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PRONAC 2411638Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

PAULINHO MOSKA E DAVI LOPES – OS VIOLÕES FÊNIX DO MUSEU NACIONAL

MAINSTAGE ENTRETENIMENTO LTDA
Solicitado
R$ 856,4 mil
Aprovado
R$ 856,4 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação/Gravação de Música Regional
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
24

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Rio de Janeiro
Início
2025-01-15
Término
2026-01-15
Locais de realização (6)
Vitória Espírito SantoCuritiba ParanáPorto Alegre Rio Grande do SulRio de Janeiro Rio de JaneiroFlorianópolis Santa CatarinaSão Paulo São Paulo

Resumo

Produção e realização de palestras musicadas educativo-culturais, nas quais o artista Paulinho Moska e o bombeiro luthier Davi Lopes contam a história que originou a confecção dos instrumentos, construídos com restos de madeira remanescentes do incêndio do Museu Nacional. Com foco principal o mote educativo-cultural, a preservação do patrimônio cultural, material e imaterial, visto que o acervo de é de imenso valor cultural, a ação é uma celebração da terceira vida dessas madeiras, que um dia foram árvores, depois viraram objetos de uma casa incendiada e agora são instrumentos de música e poesia.Serão cinco palestras em cinco diferentes cidades brasileiras.

Sinopse

PAULINHO MOSKA E DAVI LOPES – OS VIOLÕES FÊNIX DO MUSEU NACIONAL No dia 2 de setembro de 2018 o Brasil assistiu ao vivo as imagens do incêndiodo Museu Nacional, situado no Rio de Janeiro, que destruiuquase a totalidade do acervo histórico e científico construído ao longo de duzentos anos..Alémdesse rico acervo, o próprio edifício que abrigava o museu, antiga residência oficial dosimperadores do Brasil, foi extremamente danificado. Bombeiros de doze quartéis combateram aschamas. Um desses bombeiros, o subtenente Davi Lopes, já desenvolvia há alguns anos uma atividade paralela ao seu serviço militar: ele é um luthier, ou melhor, um artesão de instrumentos musicais e sua especialidade é o violão. Davi aproveita madeiras de rescaldodos incêndios que ele apaga para construir seus violões. Davi teve a mesma ideia de sempre, se juntou à um grupo de jornalistas, artistas, produtores que se intitularam "Fênix". Durante dois anos trabalharam para conseguir as autorizações e cumprir todas burocracias com o objetivo de realizar o sonho de Davi. O projeto deu origem ao documentário "Fênix, o Voo de Davi", produzido e exibido pela GloboNews e atualmente pela Globoplay. O artista Paulinho Moska é um dos sete integrantes do grupo Fênix e sua canção"Tudo Novo de Novo" foi escolhida como tema principal do filme. Moska também participa do documentário ao lado dos músicos Gilberto Gil, Paulinho da Viola, Hamilton de Holanda, NilzeCarvalho e Felipe Prazeres. Moskaé "padrinho" de dois deles. A ação Cultural é uma celebração da terceira vida dessas madeiras, que um dia foram árvores, depois viraram objetos de uma casa incendiada e agora são instrumentos de música e poesia.

Objetivos

Objetivo Geral: Realizar as palestras musicadas educativo-culturais , visando a preservação do valor cultural; com foco em propagar e dar a maior visibilidade possível para o Museu Nacional e para a incrível história dos instrumentos a compõe com foco na ação educativo cultural, sendo a realização das apresentações nas cidades São Paulo, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba e Vitória. Objetivos específicos: - Doar 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional por patrocinadores, - Doar 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo; - Doar 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional pelo proponente em ações de divulgação do projeto; e - Disponibilizar 20% (vinte por cento) para comercialização em valores que não ultrapassem 3% (três por cento) do salário-mínimo vigente no momento da apresentação da proposta. - Disponibilizar, na internet, registros audiovisuais das palestras como medida de ampliação de acesso. - Realizar uma oficina na cidade do Rio de Janeiro como ação formativa cultural.

Justificativa

A solicitação de apoio ao projeto "PAULINHO MOSKA E DAVI LOPES _ OS VIOLÕES FÊNIX DO MUSEU NACIONAL" junto ao Ministério da Cultura, via Lei de Incentivo, é hoje uma das poucas formas de se encontrar parceria na iniciativa privada, sendo imprescindível sua existência para democratizar a cultura em todo o País. As palestras musicadas educativo-culturais serão de alto nível artístico, ligadas a expressivo conteúdo histórico, uma vez que os instrumentos que acompanham o artista Paulinho Moska e o Bombeiro Luthier Davi Lopes na ação em questão foram construídos com madeiras provenientes do incêndio do Museu Nacional pelo Bombeiro Luthier, um dos bombeiros militares que atuaram no combate ao incêndio do Museu. Uma história de reconstrução, uma metáfora da vida. O incêndio do Museu Nacional aconteceu em 2 de setembro de 2018 e destruiu mais de 20 milhões de itens, incluindo fósseis, livros raros e peças indígenas. A palestra mostra como Davi Lopes encontrou esperança na arte, transformando os restos de madeira em instrumentos musicais. Com eles, produziu arte a partir de pedaços de móveis e vigas queimadas na grande tragédia. O projeto pretende passar por grandes capitais, para o maior número de público possível, utilizando também as redes de comunicação massivas dessas cidades (rádios, jornais, Tvs, Blogs, influencers e Midias Digitais), com o propósito de trazer o máximo de luz e conhecimento da sociedade Brasileira sobre o projeto desenvolvido pelos agentes citados nessa proposta. O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; O projeto tem por objetivo, dentre os elencados no Artigo 3º da Lei 8313/91: III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: c) restauração de obras de artes e bens móveis e imóveis de reconhecido valor cultural;

Estratégia de execução

-

Especificação técnica

Davi Lopes e Paulinho Moska farão uma palestra musicada educativo-cultural dividida da seguinte maneira: Primeiros 20 minutos contarão com apresentação de trecho do documentário “Fênix – O vôo de Davi”, que conta em detalhes todo o processo, desde e o rescaldo do incêndio, passando pela autorização que o grupo Fênix conseguiu para recolher madeiras do Museu Nacional, seguindo para o processo de construção dos instrumentos pelo Bombeiro Luthier até o momento em que esses instrumentos viram e soam no palco novamente, dando uma nova vida as madeiras do Museu Nacional. No final da exibição do documentário, a palestra se iniciará com a participação do público presente que poderá fazer perguntas sobre o projeto como um todo, sendo as respostas proferidas tanto por Davi como por Paulinho Moska, que estarão a todo momento no palco, com ilustração e execução de canções de sucesso do artista Paulinho Moska durante a apresentação. Serão 20 minutos de vídeo, 40 minutos de palestra e 20 minutos de música utilizando especialmente violões construídos com madeira de rescaldo do incêndio do museu nacional.

Acessibilidade

Produto: PALESTRA MUSICADA ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: Os espaços utilizados e escolhidos para as apresentações artísticas terão suas instalações físicas adequadas para mobilidade. Serão oferecidas cadeiras adaptadas, e quando necessário, rampas e elevadores, bem como terão indicadores para orientar este público em questão, facilitando a sua participação. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: será realizada por meio de áudio descrição do ambiente onde serão realizadas as apresentações e do roteiro/sinopse das mesmas. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: a descrição será realizada por meio de um intérprete de libras ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES INTELECTUAIS: teremos um monitor especializado pra atender os deficientes intelectuais PRODUTO: CONTRAPARTIDA SOCIAL ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: Os espaço utilizado e escolhido para a contrapartida social terá sua instalação física adequada para mobilidade. Serão oferecidas cadeiras adaptadas, e quando necessário, rampas e elevadores, bem como terão indicadores para orientar este público em questão, facilitando a sua participação. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: será realizada por meio de áudio descrição do ambiente onde serão realizadas as apresentações e do roteiro/sinopse das mesmas. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: a descrição será realizada por meio de um intérprete de libras ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES INTELECTUAIS: teremos um monitor especializado pra atender os deficientes intelectuais

Democratização do acesso

Visando atender o Art. 29 da IN 11/2024, a proposta cultural terá um Plano de Distribuição detalhado, visando assegurar a ampliação do acesso aos produtos, bens e serviços culturais produzidos, contendo: - Doar 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional por patrocinadores, havendo mais de um, receberão em quantidade proporcional ao investimento efetuado; - Doar 10% (dez por cento) para distribuição gratuita com caráter social ou educativo; - Doar 10% (dez por cento) para distribuição gratuita promocional pelo proponente em ações de divulgação do projeto; e - Disponibilizar 20% (vinte por cento) para comercialização em valores que não ultrapassem 3% (três por cento) do salário-mínimo vigente no momento da apresentação da proposta. § 1º As cotas previstas no inciso I, II e III poderão ser cumpridas com realizações de sessões exclusivas. Ampliação de Acesso: Visando atender o Art. 30 da IN 11/2024, iremos adotar a seguinte medida de ampliação de acesso: III - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição; Art. 31 - Para os efeitos desta Seção, considera-se: I - de caráter social, a distribuição de ingressos e produtos culturais para pessoas de grupos minoritários ou comunidades em vulnerabilidade social, tais como: negros, indígenas, povos tradicionais, populações nômades, pessoas em situação de rua, pessoas LGBTQIA+, pessoas com deficiência, beneficiários do Bolsa Família e CadÚnico; e II - de caráter educativo, a distribuição a alunos da rede pública de ensino fundamental, médio ou superior. Contrapartidas Sociais: Visando atender o art. 32 da IN 11/2024 realizaremos um oficina com o Bombeiro Luthier, na cidade do Rio de Janeiro, com jovens aprendizes mostrando na prática a construção de instrumentos com duração aproximada de 60 minutos, Será destinada aos estudantes e professores de instituições públicas de ensino, que não se confundem com as medidas de ampliação do acesso. Terão a previsão de corresponder a pelo menos 10% (dez por cento) do quantitativo de público previsto no plano de distribuição, contemplando no mínimo 20 (vinte) e no máximo 500 (quinhentos) beneficiários, a critério do proponente.

Ficha técnica

VICENTE BARROS – SÓCIO DIRETOR DA EMPRESA MAINSTAGE ENTRETENIMENTO LTDA – PROPONENTE DO PROJETO – DIREÇÃO GERAL E ADMINISTRAÇÃO DO PROJETO Atuante no mercado da música e cultura a 20 anos, realizou trabalhos com artistas nacionais e internacionais, promovendo e produzindo turnês e realizando shows pelo país e fora dele. Atualmente atua na área de gestão empresarial, sendo empresário dos artistas Paulinho Moska, Zélia Duncan e Simone e é sócio do Festival Médio y Medio cápsula Rio de Janeiro, que teve sua primeira edição realizada nos dias 09,10 e 11 de agosto de 2024, no Circo Voador, na cidade do Rio de Janeiro. PAULINHO MOSKA – ARTISTA, CANTOR E COMPOSITOR As primeiras gravações profissionais de Moska aconteceram no álbum de estreia do grupo vocal A Garganta Profunda, “A Orquestra de Vozes” (1986). Ao lado de outros integrantes do Garganta (Luiz Nicolau e Luis Guilherme), aos 20 anos fundou aquela que seria sua primeira experiência de popularidade no fim dos anos 1980: Os Inimigos do Rei. Com a banda lançou dois discos (“Os Inimigos do Rei”, em 1989 e “Os Amantes da rainha”, em 1991), emplacou nacionalmente os hits “Uma Barata Chamada Kafka” e “Adelaide” e invadiu rádios e televisões do país em turnê de shows por dois anos seguidos. Após sair do Inimigos, Paulinho Moska começou a construir sua carreira solo a partir de 1993 com o disco “Vontade”, passando então a produzir uma discografia repleta de canções inspiradas que falam sobretudo, de “amor à vida”. São 30 anos escrevendo canções em que as letras se destacam tanto quanto a música. A primeira a se tornar nacionalmente conhecida foi “O Último Dia” (Moska/Billy Brandão) do seu segundo disco “Pensar é Fazer Música” (1995) que trazia a pergunta: “O que você faria se só te restasse um dia?”. Essa canção foi tema do samba enredo do desfile Mocidade Independente de Padre Miguel no carnaval de 2015. No disco seguinte “Contrasenso”(1997) a canção “A Seta e o Alvo” (Moska/Nilo Romero) começou a soar nas rádios do país, seguida de “Um Móbile no Furacão” e “Sem Dizer Adeus” (1999), “Tudo Novo de Novo”(2003) e “Pensando em Você” (2003) e “A Idade do Céu” (2003). Essas foram as canções mais conhecidas da sua primeira década de trabalho, além de “Relampiano” (parceria com Lenine) e “Admito que Perdi” (gravada por Marina Lima). Foi no álbum “Tudo Novo de Novo” (2003) que Moska iniciou uma relação muito íntima com artistas da América Latina gravando “A Idade do Céu”, versão sua para “La Edaddel Cielo” um lindo tema do uruguaio Jorge Drexler, que depois faria sucesso também nas vozes de Simone e Zélia Duncan. Drexler veio ao Brasil participar do show de lançamento desse disco, no Canecão. E em retribuição, convidou Moska para uma série de apresentações no Uruguai e na Argentina. Com esse portal latino aberto apareceram mais amigos hermanos, como Kevin Johansen e Lisandro Aristimuño (Argentina), Andrea Echeverri (Colômbia), Camila Moreno (Chile) e tantos outros. Em nome dessa relação Moska apresentou e fez a curadoria de dois festivais de música latina nos teatros do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil): o “Mercosul Musical”, em 2008, e o “Soy Loco Por Ti America”, em 2011. Os projetos eram uma série de shows em duo, onde artistas brasileiros (como Arnaldo Antunes, Marcelo Jeneci, Paula Toller e Fernanda Takai) se encontravam com latino-americanos (como Drexler, Johansen e Pedro Aznar e Andrea Echeverri). Essa proximidade com os artistas latinos desembocou no álbum “Locura Total” (2015), gravado em português e espanhol e em parceria com o argentino Fito Páez, com 12 faixas que misturam tango, samba e rock. “Locura Total” foi indicado ao Grammy Latino concorrendo ao prêmio de melhor canção com “Hermanos”(Moska/Fito Paez). Moska já emplacou incontáveis temas em trilhas da TV Globo – 11 deles, em sua própria voz. São músicas que se tornaram bem populares em novelas e minisséries, como “O Último Dia” (“O Fim do Mundo)”, “A Seta e o Alvo” (“Zazá”), “Pensando em Você" (“Agora É que São Elas”) e “Tudo Novo de Novo” (tema de abertura da minissérie homônima). Outras canções suas também foram trilhas de novela, como “Somente Nela”(parceria com Carlos Rennó), “Tudo Que Acontece de Ruim é Para Melhorar”(parceria com Mu Carvalho) e “Impaciente Demais” (parceria com Ricardo Leão). No ano de 2018, Moska emplacou sua canção inédita “Minha Lágrima Salta” na trilha da novela Malhação/Vidas Brasileiras, da Rede Globo. Essa canção faz parte de seu novo disco de inéditas, “Beleza e Medo”, recém-lançado em agosto do mesmo ano. Também se tornou um compositor muito requisitado por outras vozes. A primeira foi Marina Lima, que, em 1995, abriu o álbum “Abrigo” com “Admito que Perdi”. Depois, vieram inúmeras outras gravações, por artistas como Maria Bethania (“Saudade”), Elba Ramalho (“Relampiano”), Ney Matogrosso (“O Último Dia” e “Gotas do Tempo Puro”), Maria Rita (“Muito Pouco”), Mart’nália (“Soneto do Teu Corpo”, “Sem Dizer Adeus” e “Namora Comigo”), Lenine (“Relampiano” e “Saudade”), Francis Hime (“Há Controvérsias”), Zélia Duncan (“Carne e Osso”, “Não” e “Sinto Encanto”) DAVI LOPES – BOMBEIRO MILITAR E LUTHIER ‘Transformo escombros em música’, diz o bombeiro Davi Lopes Ele converte a madeira queimada no incêndio do Museu Nacional em belos instrumentos Sou músico desde criança. Aos 10 anos, tocava saxofone e flauta. Também já gostava de passear pelo Museu Nacional, no Rio, minha cidade. Era fascinado por história e arqueologia. Mas aí cresci, fui vendo o que dava para fazer dentro da minha realidade e acabei entrando para o corpo de bombeiros, onde estou desde 1987. Assim que ingressei na corporação, adotei a marcenaria como Hobby, fazendo portas e móveis. A música, porém, nunca me deixou e, um dia, me veio a ideia de coletar madeiras de escombros dos incêndios que ajudava a debelar e transformá-las em instrumentos. Sabia que precisava estudar, treinar e aprender. E como não havia Luthiers no Rio naquela época, completei o tempo de serviço necessário para tirar uma licença remunerada e parti para São Paulo para fazer um Curso e observar profissionais conhecidos em atividade. Na volta, me senti preparado para estrear meu próprio trabalho. A esperança renasce das cinzas. Músico, luthier e bombeiro do CBMERJ, o subtenente Davi Lopes uniu suas paixões e transformou madeiras recuperadas do incêndio do Museu Nacional, em 2018, em instrumentos musicais de excelência. Dois violões, um bandolim, um cavaquinho e um violino foram confeccionados com material garimpado em meio aos destroços. As peças ganharam padrinhos famosos como Gilberto Gil, Paulinho da Viola, Nilze Carvalho, Paulinho Moska, Hamilton de Holanda e Felipe Prazeres e farão parte, futuramente, do acervo do museu. Com técnica e sensibilidade, o bombeiro músico aproveitou restos da porta da bilheteria, de jacarandá, para criar os fundos e as laterais dos violões, do bandolim e do cavaquinho. Os batentes feitos de pinho-de-riga e uma viga de braúna, raros na natureza, também foram aproveitados. O trabalho cuidadoso de Davi ainda permitiu que partes de uma viga, originalmente os aposentos de D. Pedro II, virassem as escalas de um violão clássico e de um cavaquinho. A jornada de Davi, desde a seleção e tratamento dos materiais até a finalização dos instrumentos, foi documentada e virou filme. ‘Fênix: o voo de Davi’, incluído na plataforma Globoplay. A história de reconstrução e recomeço tem direção e roteiro de Vinícius Dônola, João Rocha e Roberta Salomone.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.