| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 15139629000194 | COMPANHIA DE ELETRICIDADE DO ESTADO DA BAHIA COELBA | 1900-01-01 | R$ 389,3 mil |
Este projeto busca manter viva a tradição do cinema de rua, garantindo a importância de um espaço cultural essencial para a cidade de Salvador, dando continuidade e criando novas ações culturais e educativas, além de garantir a manutenção de um dos mais importantes cinemas de rua do Brasil, o Cine Glauber Rocha, no Centro Histórico de Salvador. E hoje, espaço fundamental de encontro, reflexões e discussões entre exibidores e distribuidoras.O projeto irá propor atividades ligadas à educação (professores e estudantes no cinema), mas também trabalhar a diversidade do olhar ao exibir curtas e longas baianos e brasileiros, além de democratizar o acesso através de sessões inteiramente gratuitas. Destaque para as sessões ambientais e ações de inclusão como Dia da Acessibilidade e Dia Azul, voltadas às pessoas com necessidades especiais e de espectro autista, respectivamente. Sem perder seulugar privilegiado de local de exibição comercial, garantindo espaço ao cinema brasileiro.
Produto: Seis ações culturais gratuitas em cinema: Sala do Professor - sessão gratuita para professores mediante comprovação de atividade profissional. Iremos programar para os professores, 01 vez por semana, filme da grade de programação do cinema. As sessões serão inteiramente gratuitas. Como a execução do projeto é pensada ao longo de 12 meses, serão programadas 48 sessões gratuitas para professores. Serão priorizados temas relevantes, dentre os títulos disponíveis, como os filmes ligados à temática ambiental e questões sociais e educacionais. Ciclos de Cinema - Aqui teremos sessões exclusivamente de curtas-metragens e também sessões de longas convidados. Todos eles serão exibido a partir de acordo prévio com os realizadores e produtores das obras. Sobre o formato curta-metragem, vale ressaltar que muitos dos grandes cineastas brasileiros começaram e experimentaram nesse formato. A produção nacional de curtas é imensa e, infelizmente, são poucas as chances do público de conferir esses trabalhos. Algumas sessões serão programadas apenas com filmes adequados ao público infanto-juvenil. Os Ciclos de Cinema também irá programar filmes importantes na história do cinema, tanto a nível nacional, como local (cinema baiano, de Alexandre Robatto, passando por Glauber Rocha, Orlando Senna, Roberto Pires, Pola Ribeiro, Tuna Espinheira.... até os jovens da nova geração!). Teremos exibições em DCP ou em 35 mm. Vale ressaltar que o Cine Glauber Rocha é o único cinema do nordeste a contar com um projetor 35mm em atividade. Estamos perdendo o contato com a estética do 35mm. O grão que confere organicidade à película pode ser visto como mera “sujeira” por muitos desavisados. É importante nos conectarmos novamente ao 35mm! Portanto, procuraremos, sempre que possível, projetar filmes nesse formato. Esse programa irá acontecer quinzenalmente e será inteiramente gratuito. Todo serão 24 sessões ao longo de 12 meses de projeto, alternando sessões de curtas e longas. Sessões inclusivasPropomos uma vez por mês a realização de uma sessão inclusiva, seja através da mobilização de público atendido por projetos sociais e instituições voltadas à população em situação de risco e em vulnerabilidade social (muitas dessas pessoas estarão indo ao cinema pela primeira vez!), ou por trazer um filme com recursos de acessibilidade queimados em tela ou disponíveis por aplicativo. Também promovemos sessões gratuitas para pessoas dentro do espectro autista .Sobre a promoção de sessões inclusivas, vale ressaltar que o Cine Glauber Rocha possui histórico de ações dessa natureza, através de parcerias com o CRAS (Centro de Referência da Assistência Social) da Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer de Salvador e com o Programa Corra pro Abraço - Ação de Redução de Riscos e Danos Para Populações Vulneráveis do Governo do Estado da Bahia. Dessa forma, enquanto cinema de rua, busca-se aproximação com uma população de grande vulnerabilidade social, muitas vivem no entorno do cinema. Essa ação será realizada uma vez por mês e será amplamente divulgada nas nossas redes sociais e em rádios locais. Ao todo serão 12 sessões gratuitas. Pré-estreias do Cinema BrasileiroHá uma grande quantidade de filmes brasileiros sendo lançados. Propomos 04 pré-estreias dedicada ao cinema brasileiro ao longo dos 12 meses de projeto. Dessa forma, teremos em nossas salas, pelo menos 4 estreias inteiramente gratuitas, com representantes dos filmes para uma conversa após a exibição. A História do Cinema para estudantesExibição de um clássico do cinema mundial, de qualquer nacionalidade, por mês, para cerca de 109 estudantes (sempre os mesmos ao longo do ano de modo a promover uma ação educativa continuada). O público alvo é formado por jovens do ensino Municipal de Salvador. Filmes de Charles Chaplin, Buster Keaton, Eisenstein, Dreyer, Disney... A ideia é alfabetizar o jovem estudante, em termos cinematográficos, ao exibir longas clássicos do cinema mundial. O projeto já ocorreu em 2024 com excelentes resultados. A História do Cinema para professoresExibição de um clássico do cinema mundial, por mês, para cerca de 109 professores (sempre os mesmos ao longo do ano de modo a promover uma ação educativa continuada). Filmes de Charles Chaplin, Buster Keaton, Eisenstein, Dreyer... A ideia é alfabetizar o professor, em termos cinematográficos, ao exibir longas clássicos do cinema mundial. O projeto já ocorreu em 2024 com excelentes resultados. Exibição de vinhetas educativas antes das sessõesEste conteúdo virá através de parcerias com o Ministério do Meio Ambiente e ONGs voltadas a questões do meio ambiente buscaremos vinhetas educativas que contribuam com a luta contra as mudanças climáticas e pela conservação dos ecossistemas. Essas vinhetas serão exibidas antes de todas as sessões propostas pelo atual projeto.
Objetivo Geral:Realizar seis Ações Culturais dentro da programação do Cine Glauber Rocha, criando um ambiente de sessões gratuitas e sessões comerciais. Objetivos Específicos: É válido destacar o caráter educativo do cinema. O que propomos é um conjunto de ações culturais formativas e inclusivas através do cinema, onde as questões temáticas e da forma cinematográfica estarão entrelaçadas de modo a potencializar a aprendizagem. É preciso aprender a ler as imagens e suas mensagens. Todas as sessões serão acompanhadas pela equipe técnica do projeto e algumas contarão com debate conduzido por profissional experiente. Sobre as aço~es, sa~o elas: 1. Sala do Professor - sessão gratuita para professores mediante comprovação de atividade profissional. Iremos programar para os professores, uma vez por semana, filme da grade de programação do cinema. As sessões serão inteiramente gratuitas. Como a execução do projeto é pensada ao longo de 12 meses, serão programadas 48 sessões gratuitas para professores. Serão priorizados temas relevantes, dentre os títulos disponíveis, como os filmes ligados à temática ambiental e questões sociais e educacionais. 2. Ciclos de Cinema - Aqui teremos sessões exclusivamente de curtas-metragens e também sessões de longas convidados. Todos eles serão exibido a partir de acordo prévio com os realizadores e produtores das obras. Sobre o formato curta-metragem, vale ressaltar que muitos dos grandes cineastas brasileiros começaram e experimentaram nesse formato. A produção nacional de curtas é imensa e, infelizmente, são poucas as chances do público de conferir esses trabalhos. Algumas sessões serão programadas apenas com filmes adequados ao público infantojuvenil. Os Ciclos de Cinema também irão programar filmes importantes na história do cinema, tanto a nível nacional como local (cinema baiano, de Alexandre Robatto, passando por Glauber Rocha, Orlando Senna, Roberto Pires, Pola Ribeiro, Tuna Espinheira… até os jovens da nova geração!). Teremos exibições em DCP ou em 35 mm. Vale ressaltar que o Cine Glauber Rocha é o único cinema do Nordeste a contar com um projetor 35 mm em atividade. Estamos perdendo o contato com a estética do 35mm. O grão que confere organicidade à película pode ser visto como mera "sujeira" por muitos desavisados. E´ importante nos conectarmos novamente ao 35mm! Portanto, procuraremos, sempre que possível, projetar filmes nesse formato. Esse programa irá acontecer quinzenalmente e será inteiramente gratuito. Todo serão 24 sessões ao longo de 12 meses de projeto, alternando sessões de curtas e longas. 3. Sessões inclusivasPUma vez por mês, a realização de uma sessão inclusiva, seja através da mobilização do público atendido por projetos sociais e instituições voltadas à população em situação de risco e vulnerabilidade social (muitas dessas pessoas estara~o indo ao cinema pela primeira vez!), ou por trazer um filme com recursos de acessibilidade incorporados na tela ou disponíveis por aplicativo. Também promovemos sessões gratuitas para pessoas dentro do espectro autista.Sobre a promoção de sessões inclusivas, vale ressaltar que o Cine Glauber Rocha possui histórico de ações dessa natureza, através de parcerias com o CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) da Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer de Salvador e com o Programa Corre pro Abraço - Ação de Redução de Riscos e Danos para Populações Vulneráveis do Governo do Estado da Bahia. Dessa forma, enquanto cinema de rua, busca-se aproximação com uma população de grande vulnerabilidade social, muitas vivem no entorno do cinema.Essa ação será realizada uma vez por mês e será amplamente divulgada nas nossas redes sociais e em rádios locais. Ao todo, serão 12 sessões gratuitas. 4. Pré-estreias do Cinema BrasileiroHá uma grande quantidade de filmes brasileiros sendo lançados. Propomos 04 pré-estreias dedicadas ao cinema brasileiro ao longo dos 12 meses de projeto. Dessa forma, teremos em nossas salas, pelo menos, 4 estreias inteiramente gratuitas, com representantes dos filmes para uma conversa após a exibição.5. A História do Cinema para estudantesExibição de um clássico do cinema mundial, de qualquer nacionalidade, por mês, para cerca de 109 estudantes (sempre os mesmos ao longo do ano, de modo a promover uma ação educativa continuada). O público alvo é formado por jovens do ensino municipal de Salvador. Filmes de Charles Chaplin, Buster Keaton, Eisenstein, Dreyer, Disney... A ideia é alfabetizar o jovem estudante, em termos cinematográficos, ao exibir longas clássicos do cinema mundial. O projeto já ocorreu em 2024 com excelentes resultados.6. A História do Cinema para professoresExibição de um clássico do cinema mundial, por mês, para cerca de 109 professores (sempre os mesmos ao longo do ano, de modo a promover uma ação educativa continuada). Filmes de Charles Chaplin, Buster Keaton, Eisenstein, Dreyer... A ideia é alfabetizar o professor, em termos cinematográficos, ao exibir longas clássicos do cinema mundial. O projeto já ocorreu em 2024 com excelentes resultados.
O projeto Cine Glauber Rocha solicita o uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais, previsto na Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet), para garantir a programação de atividades gratuitas e acessíveis neste espaço cultural de grande importância para a Bahia e o Brasil. Como um dos últimos cinemas de rua em atividade, o Cine Glauber Rocha desempenha um papel crucial na preservação da memória cinematográfica nacional e na formação de novas plateias. O apoio financeiro proporcionado pela Lei Rouanet é essencial para a execução das ações propostas, que incluem sessões de cinema, oficinas audiovisuais e iniciativas de inclusão social, voltadas para públicos que frequentemente têm acesso limitado a bens culturais. O Cine Glauber Rocha fica em pleno Centro Histórico de Salvador, na Praça Castro Alves. Trata-se de uma região histórica muito importante, mas que se encontrava em forte decadência no início dos anos 2000. Poucos acreditavam na recuperação daquela região. O Cine Glauber Rocha fechou as portas em 1998 e tudo indicava que o prédio se tornaria mais uma igreja, supermercado ou estaria fadado a ser ruína, pois a região estava completamente abandonada. O Cine Glauber Rocha estava sem teto, em ruínas. Nesse momento, a empresa Espaço Cultural de Cinema de Salvador, liderada por Cláudio Marques e Adhemar Oliveira, surgiu e a requalificação do espaço se tornou realidade.Reinaugurado 2008, após dez anos fechado, o cinema foi capaz de revitalizar todo o entorno que se encontrava completamente degradado. Hoje, quinze anos após a inauguração, a região da Praça Castro Alves conta com o Hotel Fasano, Hotel Fera Palace, além do Teatro Gregório de Mattos e o Espaço Cultural da Barroquinha. Hoje, o Cine Glauber Rocha possui quatro salas (634 lugares) com os mais modernos equipamentos de projeção (trata-se de uma das salas de projeção mais bem equipadas do país), além de livraria, restaurante e café. Em média, cerca de doze mil pessoas frequentam o espaço, mensalmente. A maioria dos espectadores é de pessoas de baixa renda em sessões populares (preço único a R$ 6,00) ou mesmo gratuitas. O Cine Glauber Rocha foi criado com o objetivo de lutar pela democratização do acesso às telas para parte da população que não possui acesso aos bens culturais, além da diversidade do olhar com exibição prioritária de filmes baianos e brasileiros.Cláudio Marques e Marília Hughes, idealizadores do projeto, possuem décadas de experiência com o cinema de rua e são nomes reconhecidos pela dedicação ao cinema nacional. Enquadramento nos Incisos do Art. 1º da Lei nº 8.313/91: Inciso I: Facilita o acesso à cultura com sessões gratuitas ou a preços populares, garantindo que públicos, especialmente em situação de vulnerabilidade social, tenham acesso às fontes culturais. Iniciativas como o "Dia da Acessibilidade" e a "Sessão Azul" reforçam o compromisso com o acesso universal, permitindo o pleno exercício dos direitos culturais.Inciso II: A programação do Cine Glauber Rocha destaca filmes baianos e produções locais, promovendo a cultura regional e fortalecendo a produção audiovisual da Bahia. A valorização de recursos humanos e conteúdos locais é clara nas ações que fomentam a produção regional, contribuindo para a regionalização da cultura e assegurando visibilidade às expressões culturais da Bahia.Inciso III: Apoia e difunde uma ampla gama de manifestações culturais, exibindo desde clássicos do cinema nacional até novas produções independentes. Ao oferecer espaço para essas obras e seus criadores, o Cine Glauber Rocha garante a valorização de diversas expressões culturais, permitindo que criadores locais e nacionais tenham suas obras reconhecidas e apreciadas.Inciso IV: A programação do cinema inclui filmes que representam a diversidade cultural brasileira, com ênfase em obras de realizadores negros, LGBTQIA+, e de outras comunidades historicamente marginalizadas. Isso protege e valoriza o pluralismo cultural, garantindo que a diversidade seja um componente central na difusão cultural promovida pelo Cine Glauber Rocha.Inciso V: O Cine Glauber Rocha desempenha um papel essencial na preservação e promoção dos modos de criar e fazer cinema na Bahia e no Brasil. A exibição de filmes que abordam temas sociais relevantes, junto com oficinas audiovisuais, contribui para a continuidade da produção cinematográfica, mantendo viva a tradição do cinema de rua e da produção audiovisual local.Inciso VIII: Exibe uma programação diversificada que inclui filmes de valor cultural significativo, como clássicos em 35mm e produções contemporâneas de relevância social. Essas ações formam conhecimento, cultura e memória em nível local e nacional, ao proporcionar acesso a obras que educam e preservam a memória cinematográfica.Inciso IX: Prioriza a exibição de filmes brasileiros, com foco nas produções baianas. Ao priorizar o cinema nacional, o Cine Glauber Rocha valoriza e difunde o produto cultural brasileiro, fortalecendo a identidade cultural do país e promovendo o cinema como uma expressão artística essencial. Objetivos relacionados ao inciso do Art. 3º da Lei Rouanet: I: Concede bolsas de estudo e pesquisa para autores, artistas e técnicos, promovendo a formação artística e cultural desses profissionais. Oferece oficinas, workshops e outros componentes educacionais em estabelecimentos sem fins lucrativos, integrando arte à educação e inclusão social, especialmente para crianças e adolescentes.II: Está intrinsecamente ligado à produção cinematográfica e à preservação do acervo audiovisual de caráter cultural, incluindo a produção de curtas-metragens, documentários, ou a restauração e digitalização de filmes relevantes. Além disso, promove e distribui kits educativos, documentando e difundindo o conhecimento gerado.III: Relaciona-se à manutenção, ampliação e equipamento de arquivos e acervos audiovisuais. A exibição das obras e atividades culturais amplia o acervo cinematográfico e contribui para a preservação do patrimônio audiovisual, garantindo que materiais relevantes estejam acessíveis ao público e conservados para futuras gerações.IV: Inclui exibições gratuitas e a distribuição de ingressos para sessões de cinema, democratizando o acesso à cultura e estimulando o conhecimento em relação ao patrimônio. As atividades educacionais e culturais aprofundam o conhecimento sobre o patrimônio cultural e artístico do Brasil.V: Apoia a realização de missões culturais e a contratação de serviços para a elaboração de projetos culturais, reforçando o desenvolvimento e implementação de iniciativas culturais.
O projeto Cine Glauber Rocha não apenas busca preservar e revitalizar um dos últimos cinemas de rua do Brasil, mas também visa contribuir significativamente para a formação de novas gerações de espectadores e profissionais do audiovisual. Ao longo do projeto, serão realizadas ações inovadoras e inclusivas que vão além da simples exibição de filmes, promovendo a democratização do acesso à cultura e incentivando o debate e a reflexão crítica. Impacto Social e Educacional: O projeto se destaca pela sua ampla atuação social, com sessões gratuitas voltadas para públicos em situação de vulnerabilidade, incluindo pessoas em situação de rua, crianças e adolescentes, pessoas com deficiência, e a comunidade LGBTQIA+. Essas atividades são fundamentais para promover a inclusão social por meio da cultura, oferecendo experiências cinematográficas acessíveis a todos. As sessões como a Sessão Azul, especialmente adaptada para pessoas no espectro autista, e o Dia da Acessibilidade, que garante a gratuidade para pessoas com deficiência, são exemplos de como o projeto coloca a acessibilidade e inclusão no centro de sua programação. Formação de Público e Preservação Cultural: A programação regular também cumpre um papel essencial na formação de público para o cinema brasileiro e baiano. Ao mesmo tempo, mantém viva a experiência cinematográfica em 35mm, uma estética única que conecta o público à história do cinema. Além disso, os debates com cineastas e especialistas após as sessões aprofundam o conhecimento dos espectadores sobre as produções audiovisuais, estimulando o pensamento crítico e criativo. Parcerias e Sustentabilidade: O projeto também prevê parcerias estratégicas com instituições locais, ONGs e escolas, visando ampliar o alcance de suas ações educacionais e culturais. A iniciativa de oficinas audiovisuais para jovens, por exemplo, fomenta o desenvolvimento de novos talentos e o fortalecimento da produção audiovisual local. Além disso, a inclusão de práticas sustentáveis, como a Sessão Cineambiental e a implementação de um sistema de coleta seletiva no espaço, reflete o compromisso com a responsabilidade ambiental. Essas ações não apenas reforçam o caráter inclusivo e democrático do Cine Glauber Rocha, mas também garantem a sustentabilidade do projeto a longo prazo, promovendo um espaço de intercâmbio cultural contínuo, acessível e de grande relevância para a comunidade.
Seis ações culturais gratuitas em cinemaSessões realizadas dentro do Cine Glauber Rocha, em uma de suas quatro salas.A programação será definida a cada semana, levando em cionsideração a programação comercial do cinema, e trabalhará diretamente com os públicos que estas açoes buscam.
Acessibilidade Física: O projeto atende o Art. 27. da IN vigente, nos termos dos arts. 42, 43 e 44 da Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015, do art. 46 do Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999, do Decreto nº 9.404, de 11 de junho de 2018, e contempla os itens: I - no aspecto arquitetônico, recursos de acessibilidade às pessoas com deficiência, com mobilidade reduzida ou idosas para permitir o acesso aos locais onde se realizam as atividades culturais e espaços acessórios como banheiros, áreas de alimentação e circulação; e II - no aspecto comunicacional de conteúdo, recursos de acessibilidade às pessoas com deficiências intelectual, auditiva e visual para permitir o acesso ao conteúdo dos produtos culturais resultantes do projeto. De acordo com o Art. 27 da IN, o espaço fornecerá infraestrutura acessível, com elevadores, banheiros adaptados e rampas de acesso. O espaço possio Elevadores e banheiros adaptados para pessoas com deficiência estão disponíveis em todos os andares, garantindo a locomoção segura e independente. Rampas de acesso e guias táteis serão instaladas para facilitar a circulação de pessoas com mobilidade reduzida e deficiência visual. Além disso, será desenvolvido um aplicativo que ajudará os frequentadores a navegar pelo espaço do cinema, oferecendo instruções em áudio, mapas táteis e suporte em LIBRAS, assegurando orientação adequada e autônoma dentro do cinema. Acessibilidade de Conteúdo: A IN destaca a necessidade de recursos de acessibilidade comunicacional (Art. 27, inciso II) para pessoas com deficiência auditiva, visual e intelectual. O projeto aborda essa questão com sessões acessíveis em pelo menos 10% da sua programação. Através dos aplicativos MovieReading e DCPs acessíveis com LSE as exigências serão cumpridas, além de sessões com audiodescrição, legendas descritivas e LIBRAS. O Cine Glauber Rocha possui aparelhos para LIBRAS, legendas descritivas e audiodescrição, garantindo que os recursos estejam acessíveis ao público em todas as sessões, e não apenas em ocasiões específicas. Além das sessões de cinema, o projeto inclui a criação de oficinas para cineastas locais e estudantes, focadas na incorporação de elementos de acessibilidade desde a fase de pré-produção. Essas oficinas abordarão, por exemplo, a criação de roteiros que considerem audiodescrição e legendas descritivas, incentivando a formação de profissionais sensibilizados e capacitados para a incluir e proporcionar a participação. A acessibilidade comunicacional será um pilar do projeto. Todos os vídeos de divulgação nas redes sociais serão acompanhados de legendas e audiodescrição. Postagens de atividades com acessibilidade incluirão descrição alternativa, visando a inclusão de pessoas cegas. Serão realizadas sessões especiais com intérpretes de LIBRAS ao vivo, proporcionando uma experiência mais interativa, com a possibilidade de debates e perguntas ao final das exibições. Capacitação da Equipe e Parcerias: A capacitação da equipe, mencionada no projeto, está alinhada com o incentivo à formação contínua sobre acessibilidade e atendimento especializado, conforme indicado no Art. 30, inciso VIII da IN, que promove parcerias para capacitação de agentes culturais, ampliando o acesso. A equipe do Cine Glauber Rocha receberá formação contínua sobre acessibilidade e atendimento a pessoas com deficiência, desde a recepção até a exibição dos filmes. Funcionários identificados por crachás ou uniformes serão capacitados para agir de forma proativa e acolhedora, atendendo às diferentes necessidades de acesso das pessoas com deficiência. O projeto buscará parcerias com escolas participativas e ONGs, organizando visitas em grupo ao cinema. Estas visitas incluirão sessões educativas e debates sobre a importância da acessibilidade no cinema, ampliando o alcance das iniciativas inclusivas. Avaliação e Pesquisa: A instrução requer um plano de democratização de acesso (Art. 29), que inclui a distribuição de ingressos gratuitos e valores populares. O projeto atende a isso com as sessões destinadas a pessoas em situação de vulnerabilidade e as sessões gratuitas para autistas, pessoas com deficiência além de ingressos populares para outras exibições, ampliando a inclusão e acesso Para assegurar a eficácia das medidas de acessibilidade, o projeto incluirá uma fase de avaliação das atividades realizadas. Serão produzidos relatórios detalhados, compartilhados com patrocinadores e a comunidade, demonstrando o compromisso do Cine Glauber Rocha com a incluir e criar ferramentas para participação dos diversos públicos. Além disso, uma pesquisa será conduzida junto ao público-alvo para entender melhor suas necessidades específicas, permitindo adaptações contínuas e mais precisas.
A democratização de acesso constitui um dos eixos estruturantes do projeto, em consonância com a missão do Cine Glauber Rocha e com a proposta de programação e atuação adotada desde sua reabertura. O projeto busca ampliar o acesso ao cinema como experiência cultural, garantindo condições efetivas de participação para públicos diversos, com especial atenção às pessoas com deficiência e a estudantes da rede pública.O Cine Glauber Rocha assegurará a realização de sessões acessíveis em pelo menos 10% de sua programação. Serão utilizados recursos como os aplicativos MovieReading e DCPs acessíveis com legendas para surdos e ensurdecidos (LSE), além da oferta de sessões com audiodescrição, legendas descritivas e interpretação em LIBRAS. O cinema dispõe de equipamentos específicos para acesso a LIBRAS, legendagem descritiva e audiodescrição, garantindo que esses recursos possam estar disponíveis ao público de forma permanente e não apenas em sessões pontuais.Além das sessões previstas na programação cultural e comercial, o projeto realizará oficinas voltadas a cineastas locais e estudantes de audiovisual, com foco na incorporação de práticas de acessibilidade desde a fase de desenvolvimento dos projetos. As atividades abordarão, entre outros temas, a elaboração de roteiros que considerem recursos de audiodescrição e legendagem descritiva, contribuindo para a formação de profissionais sensibilizados e capacitados a promover uma produção audiovisual mais inclusiva.A acessibilidade comunicacional também será um pilar do projeto. Todos os conteúdos audiovisuais de divulgação nas redes sociais serão acompanhados de legendas e audiodescrição. As publicações referentes às atividades acessíveis incluirão descrições alternativas de imagens, ampliando o acesso de pessoas cegas ou com baixa visão. O projeto também promoverá sessões especiais com intérpretes de LIBRAS ao vivo, ampliando a interação com o público por meio de debates e conversas após as exibições.A equipe do Cine Glauber Rocha receberá formação continuada em acessibilidade cultural e atendimento a pessoas com deficiência, abrangendo todas as etapas da experiência do público, desde a recepção até a exibição dos filmes. Os profissionais da equipe, devidamente identificados, serão capacitados para oferecer atendimento acolhedor e proativo, garantindo que diferentes necessidades de acesso sejam adequadamente atendidas.O projeto também estabelecerá parcerias com escolas públicas e organizações da sociedade civil para a realização de visitas mediadas ao cinema. Essas atividades incluirão sessões educativas seguidas de debates sobre cinema e acessibilidade, ampliando o alcance das ações formativas e incentivando o contato de novos públicos com o audiovisual.Como medida de ampliação de acesso e inclusão social, o projeto garantirá transporte gratuito para estudantes da rede pública, com a realização de pelo menos quatro deslocamentos em ônibus para participação em sessões mediadas. Nessas ocasiões, também será oferecido lanche para os estudantes participantes.Como contrapartida social, serão realizadas sessões especiais de cinema seguidas de debates com mediadores e cineastas, voltadas para estudantes e professores da rede pública. O projeto também promoverá ações de formação para educadores, incentivando o uso do cinema como ferramenta pedagógica e estimulando a integração da linguagem audiovisual nas práticas educativas.Por fim, este projeto garante a ida gratuita ao cinema!a. 10% dos ingressos com distribuição gratuita com caráter social ou educativo, com sessões voltadas para pessoas em situação de vulnerabilidade, estudantes e professores da rede pública. É importante reforçar que este projeto propõe a realização de seis sessões distintas, com ingressos gratuitos. Seguramente serão distribuídos mais que os 10% obrigatórios.b. 10% dos ingressos a preços populares.
Claudio Marques - coordenador do projeto e curador Foi editor e crítico do jornal Coisa de cinema entre 1995 e 2003, responsável pela programação da Sala Walter da Silveira entre 2007 e 2009 e é o principal coordenador do Espaço Cine Glauber Rocha. É também diretor, produtor, roteirista e montador de premiados curtas, além de ter estreado em longas com Depois da chuva (2013), melhor roteiro do Festival de Brasília de 2013. Trabalha em parceria com a cineasta Marília Hugues. Marília Hughes - curadora e coordenadora de produção Possui mestrado em Comunicação e Cultura Contemporâneas (POSCOM) e graduação em Psicologia pela Universidade Federal da Bahia. É coordenadora e curadora do Panorama Internacional Coisa de Cinema, que está em sua oitava edição. É diretora, roteirista e montadora do curta de ficção Carreto (2009) – prêmios de melhor filme e melhor roteiro no Festival de Gramado. Dirigiu Nego Fugido (2009) – melhor filme no V Seminário de Cinema da Bahia e melhor filme, melhor direção e melhor ator (Judevaldo dos Santos) na décima sexta edição do Festival de Cinema e Vídeo de Vitória. Nego Fugido também recebeu o prêmio de melhor montagem na segunda edição do Janela Internacional de Cinema de Recife. Assina a direção de Sala de Milagres, menção honrosa no Fest Film Amazonas, Desterro e O Guarani, melhor documentário no XV Festival de Cinema de Cuiabá, melhor montagem no VII RECINE - Festival Internacional de Cinema de Arquivo e melhor filme no I Festival do Júri Popular. Em 2012, rodou Depois da Chuva, seu primeiro longa-metragem em parceria com Cláudio Marques.
Análise técnica concluída