava mais de 127 milhões de reais por ano no estado do Rio de Janeiro. Atualmente o canal brasileiro no YouTube com maior número de inscritos é o do produtor musical Kondzilla e o funk é o ritmo musical brasileiro mais ouvido no exterior pelas plataformas de streaming.Mulheres no funkO sucesso do funk melody nos anos 1990 contribuiu para dissociar a imagem dos bailes à violência e atrair mais mulheres para as pistas. Os palcos, no entanto, ainda eram territórios masculinos. A primeira mulher lançada como cantora no universo do funk foi MC Cacau. Suas músicas românticas foram bem recebidas, mas seu cachê ainda era o menor naquele meio dominado por homens.Pouco depois sugiram nomes que ajudaram a alavancar o protagonismo feminino como Tati Quebra-Barraco, Deize Tigrona e Gaiola das Popozudas (que tinha à frente Valesca como vocalista), com letras de duplo sentido, ou muitas vezes com cunho erótico explícito, celebrando a liberdade sexual da mulher. E foram justamente elas as primeiras a levar o funk para o exterior, fazendo-o alcançar sucesso internacional. Corpo e sensualidade: contra a hipocrisia O grito de liberdade e ousadia também é representado pelas danças, moda e comportamento. Na década de 2000 vimos o sucesso das mulheres-frutas, como a dançarina Mulher Melancia, que impressionou o público com a execução da velocidade 5 na dança do créu. Já na década de 2010 o Bonde das Maravilhas lançou coreografias ousadas que viralizaram na internet. Rebolar a bunda é também um ato político, uma maneira de demonstrar domínio sobre o próprio corpo e de se conectar com a ancestralidade africana – uma prova disso é que movimentos similares de dança podem ser encontrados em diferentes culturas negras em diáspora. Protagonismo LGBTQIAP+Hoje testemunhamos a presença e sucesso de pessoas LGBTQIAP+ no funk, como Pepita, MC Xuxu, MC Trans, MC Garota X, Mulher Abacaxi e Bonde das Bonecas. O primeiro ícone desse movimento foi a dançarina Lacraia, que teve grande sucesso no início da década de 2000 ao formar dupla com MC Serginho. A participação da dupla no programa televisivo Domingo Legal em 2003 rendeu liderança de audiência. Por muito tempo houve dubiedade quanto à presença de pessoas LGBTQIAP+ no funk e sua menção nas letras de músicas, entre o escárnio e a celebração. Mas o recente fortalecimento dos movimentos identitários reverberou no universo do funk, criando um território mais inclusivo e lugar de empoderamento para diferentes identidades.Funk por toda parte Em 1997, mestre Jorjão, da Unidos do Viradouro, foi o primeiro mestre de bateria de uma escola de samba a incluir uma paradinha com o ritmo de funk no samba-enredo. Desde então, essa prática se difundiu entre as escolas de samba, mas não só nelas. Tornou-se comum a mixagem do funk com outros ritmos, até mesmo com a música clássica, provando que a tradição e a novidade, o erudito e o popular, podem conviver e se juntar, produzindo experiências sonoras únicas.Outras misturas fizeram surgir subgêneros regionais, como o brega funk no Recife, que recebe influências do funk carioca e do eletrobrega – ritmo de grande popularidade no Nordeste desde a década de 2010. Já nas pistas de Curitiba, no Sul do país, se popularizou o eletro funk, que, como o nome sugere, une o funk com a música eletrônica de influência internacional.E por falar em influência internacional, não somos apenas nós que incorporamos na nossa música ritmos que vêm de fora, mas o funk daqui passou a ser cada vez mais exportado, além de influenciar a música feita em outros países. A era das grandes estruturasForam várias as tentativas de disciplinar o funk, mas o movimento só cresceu e atualmente vivemos a era dos bailes com grandes estruturas que, além de movimentar a economia local, atraem multidões de diferentes territórios – inclusive celebridades e pessoas de classe média-alta. O Baile da Disney (na Vila do João), por exemplo, não leva por acaso o nome do maior parque de diversão do mundo. Sua estrutura é digna de grandes festivais e atualmente é o maior baile do Rio. Entre as atrações do baile, constam não apenas DJs e MCs, mas também grupos e cantores de pagode e de outros ritmos, possibilitando aos moradores da favela o acesso, em seu próprio território, a nomes de sucesso da música brasileira.
Objetivo Geral Levar a exposição Funk: Um grito de liberdade, e seus desdobramentos, na comemoração do Ano Brasil França em Junho 2025. Objetivo Específico Visitas guiadas para estudantes e professores da rede de ensino pública e particular Interpretação em Libras- Audiovisual Audiodescrição e leitura de textos curatoriais Contrataçao de mão de obra local
O funk, uma das manifestações culturais que mais identifica - nacional e internacionalmente - o Rio de Janeiro, é o tema da mostra que articula a história do funk (sua sonoridade, seus compositores e sua constante reinvenção, a matriz cultural urbana, periférica, sua dimensão coreográfica, suas comunidades, seus desdobramentos estéticos, políticos e econômicos) ao imaginário que em torno dele foi constituído. Tal abordagem se estende, ainda, à presença do funk nas mais variadas dimensões e práticas culturais, com especial atenção ao campo das artes visuais contemporâneas, para as quais o funk foi uma referência de visualidade, de resistência política, de alteridade, de forma. Assim, objetos próprios da história do funk são combinados a uma profusão audiovisual de músicas, vozes e gestos, bem como atravessados por uma iconografia relacionada ao funk, de modo a convidar o público a experimentar sua história como uma das mais potentes formas de imaginar e singularizar o Rio de Janeiro. Sabemos que e´ um projeto de grande porte que abrange todas as classes sociais, faixas eta´rias e com importância histo´rica. Sem o incentivo da lei Rouanet a realizaça~o da Itinerancia internacional se tornaria invia´vel. O projeto atende ao art. 1 da lei 8.313, pois atende aos incisos: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exerci´cio dos direitos culturais;IV - proteger as expresso~es culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsa´veis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;IX - priorizar o produto cultural origina´rio do Pai´s.Art. 3o Para cumprimento das finalidades expressas no artigo 1o desta Lei, os projetos culturais em cujo favor sera~o captados e canalizados os recursos do PRONAC atendera~o, pelo menos, a um dos seguintes objetivos:II - fomento à produça~o cultural e arti´stica, mediante:c) realizaça~o de exposiço~es, festivais de arte, espeta´culos de artes cênicas, de mu´sica e de folclore;
Funk: um grito de ousadia e liberdade Em uma das tardes de reunião com a equipe de curadoria e consultoria para esta exposição, Deize Tigrona, uma de nossas consultoras, interpela-nos com a observação de que o Funk é “um grito de ousadia e liberdade”. A história que contaremos nesta exposição confirma essa afirmação. O Rio de Janeiro, ousadamente, abrigou o associativismo de pessoas negras, residentes no centro e nos subúrbios da cidade, que se organizavam para o lazer em clubes e ginásios. A diversão sempre foi negada aos negros e às negras, pois os afrodescendentes foram marcados somente pelo trabalho. Além disso, em contexto pós-abolicionista, as pessoas negras tiveram, e ainda têm, seu direito de ir e vir interpelado por abordagens policiais racistas e por olhares e comentários que procuram impedir a circulação em determinados ambientes da elite. Com isso, clubes, ginásios e associações atléticas passaram a abrigar as festas negras que começaram com o simples transporte de um equipamento de som para as chamadas festas Hi-Fi e chegaram às grandes estruturas, aos paredões de som da atualidade. Assim, do Soul ao Funk, muitas histórias se desenharam, de empoderamento negro, dos protestos e dos gritos por liberdade incorporados aos cabelos Black Power, aos sapatos pisantes e, sobretudo, ao extraordinário modo de dançar e reinventar a liberdade nas performances do corpo. Sob o comando de grandes equipes de som, como Soul Grand Prix, Cash Box, Furacão 2000, entre outras, a população negra e pobre lotava os bailes de clubes da Zona Norte e do subúrbio da cidade. Foi assim que a influência de James Brown passou a atravessar o movimento Black, que foi essencial na organização da juventude para que enfrentasse as estruturas sociais e a ditadura militar com elegância e atitude. Do Soul, surgem mais movimentos, como, o Hip-Hop e o Break, ainda com forte influência internacional. Contudo, outra geografia foi se desenhando, porque grande parte da população carioca que não acessava as áreas elitizadas encontrou um modo de entretenimento. Desse modo, surgiu uma lógica própria para a realização de bailes, com lonas, paredões de caixas de som, projeções audiovisuais e grandes estrelas da música e da dança. A sonoridade trazia uma batida gerada pelo Hip-Hop, influente internacionalmente, conhecida como Miami Bass, associada com a ancestralidade africana já vivida pelo Maculelê e pelos toques de Avamunha, vividos nos terreiros do Brasil. A arte do FUNK se espalha na moda, na dança, no empoderamento da mulher e na inclusão da comunidade LGBTQIA+. O baile de favela começa com os grandes corredores feitos de forte expressão da dança e da batalha e amplia-se nas mídias produzidas pela própria comunidade, que lançam grandes personalidades, surgidas nas favelas e nos subúrbios, no cenário nacional e internacional do FUNK. Os artistas reunidos aqui refletem criticamente sobre o mundo em que se inserem, no qual o funk é parte inextricável. Encontramos, retratados nas pinturas, nas fotografias, nas colagens e nos vídeos, o universo do Soul, da favela e do Funk, com as danças, o estilo Black, a descoloração dos cabelos, as calças da Gang, as mulheres funkeiras, as lonas das festas, a denúncia da violência, o famoso paredão. O FUNK no MAR é, portanto, uma exposição que responde ao clamor popular, encontrando neste museu mais uma de suas muitas caixas de ressonância. Amanda Bonan e Marcelo Campos
A Exposição ocupará os dois andares do La Maison Folie e será gratuita. De terça a domingo - Horário 09hs as 19hs
MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: O espaço que será realizada a exposição está preparado para receber em suas dependencias todo e qualquer tipo de público em seus espaço físico. Com rampas, elevadores, piso e banheiros adaptados. Conforme inciso: I - no aspecto arquitetônico, recursos de acessibilidade às pessoas com deficiência, com mobilidade reduzida ouidosas para permitir o acesso aos locais onde se realizam as atividades culturais e espaços acessórios tais comosanitários acessíveis e circulação; E MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO COMUNICACIONAL E DE CONTEÚDO:Para pessoas com deficiência visual: Audiodescrição das obras que compoem a exposição para permitiracesso informações importantes para a compreensão do conteúdo, como: obras, figurinos, filmes e fotografías.
A exposição e seus desdobramentos serão totalmente gratuitos a população. Art. 47. Em complemento às medidas de democratização de acesso, teremos as seguintes medidas de ampliação do acesso: I - doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com caráter social ou educativo, além do previsto no art. 46, inciso III, totalizando 20% (vinte por cento);VI - realizar ação cultural voltada para crianças, adolescentes, jovens e seus educadores;
Nome: Marcelo CamposFunção: Curador chefe do Museu de Arte do RioMini-Curriculo: Marcelo Campos nasceu, vive e trabalha no Rio de Janeiro. É professor associado do Departamento de Teoria e História da Arte do Instituto de Artes da UERJ. É curador do Museu de Arte do Rio. Foi diretor da Casa França-Brasil entre 2016 e 2017. É professor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage e membro dos conselhos do Museu do Paço Imperial (RJ) e do Museu Bispo do Rosário de Arte Contemporânea (RJ). É doutor em Artes Visuais pelo PPGAV da Escola de Belas Artes da UFRJ (2005). Desenvolveu tese de doutorado sobre o conceito de brasilidade na arte contemporânea. Possui textos publicados sobre arte brasileira em periódicos, livros e catálogos nacionais e internacionais. No livro "Escultura Contemporânea no Brasil: reflexões em dez percursos" (Salvador: Editora Caramurê, 2016), Campos revê suas análises e inclui parte significativa da produção moderna e contemporânea brasileira em um levantamento de mais de 90 artistas. Desde 2004, realiza curadoria de exposições em diversas instituições. Nome: Patrícia MarysFunção: Coordenadora pegagógica do Museu de Arte do RioMini-Curriculo: Programa de Pós Graduação em Educação – Linguagens, Cultura e ProcessosFormativos - Universidade Federal Fluminense (UFF/Niterói) – Conclusão em 2019.Curso Superior em Ciências Sociais - Universidade Federal Fluminense (UFF/Niterói)Conclusão em 2016.Curso Superior EAD em Pedagogia - Universidade Braz Cubas – 2019.Curso Técnico Teatro - Nova Escola de Teatro – Conclusão em 2015. Diretora de Produção: Beta Leporage Diretora executiva de turne reconhecido no meio artistico ha mais de 30 anos.Produtora Proponente – Orgulhosa Demais, Frágil Demais com Samara Felipo – Direção Sandra Pera • Produtora Proponente - Grande Elenco – com Tatá Werneck e Paulinho Serra. • 7 Conto – autor e ator – Luis Miranda – Direção Ingrid Guimarães.• Desesperados – Teatro Leblon RJ e Teatro das Artes São Paulo.• Produtora no Rio de Janeiro e Turnê nacional – show Terça Insana. • Idealização e Produtora – peça Síndromes – autor Miguel Falabella – com Zezé Polessa• Assistência de direção – peça teatral Alarmes - diretor Moacyr Góes – Teatro das Artes• Assistência de direção – peça teatral Os Monólogos da Vagina - diretor Miguel Falabella – Teatro Clara Nunes• Detentora dos direitos, assistente de Direção e produtora – peça teatral O Mistério de Irma Vap - Direção Marília Pêra - com Marco Nanini e Ney Latorraca
PROJETO LIBERADO PARA CORREÇÃO DE INCONSISTÊNCIA NA PRESTAÇÃO DE CONTAS