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PRONAC 241186Autorizada a captação total dos recursosMecenato

O Cinema de Hirokazu Kore-eda

CONDE DE IRAJA PRODUCOES LTDA
Solicitado
R$ 569,7 mil
Aprovado
R$ 569,7 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Difusão de acerv e conteúdo AV diver meios/suporte
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
24

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Rio de Janeiro
Início
2024-10-09
Término
2027-03-26
Locais de realização (4)
Brasília Distrito FederalBelo Horizonte Minas GeraisRio de Janeiro Rio de JaneiroSão Paulo São Paulo

Resumo

A proposta visa a realizaça~o da mostra "O Cinema de Hirokazu Kore-eda", que exibira´ trinta e dois longa metragens, um curta e alguns episódios de duas séries de um dos mais aclamados e importantes diretores do cinema japonês contemporâneo. Ela acontecera´ em Brasi´lia, em Sa~o Paulo, em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, durante um peri´odo de três a quatro semanas em cada cidade. O evento oferecera´ tambe´mum curso livre em cada cidade, debates e sessões inclusivas. Como contrapartida social, sera~o realizadas sesso~es acompanhadas de debates para a rede pu´blica de ensino. Se possível, pretende-se trazer o cineasta para dar uma Masterclass e apresentar alguns de seus filmes, estando presente também ao final de algumas sessões.

Sinopse

Não se aplica. Gostaríamos, contudo, de pontuar que, em acordo com a classificação indicada no Guia Prático – 2012 da Secretaria Nacional de Justiça/MJ, a classificação indicativa etária para os filmes da mostra é de 14 anos.

Objetivos

Objetivo geral A mostra "O Cinema de Hirokazu Kore-eda" possui como principal objetivo a realizaça~o de uma ampla retrospectiva do cineasta japonês. Exibiremos 32 de seus filmes, acompanhando sua trajetória enquanto cineasta desde seus primeiros trabalhos, em sua maioria, de média metragens documentais realizados durante o período em que esteve contratado pela TV Man Union nos anos 90, passando pela evolução de seus longas metragens até chegar a suas incursões no formato de série, de modo que o espectador do CCBB possa ter um panorama de uma cinematografia que atravessa as três últimas décadas. Paralelamente, pretende-se criar oportunidades de reflexão em torno de sua obra através de debates, cursos e uma possível Masterclass, que irão pontuar, por um lado, a inteligência e os mecanismos de sua linguagem cinematográfica e por outro ressaltar o lado humanista e sensível de seus filmes. O objetivo geral da mostra, portanto, e´ trazer a chance ao público geral de entrar em contato com a obra de um dos mais importantes e premiados diretores japoneses contemporâneos e, para aqueles já apreciadores de sua filmografia, a oportunidade de conhecer obras nunca antes exibidas no Brasil. Objetivos especi´ficos A atuação do projeto consistirá nas seguintes etapas: 1) Realizaça~o da mostra "O Cinema de Hirokazu Kore-eda" A mostra "O Cinema de Hirokazu Kore-eda" pretende exibir trinta e dois filmes dirigidos por Hirokazu Kore-eda, no Rio de Janeiro, em Sa~o Paulo, em Minhas Gerais e em Brasi´lia, durante um peri´odo de três a quatro semanas em cada cidade. Todas as sesso~es sera~o acompanhadas por um produtor local e alguns filmes da mostra sera~o exibidos em co´pias de peli´cula. Todas as sesso~es sera~o gratuitas. A mostra prevê uma sessa~o inclusiva de um dos filmes do diretor japonês em cada cidade, com audiodescriça~o (para o público cego ou com baixa visão) e traduça~o em libras e legendagem descritiva (para o público surdo ou com baixa audição). Ao longo de todo o período da mostra, esperamos atingir algo em torno de 6 mil espectadores _ 2 mil em SP, 2 mil no RJ, 1 mil em BH e 1 mil no DF. Os filmes que pretendemos exibir na mostra "O Cinema de Hirokazu Kore-eda" são os seguintes: 2023 Monstro 2023 Makanai: Cozinhando para a Casa Maiko (série de TV para canal de streaming) 2022 Broker, Uma Nova Chance 2021 Raia Central (curta metragem) 2019 A Verdade 2018 Assunto de Família 2017 O Terceiro Assassinato 2016 Depois da Tempestade 2014 Nossa irmã mais nova 2013 Pais e Filhos 2012 O que eu mais desejo 2012 Indo para casa (série televisiva por streaming) 2012 Beijos 2009 Boneca Inflável 2009 Seguindo em frente 2008 Para que fique tudo bem: a viagem infinita de Cocco 2006 Hana 2003 Ninguém pode saber 2001 Tão Distante 1998 Depois da vida 1996 Este Mundo (co-dirigido com Naomi Kawase) 1996 Sem Memória 1995 Maborosi - A Luz da Ilusão 1995 A definição do documentário 1994 Agosto sem ele 1993 Rascunhos da Alma 1993 Quando o cinema reflete nossos tempos - o cinema de Hou Hsiao-Hsien e Edward Yang 1993 Assim estou vivendo, um ano convivendo com AIDS, por Yutaka Hirata 1993 Quatro vezes a Morte 1992 Eu queria ser um japonês 1992 Para onde foi a poluição 1991 Entretanto 1991 Lições de um bezerro 1989 Zig zag no mundo terrestre 1989 Sustentar uma época florescente 2) Realizaça~o de debates A mostra prevê a realizaça~o de 1 debate em cada praça com a presença de cri´ticos e professores de cinema e a mediaça~o dos curadores do evento. Os mediadores devera~o incentivar os palestrantes (ainda a serem contratados) a falarem sobre suas respectivas reflexões em torno do cinema de Hirokazu Kore-eda, sobre a singularidade e a importância da filmografia do diretor japonês e sobre sua relação com o cinema asiático e mundial contemporâneo. Ao final, eles abrem para perguntas. Os debates sera~o gratuitos e devera~o durar algo em torno de 2 horas. Esperamos alcançar 240 pessoas - 60 em cada um dos 4 debates. Os debates tera~o traduça~o de libras simultânea. 3) Realizaça~o de 1 curso/oficina/workshop A mostra oferecera´ um curso gratuito sobre a vida e a obra de Hirokazu Kore-eda. Na~o se trata de um curso de formaça~o ou treinamento. E´ uma atividade muito mais educativa, preocupada com a reflexa~o em torno da trajetória artística e da carreira do cineasta. O curso sera´ divido em 3 encontros de mais ou menos 2 horas. O cri´tico e professor Hernani Heffner conversara´ com os inscritos sobre seu posicionamento dentro do cinema japonês e asiático, sua relação com o cinema mundial contemporâneo, a passagem dos documentários realizados para a TV até os longa metragens de ficção, abrangendo os temas e o estilo de Hirokazu Kore-eda. Ao longo dos encontros, trechos de filmes sera~o exibidos e os inscritos sera~o incentivados a fazer perguntas e comenta´rios. Esperamos algo em torno de 240 inscritos - 60 em cada uma das cidades. O curso tera´ traduça~o de libras simultânea. 4) Realizaça~o de uma sessa~o dedicada a alunos da rede pública de ensino seguida de debate como contrapartida social A mostra organizara´ uma sessa~o seguida de debate com alunos da rede pu´blica em cada cidade. Um cri´tico/professor sera´ contratado. Ele fara´ uma breve introduça~o ao filme e, logo apo´s a sessa~o, se dara´ um debate com os alunos sobre o longa, encorajando-os a falarem sobre suas impressões e reflexões. Esperamos atender 500 alunos - 200 em SP, 200 no RJ, 100 em BH e 100 no DF. No´s acreditamos que uma sessa~o seguida por debate com curador, para um pu´blico que muitas vezes sequer esteve em uma sala de cinema, que dira´ debateu sobre as qualidades e defeitos de um filme, tem um enorme potencial formativo. A contrapartida social prevista pretende impulsionar a capacitaça~o de jovens da rede pu´blica, alimentando o gosto pelo cinema, a capacidade anali´tica dos alunos e alunas, promovendo a produça~o e a reflexa~o sobre a se´tima arte, e apresentando-os uma alternativa às suas carreiras profissionais.

Justificativa

A necessidade do uso do Mecanismo Incentivo a Projetos Culturais para financiamento da mostra "O Cinema de Hirokazu Kore-eda" enquadra-se nos seguintes incisos do Art 1o. da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exerci´cio dos direitos culturais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestaço~es culturais e seus respectivos criadores; VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou naço~es; VIII - estimular a produça~o e difusa~o de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memo´ria; Em relaça~o ao Art 3o. da referida norma, sera~o alcançados os seguintes objetivos: Art. 3° Para cumprimento das finalidades expressas no art. 1° desta lei, os projetos culturais em cujo favor sera~o captados e canalizados os recursos do Pronac atendera~o, pelo menos, um dos seguintes objetivos: II - fomento à produça~o cultural e arti´stica, mediante: c) realizaça~o de exposiço~es, festivais de arte, espeta´culos de artes cênicas, de mu´sica e de folclore; d) cobertura de despesas com transporte e seguro de objetos de valor cultural destinados a exposiço~es pu´blicas no Pai´s e no exterior; e) realizaça~o de exposiço~es, festivais de arte e espeta´culos de artes cênicas ou congêneres; IV - esti´mulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuiça~o gratuita e pu´blica de ingressos para espeta´culos culturais e arti´sticos; E´ necessa´rio dizer que o Centro Cultural Banco do Brasil somente patrocina projetos previamente aprovados na Lei Rouanet. Numa época reinada por Blockbusters americanos, remakes e produções que buscam o entretenimento raso como forma de cativar seu público, são raros e preciosos os cineastas que se mantem na contramão desse movimento. Assistir ao conjunto da obra de Kore-eda nos dá a oportunidade de acompanhar o processo de amadurecimento do diretor ao mesmo tempo em que os filmes nos apresentam questões sociais e coletivas que atravessam três décadas de mudanças culturais. Por mais que a maior parte de suas histórias se passe no Japão, as temáticas abordadas são universais e refletem problemas de desigualdade, preconceito, pobreza, ineficiência das instituições, e tantos outros. Egresso de uma sociedade tradicional, patriarcal e conservadora, Kore-eda acompanha a recente turbulência política e estagnação econômica do Japão, a emergência do documentário contemporâneo, as mudanças na família e a perda dos vínculos sociais. Assumiu, em seu fazer artístico, o grande desafio de colocar em relevo as contradições e ambiguidades de nossa cultura e de nos fazer perceber que mesmo uma sociedade rica e avançada tecnologicamente depende de valores e afetos que têm origem na vida comunitária. Kore-eda optou pelo retrato de uma porção invisível do Japão, aquela excluída das benesses econômicas e refratária a uma hipocrisia das relações familiares. Extrapolou também os limites de uma atuação autocentrada, interagindo, abraçando e divulgando a diversidade das culturas orientais, e sua presença além fronteiras. O cerne de sua busca reside na compreensão do outro. Ao trazer protagonistas marginalizados e nos convidar a compreender seus gestos e atitudes, contribui diretamente para estimular a empatia e desenvolver novos caminhos para um convívio social respeitoso. O cinema de Kore-eda é ao mesmo tempo delicado e comprometido com o exame dos mais dolorosos e genuínos afetos humanos, tendo um estilo de direção discreto e ao mesmo tempo minucioso em sua simplicidade. Foi muito apreciado por grandes críticos brasileiros como José Carlos Avellar e por grandes cineastas como Eduardo Coutinho. Em tempos de polarização e individualismo exagerado, espalhados por todos os continentes, sua obra nos convida a nos colocarmos no lugar do outro, trazendo sensibilidade e mostrando novas perspectivas sobre a solidariedade e a bondade humana, ao mesmo tempo em que demonstra que a realidade, muitas vezes, tem muito mais áreas cinzentas e complexidades do que qualquer versão moralista simplória e rasa. Outra característica marcante é a amorosidade e a delizadeza com as quais trata suas personagens. Kore-eda quer nos fazer refletir sobre nossa responsabilidade enquanto membros de uma sociedade injusta e desigual e sobre nosso papel dentro dessa coletividade. Uma retrospectiva completa do diretor nunca ocorreu aqui no Brasil. Este é um esforço original que pretende definir-se como um evento de referência na América Latina e no mundo. Sua programação inédita e completa irá atrair estudantes de cinema e cinéfilos ávidos por maior diversidade de programação, acionar o público cativo das salas de cinema do CCBB e ainda, estreitar relações com a comunidade nipobrasileira, aprofundando a conexão entre nossas culturas e fomentando um público mais amplo para o cinema japonês. É cada vez mais importante garantir espaços de exibição para um tipo de cinema que foge da lógica de entretenimento raso e de artificialismos visuais, e de Mostras e iniciativas que visem estimular a circulação de fimes fora do eixo "EUA-Europa", de modo a permitir a audiência brasileira entrar em contato com uma programação rica, rara, inteligente e audaciosa. A mostra "O Cinema de Hirokazu Kore-eda" tambe´m justifica-se por na~o se restringir à mera exibiça~o dos seus filmes. Além das 15 sessões com reprises, outras ações complementares serão organizadas de modo a promover encontros, reflexões e diálogos em torno das temáticas de seus filmes, sua linguagem cinematográfica e as conexões com os cinemas brasileiro e mundial atuais. Com esse vie´s, seja nos debates presenciais, seja no curso, pretende-se estimular o público a fazer uma reflexão crítica em torno dos filmes assistidos, não apenas em termos técnicos e de linguagem mas sobretudo naquilo que sua cinematografia traz como contribuição para pensar nossa sociedade atual e suas complexidades ético-morais. Pretendemos, então, ressaltar aspectos este´ticos, poli´ticos, formais e cinematogra´ficos dentro de sua obra. Por fim vale lembrar que Hirokazu Kore-eda é um cineasta de notável reconhecimento mundial, tendo recentemente recebido o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Cannes do ano passado (2023) pelo seu mais recente filme "Monster".

Especificação técnica

O projeto não possui aquisição de material permanente. Questões referentes a bens históricos não se aplicam a esta proposta. Estamos anexando à proposta o resultado do edital de patrocínio do Centro Cultural Banco do Brasil em que a mostra “O Cinema de Hirokazu Kore-eda” foi selecionada. Os beneficiários das passagens previstas em orçamento são: Julio Bezerra (coordenador geral): Campo Grande/MS – Rio de Janeiro/RJ; Campo Grande/MS – São Paulo/SP; Campo Grande/MS – Belo Horizonte/MG; Campo Grande/MS – Brasília/DF Raquel Gandra (curadora): Rio de Janeiro/RJ – Belo Horizonte/MG; Rio de Janeiro/RJ - São Paulo/SP; Rio de Janeiro/RJ – Brasília/DF Hirokazu Kore-eda (Cineasta convidado): Rio de Janeiro/RJ – Belo Horizonte/MG; Rio de Janeiro/RJ - São Paulo/SP; Rio de Janeiro/RJ – Brasília/DF

Acessibilidade

MOSTRA A mostra terá uma sessão inclusiva com tradução em Língua Brasileira de Sinais (Libras) e audiodescrição por praça, além de todos os filmes serem exibidos com legendas descritivas. O proponente sublinha, contudo, a impossibilidade de oferecer audiodescrição e Libras em todas as sessões da retrospectiva. São duas as principais razões. Em primeiro lugar, o serviço de audiodescrição é bem especializado e seu valor é alto. Aplicá-lo a todas as sessões inviabilizaria a própria realização do evento. Em segundo, em sessões com audiodescrição e Libras, uma série de adaptações ao espaço precisam ser realizadas (como, por exemplo, em relação à iluminação da sala de exibição) que acabam prejudicando a experiência cinematográfica para os demais espectadores. Dessa forma, os próprios patrocinadores de mostras realizadas pela proponente não aprovam que todas sessões seja feitas desse jeito. CURSO O Curso (1 por cidade) é gratuito e terá tradução simultânea na Língua Brasileira de Sinais (Libras). DEBATE O Debate (1 por cidade) é gratuito e terá tradução simultânea na Língua Brasileira de Sinais (Libras). CONTRAPARTIDA SOCIAL A sessão (1 por cidade) seguida de debate que será oferecida a alunos da rede pública como contrapartida social do projeto. Ônibus serão oferecidos para o transporte dos adolescentes e professores. Também ofereceremos a tradução simultânea na Língua Brasileira de Sinais (Libras). Todos os produtos acima especificados serão realizados em um local com as seguintes medidas de acessibilidade: * Rampa de acesso às salas de exibição; * Cadeiras reservadas nas salas de exibição; * Sanitários adaptados. * Na Planilha orçamentária, as rubricas de Intérprete de Libras, legendagem descritiva e Serviço de Audiodescrição cobrem as despesas com as medidas de acessibilidade previstas. * Todo material de divulgação gerado pelo projeto conterá informações sobre a disponibilização das medidas de acessibilidade adotadas para as atividades oferecidas.

Democratização do acesso

1) A Mostra A mostra oferece à população a oportunidade de ter contato com a produção cinematográfica de Hirokazu Kore-eda, um dos cineastas mais importantes do cinema contemporâneo mundial. A mostra prevê uma sessão inclusiva de um dos filmes do diretor Hirokazu Kore-eda em cada local de exibição, com audiodescrição, tradução em libras e legendagem descritiva. Todas as sessões serão projetadas com legendas descritivas – não haverá transmissão online. Para a mostra, esperamos um público total de 6 mil pessoas – 2 mil em São Paulo, 2 mil no Rio de Janeiro, 1 mil em Belo Horizonte e 1 mil em Brasília. A entrada para toda a programação será gratuita. Os ingressos deverão ser retirados na bilheteria no dia de exibição dos filmes. 2) Debate O projeto contará com a realização de um debate (com interprete de LIBRAS) por cidade, cada um com a presença de dois críticos e/ou professores e mediação da curadora, onde serão discutidos de forma breve a importância e a singularidade da obra de Hirokazu-Koreeda - ao final os palestrantes irão responder perguntas do público em geral. O debate terá duração de mais ou menos 2 horas. Para os debates, esperamos algo em torno de 160 inscritos - 40 em cada uma das cidades. O debate ocorre em sala de cinema no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Belo Horizonte e em Brasília. Será gratuito e acompanhado de tradução simultânea de linguagem dos sinais (LIBRAS). O debate será gravado e disponibilizado gratuitamente na Internet (Youtube). 3) Curso O projeto também ofertará um curso - esperamos algo em torno de 120 inscritos por cidade. Não se trata de um curso de formação ou treinamento. É uma atividade muito mais educativa, preocupada com a reflexão em torno deste grande cineasta. O curso é gratuito, acompanhado de tradução simultânea de linguagem dos sinais (LIBRAS) (não haverá transmissão online) e será realizado em sala de cinema no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Brasília. O curso será divido em 3 encontros, com as seguintes características: A carga horária do curso é de 6 horas (2 horas por dia). Público-alvo: Aberto ao público geral, com 50% destinados a estudantes e professores de instituições públicas de ensino por dia. Conteúdo programático: O cinema japonês contemporâneo. As relações entre o cinema de Hirokazu Kore-eda e o cinema Brasileiro. A evolução de sua trajetória entre a fase inicial - médias metragens documentais e a fase atual - longas de ficção. A estética e a linguagem em sua obra. As questões sociais e temáticas humanas abordadas em sua obra. Professor do curso: Hernani Heffner Professor, pesquisador e Diretor da Cinemateca do MAM-RJ. Graduado em Comunicação Social/Cinema pela UFF, começou a carreira profissional na Cinédia, em 1986, onde trabalhou com levantamento de fontes e dados e coordenou a restauração de filmes como “Ébrio”, “Alô! Alô! Carnaval!” e “Bonequinha de Seda”. Ingressou na Cinemateca do MAM-RJ em 1996, passando pela Curadoria de Documentação e Pesquisa, assumindo, em 1999, o cargo de Conservador-Chefe e, em 2020, o de Gerente da Instituição. Lecionou em diversas universidades e cursos livres como a UFF, Fundação Getúlio Vargas, Fundação de Artes do Paraná, Usina João Donato, Vila das Artes e PUC – Rio. Escreveu mais de 100 verbetes para a Enciclopédia do Cinema Brasileiro, assim como dezenas de artigos e textos para catálogos, revistas e livros. Foi Curador do Festival Cine Música, de 2007 a 2014, e da temática Preservação da Mostra de Cinema Ouro Preto – CineOP, de 2012 a 2016, assim como de inúmeras mostras para instituições como o CCBB, Caixa Cultural e SESC, e de exposições sobre Cinema no MAM-RJ. 4) Contrapartida A contrapartida consiste em sessões gratuitas totalmente dedicadas a estudantes da rede pública seguidas de debate com a curadora da mostra. Esperamos atender 110 estudantes por escola – somando um total de 440 pessoas. No debate, a curadora irá contar um pouco sobre a vida e a obra de Hirokazu Kore-eda e apontar algumas questões presentes no filme assistido. A ideia é incentivá-los a fazer perguntas. O principal objetivo desta conversa informal é debater com os alunos sobre os aspectos percebidos por eles na temática do filme, estimulando o pensamento crítico e a capacidade de criarem conexões entre o cinema e a vida. Além disso, pretende-se ampliar os seus conhecimentos em torno de aspectos técnicos e de linguagem e gerar uma abertura e possível interesse por um tipo de cinema que está fora do padrão ao qual estão habituados. A ação, somando a sessão e o debate, terá a duração total de 3 horas. A sessão seguida de debate será gratuita. Será oferecido à escola convidada tanto um ônibus para a locomoção de estudantes e professores, bem como o serviço de tradução simultânea de linguagem dos sinais (LIBRAS) - não haverá transmissão online. Prevemos a adoção das seguintes medidas de ampliação do acesso: IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal; V - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos; O debate será disponibilizado gratuitamente no Youtube, bem como trailers dos filmes programados. Além disso, será permitido que espectadores façam registros do evento e compartilhem online sem autorização prévia por parte do proponente. Vale ressaltar aqui que todas as ações mencionadas fazem parte de um desejo de acionar uma via de mão dupla que se preocupa tanto em trazer conteúdo de qualidade como também em dar as ferramentas para fruição da obra. O caráter gratuito da Mostra e das Atividades é super importante, mas acreditamos não ser o suficiente. É preciso atrair e ativar o público. Por isso, faremos um grande trabalho de divulgação nas redes sociais e de criação de conteúdo em torno da mostra; contactaremos escolas públicas e instituições de referência para pessoas com deficiência visual e auditiva; acionaremos alunos e professores de universidades e estabeleceremos pontes com organizações e associações ligadas à cultura japonesa, de modo a mobilizar não apenas uma audiência cativa deste tipo de Mostra, como também acalçar novos grupos, de modo também a fomentar a formação de público e de fortalecer um panorama de ações contínuas que reforçam a importância do intercâmbio cultural e do cinema como um local de encontro e de trocas.

Ficha técnica

Curadora Raquel Gandra é artista visual, cineasta, curadora e produtora cultural. Formada em Comunicação Social e Mestre em Belas Artes pela UFRJ, realizou um ano de intercâmbio em Cinema pela Universidade de Paris VIII e concluiu um Master em Fotografia Artística e Documental (2019) no Porto, em Portugal. Desde 2005, dirigiu e produziu mais de 10 curta metragens de maneira totalmente independente, selecionados e premiados em festivais de cinema nacionais e internacionais tais como Porto Femme, Interface Video Art Festival, 1666 - Festival Internacional de Cinema 16mm, FEMINA, FBCU, FANTASPOA, Mostra do Filme Livre, Cinemúsica, Curta o Curta, Curta Canoa e Curta 8. Em 2021, realizou a curadoria da “Mostra Habitando Margens e Fronteiras” como parte da programação oficial do cineclube Vila das Artes, do Instituto Iracema (Ceará). Em 2022, foi contemplada pelo Edital Retomada Cultural II, através do qual foi coordenadora, idealizadora e curadora do Projeto “Galeria Mundo”, que contou mais de 100 fotografias de 12 mulheres artistas brasileiras de 11 estados, expostas em praças de três municípios do Rio de Janeiro. Em 2023, co-programou a sessão de curta metragens brasileiros do Festival Itinerante Courts Circuits 66, no sul da França. Coordenação geral Julio Bezerra (Sócio da empresa proponente) É professor do curso de Audiovisual e do PPGCOM da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS). Fez estágios pós-doutorais na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e na Columbia University. Autor de Documentário e jornalismo: Propostas para uma cartografia plural (Garamond, 2014) e A eterna novidade do mundo: especulações sobre um certo cinema contemporâneo (Garamond, 2019). Repórter e crítico de cinema, colaborou com uma ampla gama de publicações (Revista Programa, Revista de Cinema, Bravo!, Mosh, Cinética etc.). Curador e produtor de diversas retrospectivas, como as de Abel Ferrara (CCBB, 2012), Samuel Fuller (CCBB, 2013), David Lean (2015), Jean Renoir (CCBB, 2016), Spike Lee (2018) e Scorsese (2019). Coproduziu e codirigiu a série Esquinas para o Canal Brasil (Globosat), dirigiu os curtas E agora? (2014) e Pontos corridos (2017), e produziu o longa Tokio Mao (2019), de Marina Pessanha. Produção Executiva José de Aguiar (Sócio da empresa proponente) Diretor de arte, diretor e produtor de cinema e TV há mais de 15 anos. Atua há mais de 11 anos como curador, coordenador geral e produtor executivo de mostras de cinema em diversos centros culturais, como as retrospectivas dos cineastas Abel Ferrara, Samuel Fuller, Oscar Micheaux, Francis Ford Coppola, David Lean, Renoir, Cocteau, Antonioni, Scorsese, Mel Brooks, FELLINI e SPIELBERG e ainda outras mostras temáticas como o Novo Cinema Pernambucano, Dogma 95, Surrealismo e Vanguardas, e Cinema de Hong Kong, Estúdio Hammer todas elas realizadas no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, entre 2012 e 2023. Além disso realizou mostra em outros centros como CineSesc, Caixa Cultural, Cine Odeon e Cine Brasília, tais como Cinema Boliviano, KEN JACOBS, Syberberg, Barbara Hammer e Diretoras Negras do Cinema Brasileiro. Assistente de produção executiva Rafael Bezerra Gerente de Projeto, Produtor Executivo e Curador: “Trônica – Festival de Cinema de Música Eletrônica” (Caixa Cultural, 2012); “Dogma95” (CCBB, 2015); “Making Of” (Caixa Cultural, 2016); “Cine Rua Farm” (Rio de Janeiro, 2016); “Sonora: Ennio Morricone” (CCBB,2018); “Sonora: John Williams” (CCBB, 2021/2022); e livro "Uma Pausa em Pleno Voo" (Rio de Janeiro, 2022). Diretor, roteirista eprodutor do curta-metragem “Tá Tudo Bem” (2022). Como Produtor Executivo (pleno ou assistente): "Abel Ferrara, a religião daintensidade" (CCBB, 2012), Samuel Fuller: Se você morrer eu te mato! (CCBB, 2013); “Oscar Micheaux: O Cinema Negro e a SegregaçãoRacial” (CCBB, 2014), "O novo cinema pernambucano" (CCBB, 2014); "Timon de Atenas" (peça teatral, 2014 e 2016); “Francis FordCoppola: O Cronista da América” (CCBB, 2015); “Do Brasil para o Mundo” (CCBB, 2016); “Jean Cocteau: O Testamento de um Poeta”(CCBB, 2017); “Som: A História Que Não Vemos” (CCBB, 2017); “Festival Audio Rebel Instrumental” (Rio de Janeiro, 2017); programade TV “Clássicos do Futebol” (SporTV, 2018); “Cidade em Chamas: O Cinema de Hong Kong” (CCBB, 2018); “Acorde! O Cinema de SpikeLee” (CCBB, 2018); “A Vida Lá Fora: O Cinema de Jean Renoir” (CCBB, 2018); “Scorsese” (CCBB, 2019); livro de arte “7 x Artistas – AsNovas Pinceladas” (Rio de Janeiro, 2019); “Lumière Cineasta” (CCBB, 2020/2021); “Fellini, Il Maestro” (CCBB, 2020/2021); e “MelBrooks – Banzé no Cinema” (CCBB, 2020/2021); Ponto de Cultura Tocando o Rio (Instituto Tocando em Você/RJ, 2011 – aos dias atuais);e Brasitália (Consulado Geral da Itália Rio de Janeiro, 2012 ao dias atuais). Produtor de Cópias Jaiê Saavedra é formado em Jornalismo, Publicidade e Cinema pela PUC-Rio e pós-graduado em Cinema e Documentário pela FGV. É roteirista, diretor e editor de filmes e programas de TV. Editou a série Sangue Latino para o Canal Brasil e o longa documentário Arquitetos do Poder, sobre a história do marketing político no Brasil, além de diversas séries para o Multishow, GNT, Discovery e Canal Brasil. Montou o documentário Irmãos Grael para a ESPN e os shows Ney Matogrosso - Atento aos Sinais e Ney Matogrosso - Bloco na Rua. Coproduziu e codirigiu a série em três temporadas Esquinas para o Canal Brasil, dirigiu e escreveu a série De Cara Limpa para o Canal Multishow e roteirizou, dirigiu e foi redator-chefe das três temporadas da série Estranha Mente, também para o Multishow, canal para o qual também atuou como redator-chefe em séries como Vai Que Cola e como redator final em A Vila. Paralelamente escreve e dirige a série de TV Caverna do Caruso para a PlayTV e para YouTube. É curador de mostras de cinemas e produziu diversas retrospectivas para a Caixa Cultural e o CCBB, como Abel Ferrara e a Religião da Intensidade, Cine Boliviano, Dogma 95, O Cinema Total de David Lean, Making-Of, Barbara Hammer: Cinema Lésbico Experimental, Jean Renoir, Cidade em Chamas: O Cinema de Hong Kong, SCORSESE e recentemente a mostra ACORDE! O Cinema de Spike Lee, da qual também foi curador. Recentemente fez a montagem adicional do filme Happy Hour - Verdades e Consequências, editou o longa Tokio Mao - O Último Kamikaze, editou a mini-série documental Procurando Belchior, foi Head de Conteúdo do canal Parafernalha, escreveu a primeira temporada da série Minha Mãe é Uma Peça para o GloboPlay e dirigiu o curta-metragem Copacabana-Auschwitz, documentário finalista do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2019 e menção honrosa do Prêmio Itamaraty no Festival Internacional de Curtas de São Paulo. Identidade Visual e Projeto Gráfico-Editorial Jandê Saavedra Farias é Bacharel em Desenho Industrial - Programação Visual pela Universidade Federal do Rio de Janeiro; co-fundador do coletivo de design Pantalones Comunicação Visual; 7 anos de experiência na industria audiovisual trabalhando para diversas produtoras do Rio de Janeiro como designer gráfico, motion designer e animador, além de desenvolver a identidade visual de diversas mostras de cinema exibidas no RJ, SP e DF no Centro Cultural Banco do Brasil e na Caixa Cultural como: "Mel Brooks: Banzé no Cinema", "Vera Chytilová: A Grande Dama do Cinema Tcheco", "Acorde!: O Cinema de Spike Lee", "Bertrand Blier e a Comédia Como Provocação", "Jean Cocteau: O Testamento de um Poeta", "Making-Of", "Mostra Cine Boliviano", "Mostra Juventude e Rebeldia", "Oscar Micheaux: O Cinema Negro e a Segregração Racial", "Samuel Fuller: Se você morrer, eu te mato!", "O Legado de Orson Welles" e "A Arte de Milos Forman".

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.