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PRONAC 2410342Autorizada a captação residual dos recursosMecenato

Favelicidade

Engenho Arte e Cultura Ltda. – ME
Solicitado
R$ 468,5 mil
Aprovado
R$ 462,7 mil
Captado
R$ 50,0 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

10.8%

Classificação

Área
—
Segmento
Livro/Obra Refer impres/eletrôni valor Art/Lit/Hum
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
24

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Rio de Janeiro
Início
2024-11-21
Término
2026-06-30
Locais de realização (1)
Rio de Janeiro Rio de Janeiro

Resumo

FAVELICIDADE é o nome de um ensaio fotográfico que vem sendo produzido por Luiz Baltar desde 2010, composto por paisagens ficcionais construídas em processo de pós-produção, através de colagens e sobreposição de imagens. A inspiração para o título veio de Maldicidade, livro de Miguel Rio Branco que documenta a cidade de São Paulo a partir da fusão de imagens. Para apresentar a obra de Baltar, pretendemos publicar um livro de 120 páginas com 80 imagens e organizar uma exposição com 30 imagens no Retrato Espaço Cultural, Glória, RJ, acompanhada por uma visita mediada com curador e autor, complementada por uma palestra aberta ao público, reunindo o artista e convidados. As 30 imagens da exposição serão replicadas digitalmente em um catálogo digital trilíngue (português/espanhol/inglês), para amplificar nas redes sociais o cotidiano compartilhado por quase 2 milhões de moradores das mais de 700 favelas existentes no Rio de Janeiro, colaborando para um novo imaginário estético da cidade.

Sinopse

"Hoje, tão importante quanto denunciar é mostrar a beleza das populações faveladas que sofrem esse enorme processo de censura, de exclusão visual e, portanto, de estigmatização através da violência, da marginalização e da criminalização". (João Roberto Ripper) O principal produto é um livro de 120 páginas, com 80 fotografias e textos de apoio. Os produtos secundários são uma exposição com 30 fotografias na Galeria Escombros do Retrato Espaço Cultural, localizada na Glória (região central do Rio); um catálogo digital trilíngue (português, espanhol e inglês), que reproduzirá as 30 imagens da exposição com as respectivas legendas e um texto de apoio, o qual será amplamente distribuído em formato PDF; uma visita mediada com curador e autor; e, por fim, uma palestra com o artista e dois especialistas, com público estimado de 60 pessoas cada uma, moderada pelo curador. As 80 imagens que constituem o livro FAVELICIDADE, "amplificadas" pela exposição e pelo catálogo digital trilíngue (português/espanhol/inglês) que vai circular pelas mídias sociais, têm como tema o cotidiano compartilhado por quase 2 milhões de moradores das 763 favelas catalogadas no Rio de Janeiro, lugares onde não faltam imagens marcadas pelo desejo, abundância, riso solto, choro compulsivo e amores intensos. Um espaço de mistura, um território de encontros. FAVELICIDADE traz esses eventos para o campo da fotografia contemporânea e da documentação expandida, tentando romper com as narrativas tradicionais do fotojornalismo que vêm sendo praticado pela imprensa hegemônica, acostumada a retratar os territórios populares excluídos de suas belezas e contribuindo para reforçar os estigmas de criminalização e ausência. Aqui, ao contrário, há um esforço poético para ressignificar e reinventar o real, o qual, ao se aproximar da ficção, ganha uma carga adicional de encantamento. É como se, ao assumir a invenção como critério que orienta sua produção, Luiz Baltar permitisse ao espectador imaginar e inventar junto.

Objetivos

Objetivo Geral Caminhar pelos becos e vielas das favelas pode vir a ser uma experiência estética poderosa. Pois foi precisamente com a intenção de registrar e potencializar este cenário que Luiz Baltar vem documentando as favelas cariocas desde 2010, sobrepondo fotografias feitas em territórios diferentes para criar a ideia ficcional de uma favela genérica que pode ser qualquer favela real. A matriz conceitual de FAVELICIDADE repousa na ideia de que o cotidiano dos territórios populares pode ganhar força ao ser deslocado para o campo da arte. Para Rancière (2012), "o que a arte pode fazer, eventualmente, é reenviar as pessoas para algo melhor, para uma visão mais sagaz e mais larga do mundo". Se assim for, a arte poderia "mudar as hierarquias sensíveis do pensamento, dando as mesmas experiências a pessoas diferentes, que vivem em universos sensíveis muito diferentes". Ao idealizar imagens dos territórios populares, FAVELICIDADE pretende traçar novas relações, construir outras formas de fazer política, estabelecer novas narrativas sobre esses espaços urbanos marginalizados, contrapondo essas múltiplas histórias ao perigo da história única, para o qual nos alerta a escritora nigeriana Chimamanda Adichie. Através da divulgação de tais imagens sobre a multiplicidade dos modos de ser e de viver, que se expressam em diferentes corpos, roupas, cabelos, mas também na ocupação dos espaços, nas construções, nas relações de vizinhança e nas formas de festejar e demonstrar alegria, FAVELICIDADE espera contribuir para que mais pessoas estejam abertas à diversidade, à experimentação de outras percepções, aumentando assim nossa capacidade de circular por diferentes espaços e criando a proximidade necessária para desconstruir a figura do "outro". Objetivos específicos Para apresentar o ensaio fotográfico FAVELICIDADE e ampliar a divulgação deste importante recorte temático da obra de Luiz Baltar, vamos atuar em quatro frentes: 1 - Livro O produto principal é um livro de 120 páginas com tiragem de 1 mil exemplares para distribuição gratuita, composto por 80 imagens do ensaio fotográfico FAVELICIDADE e textos de apoio dedicados não apenas ao perfil do artista visual, mas também reunindo referências aos locais fotografados, pinçadas em frases de moradores. A distribuição gratuita dos mil livros previstos, conforme explicitado nos percentuais abaixo, pretende garantir uma ampla democratização do acesso ao conteúdo da obra: . 10% para os investidores: esta cota de 100 livros será entregue em quantidades proporcionais ao aporte dos apoiadores do projeto. A identificação e seleção das pessoas ou entidades que receberão esses livros deverá ser definida por cada patrocinador, mas terá que ser de forma gratuita. No caso de um patrocinador master, o apoiador receberá a cota integral de 10% dos exemplares impressos; . 80% para escolas, bibliotecas, entidades de arte e cultura e instituições de ação social nacionais e internacionais: Para esses 800 exemplares a Engenho Arte e Cultura pretende acionar sua rede de contatos nos setores artísticos e culturais, aí incluídas escolas, bibliotecas e outras instituições onde a arte e a visão social do projeto possam despertar interesse. Parte desses livros, na ordem de 10%, poderão ser destinados ao Ministério da Cultura e/ou ao Ministério da Igualdade Racial, dependendo do interesse de cada órgão, e sua distribuição obedecerá aos critérios definidos por cada um deles. . 10% para a Engenho Arte e Cultura e o autor distribuirem em seu networking, totalizando 100 exemplares; Com a distribuição que pretendemos implementar e a democratização de acesso prevista, o livro ficaria acessível para uma grande gama de leitores. Cabe acrescentar que o projeto de divulgação contempla contatos com formadores de opinião, material de divulgação impresso e digital, além de eventuais inserções na mídia. 2 - Exposição de fotografias Um segundo produto será a curadoria de uma exposição fotográfica com 30 imagens do livro, a ser exibida no Retrato Espaço Cultural, Glória, RJ. Para tanto, já temos o apoio entusiasmado da fotógrafa Nana Moraes, proprietária do Retrato Espaço Cultural, para que o local possa acolher a exposição FAVELICIDADE e a palestra proposta. 3 - Visita mediada e palestras A exposição, por sua vez, é o pretexto para uma interação maior com o público, a qual se efetivará através de uma visita mediada com o autor dos trabalhos e o curador da mostra, complementada por uma palestra aberta ao público, reunindo Luiz Baltar e convidados, além de uma oficina de fotografia ministrada pelo artista em local definido pelo patrocinador. 4 - Catálogo digital trilíngue O último desses objetivos específicos é, de longe, o que almeja maior alcance social. Isto porque as 30 imagens da exposição serão diagramadas com textos de apoio em um catálogo digital trilíngue (português/espanhol/inglês), para amplificar nas redes sociais o cotidiano compartilhado por quase 2 milhões de moradores das mais de 700 favelas existentes no Rio de Janeiro, colaborando para um novo imaginário estético da cidade.

Justificativa

As favelas sucederam os quilombos urbanos como lugar de acolhimento, resistência e de afirmação cultural, tornando-se uma alternativa viável para a ausência de políticas públicas de moradia, mas, ao mesmo tempo, constituíram-se como lugar de refúgio e liberdade. Um mundo criado por seus próprios habitantes, obra do esforço solidário de gerações para criar um lugar possível de se viver. O filósofo Vilém Flusser (1996), ao falar da cidade do futuro, diz que ela seria a única "obra de arte" verdadeira e total, onde seus cidadãos seriam artistas empenhados na produção coletiva da cidade, que se daria de forma orgânica, fruto do consenso criativo. Esta visão utópica de Flusser, paradoxalmente, não se concretizou nos países desenvolvidos, terras de fartura e regramento onde o Estado se faz presente em quase tudo. Foi nas favelas, territórios marcados pela ausência e abandono do Estado, que homens e mulheres levantaram com as próprias mãos o mundo possível que imaginavam para viver. Assim, o que falta de recursos materiais nesses espaços formais é compensado com a capacidade inventiva dos seus habitantes, de viver aproveitando todas as frestas. A base filosófica, estrutural e metodológica dessa empreitada coletiva é a gambiarra tecnológica espalhada por toda parte. Basta olhar a arquitetura adaptativa das suas casas para perceber que sua paisagem é produzida e modificada diariamente, sem ordenação e sem conflito. O cotidiano e as relações entre os moradores são performáticos, celebrações constantes de vida e prazer. Até mesmo o trabalho pesado de virar concreto para subir novas lajes, à medida em que as famílias crescem, é feito através de mutirão entre os vizinhos, verdadeiras festas com cerveja, feijoada, samba e regadas a banho de mangueira. É precisamente o resgate visual deste cenário que Luiz Baltar vem documentando desde 2010, juntando fotografias feitas em territórios diferentes, como, por exemplo, o Morro da Providência com Manguinhos, para falar de remoções; ou os complexos do Alemão e da Maré, para mostrar as ocupações militares. São fotos que somadas criam terceiras imagens, a um só tempo ficcionais e políticas, dotadas de um poderoso poder de síntese e de sonho. As fotos e a narrativa de FAVELICIDADE não se referem a nenhum território em especial. Elas são colagens de lugares e de situações que pretendem montar paisagens e acontecimentos comuns a todas as comunidades. Há um esforço para ressignificar e reinventar o real que, ao se aproximar da ficção, acaba ganhando contornos emocionais distintos. Ao assumir a invenção como critério que orienta a produção, o artista permite ao espectador imaginar e inventar junto. Com suas paisagens sociais vibrantes, construídas a partir de superposições e colagens, Luiz Baltar parece sugerir que as periferias devem ser reconhecidas pela força inventiva que se manifesta em seus territórios e pelas relações afetivas construídas por seus moradores, em disputa direta com as narrativas de violência, miséria e ausência. E é precisamente esta visão de favela que o presente projeto pretende amplificar, através de um livro com tiragem de mil exemplares e distribuição gratuita, composto por 80 imagens, acompanhado por uma exposição com 30 imagens no Retrato Espaço Cultural, onde estão previstas uma visita mediada e uma palestra com o autor e convidados. Complementa o projeto a produção de um catálogo digital trilíngue (português/espanhol/inglês) para ser compartilhado nas redes sociais. Este conjunto de intervenções estético-políticas buscam fortalecer entre os moradores das comunidades retratadas a noção afetiva de pertencimento, uma vez que eles tendem a enxergar a favela como lar e não como ameaça. E a distribuição gratuita da obra, destinada aos mais distintos públicos tal como foi aqui explicitado, fornecerá amplo e irrestrito acesso às fontes de cultura, garantindo o pleno exercício de direitos culturais, tal como expresso no parágrafo I da Lei 8313/91. O projeto também atende em sua plenitude ao parágrafo II, artigo 1° da Lei 8313, por "promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais". Em todos os demais parágrafos do Artigo Primeiro o projeto também se inclui, mas destacamos ainda os Artigos 5° e 9°, os quais sugerem, respectivamente," salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira" e "priorizar o produto cultural originário do País". Dessa forma, o projeto nos parece totalmente aderente aos objetivos da Lei Federal de Incentivo à Cultura e adequados para obtenção de incentivo fiscal para sua execução. Já com relação aos objetivos que serão alcançados com o projeto, previstos no artigo 3° da Lei 8313/91, destacamos que o conteúdo proposto se enquadra no fomento à produção cultural e artística, conforme especificado no parágrafo II, através da produção de livros de caráter artístico e cultural. No parágrafo III, relativo à preservação e difusão de patrimônio artístico, cultural e histórico, o projeto se insere ao colaborar para o acervo de bibliotecas e organizações culturais. No parágrafo IV, relativo ao estímulo e conhecimento dos bens e valores culturais, o projeto se insere mediante a distribuição gratuita de livros de arte e cultura e também fornecendo exemplares para o acervo de bibliotecas, arquivos e entidades de caráter social. Finalmente, no parágrafo V, relativo ao apoio a outras atividades culturais e artísticas, o projeto se insere com a contratação de serviços da equipe designada para a elaboração do presente projeto cultural, seja no campo da divulgação, da veiculação ou dos eventos. Concebido totalmente sem fins lucrativos e elaborado com o objetivo de destacar o trabalho cultural e artístico de um fotógrafo premiado, de talento inquestionável, o presente projeto se sente na obrigação de finalizar a presente proposta com uma breve digressão, na tentativa de responder a uma pergunta que, aqui no caso, se impõe: Por que apoiar a publicação de um livro de fotografias? A resposta parte da premissa que estejamos imersos naquilo que Roland Barthes chamou de "Civilização da Imagem". E percebam que o semiólogo francês chegou a essa conclusão em seu clássico livro "A Câmara Clara", publicado em 1980, bem antes que a era digital tomasse o mundo de assalto e potencializasse a proliferação de fotografias por celulares e redes sociais. Hoje em dia, Facebook, Instagram e YouTube, entre outros gigantes da internet, parecem atestar a prevalência da imagem na contemporaneidade. Tudo é imagem. Carregamos fotografias em nossos bolsos ou bolsas porque não são poucas as situações que nos cobram documentos com fotos, como se nossa própria identidade estivesse atrelada ao registro de uma fotografia que, por vezes, nem condiz mais com a aparência que temos. Por mais paradoxal que pareça, a imagem está tão presente em nossas vidas que até as rádios veiculam sua programação via Web TV, cientes de que a imagem atribui um valor adicional às narrativas em curso. Se voltarmos no tempo e aportarmos no já distante século XIX, assistiremos ao poeta francês Stéphane Mallarmé profetizar que tudo no mundo existe para terminar em um livro. No século XX, mais precisamente na década de 1970, a escritora e ativista norte-americana Susan Sontag atualizou a frase, dizendo que tudo existe para terminar em uma fotografia. Ora, se assim for, um livro de fotografias é um produto cultural que reúne as tendências comportamentais detectadas por artistas e intelectuais nos dois séculos precedentes, o que de certa forma o habilita como veículo ideal para desenvolver uma narrativa de cunho social neste ainda jovem e periférico século XXI.

Estratégia de execução

Uma informação relevante: o projeto FAVELICIDADE recebeu uma carta de intenção de patrocínio integral da empresa Wilson Sons, a qual se encontra entre os documentos anexados à presente proposta. Na sequência, enumeramos outras considerações que achamos por bem destacar: 1. Acreditamos que a exposição FAVELICIDADE, concebida com 30 imagens extraídas do livro homônimo, teria fôlego para uma itinerância pelo país, acompanhada por palestras com autor e curador sobre o projeto como um todo, mas isso dependeria de convites, financiamento e do interesse do patrocinador. 2. Outra ação interessante que poderia ser realizada durante a permanência da exposição no Retrato Espaço Cultural, seria repetir a experiência já realizada no próprio Retrato de abrigar uma Mostra de Fotografia Popular, na qual fotógrafos majoritariamente oriundos de favelas poderiam apresentar suas produções. 3. Acreditamos também que o lançamento do livro poderia propiciar alguns eventos tipo tarde/noite de autógrafos, mas isso também dependeria de convites e do interesse do patrocinador. 4. Poderíamos, por fim, organizar rodas de conversa em escolas públicas ou em locais indicados pelo patrocinador para ampliar o envolvimento com estudantes. As escolas envolvidas receberiam a doação do livro para suas respectivas bibliotecas.

Especificação técnica

Livro (produto principal): Tiragem: 1.000 exemplares 120 páginas Formato fechado: 28 X 28 cm Cores: 4/4 Papel do miolo: couché fosco 170g Capa dura, revestida em papel couché brilho 150g com laminação fosca Conteúdo: 80 imagens, texto de apresentação do conteúdo e do artista, texto do patrocinador, textos curtos ou frases permeando as imagens. O lançamento do livro acontecerá no evento de abertura da exposição. Público: geral Exposição (produto secundário): 30 imagens em grande formato (cerca de 1 X 1,50m, a depender da proporção original da imagem) Impressão e acabamento Canvas fine art, moldura escada preta ou branca. Legendas em português e em Braille. Audiodescrição das imagens acessada por QR codes. Realizada no Retrato Espaço Cultural, Glória, RJ. Capacidade de pessoas no espaço de realização: Até 120 Público: geral Em data a ser definida Visita mediada à exposição (produto secundário): Em data a ser definida, a visita será mediada pelo curador, com a presença do artista. Público: geral, com foco em estudantes. Capacidade de pessoas: 40 Palestra (produto secundário): Em data a ser definida, a palestra reunirá o artista e duas fotógrafas (possivelmente Thaís Alvarenga e Nana Moraes), com mediação do curador. Duração: 1 hora para a apresentação e mais 1 hora para debate e perguntas. Público: geral, com foco em estudantes. Capacidade de pessoas: 80 Catálogo digital (produto secundário): Em formato final PDF para ampla distribuição e possibilidade de visualização em diversos dispositivos. Reunirá as 30 imagens e os textos da exposição, traduzidos para o inglês e o espanhol. Público: geral, com foco em estudantes.

Acessibilidade

LIVRO Medidas de acessibilidade para PcDs físicos ou com dificuldade de locomoção: o livro será disponibilizado também em formato digital PDF, para facilitar seu manuseio. Medidas de acessibilidade para PcDs auditivos: durante o lançamento, que coincide com o evento de abertura da exposição, contaremos com intérprete de Libras. É importante observar que esse serviço não consta do orçamento já aprovado e, durante a execução do projeto, solicitaremos readequação. Medidas de acessibilidade para PcDs visuais: o livro apresentará um QR code para vídeo postado na rede Youtube, com áudio dos textos e audiodescrição das imagens; além disso, os textos serão simplificados com frases curtas e diagramados em fonte sem serifas e de tamanho grande, para facilitar a leitura por pessoas com baixa visão. Medidas de acessibilidade para PcDs intelectuais: textos simplificados e frases curtas, como já mencionado. Acreditamos ainda que as imagens, conteúdo principal do livro, são um poderoso recurso para despertar a curiosidade e facilitar a compreensão do tema. EXPOSIÇÃO Medidas de acessibilidade para PcDs físicos ou com dificuldade de locomoção: a Galeria Escombros, principal espaço expositivo do Retrato Espaço Cultural, tem rampas que permitem o acesso a cadeirantes. Idem para o banheiro local. Medidas de acessibilidade para PcDs auditivos: durante o evento de abertura, que coincide com o lançamento do livro, contaremos com intérprete de Libras. É importante observar que esse serviço não consta do orçamento já aprovado e, durante a execução do projeto, solicitaremos readequação. Medidas de acessibilidade para PcDs visuais: as fotos expostas terão legendas adicionais em Braille e haverá audiodescrição na exposição, por meio de QR code. Medidas de acessibilidade para PcDs intelectuais: textos simplificados e frases curtas. O principal conteúdo da exposição são imagens fotográficas, um poderoso recurso para despertar a curiosidade e facilitar a compreensão do tema. Estamos propondo também acrescentar à exposição um exemplar de Fotografia Tátil, com legenda em braile. Essa possibilidade foi inspirada por um projeto da Universidade Federal do Ceará que vem estudando o assunto. https://acessibilidade.ufc.br/pt/resumos-aprovados-v-semana-de-inclusao-e-acessibilidade/fotografia-tatil-como-ferramenta-de-inclusao-cultural/ CATÁLOGO Medidas de acessibilidade para PcDs físicos ou com dificuldade de locomoção: o catálogo será disponibilizado em formato digital PDF, o que facilita seu manuseio; Medidas de acessibilidade para PcDs auditivos: para esse formato não se aplica diretamente, mas, durante a abertura da exposição, contaremos com intérprete de Libras. É importante observar que esse serviço não consta do orçamento já aprovado e, durante a execução do projeto, solicitaremos readequação. Medidas de acessibilidade para PcDs visuais: o catálogo apresentará um QR code para vídeo postado na rede Youtube, com áudio dos textos e audiodescrição das imagens; além disso, os textos serão simplificados, com frases curtas e diagramados em fonte sem serifas e de tamanho grande, para facilitar a leitura por pessoas com baixa visão. Medidas de acessibilidade para PcDs intelectuais: textos simplificados e frases curtas, como já mencionado. Acreditamos ainda que as imagens, conteúdo principal deste produto, são um poderoso recurso para despertar a curiosidade e facilitar a compreensão do tema. PALESTRA Medidas de acessibilidade para PcDs físicos ou com dificuldade de locomoção: será escolhido um local com rampas que permitam o acesso a cadeirantes, inclusive para os banheiros. Medidas de acessibilidade para PcDs auditivos: contaremos com intérprete de Libras. É importante observar que esse serviço não consta do orçamento já aprovado e, durante a execução do projeto, solicitaremos readequação. Medidas de acessibilidade para PcDs visuais: buscaremos um local com pisos táteis e removeremos obstáculos físicos. Os palestrantes e apresentadores farão sua descrição pessoal e descreverão oralmente as imagens que mencionarem. Medidas de acessibilidade para PcDs intelectuais: monitor treinado (durante a execução do projeto, solicitaremos readequação no orçamento).

Democratização do acesso

Atendendo ao Art. 28 da IN nº 01/2023, sobre a garantia de ampliação do acesso, serão adotadas no projeto as seguintes medidas: Art I - doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com caráter social, além do previsto inciso II do art. 27, totalizando 20% (vinte porcento). A distribuição de toda a tiragem do livro se dará de forma gratuita e contemplará escolas, projetos sociais de fotografia, bibliotecas, centros culturais, organizações artísticas e entidades sociais no Brasil e no exterior, além dos principais projetos localizados em comunidades do Rio de Janeiro, principal reduto dos fotógrafos populares, sendo, inclusive, sede da Escola de Fotografia Popular que formou Luiz Baltar. Art IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referentes ao produto principal. Os registros fotográficos e em vídeo serão disponibilizados nas redes da Engenho e de seus parceiros. O registro da exposição na internet também será garantido através da ampla divulgação do catálogo, que nada mais é que a apresentação virtual da exposição, uma vez que reúne todas as obras e textos que estarão expostos no espaço físico. Art VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas. Este artigo será atendido através da palestra com o artista, curador e fotógrafos convidados. Art VII - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil. Esse artigo será contemplado através da realização da visita mediada com artista e curador, para alunos dos ensinos fundamental e médio em visita à exposição. Art VIII - realizar atividades culturais nos estabelecimentos prisionais das unidades da federação; pretendemos negociar a possibilidade de realização de uma palestra no Degase. Além disso, a pluralidade de acessos ao conteúdo do projeto FAVELICIDADE estará garantida através das ações de divulgação e distribuição previstas, em especial a massiva divulgação do catálogo da exposição. O plano de distribuição, todo voltado à democratização do acesso, deverá atender ao seguinte planejamento: 1 - Livro de fotografias. Toda a tiragem será distribuída de forma gratuita durante as atividades culturais previstas e para as instituições mencionadas ao atendimento dos objetivos do Art. I. 2 - Exposição de fotografias. Durante 30 dias no Espaço Retrato, com acesso gratuito para todos os visitantes, estimados em cerca de 1.500 pessoas. Um amplo programa de divulgação em diversas mídias e algumas parcerias com escolas públicas, centros comunitários e escolas de fotografia, poderá elevar considevelmente o número de visitantes. 3 - Catálogo digital. Esse produto será distribuido em todo território nacional e internacional, uma vez que será produzido com versões em inglês e espanhol. A empresa proponente possui parcerias com Secretarias de Educação, Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas e diversas instituições socio-culturais, facilitando a divulgação e distribuição. É este segmento que permitirá um amplo e irrestrito acesso de qualquer cidadã ou cidadão a um produto que envolve arte, cultura e desenvolvimento social. Alunos de escolas públicas ou privadas, frequentadores de bibliotecas e boa parte da rede de organizações nacionais que atuam no campo da fotografia receberão o catálogo digital. Organizações internacionais ligadas aos setores social e de fotografia também deverão ser contempladas. Estimamos ainda que quatro outros tipos de públicos irão contribuir para uma considerável ampliação do acesso à obra de Luiz Baltar: (1) o grupo de formadores de opinião que atua nos setores de arte, cultura e desenvolvimento social selecionados para receberem convites para o lançamento da exposição, incluindo o próprio catálogo, o que deverá resultar em inserções na mídia sobre o projeto; (2) os participantes que frequentarem o evento de lançamento e o público da visita mediada provavelmente atuarão como divulgadores da obra, replicando o catálogo digital em suas redes sociais; (3) os jovens que participaram da palestra oferecida no âmbito deste projeto também poderão atuar como multiplicadores do conteúdo veiculado; e, por fim, (4) o incontável público que terá acesso ao PDF do catálogo pelas redes sociais ou via mídias eletrônicas.

Ficha técnica

Dante Gastaldoni | Engenho arte e cultura (proponente): Coordenador e curador Jornalista e cientista social pela Universidade Federal Fluminense, mestre em Fotografia pelo PPGC da UFF. Atuou como jornalista no Jornal do Brasil (1974/1983) e diretor e editor na Editora Gama Filho (1983/2011); lecionou na UFF (1980/2016), na Escola de Fotógrafos Populares da Maré (2004/2012) e é professor de Fotografia na UFRJ desde 1983. Editou diversas publicações sobre fotografia, dentre as mais recentes o livro “Rocinha sob Lentes” (Engenho, 2021) e a revista “A Fotografia Popular por ela mesma” (Sesc Paraty, 2022). Assinou a curadoria de exposições fotográficas tais como “Esporte na Favela” (CCBB, 2007), “Olhar Cúmplice” (CCCEF, 2007), “Bellonging” (Canning House, Londres, 2007), “Imagens Humanas” (CCCEF, 2010), “Mulheres entre luzes e sombras” (Congresso Nacional, 2011). Em 2021 foi curador das exposições “Rocinha sob lentes” (Salão Carioca do Livro) e “Outras Marés” no Sesc Paraty, seguindo em itinerância pelo Retrato Espaço Cultural (2022) e pela Fiocruz (2023). Em 2024 fez a curadoria da exposição "Viva o povo brasileiro" no Sesc Paraty. Evlen Lauer | Engenho arte e cultura (proponente): Administração da Engenho e designer gráfica Graduada em Comunicação Social (1996) e mestre em Psicologia Social (2000) pela Universidade Gama Filho. Atua no design gráfico desde 1995, com passagens pela Editora Gama Filho (1995-2009), Inventum Design e Conteúdo Editorial (2005-2010) e Engenho Arte e Cultura, produtora da qual também é sócia-administradora desde 2010. Pela Engenho, participou da produção, design gráfico e tratamento de imagens de vários livros e exposições, dentre eles o projeto "Rocinha sob Lentes" (livro, oficina e exposição fotográfica, 2021); o evento "Sindicatos dos Bancários – 100 anos de lutas por direitos e democracia" (Espaço Villa Lobos, SP, 2023) e a exposição e o livro "Marielle Franco – nesse lugar da política" (Fundação LCMF, Congresso Nacional, 2023). Atua como professora na área de comunicação visual desde 2000, tendo lecionado nas Universidade Gama Filho (2000-2001) e Estácio de Sá (2003-2018) e na Escola de Fotógrafos Populares (2006-2013). Desde 2014 leciona no Centro Carioca de Ensino Superior. Em 2024 fez o projeto expográfico da exposição "Viva o povo brasileiro" no Sesc Paraty. Luiz Baltar: Artista / Autor Formado em Gravura pela Escola de Belas Artes da UFRJ, em Fotografia pela Escola de Fotógrafos Populares (Observatório de Favelas, Maré, RJ), pós-graduado em Fotografia e Imagens pela Universidade Cândido Mendes e mestre pela Escola de Belas Artes da UFRJ. Trabalha como designer para o Ministério da Saúde e desde 2009 como fotógrafo, documentando o cotidiano, o processo de remoções forçadas e as ocupações militares em comunidades e favelas. Os temas centrais de seus projetos autorais e documentações fotográficas são território, cultura e direito à cidade, com particular interesse em mobilidade urbana, violência policial e direito à moradia. Colabora com publicações impressas e eletrônicas, no Brasil e no exterior, através de fotos e matérias sobre direitos humanos. Já recebeu vários prêmios e realizou diversas exposições individuais e coletivas na área da fotografia e, em 2023, fotos suas integram a coleção Fonds photographique brésilien de la Bibliotèque nationale de France (BNF). Edileuza Jordana: Produtora Formada em Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal Fluminense, com MBA em Gestão e Produção Cultural pela Universidade Cândido Mendes em parceria com ABGC (Associação Brasileira de Gestão Cultural -RJ). Atua com produção cultural e designer gráfico há 6 anos, sendo seu principal e mais relevante trabalho a Produção Executiva da exposição “Rio de Cidades: paisagens mutantes de Luiz Baltar” que esteve em cartaz no SESC Nova Iguaçu de Março a Junho de 2024. Mãe, mulher preta, nascida e criada na Baixada Fluminense e moradora da Zona Norte do Rio de Janeiro. Flávia Menna Barreto: Assessora de imprensa Formada em Comunicação Social, habilitação Jornalismo, e em Ciências Sociais pela PUC-Rio. Pós-graduada em Comunicação Organizacional Integrada pela ESPM. Possui mais de 10 anos de experiência em assessoria de comunicação, atendendo clientes de diversas áreas como Direito, Educação, Cultura, Negócios, Tecnologia, Meio Ambiente e Saúde. Na área de Cultura e Entretenimento, atuou como assessora de imprensa para eventos como o Festival do Rio, Festival Curta Cinema, e a peça “On-line”, do humorista Paulo Gustavo. Também possui experiência na assessoria de lançamentos de livros e exposições e divulgação de eventos culturais. No período de março a junho de 2024, assessorou a exposição “Rio de Cidades – Paisagens Mutantes de Luiz Baltar”. De 2021 a 2023, escreveu para o portal DJane Mag Brasil, versão brasileira da revista on-line dedicada exclusivamente ao trabalho de DJs mulheres. Há 4 anos, trabalha no Ministério da Saúde, atualmente atuando como consultora em Comunicação no Centro Cultural do Ministério da Saúde. Paula Zarth: Textos para o livro Jornalista profissional (MTE 05289/PR), Mestre em Estudos de Linguagens pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (PPGEL/UTFPR/2019) pesquisando discursos em comentários sobre a luta por moradia no jornalismo online, sob a perspectiva dialógica de discurso nos estudos de linguagens e linguística aplicada bakhtiniana. Trabalha com jornalismo sindical e institucional desde 2004, atuando com jornalismo independente entre 2015 e 2018. Escreveu a revista “A fotografia popular por ela mesma”, produzida pelo Sesc Paraty e lançada na Flip 2023. Exerceu mandatos na direção executiva na Federação Nacional dos Jornalistas (2019/2022) e no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (2018/2022), contribuindo como pesquisadora no Relatório da Violência contra Jornalistas (2019, 2020 e 2021); e Mães jornalistas no contexto da pandemia (2020). Ana Maria Moraes: Palestrante e cessão do espaço Nana Moraes é fotógrafa carioca, formada em Jornalismo pela PUC de São Paulo. Nana é diretora do Retrato Espaço Cultural, onde coordena cursos, oficinas e palestras do Espaço Educação Valda Nogueira. É colaboradora há mais de 30 anos para os mercados editorial, cultural e publicitário e foi seis vezes vencedora do Prêmio Abril de Jornalismo. Premiada pela Associação Brasileira de Propaganda como “Destaque Profissional/Fotografia”, em 2007 e 2011, participou de várias exposições coletivas, destacando-se, “A Imagem do Som da MPB” (2006) e “A Imagem do Som do Samba” (2008), no Paço Imperial, Rio de Janeiro; e “Eternal Feminine Plural”, na International Labor Organization, em Genebra (2011). Publicou os livros "Andorinhas" e "Ausência". Em, 2017 expôs “Ausência”, no Centro Cultural Correios, na programação oficial do FotoRio e na Casa de Cultura de Paraty, no Festival Paraty em Foco. Em 2018 expôs "Ausência" na Fundação Oswaldo Cruz. Thais Alvarenga: Palestrante Thais Alvarenga é fotógrafa e documentarista nascida e criada na Favela da Vila Kennedy, Rio de Janeiro. É uma das fundadoras do Coletivo Crua (Coletivo Criativo de Rua) e integrante dos coletivos Fotografia Periferia e Memória e Negras [fotos] Grafias. Seu trabalho autoral é voltado para o registro imagético de relações cotidianas na periferia, com um recorte maior na região oeste da cidade do Rio de Janeiro, que é onde mora desde quando nasceu. No projeto Encontro das Manas trabalha com a parte pedagógica, ensinando a prática fotográfica para jovens mulheres periféricas, que são suas vizinhas em Vila Kennedy. Formada pela Escola de Fotógrafos Populares do Observatório de Favelas. Entre 2013 e 2017 teve suas obras expostas no MAM RJ (Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro), na Biblioteca Parque Rocinha, na Galeria 535 do Observatório de Favelas, no Galpão Bela Maré e em inúmeras instalações em varais fotográficos pelas ruas da cidade.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.