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PRONAC 2411466Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

GALANGA, CHICO REI

ASSOCIAÇÃO TEATRAL NÊGA FULÔ
Solicitado
R$ 668,3 mil
Aprovado
R$ 668,3 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Dança
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
24

Localização e período

UF principal
AL
Município
Maceió
Início
2025-01-01
Término
2025-12-31
Locais de realização (1)
Maceió Alagoas

Resumo

O projeto consiste na montagem e circulação do espetáculo da Quadrilha Junina Santa Fé de Alagoas 2025 "GALANGA, CHICO REI", constando de dez apresentações do espetáculo incluindo, ainda, apresentações em escolas públicas municipais e estaduais, além de apresentações em festivais de quadrilhas juninas durante os festejos juninos de 2025 no Nordeste e no Distrito Federal.

Sinopse

A Cia Teatral Nêga Fulô e a Junina Santa Fé, apresenta ao São João 2024 um espetáculo histórico, reparador, social e cultural, trazendo para os arraiais do Brasil, os horrores, as dores de um Rei Africano que foi destronado, escravizado e trazido ao Brasil para trabalhar em Minas de Ouro, Galanga Muzinga, é um dos heróis afro/brasileiros que não estão nos livros de história. Viveu na cidade de Vila Rica, atual Ouro Preto, onde foi batizado com o nome de Francisco, faz parte da história oral da cidade, sendo um dos nomes mais conhecidos e relevantes naquela região. A Santa Fé tem o privilégio, a honra e o prazer de apresentar ao Brasil a história de Chico Rei. Galanga Muzinga foi um Rei do Congo, casado com a Rainha Djalô e tinha dois filhos, a Princesa Itulo e o Principe Muzinga. Foi destronado, capturado e trazido ao Brasil no navio Madalena por volta de 1740. O início do espetáculo é feito por um Griô (sábio da tradição oral), vivido pelo marcador, fazendo uma breve introdução da história do Rei Galanga no Congo. Em sequência a junina retrata o momento em que o Rei Galanga e sua Família, são destronados e escravizados por portugueses. Num ato extremamente visceral, teatral a junina transportará o público e os jurados para aquele momento cheio de dor e horror. Galanga e sua Família, não foram capturados sozinhos, toda sua comunidade forma capturados juntos e levados para o navio Madalena. Um grande navio humano será formado dentro do arraial, a música, a coreografia e teatralidade, estarão presentes de forma muito forte nesse ato do espetáculo, os gritos, as dores e os horrores dos porões do navio estarão ali diante do público. No trajeto, na Diáspora Africana, a Rainha Djalô e a Princesa Itulo são acometidas pela moléstia intitulada banzo. O banzo era uma das principais moléstias de que sofriam os escravos, uma "paixão da alma" a que se entregavam e que só se extinguia com a morte, um entranhado ressentimento causado por tudo o que os poderia melancolizar: "a saudade dos seus, e da sua pátria; o amor devido a alguém; a ingratidão e aleivosia que outro lhe fizera; a cogitação profunda sobre a perda da liberdade" (Oliveira Mendes, 2007, p. 370 [1812]). Observados os sinais e os sintomas de banzo na Rainha e Princesa, elas são jogadas vivas ao mar diante do Galanga, de todos os seus “súditos”, e do seu filho Muzinga, de apenas 9 meses, que também não foi jogado ao mar, por ser homem, e foi protegido por Galanga, que o colocou dentro da calça e escondido atrás de sua camisa. Galanga, conhecido pela sua simpática e alegria, perde completamente o brilho no olhar. Chega ao Rio de Janeiro e é comprado, juntos com todos que estavam no navio Madalena por um Major e levado para Vila Rica. Chegando em Vila Rica, Galanga e agora seus irmãos escravizados apresentam um musical onde ele canta para o filho Muzinga. Ao som de Negro Rei a junina apresenta uma linda coreografia. É diante a Igreja de São João Batista (primeira Igreja construída na cidade), que Galanga e seu filho são Batizados de Francisco, num ato teatral, há uma resistência do Galanga em ser batizado. É nesse ato também que começam as introduções para o casamento. Francisco é levado para a Mina da Encardideira e lá recebe uma Visita de Santa Efigênia, que será vivia pela Rainha da Quadrilha, que fala ao Francisco que será através do ouro encontrado na Mina que Francisco comprar sua alforria, do seu filho e de seus súditos. Num ato extremamente estético, visual, Francisco executa uma linda coreografia num adereço que tem escrito o nome da Mina da Encardideira e folhas de ouro caem sobre ele. Numa passagem de tempo, bem explicado pelo Griô, o Francisco já se torna Chico, e já está no processo de construção da Igreja de Santa Efigênia, Igreja essa que ele prometeu construir depois de sua visão. É diante da construção dessa Igreja que os noivos, Marina e Mendinho, tem o encontro com o Chico, e a partir desse encontro começa-se a desenvolver o casamento. Igreja finalizada, é hora de celebrar, e a junina surge festejando através da Congada, folguedo que foi criado pelo Galanga para celebrar a alforria do seu povo e a construção da Igreja dedicada a Santa Efigênia. Os noivos que são convidados a serem capitães da Congadas, pedem para casar-se na Igreja, mas são condicionados por Chico, que pede uma imagem da Santa Efigênia. A Igreja abre-se, o cenário retrata fielmente o interior da Igreja, mas falta a Santa Efigênia, que é entregue pelos noivos, do alto, surge a Rainha, vestida de Santa Efigênia, ela que já tinha aparecido na Mina ao Chico, agora surge deslumbrante no altar e executa seu solo. Em seguida o casamento se inicia, todo o texto contextualiza a história com o São João, famílias, Padre e o Chico estão presente num diálogo de fácil compreensão e dinâmico. É noite de São João, a junina está pronta para celebrar o casamento. A quadrilha entra no arraial com seu figurino principal, e fará uma grande festa, ao som de clássicos do São Joao, apresentará no arraial toda a alegria e celebração da festa junina. Numa rápida mudança de figurino, fará novamente menção as congadas, mas, nesse momento, com uma intervenção dos ritmos juninos. Uma grande festa será feita dentro do arraial, quando a quadrilha canta a música tema do Chico Rei. Uma coreografia é executada de forma que os personagens do Chico e da Santa Efigênia saiam do arraial sem serem vistos. Nos minutos finais do espetáculo, surgirá um adereço como um trono, com o letreiro da Mina Chico Rei. Vestido com roupa de realeza, Chico Rei e seu filho Francisco se sentarão ao trono, e Chico Rei é novamente coroado Rei pelas mãos de Santa Efigênia. A quadrilha vibra e faz referência ao Rei! O espetáculo se encerra com o Griô, explicando de forma muito festiva que Chico Rei foi recoroado Rei por Dom Joao V, se tornando o primeiro Rei coroado fora do seu território de origem! Que Vila Rica hoje se tornou a conhecida e amada Ouro Preto e que Chico Rei continua vivo no coração do povo mineiro e agora do Brasil! Viva Chico Rei! Viva sua coragem! Viva sua história!

Objetivos

Objetivos Geral O projeto "GALANGA, CHICO REI" tem por objetivo geral a manutenção e fomento de um espetáculo de arte cênica, com dança e música, teatro, promover a valorização da cultura nacional, estimular a produção artística e cultural, oferecer a população conhecimentos de elementos regionais, fazer um resgate histórico da tradicional dança de quadrilha junina que envolve a apresentação e construção de elementos cênicos, cenográfico entre outros durante as festas de São João. O projeto está alinhado conforme o artigo 03 do Decreto Nº 11.453, de 23 de março de 2023 I - valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matrizes e formas de expressão; V - incentivar a ampliação do acesso da população à fruição e à produção dos bens culturais XIV - estimular ações com vistas a valorizar artistas, mestres de culturas populares tradicionais, técnicos e estudiosos da cultura brasileira; Objetivos específicos Produzir o espetáculo da Quadrilha Junina Santa Fé de Alagoas para temporada 2025 com a realização de dez apresentações incluindo apresentações em escolas públicas municipais e estaduais, cidades do estado de Alagoas e apresentações em festivais de quadrilhas juninas durante os festejos juninos de 2025 no Nordeste e no Distrito Federal. Estima-se um público de 1,5 mil pessoas por apresentação, perfazendo um total de 15 mil pessoas. Busca aumentar a produção local em Maceió e região através de produção de figurinos, cenários, contratação de banda e gravação de musicas autorais, entre outros materiais.

Justificativa

A festa junina é uma tradicional festividade popular que acontece durante o mês de junho. Essa comemoração é comum em todas as regiões do Brasil, especialmente no Nordeste, e foi trazida para o Brasil por influência dos portugueses no século XVI. Inicialmente, a festa possuía uma conotação estritamente religiosa e era realizada em homenagem a santos como São João e Santo Antônio. O começo da festa junina ao Brasil remonta ao século XVI. As festas juninas eram tradições bastante populares na Península Ibérica (Portugal e Espanha) e, por isso, foram trazidas para cá pelos portugueses durante a colonização, assim como muitas outras tradições. O Projeto funciona, levando o espetáculo "GALANGA, CHICO REI " para as comunidades Maceió, cidades em Alagoas, além de várias cidades do nordeste e de todo o Brasil se apresentando em comunidades, arenas, arraiais, pontos turísticos e competições de quadrilha junina. O espetáculo é feito por Atores, jovens, brincantes e dançarinos da cultura popular, serralheiros, marceneiros, músicos, cantores, cenógrafos, coreógrafos, aderecistas, costureiras, diretor artístico, diretor teatral, compositores, Maquiadores , cabeleireiros e produtor. O espetáculo terá uma amplitude de apresentações de 3 a 4 meses. Com período de ensaios de janeiro a maio e período de apresentação de maio à agosto. Se apresentando em dias específicos, de acordo com as datas escolhidas, e cada apresentação tem duração entorno de 30 minutos e no período desses 4 meses uma média de 10 apresentações.

Especificação técnica

-

Acessibilidade

Produto: Espetáculo de Artes Cênicas Acessibilidade Física: Os locais das apresentações serão adequados a pessoas com deficiências físicas e/ou mobilidade reduzida. Item na planilha: Não se aplica. Acessibilidade para deficientes visuais: Nas apresentações, haverá monitores capacitados para receber e guiar pessoas com deficiência visual. Item na planilha: Monitores. Acessibilidade para deficientes auditivos: Nas apresentações, haverá intérprete de libras para tradução simultânea para pessoas com deficiência auditiva. Item na planilha: Intérprete de libras.

Democratização do acesso

Democratização Produto: Espetáculo de Artes Cênicas “GALANGA, CHICO REI” da Junina Santa Fé. Referente à distribuição gratuita à população, adotaremos o exposto no inciso II do artigo 27 da IN no 04/2023, a saber: II - disponibilizar na internet, redes públicas de televisão e outras mídias gratuitas registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos de caráter presencial, acompanhado com legenda; A disponibilização acontecerá através da plataforma YouTube e outros meios de canal que surgirem no percurso

Ficha técnica

José Tiago Serpa Neto - Diretor Geral Fundador da Quadrilha Junina Santa Fé de Alagoas em 15 de novembro de 2015, ocupando desde então e até os dias atuais o cargo de Presidente. Atuando como assessor Técnico em Cultura na Secretaria de Cultura de Marechal Deodoro/ AL desde setembro de 2022. Possuindo assim ampla experiência no segmento cultural e de eventos há mais de 11 anos fazendo o Santa Fest, um encontro de Quadrilhas Juninas de Alagoas e estados em sua volta, sendo o evento de pré junino da Quadrilha Junina Santa Fé. Responsável por eventos culturais na cidade de Marechal Deodoro, Santa Fest, Nordestão, Bloco Ajoelha e Reza, Pool Party, Premio Nordeste Junino. Gustavo Rayner Silva Borges – Coordenador de Projeto Vinculado ao Instituto AfroRec de Audiovisual Negro como Produtor Executivo, ao Fórum Audiovisual de Sergipe como Comissão de Planejamento. Foi Roteirista, Produtor e Diretor no seu primeiro curta Ainda existe amor, selecionado no projeto 70 Olhares Sobre Direitos Humanos realizado pelo ministério da cidadania e ICEM. Já atuou enquanto Produtor nos filmes: Enxovia; Itam; Graça e A LIVE, selecionado para a 27º Mostra de cinema de Tiradentes. Na área de eventos, foi Produtor na São Paulo Fashion Week, no 1º Festival Internacional de Cinema de Itabaiana; na Egbé: Mostra de Cinema Negro; na Mostra de Cinema da Cinemateca UFS e no Reload Sergipe, realizado pelo Sebrae. Além disso, participou de outros trabalhos como Ass. de Produção no Incom, FASC e na produção de Videoclipes, minisséries, documentários, etc. Na área publicitária foi Ass. de Produção no comercial da Nescau (O Jogo Vira), e fez comerciais pela Lamparina Animação como Diretor de Arte, Ass. de Direção e Ass. de Produção em vários comerciais como: “Sergipanidade”, “Mulviplay”, GBarbosa entre outros. Possui formação complementar em Produção pela Academia Internacional de Cinema e pelo Centro Afro Carioca de Cinema Negro, Produção Executiva pela Academia Internacional de Cinema e de Produção em eventos pela Desenvolvimentos Artísticos. Joseph de Morais – Coreografo Iniciou sua vivência com a dança atraves de um projeto social e desde muito cedo começou a coreografar e dar aulas. Iniciou seus estudos de ballet clássico aos 13 anos de idade, onde se tornou professor e coreografo da Academia e posteriormente, da Salto Cia. De Dança. Tem em seu currículo, cursos e vivencias com professores e coreógrafos renomados no mundo da dança, além de trabalhos premiados em festivais pelo Brasil e premiações em diversos grupos culturais do estado, incluindo a Quadrilha Junina Santa Fé. Elton da Silva - Estilista Formado em Curso técnico de modelista, corte e costura, produção de moda e Tecnólogo de design de moda. Atua como estilista e costureiro da minha própria marcar, criando figurinos para espetáculos juninos, ballet, grupos culturais e em confecção e criação de vestidos de noivas e madrinhas. É Estilista da Quadrilha Junina Santa Fé.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.