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O projeto "Arambaré Teko Porã" busca reviver as lembranças de um município alegre, festivo e que tinha em seu Carnaval o principal evento cultural do calendário anual. Através do desfile dos blocos e escolas de samba comunitárias, o evento busca resgatar a memória, a tradição, a cultura popular e a história do município com um tema que traz o contexto histórico local. Visando apresentar à população e turistas que visitam o território durante as festividades, o enredo contemplará desde os povos originários até os tempos atuais, passando pela religiosidade, a cultura ribeirinha e a prática do agronegócio. Como ferramenta poderosa de engajamento comunitário, o projeto contemplará ensaios, oficinas de artesanato, música e dança e culminará no desfile durante o feriado de Carnaval, envolvendo crianças, jovens, adultos e idosos que juntos expressarão suas individualidades, semelhanças e o principal: a paixão pela cidade e pelo samba.
Não se aplica.
Objetivo geral: Desenvolver no município de Arambaré a retomada do desfile de Carnaval no ano de 2025. Objetivos específicos: Fomentar a cultura popular através da recriação do desfile de rua comunitário; Mobilizar no mínimo 150 moradores de Arambaré para integrarem a escola; Realizar 04 oficinas de música, dança, artesanato, economia criativa e circo, totalizando mais de 100 participantes capacitados; Alcançar, direta e indiretamente, aproximadamente 30.000 pessoas na apresentação do desfile de Carnaval de rua; Desenvolver ações culturais em todos os bairros e territórios de Arambaré, incluindo o distrito de Santa Rita do Sul; Contratar equipe técnica para execução do projeto; Promover ações e blocos que contemplem crianças, jovens, adultos e idosos; Contemplar ações de acessibilidade e diversidade nos processos deliberativos, gestão e na realização cultural em si; Divulgar o projeto nas mídias tradicionais e alternativas da região da Costa Doce e nas redes sociais do projeto; Circular com a Corte do Carnaval 2025 em no mínimo 4 cidades da região Centro-Sul gaúcha.
O projeto "Arambaré Teko Porã" parte do pressuposto da retomada do fazer cultural popular no município, com o intuito de mobilizar a comunidade e ampliar o sentimento de pertencimento e protagonismo da Cultura popular local, construindo na sociedade um imaginário de união e reconstrução. Tal demanda é uma necessidade popular dadas as enchentes que devastaram a cidade nos meses de novembro de 2023, maio de 2024 e mais recentemente com a microexplosão atmosférica que atingiu a região de Camaquã em setembro de 2024. Sem acesso à Lei de Incentivo à Cultura, tal realização não será possível de ser executada visto a realização em um município de pequeno porte (4.112 habitantes) e o desinteresse de empresas de médio e grande porte em sua execução, apesar da grande visibilidade que o Carnaval de Arambaré gera na região da Costa Doce gaúcha, onde chega a ter público de até 60.000 habitantes durante a festividade. A população idosa do município de Arambaré totaliza 60% dos moradores, portanto desenvolver o Carnaval "à moda antiga" busca realizar o encontro entre o tradicional e o novo, promovendo a intergeracionalidade local e intencional, agregando a comunidade. Desta forma, preservamos a festa tradicional e popular que no município traz a sua identidade histórica e cultural. Para além da integração comunitária, o projeto busca desenvolver a economia criativa local e capacitar os moradores nas áreas de artesanato, corte, costura, musicalização e performances circenses através das oficinas de arte-educação previstas para a confecção das alas, fantasias, bateria e carros alegóricos. Através do trabalho colaborativo, entendemos que ampliamos o sentimento de cooperação e de enraizamento comunitário, desenvolvendo o protagonismo local dos nossos artistas, profissionais e trabalhadores do município, apresentando para eles outras formas de captarem recursos através da Cultura e da arte. Através da lei de incentivo à cultura e ao trabalho reconhecido da proponente na área de pesquisa e preservação histórica da memória arambareense, realizaremos o resgate das realizações históricas que ajudaram a construir a identidade local. Com o enredo que cruzará pela presença dos povos originários, das lendas que marcam a cidade, das grandes batalhas, da evidência dos povos ribeirinhos, da pesca e da agricultura, chegando na urbanização do território, apresentaremos de forma sistemática e lúdica a história do município. Dadas as informações, consideram-se os incisos e artigos contemplados na proposta: Art. 1º: - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; - priorizar o produto cultural originário do País. Art. 3º: - instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos; - estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos desenvolvidos por instituições públicas de educação básica que visem ao desenvolvimento artístico e cultural dos alunos, bem como em projetos sociais promovidos por entidades sem fins lucrativos que visem à inclusão social de crianças e adolescentes; (Incluída pela Lei nº 14.568, de 2023) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; - levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos;
Aqui, separamos algumas informações pertinentes às entidades, associações e blocos que já compuseram o Carnaval de Arambaré e que, a partir deste projeto, buscam a reintegração e recuperação de suas atividades. São elas: A Associação Recreativa Imperatriz do Samba foi criada em um churrasco entre amigos em 13 de maio de 2005, dia em que se comemora a abolição da escravatura no Brasil, e fundada oficialmente em 19 de janeiro de 2006, apenas 20 dias antes do carnaval daquele ano, no qual desfilou com louvores apesar do pouco tempo e recursos, , a Imperatriz do Samba sempre contou com sua turma de amigos, seus componentes sempre tiveram imenso orgulho em desfilar, contribuindo para essa grande festa que é o carnaval, Uma das maiores incentivadoras da Imperatriz, sempre foi e sempre será através do seu legado Jurema Ester Dias, em sua trajetória sempre lutando para que o carnaval de Rua de Arambaré nunca perdesse sua glória e torne-se cada vez mais uma diversão para toda família, durante o tempo que esteve conosco sempre incentivando principalmente meninos e meninas da nossa própria Comunidade a participarem cada vez mais do carnaval de Rua, mas também não dispensava a colaboração de amigos e irmãos de outras cidades a quem sempre agradeceu imensamente. O carnaval para Imperatriz nunca representou apenas o dia do desfile, mas sim o trabalho de um ano todo que é apresentado para nosso público principalmente para a Sua eterna incentivadora e Seu eterno incentivador, Jurema Ester e Rodrigo Zoreia. O Império da Cor surgiu entre uma conversa ao anoitecer entre os primos. Sergio Olavo Dias Rodrigues e Antônio Carlos Conceição Rodrigues, que decidiram montar um bloco carnavalesco para alegrar a família e os amigos, com isso convidaram o Rodrigo Ferreira- Zoreia para fazer parte do grupo. Os ensaios aconteciam na frente da casa do Manoelito e da Ilza, pais do Sérgio e ali juntava uma quantidade significativa de pessoas que aderiram ao bloco. Hoje, na avenida, a família Império da Cor retorna com os filhos, sobrinhos e netos para dar continuidade a está festa de alegria! O Grupo da 3ª Idade Lago Azul, participou de varios carnavais de Arambare. Levando para a avenida a alegria da melhor idade, na cidade onde mais de 60% de sua população se enquadra como idosa, mostrando que o carnaval é energia, é vida e o celebrar das festividades. Com sua comissao de frente impecável, alas brilhantes e bateria nota 10, contagiava o publico com a verdadeira alegria do carnaval. Seus componentes totalizam 80 pessoas, que juntas desfilavam na avenida sob a coordenação da diretoria do grupo e de uma comissao escolhida todos os anos pelos associados.
Não se aplica.
As estratégias e ações afirmativas voltadas à acessibilidade estão projetadas para além da pessoa com deficiência como mero espectadora do evento, mas sim contando com a participação efetiva como realizadora e participante da festividade. Para isso, contemplamos a presença de PCDs nas alas, grupos e na comissão organizadora, permitindo que a inclusão seja realizada de forma permanente e nos processos decisórios. Para a realização do evento e dos locais de ensaio, estão considerados: Banheiros acessíveis, rampas e espaço reservado para PCDs, população idosa e obesos - acessibilidade física; Intérprete de Libras no palco para tradução simultânea da perfomance (samba-enredo e falas) - acessibilidade comunicacional (conteúdo); Formação com equipe prestadora de serviço quanto à sensibilização e acolhimento à diversidade e medidas de acessibilidade - acessibilidade atitudinal.
O evento será realizado em local público, com acesso irrestrito e gratuito, portanto não haverá comercialização nem distribuição de ingressos. Entretanto, com o objetivo de ampliarmos o acesso à apresentação e performance, através de articulação com o poder público, é garantida a disponibilização de transporte para as comunidades interioranas e o distrito de Santa Rita do Sul. A comunidade de Santa Rita do Sul, junto do bairro Caramuru, foi a região mais atingida pelas enchentes de maio/2024, ocasionando a desocupação e o desabrigamento de seus habitantes, além da falta de fornecimento de energia, internet e telefonia. Portanto, é de vontade da proponente e equipe organizadora a realização de ações que visem transformar o território em um espaço novamente pulsante, criativo e cultural. Durante a fase de ensaios e preparação para a apresentação, as oficinas de arte-educação e os ensaios da bateria contemplarão os territórios afastados da região central do município, havendo realização de ensaios nos territórios e estimulando a participação constante da população destas comunidades na organização e realização do evento. Com tais práticas, democratizamos e descentralizamos o acesso à cultura.
A Associação de Pesquisa Histórica de Arambaré (ASSOPHIA), proponente neste projeto, ficará responsável pelas seguintes atribuições: Gestão financeira e administrativa; Mediação e articulação com os fornecedores e equipe técnica; Monitoramento e avaliação das etapas dos projetos; Mediação das reuniões de planejamento e organização do evento; Coordenação da sede administrativa da instituição para sistematização do projeto; Prestação de contas e construção dos relatórios parciais e finais do projeto. Compõem, como parte da equipe técnica, os seguintes profissionais: EDUARDO HENRIQUE PEIXOTO - EHP CULTURAL - Assessoria e Gestão de Projetos (Produção Cultural) Eduardo Peixoto é produtor cultural, educador social e graduando em Biblioteconomia. Atua há 9 anos na defesa da democratização do acesso ao livro, leitura, cultura e educação da periferia na Biblioteca Comunitária do Arvoredo, em Porto Alegre, e na Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias (RNBC). Atualmente, realiza pesquisa sobre a literatura LGBTQIAP+ nas bibliotecas comunitárias do Brasil e presta assessoria técnica cultural para coletivos, empresas privadas e públicas. Tem em sua trajetória, a contemplação em editais municipais (Porto Alegre), estaduais (Rio Grande do Sul), federais e internacional (Programa Ibero-americano de Bibliotecas em 2022). Como premiação, tem sua trajetória reconhecida no Prêmio Trajetórias Culturais da Secretaria de Estado da Cultura (SEDAC/RS), como exemplo de prática de incentivo ao livro e leitura do Sul brasileiro no Prêmio Jabuti de 2021 e 1º lugar como Agente Cultural no Prêmio Diversidade Cultural do Edital Sérgio Mamberti de Cultura Viva do MinC em 2024. Mais recentemente, foi convocado para atuar como Agente Territorial de Cultura na região de Camaquã/RS, em projeto do Ministério da Cultura (MinC), em parceria com o Instituto Federal do Sul-rio-grandense (IFSul). TAÍS LEMOS - CIA. DE ARTE ACADEMIA DE SONHOS (Oficineira) Mulher lésbica e guaibense, é produtora cultural, atriz, equilibrista, malabarista e acrobata. Desde 2007, realiza o seu fazer na área cultural com ênfase nas artes cênicas. Iniciou sua jornada em Guaíba junto da Cia. de Artes Expressart e com o passar dos anos expandiu a sua atuação para outras cidades do Rio Grande do Sul, como Santa Maria, Arambaré, Dom Feliciano e Tapes. Em âmbito nacional, acumula fazeres culturais em cidades por todo o Brasil, integrando projetos de artes cênicas, educação e demais linguagens culturais. Tem em sua trajetória a realização de diversas obras em eventos de grande reconhecimento cultural, como o Sesc Circo e o ENART. No âmbito de formação cultural e qualificação técnica, acumula mais de 15 formações na área cultural, refletindo sua constante capacitação e atualização técnica nos diversos setores da cultura. Atualmente, produz em parceria uma formação audiovisual que visa incentivar e criar novos fazedores de cultura do setor em Arambaré/RS, na qual teve sua trajetória cultural reconhecida através de Edital de Trajetória Cultural e Audiovisual (2024). ANTÔNIO MANOEL BENTO (Mestre de Bateria) Nascido no município de Canoas/RS, iniciou sua trajetória cultural no samba como passista mirim, passando por diversas escolas da Região do Vale do Sinos no Rio Grande do Sul como passista e, posteriormente, como integrante da bateria, até tornar-se mestre de bateria. Forjado na cultura tradicional e popular, construiu seu legado através da musicalidade e da africanidade dos surdos, pandeiros e reco-recos. No município de Arambaré, atuou no Bloco da Galera Nota 10, do distrito de Santa Rita do Sul, e também do Bloco Lago Azul com integrantes da terceira idade. Fundou, em Santo Antônio da Patrulha, a escola Viracópus, na qual atuou por muitos anos. ROSANE BLASKOWSKI TAVARES 1988- Magistério2005 – Licenciatura em Letras – português, Inglês e Literaturas.2009- Pós-Graduação em Psicopedagogia Institucional e Clínica.Rua Manuel Evandro Xavier Pereira, 325. Bairro Costa Doce – Arambaré -RSStorytelling Visual, criadora de conteúdo, entusiasta da arte e cultura, artesã, com vários cursos em diversas técnicas de artesanato. Trabalho com foco na economia criativa, com criação e desenvolvimento de peças para uso pessoal e decoração. Professora Alfabetizadora na Rede Pública Estadual – 1989 à 2019.Protagonista do curta metragem: Fiar o Vento, que relata o trabalho em lã de ovelha, vencedor do Prêmio de Melhor Fotografa, no 51º Festival de Cinema de Gramado- 2023.Produtora do curta metragem: Quando as águas chegam nas casas, realizado com verba da Lei Paulo Gustavo – Arambaré /2024.Instrutora de artesanato no curso: Reaproveitamento de jeans e retalhos, realizado com verba da Lei Paulo Gustavo – Arambaré/2024.Teve sua trajetória reconhecida e premiada em 2024, através do Edital de Trajetória Cultural e Audiviosual da Prefeitura de Arambaré.
PROJETO ARQUIVADO.