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Projeto de reflexão e pesquisa sobre a mulher fotógrafa e o corpo feminino em deslocamento pelo mundo. A partir de experiências próprias em trabalhos que precisa viajar sozinha, a proponente convidará 10 outras fotógrafas a fomentar um debate sobre o corpo feminino em locais públicos e trazer questões de gênero sobre fatos que acontecem unicamente por ser uma mulher em ação: os perigos, assédio, insegurança, entre outros assuntos. As atividades pensadas são: montagem de uma exposição coletiva com 40 quadros; um concurso que escolherá 10 fotógrafas a partir de suas histórias e imagens apresentadas, a publicação de um livro e um workshop de retrato. A reflexão sobre a mulher na fotografia chegará até o público através de debates abertos feitos de forma presencial e virtual. Presencial: palestras e rodas de conversas durante o período em que a exposição estiver em cartaz e, online: curso de arte-educação, lives, entrevistas com outras fotógrafas, durante a duração do projeto.
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Objetivo Geral: Gerar reflexão sobre a mulher fotógrafa a partir da montagem de uma exposição coletiva, com 40 fotografias, sendo 30 da artista Eliane Band e 10 das fotógrafas premiadas na convocatória. O projeto pretende refletir sobre o papel da mulher na fotografia, uma vez que muito se negligenciou nos livros que escrevem a história da fotografia desde seu começo, no século XIX. O objetivo central do projeto é levar até o público o resultado de uma pesquisa sobre a fotografia feita por mulheres. Objetivo específico: Workshop de retrato: Com o objetivo de trabalhar o empoderamento feminino, aceitação, auto-estima, reconhecimento de si própria neste lugar de força. Através de conversas entre a fotógrafa e as fotografadas: Quem é essa mulher? Como seria essa mulher? como vc imagina essa mulher? Qual a diferença entre o que você é hoje e a mulher forte que gostaria de ser? Que diferenças ela tem? O que está faltando? Que atitude em poses, linguagem corporal, você faria? A postura e o corpo falam muito. Como exemplo, poderão ser feitos dois retratos, um da mulher fragilizada e outro empoderada, para que se possa criar uma memória da experiência vivida. Os retratos poderão ser impressos e entregues para elas, com a finalidade de se criar uma identidade com essa mulher forte. Convocatória:Convidar para o debate fotógrafas que possam falar sobre suas experiências. Isto será possível através de uma convocatória que vai escolher e premiar 10 mulheres. Será pedido que fotógrafas de todo o Brasil mandem uma imagem e um texto com o relato de histórias acontecidas enquanto elas estavam em deslocamento pela cidade ou em viagens a lugares distantes. A fotografia enviada deverá ter alguma conexão com a história narrada. Atividades educacionais: As experiências, relatos de histórias e apresentação de fotografias produzidas por esse grupo de mulheres irão gerar uma série de atividades educacionais como: cursos, palestras, rodas de conversas e lives on-line, para que pessoas de todo o Brasil possam acompanhar o debate e se influenciar por ele. Livro: A produção de um livro com a compilação do resultado de todo processo de trabalho. Ao final do projeto será possível construir um dossiê com imagens e textos sobre esse assunto, que ficará disponível em forma de livro. A ideia de produzir um livro, além da exposição e das atividades educacionais é uma forma do projeto continuar a existir mesmo depois de terminado a fase prática dos trabalhos e que possa também ser usado como material de pesquisa para outros projetos e inspirações, desta forma o projeto irá reverberar em outras pessoas ou grupos que pensem ou pesquisem sobre o papel da mulher na história da fotografia
Justificativa: A história da arte e também a história da fotografia privou a mulher de um papel de protagonista. O discurso contemporâneo abre caminho para corrigir esse fato e novas histórias estão tendo a oportunidade de surgir e reescrever os acontecimentos. Um caso típico que ilustra essa ideia é o casal Talbot, da Inglaterra. A narrativa entorno da invenção da fotografia sempre trouxe o nome de Fox Talbot, principalmente pelos estudos de processos de negativo/positivo, que possibilita a reprodução através do negativo, base da fotografia moderna. Estudos recentes, como o feito pela americana Naomi Rosenblum, em seu livro "A History of Women Photographers" apontam que a mulher de Talbot, a Constance Fox Talbot teve um papel de importância nas pesquisas que até então são creditadas ao marido. Esse, entre tantos outros casos em que o papel da mulher foi ofuscado pela figura masculina estão sendo trazidos ao público em novas publicações. O século XXI tem se mostrado um lugar onde a mulher pode ressignificar sua participação como agente ativa dos acontecimentos. O projeto vai de encontro a ideia de devolver a mulher o que lhe foi negado, pois é um trabalho que deseja mostrar o potencial criativo que um grupo de mulheres podem produzir mesmo quando elas encontram situações onde a tarefa de desempenhar sua profissão, ou seja, de fotografar, se torne imensamente mais difícil pelo fato dela ser mulher e estar sozinha fora de casa. Criar um concurso e espalhar as ideias do projeto em âmbito nacional é uma forma de chamar atenção para um tema que se faz necessário no contexto contemporâneo. A premiação no valor de R$ 1.000,00 para cada fotógrafa escolhida, além do convite para participação na exposição coletiva, é uma forma de usar parte do prêmio do edital para convidar outras mulheres para serem protagonistas de suas próprias histórias e, assim, promover um debate aberto e plural. Essas mulheres se juntarão com a proponente que tem um longo histórico de viagens sozinhas para fotografar. Sua experiência será o ponto de partida para reflexão que o projeto propõe. Pungente o trabalho de Eliane Band chama a atenção pela maneira como ela consegue fazer um mapeamento de grupos sociais que estão deixando de existir. Algumas fotografias feitas por ela, que foi premiada em concursos nacionais e internacionais, poderão ser vistas no portfólio que segue com esse projeto. Para que muitas dessas imagens pudessem existir foi necessário uma difícil negociação com homens, chefes das tribos ou comunidades. Essas dificuldades, que se tornaram muito maiores por ser uma mulher tentando conseguir a permissão, serão usadas como reflexão e material de pesquisa para dialogar com as outras 10 mulheres que se juntarão ao projeto. Sobre o seu trabalho, Eliane Band comenta: "Este projeto é o resultado da minha jornada de anos viajando pelo mundo onde renunciei a uma vida estabelecida e bem sucedida e segui sozinha para locais remotos, que eu desconhecia, atravessando inúmeras dificuldades para fotografar e entender como vivem povos que ainda preservam sua cultura e tradições e que carregam em si um conhecimento ancestral, que é a base da identidade de tantos povos, que levou milênios para se formar, e está rapidamente e silenciosamente desaparecendo." Partindo de sua história pessoal, das fotografias e da reflexão em torno do tema que persegue, o projeto atinge seu ápice com a chegada de outras artistas, com suas vozes, vontade de contar suas histórias e também mostrar suas imagens. Desta forma se justifica um projeto que pretende dar voz a mulher dentro das artes visuais no Brasil. As discussões em torno do protagonismo da mulher na fotografia são necessárias e outros projetos com essa finalidade deverão surgir, além do que já está acontecendo tanto nas universidades, com pesquisas acadêmicas, assim como nas artes com projetos conduzidos por mulheres e onde as mulheres são o tema central. Para contribuir com novas pesquisa, faz-se necessário a criação de um material mais duradouro, além do registro da exposição, dos cursos e programas de arte-educação. Para que isso aconteça, foi pensado em criar, ao final do trabalho, um e-book para concentrar toda pesquisa. Este livro será disponibilizado gratuitamente e poderá ser usado como estudo de caso para trabalhos que pensem na mulher como protagonista e no grande potencial criativo que elas tem quando se juntam.
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Medidas de acessibilidade No aspecto arquitetônico: A exposição deverá ser montada no Centro Cultura O Jardim, na Mooca, São Paulo e o prédio tem recursos de acessibilidade como banheiros, elevadores e toda estrutura para permitir o acesso de pessoas com mobilidade reduzida. No aspecto comunicacional: 1 - Será organizado, durante o tempo em que a exposição estiver em cartaz, um evento com uma palestra, seguida de roda de conversa, com tradução em libras. 2 - O curso online terá uma, das suas duas edições, com tradução em libras. OBS: Os eventos com tradução em libras serão avisados com antecedência, pela equipe de comunicação do projeto.
O projeto cumpre todos os requisitos do Art. 29 da IN 1/2024, ao ter acesso inteiramente gratuito. Cumpre também o inciso V do art. 30 da referida normativa, como medida de ampliação de acesso, ao oferecer cursos de capacitação gratuitos.
Número de pessoas que participarão do projeto: Aproximadamente 20 pessoas (10 fotógrafas; proponente; curador; produtor; designer; equipe de comunicação e equipe de arte-educação) Coordenador Geral e curador: Renato Negrão é doutorando em Comunicação e Semiótica, atuou como professor em diversas Universidades de São Paulo; mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, especialista em fotografia pelo Senac-SP e graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Seu histórico de 20 anos na fotografia o levou a passar pela atuação como fotógrafo comercial; professor, pesquisador especialista em fotografia e desde 2015 tem atuado como curador e produtor cultural, com produção de exposições coletivas e individuais em diversas cidades brasileiras e, em 14 países, entre eles Rússia; Canadá e Qatar. Fotógrafa: Eliane Band Formada em Turismo pela UniverCidade, com pós-graduações em Primeira Gerência em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing(ESPM), e Gestão da Cultura e Marketing Cultural pela Universidade Estácio de Sá, Rio de Janeiro. Trabalhou na área de comunicação da TV Globo e na área de aquisição de obras literárias totalizando um período de 10 anos. Estudou Fotografia no Ateliê da Imagem, RJ, e publicou em 2015 pela Editora Luste, um livro de fotografias “Mundos Esquecidos, Uma Jornada Através da Ásia”. Em 2018 participou do Multicidade, Festival Internacional de Mulheres nas Artes Cênicas com uma exposição individual na Casa de Cultura Laura Alvim, RJ. Foi convidada em 2019 para participar do Festival Internacional de Fotografia, Paraty em Foco, com uma exposição individual e como palestrante. Em 2023 recebeu uma menção especial de mérito na 31a edição da revista de fotografia AAP Magazine. Foi convidada para dar uma palestra no Festival de Fotografia Godinho PhotoFest em outubro de 2023 em Lisboa, Portugal. Em novembro de 2023 participará do projeto Atlas of Humanity, com uma exposição em Paris, França. Comunicação: Daniela Pereira Formada em Jornalismo pela UFF e pós-Graduada em Marketing pelo COPPEAD-Rio. Atualmente dá aula de Marketing de Conteúdo na mesma instituição e ocupa o cargo de Diretora de Estratégia Digital da Agência FSB de comunicação corporativa. Com 30 anos de experiência, passou pelos mercados financeiro, de atendimento, tecnologia e entretenimento. Nos últimos 11 anos, até outubro de 2019, foi Gerente de Relacionamento da Rede Globo, responsável pela criação, execução, acompanhamento e mensuração da estratégia de relacionamento da Marca junto ao seu público on e offline. É sócia da Fernanda Pereira na consultoria As Pereiras e cocriadora do Apezinho. Educadora: Ana Cláudia Castro Ana Cláudia Castro é artista visual, fotógrafa, historiadora da arte, pesquisadora, educadora e advogada. Participou de exposições em São Paulo, no Carrousel du Lovre em Paris, Tiradentes/MG e Sorocaba/SP. Com especialização em História da Arte, pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, participou nessa instituição como palestrante com temas sobre o corpo feminino nas artes e na fotografia. Em 2021, foi aluna do Prof. Boris Kossoy, na ECA/USP, na disciplina fotografia, comunicação e memória e também da Professora Silvana de Souza Nascimento na FFLCH/USP, na disciplina Corpos Múltiplos. Desenvolveu e ministrou um curso no Sesc Sorocaba/SP, sobre: Mulheres na fotografia: fotografia, cidade e memória. Atuamente vem desenvolvendo pesquisas sobre fotografias históricas, junto ao departamento de iconografia do Museu Republicano de Itu. Em 2023, concluiu na escola Itaú Cultural, o curso Percursos nas artes para professores: a fotografia na sala de aula. Desenvolve ainda um trabalho pessoal sobre autorretrato, onde busca uma reflexão do corpo feminino, seus desejos e a sua problematização em relação à construção de identidade. Atualmente é aluna da disciplina Escrever com a imagem e ver com a palavra, na FFLCH/USP, que tem como coordenadora e responsável a professora Sylvia Caiuby e a professora Kelly Koide. Design: Studio Venturas Agência de design e criatividade, desenvolvendo há 2 anos trabalhos e projetos nas áreas de web design, branding e consultoria criativa em 6 países – Brasil, Inglaterra, Alemanha, Portugal , Espanha e Estados Unidos. Com clientes como Instituto Catehe, Carol Mac Dowell, Museu do Imaginário, Quinta do Outeiro, entre outros, o Studio busca a união harmoniosa entre funcionalidade e estética visual. Os outros participantes serão definidos futuramente.
Periodo para captação de recursos encerrado.