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A presente proposta é para a circulação do espetáculo "Não fossem as sílabas do sábado", que cumpriu temporada de sucesso em São Paulo, pelo interior paulista, serão ao todo 18 apresentações, sendo 2 por cidade nos munícipios de Limeira, Campinas, Jundiai, Piracicaba, Paulinia, Atibaia, Bragança Paulista, Indaiatuba e Rio Claro.
E se? Ana: [SÁ] Se não quiséssemos engravidar. Se não quiséssemos engravidar e por isso tivéssemos comprado o apartamento da outra rua, de um dormitório. Se eu não gostasse da ventilação cruzada ou então tivéssemos dinheiro para comprar um daqueles apartamentos de janela de brise que não comportam a passagem de um vizinho suicida. Se eu não estivesse grávida e por isso não tivesse saído animada do exame, pensando no quadro. Se na viagem não tivéssemos achado a loja do pôster, se a loja do poster não aceitasse cartão. Se não tivéssemos feito a viagem do poster. Se eu não tivesse apressado o André para me alcançar e levar o pôster que era finalmente um quadro. Se o porteiro tivesse puxado qualquer assunto, na saída da portaria. Ou se o porteiro não tivesse puxado o assunto que talvez tenha puxado: - seu André, chegou aquela revista. - Oi? - Aquela revista, quer pegar? - Ah, na volta eu pego. Se eu tivesse aguentado o quadro, feito mais força, pedido ajuda a qualquer um na rua. [BA] Se a Madalena não tivesse escolhido aquele prédio. Se ela não tivesse escolhido o Miguel e casado com ele. Se tivesse dito a ele que tudo ia ficar bem e que poderiam fazer alguma viagem, que o mundo não precisava ser compreendido, que ele podia viver como fazem os elefantes, com alguma sabedoria, mas também com certo conformismo. Na minha cabeça não suicida é sempre possível convencer alguém a viver mais algumas horas pra comer uma mousse de chocolate com avelã. Se ela tivesse falado a palavra. Se ele tivesse ouvido. Se ela tivesse tentado. Se a Madalena não existisse. Se o assassino morre junto é preciso punir depressa qualquer outro culpado, senão fica em nós. [DO] O tempo que o Miguel levou para atingir o André é o tempo de uma criança dizer sábado. Uma criança pequena em qualquer dos outros andares do prédio aprendendo a dizer que é sábado, fala mais alto e prolongado o primeiro A, demora-se, e então deixa cair a palavra no segundo A, depois estala no DO. Sá-ba-do. Quando a criança termina de dizer sábado os dois explodem. (som de sirene)
O espetáculo Não fossem as sílabas do sábado, é uma adaptação do livro homônimo, de autoria da escritora paulista finalista dos Prêmios Jabuti e São Paulo, Mariana Salomão Carrara, lançado pela editora Todavia em 2022. O romance ganhará sua primeira adaptação para os palcos através das palavras dramatúrgicas da escritora, dramaturga e poetisa Liana Ferraz, é dirigida por Joana Dória e conta com as artistas Carol Vidotti e Fábia Mirassos no elenco. Com duraça~o total de 06 meses, o projeto propõe 18 apresentações com preços populares em teatros do interior paulista, todas com interpretação em LIBRAS.
Era uma manhã de sábado, Ana, da loja de molduras, liga para André, seu marido, pedindo ajuda para carregar o quadro do postêr do filme favorito deles, pois era impossível levar sozinha até à casa. A loja ficava pertinho, ele chegaria num instante.... A partir de quanto tempo o atraso de alguém começa a ser suspeito? André nunca chegou. Uma morte estúpida e ridícula ligada à outra morte, de Miguel (marido de Madalena), que ao pular da janela de seu apartamento caiu em cima do marido de Ana. Não fossem as sílabas de sábado, escrito pela autora e defensora pública Mariana Salomão Carrara, foi lançado pela editora Todavia em junho de 2022, e traz a história de Ana e Madalena, duas mulheres que restaram desse absurdo e trágico acidente. A adaptação da obra para os palcos vem como disparador de uma pesquisa sobre temas universais, como vida e impermanência, memória e apagamento, maternidade e depressão, resistência e recomeços. Tudo sob uma perspectiva feminina. Por isso essa escritora, Mariana, que tem como eixos principais de seus livros o medo/ódio da morte e fortes laços de amizade entre mulheres. Por isso outra escritora, Liana Ferraz, que trabalha fortemente a questão do luto em seu romance, Um prefácio para Olívia Guerra (lançado em julho de 2023 pela editora Harper Collins) e assume a instigante adaptação dramatúrgica nesse projeto. Por isso Joana Dória, artista encenadora que já se lançou em trabalhos a partir da intersecção entre teatro e literatura e aqui assina a direção do espetáculo. Por isso duas artistas que já trabalham juntas desde de 2020, Carol Vidotti e Fábia Mirassos, entram em cena, juntas, para contar essa história, acima de tudo, de amizade. Por isso outras artistas criadoras e propositivas, Vic von Poser, Cynthia Monteiro, Érika Grizendi e Nina Giovelli, somam-se à ficha técnica nas funções de projeção, mapping, iluminação, figurino e direção de movimento. Queremos falar sobre nós. Queremos falar sobre nós, mulheres, em um cenário que não é de fomento à rivalidade. Queremos trazer protagonistas femininas à cena. Por muitos anos, a figura feminina ocupava lugares secundários em histórias narradas por homens, e quase sempre ligadas à relacionamentos românticos. No livro, Mariana Salomão Carrara, tira os homens de cena na primeira cena. Com essa peça também queremos tratar sobre a primazia esperada do romântico versus a solidão feminina ao trazer a amizade entre essas mulheres como construção de uma entidade familiar, expandindo o entendimento e os significados do conceito família. Detalhamos nos itens Concepção de Dramaturgia e Concepção de Encenação os caminhos que percorreremos para a edificação dessa obra. Para além dos pontos relevantes abordados com a peça, nos parece importante trazer ao público uma adaptação de uma obra literária, instigando e incentivando as pessoas a tornar o ato de ler, acima de um hábito, uma prática social, significativa para qualquer sociedade. Virginia Woolf em seu "Um teto todo seu" de 1928 levanta esse questionamento: "Pense num "gato sem rabo". Na estranheza que ele exala. No meio de outros gatos, ele parece suspeito. Um tipo que não se pode confiar. Não se sabe como reagir a ele. Talvez ele não seja propriamente um "gato". Pois bem, coloque no lugar do gato uma mulher e a situe no século XXI. Como se pode ver, o gato sem rabo já circula entre os outros gatos, mas quando ousa falar, precisa de argumentos consideravelmente mais contundentes. Quando exige a posse do próprio corpo, julgam-no imoral, pois certas vidas valem mais do que outras. Quando afirma que os filhos ou a casa são de igual responsabilidade para ambos os pais, consideram-no histérico. Digamos que esse pobre animal padece de falta de legitimidade. Em meio aos outros gatos ele ainda é inferior e incapaz. Claro que faz coisas, mas não tão bem. Decerto ele ainda vai precisar de mais ou menos um século para provar que a "falta de rabo" não é um defeito e por isso mesmo não pode ser definida como "falta". A ausência de rabo não faz dele "menos gato". Ele segue sendo um gato. Que importa se tem ou não rabo?". Inspiradas por essa fala, somamos às ações deste projeto um bate-papo gratuito sobre mulheres na literatura com as escritoras Liana Ferraz e Mariana Salomão Carrara.
não se aplica
não se aplica
Os teatros que serão escolhidos para a apresentação do espetáculo, deverão atender toda a norma de acessibilidade e as exigências da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, promulgada pelo Decreto no 6.949, de 25 de agosto de 2009 de forma a garantir, priorizar e facilitar o livre acesso de idosos e portadores de necessidades especiais e mobilidade reduzida, garantindo o pleno exercício de seus direitos culturais. O Teatro também terá que atender ao disposto no art. 27, inciso II, do Decreto 5.761/06, que diz “proporcionar condições de acessibilidade a pessoas idosas”, nos termos do art. 23, da Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003, e portadoras de deficiência, conforme o disposto no art. 46, do Decreto 3298, de 20 de dezembro de 1999”. A acessibilidade faz hoje parte das condições essenciais para o desenvolvimento e inclusão social. Todas as sessões contarão com intérprete em libras durante a temporada toda a circulação. Conforme a Lei nº 13.146, de 2015 e Decreto nº 9.404, de 2018, prevemos para todo o público as seguintes medidas: ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS Acessibilidade física: A garantia de que todo e qualquer espaço por onde o espetáculo passar, terá que obrigatoriamente estar equipado com rampas de acesso, lugares para cadeirantes, e outras medidas obrigatórias que permitam o acesso de pessoas com mobilidade reduzida. Acessibilidade para deficientes auditivo: Todas as sessões terá intérprete de libras.
Os ingressos serão distribuídos da seguinte forma: 20% dos ingressos serão DOADOS exclusivamente para instituições de caráter social e educativo. 10% dos ingressos serão distribuídos GRATUITAMENTE aos patrocinadores 10% dos ingressos serão distribuídos GRATUITAMENTE para a divulgação; 20% dos ingressos serão VENDIDOS A PREÇOS POPULARES 40% dos ingressos serão comercializados livremente pelo proponente ***CONFORME ESPECIFICADO NO PLANO DE DISTRIBUIÇÃO. - Outras medidas de distribuição de acesso: V - realizar gratuitamente 2 oficinas de roteiro
Direção: Joana DóriaElenco e direção de produção: Carol VidottiElenco e visagismo: Fábia MirassosDireção de movimento: Nina GiovelliTrilha Sonora: Pedro SemeghiniCenografia: Andreas GuimarãesFigurino: Érika GrizendiProjeções e mapping: Vic Von PoserAutora: Mariana Salomão CarraraIluminação: Henrique AndradeDireção de Produção: Marisa Riccitelli Sant’ana e Rachel BrumanaProdução executiva: Dani Correia, Luiza Alves e Paula MalfattiAssistente de produção: Beatriz FalleirosGestão: Associação SÙ de Cultura e Educação
PROJETO ARQUIVADO.