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PRONAC 2410609Expirado o prazo de captação totalMecenato

Projeto Troca Folhas: Cabinda e Angola, filhas da mesma diáspora.

DINA LESSA BANDEIRA
Solicitado
R$ 222,6 mil
Aprovado
R$ 217,0 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Salvaguarda do patrimônio cultural imaterial
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
24

Localização e período

UF principal
RS
Município
Pelotas
Início
2025-04-01
Término
2026-03-31
Locais de realização (2)
Belém ParáPelotas Rio Grande do Sul

Resumo

Troca Folhas será evento, que reunirá 2 comunidades de matriz afroreligiosas, Angola e Cabinda, como nações irmãs e afrodiaspóricas, para experimentarem suas vivências, místicas e históricas, promovendo uma aliança, e resgate de suas origens e espiritualidade. O evento acontecerá em 2 momentos, nos territórios onde localizam-se as casas de santo, que estão em extremos geográficos do Brasil (norte e sul), porém, vivem os mesmos dilemas, vitórias e preconceitos. Avaliaremos as influências e características das regiões para as práticas religiosas, as ervas naturais utilizadas e seus efeitos, e o que aproxima e diferencia estas nações afroreligiosas. Produziremos 1 relatório, 1 documentário, 1 ervanário(e-book) e 5 oficinas de formação, reunindo ensinamentos sobre as comunidades Angola (Norte) e Cabinda (Sul). O evento será presencial, para respeitar a oralidade, principal forma de comunicação entre as sacerdotisas, conhecimentos que são passados de pai para filhos, ou de mãe para filhas.

Sinopse

1 - Sinopse do Encontro Troca Folhas: “Troca Folhas” é um evento que promoverá o diálogo e a troca de saberes entre as comunidades afroreligiosas das nações Angola e Cabinda, reforçando suas raízes ancestrais e espiritualidade. A proposta é reunir essas duas comunidades irmãs e afrodiaspóricas em dois momentos: um no Norte e outro no Sul do Brasil, refletindo sobre as influências regionais em suas práticas religiosas, as ervas utilizadas nos rituais e os desafios enfrentados. O encontro valoriza a tradição da oralidade, essencial para a preservação dos saberes ancestrais, e será documentado através de um relatório, um documentário,dois folderes, um e-book (ervanário) e cinco oficinas de formação. Essas atividades visam fomentar o intercâmbio cultural, preservar a sabedoria sobre o uso de plantas medicinais e fortalecer o combate ao preconceito e à intolerância religiosa. Além dos encontros presenciais, “Troca Folhas” busca promover parcerias com instituições acadêmicas e organizações de direitos humanos, ampliando o impacto cultural e educativo do evento, ao mesmo tempo em que sensibiliza o público para a importância do respeito à diversidade religiosa. 2 - Sinopse do E-book Ervanário: Saberes das Folhas das nações de Angola e Kabinda O e-book Ervanário: Saberes das Folhas das nações de Angola e Cabinda será uma coletânea que reunirá o conhecimento ancestral sobre as ervas sagradas utilizadas pelas casas de matriz africana das nações Cabinda e Angola. Esse compêndio revela as características principais de cada planta, detalhando seus usos espirituais nos axés, rituais de cura e proteção, além dos ritos de plantio e colheita, profundamente respeitados por ambas as comunidades. Cada erva é apresentada com suas propriedades medicinais e simbologias, mostrando como são integradas aos ritos e cerimônias religiosas. O e-book também explora o processo de escolha, colheita e preparo das folhas, que segue um conjunto de regras sagradas, baseadas no respeito à natureza e nos ciclos da terra. O plantio dessas ervas é considerado um ato de devoção, com rituais específicos para garantir a energia vital que será utilizada nos ritos. Além disso, o Ervanário destaca as diferenças regionais no acesso às ervas e como a geografia influencia na variedade de plantas disponíveis em cada casa de santo. Por fim, o e-book não apenas preserva esse conhecimento tradicional, mas também serve como uma ferramenta educativa e de conscientização, trazendo à luz a sabedoria das sacerdotisas e suas práticas milenares de cuidado com a terra e o corpo. Este material será uma fonte de consulta e aprendizado para iniciados e pesquisadores das religiões de matriz africana, além de ser um tributo ao poder das folhas e sua conexão com a ancestralidade e espiritualidade. 3 - Sinopse do documentário sobre o Sinopse do Encontro: Este documentário registrará um marco histórico: o encontro inédito entre duas casas de matriz africana, uma no Norte e outra no Sul do Brasil. O filme revela a importância desse evento, que promove a troca de saberes, rituais e experiências entre as nações Angola e Kabinda, destacando suas raízes comuns e o impacto das influências regionais em suas práticas religiosas. Ao capturar esse encontro, o documentário cumpre o papel vital de preservar e difundir o conhecimento ancestral dessas tradições, muitas vezes transmitido pela oralidade. Além disso, ele contribui para o combate à intolerância religiosa, oferecendo uma visão autêntica das religiões de matriz africana, que sofrem preconceito e marginalização no Brasil. O filme também explora como essas comunidades, embora geograficamente distantes, compartilham desafios semelhantes e uma espiritualidade profundamente conectada à natureza e aos ancestrais. A obra amplia a visibilidade e a legitimidade dessas religiões, promovendo um diálogo cultural que fortalece a identidade afro-brasileira e inspira novas gerações a valorizar suas raízes. 4 - Demais produtos do evento os folderes e relatório seguirão as normas de ABNT, serão impressos e disponibilizados gratuítamente, assim como todo o processo e produtos do encontro. Cuidando as questões descritas no campo de acessobilidade. Serão também disponibilizados em fomato digital e distribuidos conforme já descrito. Os folderes trarão o histórico das casas, horários de atendimentos, dados do encontro, contatos e informações sobre suas liderança e sacerdotisas. O relatório será o registro do processo com avaliações e sugestões para os próximos encontros.

Objetivos

O objetivo geral da proposta é reunir 2 casas de matriz afroreligiosas, para resgatar vivências, místicas e histórias, influenciadas por aspectos dos territórios do Sul do Brasil, com a nação Cabinda, e do Norte do Brasil, com a nação Angola. Os Objetivos específicos: Elaborar 1 relatório sobre o Encontro Troca Folhas; Produzir roteiro, filmagens, fotografias e edição de 1 documentário; Organizar 3 oficinas on-lines de preparação, construção da programação e troca de experiências sobre os territórios, as casas e características necessárias para serem respeitadas durante o encontro presencial; Realizar 2 oficinas presenciais abertas à comunidade, com as sacerdotisas; Confeccionar 2 folderes das casas de matriz africanas Cabinda e Angola; Publicar um 1 Ervanário (e-book) das ervas, utilizadas nas casas Cabinda e Angola.

Justificativa

Conforme Art 1º da Lei 8.313/91, de promoção de bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico do Brasil e o Art 3º, Inciso V que apoia missões culturais, incluindo as religiosas de matriz africana, com fornecimento inclusive de passagens, apresentamos este projeto inédito no Brasil. Buscamos o patrocínio para um encontro das vivências entre 2 (duas) casas de matrizes afro religiosas, fomentando o contato e seus respectivos fundamentos, tais como: os toques, as comidas, as rezas, as ervas, vestuários e paramentos, os cânticos, a magia, as oferendas, os espaços sagrados dentro de cada terreiro, os cargos, a hierarquias e as línguas. O processo acontecerá nos encontros e viagens estratégicas das sacerdotisas das nações Cabinda no sul e Angola no norte do Brasil. O TROCA-FOLHA é uma proposta de vivência ancestralica entre 2 (duas) nações de tradições de matriz africana, sendo elas Cabinda e Angola, resultado da diáspora negro africana, no processo de construção histórica da sociedade brasileira. O colonizador quando traz estes povos para a escravização teve o cuidado de separar grupos étnicos, para garantir o controle absoluto sobre estas pessoas, de maneira que evitasse o contato entre si, que pudesse resultar em rebeliões, assim como alimentando as rivalidades culturais já existentes em África, antes do primeiro navio tumbeiro singrar e sangrar o azul Atlântico. Nesta tentativa de separação, com o objetivo de aniquilação dos marcos civilizatórios, trazidos pelos escravizados, em sua memória ancestral, "o colonizador separou somente os corpos em extremidades geográficas, desde os navios negreiros, entretanto o fio, a consciência elemental ancestral, marcado na espiritualidade, permaneceu conectado e vivo em cada um daqueles que foram sequestrados no continente africano e por mais de 300 anos permaneceu latente, ativo, comunicativo, orgânico, manifestado (religiões na terra são achotes que clareiam, na verdade a terra é uma casa na aldeia" Alabê de Jerusalém. A importância da separação destes entes, transformados em semoventes, seres para o colonizador, não aniquilou a memória ancestral, a única coisa que veio nas entranhas mais profundas destes humanoides, humanos, não foi invadido ou alterado pelo colonizador. Considerando que o mesmo, nunca conseguiu ter acesso a este território sagrado invisível e inacessível aos olhos daqueles que os escravizaram. Exemplo disso é, não compreender as práticas mágicas realizadas pelos escravizados que confundiam (enganavam) os seus senhores, na medida em que os colonizadores, pensavam que os escravizados estavam cultuando os deuses católicos, quando na verdade acontecia a enganação como estratégia de sobrevivência e preservação do sagrado e seu culto, dos negros sobre os brancos, o que historicamente fez chegar aos dias atuais. Farofa de religião (Milton Nascimento). Considerando que esta separação geográfica física e corporal, que deveria ter distanciado a ancestralidade presente nestes escravizados, espalhados pelos quatro cantos de nosso país, o que se observa é que mesmo geograficamente localizados em contextos completamente diferentes, a diversidade étnica dos escravizados vai gerar matizes da matriz de tradições africanas que desembocará num futuro, no caso presente, nas inúmeras variáveis dos cultos africanos no Brasil (angola,ketu, jeje, nago, fom, savalu, mina, cabinda…) No campo simbólico, o projeto Troca Folhas é a possibilidade de reencontro destes ancestrais, que vieram no tumbeiro e foram separados pelo comércio escravagista no Brasil. Na matriz africana brasileira, para além de seu sentido literal como vegetal, FOLHA também significa sabedoria, ancestralidade, conhecimento, transmissão de saberes através dos mais velhos para os mais novos, dos diferentes entre si. Logo, dentro dessa perspectiva, TROCA-FOLHAS seria o processo de conhecimento, de troca entre as duas nações. Ensino, aprendizado e transmissão de saberes ancestrais expressos nas rezas, na dança, na indumentária, na invocação do ancestral, nas comidas, nos cantos, na medicina natural, nos toques dos tambores... A Nação Cabinda é uma tradição religiosa afro-brasileira que faz parte do conjunto das religiões de matriz africana. Originada principalmente do culto às divindades africanas trazidas pelos escravizados, esta nação preserva ritos e práticas de grupos étnicos da região de Cabinda, na África Central, hoje parte de Angola. No Brasil, a Nação Cabinda é uma das várias nações que influenciaram o desenvolvimento de religiões como o Candomblé, Umbanda, e Batuque. A Nação Angola é uma das tradições religiosas afro-brasileiras de maior destaque, com raízes nos povos Bantu, que vieram principalmente da região da atual Angola, Congo e outras áreas da África Central. No Brasil, a Nação Angola faz parte do Candomblé e também influencia outras religiões afro-brasileiras. A espiritualidade desta nação está centrada na adoração aos nkices (ou nkisis), que são divindades relacionadas aos elementos da natureza, à ancestralidade e às forças do universo. A Mística das Folhas ou cassila, na Nação Angola têm uma importância espiritual central, assim como em outras tradições afro-brasileiras. As folhas são vistas como veículos do axé (energia ou força vital), que é essencial para a manutenção e equilíbrio da vida espiritual, física e emocional. No E-book vamos descrever as funções e os significados espirituais das Folhas utilizadas nas casas religiosas. As práticas religiosas da Nação Cabinda no sul do Brasil, especialmente nas regiões do Rio Grande do Sul, como em Pelotas e Porto Alegre, possuem características singulares que derivam das tradições Bantu, mas com adaptações culturais ao longo do tempo. A Nação Cabinda, assim como outras nações afro-brasileiras, mantém uma forte ligação com os nkisis (divindades) e ancestrais, além de um profundo respeito pelos elementos naturais e pelo axé (energia vital). No sul do Brasil, o culto Cabinda se mistura com outras tradições afro-brasileiras, como o Batuque, criando uma rica variedade de práticas espirituais. No material que será produzido as características das práticas religiosas da nação Kabinda no Sul do Brasil serão detalhadas e disponibilizadas para a sociedade. As folhas e ervas têm um papel central nas práticas religiosas da Nação Cabinda. O uso das folhas, conhecido como kitombo, é considerado uma ciência espiritual e envolve a manipulação de diferentes plantas para limpeza, proteção, cura e fortalecimento espiritual. Banhos de ervas, defumações e oferendas de folhas são práticas comuns para limpar energias negativas, atrair prosperidade ou preparar o espaço sagrado para a invocação dos nkisis. O universo de possibilidades e conhecimento, que o Troca Folhas apresenta, nos anima, e incentiva que reconheçam sua importância, conquiste o patrocínios para as viagens, estadias, produção técnica do documentário entre outros recursos necessários para execução do encontro. Ganha o Brasil, ganha as religiões de matriz africana, ganha o resgata da cultura afrobrasileira e valoriza a religião tão atacada pelo preconceito e desconhecimento.

Especificação técnica

Detalhamento e programação do Encontro Troca Folhas O encontro Troca Folhas será realizado em dois momentos principais, reunindo casas de matriz africana das nações Angola e Cabinda, primeiro na cidade de Pelotas, RS, e depois em Belém do Pará. A proposta do evento é promover uma troca profunda de saberes, rituais e práticas religiosas entre essas comunidades, que apesar de distantes geograficamente, compartilham uma ancestralidade comum. A seguir, o detalhamento técnico do evento: 1. Estrutura e Duração - • Duração Total: 14 dias (7 dias em cada cidade)• Primeira Etapa: Município de Pelotas, RS • Local: Casa de matriz africana de Cabinda• Duração: 7 dias• Segunda Etapa: Belém, PA • Local: Casa de matriz africana de Angola • Duração: 7 dias 2. Participantes - • Sacerdotisas: Líderes espirituais das duas casas (uma de Angola e uma de Cabinda) que coordenarão as cerimônias e conduzirão as discussões.• Dirigentes e Filhos/as: Cada casa enviará 5 dirigentes e filhos/as, totalizando 10 participantes, incluindo as sacerdotisas. • Total de Participantes: 10 pessoas de todas as atividades. As oficinas com as sacedotisas e alguns rituais serão abertos para a comunidade e casas religiosas dos territórios. 3. Logística - • Viagem e Transporte: • Pelotas: Os participantes da casa de Angola viajarão para Pelotas, com transporte terrestre e aéreo, dependendo da origem dos membros. Pelotas tem um aeroporto pequeno, que depende das condições climáticas para pouso. Portanto os participantes vindos do Pará deverão ir para Porto Alegre e depois se deslocar de transporte rodoviário para Pelotas, caso não se consiga voos diretos. • Belém: Após o encontro em Pelotas, os participantes da casa de Cabinda viajarão para Belém. O transporte será organizado com antecedência, garantindo a chegada em segurança e dentro do cronograma. • Hospedagem e Alimentação: • Hospedagem: Os participantes serão recebidos nas casas de santo anfitriãs em cada cidade, ou em acomodações/ hospedagens próximas. Os participantes receberão diárias previstas para cubrir a hospedagem, alimentação e translados. • Alimentação: A alimentação durante os encontros seguirão os preceitos religiosos, com refeições preparadas de acordo com as tradições de cada casa. 4. Programação (7 dias em cada cidade) Etapa 1: Pelotas, RS - 1. Dia 1 – Acolhimento e Apresentação das Comunidades • Chegada das delegações e cerimônia de boas-vindas na casa de santo anfitriã. • Apresentação das lideranças e membros das duas comunidades. 2. Dia 2 – Introdução às Práticas de Cabinda • Oficina sobre a tradição religiosa de Cabinda: estrutura dos rituais, organização da casa e simbologia. • Ritos de plantio e colheita das ervas sagradas locais 3. Dia 3 – Rituais e Cerimônias de Cabinda • Demonstração dos ritos mais importantes, incluindo o uso das ervas sagradas nas cerimônias. • Reflexão sobre as particularidades da prática no Sul do Brasil. 4. Dia 4 – Troca de Saberes: Ervas e Axés • Discussão conjunta sobre as ervas utilizadas na casa de Cabinda e suas propriedades espirituais e medicinais. • Rituais em que são utilizadas essas ervas, seguidos por diálogos sobre o plantio e a colheita. 5. Dia 5 – Debate sobre Desafios Locais e Resistência • Discussão sobre os desafios sociais, preconceitos e intolerância religiosa enfrentados no Sul do Brasil. • Reflexão sobre as semelhanças e diferenças com os desafios enfrentados no Norte. 6. Dia 6 – Cerimônia de Confraternização • Celebração conjunta entre as duas comunidades, com trocas de oferendas e axés. • Apresentação cultural (danças e cânticos sagrados). 7. Dia 7 – Encerramento e Preparação para a Etapa em Belém • Encerramento com um rito especial de agradecimento e despedida. • Planejamento para a segunda fase do evento em Belém. Etapa 2: Belém, PA 1. Dia 1 – Acolhimento e Apresentação das Comunidades • Recepção das sacerdotisas e dirigentes de Cabinda na casa de Angola. • Cerimônia de boas-vindas e apresentação dos líderes espirituais. 2. Dia 2 – Introdução às Práticas de Angola • Oficina sobre a tradição religiosa de Angola: estrutura dos rituais e organização da casa. • Ritos de plantio e colheita das ervas sagradas do Norte. 3. Dia 3 – Rituais e Cerimônias de Angola • Demonstração dos principais ritos da casa de Angola, com ênfase no uso das ervas regionais. • Discussão sobre a relação entre as práticas do Norte e a geografia local. 4. Dia 4 – Troca de Saberes: Ervas e Axés • Oficina de troca de saberes sobre as ervas utilizadas nas cerimônias de Angola. • Comparação das propriedades espirituais e medicinais das ervas com as utilizadas no Sul. 5. Dia 5 – Debate sobre Desafios Locais e Resistência • Reflexão sobre os desafios enfrentados pela casa de Angola no Norte do Brasil, com ênfase na preservação da cultura e resistência. • Comparação com os desafios discutidos em Pelotas. 6. Dia 6 – Cerimônia de Confraternização • Celebração de encerramento das duas fases do evento, com troca de oferendas e axés entre as duas nações. • Apresentações culturais das tradições do Norte. 7. Dia 7 – Encerramento do Encontro • Encerramento com uma cerimônia de agradecimento e despedida das lideranças. • Reflexão conjunta sobre os aprendizados e impacto do encontro. 5. Oficinas Preparatórias • Antes do evento, serão realizadas oficinas preparatórias em cada comunidade, com o objetivo de planejar os detalhes da programação e alinhar os temas a serem discutidos durante o encontro. As oficinas permitirão que os participantes compartilhem expectativas e organizem a logística interna. 6. Documentação • Durante o encontro, será realizada a documentação audiovisual para a produção de um documentário, além de anotações para o relatório final e o e-book (ervanário). Essas atividades serão coordenadas por uma equipe designada para garantir o registro dos momentos-chave do evento. 7. Objetivos Principais • Fortalecer o intercâmbio cultural e espiritual entre as nações Angola e Cabinda. • Preservar e registrar os saberes tradicionais das casas de santo por meio de oficinas, documentário e e-book. • Promover a resistência frente aos desafios sociais e à intolerância religiosa, fortalecendo a identidade afro-brasileira. Detalhamento Técnico da Produção do Documentário: Troca Folhas O documentário Troca Folhas registrará o encontro histórico entre duas casas de matriz africana, uma localizada no Sul do Brasil (Pelotas, RS) e a outra no Norte (Belém, PA). Este filme buscará capturar não apenas as cerimônias e os rituais sagrados, mas também o contexto cultural, social e espiritual que une essas comunidades. A produção será realizada ao longo de duas etapas, cobrindo sete dias em cada cidade, e terá como objetivo promover o intercâmbio de saberes, a preservação da ancestralidade e a conscientização sobre as religiões afro-brasileiras. 1. Duração da Produção • Duração Total: 14 dias de filmagem (7 dias em Pelotas, 7 dias em Belém). • Pós-produção: 2 a 3 meses (edição, finalização de imagem, som, legendas e distribuição). 2. Equipe de Produção • Diretor(a): Responsável pela direção artística e narrativa do documentário, assegurando que o conteúdo seja fiel às tradições e ao propósito do evento. • Produtor(a): Coordenará a logística da produção, garantindo que as filmagens ocorram conforme o cronograma em ambas as cidades;captação de imagens, incluindo as cerimônias religiosas, entrevistas e paisagens naturais, garantindo uma estética que valorize a espiritualidade do encontro.

Acessibilidade

Para garantir a acessibilidade física e de conteúdo do Encontro Troca Folhas, e dos produtos que serão gerados como o documentário, folderes, oficinas, elaboração de relatórios e do E-book do Ervanário, é importante considerar diferentes necessidades. Aqui está uma lista detalhada: 1. Acessibilidade Física: Os ambientes das Casas Religiosas devem passar por uma fiscalizaçáo e adequações necessárias qto: • Rampa de acesso: Se as casas tiverem degraus, vamos garantir que haja rampas com inclinação adequada para pessoas com mobilidade reduzida ou que utilizem cadeiras de rodas. • Banheiros acessíveis: Disponibilizaremos banheiros adaptados com barras de apoio e espaço suficiente para a circulação de cadeiras de rodas. • Assentos preferenciais: Reservaremos áreas para pessoas com mobilidade reduzida, idosos e gestantes, com assentos confortáveis e de fácil acesso. • Estacionamento: Reservaremos vagas de estacionamento próximas à entrada para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. • Circulação ampla: Garantiremos que corredores e espaços de circulação sejam largos o suficiente para acomodar cadeiras de rodas e outros dispositivos de mobilidade. Na compra das passagens, também vamos observações os aspectos de acessibilidade, caso haja necessidade. 2. Acessibilidade de Conteúdo: • Legenda no documentário: Disponibilizaremos legendas para pessoas com deficiência auditiva. • Interpretação em Libras: Ofereceremos intérpretes de Libras durante as falas e apresentações, incluindo nas oficinas. • Audiodescrição: Para o documentário, incluir audiodescrição para pessoas com deficiência visual. • Material em braile e ampliado: Forneceremos versões dos relatórios e materiais das oficinas em braile ou com letras ampliadas para pessoas com deficiência visual. • Tradução para linguagem simples: Disponibilizaremos materiais e explicações em linguagem simples e acessível para pessoas com deficiência intelectual. • Suporte digital: Ofereceremos a opção de acessar materiais em formato digital, compatível com leitores de tela e ferramentas de acessibilidade. 3. Ambiente Inclusivo: • Iluminação adequada: Vamos nos certificar que os ambientes sejam bem iluminados, evitando áreas com sombra que possam dificultar a locomoção e a visualização para pessoas com deficiência visual ou baixa visão. • Som e acústica: Garantiremos que o som seja claro e com volume adequado. Se possível, usaremos microfones e caixas de som de qualidade para que todos consigam ouvir as palestras e o documentário. • Locução clara e pausada: Os palestrantes devem falar de maneira clara e pausada, para facilitar a compreensão, especialmente para pessoas com deficiência auditiva que utilizam leitura labial. 4. Tecnologias Assistivas: • Amplificadores de som pessoal: Disponibilizaremos, se necessário, amplificadores de som para pessoas com deficiência auditiva que não utilizam aparelhos auditivos. • Suporte para dispositivos móveis: Ofereceremos rede Wi-Fi para que participantes com deficiência possam utilizar aplicativos de acessibilidade em seus dispositivos móveis, como leitores de tela e tradutores automáticos. Essa lista cobre vários aspectos da acessibilidade, promovendo um ambiente inclusivo e garantindo que o encontro seja acessível a todos os participantes.

Democratização do acesso

Para democratizar o acesso, a distribuição e a comercialização dos produtos da proposta do encontro religioso Troca Folhas (como o documentário, relatórios ou produtos das oficinas), vamos adotar estratégias que tornem esses produtos acessíveis a uma ampla variedade de pessoas, considerando diferentes perfis econômicos, sociais e tecnológicos. Aqui estão algumas formas de fazer isso: 1. Distribuição Multicanal • Presencial: Oferecer os produtos de forma física durante o evento, com distribuição gratuita ou a preços acessíveis. • Plataformas Online: Disponibilizar os materiais digitais (documentos, vídeos, relatórios) em plataformas de fácil acesso, como websites, redes sociais, e aplicativos de mensagens (WhatsApp, Telegram, etc.). • Aplicativos de Streaming: Se for possível, hospedar o documentário ou gravações das oficinas em plataformas de streaming gratuitas como YouTube ou Vimeo, para que o conteúdo chegue a mais pessoas. • Feiras e eventos comunitários: Criar parcerias com eventos locais (como feiras, encontros comunitários e religiosos) para distribuir os produtos em locais frequentados por diferentes públicos. 2. Acessibilidade Econômica • Modelos de preço justo: Definir um preço justo para os produtos, baseado no custo de produção e distribuição, mas acessível à comunidade-alvo. Considerando descontos ou gratuidade para grupos vulneráveis. • Venda de produtos subsidiados: Buscaremos parcerias com empresas locais, ONGs ou até órgãos públicos que possam subsidiar ou patrocinar a produção dos materiais, reduzindo o preço para o consumidor final. • Venda com base em doações: Oferecer a possibilidade de pagamento por meio de doações voluntárias, permitindo que quem puder contribuir mais ajude a cobrir os custos dos que não podem. 3. Acesso Descentralizado • Parcerias com pontos de distribuição comunitários: Utilizar outros Centros Espiritas, escolas, centros comunitários e bibliotecas públicas como pontos de distribuição física dos materiais e produtos. • Comércio local: Estabelecer parcerias com pequenos comércios locais para vender ou distribuir os produtos, especialmente em bairros menos atendidos ou com menor acesso digital. • Venda itinerante: Criar uma iniciativa de distribuição itinerante, levando os produtos a diferentes bairros e comunidades que não têm fácil acesso ao centro da cidade ou aos locais de venda convencionais. 4. Acessibilidade Digital e Inclusão Tecnológica • Conteúdos em diferentes formatos: Oferecer os materiais em formatos variados (PDF, ePub, vídeos, áudios), permitindo que o público escolha o mais adequado às suas condições tecnológicas e de acessibilidade. • Páginas de fácil navegação: Criar uma plataforma de distribuição digital acessível, com navegação intuitiva e compatível com diferentes tipos de dispositivos e velocidades de internet. • Acesso offline: Fornecer uma opção de download dos materiais para acesso offline, permitindo que pessoas com conexão limitada possam usufruir do conteúdo. 5. Marketing Inclusivo • Divulgação em múltiplos meios: Utilizar diferentes canais de comunicação para divulgar os produtos e as formas de acesso (rádio comunitária, grupos de WhatsApp, cartazes e comércios locais, redes sociais). • Incentivar o boca a boca: Motivar a comunidade a compartilhar as informações sobre os produtos e a proposta, para que o acesso se amplie de forma orgânica. 6. Educação para o Consumo e Sustentabilidade • Oficinas de formação e capacitação: Durante as oficinas propostas utilizar ou reaplicar os produtos de forma sustentável, estimulando a economia.

Ficha técnica

1 - Coordenação geral: Deverá primar para que os Objetivos do Encontro sejam contemplados em todas as etapas, mantendo bem definido o tema e seu propósito, orientando todas as atividades e comunicações, determinando prazos e aprovação das tarefas junto aos envolvidos. Agendar reuniões com os principais líderes para alinhar as expectativas e os objetivos do encontro. Estudar e compreensão das tradições, rituais e contextos históricos das casas envolvidas, garantindo uma abordagem respeitosa e embasada. Isso inclui a pesquisa sobre as divindades (orixás, voduns, inquices) e práticas específicas de cada região. Formar de Equipes de Trabalho, definindo responsáveis por diferentes áreas (logística, alimentação, palestras, atividades recreativas, comunicação, acolhimento).Providenciar oficinas preparatórias com orientações específicas, para os coordenadores de cada equipe, garantindo que todos saibam suas responsabilidades. Manter contato frequente com os líderes de cada equipe, supervisionando o progresso e oferecendo suporte quando necessário. Planejar o cronograma geral, detalhando todas as etapas da pré produção, produção e pós produção do encontro, incluindo prazos para reserva de local, contratações, compra de materiais e outros detalhes logísticos. Estabelecer datas de reuniões regulares, com todas as equipes, para acompanhar o andamento das atividades e resolver problemas que podem surgir. Captar recursos, estimar custos com base nas necessidades do encontro, como aluguel de espaço, alimentação, material gráfico, som e iluminação, produção gráfica e de audivisual. Coordenar campanhas de arrecadação de fundos, como vendas de rifas, doações e patrocínios, além de negociar valores com fornecedores e parceiros, caso não sejamos contemplados neste edital. Garantir que todas as despesas sejam devidamente documentadas, e que a prestação de contas seja feita de forma transparente. 2 - Equipe técnica: A equipe técnica deve atuar como um elo entre as duas casas, assegurando que ambas se sintam representadas e que suas necessidades culturais e espirituais sejam respeitadas. Agendar e conduzir as reuniões regulares com as lideranças das casas e com as equipes locais de apoio, discutindo desde os aspectos práticos até os cerimoniais. Contratar e coordenar os profissionais para registrar o evento (vídeos, fotos e áudios), garantindo a preservação das práticas tradicionais e documentando o encontro como parte de um acervo histórico e cultural. Organizar o local do encontro e cuidar de toda a logística necessária, como transporte, acomodação, sinalização do evento, limpeza e segurança. Cuidar dos detalhes técnicos, como instalação de som, iluminação, projetores e outros equipamentos necessários. Organizar o transporte dos participantes e convidados de ambas as casas, considerando voos, traslados, e outras necessidades de viagem. Garantir que haja um planejamento para a acomodação adequada dos participantes, levando em conta questões culturais e espirituais, como proximidade dos espaços de culto. Preparar o local do evento, incluindo a reserva de espaços para confraternizações. Verificar a necessidade de itens específicos para os rituais e garantir que o espaço seja adequado e respeitoso em termos de estrutura e ambiente. Organizar cardápios que respeitem as tradições culinárias das casas de matriz africana, observando restrições religiosas e preferências culturais, bem como a organização de refeições nos dias do evento. Realizar uma avaliação pós-evento com as lideranças das casas e com os participantes, identificando pontos positivos e áreas de melhoria para futuros encontros. Produzir de um relatório final com todos os resultados alcançados, tanto do ponto de vista cultural e social quanto financeiro. O relatório deve destacar o impacto do evento na promoção das culturas de matriz africana e nas comunidades envolvidas. 3 - Equipe de comunição e mídias: Criar um plano de comunicação e divulgação, utilizando diferentes canais (redes sociais, cartazes, e-mails, anúncios e rádio local) para garantir que o público acompanhe o encontro. Deve organizar de apresentações culturais, como danças, músicas e rodas de conversa, que promovam a troca de saberes e práticas entre as casas. Coordenar a logística dessas apresentações, garantindo a participação de membros de ambas as casas em atividades conjuntas. Criar cartazes e material informativo que explique aos participantes o objetivo do encontro, a história das casas envolvidas e a relevância das tradições afro-brasileiras. Preparar os cerimônias religiosas e rituais que serão realizados durante o encontro, garantindo que todas as práticas sejam respeitadas, com o suporte de babalorixás, ialorixás, e outros sacerdotes e sacerdotisas. Planejar e executar a campanha de divulgação do evento, utilizando mídias sociais, imprensa local e regional, rádios comunitárias e canais digitais para atrair participantes, simpatizantes e estudiosos das religiões de matriz africana. Desenvolver materiais de comunicação para a imprensa, incluindo releases, entrevistas com os líderes das casas, e organização de coletivas de imprensa se necessário. Estabelecer diálogo com a comunidade local (no Norte e no Sul) e outros atores sociais interessados, promovendo ações de conscientização e valorização da cultura afro-brasileira. Formatar toda a produção gráfica e o relatório final. Acompanhar a produção do documentário, orientando e disponibilizando espaços, assessorios e informações necessárias. 4 - Equipe de produção audiovisual: Será contratada para acompanhar as etapas do encontro, construir um roteiro, fotográfias, imagens, gravação, legendas e demais componentes de produção de audiovisual do documentário do encontro Troca Folhas. 5 - Equipe contabil e jurídica: Manterão a transparência e a legalidade jurídica dos contratos de terceiros. A contadora cuidará do controle de gastos apresentando os balancetes mensais e balanço final, declarando todos os recursos captados para a realização da encontro.

Providência

Periodo para captação de recursos encerrado.