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PRONAC 2410937Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

DEIXEMOS DE SER TURISTAS - ESPETACULO TEATRAL

VANISE SUSANE CARNEIRO
Solicitado
R$ 680,5 mil
Aprovado
R$ 680,5 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
24

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2025-02-01
Término
2025-09-30
Locais de realização (1)
São Paulo São Paulo

Resumo

Deixemos de ser turistas é um projeto que prevê criação , montagem e temporada de apresentações de espetáculo teatral com o texto inédito, no Brasil, de Josep Maria Miró, um dos mais importantes dramaturgos espanhóis contemporâneos, que possui textos traduzidos para mais de 20 idiomas. A Montagem terá direção de Yara de Novaes e traz no elenco Cleide Queiroz, Vanise Carneiro, Maria Fanchin, Paulo Azevedo e Felipe de Paula e uma grande equipe de profissionais experientes de São Paulo. O projeto prevê 15 apresentações , além deensaios abertos com bate-papo, uma oficina de atuação e produção teatral e um debate sobre dramaturgia ibero-americana contemporânea.

Sinopse

O espetáculo teatral “Deixemos de ser turistas” prevê a tradução, criação, montagem e temporada, do texto inédito no Brasil, do conceituado escritor Josep Maria Miró, Um casal de Barcelona de férias em Foz de Iguaçu, próximo a Tríplice Fronteira entre Argentina, Brasil e Paraguai, conhece um jovem viajante solitário, que se une a eles em uma das rotas turísticas. Esse encontro será o gatilho que irá mudar toda a viagem. Na manhã seguinte, após uma discussão, o homem descobre que sua esposa saiu do hotel e foi para a Argentina. Logo, ele também sairá de viagem. Os dois farão, cada um a seu tempo, uma jornada em busca de compreender um episódio doloroso em suas vidas. Aquilo que não conseguem verbalizar entre eles. É no encontro com outros personagens que se deparam no caminho que irão elaborar o luto pelo filho desaparecido. Josep Maria Miró é um dos mais importantes dramaturgos espanhóis contemporâneos, que possui textos traduzidos para mais de 20 idiomas. A Montagem terá direção de Yara de Novaes e traz no elenco Cleide Queiroz, Vanise Carneiro, Maria Fanchin, Paulo Azevedo e Felipe de Paula e uma grande equipe de profissionais experientes de São Paulo. O projeto prevê 15 apresentações, além de ensaios abertos com bate-papo, uma oficina de atuação e produção teatral e um debate sobre dramaturgia ibero-americana contemporânea. Público-alvo: jovens e adultos a partir de 16 anos. SOBRE A HISTÓRIA A história acontece através da trajetória de um casal que faz uma viagem, física e interior, individualmente, cada um a seu tempo, para entender o que aconteceu com seu filho e poder elaborar o luto. Nesse caminho eles se deparam com diferentes personagens que trazem nuances de desejos, medos, alegrias, sonhos, culpas, enriquecendo a compreensão das buscas e escolhas de cada um. Esses outros personagens trazem também humor e leveza para a história, pois apresentam características inusitadas, como a camareira filósofa que tem uma memória infinita, a guia turística que confunde esquerda e direita, o motorista que para o ônibus no meio do nada para tomar um mate ou o sacerdote caçador de OVNIs. Ao se deparar com mundos tão diversos, os protagonistas podem ter um vislumbre da impossibilidade de entender e aceitar a necessidade do caminho escolhido pelo filho perdido.A história é situada em uma tríplice fronteira – Brasil, Argentina e Paraguai. Nesse percurso vivido pelas personagens é preciso cruzar a fronteira. Ir a lugares desconhecidos. Ao colocar essas fronteiras físicas no texto o autor nos presenteia com uma bela metáfora que nos permite criar novos entendimentos. Os personagens precisam vencer suas próprias resistências, ter a coragem de ir até o outro, diferente de si e tentar se colocar no seu lugar. O que acontece do outro lado da fronteira? Se mesmo com aqueles que se tem mais intimidade é tão difícil expressar os verdadeiros sentimentos, que grande desafio é ir além. Porém, para seguir viagem, é preciso correr riscos, confiar no outro. Viajamos por uma América do Sul cheia de resquícios de anos de ditadura, medo e pobreza.É em meio a esse cenário que acontecem os encontros de maior solidariedade. Ao final, a personagem TIA, que representa o terceiro país, Paraguai, talvez o mais pobre, dilacerado pelos outros dois em uma guerra. Esta mulher, representada no espetáculo por uma atriz negra de mais de 80 anos, relata todas as violências sofridas que a fizeram abandonar sua terra. Assédios naturalizados, uso indevido da autoridade, da força, coação, perseguição. Essa mulher se converte em alguém que acolhe refugiados, especialmente meninas e mulheres que buscam apoio e abrigo. São latino-americanas sequestradas pelo tráfico sexual nos regimes totalitários.Uma realidade que infelizmente segue precisando ser denunciada, pois se repete aqui e em vários países da América do Sul.

Objetivos

OBJETIVO GERAL O projeto "Deixemos de ser turistas" prevê tradução, montagem e temporadas do texto original "Olvidémonos de ser turistas" de Josep Maria Miró, um dos principaisdramaturgos espanhóis contemporâneos, texto este, inédito no Brasil. A montagem tem direção de Yara de Novaes e reúne os atores Cleide Queiroz, Maria Fanchin, Vanise Carneiro,Paulo Azevedo e Felipe de Paula no elenco. Com a peça, propomos a reflexão sobre temas essenciais hoje e sempre. No texto, um casal busca refazer o caminho do filho morto, compreender as suas escolhas e, talvez, com isso, elaborar sua morte. Durante esta jornada, eles passam por uma transformação que os faz rever sua relação, sua vida e suas próprias escolhas. Ao buscar as razões do filho, eles se deparam com as próprias questões e saem profundamente transformados. A peça é também um mergulho na América Latina profunda. Em determinado momento revelam-se as condições das meninas e mulheres latinos americanas que são sequestradas pelo tráfico sexual nos regimes totalitários. Uma realidade infelizmente ainda muito presente nos países de terceiro mundo.Idealizado por um coletivo de artistas mulheres, o projeto busca fortalecer e dar continuidade às suas pesquisas artísticas de criação em teatro e contará com a colaboração de artistas relevantes na cena teatral brasileira. OBJETIVO ESPECÍFICO Criar, produzir e realizar 15 apresentações do espetáculo teatral inédito "Deixemos de ser turistas"; - Realizar 2 (dois) ensaios abertos gratuitos, fortalecendo a formação de publico e ampliando o compartilhamento de culturas; - Promover um bate-papo sobre dramaturgia contemporânea (DRAMATURGIA IBEROAMERICANA CONTEMPORÂNEA EM PAUTA), com dramaturgas(os),pesquisadoras(os), diretoras(os) e/ou tradutoras(os) convidadas(os), com foco em textos latinos, traçando paralelos entre os novos nomes da dramaturgia, estimulando o debate sobre as temáticas da atualidade, o intercâmbio e a divulgação de textos e autores. - Disponibilizar o bate-papo "DRAMATURGIA IBEROAMERICANA CONTEMPORÂNEA EM PAUTA" em canal aberto na internet (youtube ou outro). - Promover a oficina gratuita e presencial "Caminhos para atuação teatral", contribuindo para o desenvolvimento profissional de estudantes e artistas de diferentes áreas da cidade de São Paulo. - Democratizar o acesso à arte através de temporada em teatro com acessibilidade a pessoas com mobilidade reduzida e em todas as sessões com tradução em LIBRAS; - Temporada com ingressos a preços populares; meia entrada para idosos, portadores de deficiência, estudantes, professores e classe artística e cota de convites para escolas da rede pública. - Valorizar os profissionais da arte com oportunidade de trabalho, envolvendo dezenas de artistas, técnicos, produtores e comunicadores, contribuindo para distribuição de renda e economia criativa no país.

Justificativa

O teatro é reconhecido como uma das manifestações artísticas que promove o intercambio de linguagens e culturas entre os povos, independente de nível socioeconômico, cultural, religioso, ideológico, sem preocupação de fronteiras e de raças. Fomentar essa importante linguagem popular, de expressão artístico-cultural é um dever de estado, pois além de incentivar a criatividade e manifestação popular, investe em um nicho de grande importância na cadeia produtiva cultural, que gera centenas de milhares de postos de trabalhos em todo o país, extensivo a outros países, quando esses projetos incentivados circulam por intermédio dessa importante Lei de incentivo a cultura. A montagem de um espetáculo inédito, bem como uma temporada, só será possível com a viabilidade desta lei, por intermédio do aporte de empresas que acreditam no desenvolvimento de seu povo, por meio da cultura e educação. Nosso projeto, além de fomentar a cultura por intermédio de um intercambio entre artistas brasileiros e um autor espanhol consagrado, permitirá uma profunda reflexão de temas emblemáticos, despertando a atenção da sociedade e contribuindo para o aperfeiçoamento humano e crescimento pessoal. Ressaltamos que este projeto de espetáculo inédito, com os temas abordados no texto, vai de encontro aos incisos do Art. 1º da Lei 8313/91, especialmente nos itens: I - Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - Salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - Preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VII - Desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; VIII - Estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - Priorizar o produto cultural originário do País. Este projeto, vai de encontro também com os objetivos do Art. 3º, inciso II _ (fomento à produção cultural e artística, mediante), em seu item: e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres (pois trata-se de um espetáculo de artes cênicas). Destacamos que a importância dessa Lei de Incentivo e fomento a cultura para trazer um texto desse artista renomado (Josep Maria Miró), é imensa, pois o artista já teve textos traduzidos em mais de 20 idiomas e, além da Espanha, houve produções e leituras em vários países, incluindo Argentina, México, Reino Unido, França, Itália, Estados Unidos Estados Unidos, Canadá, Chipre, Grécia, Alemanha, Rússia, Croácia, Bulgária, Brasil, Uruguai, Cuba, Peru, Equador, Paraguai e Porto Rico. Josep é membro da Comissão de Leitura do Teatro Nacional da Catalunha (TNC). Josep Maria Miró foi premiado por suas obras, incluindo com o consagrado "Premi Born". Dentre seus textos famosos e reconhecidos internacionalmente, destacamos "La travesía" (2015), "Umbrío" (2014), "Rasgar la Tierra" (2013), "Humo" (2012), "Nerium Park" (2012), "El principio de Arquímedes" (2011), "Gang Bang (Abierto hasta la hora del Angelus)" (2010/2011), "La mujer que perdía todos los aviones" (2009), "Una historia contada al revés" (2009), "La mujer y el debutante" (2008), entre outras.

Estratégia de execução

Gostaríamos de incluir neste campo, a importância desta montagem inédita, no que se refere a temática e relevância no contexto atual. Vivemos numa sociedade que busca, e por vezes exige, estarmos permanentemente felizes, mesmo que de forma artificial. Cria fantasias de que é possível viver só de prazer e alegria, numa tentativa de negar as contradições, esconder as dores, a tristeza e as frustrações inerentes do universo humano.Paralelamente, somos bombardeados com noticiários dissecando violências, crimes e tragédias humanas, gerando medo e ansiedade e nos levando ao consumo generalizado para o pretenso bem estar. Com tantos referenciais contraditórios, ficamos muitas vezes perdidos, sem saber como lidar com os sentimentos, nos julgando inadequados e sem ter desenvolvido um repertório, um hábito cultural que nos ajude a preservar a saúde mental e emocional.Ao negarmos transitar pelo espectro de nossas emoções nos tornamos cada vez mais superficiais. Tentamos passar pela vida como “turistas”, apenas usufruindo dos bens de consumo e da beleza da natureza. Basta vermos a ostentação de felicidade constante nas redes sociais. Quem nunca se perguntou se seria o único com problemas ou desânimo?Quantas vezes temos dificuldade em pedir ajuda, em assumirmos quando não estamos bem e precisamos do outro? Deixemos de ser turistas é um chamado para abraçarmos a complexidade da vida e vivermos com coragem e verdade. O texto abrange tanto o universo pessoal quanto coletivo, toca em temas sociais contemporâneos de fundamental importância e nos faz refletir sobre a finitude e a transitoriedade de nossos contextos, além de nos convidar a ampliar as perspectivas sobre as situações que nos cercam. Ao nos identificarmos com os desejos e dores dos personagens, refletimos sobre quem somos e para onde estamos indo e ampliamos as possibilidades dos pontos de vista. Sempre existe mais de um ponto de vista sobre aquilo que tomamos como fato ou verdade... E, na maioria das vezes, não conseguimos preencher todas as lacunas que poderiam apontar uma conclusão sobre as histórias. Dentre os temas abordados na obra, está o luto e a dificuldade de lidar com as perdas. Tema importante de ser visitado hoje no mundo pós pandêmico, em que ainda estamos assimilando uma nova realidade após tantas mortes. O que é perder um ente querido? E o que é perder alguém que está distante e não saber exatamente o que aconteceu com ele, nem mesmo porque ele se afastou? Como encarar todas as fases do luto necessárias para abraçar o novo contexto das relações e consigo mesmo? E quando são os pais que perderam um filho, invertendo o que seria a ordem natural de vida? Como encarar e falar sobre as perdas em uma sociedade ocidental tão desconectada da consciência de finitude e a transitoriedade neste mundo?A temática do luto é trazida no texto com muita sensibilidade e, paradoxalmente, com humor. Nesta jornada em busca dos fatos e de si mesmos, os personagens enfrentam a dificuldade em expressar-se e aceitar uma nova realidade. Com isso, redescobrem a importância dos encontros, que transformam e fazem ver as coisas sob outras óticas.A peça pode ser considerada uma espécie de "road movie" e a cada cena, um novo encontro e um novo personagem revelam um fragmento da história e nos estimulam a querer ir montando o quebra-cabeça, até que, por fim, o desfecho deixa de ser relevante e o caminhar se torna o que mais importa. A estrada percorrida, o luto desbravado e a revelação do outro se tornam o verdadeiro sentido da viagem. Proposta de Encenação “Diga-me, são felizes, as pessoas do outro lado da fronteira?” Deixemos de ser turistas tem como principal inspiração os "Road movies" ou Filmes de estrada, um subgênero da sétima arte. Ligados à ideia de liberdade e de plot twists inesperados, suas histórias giram em torno de uma jornada. É um formato que pode ser encontrado em romances literários, curta-metragens e no cinema e temos nessa categoria histórias clássicas e icônicas como a A Odisséia de Homero. Road Movies costumam ter um foco especial no desenvolvimento de uma ou várias personagens pela viagem que fazem. É uma história de auto descobrimento ao mesmo tempo que é uma história de jornada. No caso de Deixemos de ser turistas, a jornada a ser percorrida é do casal Carme e Martí, que em férias na fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai, partem, cada um a seu tempo, em busca de entender o que aconteceu com seu filho, elaborando o processo de luto. Assim como nos "Road movies", o que percebemos no decorrer da peça é que o mais importante acaba sendo a estrada ou caminho que as personagens escolhem e como isso as afeta ou permanece com elas em sua jornada interior. À medida que experimentam novas realidades em suas viagens, transformações acontecem em seus sentimentos e percepções de mundo. Deixemos de ser turistas se passa na fronteira entre três países da América Latina e assim, como em alguns filmes, a crise de identidade dos protagonistas pode ser um reflexo de uma crise de identidade da cultura a qual ele pertence, aqui na peça, vemos um panorama e algumas problemáticas existenciais que habitam essas fronteiras. A cada encontro com um novo personagem na trajetória das protagonistas, uma nova camada latina se revela ao espectador. A ambientação deve trazer a noção de fronteira e dos caminhos a serem percorridos pelos personagens, mantendo sempre um mistério e incerteza do que está por vir. O desconhecido. Portanto teremos uma estrutura simples, que permita manter espaços vazios. No entanto, o cenário não incluirá apenas o movimento das personagens, mas também se estenderá a lanchonetes e quartos de hotel de beira de estrada, o que ajudará a criar intimidade e tensão entre os personagens.A ênfase estará no jogo dos cinco atores em cena e na construção de personagens complexos. Cada um com sua particularidade e estranheza é um universo em si. E quando se encontram, algo se revela. Ora como algo singelo sobre a vida, ora como uma faceta do filho que se perdeu. Assim como nada sabem sobre seu filho e os motivos que o fizeram atravessar o Atlântico (o que ele buscava? o que o movia?), Carme e Martí, no decorrer da viagem, percebem que nada sabem um sobre o outro. E nesta viagem em busca do filho, revelações sobre si mesmos e a relação que construíram até ali acontecem em encontros inesperados. A peça é também uma ode ao acaso. Como explicita Fernanda Montenegro em Viver sem tempos mortos de Simone de Beauvoir, o acaso tem participação determinante na escrita da biografia de qualquer pessoa. E aqui nesta dramaturgia, nesse encontro com o acaso, o outro ora se apresenta como fronteira ora como ponte para novos rumos. O subgênero mistura com facilidade a comédia e o drama e aqui nesta peça, isso também será parte da concepção do trabalho. Tanto no acting dos atores como na mise en scène. O tom e o ritmo na transição de cenas se apoiarão amplamente na iluminação e também em projeções visuais. Estes recursos serão usados para estimular a sensorialidade do espectador com a percepção de movimento, de um ambiente que muda a cada cena e do tempo que passa.A trilha sonora costuma ter um papel muito importante na narrativa, conversando com a paisagem e aqui será composta especialmente para o espetáculo. Será um recurso importante para a sensação de movimento e trajetos percorridos. Com uma variedade de ritmos e estilos nos conduz para as emoções das cenas, ora nostálgicas, ora um pouco cômicas. O universo cultural de cada país também será um elemento importante para a trilha sonora marcar as passagens das fronteiras.Por último, os figurinos e caracterizações serão contemporâneos conversando com os dias atuais.

Especificação técnica

NÃO SE APLICA

Acessibilidade

Acessibilidade FÍSICA - A equipe de produção deste projeto se compromete a buscar teatros acessíveis e equipados para receber pessoas com necessidades especiais, idosos e/ou com mobilidade reduzida, com rampas, elevadores e banheiros adaptados; - Toda a equipe será treinada para receber as pessoas portadoras de necessidades especiais, facilitando o acesso desse publico; Acessibilidade de CONTEÚDO - Todas as sessões terão profissional de LIBRAS (já previsto no orçamento do projeto); - Nossa produção estabelecerá prévio contato com grupos e entidades que trabalham com grupos de portadores de necessidades especiais;- Haverá visitas inclusivas antes de determinadas apresentações, recebendo grupos de portadores de baixa visão e/ou cegos. - Pelo menos duas sessões, terão o serviço de audiodescrição para cegos e ou portadores de baixa visão;

Democratização do acesso

A Democratização do acesso acorrerá por intermédio de diversas ações adiante discriminadas: · distribuição gratuita de ingressos para:1. ONGs;2. Escolas públicas;3. Grupos de interesse (população de baixa renda, grupos de idosos, artistas locais, grupos sociais diversos, dentre outros); · Ingresso a preços populares R$ 40,00 inteira e R$ 20,00 meia entrada; · O bate papo sobre dramaturgia contemporânea (DRAMATURGIA IBEROAMERICANA CONTEMPORÂNEA EM PAUTA), será totalmente gratuito e aberto ao publico, com agendamento a ser realizado pela produção do projeto; · Haverá ampla divulgação nas redes sociais, jornais de bairro, rádios, facilitando o acesso as informações; além de abrangente plano de comunicação que será realizado pela assessoria de imprensa contratada. · Dois ENSAIOS ABERTOS para grupos diversos; · Convite para grupos e artistas de teatro, música, literatura etc, convidados a participarem e acompanharem o processo de montagem, proporcionando importante movimento de intercambio cultural; · Processo compartilhado on line pelas redes sociais do espetáculo.

Ficha técnica

A empresa proponente TEATRO LÍQUIDO, PRODUCOES ARTÍSTICAS, por intermédio de sua proprietária/fundadora VANISE DE SOUZA CARNEIRO, executará – além da função de atriz – a coordenação geral do projeto, utilizando os mais de 12 anos de experiencias e trabalhos de produção, execução e criação de projetos culturais.Obviamente, a proponente se envolverá de maneira voluntária em outras etapas do projeto, como por exemplo, nos desenhos de figurino, cenários, direção de atores, desenho de luz e som, dentre outras atividades. FICHA TÉCNICA Yara de Novaes CPF: 582.099.056-00 Função: Diretora Cleide Queiroz CPF: 529.580.198-53Função: Atriz Maria FanchinCPF: 004.332.939-00Função: Atriz Vanise CarneiroCPF: 576.589.000-87Função: AtrizFelipe de PaulaCPF: 824.351.620-49 Função: Ator Paulo Azevedo CPF: 036.258.286-69 Função: Ator André Cortez CPF: 796.039.206-49Função: Cenógrafo Anne Cerutti CPF: 647.727.990-87 Função: Figurinista Conrado Goys CPF: 220.081.118-73Função: Compositor de trilha sonora Aline SantiniCPF: 283.255.848-82Função: Iluminadora Aline ZamberlanCPF: 410.395.398-58Função: Produtora BREVE CURRÍCULO DOS PRINCIPAIS COMPONENTES AUTOR - Josep Maria Miró Autor e diretor teatral catalão, conhecido, entre outras obras, por seus textos o princípio de arquimedes, nerium park, gang bang ou corpo mais bonito que já foi encontrado neste lugar.Suas obras foram traduzidas para mais de 20 idiomas e contam com mais de uma centena de produções pelo mundo, além de diversas publicações em livros.dirigiu textos próprios e também obras como la calle franklin (lluïsa cunillé), la voz humana (jean cocteau e francis poulenc) ou os espetáculos de criação do ciclo dramas litúrgicos domosteiro de santa maria de l'estany em edições 2009/10/11. foi assistente de direção de xavier albertí em oito produções entre 2005 e 2008, e também de xavier pujolràs, e da coreógrafa germana civera.No cinema, co-escreveu a versão cinematográfica da sua obra el principio de arquimedes, dirigida por ventura pons sob o título el virus de la por. Na televisão, trabalhou na equipe de argumentistas das séries diagonal mar de fons e zoo da tv3, ambas desenhadas por josep mariabenet i jornet.Recebeu inúmeros prêmios, entre eles, o prêmio max de artes cênicas espanholas, como melhor autor, em 2019, e é o único autor a receber por três vezes o prêmio bron de teatro, uma das mais importantes e tradicionais premiações de teatro da espanha. em 2022 recebeu o prêmio nacional de literatura dramática por sua obra o corpo mais belo que jamais foi encontrado neste lugar. Yara de Novaes - DIREÇAO Atriz, diretora e professora de teatro. Lecionou na PUC-Minas, UFPE e Uni-BH e , atualmente, na FAAP-SP. Trabalha como atriz há 35 anos e como diretora há mais de 25 anos. Seus trabalhos mais recentes como atriz são, “Contrações”, de Mike Bartlett e “Uma Espécie de Alasca”, de Harold Pinter, “Love Love Love”, de Mike Bartlett “Justa”, de Newton Moreno e “ Neste Mundo Louco, Nesta Noite Brilhante @, de Silvia Gomez. Recebeu vários prêmios por suas atuações e direções, entre eles, o APCA, Prêmio, Shell, Questão de Crítica,APTR, Aplauso Brasil. Em Belo Horizonte, sua terra natal, fundou duas companhias, o Grupo Teatral Encena e a Odeon Companhia de Teatro, essa última ao lado do diretor Carlos Gradim. Na Odeon dirigiu e atuou em espetáculos de grande importância para a cena teatral mineira e brasileira. Entre eles, Ricardo 3°, de W. Shakespeare e o Coordenador, de Benjamim Galimiri.Em 2005, já em SP, funda o Grupo 3 de Teatro, junto com Débora Falabella e Gabriel Fontes Paiva. Dirigiu como convidada diversos espetáculos nos últimos anos, entre eles, "Tio Vânia" do Grupo Galpão e "Caminho para Meca", com Cleyde Yáconis e as adaptações de “A Mulher que Ri”, de Móricz Zsigmond, “Maria Miss”, de Guimarães Rosa, “As Meninas”, de Lygia Fagundes Telles, “O Capote”, de Nikolai Gógol, “Noites Brancas”, de Fiódor Dostoiévski.,”Noturno”, com o Teatro Invertido,“Tiros em Osasco”, de Cássio Pires, com um elenco formado por 11 jovens atores do Núcleo Experimental de Artes Cênicas do SESI-SP . Suas direção-geral mais recentes são “A Ira de Narciso”, de Sérgio Branco e “Corpos Opacos”, um poema-cênico, com Carolina Virguez e Sara Antunes, “Brian ou Brenda”, de Franz Keppler , a ”Entre”, de Eloísa Elena e “Neblina de Sérgio Roveri. Vanise Carneiro ATRIZ Atriz, preparadora de elenco, diretora e produtora, Bacharel em Artes Cênicas pela UFRGS. Por sua atuação em cinema recebeu diversos prêmios como Candango de Melhor Atriz do Festival de Cinema de Brasília, Prêmio José Lewgoy de Melhor Atriz Curta-Metragem e Prêmio de Melhor Atriz Curtas Gaúchos do Festival de Gramado. Atuou nos longas “Ainda Orangotangos”, de Gustavo Spolidoro, “9 Crônicas para um coração aos Berros” de Gustavo Galvão, “Dromedário no Asfalto”, de Gilson Vargas, “New Life S/A”, de André Carvalheira, além de curtas e minisséries de TV. Em teatro trabalhou com diversas companhias, destacando-se o solo “9 Mentiras sobre a verdade” que fez turnês nacionais e internacionais e rendeu o Prêmio Açorianos de Melhor Atriz. Em 2014 recebeu o apoio do Programa Iberescena de coprodução internacional, realizando residência artística em Barcelona para criação do espetáculo “Ela, lugar que chove dentro”. Está finalizando o curta-metragem “Tudo o que cresce e voa”, roteiro de sua autoria que ganhou o Prêmio ROTA/CABÍRIA de Melhor Protagonista feminina no concurso de roteiros do V ROTA – Festival de Roteiro Audiovisual. Cleide Eunice Queiroz ATRIZÉ atriz e começou a atuar em 1969 ao lado de Paulo Autran em Morte e Vida Severina. Interpretou, em 2001, Joana em uma das montagens de Gota D'Água, de Chico Buarque de Hollanda. Em 1987 apresentou, juntamente com Imara Reis, Irene Ravache dentre outros o Prêmio APETESP. Participou de diversos longas-metragens como Pixote, a Lei do Mais Fraco, O Baiano Fantasma, Morre Diabo ,Onde Quer que Você Esteja. Trabalhou nas seguintes peças de teatro Morte e Vida Severina, Chiquinha Gonzaga, Ó Abre Alas, O Mambembe, Gota D'Água, Erêndira, Tieta do Agreste - O Musical, Nas Alturas e Palavras de Stela, entre outros. Ganhou o prêmio APETESP de Melhor Atriz Coadjuvante e em 2001 foi indicada ao Prêmio Shell de melhor atriz por "Gota D'Água". PAULO AZEVEDO ATOR Ator, promotor cultural e jornalista formado pelo uni-bh (2000).Atua há mais de 20 anos nas artes cênicas como ator, autor, diretor e produtor teatral. participou de espetáculos com grupos e diretores reconhecidos da cena brasileira, tais como: hector babenco (“hell”), cibel forjaz (cia livre), eric lenate (“a serpente”) e yara de novaes (“cia. móvel”). no cinema, paulo foi vencedor na categoria melhor ator na competição nacional do prêmio português cineuphoria 2017 (prêmio do público) pelo seuTrabalho como protagonista no filme “estive em lisboa e lembrei de você”, baseado na obra homônima de luiz ruffato e dirigido pelo português josé barahona. FELIPE DE PAULA ATOR Atuou em diversos espetáculos entre eles: vestido de noiva, bailei na curva, a megera domada, sonho de uma noite de verão, mal de família, entre outros participou de mais de 20 séries de tv, entre elas decamerão: a comédia do sexo, tapas e beijos e chapa quente – rede globo; a história bêbada – comedy central; um contra todos – fox, werner e os mortos – canal brasil trabalhou em 7 longas-metragens, entre eles bio, de carlos gerbase;saneamento básico de jorge furtado; o carteiro de reginaldo faria, pelo qual foi indicadoao kikito de melhor ator em 2011. fez mais de 30 curtas-metragens, entre eles até à vista, de jorge furtado, pelo qual ganhou o prêmio de melhor ator no cine pe de 2012. participou de algumas novelas da rede globo como éramos seis, jóia rara, além do horizonte e atuoutambém em o segredo, novela internacional para a rtp.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.