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PRONAC 2410949Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

O CHISTE

LETRAS EM CENA MARKETING E PRODUCOES CULTURAIS LTDA
Solicitado
R$ 609,4 mil
Aprovado
R$ 609,4 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
24

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2024-12-30
Término
2026-02-09
Locais de realização (1)
São Paulo São Paulo

Resumo

Este projeto prevê os ensaios, a produção , a montagem e a temporada de 32 sessões da peça teatral O CHISTE, de Beto Oliveira, direção de Ednaldo Freire e realização da Companhia Letras em Cena. O projeto ainda prevê a realização de bate-papos com elenco e convidados após as apresentações da peça (quinta e sexta-feira) e de 4 palestras interativas sobre o gênero cômico, em escolas ou auditórios de CEUs de diferentes regiões periféricas da cidade. A peça e os bate-papos serão gravados e exibidos online gratuitamente, após a temporada presencial. O CHISTE será a décima terceira produção teatral da Companhia Letras em Cena, um grupo que acredita em um trabalho de formação feito através de peças que consigam aumentar e atingir o público teatral, sem sacrificar a sua qualidade estética e cultural. SITE DA CIA LETRAS EM CENA: https://cialetrasemcena.com.br/

Sinopse

PEÇA TEATRAL SINOPSE : A peça se passa em 1905, em uma pequena aldeia da Hungria. Na primeira cena, ocorre uma tempestade, pontuada por gritos desesperados, que se calam de repente. Em seguida, Joana, mulher do alfaiate Vladislau, está na paróquia com o Padre Puspok, em relações bem pouco religiosas. O romance é interrompido por Tanú, uma beata que ouviu o assassinato de Halott por seu marido, o ferreiro Estevão. Ela pede que o Padre vá à Delegacia, para a apuração exata dos fatos e punição do culpado. Diante das hesitações do Padre, Joana toma a dianteira e vai à Delegacia, relatar o ocorrido ao Comissário. Porém, ela acaba presa com o ferreiro, recorrendo a Tanár, uma professora que entende de leis e é casada com Segismundo, o outro alfaiate da cidade. Acontece que a aldeia é muito pequena e só tem um ferreiro, muito necessário à sociedade pelo clima de guerra vivido no Império Austro-Húngaro. Em compensação, a aldeia tem dois alfaiates, número exagerado diante da pequena população local. Respaldado pela religião, o Burgomestre decide levar à forca Segismundo, um dos alfaiates, para pagar o crime do ferreiro. SINOPSE DRAMATÚRGICA- Beto Oliveira A peça parte do estudo feito por Freud sobre os chistes em 1905. Na ocasião, o pai da psicanálise pesquisou alguns fenômenos provocadores de riso como o chiste, o cômico e o humour. Para sua análise, ele elegeu uma série de ditos espirituosos e anedotas que são aproveitadas no texto dramatúrgico. Mas tem destaque na peça a anedota húngara que cita uma vila que, tendo apenas um ferreiro, decide punir por seu crime um dos dois alfaiates. Este universo foi o ponto de partida para a minha criação dramatúrgica. A partir daí (dos exemplos de Freud e da anedota húngara), segue a criação do dramaturgo. O texto primeiro contextualiza o crime do ferreiro, que na anedota não é distinguido, mas que na peça aparece na forma de um feminicídio, o que traz também o protagonismo de ao menos duas personagens femininas que – em meio a justiça dominada pelos homens (o rei, o burgomestre, o comissário e o padre) – buscam formas de interferir na decisão da autoridade local. É a partir desse crime e da disparidade de forças entre os homens da lei e, principalmente, a heroína Joana, que a peça tece um diálogo entre a vida no Império Austro-Húngaro do início do século XX e no Brasil do início do século XXI. A vila em que se passa toda a história é chamada de Öntudatlan, palavra húngara usada para o inconsciente. Sendo o inconsciente atemporal e multiespacial, também a cidade de Öntudatlan carrega um pouco dessa viagem no tempo e na geografia, assim como da atmosfera simbólica e alegórica comum aos sonhos e às profundezas da mente. O crime do ferreiro precisa ser punido, mas sua execução pode trazer problemas econômicos para a cidade, o que obriga o burgomestre a pensar em uma via alternativa. A trama vai se construindo de forma a enfatizar o choque entre um ideal de justiça defendido por Joana e os interesses dos líderes locais que fazem com que a justiça seja sempre relativa. Em outras palavras, a maior denúncia do texto é a forma como a sociedade usa das leis para promover injustiças, manter privilégios, conter avanços sociais e massacrar minorias. Para isso não apenas a história húngara contada por Freud é aproveitada, como também vários outros chistes e anedotas narradas em seu estudo são adaptadas para cenas cômicas. Freud pensa que o riso derivado do chiste é resultado de um mergulho que a mente faz no inconsciente, revelando a terceiros o que esforçamos para que fique recalcado. Assim, a suspensão do recalque geraria um alívio que seria descarregado em forma de riso. A peça, por sua vez, visa exatamente expor algumas mazelas sociais que esforçamos em recalcar. E as revela através de tipos clássicos do teatro brasileiro (ainda que toda a cena se passe na Hungria do século XX): um padre hipócrita, um comissário automatizado a apenas obedecer ordens, um burgomestre/prefeito corrupto, um herói sem caráter que afoga na bebida suas mágoas, um empresário (alfaiate) ambicioso e sem escrúpulos. São tais tipos que possibilitam o trânsito entre o estudo freudiano e a dramaturgia brasileira inspirada em escritores como Dias Gomes e Ariano Suassuna, que também exploram ao máximo essa categoria de personagens. Enfim, a proposta busca, principalmente, denunciar as injustiças sociais através da teoria freudiana do riso e seus exemplos, dos personagens típicos da dramaturgia brasileira e da construção de um enredo cômico e provocativo. CONTRAPARTIDA SOCIAL: serão realizadas 4 palestras interativas sobre a comédia, como gênero presente na literatura, no cinema, na televisão e, também, como gênero teatral característico de autores de regiões e épocas históricas diferentes. Algumas vezes,há uma repetição de temas, enredos e personagens específicos. Estas ligações existem, por exemplo, entre Plauto, romano do século III a.C., Molière, francês do século XVII e Suassuna, brasileiro do século XX. A palestra é dividida em 4 partes: apresentação do assunto; jogos teatrais, leituras de cenas cômicas e considerações finais. A seleção de autores e textos a serem lidos será determinada pela faixa etária e escolaridade dos participantes inscritos previamente. Um grupo de até 5 atores da Companhia Letras em Cena participará da condução das ações previstas nesta atividade.

Objetivos

Objetivos Gerais: -Realizar um trabalho de criação e pesquisa centrado na valorização da dramaturgia brasileira e na criação de peças que sejam populares, sem serem popularescas; que sejam elaboradas esteticamente, sem serem herméticas e que possam ter um caráter didático, sem serem enfadonhas e perderem sua dimensão de divertimento. -Realizar um trabalho de formação de público, priorizando setores de baixo poder aquisitivo e com pouca vivência teatral. -Criar peças de linguagem popular e acessíveis a todos. -Garantir medidas de acessibilidade em suas peças. -Garantir trabalho remunerado para um número significativo de profissionais. Objetivos Específicos: -Aprofundar a pesquisa e experimentar as possibilidades cênicas do teatro cômico. -Realizar os ensaios e a produção da peça O CHISTE. -Realizar a temporada inicial de 32 sessões da peça, em teatros ou espaços públicos de São Paulo, com ingressos populares:R$ 40,00(inteira) e R$ 20,00 (meia). -Disponibilizar gratuitamente até 50% da lotação do espaço para escolas públicas, organizações sociais e público que chegue até 1 hora antes do início da apresentação, de acordo com a disponibilidade de lugares. -Realizar 16 bate-papos após as sessões de quinta e sexta-feira, com a participação de convidados, como psicanalistas, professores universitários, artistas cômicos, líderes comunitários e jornalistas. -Realizar 1 sessão com tradução em libras, 1 com serviços de áudio-descrição para até 50 pessoas e garantir um ajudante de mobilidade em todas as sessões da peça, na entrada e na saída do público. -Gerar trabalho direto para, no mínimo, 17 profissionais de artes cênicas e contar com a prestação de serviços de 5 profissionais. -Realizar quatro palestras sobre comédia, em escolas e/ou organizações sociais de diferentes regiões periféricas de São Paulo. -Realizar a exibição online da peça e dos bate-papos, disponibilizando gratuitamente o material durante uma semana, no canal YOU TUBE da Companhia Letras em Cena.

Justificativa

O chiste é a habilidade de achar analogias entre o díspar, analogias ocultas, mas que são entendidas e provocam risos no ouvinte. É uma capacidade de ligar e fazer conexão entre representações contrastantes, sendo caracterizado pela brevidade, dizendo o que tem que dizer em menos palavras do que as necessárias. A peça O CHISTE, escrita em 2021 por Beto Oliveira, é resultado da adaptação de um chiste húngaro retomado por Freud em O CHISTE E O INCONSCIENTE, em 1905. Além de lançar mão de outros chistes presentes no livro, o autor fez a narrativa ocorrer em uma cidade fictícia chamada Ontudatlan, que significa inconsciente em húngaro. Beto entende chiste como uma tirada espirituosa com humor e brevidade que embaraça o receptor em algum aspecto. Indo além dos atendimentos individuais, Freud tratou de aspectos da vida cotidiana, entendidos como expressões do inconsciente: os sonhos, os atos falhos e os chistes. Freud reconhece o poder social do chiste ao circular de boca em boca e interferir no cotidiano das pessoas abordadas. Ou seja, o chiste é semelhante a um meme que viraliza: gera uma tensão/estranhamento no ouvinte e, geralmente, uma descarga emocional através dos seus risos. Nossa peça O CHISTE é uma comédia que será encenada em tom farsesco, amplificando os vícios humanos apontados. Nesse sentido, estamos vendo o chiste participando do gênero cômico. Tanto a tragédia como a comédia nasceram na Grécia, durante as festas dedicadas a Dioniso, que envolviam concursos entre poetas, atores e coregos ( ricos cidadãos responsáveis pela produção e financiamento dos coros nas peças e nos ditirambos). A palavra comédia resulta etimologicamente da fusão de dois radicais gregos: comos-desfile e odè-canto. A comédia teve um desenvolvimento tardio em relação à tragédia, firmando-se cerca de cem anos depois, por volta do século V a.C. O processo de formação do gênero cômico teve várias contribuições na sua evolução, mantendo como uma característica geral a abordagem de situações do cotidiano da época e o estímulo à participação do público, o que era evidente no teatro grego. As mais significativas competições teatrais ocorriam em Atenas, em duas festas dedicadas a Dioniso: as Leneias e as Dionísias Urbanas. Durante as festas, a cidade parava suas atividades normais, para que todos pudessem participar das comemorações. Era interrompido o exercício regular da justiça, da política e do comércio; até os prisioneiros eram libertados, para que celebrassem Dioniso. Por dezenas de anos, as Dionísias reservaram 3 dias para as apresentações de 3 tragédias e uma comédia. Cerca de 30 mil pessoas acompanhavam a programação diária, portando comidas e bebidas para poderem passar cerca de 10 horas no teatro. Ao contrário do público de teatro contemporâneo, o imenso público reagia constante e explicitamente ao que via em cena, explodindo em choros, risadas, vaias e xingamentos. Pedras, figos e uvas eram seguidamente atirados ao palco, interrompendo a apresentação da peça e retirando-a da competição. Há registros engraçados sobre reações de artistas diante das intervenções do público:um músico teria conservado as pedras que recebeu em cena para construir uma casa e ainda prometeu devolvê-las após a sua próxima exibição pública; um dia, o cômico Hermon não estava pronto para entrar em cena, pois a sua atuação estava prevista para ocorrer no final do dia, mas todas as peças anteriores haviam sido expulsas do palco pela ruidosa desaprovação do público. O CHISTE buscará a participação do público, protegendo a integridade física e moral dos seus atores. O caráter presencial do público na execução artística das artes cênicas faz com que exista uma mútua interferência entre o palco e a plateia, uma relação viva que acontece em um aqui e agora de múltiplas determinações. Por mais que o teatro se tenha distanciado de suas origens rituais, seu público consegue manter traços da sua qualidade primitiva de participante numa mesma experiência. Até hoje, o teatro cômico tem se apoiado nessa característica, estimulando e participação do público através de recursos como a quebra da quarta parede, a existência de personagens simples e parecidos com os espectadores e o estabelecimento de um desenlace que reequilibra de maneira agradável a ordem ameaçada. Ainda que seja uma comédia, O CHISTE não vai apresentar todas estas características, pois o seu final não reequilibra a ordem das coisas, mas denuncia seus absurdos . Partindo de um feminicídio e da busca pela justiça, a peça se desenvolve sem esclarecer o crime e punindo outra pessoa no lugar do real e confesso assassino. A justiça proclamada pelas autoridade é injusta e a sociedade vem se assentando em uma ordem desiquilibrada a favor dos poderosos. O elenco buscará o envolvimento e a participação direta do público em várias cenas coletivas que terão o deslocamento dos atores à plateia. O CHISTE será uma peça em ato único, com cerca de 60 minutos de duração. Trata-se de um projeto de fomento à produção cultural e artística, mediante a realização de um espetáculo de artes cênicas que, até agora, prevê o trabalho de 17 profissionais de artes cênicas e 5 prestadores de serviço. Vamos estimular o conhecimento dos bens e valores culturais, mediante a prática de ingressos populares ( R$ 40,00/R$20,00) e a distribuição gratuita de até 50% dos ingressos disponíveis para escolas públicas, sindicatos, organizações sociais e o público que chegue antecipadamente ao teatro. Precisamos dos incentivos fiscais da Lei 8.313/91 para realizazar as seguintes ações: 1-Produção e ensaios da peça: a peça será feita por 9 atores e 2 músicos, que ensaiarão 5 dias semanais, 6 horas/dia, durante 2 meses. A produção envolverá os processos de criação e execução da direção, da cenografia, dos figurinos e adereços, da iluminação, da trilha e músicas originais, da programação visual e da divulgação nas mídias sociais e impressa. 2-Estreia e realização de 32 sessões em São Paulo: a temporada terá preços populares e a distribuição gratuita de até 50% da lotação do teatro para escolas públicas, organizações sociais e público que chegue antecipadamente ao teatro. Haverá 1 sessão com tradução em libras, 1 sessão com serviços de audiodescrição para 50 pessoas e 1 ajudante de mobilidade em todas as sessões. 3-Realização de 16 bate-papos com convidados, elenco e público após as sessões: conversas com, no mínimo, 2 convidados: psicanalistas, professores, artistas, jornalistas e líderes comunitários. 4-Realização de 4 palestras interativas em escolas de diferentes regiões periféricas da cidade de São Paulo: tendo como tema a comédia como gênero presente na literatura, no cinema, na televisão e no teatro, os atores da Companhia Letras em Cena estimularão a participação do público através de leituras de cenas e de jogos teatrais. 5.Realização da exibição online e gratuita da peça e dos bate-papos: o material ficará disponível durante 7 dias, 24 horas/dia, após a temporada presencial. Portanto, o projeto concretiza as finalidades descritas no Art. 1º da Lei 8.313/91, em específico nos incisos I, II e V, mediante: I - incentivo à formação artística e cultural, pela realização de 4 palestras interativas na área do gênero cômico, que promovam a formação artística e cultural não apenas do público, mas também de professores que possam incorporar didaticamente técnicas e repertório teatrais. II - fomento à produção cultural e artística, mediante a realização de um espetáculo de artes cênicas, que terá 32 apresentações presenciais em São Paulo. IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante a distribuição gratuita e pública de até 50% dos ingressos disponíveis para as 32 apresentações de O CHISTE, sendo 16 seguidas por bate-papos com no mínimo 2 convidados por sessão; e exibição online gratuita da peça e dos bate-papos durante uma semana após a temporada presencial.

Estratégia de execução

PROPOSTA DE ENCENAÇÃO- Ednaldo Freire O CHISTE nos apresenta uma dramaturgia inspirada em um “causo” citado por Freud em seu livro O CHISTE E SUA RELAÇÃO COM O INCONSCIENTE. Freud reconhece que a história do ferreiro trocado pelo alfaiate, “seria mais apropriadamente caracterizada como cômica do que como chistosa”. Não queremos, entretanto, nos aprofundar nas análises propostas por Freud sobre o chiste e comicidade. O que desejamos com a encenação é proporcionar outro atributo analisado por ele: o prazer cômico a partir do riso. A montagem não pretende transformar a cadeira do espectador em um divã de analista. Queremos que essa história enverede por caminhos que sejam capazes de mostrar, a cara torta da sociedade, sem que esta culpe seu próprio espelho. Sabemos que o sentido da comédia é revelar o grotesco que habita o mundo. Assim, trabalharemos com uma proposta de encenação mais farsesca, onde os vícios sociais sejam apontados hiperbolicamente com uma lupa, para que possamos castigá-los pelo riso. Mesmo que o riso não pretenda a gargalhada, certamente será suficiente para revelar de forma crítica os defeitos de caráter, covardia, avareza e falsidade dos personagens. Paradoxalmente, a peça inicia-se por um feminicídio, tema trágico e pouco condizente com o gênero cômico. Todavia, trata-se de uma morte onde não se pretende investigar as causas e sim suas consequências, que servirão de pretexto para mostrar o lado risível e ridículo dos homens. Do ponto de vista estético, a montagem dispensará cenários construtivistas, dando lugar a um espaço nu, composto por vários recortes de luz, tendo ao fundo um ciclorama que mudará de cores de acordo com os climas das cenas. Inicialmente, nos vem a ideia de um palco épico, onde os atores permaneçam em cena, ora atuando, ora servindo como acólitos de apoio a cena. Por enquanto, essas imagens são provisórias e deverão ser modificadas ao sabor das novas ideias que virão como sopro criador no processo de ensaios. PEQUENOS CURRÍCULOS DOS DEMAIS MEMBROS DA EQUIPE FLÁVIA TEIXEIRA: é atriz formada pela Escola de Arte Dramática, pelo Núcleo Experimental de Teatro do SESI e pela Faculdade Paulista de Artes. Foi curadora da XV Semana de Teatro do Maranhão e artista colaboradora do Projeto “Poeta em Cena” promovido pela Casa das Rosas. Entre seus trabalhos, destacam-se as peças “Bossa Nova CABARET Bar” com o Circo Grafitti, “Woyzeck - uma desterritorialização” com o grupo Redimunho, “Cavalo Bravo Não se amansa - ou um sopro de Exú” com a Cia Teatro Documentário, “Cabras – cabeças que voam, cabeças que rolam”, com a Cia de Teatro Balagan e direção de Maria Thais (Vencedor do Prêmio Shell de Melhor Música de 2016). GIRA DE OLIVEIRA: É ator, diretor e arte educador de teatro. Atuou em peças como Macbeth, direção de Regina Galdino e O Doente Imaginário, direção de Kleber Montanheiro, entre outras. É fundador e diretor da Cia Lúdicos de Teatro Popular, onde dirigiu os infantis: Piolin; Mário e as Marias e A Ciranda do Villa, entre outros. Atualmente é educador cultural no Programa Fábricas de Cultura, da Secretaria de Estado da Cultura. Pela Cia. Letras em Cena, foi ator em: Circo de Baratas, A Bola da Vez: Plínio Marcos, Nos Campos de Piratininga e nas leituras de B ola de Sonhos. JOCA ANDREAZZA: É ator, diretor e professor de teatro. Foi protagonista nas seguintes peças dirigidas por Marcio Aurelio “Os Lusíadas” de Camões (no Brasil e em Portugal) “A Bilha Quebrada” de Heinrich von Kleist; “A Ilusão Cômica” de Pierre Corneille; “Agreste” de Newton Moreno e “Anatomia Frozen” de Briony Lavory. Recebeu em 2011 o prêmio APCA de melhor ator com “A Ilusão Cômica” e “A Bilha Quebrada”. No Gloob/Globoplay fez o papel de Fídias nas 6 temporadas da série “Escola de Gênios”. Em 2022, participou como conferencista e debatedor na Cidade do México e em Colima com o tema “O antes e o depois da Commedia dell’Arte”. Na Cia.Letras em Cena, foi ator de NOSSA VIDA É UMA BOLA, em 2002/03. REGGIS SILVA: É formado em Artes Cênicas pela Universidade São Judas Tadeu. Foi ator nos filmes “Escumalha” direção de Thiago Mendonça e “Provisório” direção Wilq Vicente ( Melhor Curta-metragem no 9º Santos Film Fest ). Atuou nas séries “Irmandade”, da Netflix e “Malasartes”, da TV Globo. Atuou no longa- metragem “O roubo da taça” e na série (FDP) da HBO, premiada pela APCA, em 2012, como a Melhor Série do Ano. Em teatro, foi o protagonista de “Querô – uma reportagem maldita” de Plínio Marcos, direção de Marco Antonio Rodrigues e atuou na peça “Carlos Gomes – Sangue Selvagem”, direção de José Renato. Na Cia.Letras em Cena, em 2023, foi ator nas leituras online de BOLA DE SONHOS. RICARDO MANCINI- Ator, diretor teatral e arte-educador, com Graduação em Artes Cênicas, pela Faculdade Paulista de Artes e Extensão em Performance, pelo IA/UNESP. Atuou peças como PARAÍSO, direção Antonio Abujamra; NA SELVA DAS CIDADES, direção Marcelo Marcus Fonseca; MORMAÇO, direção Zé Henrique de Paula e OS AZEREDO MAIS OS BENEVIDES, direção João das Neves. Foi professor na Escola Nacional de Teatro, em Santo André-SP e Orientador no Programa Vocacional de São Paulo. Na Cia. Letras em Cena, foi ator nas leituras de CORNUCÓPIAS DA FORTUNA, MAU ENCONTRO e BOLA DE SONHOS. ROBERTO BORENSTEIN – É ator formado pela Recriarte, pela Escola Contemporênea de Artes e pelo Players Workshop of the Second City (Chicago, EUA), com Pós-Graduação em Artes Cênicas na Universidade S. Judas Tadeu. Em 2008, fundou o Grupo Teatro Delivery, que já fez 800 apresentações de suas 7 peças. Atuou peças como “Álbum de Família”, direção de Jorge Farjalla, “O Deus de Spinoza”, direção de Luiz Amorim, “Conto de Inverno”, direção de Juliano Barone, “Os Sete Gatinhos” e “17xNelson”, direção de Nelson Baskerville, “Policarpo Quaresma” e “A Falecida Vapt-Vupt”, direções de Antunes Filho, entre outras. RODRIGO DORADO É ator, locutor e dublador , formado pelo Globe/SP, pela Oficina Nilton Travesso, pela UniverCidade/RJ e pelas oficinas de Atores da Globo,do TAPA e NAC. No teatro, atuou em peças como “Bem-aventurados os Anjos que Dormem”, direção de Kleber Montanheiro e "Aventuras de Peter Pan e Pinóquio" de Kiko Jaess, entre outras. No cinema, atuou em “Bruna Surfistinha”, de Marcus Baldini; “Andaluz”, de Guilherme Motta; entre outros. Na televisão, trabalhou nas novelas da Globo “Minha nada mole vida”, “Negócio da China”, “Saramandaia” e “Em Família”. No SBT, atuou na novela "Cúmplices de um Resgate" . Na Cia.Letras em Cena, atuou em “Nos Campos de Piratininga” e nas leituras públicas de BOLA DE SONHOS. ROSANA FERRARI - É atriz, formada pela Escola de Atores Wolf Maya . Em 2016, atuou em CARA de CAVALO , obra de Pedro Kosovski , com direção de Alexandre Mello .Em 2017 , atuou no curta metragem CATIVO com direção de Andrade Sucesso e roteiro de Bráulio Ribeiro . Ainda em 2017 , atuou na peça A Gaivota , direção de Thierry Tremouroux . Em 2019, atuou na peça infantil , JOÃO e MARIA, direção Mariana Marciano . Em 2023 , atuou na peça DUAS OU TRÊS COISAS SOBRE ELE , baseado em contos de Nelson Rodrigues , com direção de Marco Antônio Braz e Flávia Pucci TELMA DIAS – É atriz, diretora e produtora cultural. De 2001 a 2015, foi diretora, dramaturga e produtora de todos as peças do Grupo Permanente de Pesquisa. Trabalhou na parceria com a Caixa Cultural São Paulo e as peças do Grupo dos Dez de Belo Horizonte e do grupo Nois de Teatro FO – Ceará. Foi atriz em peças como OS AZEREDO MAIS OS BENEVIDES (2014) de Vianinha e MADAME SATÃ (2019), de Marcos Fabio de Farias, ambas com direção de João das Neves; A Princesa e a Costureira de Solange Dias e direção de Antonio Correia Neto (2018). Atualmente, é Coordenadora de Teatro na EMIA (Escola Municipal de Iniciação Artística) da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. Na Cia. Letras em Cena, foi atriz e assistente de produção nas peças MAU ENCONTRO, CORNUCÓPIAS DA FORTUNA e nas leituras dramáticas de BOLA DE SONHOS.

Especificação técnica

PEÇA TEATRAL: executada diariamente por 9 atores, 2 músicos e 4 técnicos: operador de luz, operador de som, operador de vídeo e administrador. A peça terá cerca de 60 minutos de duração e será apresentada de quinta a domingo, 20h, em teatros de até 300 lugares. Haverá um telão ou ciclorama especial para a projeção de imagens que pontuarão a peça. BATE-PAPOS APÓS AS APRESENTAÇÕES DA PEÇA: às quintas e sextas, as sessões serão seguidas por bate-papos entre elenco, público e até 3 convidados:psicanalistas, jornalistas, historiadores, artistas e líderes comunitários, que conversarão durante cerca de 30 minutos. PALESTRAS INTERATIVAS: quatro palestras serão realizadas em auditórios ou salas com capacidade mínima para 50 pessoas. As inscrições dos participantes serão feitas nas escolas ou organizações sociais de 4 regiões periféricas de São Paulo. Para participar, os inscritos informarão a sua idade, o seu nível de escolaridade e o seu interesse pela atividade. Diante destas informações e em contacto direto com os professores ou diretores das sedes do evento, faremos um planejamento da conversa introdutória, dos jogos teatrais a serem feitos por todos e dos autores cujos textos serão lidos pelos participantes. O conjunto destas ações terá a duração máxima de 180 minutos em cada uma das sedes. . EXIBIÇÕES ONLINE DA PEÇA E DOS BATE-PAPOS: ocorrerão durante 7 dias, com 24 horas de disponibilidade do material gravado.

Acessibilidade

Na acessibilidade de conteúdo, O CHISTE prevê uma sessão com tradução em libras e uma com serviços de áudio-descrição para até 50 pessoas, em São Paulo. Na acessibilidade física, O CHISTE somente será apresentada em teatros e/ou espaços que ofereçam facilitadores para a locomoção de pessoas com mobilidade reduzida, como rampas e banheiros adaptados. Além disso, todas as sessões da peça contarão com um auxiliar de mobilidade à disposição para esse público na entrada e na saída do teatro. Na acessibilidade comunicacional, O CHISTE tem uma linguagem popular e acessível, além de distribuir gratuitamente os programas da peça, para que o seu conteúdo possa ser aprofundado e discutido após a experiência teatral presencial.

Democratização do acesso

O CHISTE apresenta uma temática popular e uma linguagem acessível que, certamente, facilita a comunicação com o público. O projeto visa à democratização de acesso por estender suas ações e benefícios de gratuidade a pessoas de diferentes orientações, faixas etárias e níveis de escolaridade, provenientes das mais diversas regiões da cidade de São Paulo. DISTRIBUIÇÃO DE ATÉ 50% DA LOTAÇÃO DOS TEATROS: para alunos e professores da rede pública, organizações sociais e público que chegar antecipadamente ao teatro, enquanto houver disponibilidade de ingressos. Além disso, os ingressos terão preços populares na bilheteria do teatro (R$ 40,00/R$20,00). EXIBIÇÃO ONLINE DA PEÇA E DOS BATE-PAPOS REALIZADOS: partindo da gravação e edição das apresentações e dos bate-papos realizados ma temporada presencial, o projeto prevê a exibição durante uma semana deste material, gratuitamente acessível mediante inscrição no canal do You Tube da Companhia Letras em Cena. REALIZAÇÃO DE 4 PALESTRAS INTERATIVAS: abordando o tema da comédia, as palestras serão feitas por até 5 atores do grupo, para até 40 pessoas/dia,em 4 regiões periféricas da cidade. As atividades serão gratuitas e desnvolvidas em até 180 minutos/dia.

Ficha técnica

DRAMATURGIA: Beto Oliveira DIREÇÃO CÊNICA: Ednaldo Freire DIREÇÃO DE ARTE: Kleber Montanheiro DIREÇÃO MUSICAL: Wagner Passos ELENCO: Flávia Teixeira, Gira de Oliveira, Graça Berman, Joca Andreazza, Reggis Silva, Ricardo Koch Mancini, Roberto Borenstein, Rodrigo Dorado, Rosana Ferrari e Telma Dias. COORDENAÇÃO DO PROJETO: Graça Berman ASSISTENTES DE PRODUÇÃO: Telma Dias e Rodrigo Dorado REALIZAÇÃO: Companhia Letras em Cena Obs: A complementação técnica e artística do projeto, bem como a distribuição definitiva dos papéis entre os 9 atores do elenco ocorrerão a partir da existência de recursos que viabilizem o trabalho. BETO OLIVEIRA: É autor de teatro e psicanalista, graduado em Psicologia pela PUC-MG e Mestre em Estudos Psicanalíticos pela UFMG. No teatro, foi dramaturgo e ator na peça “Poesia Brasileira em 4 atos” (2005); ator na peça infantil “O pequenino grão de areia” (2011) e colaborou com a dramaturgia coletiva de “O menino e a árvore” (2011). Também escreveu as peças “A família de Arthur”, “As cornucópias da Fortuna”, “O periquito australiano”, “O Chiste”, entre outras. Com a peça “As cornucópias da Fortuna” foi contemplado com o segundo lugar da região Sudeste no Prêmio FUNARTE de Dramaturgia, em 2014; e com “O Chiste” venceu o Prêmio Cidade Belo Horizonte de 2019. Em livros, Beto Oliveira publicou o romance “O dia em que conheci Sophia” em 2007 e as dramaturgias “As cornucópias da Fortuna” (2018) e “O Chiste” (2021) – ambas pertencentes a coleção Dramaturgia Brasileira, da Editora Giostri-SP. A Companhia Letras em Cena montou CORNUCÓPIAS DA FORTUNA, em 2020, circulando com a peça em 2023, nas cidades de Atibaia, Mongaguá e Santo André. EDNALDO FREIRE é ator, diretor, cenógrafo e professor de teatro. É formado em educação artística com especialização em artes cênicas e pós graduado em direção teatral. Lecionou durante 6 anos, na Escola Macunaíma de Teatro. Com vários artistas paulistanos, fundou um dos mais importantes grupos da década de 1970: o Grupo Mambembe. Implantou e formou grupos teatrais em empresas e clubes de São Paulo. Ministrou cursos e oficinas em cidades do interior do estado. Ajudou a implantar o Projeto Ademar Guerra, onde orientou grupos da capital e interior paulista. Ministrou palestras e integrou comissões em vários festivais de teatro, inclusive o Mapa Cultural Paulista. Em 2009, integrou a Comissão Estadual de Cultura Popular da Secretaria do Estado da Cultura do Estado de São Paulo. Em 1973, 1976 e 1977, recebeu o prêmio Governador do Estado de S. Paulo nas categorias de cenógrafo, figurinista e direção, respectivamente. Em 1981, foi escolhido como diretor revelação pela APCA, pela encenação de “Cala a Boca já Morreu”. Em 1996, juntamente com o dramaturgo, Luís Alberto de Abreu, foi agraciado com o prêmio especial do júri pela APCA, pelo projeto “Comédia Popular Brasileira”. Em 2002, venceu o Prêmio Panamco de Melhor Diretor e Melhor Espetáculo pelo “Auto da Paixão e da Alegria”. Dirigiu três peças na série “Senta que lá Vem Comédia” , da TV Cultura. É diretor da Fraternal Companhia de Arte e Malas Artes. GRAÇA BERMAN- É atriz, dramaturga, professora e diretora, formada em Artes Cênicas pela ECA/USP, Letras pela PUC-SP e pós-graduada em Artes pela UNESP. Em 1996, fundou a CIA. LETRAS EM CENA e tem coordenado e participado de todas as suas atividades Foi orientadora do Projeto ADEMAR GUERRA e é professora de teatro em várias instituições culturais brasileiras. Em 2014, atuou em OS AZEREDO MAIS OS BENEVIDES, de Oduvaldo Viana Filho e direção de João das Neves e foi responsável pela curadoria de literatura da exposição FUTEBOL NA PONTA DE LÍNGUA, do Museu da Língua Portuguesa. De 2015 a 2016, foi atriz da novela CÚMPLICES DE UM RESGATE, do SBT. Seus últimos trabalhos foram como atriz e produtora cultural das peças MAU ENCONTRO, CORNUCÓPIAS DA FORTUNA e BOLA DE SONHOS, peça que escreveu com Marcus Cardelíquio . KLEBER MONTANHEIRO: Multiartista com 30 anos de carreira, é diretor cênico, cenógrafo, figurinista e artista visual em expografia. Indicado a mais de 25 prêmios (FEMSA, APCA, Shell, Prêmio Bibi Ferreira e Prêmio DID - Destaque Imprensa Digital) em diversas categorias, foi contemplado pela maioria delas. Destacam-se em sua direção espetáculos como Ópera do Malandro, de Chico Buarque de Holanda; Carmen, a Grande Pequena Notável, de Heloísa Seixas e Júlia Romeu; Nossos Ossos, do livro homônimo de Marcelino Freire e Tatuagem, um musical adaptado do filme de Hilton Lacerda, que venceu o prêmio APCA como melhor diretor. Por Carmen, a Grande Pequena Notável, recebeu o Prêmio São Paulo de melhor figurino. Dirigiu, concebeu, criou cenografia e figurinos do musical da Broadway Cabaret, de John Kander e Fred Ebb, que cumpriu temporada no 033 Rooftop, do Teatro Santander - SP e obteve 10 indicações ao Prêmio Bibi Ferreira 2024. Na Companhia Letras em Cena, fez a direção de arte de A BOLA DA VEZ:PLÍNIO MARCOS, MAU ENCONTRO, CIRCO DE BARATAS e CORNUCÓPIAS DA FORTUNA, assinando também a direção da peça. WAGNER PASSOS : É criador e diretor musical , com licenciatura e mestrado em Música pela ECA-USP e formação em Piano Popular pelo Conservatório Souza Lima. Em 2022, venceu o Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Arranjo Original em Musicais pela peça Tatuagem, da Companhia da Revista. Foi Compositor, Diretor Musical, Preparador Vocal e Arranjador de várias peças, como Carmen, a Grande Pequena Notável (2023) - vencedora do Prêmio Coca-cola FEMSA de melhor Espetáculo Juvenil, Tatuagem (2022); O Beco dos Gatos (2013), entre outras. Venceu por 3 vezes o Festival de Música de Itanhandu-MG na categoria “Melhor Música da Cidade” (2007, 2008 e 2010) e duas vezes na categoria “Música Mais Comunicativa” (2001 e 2003). Em 2004, venceu o I Festival de Música da Escola Estadual Professor Souza Nilo. Em 2006, venceu duas vezes o II Prêmio CA4D - ESPM nas categorias Melhor Música e Melhor Texto. Em 2009, venceu o II ESPMusic na categoria Melhor Banda. Em 2020, obteve “Menção Honrosa” no Concurso de Contos sobre a Pandemia promovido pela Editora Noveland. Na Companhia Letras em Cena, fez os arranjos e a direção musical da peça BOLA DE SONHOS, cuja leitura foi apresentada online em dezembro de 2021.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.