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O Recife Frevo Festival é um evento voltado à formação, difusão e preservação do frevo, que ocorrerá em dois espaços: Paço do Frevo, com programação pedagógica, e Teatro do Parque, com programação artística. Oferecendo vagas gratuitas para estudantes de escolas, orquestras e instituições públicas, os mini cursos e as rodas de diálogo serão ministradas por maestros, compositores e pesquisadores do frevo. A programação artística promoverá o diálogo entre tradição e inovação, com dois dias de apresentações que envolverão orquestras tradicionais e encontros inéditos entre intérpretes, solistas e virtuoses, de várias gerações, sejam mais ligados ao frevo, ou que dialogue com o gênero em suas trajetórias musicais. Como ação de salvaguarda, será feito um mini doc do festival, cujas imagens serão amplamente difundidas. O festival será acessível em aspectos físicos e comunicacionais, tanto para o público das oficinas quanto para a programação artística.
Festival de Música – Recife Frevo Festival O evento principal do projeto é o Recife Frevo Festival, uma grande celebração dedicada ao frevo, com apresentações de orquestras, maestros e intérpretes de destaque, que se revezarão no palco do Teatro do Parque. O festival incluirá performances de frevos instrumentais e cantados, reunindo nomes de relevância no cenário musical pernambucano, além de proporcionar ao público um contato direto com a diversidade de artistas que mantêm vivo o legado do frevo em Pernambuco. A programação terá início com uma clarinada e cortejo externo, sendo totalmente inclusiva, com entrada gratuita. Classificação indicativa: Livre. Lançamento do Livro “Frevobook” O lançamento do livro Frevobook, de autoria de Climério Oliveira, Maestro Spok e Marcos FM, será um dos momentos de abertura do festival. O livro traz uma rica compilação de histórias, análises e curiosidades sobre o frevo, abordando aspectos técnicos e históricos, contribuindo para a preservação e valorização dessa manifestação cultural pernambucana. Classificação indicativa: Livre. Oficinas Formativas de Frevo O festival também terá uma etapa pedagógica, com oficinas gratuitas ministradas por mestres e especialistas em frevo, voltadas para músicos, dançarinos e entusiastas da cultura popular. As oficinas abordarão o frevo instrumental e o frevo dança, promovendo a troca de saberes entre os mestres e o público participante, com foco em ampliar o conhecimento técnico e cultural dessa manifestação artística. Classificação indicativa: Livre. Clarinada e Cortejo com Orquestra de Frevo No dia de abertura do festival, uma clarinada realizada por um naipe de clarins anunciará o início das atividades. Logo após, um cortejo de orquestra de frevo com passistas tomará a área externa do Teatro do Parque, convidando o público a participar da celebração e dando boas-vindas ao festival. Esta ação será aberta ao público e sem restrições de acesso. Classificação indicativa: Livre. Documentário “Recife Frevo Festival” O projeto inclui a produção de um documentário de 10 a 15 minutos de duração, que registrará as atividades do festival, desde os ensaios até as apresentações, entrevistas com artistas e depoimentos do público. O documentário será um importante registro audiovisual que contribuirá para a preservação e difusão do frevo, sendo disponibilizado para instituições de ensino e parceiros. Classificação indicativa: Livre. Visitas às Escolas – Contrapartida Social Como parte das contrapartidas sociais do festival, mestres e artistas ligados ao frevo realizarão visitas a escolas públicas, levando debates, apresentações e exibição do documentário produzido pelo festival. Essas visitas visam ampliar o acesso à cultura popular, especialmente para estudantes da rede pública, e fomentar o estudo e a valorização do frevo nas escolas. Classificação indicativa: Livre. Catálogo “Recife Frevo Festival”O catálogo do Recife Frevo Festival será uma publicação física e digital, contendo informações sobre o evento, os artistas participantes, maestros, compositores, cronograma de atividades e uma apresentação detalhada dos homenageados. Além disso, incluirá textos sobre a história do frevo, sua importância cultural e depoimentos de personalidades envolvidas no festival. Este material servirá como um importante documento de registro e memória, disponível ao público e parceiros culturais. Classificação indicativa: Livre.
OBJETIVO GERAL: Realizar o Recife Frevo Festival na cidade do Recife com vistas na Difusão, Formação e Salvaguarda deste gênero que é Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Iphan e Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, a partir de um grande encontro musical e vitrine do gênero frevo, promovendo um diálogo entre orquestras desde as mais tradicionais até as mais contemporâneas, visibilizando artistas virtuosos e diversas formações frevísticas, desde os solistas até duos, trios ou quartetos. O festival também se dedicará a encontros pedagógicos e formativos, além de garantir o registro em audiovisual de suas atividades para pesquisas, estudos ou apenas fruição. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: 1) Produto Festival Realizar a primeira edição do "Recife Frevo Festival", na cidade do Recife, na semana pré-carnavalesca, composto de 2 (duas) semanas de etapa formativa no Paço do Frevo, onde haverá cursos, rodas de diálogo, lançamento de livro e cortejos de orquestras de frevo; e 2 (duas) noites de apresentações artísticas no Cine Teatro do Parque, reunindo orquestras e performances musicias diversas do frevo, algumas performances de dança, e exibições de videos e filmes do gênero em telão no palco; tudo devidamente registrado em video e com acessibilidade comunicacional e física; 2) Produto Apresentações Musicais Realizar 12 (dez) apresentações musicais, sendo 6 em cada uma das duas noites no teatro, reunindo um público de cerca de 1500 pessoas; além de 6 (cinco) cortejos de orquestras de frevo, durante as duas semanas de formação em frevo no Paço do Frevo (Recife Antigo), numa estimativa de alcance de público em torno de 5 mil pessoas 3) Produto Formação na tradição do frevo: Realizar duas semanas de atividades formativas gratuitas no Paço do Frevo, incluindo dois minicursos, sendo 1 de Arranjo no Frevo e outro de Composição, além de duas Rodas de Diálogo, sendo uma de lançamento do SongBook Frevo e outra sobre as Mulheres no Frevo, com o objetivo de reunir em torno de 200 a 300 participantes no total. 4) Produto Contrapartida Social: Realizar dez visitas a escolas públicas do Município do Recife e do Estado, no início do ano letivo, após o Recife Frevo Festival. Essas visitas contarão com a presença de um representante do frevo, como um maestro ou músico, que abordará a importância do festival e do frevo como patrimônio cultural imaterial. Durante as visitas, será exibido o documentário produzido sobre o festival, seguido por um debate com os alunos sobre o frevo, a cultura pernambucana e brasileira. Essa ação visa promover a formação de plateia e ampliar o conhecimento cultural entre os jovens, alcançando até mil estudantes de escolas públicas. 5) Produto Video Produzir um videodocumentário completo sobre o Recife Frevo Festival, registrando todas as atividades pedagógicas e artísticas do evento. O objetivo é criar um material audiovisual que documente o processo de realização do festival, as performances, os encontros formativos, e as experiências dos participantes. Esse produto servirá como ferramenta de difusão e preservação do frevo, permitindo que o conteúdo seja utilizado para pesquisas, estudos acadêmicos, e para fruição pública, ampliando o alcance e a longevidade das ações realizadas durante o festival. 6) Produto Aplicativo Desenvolver e lançar um aplicativo dedicado ao Recife Frevo Festival, que oferecerá a programação completa do evento, incluindo a possibilidade de cadastramento nas oficinas e cursos propostos. Além das informações de serviço, o aplicativo disponibilizará minibiografias dos participantes, textos educativos sobre os gêneros do frevo, e outros conteúdos promocionais. O objetivo é criar uma plataforma interativa que facilite o acesso às informações do festival, ao mesmo tempo em que educa e engaja o público, promovendo a cultura do frevo de forma acessível e abrangente. 7) Produto Catálogo Criar e lançar um catálogo pós-evento do Recife Frevo Festival, que reunirá textos gerais sobre o frevo, detalhamentos sobre a curadoria do festival e perfis de cada um dos artistas convidados. Este catálogo servirá como um registro documental do evento, oferecendo uma reflexão aprofundada sobre o frevo, além de valorizar e promover os artistas que participaram do festival. O objetivo é proporcionar um material de referência que contribua para a preservação e difusão do frevo, disponibilizando informações valiosas para pesquisadores, estudantes e apreciadores da cultura pernambucana.
O Recife Frevo Festival surge em um momento de significativa retomada dos investimentos em cultura no Brasil, refletindo as diretrizes estabelecidas pela Lei 8313/91, conhecida como Lei Rouanet. Diante da importância de fortalecer e promover a cultura local e regional, o festival busca se alinhar plenamente aos objetivos estabelecidos no Art. 1º da referida lei, que institui o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac). Este programa visa captar e canalizar recursos para o setor cultural, contemplando diversas finalidades que são diretamente abordadas pelo Recife Frevo Festival. O frevo, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Iphan e como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco, deveria ser um foco constante de políticas públicas que promovam seu fortalecimento em todas as suas vertentes, com programas de fruição, formação e difusão. No entanto, atualmente, não existe nenhuma atividade, seja pontual ou continuada, promovida por órgãos públicos ou privados que assegure a promoção e preservação do frevo. Esse cenário revela uma lacuna significativa na valorização desse bem cultural que tanto reflete a identidade cultural de Pernambuco e do Brasil. A iniciativa do Recife Frevo Festival é uma resposta da sociedade civil, proposta por pessoas intimamente ligadas à tradição do frevo, que buscam sensibilizar empresas e instituições para o patrocínio e apoio a esse gênero musical essencial. Historicamente, Recife já promoveu festivais de música carnavalesca nos quais o frevo era o centro das atenções. Através desses eventos, muitos artistas ganharam destaque, produtos culturais foram gerados, e toda a cadeia produtiva do frevo foi fortalecida. Entretanto, nos últimos anos, nenhum festival dedicado ao frevo foi realizado, deixando uma lacuna considerável na valorização e promoção desse patrimônio cultural. Nesse contexto, o Recife Frevo Festival surge como uma iniciativa crucial para preencher essa lacuna, oferecendo um espaço onde o frevo pode ser celebrado, promovido e transmitido para as novas gerações. A utilização do mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais para o financiamento do festival é essencial para garantir a viabilidade do projeto, que não apenas celebra o frevo como uma expressão cultural única, mas também assegura sua continuidade e vitalidade para as gerações futuras. A Justificativa do Recife Frevo Festival se fortalece ao inserir a relevância do evento no contexto atual das discussões sobre a atualização do Plano Integrado de Salvaguarda do Frevo, conduzidas em conjunto com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Comitê Gestor de Salvaguarda do Frevo (CGSF). O festival surge em um momento crucial, em que a sociedade se mobiliza para reavaliar e aprofundar as medidas necessárias à preservação desse Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, reconhecido também como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. Considerando o caráter dinâmico do frevo e suas transformações ao longo do tempo, a revisão do Plano Integrado de Salvaguarda, cuja primeira versão foi elaborada em 2011, representa uma oportunidade vital para ajustar as estratégias de preservação, difusão e promoção do frevo, de acordo com as necessidades e os objetivos das comunidades que detêm esse saber. Nesse sentido, o Recife Frevo Festival se propõe não apenas como um evento de celebração, mas também como uma ação concreta de salvaguarda. A etapa formativa do festival incluirá um momento dedicado a dar à sociedade um retorno sobre o andamento do Plano de Salvaguarda, destacando o festival como uma iniciativa alinhada às ações planejadas pelo CGSF. Além de promover a visibilidade e difusão do frevo, o festival atua diretamente na salvaguarda desse patrimônio cultural, contribuindo para o fortalecimento da identidade cultural de Pernambuco e do Brasil. Dessa forma, o uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais para o financiamento do Recife Frevo Festival se justifica plenamente, uma vez que o projeto se enquadra nos incisos I, II, III, IV, V, e VI do Art. 1º da Lei 8313/91. Além disso, o festival atinge diversos objetivos do Art. 3º da referida norma, como a difusão das manifestações culturais, o fortalecimento das expressões culturais brasileiras, e a preservação dos bens imateriais do patrimônio cultural nacional. O Recife Frevo Festival atende a diversos incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: Inciso I: O festival contribui para facilitar o acesso à cultura ao oferecer programação gratuita e acessível ao público, incluindo mini cursos, rodas de diálogos e apresentações artísticas.Inciso II: Promove e estimula a regionalização da produção cultural, ao valorizar o frevo, um gênero musical intrinsecamente ligado à identidade cultural de Pernambuco e do Brasil, e ao dar destaque a conteúdos e artistas locais.Inciso III: Apoia, valoriza e difunde o frevo, suas manifestações e seus criadores, ao proporcionar uma plataforma para a apresentação de orquestras tradicionais e contemporâneas, além de solistas e grupos musicais.Inciso IV: Protege as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira, como o frevo, que é uma manifestação cultural representativa das raízes afro-brasileiras e nordestinas.Inciso V: Salvaguarda o frevo, promovendo sua prática e preservação como patrimônio imaterial do Brasil e da Humanidade, por meio de atividades formativas, registros audiovisuais e a difusão deste gênero musical.Inciso VI: Contribui para a preservação do frevo, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo Iphan e Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, reforçando seu valor histórico e cultural. O Recife Frevo Festival também está alinhado a vários objetivos do Art. 3º da Lei 8313/91, atendendo às seguintes diretrizes: Incentivo à Formação Artística e Cultural (Inciso I): Inciso I, alínea "c": O festival promove cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura. Isso se dá através das oficinas e encontros pedagógicos que integram a programação do festival, contribuindo para a formação de artistas e técnicos ligados ao frevo; Inciso I, alínea "d": O festival envolve basicamente artistas locais e regionais em suas atividades, e buscará nas instituições públicas de educação o público para suas atividades; Fomento à Produção Cultural e Artística (Inciso II): Inciso II, alínea "a": A produção de um vídeo documentário sobre o festival, que registra e preserva as atividades culturais, está em consonância com o objetivo de fomentar a produção de obras audiovisuais de caráter cultural; Inciso II, alínea "c": A realização do próprio Recife Frevo Festival, que inclui espetáculos de música, arte e cultura popular, diretamente alinhado ao objetivo de fomentar a realização de festivais de arte e música; Preservação e Difusão do Patrimônio Artístico, Cultural e Histórico (Inciso III): Inciso III, alínea "d": O festival protege e difunde as tradições populares nacionais, em particular o frevo, que é um dos principais patrimônios imateriais do Brasil. Estímulo ao Conhecimento dos Bens e Valores Culturais (Inciso IV): Inciso IV, alínea "a": A distribuição pública e gratuita de ingressos para alguns dos espetáculos do festival e a organização de eventos formativos estão alinhadas ao estímulo do conhecimento e da fruição dos bens culturais; Inciso IV, alínea "b": A produção e distribuição de um catálogo com informações sobre o frevo, os artistas participantes e a curadoria do festival contribuem para o levantamento, estudo e disseminação da cultura do frevo; Apoio a Outras Atividades Culturais e Artísticas (Inciso V): Inciso V, alínea "a": A contratação de serviços especializados para a organização e execução do festival, como o diretor de fotografia para o documentário, se alinha ao apoio de outras atividades culturais e artísticas essenciais para o sucesso do evento.
AQUI TRAZEMOS INFORMAÇÕES DO IMPORTANTE NOME SOBRE O QUAL O REFICE FREVO FESTIVAL É IDEALIZADO: O COMPOSITOR JOTA MICHILES (JOSÉ MICHILES DA SILVA), 81 ANOS, PATRIMÔNIO VIVO DE PERNAMBUCO, COMPOSITOR E INTÉRPRETE AINDA EM ATUAÇÃO NO CARNAVAL BRASILEIRO, SEJA ATRAVÉS DE SUAS COMPOSIÇÕES, GRAVADAS E REGRAVADAS POR INÚMEROS ARTISTAS DE NOSSA CULTURA POPULAR, SEJA POR SUA PRÓPRIA ATUAÇÃO À FRENTE DE SUA ORQUESTRA. ESSA PROPOSTA PARTE DA FAMILIA DE JOTA MICHILES, UMA FAMÍLIA QUE É GUARDIÃ DO FREVO EM PERNAMBUCO, ENVOLVIA E COMPROMETIVA COM ESSA IMPORTANTE HERANÇA CULTURAL, QUE HOJE COMO PATRIMÔNIO IMATERIAL DO BRASIL E PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE, PRECISA DE UMA POLÍTICA PERMANENTE DE INCENTIVOS E PROMOÇÕES. José Michiles da Silva, ou simplesmente, Jota Michiles nasceu em 4 de fevereiro de 1943. Completou, portanto, no carnaval de 2024, 81 anos de idade. Pelo menos cinquenta deles dedicados à música. Hoje é um compositor pernambucano consagrado sobretudo na área do frevo já que, desde os anos 80, ele é um dos maiores nomes do gênero, sendo autor de hits como Bom Demais, Me segura senão eu caio, Roda e Avisa, Diabo Louro, Vampira, entre outros sucessos gravados por intérpretes variados, tais como Alceu Valença, André Rio, Almir Rouche, Geraldo Azevedo, Naná Vasconcelos, entre outros. São de Michiles, portanto, alguns dos maiores sucessos de frevo pernambucano que fazem o carnaval do Recife e de Olinda. Mas não somente de frevo é formado o repertório de Michiles. No seu cancioneiro estão presentes também os maracatus, forrós, cocos e cirandas. O reconhecimento da importância de seu legado para o frevo e para a música pernambucana lhe rendeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco em 2020. Em 2024, recebeu da Universidade de Pernambuco - UPE, o Título de Notório Saber em Cultura Popular. Compositor, mas também intérprete, no Carnaval Michiles sobe ao palco acompanhado por orquestra de frevo e executa suas composições. A primeira música criada por Michiles foi um bolero Você Me Maltratou, interpretada por Victor Bacelar, em 1962. O primeiro sinal de que ele se tornaria um grande sucesso aconteceu quando ainda tinha 16 anos. A versão Não Quero que tu Chores para a música dos Beatles, I Wanna Hold Your Hand foi gravada, com grande sucesso, pelos Golden Boys. Em 1966, aos 23 anos, recebeu o prêmio no Festival Uma Canção para o Recife, com uma marcha-de-bloco, chamada Recife Manhã de Sol, interpretada por Marcos Aguiar. O álbum, um dos mais vendidos daquele ano, foi lançado pela gravadora Rozemblitz. O festival foi o grande salto na carreira do compositor, que concorreu e ganhou de personalidades como Capiba, Ariano Suassuna e Nelson Ferreira. A partir daí, o artista começou a participar dos concursos de música promovidos pela Rádio Clube de Pernambuco, TV Tupi e TV Jornal do Commercio (Canal 2). Foi em 1986, com a música Bom Demais, gravada por Alceu Valença, que seu nome virou sinônimo de frevo. No ano seguinte, também interpretada por Alceu, a canção Me Segura Senão Eu Caio explodiu nas ladeiras de Olinda e foi imortalizada como hit obrigatório nas festas de Momo. O ano seguinte foi a vez de o frevo Fazendo Fumaça ecoar nos quatro cantos do carnaval pernambucano, na voz de Fafá de Belém. Em 1993 ele compôs o sucesso Diabo Louro, gravado por Almir Rouche no mesmo ano. Dois anos mais tarde, explodiu e ganhou o Brasil na voz de Alceu Valença. Apesar de suas letras serem mais conhecidas na voz de Alceu Valença, Michiles emprestou suas canções a artistas como Fafá de Belém (Fazendo Fumaça, Forró Fogoso e Negue), André Rio (Queimando a Massa e Babado da Morena), Claudionor Germano (Queimando a Massa), Banda Pingüim (Queimando a Massa), Versão Brasileira (Perna Pra Que Te Quero), Nádia Maia (Espelho Doido), Novinho da Paraíba (Forró Fogoso) e Coral do Bloco da Saudade (Sonhos de Pierrô, Obrigado Criança e Bloco da Saudade). Suas músicas foram gravadas também por Elba Ramalho, Antônio Carlos Nóbrega, Naná Vasconcelos, Geraldo Azevedo, Amelinha, Daniela Mercury e Maria Bethânia. Outro grande sucesso foi a música Roda e Avisa, homenagem a Chacrinha, música que compôs junto com Edson Rodrigues, gravada por Alceu Valença. Apesar de consagrado como frevista de carteirinha, também possui uma veia em diversos outros ritmos, principalmente o Forró. Forró Fogoso foi gravado por Novinho da Paraíba e Fafá de Belém; Estrela Gonzaga foi interpretada por Domiguinhos, que, junto a Marrom (Nação Brasileira), gravou o forró Acorda Povo. Compôs o maracatu Recife Nagô, gravado por Amelinha e Asas da América, em 1998. O coco Swing Naná foi criado em homenagem a Naná Vasconcelos. A música foi gravada pela primeira vez por Almir Rouche (Banda Pinguim), na década de 90, em seguida pela banda baiana Kissukila em 2002 e por Aurinha do Coco em 2003.
Line Up – Recife Frevo Festival 17h: Lançamento do Livro FrevobookAutores: Climério Oliveira, Maestro Spok e Marcos FM.Local: Foyer do Teatro do Parque.Descrição: Sessão de lançamento e bate-papo com os autores, abordando a história e as curiosidades sobre o frevo, seguido por sessão de autógrafos. 18h: ClarinadaLocal: Entrada do Teatro do Parque.Descrição: Um naipe de clarins se apresenta na frente do teatro, anunciando oficialmente o início do Recife Frevo Festival.Duração: 15 a 20 minutos. 18h20: Orquestra de RuaLocal: Área externa do Teatro do Parque.Descrição: Uma Orquestra de Frevo realiza um cortejo com passistas na área externa, animando o público com 30 minutos de frevo. O público será convidado a entrar no teatro para dar início às apresentações internas. 19h: Início da Programação PrincipalOrquestra Recife Frevo, formada por instrumentistas homens e mulheres, formam o grupo-base que acompanhará os intérpretes e solistas convidados, sendo regidos ao longo da noite por diferentes maestros do frevo. 19h10 – Regência do Maestro César MichilesExecuta 2 frevos instrumentais clássicos com a Orquestra Recife Frevo.César convida: Jota Michiles (seu pai, um dos maiores compositores de frevo canção da história de Pernambuco, Patrimônio Vivo de Pernambuco).Jota Michiles interpreta 3 frevos icônicos de sua autoria, acompanhado pela Orquestra. 19h40 – Regência da maestrina Lourdinha NóbregaExecuta 2 frevos instrumentais clássicos.Lourdinha convida: Nena Queiroga.Nena Queiroga canta 3 frevos, destacando sua interpretação poderosa de clássicos do frevo. 20h10 – Regência de Maestro Spok Spok executa 2 frevos instrumentais com a sua assinatura característica.Spok convida: Flaira Ferro.Flaira Ferro interpreta 3 frevos, misturando sua energia performática com as raízes do frevo. 20h40 – Regência do Maestro Ademir AraújoMaestro Ademir Araújo executa 2 frevos instrumentais clássicos.Ademir convida: Romero Ferro.Romero Ferro canta 3 frevos, acompanhado pela Orquestra, em uma fusão de frevo e pop contemporâneo. 21h10 – Apresentação de virtuoses do Frevo Trio Instrumental:Formado por César Michiles, Beto Ortiz e Jerimum, o trio explora o virtuosismo instrumental em uma apresentação vibrante de frevos instrumentais. Duo Henrique Albino & Surama Ramos:Henrique Albino (pianista, multiinstrumentista) e Surama Ramos (mezzo-soprano) trazem uma interpretação lírica de frevos e canções do repertório brasileiro. Duo Maria Flor & Luciano Magno:A violinista Maria Flor e o guitarrista Luciano Magno fecham a noite com um dueto instrumental de frevo, misturando sonoridades clássicas e modernas. 22h: Encerramento do 1º Recife Frevo FestivalCom todos os músicos no palco, formaremos uma grande Jam, terminando com um arrastão de frevo para a parte de fora do teatro, onde as pessoas poderão mais uma vez sentir no corpo a energia do frevo. OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: Ao longo do festival, nos intervalos entre uma atração e outra, a mestra de cerimônias trará pequenas pílulas informativas sobre o homenageado do evento, o compositor Jota Michiles, destacando momentos importantes de sua trajetória. Simultaneamente, serão exibidas na tyela de cinema do Teatro do Parque imagens do filme "Frevo Michiles", dirigido pelo cineasta Hélder Lopes, enriquecendo a experiência do público com trechos visuais que celebram a obra e a vida do grande mestre do frevo. Esta grande programação está sendo cuidadosamente construída pela equipe principal do projeto, com a maioria dos artistas e maestros já cientes e em concordância com as propostas artísticas. O formato do festival é dinâmico, refletindo a natureza vibrante do frevo, e foi pensado para proporcionar ao público uma mostra significativa e diversa das pessoas que hoje trabalham com o frevo em Pernambuco. A depender da obtenção de novos incentivos, especialmente no que diz respeito à viabilização de cachês, há a possibilidade de incrementar a programação com um nome de peso do cenário nacional. Um exemplo é Alceu Valença, que já foi sondado e, possivelmente, poderá integrar a grade do festival, fazendo o encerramento da primeira noite, tornando o evento ainda mais especial e atraente para o público.
O Recife Frevo Festival busca garantir que todas as pessoas, independentemente de suas condições físicas ou sensoriais, possam participar e usufruir plenamente das atividades oferecidas. Para isso, o projeto contempla dois aspectos fundamentais: Acessibilidade Física e Acessibilidade de Conteúdo. 1. Acessibilidade FísicaOs espaços onde o festival será realizado, o Paço do Frevo e o Teatro do Parque, já dispõem de infraestrutura acessível para pessoas com deficiência física, incluindo: Rampas de acesso: Facilitam a locomoção de cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.Espaços reservados para cadeirantes: Em áreas de visibilidade apropriada nos espaços das apresentações.Banheiros acessíveis: Adaptados para garantir a independência e conforto de todos.Guias táteis: Para auxiliar pessoas com deficiência visual a se locomoverem com segurança. 2. Acessibilidade de Conteúdo O festival também terá medidas para garantir que o conteúdo seja acessível e compreensível para pessoas com deficiência auditiva e visual, assegurando inclusão total nos momentos artísticos e educativos. As medidas adotadas incluem: Tradução em Libras: Profissionais intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais) estarão presentes nas apresentações e oficinas para facilitar a compreensão de pessoas com deficiência auditiva.Audiodescrição: Descrição sonora detalhada de apresentações artísticas, permitindo que pessoas com deficiência visual compreendam as cenas e ações no palco.Legendas descritivas: As exibições de vídeos, como o documentário, terão legendas descritivas que não apenas transcrevem o áudio, mas também indicam sons e trilhas musicais importantes para a experiência.
O Recife Frevo Festival foi concebido como um evento amplamente inclusivo, com acesso gratuito a todas as suas atividades. A seguir, detalhamos as formas de distribuição dos produtos e as ações voltadas para ampliar o alcance e democratizar o acesso à cultura. 1. Distribuição e Comercialização dos Produtos Acesso gratuito a todas as atividades: O festival não cobrará ingresso para as apresentações realizadas no Teatro do Parque, permitindo que qualquer pessoa interessada possa participar sem barreiras financeiras. Oficinas gratuitas: As oficinas formativas e cursos oferecidos pelo festival, com foco em frevo, música e dança, também serão totalmente gratuitos e abertos ao público, com especial atenção para estudantes e jovens músicos da rede pública. Distribuição gratuita do catálogo: O catálogo do festival, que contará com fotos, biografias dos artistas, informações sobre o frevo e sobre o evento, será distribuído gratuitamente a escolas, bibliotecas e outras instituições culturais de Pernambuco e também disponibilizado online para o público geral. Documentário gratuito: O documentário que será produzido ao longo do festival será distribuído gratuitamente em plataformas digitais, como parte de uma estratégia para registrar e disseminar a memória cultural do frevo. 2. Medidas de Ampliação de Acesso Cortejos abertos ao público: Além das apresentações no Teatro do Parque, o festival contará com cortejos de orquestras de frevo pelas ruas do Recife, que serão abertos ao público, sem restrição, promovendo uma interação direta com a comunidade e levando a música para as ruas de forma acessível e democrática. Busca ativa de estudantes de música: O festival promoverá uma busca ativa de jovens músicos e estudantes de escolas públicas e projetos sociais, para que participem das oficinas e dos encontros formativos oferecidos, ampliando a inclusão de novos talentos no cenário do frevo. Divulgação digital: As redes sociais do festival serão utilizadas de forma estratégica para promover as atividades, facilitando o acesso a informações e a inscrições, além de ampliar a visibilidade do evento para públicos diversos.
Michelle de Assumpção, Produtora Executiva do Recife Frevo Festival, será responsável pela coordenação geral e execução de todas as etapas do evento. Ela atuará na formação da grade artística e pedagógica, escolhendo artistas e especialistas junto à equipe de direção. Além disso, supervisionará todas as fases do projeto, desde a pré-produção até a pós-produção, garantindo o cumprimento do cronograma e a qualidade do festival. Michelle também gerenciará as contrapartidas sociais, como visitas às escolas públicas, e coordenará o Plano de Comunicação, incluindo a relação com patrocinadores, a divulgação do festival e a produção do catálogo e documentário. Michelle de Assumpção - Coordenadora Geral Michelle de Assumpção é mulher, negra, de terreiro, recifense, jornalista, escritora e curadora. Jornalista formada pela Universidade Federal de Pernambuco (1996), com especialização em Gestão Pública de Cultura (UFBA e Fundaj, 2017), atua nos segmentos da Comunicação voltada para a Cultura. Foi repórter do Jornal do Commercio (1996 a 2000) e do Diário de Pernambuco (2001 a 2011), sempre escrevendo para os Cadernos de Cultura, onde foi setorista de Cultura Popular, sobretudo as expressões de povos de matriz africana. Durante mais de dez anos, produziu reportagens especiais sobre personagens e manifestações de festas de tradição popular. É autora da biografia Lia de Itamaracá nas Rodas da Cultura Popular; do livro 30 Anos do Festival de Inverno de Garanhuns; escreveu a publicação Ciranda para a Cepe Editora/Ad-Diper e contribuiu com textos para diversas publicações do Governo de Pernambuco, tais como Patrimônios Vivos e Povos Tradicionais. Michelle é filha do compositor de frevos e Patrimônio Vivo de Pernambuco, Jota Michiles, um dos grandes nomes da música pernambucana. Sua trajetória é marcada por uma profunda ligação com o frevo, tendo participado de eventos dedicados à preservação e difusão desse patrimônio cultural desde os antigos festivais em prol do frevo até os mais recentes debates sobre sua salvaguarda. Crescendo em um ambiente onde a música e a cultura popular permeavam o cotidiano, Michelle se dedicou, ao longo de sua carreira, à valorização e defesa das manifestações culturais pernambucanas, com destaque especial para o frevo. Essa conexão com o frevo é refletida em sua atuação como produtora, curadora e jornalista, desempenhando papéis cruciais na organização de eventos e no fortalecimento da cultura local, sempre em defesa da memória e da relevância dessa manifestação cultural que é Patrimônio Imaterial da Humanidade. Em 2021, a convite do Instituto Itaú Cultural, realizou a curadoria da Ocupação Lia de Itamaracá em São Paulo. Em 2023, realizou a curadoria de uma nova exposição sobre a artista, no Paço do Frevo e, posteriormente, na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Entre 2011 até janeiro de 2023, exerceu a função de gestora de Comunicação da Secretaria de Cultura do Governo de Pernambuco/Fundarpe. Coordenou as ações do portal Cultura PE, que ajudou a fundar, e elaborou e coordenou Planos de Comunicação para importantes ações culturais, os quais acompanhou de perto toda produção, tais como o circuito Pernambuco Nação Cultural (de 2011 a 2014), Festival de Cinema de Triunfo e Festival de Inverno de Garanhuns (2011 a 2022). Também coordenou, nesse período, a comunicação de programas estratégicos para a cultura do Estado, como o Programa Patrimônio Vivo, a Semana do Patrimônio Cultural e o Cultura PE em Rede. Em 2007, no ano do centenário do frevo, Michelle coordenou o mega show Asas do Frevo - O Carnaval de Jota Michiles, em homenagem ao pai, que marcou o lançamento do disco homônimo de Jota Michiles. O evento contou com a presença de grandes nomes da música popular de Pernambuco, como Alceu Valença, Antônio Carlos Nóbrega, Claudionor Germano e André Rio, além de artistas brasileiros como Chico César, Elba Ramalho, Amelinha, Fafá de Belém e Daniela Mercury. César Michiles - Produtor Musical César Michiles, nascido em 1975 no Recife, é um músico e compositor renomado. Desde a infância, cercado pela música, iniciou seus estudos no Conservatório Pernambucano de Música e desenvolveu habilidades em diversos instrumentos de sopro e percussivos. César é o idealizador da Transversal Frevo Orquestra, criada em 2017, que estreou no Carnaval do Recife em 2018, quando ele atuou como diretor musical da abertura do evento. Nesse ano, seu pai, Jota Michiles, foi o grande homenageado do Carnaval, ressaltando a tradição musical da família. Além de sua atuação na orquestra, César é músico e diretor musical da banda de Geraldo Azevedo e participou de diversos projetos, como O Grande Encontro, ao lado de grandes nomes da música brasileira. Sua trajetória inclui prêmios em festivais de música e colaborações com artistas renomados, consolidando sua posição no cenário musical nacional. Em 2011, César alcançou um marco significativo em sua carreira como compositor ao conquistar o primeiro lugar no Festival de Música Carnavalesca do Recife com a música "Pipocando". Dois anos depois, em 2013, obteve o segundo lugar no mesmo festival com a música "Esse é o Tom", demonstrando sua versatilidade e talento como compositor. Climério Oliveira - Coordenador Cultural Climério de Oliveira é Doutor em Música (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro); professor, pesquisador na área de música e patrimônio cultural imaterial, violonista-compositor-intérprete de música popular e produtor cultural. Leciona no Conservatório desde outubro de 1994 e no Programa de Pós-Graduação em Música da UFPE, desde 2019. Fez dezenas de cursos de curta duração e capacitação nas áreas de música, gestão cultural, gestão de projetos, liderança, acessibilidade comunicacional, etc. Publicou quatro livros da série Batuque Book, entre os quais, Frevo: transformações ao longo do passo (Cepe Editora, 2020). Como produtor cultural, elaborou e realizou vários projetos, tais como: o Projeto Nossos Passos (aulas-espetáculo e oficinas nas escolas da rede pública estadual e municipal, na Região Metropolitana do Recife); o projeto da pesquisa que subsidiou o registro do forró como patrimônio cultural do Brasil (supervisionada pelo IPHAN), que percorreu todos os estados do Nordeste e do Sudeste, além do Distrito Federal; o Inventário do Forró no Interior de Pernambuco, que já percorreu 12 municípios; e oo Festival São João na Rede (junho de 2020), transmitido pelo YouTube, que reuniu músicos de 14 estados brasileiros e transmitiu 240 atrações. Como músico, criou e participou da Banda Chá de Zabumba (a qual fundou) por 12 anos (como cantor, compositor e violonista). Já se apresentou nos principais eventos de Pernambuco, além de eventos em capitais de outros estados brasileiros. É membro-fundador da Associação Respeita Januário, a qual realizou diversos projetos, pesquisas e inventários de patrimônio imaterial de manifestações culturais como: caboclinhos, ciranda, cavalo-marinho, forró e capoeira.
PROJETO ARQUIVADO.