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PRONAC 2410389ArquivadoMecenato

Circula Cia. Espaço em Branco - 20 anos de teatro

SISSI BETINA VENTURIN GARCIA
Solicitado
R$ 199,8 mil
Aprovado
R$ 199,8 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Programa Rouanet Emergencial RS
Ano
24

Localização e período

UF principal
RS
Município
Porto Alegre
Início
2025-01-01
Término
2025-12-31
Locais de realização (5)
Canoas Rio Grande do SulGravataí Rio Grande do SulPelotas Rio Grande do SulPorto Alegre Rio Grande do SulSanta Maria Rio Grande do Sul

Resumo

O projeto "Circula Cia. Espaço em Branco - 20 anos de teatro" celebra as duas décadas da companhia, apresentando os espetáculos premiados "Tocar Paraíso" e "A Fome" em Canoas, Gravataí, Santa Maria e Pelotas, cidades com forte infraestrutura teatral e que foram gravemente atingidas pelas cheias de maio. Além das apresentações, serão realizadas oficinas "Processos Híbridos de Criação", focadas no compartilhamento de métodos criativos da companhia, voltadas para professores e alunos da rede pública, incentivando a formação de novos talentos. A turnê visa promover o acesso à cultura, consolidar o legado da Cia. e fomentar intercâmbios artísticos, mirando a ampliação de público e a continuidade do trabalho.

Sinopse

A Turnê O projeto "Circula Cia. Espaço em Branco - 20 anos de teatro" tem como objetivo celebrar duas décadas de contribuições significativas da Cia. Espaço em Branco para o cenário teatral, através da apresentação de dois de seus espetáculos mais marcantes e premiados: "Tocar Paraíso" (vencedor do prêmio Açorianos de Melhor Espetáculo, direção e atriz em 2019) e "A Fome" (premiado com o Açorianos de melhor dramaturgia em 2018 e Braskem em Cena de Melhor Atriz 2019). Estes espetáculos serão levados a quatro cidades do Rio Grande do Sul, especificamente Canoas, Gravataí, Santa Maria e Pelotas. Estas cidades foram selecionadas por possuírem infraestrutura teatral adequada e uma comunidade ativamente envolvida nas artes cênicas. Além das apresentações, o projeto prevê a realização da oficina teatral "Processos Híbridos de Criação" em cada uma das cidades da circulação, com foco no compartilhamento de métodos de criação da Cia. Espaço em Branco, permitindo uma troca de experiências e aprendizados com as comunidades locais. Estas oficinas serão destinadas a capacitação e enriquecimento de professores e alunos da rede pública, fomentando a disseminação do conhecimento teatral nas regiões atendidas e incentivando a formação de novos talentos nas artes cênicas. A turnê passará pelas quatro cidades selecionadas, alcançando uma audiência diversificada e promovendo o acesso à cultura e à arte teatral. Este projeto não só comemora o passado da companhia, mas também olha para o futuro, com o objetivo de consolidar um legado de formação, intercâmbio e ampliação de público. Espetáculo Tocar Paraíso O espetáculo traz à cena o texto inédito, do renomado autor austríaco Thomas Kock - "Paradies Spielen", reimaginado pela Cia. Espaço em Branco para a realidade brasileira. "TOCAR PARAÍSO" escancara complexas relações de poder moldadas pelo capitalismo e suas relações com as crises subjetivas, econômicas, culturais e climáticas nas quais estamos inseridos. A peça apresenta três histórias conectadas por trens. Um casal de operárias chinesas emigra ilegalmente para a Europa em busca do paraíso. Um jovem de classe média é confrontado com a iminente morte do pai que agoniza em uma UTI. Um conjunto musical erudito se vê trancado em um trem desgovernado que atravessa paisagens devastadas pela chuva e pelo frio. Onde esses trilhos irão se cruzar? Agraciada com 11 indicações ao Açorianos 2019, a obra conquistou os prestigiosos prêmios de Melhor Espetáculo, Melhor Direção para João de Ricardo e Melhor Atriz para Evelyn Ligocki. Classificação indicativa: 16 anos Espetáculo A FOME A FOME é um monólogo escrito por Marcos Contreras e Sissi Betina Venturin, também atriz do espetáculo, com direção de João de Ricardo. Em um universo majoritariamente machista, Sissi entrega-se a uma personagem que é a voz de muitas mulheres em situações de abuso. Ela mergulha em si para descobrir o poder de sua FOME e saciar seus desejos mais proibidos. Misturando humor e horror psicológico, a peça traz uma personagem atordoada por pensamentos obsessivos sobre o amor, que resolve cumprir um ritual gastronômico radical. Diante de seu amante, ela vai até o limite para revelar toda a verdade sobre seu relacionamento e provar sabores fatais. O espetáculo mescla teatro com elementos de vídeo e som ao vivo, numa visceral e apetitosa performance. A FOME estreou em 2018, no Festival Porto Alegre em Cena / Ponto de Teatro e, desde lá, participou do Festival Palco Giratório Sesc (POA), Mostra Cena Sul no Sesc Belenzinho (São Paulo), Festival da Amazônia e Santiago Off (Chile). Ainda em 2018, recebeu o Prêmio Açorianos de Melhor Dramaturgia e, em 2019, o Troféu Braskem em Cena de Melhor Atriz. Classificação indicativa: 18 anos Oficina Teatral "Processos Híbridos de Criação" A oficina "Processos Híbridos de Criação" oferece uma imersão prática e teórica na trajetória da Cia. Espaço em Branco, que comemora 20 anos de atuação em 2024. Conduzida pelo encenador e ator João de Ricardo, a oficina explora o repertório técnico de treinamento corporal e vocal dos atores, além de promover experimentações cênicas híbridas. Os participantes terão a oportunidade de vivenciar a fusão entre atuação, movimento e performance artística, traçando conexões sensíveis e inovadoras no processo criativo. Como contrapartida social, as 25 vagas oferecidas serão abertas e gratuitas, voltadas para jovens e adultos a partir dos 16 anos. A oficina é destinada a quem se interessa pelas artes do corpo e pelo teatro. A experiência se desenvolve em formato teórico-prático, com dois encontros presenciais de 4 horas cada, focados na prática intensa e no debate sobre procedimentos de criação que marcaram a estética da companhia. O ministrante João de Ricardo (JdR) é encenador, ator e professor com vasta experiência na criação de espetáculos que integram atuação e performance. Em cada cidade da turnê, será convidado um artista local para compartilhar a docência e ministrar a oficina em parceria com JdR, gerando um verdadeiro intercâmbio criativo.

Objetivos

OBJETIVO GERAL: Realizar a turnê de celebração dos 20 anos da Cia. Espaço em Branco, com a apresentação dos espetáculos premiados "A Fome" e "Tocar Paraíso" em quatro cidades do Rio Grande do Sul _ Canoas, Gravataí, Santa Maria e Pelotas. A iniciativa visa ampliar o acesso à cultura, consolidar o legado artístico da companhia e promover a democratização do teatro, oferecendo produções reconhecidas a novas plateias, em regiões com relevante potencial cultural. Paralelamente, serão realizadas oficinas de teatro "Processos Híbridos de Criação" em cada cidade, voltadas para a capacitação de professores e alunos da rede pública. Essas atividades objetivam compartilhar os métodos criativos da companhia, incentivando a formação de novos talentos e fortalecendo o desenvolvimento das artes cênicas locais, promovendo a troca de experiências e o intercâmbio de saberes entre artistas e a comunidade. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: 1. Apresentações Teatrais: Realizar 8 apresentações dos espetáculos "Tocar Paraíso" e "A Fome" em quatro cidades do Rio Grande do Sul, sendo 2 apresentações por cidade. As cidades contempladas serão Canoas, Gravataí, Santa Maria e Pelotas, visando o alcance de novos públicos e a difusão das artes cênicas em diferentes regiões. 2. Oficinas Teatrais "Processos Híbridos de Criação": Realizar 4 oficinas teatrais nas cidades de Canoas, Gravataí, Santa Maria e Pelotas, com foco na capacitação de professores e alunos da rede pública. As oficinas terão como objetivo o compartilhamento dos métodos criativos da Cia. Espaço em Branco, visando o desenvolvimento de novos talentos e o fortalecimento das artes cênicas nas comunidades atendidas.

Justificativa

O projeto "Circula Cia. Espaço em Branco - 20 anos de teatro" justifica-se pela necessidade de ampliar o acesso à cultura, descentralizar as produções teatrais e fomentar a formação artística e cultural em regiões do interior do Rio Grande do Sul. O uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais, previsto na Lei 8.313/91 (Lei Rouanet), é essencial para viabilizar a execução de um projeto desta magnitude, que, além de promover o teatro de qualidade, tem impacto direto na formação de novos talentos e no fortalecimento das redes culturais locais. Conforme o Art. 1º da Lei Rouanet, o projeto enquadra-se em vários incisos que orientam suas diretrizes, sendo fundamental o apoio via incentivo fiscal para atingir seus objetivos. De acordo com o inciso I, o projeto contribui para "facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais", levando espetáculos premiados e reconhecidos a cidades com menos acesso a produções teatrais de alta qualidade, como Canoas, Gravataí, Santa Maria e Pelotas. Essas cidades, apesar de possuírem infraestrutura teatral adequada, não têm a mesma frequência de produções que a capital, o que reforça a importância de ações descentralizadoras como esta. O projeto também atende ao inciso II, que busca "promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais". Além de levar produções da capital ao interior, o projeto realiza oficinas teatrais com professores e alunos da rede pública, fortalecendo o intercâmbio cultural e a valorização de talentos locais. Isso fomenta o desenvolvimento artístico nas regiões atendidas, incentivando a continuidade das práticas cênicas, a criação de novas produções e a formação de plateias mais amplas e diversificadas. No âmbito do inciso III, que visa "apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores", a turnê de 8 apresentações dos espetáculos "Tocar Paraíso" e "A Fome" proporciona maior visibilidade à Cia. Espaço em Branco, um grupo consolidado no cenário teatral, reconhecido por suas contribuições inovadoras e críticas sociais. Essas obras premiadas também promovem uma reflexão sobre questões contemporâneas, que vão desde a exploração do trabalho até a desconstrução de narrativas heteronormativas, criando um diálogo cultural com as comunidades que as assistem. Ainda, conforme o inciso V, que trata de "salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira", o projeto tem um papel relevante ao fortalecer a prática teatral em regiões que enfrentam desafios de acesso contínuo à cultura. Ao promover a formação de professores e alunos nas oficinas "Processos Híbridos de Criação", o projeto garante a transmissão de técnicas e métodos que poderão ser aplicados em sala de aula, inspirando novas gerações e assegurando a continuidade das artes cênicas no estado. No tocante ao Art. 3º da referida lei, o projeto atende aos seguintes objetivos: 1. Incentivo à formação artística e cultural (inciso I): As oficinas oferecidas em Canoas, Gravataí, Santa Maria e Pelotas têm como foco a capacitação de professores e alunos da rede pública, o que contribui diretamente para o desenvolvimento de novos talentos nas artes cênicas. Este ponto é fundamental para a democratização do conhecimento artístico, que poderá ser replicado nas escolas e comunidades atendidas, gerando um impacto cultural de longo prazo. 2. Estímulo à participação de artistas locais e regionais (inciso I, alínea "d"): As oficinas e apresentações incentivam a participação de artistas locais, promovendo a inclusão social de jovens e comunidades que não têm acesso constante a eventos culturais. Além disso, a interação com a equipe da Cia. Espaço em Branco durante a realização das atividades propicia um intercâmbio de experiências que enriquece tanto o público quanto os profissionais envolvidos. O projeto gera benefícios sociais e culturais significativos. No aspecto social, ampliará o acesso à cultura para aproximadamente 1.200 espectadores em quatro cidades, oferecendo espetáculos teatrais de alta qualidade que abordam questões relevantes e contemporâneas. Ao proporcionar oficinas a cerca de 150 professores e alunos da rede pública, o projeto fortalece a educação artística e inspira novas gerações a se engajarem no teatro, seja como espectadores, seja como futuros artistas. Do ponto de vista econômico, o projeto é igualmente relevante. Ao contratar uma equipe multidisciplinar de profissionais _ que vai de atores a técnicos, passando por produtores e jornalistas _ o projeto gera empregos e distribui renda nas cidades envolvidas. Além disso, a circulação promove a movimentação da economia local por meio do uso de serviços de hospedagem, alimentação e outros insumos necessários para a logística da turnê, estimulando o comércio e os serviços nas regiões atendidas. No campo simbólico, o projeto tem um papel fundamental ao descentralizar a produção teatral, levando obras premiadas da capital para o interior. Isso não só enriquece o capital cultural das regiões envolvidas, mas também promove um intercâmbio de experiências e perspectivas entre artistas, público e comunidade local, fortalecendo as conexões criativas e estabelecendo redes culturais que podem gerar novos projetos e colaborações futuras. Outro aspecto relevante é o fortalecimento da cena artística regional. Ao levar essas produções para cidades com tradição cultural, mas menor acesso a produções contemporâneas de grande porte, o projeto contribui para a dinamização da produção local e incentiva novos artistas a explorar e desenvolver suas próprias criações. A troca de conhecimento nas oficinas "Processos Híbridos de Criação" será especialmente importante para o desenvolvimento de metodologias que poderão ser incorporadas ao ensino nas escolas públicas, impactando diretamente na formação de futuros talentos. Por fim, o projeto se alinha com os valores do inciso VIII, que estimula a "produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória". As obras apresentadas e as oficinas realizadas têm como objetivo não apenas entreter, mas também promover uma reflexão crítica sobre questões sociais e culturais, contribuindo para o fortalecimento da cidadania e para o desenvolvimento de uma consciência mais ampla sobre o papel do teatro como meio de transformação e resistência. Portanto, o financiamento via Lei de Incentivo à Cultura é essencial para garantir a realização deste projeto, que, ao promover o acesso à cultura, a formação de novos artistas e a difusão de obras teatrais premiadas, cumpre uma função social, artística e educacional fundamental para o fortalecimento das artes cênicas no Rio Grande do Sul e para a democratização do acesso à cultura.

Estratégia de execução

Impacto Econômico e Distribuição de Renda O projeto da Cia. Espaço em Branco gera impacto econômico significativo, tanto pela contratação de profissionais especializados quanto pela movimentação de recursos nas cidades envolvidas. A seguir, detalhamos como a distribuição de renda acontece e como as atividades culturais propostas pela companhia contribuem para a economia local e nacional. Contratações e Distribuição de Renda: O projeto contempla a contratação de diversos profissionais, gerando emprego e renda ao longo de todo o processo de pré-produção, produção e pós-produção: - Produtor Executivo: Responsável pela gestão e execução do projeto em todas as fases, garantindo o cumprimento das metas estabelecidas e a coordenação das equipes. - Assessora de Imprensa: Encaminhará os comunicados e realizará o contato com jornalistas locais, criando visibilidade para o projeto em cada cidade onde as apresentações e oficinas ocorrerão. Esse trabalho é crucial para ampliar o alcance do projeto, conectando a companhia com diferentes públicos. - Social Media: Profissional dedicado à gestão das redes sociais da Cia. Espaço em Branco, garantindo que a divulgação do projeto alcance uma audiência ampla e diversa, incluindo a criação de conteúdos que reforcem a acessibilidade das atividades. - Equipe Artística e Técnica (Direção, Atores e Técnicos): A companhia contará com 10 profissionais diretamente envolvidos na execução dos espetáculos. Esses profissionais são fundamentais para manter a qualidade das apresentações, além de serem responsáveis pela condução das oficinas oferecidas ao público local. - Oficineiros Locais: Em cada cidade visitada, será contratado um oficineiro local, que atuará em parceria com João de Ricardo para ministrar as aulas, promovendo a troca de saberes e o fortalecimento do cenário artístico local. - Bilheteiro com Aptidão em Linguagem de Sinais: Este profissional será contratado localmente em cada cidade e atuará diretamente no atendimento ao público, assegurando que pessoas com deficiência auditiva tenham acesso facilitado aos espetáculos. - Equipe de Tradução em Libras: Para garantir a acessibilidade nas apresentações, uma equipe de tradutores de Libras acompanhará a turnê, garantindo que o público PCD tenha pleno acesso ao conteúdo cultural. - Motorista e Transporte: Será contratado um motorista para o transporte de toda a equipe e dos materiais cenográficos durante a turnê, assegurando a logística do projeto. - Cenógrafo: O cenógrafo será responsável pela atualização e adaptação dos materiais de cena, contribuindo para a qualidade visual e estética dos espetáculos. - Fotógrafo e Videomaker: Esses profissionais realizarão a documentação das apresentações e das oficinas, garantindo o registro audiovisual do projeto e permitindo que o impacto cultural do mesmo seja amplificado através de futuras exibições e arquivos históricos. Além dessas contratações diretas, o projeto também movimenta a economia local através de gastos em hotelaria, alimentação em restaurantes locais e aluguel de teatros e espaços culturais. Dessa forma, o impacto econômico se estende para além da equipe, beneficiando diretamente os serviços de hospedagem e alimentação nas cidades por onde a turnê passa. Benefícios Econômicos Locais: A circulação do projeto fortalece o ecossistema cultural de cada cidade, com a contratação de profissionais locais e o estímulo ao consumo em restaurantes, hotéis e serviços logísticos. O projeto também proporciona visibilidade para teatros locais e promove a troca de experiências entre artistas de diferentes regiões, ampliando as redes culturais e gerando impacto econômico positivo. Com esse formato de distribuição de renda e geração de empregos, o projeto não só fomenta o cenário cultural, mas também contribui diretamente para o desenvolvimento econômico das localidades envolvidas.

Especificação técnica

- 4 apresentações do espetáculo Tocar Paraísoem teatro fechado com palco italiano duração: 120 minutos - 4 apresentações do espetáculo A Fomeem teatro fechado com palco italiano duração 80 minutos - 4 Oficina Processos Híbridos de Criação duração: 8 horas/aula cada Projeto pedagógico: A oficina busca aproximar os participantes da trajetória artística da Cia. Espaço em Branco, companhia teatral de Porto Alegre que comemora 20 anos de atividades em 2024. A metodologia proposta envolve uma combinação de reflexões teóricas e atividades práticas, que permitirá aos participantes conhecer os principais espetáculos da companhia e discutir os processos de criação envolvidos em cada um deles. Os alunos serão guiados através de um estudo prático sobre o repertório técnico desenvolvido pelo ator e encenador João de Ricardo, com foco em treinamento corporal e vocal. A oficina também oferecerá uma abordagem experimental, incentivando a criação cênica híbrida. Os participantes serão convidados a explorar a interação entre a atuação, o movimento corporal e a performance artística, promovendo um ambiente de experimentação e diálogo constante entre esses elementos. O objetivo é que os alunos vivenciem, de forma direta, as práticas e reflexões que permeiam a pesquisa cênica da companhia, com ênfase no desenvolvimento de novas formas de atuação e na busca por ampliar os limites da criação artística no teatro contemporâneo.

Acessibilidade

Os projetos propostos seguirão as normas de acessibilidade exigidas por lei, garantindo inclusão para pessoas com mobilidade reduzida, idosos e pessoas com deficiências intelectuais, auditivas e visuais, sempre que tecnicamente possível. Serão reservados no mínimo: - 10% dos ingressos ou produtos gratuitos para alunos de ensino público, com prioridade para EJAs; - Até 10% para divulgação promocional, destinados a jornalistas, agentes culturais e escolas de teatro locais. -Os ingressos terão valores de R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia), ampliando a ação afirmativa de ingressos com valor inferior a 3% do salário mínimo para 100% do público. As ações de acessibilidade incluem: - Tradução em Libras em todas as apresentações dos espetáculos "A Fome" e "Tocar Paraíso"; - Teatros acessíveis para pessoas com dificuldades de locomoção; - Legendagem nos materiais de divulgação para pessoas com deficiência auditiva; - Bilheteiros capacitados em linguagem de sinais; - As oficinas serão gratuitas e acessíveis a pessoas com mobilidade reduzida, com monitores capacitados para oferecer suporte.

Democratização do acesso

Democratização de Acesso A proposta adota diversas medidas de democratização do acesso, com o objetivo de garantir ampla participação e inclusão de públicos diversos. As ações envolvem a distribuição de ingressos, preços populares, e atividades complementares como oficinas gratuitas. Abaixo, detalhamos as formas de distribuição e comercialização dos produtos e as ações de ampliação de acesso: 1. Distribuição de Ingressos Gratuitos: - 20% dos ingressos serão distribuídos gratuitamente. Desses, 10% serão dedicados exclusivamente à rede pública de ensino, com foco na Educação de Jovens e Adultos (EJA). A EJA é uma modalidade de ensino voltada para pessoas que não tiveram a oportunidade de concluir o ensino regular em tempo adequado, permitindo a retomada da educação formal. Ao priorizar esse público, o projeto busca incentivar o acesso à cultura para indivíduos historicamente marginalizados, reforçando o impacto social. - Os outros 10% serão direcionados a agentes culturais, jornalistas e escolas de teatro de cada cidade onde os espetáculos serão realizados. Essa ação visa fortalecer o intercâmbio cultural, divulgar o projeto e criar uma rede de apoio entre artistas, educadores e críticos culturais. 2. Ingressos a Preço Popular: - 100% dos ingressos destinados à venda seguirão a recomendação do Ministério da Cultura, garantindo que os preços não ultrapassem 3% do salário mínimo vigente. Assim, os ingressos serão oferecidos a preços populares, com valor de R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada), conforme a legislação vigente. Essa política de preços visa assegurar que pessoas de baixa renda possam participar das atividades culturais sem comprometer suas finanças, promovendo uma verdadeira democratização do acesso. 3. Oficinas Gratuitas e Inclusivas: - Como parte das ações de democratização, o projeto oferecerá oficinas 100% gratuitas, com o objetivo de promover a troca de repertório artístico e formativo. Essas oficinas serão acessíveis tanto ao público da rede de ensino pública quanto ao público PCD (pessoas com deficiência). O local das oficinas será adaptado para garantir a acessibilidade de pessoas com mobilidade reduzida, e monitores capacitados estarão presentes para prestar o suporte necessário. 4. Acessibilidade Cultural: - Além de oferecer preços populares e ingressos gratuitos, o projeto garante a acessibilidade nas apresentações e nas oficinas. Todas as apresentações terão tradução em Libras (Língua Brasileira de Sinais) para o público com deficiência auditiva, e os teatros escolhidos serão acessíveis a pessoas com mobilidade reduzida. As oficinas também contarão com espaços acessíveis e inclusivos, assegurando que todo o público PCD possa participar ativamente das atividades. 5. Impacto Social e Ampliação de Acesso: - A combinação de ingressos gratuitos, preços populares e oficinas acessíveis permite a inclusão de diferentes públicos, promovendo o acesso à cultura e às artes de forma ampla e inclusiva. O projeto reafirma o compromisso com a democratização do acesso ao garantir que as barreiras econômicas e físicas sejam minimizadas, proporcionando uma experiência cultural significativa e transformadora. Essas medidas garantem que o projeto seja inclusivo e acessível, alinhado às diretrizes de democratização do acesso cultural previstas pela Lei Rouanet, com foco na participação de grupos historicamente excluídos e na formação de novas plateias.

Ficha técnica

Equipe Artística: - João de Ricardo: direção, atuação, docência e produção - Sissi Venturin: atuação, docência e produção - Anildo Böes: atuação - Eduardo D'Avila: atuação - Evelyn Ligocki: atuação - Fernanda Carvalho Leite: atuação - Iandra Cattani: atuação - Rodrigo Fernandez: trilha sonora ao vivo - Deni Roitman: trilha sonora e operação de som - Jana Castoldi: operação de vídeo - Bruna Casali: iluminação cênica - Roberta Amaral: assessoria de imprensa - Maria Helena dos Santos: social media João de Ricardo é encenador, ator e professor. Graduado em Interpretação e Direção Teatral (UFRGS) e Mestre em Artes (UNICAMP), desenvolve o método PHC - Processos Híbridos de Criação. Foi professor no Grupo Experimental de Dança (2014-2018) e dirige a Cia. Espaço em Branco, com diversos prêmios como Açorianos de Melhor Espetáculo e Direção por "Prata Paraíso" (2017) e "Tocar Paraíso" (2019). Entre suas obras destacam-se "Extinção", "Andy/Edie", "Tocar Paraíso", "Ubu Rei" e "Paraíso Afogado". Sissi Venturin, atriz, bailarina e cineasta, é formada em Teatro pela UERGS. Cofundadora da Cia. Espaço em Branco, premiada como Melhor Atriz Coadjuvante por "Extinção" (2005) e Melhor Atriz no Prêmio Braskem (2019). Com o Coletivo Âmago, produziu espetáculos de dança e videodanças, além de dirigir e atuar no curta "Mora" (2022), em destaque em festivais. Está desenvolvendo um novo curta para 2025. Anildo Böes é ator formado pelo Intercultural Theatre Institute de Singapura e graduado em Teatro pela UFRGS. Fundador do Grupo Cerco e colaborador da Cia Espaço em Branco. Ganhou o prêmio Olhares da Cena de Melhor Ator Coadjuvante. Já trabalhou com diretores como Inês Marocco, João de Ricardo e Bambang Suryono. Eduardo d’Avila é ator e professor, integrante da Cia Espaço em Branco e de coletivos como Casa de Madeira e Cena Expandida. Atuou em "Prata Paraíso" e "Tocar Paraíso", premiados no Açorianos. Também é parte da Companhia Caixa do Elefante, com trabalhos como "Cuco – A Linguagem dos Bebês no Teatro". Atualmente está dirigindo o espetáculo "O Sofá". Fernanda Carvalho Leite, atriz, bailarina e produtora, é formada pelo The Lee Strasberg Theatre Institute de Nova Iorque. Recebeu prêmios por atuações no cinema e teatro. Foi destaque com os espetáculos "Velha D+" e "Inimigas Íntimas". Mestre em Artes Cênicas e Especialista em Pedagogias do Corpo e da Saúde pela UFRGS, é também produtora do Festival Sul em Contato. Evelyn Ligocki, atriz e performer, é bacharel em Artes Cênicas pela UFRGS. Recebeu o Troféu Açorianos de Atriz Revelação e Melhor Atriz (2019) por "Tocar Paraíso". Atua com a Cia Espaço em Branco e desenvolve pesquisas em dança e artes corporais. Iandra Cattani é bailarina, cantora e performer, formada em Ciências Sociais (UFRGS). Atuou em espetáculos como "Tocar Paraíso" e "A Casa". Indicada a prêmios de Melhor Bailarina, integra a Cia Espaço em Branco. Rodrigo Fernandez é músico e compositor, com atuações em trilhas sonoras ao vivo, como "Tocar Paraíso" (2019). Atua em duo com Iandra Cattani e foi parte da peça "Trago, Sorte, Mentira & Morte" (2022), indicada a 11 categorias no Prêmio Açorianos. Deni Roitman é produtor musical e sonoplasta, formado em Psicologia (UFRGS). Vencedor do Prêmio Profissionais da Música 2020, tem trilhas premiadas e é técnico de som no E12 Records, onde trabalha com artistas emergentes de Porto Alegre. Bruna Casali é iluminadora, assinando a iluminação de espetáculos como "O Misterioso Segredo das Pequeninas Grandes Coisas" e "Histórias negras para crianças de todas as cores". Foi assistente de elétrica em séries como "O Oráculo das Borboletas Amarelas" e chefe de elétrica no curta "O Jardim das Horas". Atualmente, é iluminadora do projeto "Zum Zum Zum, a união faz a vida". Jana Castoldi é artista visual e VJ, especialista em videoinstalações e videomapping. Premiada em festivais de artes visuais, suas projeções integraram eventos como Amazônia Mapping e POA em Cena. Trabalha com dança, teatro e música, com obras exibidas em diversos festivais de renome. Roberta Amaral é jornalista com 27 anos de experiência em assessoria de imprensa, tendo atuado em órgãos públicos e veículos de comunicação como Rádio CBN e Revista Voto. Hoje, lidera a comunicação na Fundação Iberê Camargo.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.