Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
O HOMEM DO CAMINHO é um monólogo cômico que inspira dilemas contemporâneos ao trazer a palavra de um artista caminhante em busca de si mesmo. Será encenada pelo ator Tonico Pereira e traz o texto do dramaturgo Plínio Marco, que completaria 90 anos de idade. O projeto será realizado em 12 meses de produção, com uma turnê de 10 meses passando por Rio, São Paulo, Brasília, Salvador, Fortaleza, Porto Alegre e Belo Horizonte, totalizando 66 apresentações. Reunirá três ícones da cultura popular brasileira, além do ator Tonico Pereira, o diretor Amir Haddad, e o cantor e compositor Jards Macalé.
O texto original do espetáculo foi concebido em 1996, mas a sua última versão só foi finalizada em 1999, ou seja, no próprio ano da morte de Plínio Marcos. A relação desses artistas viajantes - os saltimbancos - com as cidades visitadas é conflituosa, pois os seus moradores são determinados pela imobilidade, pela “propriedade”, pelas “fronteiras” e “cercas”. Daí IUR chamá-los de “fixos”, associando-os a uma vida mesquinha, submetida ao Poder (político, econômico, policial, eclesiástico ou judiciário), cuja autoridade, entretanto, não é legítima, pois ignora os direitos fundamentais dos homens. Já os saltimbancos, ao contrário dos “fixos”, não admitem fronteiras para as suas andanças, assim como não temem encarar o “mistério” e o desconhecido. E o que os habilita para o contra-ataque ao Poder é o concurso de três artes dominadas por eles. A primeira arte do saltimbanco é a de “contador de histórias”, cujo modelo original atribui a Jesus, um narrador imprevisto, enérgico e anárquico, em cujos relatos o primeiro direito é sempre o da vida, sagrada em si mesma. Quando este direito é ameaçado, o modelo cigano de Plínio mostra que todos os discursos relativos à produção, propriedade, Igreja e autoridade são apenas ideologia, falsa consciência, filistinismo a falar em nome do Estado e da Religião. Por isso, o homem-fixo é também um “homem-prego”, em lembrança dos pregos com que Cristo foi crucificado. A ação do “prego” atende apenas à defesa da acumulação. A segunda habilidade do artista saltimbanco é a de ser mestre das artes das ilusões, praticadas não com violência, mas sim com a rapidez das mãos e a acuidade penetrante da visão. Tal arte da prestidigitação está a serviço de prover o estritamente necessário à vida, em oposição ao desejo de acumulação supérflua. Ela implica numa “arte de olhar”, de “atenção” ao outro, compreendida como empatia humana e faculdade de decifrar os móveis inconscientes do desejo negado pelos “fixos”. A arte do “mágico” também faz parte dessa arte da prestidigitação, pois ela surpreende os habitantes das cidades, entorpecidos por práticas maquinais e sem graça. Alegria e humor são um golpe permanente na tristeza dos fixos. O terceiro domínio da arte do saltimbanco estende-se ao sexo, ao “trato” de “trepar” na visita às cidades burguesas. O artista faz uso de uma tática de sedução que consiste em não pedir muito inicialmente, a fim de conseguir estabelecer pactos, o que é diferente da ação predatória de um “depravado”. A vitória no domínio sexual não pode residir na humilhação, mas sim no gozo, por meio de “doces palavras” (que atiçam a imaginação) e da “imposição das mãos” (que “tocam pontos” até então ignorados do corpo) e produzem nele um verdadeiro “fogo seco” (à maneira do tantrismo oriental). O conjunto de operações liberadas pela energia sexual atinge o “fundo das entranhas” e quebra as “comportas” dos amantes, gerando não apenas o riso e o gozo, mas também o sentimento de “fraternidade”, inexistente nas vidas “secas” dos “homens-pregos”. Quer dizer, saltimbanco logra uma liberação física e espiritual, que gera a empatia pelo outro e a alegria do convívio, fora de toda conveniência venal. Há nesse anti-herói um híbrido de apóstolo franciscano, cuja devoção em parte se mede pela pobreza, e de sátiro dionisíaco, cuja iniciação espiritual se dá no incêndio dos sentidos. Contudo, a figura que condensa essas três artes do artista subversivo é a do Tarô, que, como se sabe, é um jogo divinatório que se faz por meio de cartas ilustradas por figuras simbólicas. Toda a última parte do monólogo é uma leitura de Tarô dramatizada, tendo como consulente imaginária uma “bela mulher” — talvez uma das mulheres das cidades visitadas; talvez a própria Morte, diante da qual se joga a última prova da verdade do fogo do amante. As três artes que constituem o poder liberador representado pelos caminhantes — as artes da narrativa, da prestidigitação e do sexo — sintetizam-se no Tarô. Está ali o jogo ilusionista e de rapidez manual com as cartas; está também a narrativa desenvolvida por meio dos símbolos; e, enfim, está ali o refrigério das dúvidas e aflições pela revelação das forças imanentes, físicas e espirituais, a agir sobre o mundo. Em particular, as metáforas sugeridas pelas figuras ilustradas do Tarô são uma tentativa de comunicar o que não pode ser dito nos termos de uma linguagem-clichê. Para Plínio, a sucessão de símbolos do Tarô imita antigas práticas ritualísticas, nas quais o conhecimento das disposições universais resulta num gesto taumatúrgico, vale dizer, de cura das tribulações da vida humana. A leitura correta do símbolo tem, portanto, muito menos a ver com adivinhação do futuro do que com performance e terapia. Na energética teatral sexualizada do artista saltimbanco de Plínio Marcos, nada pode ser mais imperativo do que a sua intervenção curativa sobre a vida urbana paralisada, estruturalmente destruída e atônita com a catástrofe que preparou para si mesma.
Objetivos Gerais do projeto são: - Produção e realização da turnê O HOMEM DO CAMINHO; - Comemorar a obra do dramturgo Plínio Marcos; - Reunir três ícones da cultura popular brasileira: o diretor Amir Haddad, o ator Tonico Pereira, e o cantor e compositor Jards Macalé; - Dar espaço a profissionais da terceira idade, tantas vezes esquecidos pelo mercado; - Ter a ficha técnica prioritariamente formada por profissionais com mais de 65 anos de idade; - Debater temas como a ‘discriminação de pessoas idosas e o conceito de juventude’, que são dois pilares fundamentais do etarismo; - Realizar uma turnê que passe por pelo menos 07 capitais e 04 regiões brasileiras, incluindo o nordeste e centro-oeste; - Fortalecer e valorizar as obra originalmente brasileiras e a memória histórico-cultural do nosso país; - Refletir sobre poder, egoísmo, manipulação, luta de classes e o sentido da existência humana, no limbo entre a liberdade e as amarras que a condicionam ou oprimem; O projeto tem como Objetivos Específicos: - Realizar 66 sessões do espetáculo O HOMEM DO CAMINHO; - Oferecer o serviço de acessibilidade em mais de 10% das apresentações previstas; - A turnê pretente alcancar cerca de 8.000 pessoas; - Percorrer inicialmente as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Fortaleza, Porto Alegre e Belo Horizonte; - Durante a turnê realizar 03 apresentações gratuitas em equipamentos localizados em regiões periféricas da Cidade do Rio de Janeiro ou em outros municípios do Estado fora da capital.
"O HOMEM DO CAMINHO", que marca as comemorações dos 90 anos de Plínio Marcos, é uma oportunidade de unir três ícones da cultura popular brasileira para homenagear o eterno dramaturgo: o diretor Amir Haddad, o ator Tonico Pereira, e o cantor e compositor Jards Macalé. Um dos objetivos do projeto é dar espaço à profissionais da terceira idade, tantas vezes esquecidos pelo mercado. A ficha técnica é prioritariamente formada por profissionais com mais de 65 anos de idade e muitos de carreira, onde acumulam experiências, histórias e prêmios na cena teatral e cultural. É uma oportunidade de transformar a sensação de terem passado do tempo, de serem parte fora do mercado e até da sociedade, se tornando só mais um número de CPF, onde encaram a angústia da aposentadoria e dos sonhos ficados para trás. A discriminação de pessoas idosas e o conceito de juventude são dois pilares fundamentais do etarismo, termo que tem se tornado amplamente conhecido por diminuir a potência de indivíduos em razão de sua idade. As histórias e as características pessoais ficam em segundo plano, quando não são descartadas por completo na prática estarista. Segundo o IBGE, no Brasil, de 2010 para 2022, a idade mediana subiu de 29 anos para 35 anos, evidenciando o envelhecimento da população. Em 2022, a população de 60 anos ou mais foi para 32.113.490 (15,6%), um aumento de 56,0% em relação a 2010, quando era de 20.590.597 (10,8%). Além disso, o número de idosos dessa mesma faixa ultrapassou o de crianças no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro. A excitação de estar vivo, de se sentir potente, atuante e capaz é visto com um privilégio exclusivo da juventude. Pensar a vitalidade e a sexualidade dissociadas de beleza primaveril é um desafio que merece atenção urgente, principalmente quando os dados provam o aumento significativo da longevidade da sociedade. É necessário repensar e reconstruir os conceitos de beleza e vitalidade nesse sistema fantasiado com o manto imaculado que se fecha às diversidades geracionais, reconhecendo nelas suas provocações. O teatro é uma arma poderosa de reflexão que admite as contradições culturais e transpõe barreiras irreversíveis. A crítica nasce quando a arte espelha a sociedade e faz valer seu poder de comunicação ao incorporar em uma mesma obra a multiplicidade de elementos que enriquecem o debate coletivo. O Projeto vai, através da abordagem de temas relevantes como o etarismo, a qualidade de vida e a promoção de debates culturais incorporados no espetáculo teatral, valorizar o patrimônio cultural imaterial, bem como de fomento ao desenvolvimento da cultura nacional. (Lei no 8313, de 23 de dezembro de 1991 _ Art. 25, caput) Com isso, o Projeto vai estimular e difundir a produção de bens culturais e estimular um contato maior com as artes e a cultura brasileira. (Lei no 8.313 - Art. 1° - inciso VIII) O projeto está alinhado com o objetivo do acesso à cultura e fomenta o debate sobre temas relevantes, como o envelhecimento e a autonomia na terceira idade, além de promover reflexão sobre as mudanças demográficas e sociais no Brasil. (Artigo 1º e Artigo 3º da Lei 8.313) O projeto também visa a democratização de acesso à cultura por meio de apresentações em diferentes regiões do Brasil e, especialmente, ao realizar sessões gratuitas ou a preços populares, observando e valorizando a participação de alunos e professores de escolas públicas e instituições de apoio a idosos. (Lei 8.313). Por fim, é mportante destacar que que o Projeto é uma produção cultural brasieira que aborda questões sociais do contexto nacional. O espetáculo reforça a valorização de temas originários do Brasil ao focar nas vivências e realidades da sociedade brasileira contemporânea (Lei no 8.313 - Art. 3° - inciso I, alínea f) Com a realização dos espetáculos, o Projeto fomenta a produção cultural e artística. (inciso II, alínea c, do Art. 3° da Lei 8.313/91).
Produto: Espetáculo teatral "O HOMEM DO CAMINHO" - Quantidade: 66 sessões - Quantidade de alcance pretendida: 8.000 pessoas Localidades: - 32 sessões no Rio de Janeiro - 03 sessões 100% gratuitas no Rio de Janeiro - 24 sessões em São Paulo - 02 sessões em Belo Horizonte - 02 sessões em Salvador - 02 sessões em Brasília - 02 Porto Alegre - 02 Fortaleza Período: 01 mês de pré-produção / 10 meses de execução / 01 mês de pós-produção; Cronograma: - Maio - ensaios e contratação de prestadores de serviços. - Junho a março - realização da turnê por 05 cidades (Sudeste, centro-oeste e Nordeste). - Abril - pós-produção e prestação de contas.
O proponente irá assegurar a participação e acessibilidade no local do evento e reservar espaços para a pessoa com deficiência em conformidade com as normas de acessibilidade dispostas na a Lei no 13.146, de 2015 que institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Produto: Espetáculo teatral Acessibilidade física:O local de realização (teatros) é acessível para deficientes físicos, já que asseguraremos que os mesmos possuam rampas, elevadores e piso tátil direcional. Acessibilidade para PCDs visuais:Serão realizados um total de 05 sessões para pessoas com deficiência visual, oferecendo o serviço de audiodescrição.. Acessibilidade para PCDs auditivos:Serão realizados um total de 15 sessões com intéprete de libras para o público presente.
Gratuidade: Conforme estabelece a IN nº 11, de 30 de janeiro de 2024, o Projeto promover a democratização do acesso à cultura por meio de apresentações em diferentes regiões do Brasil e, especialmente, ao realizar sessões gratuitas ou a preços populares para públicos em situação de vulnerabilidade, como escolas públicas e instituições de apoio a idosos. Isso garante que o espetáculo atinja um público diversificado, ampliando o acesso à cultura e fomentando a participação social em discussões sobre envelhecimento e gênero. Apresentação gratuita do espetáculo em três (03) espaços públicos da Secretaria Municipal ou Estadual de Cultura do Rio de Janeiro. Espera-se alcançãr o público de 1000 pessoas nessas 03 apresentações que ocorrerão em teatros ou centros culturais, prioritariamente localizados nas zonas norte ou oeste da Cidade do Rio de Janeiro, Baixada Fluminense ou Região Metropolitana do Estado. Todas as apresentações serão gratuitas e contarão com o serviço de intéprete de LIBRAS.
CURRÍCULOS - O HOMEM DO CAMINHO CAIO BUCKER (diretor de produção e proponente) Caio Bucker é produtor cultural, cineasta, escritor e empresário. Doutorando e Mestre em Filosofia da Arte (UERJ), Especialista em Arte e Filosofia (PUC-Rio) e Graduado em Comunicação Social e Cinema (PUC-Rio), é o responsável pela idealização, direção de produção e realização de projetos como "Ícaro and The Black Stars", de Pedro Brício, com Ícaro Silva; "Ilíada de Homero", direção de Octavio Camargo, com Daniel Dantas e Letícia Sabatella; "Parem de Falar Mal da Rotina", de Elisa Lucinda; "TsuNany", com Nany People; "O Julgamento de Sócrates", com Tonico Pereira; "O Âncora", de Leandro Muniz, com Alex Nader; "Mulheres que Nascem com os FIlhos", de Rita Elmor, com Carolinie Figueiredo e Samara Felippo; e “A Hora do Boi”, de Daniela Pereira de Carvalho, direção de André Paes Leme, com Vandré Silveira. Dirigiu e produziu a comédia musical "Delírios da Madrugada", com Zéu Britto, recebendo 4 indicações no Prêmio do Humor 2019. Produziu o premiado monólogo “Farnese de Saudade”, com Vandré Silveira e direção de Celina Sodré. O projeto venceu o Prêmio de Melhor Interpretação no Festival Home Theatre 2014, e o Prêmio de Melhor Cenário no 2º Prêmio Questão da Crítica, além de ser indicado ao 25º Prêmio Shell na categoria Melhor Cenário, e no Prêmio Questão da Crítica na Categoria Especial, pela pesquisa do projeto. Caio foi colunista de cultura do Jornal do Brasil, assinando crônicas na "Coluna Caio Bucker", no Caderno B. Em 2022, assumiu a curadoria e direção artística do Teatro PRIO (antigo Teatro XP), no Jockey Club da Gávea, recebendo em Março de 2024 uma Moção da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro pela curadoria do Mês da Mulher. Além disso, foi escolhido para ser o Notável da categoria A Cara do Rio, no Prêmio Atitude Carioca, promovido pela CAERJ em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro; e recebeu a Medalha da Ordem do Mérito Cultural Carioca, a principal e mais alta condecoração do Município. Publicou o livro "Filosofando no Banheiro - o livro de pensamentos de Tonico Pereira", e se prepara para lançar o próximo livro em 2025. Atualmente é também o responsável pela área de Relações Públicas do grupo Bonus Track, realizadora de grandes eventos, como os festivais "MITA", "Doce Maravilha" e "MANGO", e as turnês "Roger Waters - tour de despedida"; "Paul McCartney - Got Back", "Titãs - Encontro" e "Capital Inicial 4.0". Em Maio de 2024, foi a empresa responsável pela vinda de Madonna ao Brasil, com show na Praia de Copacabana. AMIR HADDAD (diretor) Amir Haddad nasceu em Guaxupé, Minas Gerais, em 1937. Vive e trabalha no Rio de Janeiro. É ator, diretor e professor de teatro. Em 1958, juntamente com Zé Celso Martinez Corrêa e Renato Borghi, foi um dos fundadores do Teatro Oficina, do qual se desligou em 1961. Por seus trabalhos como ator e diretor, recebeu inúmeros prêmios dentre os quais se destacam o Prêmio Molière de Direção Teatral (1968) pela peça "A Construção", de Altimar Pimentel; o Prêmio Governador do Estado da Guanabara de Teatro de Melhor Diretor (1970) por "O marido vai à caça", de Georges Feydeau; o Prêmio Shell na categoria Diretor (1989) por "Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come", de Oduvaldo Vianna Filho e Ferreira Gullar; o Prêmio Sharp na categoria Diretor (1997) por "Mercador de Veneza", de William Shakespeare, entre muitos outros. Em 2006, Amir foi agraciado com o título de Comendador da Ordem do Mérito Cultural e em 2019 recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em 1980 fundou o Tá Na Rua – com sede no bairro da Lapa, Rio de Janeiro –, grupo com o qual leva a arte do teatro para o espaço comum e aberto das ruas e praças, destacando a importância da arte criada de forma pública, acessível e seu poder de transformação social, cultural e urbana. Em julho de 2023, em seus 86 anos de vida e 66 de vida cultural, nasce o primeiro Festival de Teatro Amir Haddad, com uma programação de treze dias na Casa do Tá Na Rua na Lapa, trata-se de uma mostra dos espetáculos que Amir dirigiu nas últimas décadas, entre eles "Antígona" de Andrea Beltrão, "Alma Imoral" com Clarice Niskier, "Virginia" de Cláudia Abreu, seu Grupo Tá Na Rua e muitos outros. Paralelamente aos espetáculos, também foram ofertadas oficinas culturais, conversas, filmes e exposições. O festival entrou definitivamente para o calendário cultural da Cidade do Rio de Janeiro. JARDS MACALÉ (trilha sonora) Jards Macalé, artista sem par na música brasileira, sempre teve um canal aberto para as diferentes formas de arte. Do amigo Hélio Oiticica ganhou o penetrável “Macaléia”; Nelson Pereira dos Santos o transformou em ator em “Amuleto de Ogum”, e “Tenda dos Milagres”. Jards ainda fez a esmerada trilha sonora desses filmes. Ele foi protagonista de dois documentários: “Um Morcego na Porta Principal” – de Marcos Abujamra e João Pimentel e “Jards” – de Erik Rocha. E acaba de ser finalizado o documentário “Macaléia “sobre sua relação com Hélio Oiticica. Com roteiro e direção de Rejane Zilles, o curta estreou no Festival do Rio em 2003 e foi premiado como melhor filme no Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro – Curta Cinema 2024. O poeta Waly Salomão tornou-se seu grande parceiro em obras-primas como “Vapor Barato”, “Mal Secreto” e “Anjo Exterminado”. Outros parceiros como Capinam em “Movimento dos Barcos”, Torquato Neto em “Let’s play that” e Duda Machado em “Hotel das Estrelas” reforçam a versatilidade do compositor. Em 2023 Jards Macalé lançou seu trabalho mais recente, “Coração Bifurcado”, pela gravadora Biscoito Fino e foi logo considerado pela crítica como um dos melhores álbuns de 2023. Uma ode contemporânea aos eternos caminhos e descaminhos do amor, é o décimo-terceiro disco de inéditas do violonista, cantor e compositor. Por este trabalho, ele acaba de ser premiado no 31° Prêmio da Música Brasileira em duas categorias: lançamento do álbum e melhor canção. Em seu álbum anterior, “Besta Fera” ele apresenta a expressão exata de sua atualidade provocadora. O álbum foi indicado ao Grammy Latino 2019 como “Melhor Álbum de Música Popular Brasileira". “Besta Fera” aprofunda a excelência de sua discografia, iniciada em 1972 pelo mitológico long-play gravado ao lado de Lanny Gordin e Tuti Moreno. Em 2021, lançou o álbum “Síntese do Lance”, em parceria com João Donato. O disco gravado pela Rocinante, também foi indicado ao Grammy Latino 2022 na mesma categoria de “Melhor Álbum de Música Popular Brasileira”. Em Janeiro de 2024, foi lançado o disco “Mascarada” – novamente pela gravadora Rocinante, onde Jards faz uma interpretação única do repertório de Zé Keti. O álbum acaba de ser premiado como um dos melhores discos de 2024 pela Associação Paulista de Críticos de Arte/APCA. Em Março, Macalé fez uma turnê pela Europa com seu trio de músicos, alcançando 09 países, com 15 shows. Ainda no começo do ano de 2024, foram anunciados os vencedores do Prêmio Música Popular 2023, dado pela Associação Paulista de Críticos de Arte/APCA. Jards Macalé ganhou o Grande Prêmio da Crítica como artista do ano. TONICO PEREIRA (ator) Com mais de 50 anos de carreira, Tonico Pereira teve suas primeiras experiências como ator no grupo Laboratório de Teatro, na UFF, em 1968. Sua imagem popularizou-se com o personagem Zé Carneiro, no seriado “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, entre 1977 e 1985. De 2002 a 2014, integrou o elenco de “A Grande Família”, na Rede Globo. Dentre as novelas que participou, destacam-se “Anos Dourados”, “Que rei sou eu?”, “Fera Ferida”, “Andando nas Nuvens”, “Porto dos Milagres” e “A Regra do Jogo”, que lhe rendeu 3 indicações a prêmios de melhor ator. No cinema, mais de 50 filmes, tornando-se um dos artistas que mais fez filmes no Brasil, destacando-se em produções como "República dos Assassinos", "Memórias do Cárcere", O Cego que gritava luz", "Caramuru - a invenção do Brasil", “O homem da capa preta”, “O Guarani”, “Policarpo Quaresma, heroi do Brasil”, “Redentor” e “O Palhaço”. No teatro, venceu diversos prêmios de melhor ator, com espetáculos como “Prometeu Acorrentado”, “Afinal uma mulher de negócios”, “O Avarento”, “Beijo no Asfalto”, “A volta ao lar” e “O homem travesseiro”. Em 2010 foi lançada sua biografia: “Tonico Pereira - um ator improvável”, na Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. Foi também homenageado com a Medalha Pedro Ernesto, a mais importante comenda do Rio de Janeiro. Em 2017, estreou seu primeiro monólogo, comemorando 50 anos de carreira e 70 anos de idade: "O Julgamento de Sócrates", uma adaptação da obra de Platão que realizou temporadas no Rio de Janeiro, São Paulo e uma turnê com mais de 25 cidades do pais. Atualmente, está no ar na novela "Volta por Cima", na Rede Globo. AURÉLIO DE SIMONI (iluminador) Com quase 50 anos de carreira, Aurélio de Simoni é um dos maiores iluminadores do país. Em sua trajetória, realizou mais de 700 projetos de luz para peças, shows e exposições, tendo diversas indicações e mais de 20 prêmios no currículo. Começou sua carreira ajudando na peça de sua então esposa, Aline Molinari em 1976 no teatro Cacilda Becker. Algum tempo depois foi contratado como operador de luz pelo Teatro Sesc Tijuca. De contra-regra para operador de luz foi um pulo e em 1979, criou a sua primeira luz em um espetáculo que curiosamente chamava-se "Ponto de Partida", de Gianfrancesco Guarnieri, com direção de Haroldo de Oliveira. A transição do operador de luz para o criador, iniciou-se pelo fato de que algumas peças chegavam ao Sesc sem iluminação definida, o que fazia com que Aurélio opinasse na montagem de luz destes espetáculos. Foi assistente de Jorginho de Carvalho e na mesma época firmou parceria com Luiz Paulo Nenen, com quem assinou luz para espetáculos durante quatro anos. As trocas de conhecimento foram super importantes para consolidação de um estilo, como o próprio Aurélio coloca, ele está sempre muito aberto para as novidades. Em sua trajetória, trabalhou com grandes nomes da dramaturgia, como Fernanda Montenegro, Bibi Ferreira, Sérgio Brito, Paulo Autran, Marília Pera, Celso Nunes, Domingos de Oliveira, Aderbal Freire Filho, Amir Haddad, Miguel Falabella, José Possi Neto, Moacir Chaves, Daniel Herz, Hélio Eichbauer, Fernando Mello da Costa, Kalma Murtinho e outros mais.
Periodo para captação de recursos encerrado.