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PRONAC 2411231Autorizada a captação residual dos recursosMecenato

Páginas Abertas - Livros para diferentes formas de ler

MAIS DIFERENCAS
Solicitado
R$ 1,07 mi
Aprovado
R$ 1,07 mi
Captado
R$ 1,0 mil
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.1%

Classificação

Área
—
Segmento
Livro/Obra Refer impres/eletrôni valor Art/Lit/Hum
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Inclusão da pessoa com deficiência, participação ativa e acessibilidade plena
Ano
24

Localização e período

UF principal
SP
Município
Guarulhos
Início
2025-02-03
Término
2026-08-03
Locais de realização (1)
São Paulo São Paulo

Resumo

O Projeto Páginas Abertas busca contribuir com a democratização do acesso à leitura a todas as pessoas, principalmente aquelas que possuem algum tipo de deficiência, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD) por meio de três eixos de ação: i) Produção de livros de literatura infantil e infantojuvenil em múltiplos formatos acessíveis (arquivos audiovisuais contendo narração, descrição das imagens, janela de Libras, texto original ou em Leitura Fácil/Linguagem Simples, além de paisagem sonora); ii) Formação de profissionais da cultura e toda sua cadeia produtiva em práticas de mediação de leitura acessível e inclusiva; iii) Formação de leitores em uma perspectiva acessível e inclusiva, através da promoção de mediações de leitura.

Sinopse

1. Desenvolvimento de títulos de literatura infantil e infantojuvenil em formatos múltiplos acessíveis e mapas de leitura: Ação: Serão produzidos 5 livros infantis e 3 livros infantojuvenis. A produção dos conteúdos acessíveis terá como diretriz os princípios do Desenho Universal, que possibilita a disponibilização do livro para públicos com diferentes tipos de deficiência e sem deficiência. Serão produzidos livros audiovisuais que contarão com os seguintes recursos de acessibilidade: a) Texto e ilustrações originais da publicação; b) Narração em áudio feita por profissionais especializados (atores, contadores de história, locutores); c) Descrição das imagens; d) Animação das imagens; e) Desenho de som; Tradução e interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras); f) Expansão das imagens em Libras. Além dos oito livros, serão disponibilizados 2 mapas de leitura: um sobre os livros infantis e um sobre os livros infantojuvenis. Trata-se de guias com orientações que apresentam cada um dos recursos acessíveis e seus usos possíveis, em diálogo com as diferentes estratégias de mediação, atividades e recursos de apoio a cada um dos títulos. Realização: Todos os livros serão disponibilizados de forma gratuita na Biblioteca Digital da Mais Diferenças. Os livros de Domínio Público poderão ser acessados por qualquer pessoa e os livros proprietários poderão ser acessados por pessoas com deficiência e suas famílias, bem como por profissionais que trabalham com este público, respeitando o marco legal vigente. a) Público-alvo: População infantil e infantojuvenil com diferentes tipos de deficiência e sem deficiência no Estado de São Paulo; 2. Formação de profissionais sobre promoção do acesso ao livro e à leitura para todos Ação: Este eixo prevê a realização de oficinas formativas sobre mediação de leitura acessível e inclusiva, a fim de contribuir com a instrumentalização dos participantes no que tange às práticas acessíveis e inclusivas voltadas ao livro e à leitura. Durante a formação, os participantes serão apresentados às diversas formas de conhecer as obras e de explorar os livros em múltiplos formatos acessíveis. Realização: Serão realizados 17 encontros formativos online para que seja possível alcançar o maior número de pessoas em todo território nacional. a) Público-alvo: profissionais da educação, agentes culturais, bibliotecários, mediadores de leitura, profissionais de equipamentos da assistência social, educadores de organizações sociais, entre outros profissionais interessados. b) Parceiros potenciais: EFAPE/SEDUC; SISEB ; Secretarias de Educação e Cultura de todo o país. c) Carga horária: 3 horas por oficina, totalizando 51 horas de formação; d) Locais: Bibliotecas públicas, auditórios públicos, unidades educacionais, centros culturais e de convivência, feiras literárias, ONGs, entre outros. 3. Formação de leitores com ou sem deficiência ou Transtorno do Espectro Autista (TEA) Ação: Este eixo envolverá duas atividades: realização de mediações de leitura acessíveis e inclusivas e a criação de um clube de leitura para até 20 pessoas com deficiência ou Transtorno do Espectro Autista em uma perspetiva inclusiva, podendo envolver público sem deficiência em situação de vulnerabilidade, como pessoas idosas, em situação de refúgio, população LGBTQIA+, entre outros. Realização: As mediações serão realizadas com os livros produzidos no âmbito do Projeto e, em seguida, nas oficinas formativas nos municípios selecionados, tendo como público os participantes da formação e participantes espontâneos – como crianças das Unidades Educacionais ou frequentadores de bibliotecas públicas. As mediações contarão com 2 consultores, além da tradução e interpretação em Língua Brasileira de Sinais. Serão realizadas duas mediações por oficina formativa nos municípios selecionados, totalizando 10 mediações de leitura acessível e inclusiva. a) Público-alvo: público atendido pelos equipamentos (alunos, frequentadores dos equipamentos, visitantes e etc.), profissionais da educação, agentes culturais, bibliotecários, mediadores de leitura, profissionais de equipamentos da assistência social, educadores de organizações sociais, entre outros profissionais interessados; b) Carga horária: 2 horas por oficina, totalizando 20 horas; c) Locais: bibliotecas públicas, unidades educacionais, auditórios públicos, centros culturais, entre outros.

Objetivos

Objetivo Geral Contribuir com a democratização do acesso ao livro, à leitura e à literatura para todas as pessoas, tendo a acessibilidade e a inclusão como eixos centrais. Objetivo Específico a) Ampliar o acervo disponível de livros de literatura em diferentes formatos acessíveis, por meio do desenvolvimento de 8 títulos para o público infantil e infantojuvenil com diferentes tipos de deficiência e sem deficiência, tendo como premissa o Desenho Universal; b) Compartilhar, com profissionais das área da cultura e toda sua cadeia produtiva de fomento, pessoas com deficiências e suas famílias, livros em diferentes formatos acessíveis e estratégias de mediação de leitura que contribuam com a equiparação de oportunidades e a inclusão; c) Contribuir com o desenvolvimento de práticas acessíveis e inclusivas por profissionais de bibliotecas escolares, bibliotecas públicas, espaços de leitura, centros culturais, entre outros, por meio da realização de 17 encontros formativos (oficinas) em articulação com diferentes parceiros no estado de São Paulo e nos municípios envolvidos no projeto; d) Contribuir com a formação de leitores em situações de vulnerabilidade social, por meio da criação de um Clube de Leitura envolvendo 20 jovens e adolescentes com e sem deficiência, a ser realizado em 12 encontros ao longo do projeto.

Justificativa

Ao longo dos últimos anos, diversos marcos legais foram construídos para a regulamentação efetiva dos direitos das pessoas com deficiência na sociedade brasileira. Destacam-se, neste sentido, as Leis nº 10.048/00 e 10.098/00 e o Decreto nº 5.296/04, que tratam da acessibilidade; a Lei nº 10.436/02 e o Decreto nº 5.626/05, que dispõem sobre a LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) como segunda língua oficial do país e organizam a oferta de atendimento às pessoas surdas; os Decretos Legislativo nº 186/2008 e Executivo no 6.949/2009, que regulamentaram a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e a Lei Nº 13.146/2015, conhecida como Lei Brasileira de Inclusão (LBI), que consolida a legislação nacional relativa aos direitos das pessoas com deficiência. No campo da cultura e da literatura, o Plano Nacional de Cultura (Lei 12.343/10) contempla tanto a necessidade da democratização do acesso à cultura quanto a questão da acessibilidade. Vale destacar, também, a Instrução Normativa 116/14, que trata das produções nacionais financiadas com recursos públicos e determina que 100% das produções devem ter suas cópias depositadas com os recursos de audiodescrição, legenda descritiva e LIBRAS. Outros marcos relevantes também abordam as questões relativas ao acesso de pessoas com deficiência à produção cultural. Nas Metas do Plano Nacional de Cultura de 2012, existem ações previstas de acessibilidade, democratização e acesso que incluem as pessoas com deficiência. Ainda nesta perspectiva, o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL, regulamentado pelo Decreto Federal nº 7.559/2011), prevê no parágrafo 2º que as ações, programas e projetos do PNLL serão implementados de forma a viabilizar a inclusão de pessoas com deficiência. O PNLL estabelece ainda, eu suas linhas de ação, a "distribuição de livros gratuitos que contemplem as especificidades dos neoleitores jovens e adultos, em diversos formatos acessíveis" e o "fomento às ações de produção, distribuição e circulação de livros e outros materiais de leitura, contemplando as especificidades dos neoleitores jovens e adultos e os diversos formatos acessíveis". O Brasil tem construído um contexto normativo consistente para o desenvolvimento de políticas, programas e projetos voltados à democratização da cultura e garantia dos direitos das pessoas com deficiência. Por outro lado, observa-se que a oferta de livros de literatura acessíveis em múltiplos formatos ainda é escassa. Além disso poucas iniciativas existentes focam, majoritariamente, em um único tipo de deficiência ou recurso específico (ex.: livros em braile ou audiolivros). Em dezembro de 2021, foi regulamentado o Tratado de Marraqueche através do Decreto nº 10.882, de 3 de dezembro de 2021. Em fevereiro de 2022, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, através da Portaria nº 505, de 21 de fevereiro de 2022, dispôs sobre o processo administrativo de reconhecimento de entidades autorizadas para a realização do intercâmbio transfronteiriço e a importação de exemplares em formatos acessíveis e de fiscalização de suas atividades. Diante do exposto e através do Projeto, seguimos empenhados no compromisso de cumprir nosso papel institucional com base no arcabouço normativo, nas diretrizes legais e técnicas na promoção de políticas educacionais e culturais acessíveis e inclusivas - especialmente na democratização do acesso ao livro e à leitura -, ao traçar estratégias inovadoras que contribuam para a efetivação deste direito por meio da valorização das diferenças e da autonomia, da equiparação de oportunidades e da eliminação de barreiras, colaborando para tornar a sociedade acessível e inclusiva para todas as pessoas. Em dezembro de 2022, a Mais Diferenças foi a segunda organização reconhecida através dos critérios da portaria. O projeto busca disseminar a defesa do livro como um bem público e comum _ e não um artefato cultural rebuscado e aristocrático _ e tornar evidente seu caráter igualitário, acessível e fundamentalmente disponível para todos, por meio estratégico do Desenho Universal e da disseminação das práticas mediadoras e leitoras que tenham a acessibilidade e a inclusão como aspectos centrais. Dessa forma, com base no Inciso I do Art. 1° da Lei 8313/91 que dispõe sobre a contribuição para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais, esse projeto irá promover atividades para suprir a escassez da realidade brasileira e reparar os danos já causados, buscando colaborar com a eliminação de barreiras e a democratização do acesso ao livro para todos, com igualdade de oportunidades.

Estratégia de execução

Desde 2014, a Mais Diferenças vem desenvolvendo iniciativas isoladas e complementares, com financiamento público e de fundações privadas, para promover o direito ao livro, à leitura e à literatura, tais como produção de livros em múltiplos formatos acessíveis, formação de mediadores de leitura, formação de leitores e incidência em defesa da garantia e democratização do acesso ao livro às pessoas com deficiência em diversos fóruns e espaços institucionais. Nos últimos 13 anos a Mais Diferenças vem desenvolvendo e produzindo em parceria com Itaú Social todos os livros em formato acessível da campanha Leia com uma criança. Já em 2022, a organização foi contemplada com o Edital 027/22 do Proac, onde desenvolveu a Biblioteca Mais Diferenças, uma biblioteca digital de livros audiovisuais em múltiplos formatos acessíveis, por meio de plataforma Web exclusiva e App para hospedagem e acesso dos livros acessíveis, dos mapas de leitura e de conteúdos complementares sobre Livro e Leitura Acessível para todos. É importante ressaltar que toda a plataforma está em leitura fácil e linguagem simples. A produção dos livros pela Mais Diferenças tem uma metodologia inovadora em relação às demais iniciativas no campo, pois tem como diretrizes os princípios do Desenho Universal, que possibilitam que um livro possa ser disponibilizado para públicos com diferentes tipos de deficiência e sem deficiência. A grande maioria dos livros produzidos são audiovisuais e contam com os seguintes recursos de acessibilidade: - Texto e ilustrações originais da publicação; -Narração em áudio feita por profissionais especializados (atores, contadores de história, locutores); - Descrição das imagens; - Imagens em movimento; - Desenho de som; - Tradução e interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras) dos textos e das imagens, contextualizando e ampliando o vocabulário e a possibilidade de compreensão leitora e produção de sentidos. Também são desenvolvidos livros infanto-juvenis e adultos em Leitura Fácil/Linguagem Simples - recurso de acessibilidade pouco difundido na produção de livros no Brasil e que possibilita o acesso à leitura por pessoas com deficiência intelectual, Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD), pessoas com surdez, migrantes, refugiados e/ou que têm o português como segunda língua, além de pessoas com baixo grau de letramento e neoleitores. A produção de livros em Leitura Fácil traz adequações em relação à linguagem, ao conteúdo e à forma para ampliar as possibilidades de compreensão do leitor. Por fim, além dos recursos de acessibilidade, são produzidos materiais complementares e de apoio à leitura das obras, tais como glossários e mapas de leitura. A Mais Diferenças já desenvolveu 69 livros de literatura em múltiplos formatos acessíveis produzidos; distribuiu mais de 350 itens de Tecnologia Assistiva; elaborou três publicações relacionadas à acessibilidade cultural e ao livro, leitura e bibliotecas produzidas e disponíveis gratuitamente online: Manual Orientador para Acessibilidade em Bibliotecas Públicas, Guia de Mediação de Leitura Acessível e Inclusiva e Cadernos LMD de Experiências em Acessibilidade Cultural; envolveu mais de 200 Bibliotecas públicas, comunitárias e escolares participantes de ações de formação em inclusão e acessibilidade; mais de 6 mil profissionais da educação e do setor de livro e leitura participantes de formações nas temáticas do livro, leitura, acessibilidade e inclusão; mais de 50 palestras e participações em mesas em seminários sobre as temáticas; mais de 150 ações de mediação de leitura acessíveis e inclusivas. Já recebeu diversos reconhecimentos, dentre os quais cabe destacar: menção honrosa na 3ª edição do Prêmio Instituto Pró-Livro IPL – Retratos da Leitura 2018, que homenageia organizações, bibliotecas, editoras e mídias que estimulam a leitura no país; finalista no Prêmio Jabuti 2020, na categoria Inovação - Fomento à Leitura, pela iniciativa “Livro e Literatura para Todos”; menção honrosa no Prêmio Visionários JK, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), pelo trabalho inovador e efetivo pela inclusão de pessoas com deficiência na educação e na cultura; premiação na edição de 2022 do Zero Project, pela produção de livros em múltiplos formatos acessíveis. Além disso, foi finalista na categoria “Inclusão, Diversidade e Acesso à Cultura” no Prêmio Governador do Estado de São Paulo para as Artes 2021-2022. Em 2023, foi uma das dez organizações reconhecida pelo Intercultural Innovation Hub, uma parceria entre a Aliança das Civilizações das Nações Unidas (UNAOC) e Grupo BMW, com apoio da Accenture, também por sua atuação no desenvolvimentos de livros em múltiplos formatos acessíveis. Acesse os livros do Leia com uma criança aqui: https://www.itausocial.org.br/leia-para-uma-crianca-livros-acessiveis/ Acesse a Biblioteca MD aqui: https://www.bibliotecamd.org.br/

Especificação técnica

1) Títulos de literatura infantil e infantojuvenil em formatos múltiplos acessíveis e mapas de leitura: a) Material: 5 livros infantis, 3 infantojuvenis e 2 mapas de leitura; b) Disponibilização: Os títulos acessíveis em formato audiovisual a serem produzidos no âmbito deste projeto serão em formato digital no site da Mais Diferenças. c) Duração: Tal medida confere sustentabilidade à iniciativa, visto que os livros permanecerão disponíveis mesmo após o final da execução do projeto; d) Acesso: Em relação ao acesso às obras, cabe destacar que, a depender do tipo de direito autoral que recai sobre cada uma delas, a disponibilização acontecerá de forma diferenciada: I) Disponibilização online IRRESTRITA, no caso de livros em Domínio Público; II) Disponibilização online RESTRITA, no caso de livros protegidos pela Lei de Direitos Autorais; e) Acessibilidade: Narração em áudio; Descrição das imagens; Animação das imagens; Desenho de som; Tradução e interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras); Expansão das imagens em Libras; e Leitura Fácil. 2) Formação de profissionais sobre promoção do acesso ao livro e à leitura para todos: a) Programação: Serão realizados 17 encontros formativos online; b) Beneficiários: Até 100 participantes por oficina, podendo alcançar 1.700 pessoas; c) Acessibilidade: Tradução e interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras); Audiodescrição (para pessoas com deficiência visual); Leitura Fácil/Linguagem Simples (para pessoas com deficiência intelectual e baixo letramento); e Recursos de acessibilidade física e arquitetônica. 3) Mediações de leitores com ou sem deficiência ou Transtorno do Espectro Autista (TEA): a) Programação: Serão realizadas duas mediações por oficina formativa nos municípios selecionados, totalizando 10 mediações de leitura acessível e inclusiva; b) Beneficiários: 70 participantes por mediação, podendo alcançar 700 pessoas; c) Acessibilidade: Tradução e interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras); Audiodescrição (para pessoas com deficiência visual); Leitura Fácil/Linguagem Simples (para pessoas com deficiência intelectual e baixo letramento); Objetos táteis (para ampliar as possibilidades de compreensão e que dialoguem com os temas, personagens e contextos dos livros acessíveis); e Acessibilidade física e arquitetônica. 4) Clube de Leitura para leitores com ou sem deficiência ou Transtorno do Espectro Autista (TEA): a) Programação: Serão realizados 12 encontros, sendo um por mês, ao longo da execução do Projeto; b) Beneficiários: Até 20 participantes entre crianças e adolescentes com ou sem deficiência, selecionados mediante inscrições; c) Local: Acontecerá na filial da organização proponente, localizada no bairro da Água Branca, em São Paulo/SP; d) Acessibilidade: Tradução e interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras); Audiodescrição (para pessoas com deficiência visual); Leitura Fácil/Linguagem Simples (para pessoas com deficiência intelectual e baixo letramento); Objetos táteis (para ampliar as possibilidades de compreensão e que dialoguem com os temas, personagens e contextos dos livros acessíveis); e Acessibilidade física e arquitetônica.

Acessibilidade

A acessibilidade é o aspecto central da iniciativa proposta, sendo transversal a todas as atividades propostas. A produção dos conteúdos acessíveis terá como diretriz os princípios do Desenho Universal, que possibilita a disponibilização do livro para públicos com diferentes tipos de deficiência e sem deficiência. Serão produzidos livros audiovisuais que contarão com os seguintes recursos de acessibilidade: Texto e ilustrações originais da publicação; Narração em áudio feita por profissionais especializados (atores, contadores de história, locutores); Descrição das imagens; Animação das imagens; Desenho de som; Tradução e interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras); Expansão das imagens em Libras.Os três livros infantojuvenis contarão, além dos recursos de acessibilidade citados acima, com a versão produzida em Leitura Fácil/Linguagem Simples. A produção de livros em Leitura Fácil traz adequações em relação à linguagem, conteúdo e forma para ampliar a compreensão do leitor. Envolve ainda a criação de um glossário, que apresenta o significado e exemplos de termos e expressões que podem dificultar a compreensão do conteúdo das obras. Os processos de pesquisa e desenvolvimento dessas obras têm mostrado que esse recurso – idealizado para possibilitar o acesso à leitura por pessoas com deficiência intelectual – torna o livro acessível a diferentes grupos da população, como pessoas surdas e/ou que têm o português como segunda língua, pessoas com Transtorno do Espectro Autista, pessoas idosas, com baixo grau de letramento, neoleitores, migrantes ou em situação de refúgio. Os livros que farão parte deste Projeto levarão em conta critérios de qualidade (relevância social e premiações), temáticos (como foco em temas de cidadania, diversidade, meio ambiente e direitos humanos) e programáticos (presentes em listas de políticas públicas como o Programa Nacional Biblioteca na Escola e programas do Governo do Estado de São Paulo, como o Programa Ler e Escrever e o Programa Sala de Leitura). Os títulos serão escolhidos por uma Comissão de Seleção, formada por membros da organização proponente e de Secretarias e organizações que trabalham com as temáticas de promoção da leitura e direito das pessoas com deficiência. Além dos oito livros, serão disponibilizados dois Mapas de Leitura: um sobre os livros infantis e um sobre os livros infantojuvenis. Trata-se de guias com orientações que apresentam cada um dos recursos acessíveis e seus usos possíveis, em diálogo com as diferentes estratégias de mediação, atividades e recursos de apoio a cada um dos títulos. Todos os livros serão disponibilizados de forma gratuita na Biblioteca Digital da Mais Diferenças. Os livros de Domínio Público poderão ser acessados por qualquer pessoa e os livros proprietários poderão ser acessados por pessoas com deficiência e suas famílias, bem como por profissionais que trabalham com este público, respeitando o marco legal vigente.

Democratização do acesso

A leitura é um direito humano fundamental e constitui condição fundamental para a participação ativa do indivíduo na sociedade, possibilitando desde o uso de recursos comuns do dia a dia até a imersão na ciência, história, literatura e cultura. Quando se pensa em leitura, às vezes, esta é entendida como atividade mecânica, de decodificação dos signos. Entretanto, ler é bem mais que isso: ler é atribuir um sentido ao texto, seja ele apresentado de forma verbal ou não, uma vez que a produção de sentido se constrói na interação entre o texto e o leitor, pois a leitura é, além de uma forma de percepção, a dimensão cognitiva sobre o fazer do outro. Dessa forma, o ato de ler implica na ação de um sujeito sobre o texto lido, à medida que este constrói o seu entendimento a partir do seu conhecimento e das suas vivências. Dentro da concepção cognitiva sociológica, a leitura é um processo de compreensão abrangente e dinâmica que envolve componentes sensoriais, emocionais, intelectuais, fisiológicos, culturais e políticos. Nesta perspectiva, conforme lembra Jouve (2002), a leitura é um processo complexo que implica na construção de sentidos, por envolver processos de percepção, memória, inferência, dedução, processamento e análise. O que significa que o leitor participa ativamente do processo de leitura e a inferência se constitui em um relevante processo cognitivo (BERNARDINO, 2008). A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, de 2020, apontou que 20% dos entrevistados em todo o país tinham dificuldade para ler devido a problemas de visão ou outros impedimentos físicos e 19% devido a “ler muito devagar”. Outros 13% disseram não ter concentração suficiente para ler e 9% não entenderam a maior parte do que leem. Além disso, indicadores de 2018 mostram que 3 em cada 10 brasileiros são considerados analfabetos funcionais, e apenas 1 em cada 10 pode ser considerado proficiente em leitura. Cabe ressaltar que ambas pesquisas não têm foco ou qualquer tipo de recorte em adultos ou crianças com deficiência e que, diante de um contexto educacional e cultural em que este grupo populacional foi excluído e teve seus direitos negados por séculos, pode-se assumir que tais indicadores seriam inevitavelmente mais precários caso incidissem sobre essa população. Dessa forma, o projeto Páginas Abertas busca contribuir com a mudança dessa realidade, a partir do desenvolvimento de livros em múltiplos formatos acessíveis, da disponibilização de recursos e estratégias para promover acessibilidade e inclusão, e da capacitação de profissionais dos setores de educação, cultura e cadeia produtiva do livro nas temáticas. A concepção de livros em múltiplos formatos acessíveis, além de ser indispensável para garantir o acesso à leitura de pessoas com deficiência de todas as idades, também beneficia pessoas que tiveram pouco ou nenhum acesso a textos literários, idosos e aqueles que têm o português como segunda língua. Por exemplo, livros em Leitura Fácil/Linguagem Simples são indicados para pessoas com deficiência intelectual, mas também podem ser muito úteis para pessoas recém-alfabetizadas ou com dificuldades de leitura e compreensão. As descrições de imagens, por outro lado, são fundamentais para pessoas com deficiência visual, mas também ampliam a capacidade de percepção e leitura de imagens de todas as pessoas. Dessa forma, os recursos de acessibilidade vão além de sua função de eliminar barreiras, possibilitando que todos tenham outras formas de acessar, ler e interpretar o mundo.

Ficha técnica

Atividades a serem desenvolvidas pela Coordenação Geral da proponente: Planejamento e organização das ações;Curadoria para seleção dos Livros; Planejamento e organização de comissão para seleção de 8 livros;Planejamento, organização e articulação;Pesquisa e desenvolvimento de conteúdo;Desenvolvimento de conteúdo e programa de formação;Planejamento e desenvolvimento do conteúdo da publicação.Currículo dos integrantes Coordenação Geral Carla Mauch, Fundadora e Coordenadora Geral da Mais Diferenças, com 30 anos de experiência em iniciativas que objetivam a inclusão de pessoas com deficiência nas áreas de educação e cultura. Pedagoga, mestre em Psicologia da Educação com especialização em Deficiência Mental, Teoria Psicanalítica e Psicopedagogia. Pós-Graduação em Tecnologia Assistiva, Ajudas Técnicas e Acessibilidade para Pessoas com Deficiência. Responsável pela área técnica da Mais Diferenças, realizando a supervisão de todos os projetos desenvolvidos em Educação e Cultura Inclusivas. Experiência na elaboração de desenhos de projetos de Política Pública na pauta da Inclusão das Pessoas com Deficiência e dos Direitos Humanos. Coordenação Pedagógica Guacyara Labonia Guerreiro, Fundadora e Coordenadora da Mais Diferenças. Fonoaudióloga, mestre em Educação pela Universidade Cidade de São Paulo, Pós graduação em Psicopedagogia e Pós-Graduação em Tecnologia Assistiva, Ajudas Técnicas e Acessibilidade para Pessoas com Deficiência. Especialização em Terapia Familiar. Experiência em inclusão de crianças, jovens e adultos com deficiência, na educação e formação de educadores e famílias. Responsável pela área de surdez e educação bilíngue LIBRAS/Português da Mais Diferenças e supervisão de todos os projetos de Educação. Assessoria nas ações e projetos de Cultura Inclusiva referente à inclusão das pessoas com deficiência, incluindo apoio no desenvolvimento de metodologias para produção de recursos de acessibilidade audiovisual. Coordenação de Acessibilidade Ana Rosa Bordin, Graduada em Pedagogia com Habilitação em Administração Escolar pela Mackenzie. Trabalha com desenvolvimento de Conteúdos Acessíveis e Cultura Inclusiva. Responsável pela gestão, coordenação, produção e desenvolvimento de projetos com foco em cultura, educação, comunicação e informação envolvendo o desenvolvimento de metodologias de acessibilidade de conteúdo em diferentes linguagens. Responsável pela Coordenação, desenvolvimento e produção de acessibilidade: de 22 coreografias da São Paulo Companhia de Dança; da Ópera Poranduba, do Theatro São Pedro; de mais de 10 exposições de organizações como SESC e MAM; dos materiais acessíveis das atividades na Bienal Internacional do Livro; do livro “Tremores” do filósofo Jorge Larrosa. Além de ser responsável pela edição, organização e revisão técnica das publicações da Editora Mais Diferenças. Por fim, coordena, desenvolve e produz projetos de acessibilidade de Cursos EAD, fazendo interface com tecnologias de informação e comunicação acessíveis (TICs). Coordenação Técnica Thaís Pereira Martins é bacharel em Gestão de Políticas Públicas (EACH/USP) e mestre em Políticas Públicas (UFABC). Trajetória de 10 anos em gestão, pesquisa, monitoramento e avaliação de projetos e políticas de educação. Foi coordenadora de monitoramento e avaliação e atualmente é coordenadora de pesquisa e advocacy na Mais Diferenças. Atuou em projetos de pesquisa em educação em diferentes estados junto à UNESCO, Tomara! Educação e Cultura e Observatório Regional do Consórcio Intermunicipal Grande ABC e em projetos de cultura junto a organizações como Pinacoteca do Estado de São Paulo, Cinemateca Brasileira e São Paulo Companhia de Dança. Gestão Administrativa Financeira e Prestação de Contas Silvana Gomes, bacharel em Comunicação Social, cursos de extensão em Administração e Gestão Pública, com mais de 15 anos de experiência em gestão de contratos, parcerias públicas e privadas, Leis de incentivo, gestão de projetos, prestação de contas e governança no terceiro setor. Monitoramento e Avaliação João Pedro Reis da Silva, bacharel em Gestão de Políticas Públicas pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, cursa a graduação de Pedagogia na USP. Atua na área da Educação desde 2016 em organizações do terceiro setor e órgãos públicos administrativos do primeiro setor, na gestão, monitoramento e avaliação das ações dos projetos. Equipe Produção Audiovisual Rodrigo Sanches cursou Filosofia e Letras na Universidade de São Paulo (FFLCH – USP) e se formou como ator e locutor no Teatro Escola Macunaíma. É audiodescritor, locutor, ator e produtor cultural. Trabalha na Mais Diferenças e na produtora de conteúdos acessíveis BRDN, colaborando na elaboração e desenvolvimento dos roteiros de audiodescrição de inúmeros filmes como Aquárius, Praia do Futuro e séries como Impuros e Irmão do Jorel, também trabalhou em projetos de acessibilidade de instituições culturais como SP Cia de Dança, SESC, Teatro São Pedro, Itaú Cultural, CCBB e Museu do Amanhã. Colaborou na redação dos Cadernos do Laboratório Mais Diferenças. Filipe Vianna é formado em Comunicação Social com habilitação em Audiovisual pela Universidade de Brasília. Em 2016, traduziu e legendou todos os curtas da Mostra Cine Laboratório (MOCILA), realizada em diversas locações de São Paulo e do Rio de Janeiro, organizando sessões em salas de cinema e também ao ar livre. Trabalha na BRDN Acessibilidade, uma produtora dedicada à acessibilização de conteúdos audiovisuais e culturais. Atua como locutor, compositor e produtor de trilhas sonoras originais, editor e finalizador de áudio para os projetos acessíveis da casa, tais como áudio-descrições para conteúdo audiovisual, audioguias acessíveis para museus e livros acessíveis em formato universal. Cassiano Fraga, ator, locutor, preparador vocal, editor de áudio e pesquisador. Doutorando em Artes Cênicas no PPGA/UNESP e mestre no mesmo programa, atuou em diversos espetáculos. É fundador do Coletivo Refluxos de Artes Performativas e é artista colaborador no Santa Víscera Teatro. Paulo Castro graduou-se em Comunicação Social com habilitação em Audiovisual pela Universidade de Brasília. Atuou com educomunicação, fotojornalismo e produção de vídeo. Trabalhou como câmera, operador de som, editor e produtor em agências de publicidade e produtoras. Atualmente trabalha com produção de recursos de acessibilidade audiovisual para cinema, tv, teatro, exposições e publicidade. Jomaryston Candido, designer e artista multimídia, formado em Design pela Universidade de São Paulo, e com graduação sanduíche pela Ontario College of Art and Design (Canadá). Vem desenvolvendo habilidades em áreas como programação visual, arte digital, mídias interativas e edição de vídeos. Atualmente trabalha como editor de vídeos, motion designer e designer gráfico na Produtora BRDN e na ONG Mais Diferenças, com trabalhos voltados para a produção de conteúdo audiovisual acessível. Saulo Tomé, fotógrafo e videasta, trabalha com audiovisual em perspectiva acessível e inclusiva desde 2015. Natural de Goiás, é graduado em Audiovisual pela Universidade de Brasília. Atualmente trabalha com fotografia, vídeo e acessibilidade cultural para pessoas com deficiência. Já ofereceu dois cursos no Sesc-SP e atuou como professor convidado do curso técnico Processos Fotográficos pelo Senac-SP. Em sua atuação em acessibilidade cultural para pessoas com deficiência sensorial e intelectual, coordenou e co-produziu centenas de horas de conteúdo acessível como filmes, espetáculos e livros. Paula Rosa, intérprete de Libras com pós-graduação e especialização em Libras e Educação de Surdos pelo Grupo Educacional UNINTER. Atuante como intérprete de Libras em ambientes educacionais e palestras, tem vasta experiência na acessibilização de livros e materiais midiáticos.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.