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PRONAC 2411846Autorizada a captação total dos recursosMecenato

{entre nós} terras, imaginários e virtualidades indígenas

A BORDO NEGOCIOS, TURISMO & CULTURA LTDA.
Solicitado
R$ 5,89 mi
Aprovado
R$ 5,89 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

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Classificação

Área
—
Segmento
Exposição Cultural / Artística
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Exposições de artes visuais
Ano
24

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2025-01-06
Término
2026-12-31
Locais de realização (4)
Salvador BahiaBrasília Distrito FederalRio de Janeiro Rio de JaneiroSão Paulo São Paulo

Resumo

A exposição Entre Nós: terras, imaginários e virtualidades indígenas dedica-se a apresentar as artes indígenas brasileiras, em suas múltiplas linguagens e espaços de presença, sob o olhar da diversidade tecnológica. Objetiva-se uma composição que valorize os saberes e fazeres estéticos dos povos indígenas brasileiros, identificando tecnologias ancestrais em diálogo com mídias e discursos contemporâneos. Artistas indígenas de etnias de todas as regiões do país, de diferentes gêneros e idades, ocupam espaços para além de territórios demarcados, estando presentes em circuitos variados, desde pequenas comunidades a grandes cidades e ambientes virtuais. Busca-se evidenciar esses territórios, apontando para as múltiplas linguagens das autorias indígenas individuais e coletivas e para os significados que transcendem suas produções. Sob a perspectiva da tecnodiversidade, são apresentadas obras de linguagens musicais, audiovisuais, literárias, visuais, digitais, performativas, da moda e outras. A exposição acontecerá em quatro cidades : São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Salvador ou Belo Horizonte. Também serão realizadas palestras com as curadoras, oficinas e performances com as diversas linguagens propostas.

Sinopse

EXPOSIÇÃO: A exposição Entre Nós é dedicada a apresentar a arte indígena brasileira sob o olhar da tecnodiversidade. A partir de uma curadoria voltada a linguagens eletrônicas, busca-se situar perspectivas não estereotipadas acerca das culturas indígenas. Pretende-se realizar uma composição que valorize os saberes e fazeres estéticos dos povos indígenas brasileiros, identificando tecnologias ancestrais em diálogo com mídias e discursos contemporâneos. Longe de pretender-se a uma leitura essencialista das artes indígenas, a exposição busca apresentar o fazer estético dos povos indígenas brasileiros a partir de seus múltiplos contextos sociais, com suas inovações e hibridismos. De modo a oferecer legitimidade discursiva para a realização da exposição, a participação de sujeitos e coletividades indígenas será essencial em todos os processos de execução (idealização, curadoria, produção, realização). CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA ETÁRIA: Busca-se, para o projeto, atingir um público abrangente de classificação indicativa livre. A exposição é gratuita e dedicada a todas as idades e perfis, e o seu objetivo é oferecer conhecimento acerca da arte dos povos indígenas e sua relação com a tecnologia audiovisual à maior quantidade de pessoas possível. O projeto, como um todo, preocupa-se com a inclusão de populações vulneráveis, a partir dos discursos artísticos dos diversos artistas indígenas, que trata acerca dos direitos dos povos indígenas, das mulheres, do público lgbtqiapn+, de populações afro-brasileiras, sempre buscando questionar as fronteiras identitárias e os espaços da diversidade. É, portanto, um projeto inclusivo de crianças e adolescentes, adultos e população idosa e PCD, além da diversidade de gênero, orientação sexual e étnica. A exposição prevê ações de acessibilidade, como interações sonoras e visuais, de forma a permitir experiências inclusivas ao público com deficiência visual e auditiva. Nosso objetivo é proporcionar momentos de conexão, aprendizado e inspiração para todas as idades e público. POSSIBILIDADE DE MESA DE CONVERSA: Interessa, ademais, dialogar com públicos específicos. Nesse sentido, preveem-se ações educativas paralelas à exposição, como uma mesa de conversa com as curadoras Olinda Tupinambá e Lena Japiassu e/ou artistas da mostra, com o tema “Arte indígena e tecnodiversidade”; que se destina a um público adulto e interessado na temática. POSSIBILIDADE DE VISITA GUIADA: Uma visita guiada ocorrerá nos primeiros dias de abertura da exposição em cada uma das cidades e será realizada por ao menos uma das curadoras. Essa visita tem o intuito de promover o acesso aprofundado à forma com que a exposição foi elaborada e às discussões em torno da temática de forma dinâmica.

Objetivos

A exposição Entre nós: terras, imaginários e virtualidades indígenas enfatiza a observação e a costura de tecnologias dissonantes e inclusivas de culturas de diferentes povos indígenas brasileiras, que propulsionam formas de vida social, econômica, política e estética alternativas à epistemologia ocidental. Busca-se oferecer perspectivas plurais acerca da relação entre artes, tecnologias e sociedades, associando cosmovisões e cosmotécnicas diversas e apresentando os seus entrecruzamentos, como composição não livre de conflitos. Longe de pretender-se a uma leitura essencialista das artes indígenas, busca-se apresentar o fazer estético dos povos indígenas brasileiros a partir de seus múltiplos contextos sociais, com suas inovações e hibridismos. A tecnologia e a arte devem ser recontextualizadas no cenário contemporâneo, possibilitando transformações a partir da consideração da participação e escuta (rendu), da heterogeneidade e da interdependência. Pensar a tecnodiversidade é necessário para expressar a pluralidade cultural brasileira. Assim, a exposição busca evidenciar, nas artes indígenas contemporâneas (AIC), cosmovisões e cosmotécnicas alternativas à tradição hegemônica ocidental, que ofereçam novas percepções do mundo, com o respeito à pluralidade cultural, ao diálogo intercultural e à sustentabilidade socioambiental. Busca, também, ocupar os espaços culturais dos museus e galerias de arte, historicamente excludentes da diversidade artística indígena. Ao longo da história da arte, esses espaços privilegiaram um conceito de arte ocidental, reservando às estéticas e às culturas indígenas os museus etnográficos. Atualmente, a ocupação das artes indígenas dos espaços do campo da arte é também uma demanda de correção histórica, reconhecimento e respeito aos seus sujeitos e às suas obras. Evidenciar as artes indígenas, a partir da sua contemporaneidade, com os seus usos e saberes tecnológicos, afasta a visão folclórica acerca das culturas indígenas e as recolocam situadas no presente. Da mesma forma, possibilitam a imaginação de alternativas ao modelo de desenvolvimento predatório e homogeneizante do capitalismo ocidental. De modo a oferecer legitimidade discursiva para a realização da exposição, a participação de sujeitos e coletividades indígenas será essencial em todos os processos de execução (idealização, curadoria, produção, realização). Objetivos específicos ● Mostrar a diversidade de linguagens evidenciando a arte indígena com os seus usos e saberes tecnológicos ● Ocupar os espaços culturais dos museus e galerias de arte, historicamente excludentes da diversidade artística indígena ● Pensar a tecnodiversidade para expressar a pluralidade cultural brasileira ● A exposição de arte e tecnologia é adaptável e itinerante por 04 cidades do Brasil Desta forma, o projeto se enquadra no incisos II do Art. 1° da da Lei nº 8.313, de 1991 II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; pois o projeto realizará a produção de exposição de arte evidenciando a arte indígena com os seus usos e saberes tecnológicos. E o Objetivo II do Art. 3° da Lei 8313/91. II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; pois se trata de um projeto e exposição de arte contemporânea. e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; pois se trata de um projeto e exposição de arte contemporânea.

Justificativa

O Mecanismo Incentivo a Projetos Culturais para financiamento, estabelecido pela Lei 8313/91, será de fundamental importância para viabilizar a realização da exposição Entre Nós: terras, imaginários e virtualidades indígenas. O projeto encontra-se em plena consonância com as finalidades do Pronac, pois, conforme incisos do art. 1º da referida lei, busca recursos para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais (I) promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais (II); apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores (III); proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional (IV); salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira (V) preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro (VI); desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações (VII); estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória (VIII) e priorizar o produto cultural originário do País (IX). Importante mencionar que, de acordo com o censo do IBGE de 2022, existem, no país, 305 etnias indígenas, compondo um contingente populacional de aproximadamente 1,7 milhão de pessoas, e com rica diversidade cultural, expressa, por exemplo, pelas 274 línguas faladas. As pessoas indígenas representam 0,83% da população e estão presentes em 4.832 dos 5.568 municípios brasileiros. Esta presença informa que indígenas e suas culturas resistem e estão em todo o território brasileiro, nos seus mais diversos espaços, desde suas comunidades tradicionais às redes virtuais. O Brasil é, enfim, território indígena. Esse território físico é acompanhado por um território simbólico, concreto ou imaginado. A colonização promoveu um discurso ocidentalizante de pretensão universal, valorizado pela perspectiva iluminista e capitalista, voltada ao individualismo e a um sentido de progresso linear. Este discurso teve forte influência na história da arte, que legou às artes indígenas espaços de exclusão. Afirmar, ocupar e re-ocupar os espaços simbólicos, por meio de suas artes, é um direito recente das pessoas indígenas, conquistado com muita luta, por meio da cidadania plena alcançada a partir da Constituição Federal de 1988. Este reconhecimento permite que indígenas tenham autonomia e se afirmem como autores, livre de qualquer tutela, para negociar os seus direitos e espaços. Pensar as artes contemporâneas requer o compromisso com um novo cosmopolitismo, que considere a participação plural, a diversidade cultural e a interdependência do ser humano com a natureza e o seu entorno. Dentre os e as artistas participantes estão representantes de diversos povos e regiões de Pindorama/Brasil, que apresentam seus saberes e fazeres a partir de múltiplas linguagens. Músicas, como o rap Guarani-Kaiowá do grupo Brô MC e da artista Brisa Flow, do Centro-Oeste, demonstram como a utilização de técnicas e estéticas video-sonoras se mesclam com ritmos ancestrais, informando de contextos e imaginários contemporâneos dos sujeitos e grupos indígenas. A moda autoral indígena, como trabalhos como os de Nalimo (grife de São Paulo, idealizada por Dayana Molina, descendente dos Aymara e Fulni-ô), Sioduhi Lima (marca indígena futurista, com sede em São Gabriel da Cachoeira/AM e São Paulo), Maurício Duarte (estilista que trabalha com matéria-prima regional e específica em parceria com artesãos indígenas de diferentes etnias no AM) e Rodrigo Tremembé (do Ceará, que usa arcos e flechas simbólicos para combater os preconceitos e os velhos padrões estéticos), oferece contrapontos à efemeridade do fast fashion, apontando para modos de apresentações e vestimentas mais legítimos ao ambiente brasileiro e mais sustentável, com perspectivas originárias em diálogo com a cultura predominantemente ocidental. Nas artes visuais, privilegiam-se diversos suportes materiais, desde pinturas, como as de Denilson Baniwa (AM), às tecnologias de projeção e grafites de Daiara Tukano (paulista, descendente do povo Tukano no AM), às colagens multimídias de Morais Mavi (de origem Kariri-Sapuyá, da Terra Indígena Caramuru-Paraguaçu, no sul da BA), e as fotografias e músicas de Edwan Fulniô (baiano, de ancestralidade negra e indígena) e de Moara Tupinambá (da Aldeia Tucumã do Tapajós, no PA, cuja poética percorre cartografias da memória, identidade, ancestralidade, re-existência indígena e pensamento anticolonial). O cinema, as performances audiovisuais e as animações também são evidenciados, por trabalhos como os da Associação Cultural dos Realizadores Indígenas (ASCURI) - grupo de jovens realizadores/produtores culturais indígenas de MS que, pelo cinema e o uso de novas tecnologias de comunicação, desenvolvem estratégias de formação, resistência e fortalecimento do jeito de ser indígena tradicional -, de Olinda Tupinambá (documentarista de Olivença/BA e também Pataxó Hã-Hã-Hãe, de Caramuru-Paraguaçu), de Uyra Sodoma (artista indígena travesti brasileira de Santarém, radicada em Manaus, que trabalha sob a perspectiva de uma identidade híbrida que se transforma em árvore em ambiente urbano) e Gustavo Caboco (de origem Wapichana, que trabalha na rede Paraná-Roraima e nos caminhos de retorno à terra e à ancestralidade). Os contextos desses artistas variam desde o modo de produção e apresentação às ênfases temáticas, valorizando culturas comunitárias e questionando o imaginário das pessoas e modos de viver e fazer indígenas, suas apropriações, generalizações e interseccionalidades. Outras linguagens como artes em NFT (Mavi Morais, Kariri-Sapuyá, da Terra Indígena Caramuru-Paraguaçu, na BA, cujas linguagens trabalham a ancestralidade e resistência indígena), stickers (Xadalu, gaúcho de etnia desconhecida ligada aos indígenas que historicamente habitavam as margens do Rio Ibirapuitã, e que traz a reconexão urbana com a ancestralidade), quadrinhos (Tai Silva, paraense de origem Tupinambá, ilustradora que evidencia a luta dos povos indígenas e à cultura amazônica), cordeis (Auritha Tabajara, cearense e primeira cordelista indígena do Brasil), cerâmicas (Deba Tacana, filha de indígenas e ciganos, que desenvolve pesquisas e exposições de obras artísticas em Multimeios e Cerâmica com a temática indígena no sertão), performances e coreografias, como ballroom (Coletivo Miriã Mahsã da AM, que debate questões de sexualidade e identidade de gênero em comunidades indígenas) e games (Huni Kuin: Yube Baitana, projeto desenvolvido por antropólogos, programadores, artistas e indígenas do povo Kaxinawá), deverão ser destacadas. Essas múltiplas linguagens compõem o tecido simbólico que informa da presença dos povos indígenas e de suas culturas em nossa sociedade, em suas encruzilhadas, físicas, virtuais e imaginárias. Entre nós propõe a costura de redes, de conexões, uma composição e interdependência de acolhimento da diversidade, sob a perspectiva originária que resiste na contemporaneidade. Para cumprimento das finalidades expressas no art. 1° da Lei 8313/91, os recursos a serem captados e recebidos serão fundamentais para atender aos seguintes objetivos do art. 3º do referido instrumento: fomento à produção cultural e artística, mediante a realização de exposição (II, "c"); cobertura de despesas com transporte e seguro de objetos de valor cultural destinados a exposições públicas no País (II, "d"); preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante a proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais (III, "d"); estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos (IV, "a").

Estratégia de execução

PLANILHA ORÇAMENTÁRIAA Planilha Orçamentária foi desenvolvida como uma planilha única para o projeto como um todo, contemplando as 4 cidades envolvidas: Sao Paulo, Rio de Janeiro, Brasilia e Salvador.Os itens orçamentários foram incluidos na cidade de Sao Paulo, englobando um cálculo medio de custos/desembolso para cada cidade; visto que nesta etapa do projeto nao é possivel realizarmos um orçamento exato para cada cidade. Tendo em vista que a Planilha Orçamentária foi desenvolvida como uma planilha única, peço seja avaliada como tal, prevendo que os custos relativos aos itens orçamentários foram realizados de acordo com o cálculo medio de custos/desembolso para cada cidade. Glossário: Cosmo - ordem Cosmovisões - formas como uma pessoa ou grupo enxergam e interpretam o mundo, a partir de ontologias próprias.Cosmotécnica - conceito do filósofo Yuk Huy, que compreende a existência de técnicas e suas funcionalidades a partir de determinada cosmologia. NFT - do inglês Non-Fungible Token, um tipo de arte desenvolvida a partir da tecnologia blockchain. Incorpora-se à arte visual digital um código de rastreamento, que confere a ela um valor único e insubstituível. Tecnodiversidade - conceito do filósofo Yuk Huy que contraria a universalidade do conceito técnico e de inovação ocidental, mas que considera a diversidade de técnicas existentes como algo positivo.Rendu: palavra guarani para “escuta atenta”.

Especificação técnica

EXPOSIÇÃO Do ponto de vista conceitual, pretende-se trabalhar o imersão pelas obras de forma não-óbvia, buscando utilizar materiais e formas expositivas diversas de modo que o público seja imerso na exposição, e explore o espaço com o corpo e o olhar, algumas referências de artistas e do espaço expositivo podem ser observadas no documento anexo intitulado de "Entre nós_ projeto, artistas & informações adicionais.pdf". Do ponto de vista técnico, a exposição terá duração de aproximadamente 45 dias por local de realização, dando preferência para Museus que oferecem gratuidade no acesso. A fim de explorar o espaço e as obras de forma dinâmica, serão utilizados, de acordo com a necessidade, recursos tecnológicos como luzes, telas, projeções e equipamentos de som para dar apoio às obras e ambientes criados dentro da exposição. A lista de obras sugeridas a seguir dependerá e será validada: 1. De acordo com a verba aprovada e captada. 2. Adequação das obras ao local expositivo 3. Disponibilidade de agenda da obra e artista POSSIBILIDADE DE MESA DE CONVERSA A mesa de conversa terá duração de aproximadamente 60 minutos com espaço para trocas e perguntas/respostas com o público presente. Poderá, ainda, contar com recursos audiovisuais para dar suporte à fala das curadoras e/ou artistas. POSSIBILIDADE DE VISITA GUIADA A visita guiada terá duração entre 60 min a 90 minutos de acordo com o espaço onde a exposição se encontra e quantidade de obras expostas.

Acessibilidade

Uma das missões do projeto é promover inclusão social e proporcionar condições equitativas de participação nas atividades do presente projeto possibilitando reduzir barreiras para que a maior parte da população possa desfrutar das oportunidades. Além disso, prevemos a acessibilidade do conteúdo a partir de diversos recursos, iniciando por textos curatoriais de linguagem simples e disponibilizando um glossário para termos científicos mais específicos que compõem a conceituação da exposição. Ainda seguindo a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência no 13.146/2015 iremos implementar: Exposição de Arte – Acessibilidade Física Considerando que o projeto será realizado em espaços culturais, estes deverão estar adequados para o atendimento de portadores de necessidades especiais (como rampas de acesso, sanitários adaptados, elevadores). O projeto contará com mediadores treinados e aptos para atender ao público com necessidades especiais e para auxiliar no necessário durante a visita pela exposição.Além disso, o projeto também contará com a produção de guias tátil dentro e fora dos espaços expositivos. Exposição de Arte – Acessibilidade de Conteúdo 1. A utilização de legendas nos conteúdos de registro audiovisual, para auxiliar que pessoas com deficiência auditiva acessem os conteúdos - tanto os presentes na exposição quanto os divulgados online. 2. Placas com os textos curatoriais de cada parte da exposição interpretados em: - QR code que levam a traduções dos textos para o inglês e espanhol- QR code que levam aos textos interpretados em libras- Audiodescrição através de NFC e QR Code 3. Mediação apta para atender ao público com necessidades especiais Para tal, haverá a contratação de uma empresa especializada em realizar o projeto de acessibilidade e também de profissionais responsáveis por realizar e gravar a audiodescrição e libras.

Democratização do acesso

Entre nós é, em si, uma busca pela democratização do acesso, inicialmente, através de um conjunto de informações tão relevantes à nossa sociedade: vem com o intuito de situar perspectivas não-estereotipadas acerca das culturas indígenas. Para que possamos atingir um público amplo e heterogêneo com classificação indicativa livre, utilizaremos um conjunto de ações visando garantir o mais amplo acesso da população em geral ao produto cultural gerado, com o objetivo de descentralizar e/ou garantir a universalização do acesso dos bens culturais ao cidadão. Iniciamos pela preferência na escolha de locais culturais que sejam gratuitos e em locais centrais na cidade, de fácil acesso por meio de transporte público, proporcionando acesso direto à experiência artística do projeto. Há também uma preocupação em utilizar textos intuitivos, simples, objetivos e de linguagem acessível pois acreditamos que a democratização do acesso não se limita às questões físicas de acesso, mas também às intelectuais. 1- O Plano de Distribuição da proposta assegura a democratização do acesso aos produtos e ações culturais resultantes do projeto; respeitando os limites do artigo 29 da IN 01/2024. O alcance do público-alvo com o processo de distribuição se dará através da divulgação do projeto, com apoio de assessoria de imprensa especializada. 2- Acesso ao público em geral: Infantil, Jovens, Adultos e Idosos 3- Mediadores especialmente treinados para possibilitar a fruição e interação nas obras para o público em geral. Ampliação de Acesso IN 11/24Art. 30. Adoção das seguintes medidas de ampliação do acesso IX - outras medidas sugeridas pelo proponente, como: 1- Acesso totalmente livre gratuito e não serão cobrados por ingressos às atividades do evento; a distribuição dos mesmos será realizada no local; à cargo da instituição do local expositivo. 2- Possibilidade de realização de 01 (uma) mesa de conversa com as curadoras, Olinda Tupinambá e Lena Japiassu, por local escolhido de exposição, gratuitas e abertos ao público; onde uma delas será gravada e posteriormente publicada no canal do YouTube do projeto e/ou da produtora (a depender da agenda dos envolvidos e da verba a ser captada). 3- Possibilidade de 01 (uma) visita guiada com uma das Curadoras em cada cidade por onde o projeto passar.

Ficha técnica

A Bordo Cultural como proponente será responsável no projeto pelas atividades abaixo listadas: - Coordenação Geral do Projeto As atividades não serão realizadas de forma voluntária Currículo Resumido Proponente O objetivo da A Bordo Cultural é atuar como uma produtora de exposições de arte, jogos eletrônicos e animação, promovendo o intercâmbio cultural com entidades nacionais e internacionais. A Bordo Cultural também atua em: - Produção de Exposição de Arte, Jogos Eletrônicos e de Animação. - Produções Artísticas; Aquisição, Distribuição e Vendas de Produção Artística. - Intercâmbio Cultural com Entidades Nacionais e Internacionais. - Planejamento e Organizações de Feiras, Congressos e Exposições. - Serviços de Instrução e Treinamento de Arte e Cultura. - Locação de Equipamentos. - Produção Cultural na Publicação de Livros, Manuais, Periódicos e Outros Meios de Comunicação Eletrônicos e Impressos por conta própria e de terceiros. - Fornecimento de Assessoria Especializada e Emissão de Pareces Técnicos na Área de arte. A Bordo Cultural desde sua fundação, concebeu, organizou e realizou a produção de diversas exposições como: 2023 NOVA Concepção, Organização e Curadoria 2022 SUPERCRIATIVIDADE Concepção, Organização e Curadoria ANIMA+GAMES Concepção, Organização e Curadoria PLAYMODE Concepção, Organização e Curadoria 2020 ARQUIVOVIVO ENCONTROS ONLINE Concepção, Organização e Curadoria, Coordenação Geral, Contato com Artistas, Pesquisa, Levantamento de novos projetos FILE CONEXÕES 2020 Concepção, Organização e Curadoria, Coordenação Geral, Contato com Artistas, Pesquisa, Levantamento de novos projetos Veja nos anexos o histórico completo da A Bordo Cultural O projeto conta com uma equipe de colaboradores, que trabalham junto com profissionais especialistas contratados. A exposição é dedicada à arte de povos indígenas, por meio de uma seleção de obras de técnicas mistas de diferentes artistas indígenas brasileiros, trazendo a representatividade de mulheres e de povos indígenas do Brasil. Ademais, de modo a oferecer legitimidade discursiva para a realização da exposição, a participação de sujeitos e coletividades indígenas será essencial em todos os processos de execução (idealização, curadoria, produção, realização). Busca-se também, dar protagonismo a mulheres e não-homens neste projeto, desde artistas até as líderes de equipes. {Paula Perissinotto} /Coordenação Geral/ É especializada em novas mídias, arte contemporânea e cultura digital. Formada em artes plásticas na FAAP, com mestrado em poéticas visuais pela ECA (Escola de Comunicações e Artes da USP Universidade de São Paulo). Especialização em Curadoria e Práticas Culturais em Arte e Novas Mídias pelo MECAD / ESDI em (Barcelona / ES).Desde 2000, Paula Perissinotto é Co fundadora e organizadora do FILE, Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, uma organização cultural sem fins lucrativos que promove e incentiva as produções estéticas e culturais relacionadas às novas poéticas da cultura contemporânea. No festival é responsável pela seleção de trabalhos, relações internacionais e pela gestão de projetos realizados em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre.Ministrou aulas de arte e tecnologia na FASM, no curso de artes plásticas e, de Teoria e Crítica de Arte, Estética e História da Arte Moderna nos cursos de Design do IED-São Paulo. Implementou e coordenou o curso de graduação de Design Digital no IED-SP Instituto Europeu di Design, em São Paulo, Brasil. Em 2020 ingressou como doutoranda na Universidade de São Paulo, Escola de Comunicações e Artes | ECA, em Poéticas Visuais. Membro do Grupo de Pesquisa Realidades licenciado pelo CNPq, liderado pela Profa. Dra Silvia Laurentiz, que por sua vez, vincula-se formalmente à Escola de Comunicações e Artes e ao Departamento de Artes Visuais, ECA/USP. Membro como Pesquisadora Associada no projeto Temático, Acervos digitais e pesquisa: arte, arquitetura, design e tecnologia, licenciado pela FAPESP. É sócia presidente da Abordo Cultural desde 2020. {Olinda Tupinambá} /Curadora/ Olinda Tupinambá é artista mulher indígena Tupinambá e destaca-se por seus trabalhos artísticos multimídias e de múltiplas linguagens. Entre outras funções, é jornalista, documentarista, produtora de Audiovisual, Cineasta, Produtora Fonográfica, atriz e artista da performance. Entre os temas de suas expressões estão a realidade social e histórica dos povos indígenas, em especial de mulheres indígenas; a reflexão sobre estereótipos deturpados acerca das culturas indígenas, a defesa do meio ambiente e da diversidade cultural.Produziu e dirigiu 10 obras audiovisuais independentes entre documentários, ficção e performance. Foi curadora e Produtora de diversos festivais e mostras de cinema, é conselheira da Katahirine- Rede Audiovisual das Mulheres Indígenas, Diretora Colegiada da Associação de Produtores e Cineastas da Bahia (APC), Coordenadora do Projeto Kaapora, membro do programa Culturas de Antirracismo na América Latina (CARLA- UFBA). Sua trajetória é marcada por produções e atuações no campo das artes, com destaque em sua participação na 60ª Bienal de Veneza, 2024, com a instalação "Equilíbrio" e de suas obras audiovisuais premiadas e exibidas no cenário nacional e internacional, especialmente os filmes Kaapora, Equilíbrio, Ibirapema, O Parto e Ibirapitanga. Foi co-autora do Doc/Especial TV. Falas da Terra. Produção: Estúdios Globo. {Lena Japiassu} /Curadora/ Advogada. Oficial de Chancelaria. Professora e Pesquisadora em direitos culturais. Escritora de Literatura. Curadora. Doutoranda e Mestre em direito pelo Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal do Paraná- PPGD/UFPR. Especialista em Gestão Cultural (Boston University). Especialista em Captação de Recursos (Boston University). Especialista em Museus, Galerias e Arquivos (Universidade Positivo). MBA em Propriedade Intelectual, Direito e Ética (Universidade Cândido Mendes). Coordenadora do GT Direito e Arte da OAB/PR.Atuou no Ministério da Cultura (2023-2024) e na Secretaria Nacional dos Direitos Humanos (2010-2012) da Presidência da República. Realizou missões na Colômbia, Paraguai, Argentina, Guatemala, Irã, Estados Unidos (adida cultural em Boston). Como experiência de produção estão: MFA: New Cinema From Brazil 2018 e 2019; Mostra Digaaí de Cinema Brasileiro 2017, 2018 e 2019; XXIV Festival da Independência do Brasil em Boston 2019; Focus Brasil Boston 2018 e 2019; VII Conferência de Literatura em Língua Portuguesa de Boston 2018; XXIII Boston Iberoamerican Film Festival 2018; Festival Brazil on the Greenway 2018, em Boston; XXIII Festival da Independência do Brasil em Boston. XXII Boston Iberoamerican Film Festival 2017; Mostra Digaaí de Cinema Brasileiro 2017; Livro "Contando Azulejos", Ed. Máquina de Escrever; exposições de textos, fotografia e artes "Ayti Anpil" e "Irã, Irão".Escreve periodicamente no site de Literatura e Arte "O Baile" (www.obaile.net). Foi roteirista da série de tirinhas de quadrinhos "Susto", no Jornal Plural. Realizou a curadoria da Exposição “Paisagens Furtivas”, de Alice Vaz. {Fabiana Krepel} /Coordenação Administrativo-Financeira/ Engenheira de Alimentos formada pela Unicamp e pós-graduada em marketing pela ESPM. Possui Graphic Design Certificate pela Parsons The New School of Design e ADVANCED DIPLOMA em Online Education & Training pelo Institute of Education, University of London.Tem experiência em gerenciamento administrativo financeiro de projetos, planejamento estratégico, marketing direto, design gráfico e webdesign, adquirida em empresas multinacionais e nacionais como a WUNDERMAN.Fabiana também tem experiência de 15 anos em consultoria especializada em leis de incentivo para projetos culturais (desenvolvimento de projetos customizados e gestão de recursos de patrocínios). Desde 2001 é Sócia – Diretora da KCE Consultoria Empresarial | b.k design; onde atua e é responsável pelo gerenciamento administrativo financeiro da empresa.Fabiana Krepel também é responsável pela Coordenação Administrativa-Financeira de outras empresas culturais como o FILE FESTIVAL e N MAIS UM PRODUÇÃO CULTURAL. {Ana Carla Magna} /Coordenação produção/ É formada em Arquitetura e Urbanismo pelo Centro Universitário Moura Lacerda-SP, com especialização em Design de embalagens pela UFPR e Arte Educação e técnica em estilismo pelo Senai-PR. Foi proprietária da empresa D FATO atuando na administração, criação e comercialização de produtos e brindes artesanais de papel para diversas empresas.Atua como produtora executiva e coordenadora de produção no FILE- Festival Internacional de Linguagem Eletrônica desde 2017 até o presente. Entre os anos de 2019 e 2023 atuou em paralelo como produtora executiva e produção na empresa Deeplab Project realizando diversas exposições imersivas em várias capitais brasileiras, além de outras exposições independentes.Entre as exposições realizadas estão FILE SP 2017 até o presente, Ano Luz 2023, Playmode 2022-2023, NOVA Bienal 2023, Museum of Me 2019- 2020, imFusion 2020-2023, Quiet room 2021, Rio Imersivo 2022-2023, Oceano sem Fronteiras 2023, Michelangelo 2023, Fantástico 2023, I Mostra Nacional de Cripto Arte 2023 e 2024, FILE SP 2024 e Arte Subdesenvolvida 2024 {Camila Gernhardt Nakamura} /direção de arte e criação/ Formada em Design pela FAU_USP (2014) e mestre em design e Tecnologia pela Parsons - School of Design (2016), é uma profissional multidisciplinar que desde 2018 trabalha criando e produzindo experiências, eventos e exposições que exploram a intersecção da arte, design, tecnologia em espaços públicos. Seu objetivo é aproximar as pessoas de si mesmas, dos outros e do ambiente, criando experiências visualmente deslumbrantes, impactantes e memoráveis.Em 2016, se formou mestre em Design e Tecnologia com a tese artística "Sopro", uma experiência de autoexploração que torna visíveis os sinais que o corpo dá sobre seu estado atual através da leitura e tradução dos batimentos cardíacos de uma forma delicada e não tradicional, através de uma escultura de luz.Desde 2018, Camila atua na criação e desenvolvimento de exposições imersivas e museus tecnológicos, entre elas exposições itinerantes de grande sucesso pelo Brasil, como o Museum of Me, imFusion e Michelângelo; e também permanentes como o Musehum – Museu das Comunicações e Humanidades na cidade do Rio de Janeiro.Além disso, atua na produção técnica coordenando equipe de tecnologia em eventos e exposições como a Nova Bienal (Museu do Amanhã -2023), Bvlgari Experience (Fundação Maria Luisa e Oscar Americano - 2023) e 1a Mostra Nacional de Criptoarte (CCBBRJ e CCBBSP -2024).

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.