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PRONAC 2411889Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

Cultura sem Barreiras: princípios e práticas de acessibilidade cultural

MAIS DIFERENCAS
Solicitado
R$ 456,0 mil
Aprovado
R$ 456,0 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Ações Educ-Cult em Humanidades em geral
Enquadramento
Artigo 26
Tipologia
Educativos em geral
Ano
24

Localização e período

UF principal
SP
Município
Guarulhos
Início
2025-02-03
Término
2026-02-03
Locais de realização (1)
São Paulo São Paulo

Resumo

O projeto é uma iniciativa de capacitação de agentes culturais para a promoção da acessibilidade, em suas diferentes dimensões, nas atividades culturais promovidas por estes profissionais. Com o objetivo de contribuir com o fortalecimento das políticas públicas de cultura e a democratização do acesso às diversas manifestações culturais pelas pessoas com deficiência, o projeto prevê três ações formativas: a) princípios da acessibilidade cultural; b) elaboração de projetos acessíveis e inclusivos; e c) implementação de projetos acessíveis e inclusivos e formação de público. As ações formativas serão ofertadas em território nacional, nas modalidades presencial e virtual. Envolverão material didático em Linguagem Simples nos formatos impresso, PDF acessível e audiovisual acessível com texto, narração, descrição de imagens e tradução para Língua Brasileira de Sinais. As vagas preveem ações afirmativas e as ações irão priorizar territórios com menor oferta formativa nestas temáticas.

Sinopse

1. Desenvolvimento de formações presenciais por todas as regiões do país Ação: Realização de formações sobre acessibilidade para agentes culturais e toda sua cadeia produtiva. Essas ações serão desenvolvidas presencialmente, sendo aplicadas em todas as regiões do Brasil, seguindo o critério de selecionar dois estados por região que sejam considerados prioritários e vulneráveis culturalmente, conforme questionário de manifestação de interesse. Realização: Formações presenciais em estados e municípios, em colaboração com com agentes governamentais e não-governamentais, para profissionais da cultura. Público-alvo: Agentes culturais, produtores culturais, artistas, etc. Parceiros potenciais: Secretarias de Cultura, empresas privadas do ramo da cultura, ONGs voltadas para a cultura, conselhos de direitos, associações comunitárias. Carga-Horária: 12 horas totais (4 horas dividas em 3 encontros) Quantidade de Vagas: 60 por turma Locais: A definir de acordo com os parceiros. 2. Desenvolvimento de webinários para todas as regiões do país Ação: Realização de webinários sobre acessibilidade para agentes culturais e toda sua cadeia produtiva. Essas ações serão desenvolvidas de maneira online, sendo aplicadas em todas as regiões do Brasil, com critério de selecionar dois estados por região que sejam considerados prioritários e vulneráveis culturalmente, conforme demanda. Realização: webinários em colaboração com com agentes governamentais e não-governamentais para profissionais da cultura. Público-alvo: Agentes culturais, produtores culturais, artistas, etc. Parceiros potenciais: Secretarias de Cultura, empresas privadas do ramo da cultura, ONGs voltadas para a cultura, conselhos de direitos, associações comunitárias. Carga-Horária: 6 horas totais (2 horas dividas em 3 encontros) Quantidade de Vagas: 100 Locais: A definir. 3. Desenvolvimento de material de apoio (apostila) Ação: Serão desenvolvidas três apostilas, referentes aos conteúdos das formações em leitura ampliada e leitura fácil. Para cada apostila, também será desenvolvido um audiovisual com os seguintes recursos: a) Narração em áudio feita por profissionais especializados; b) Descrição das imagens; c) Desenho de som; d) Tradução e interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras); e e) Texto em Leitura Fácil/Linguagem Simples. Realização: Todos os materiais serão disponibilizados para os participantes das formações e site da Mais Diferenças de maneira gratuita. Público-alvo: Agentes culturais, produtores culturais, artistas, etc.

Objetivos

Objetivo Geral: Este projeto busca contribuir para formação continuada e capacitação de profissionais da cultura como forma de fortalecer as políticas públicas culturais e democratizar o acesso às pessoas com deficiência. Objetivos específicos: *Desenvolver curso de formação voltados para profissionais da cultura, incluindo artistas, produtores culturais, gestores de projetos culturais, entre outros, com ênfase nos conceitos de acessibilidade, Desenho Universal e inclusão sua aplicabilidade nas diferentes iniciativas culturais;*Promover a conscientização sobre a importância da acessibilidade em projetos culturais, incentivando a inclusão de recursos e estratégias que promovam o direito de pessoas com deficiência à fruição cultural;*Contribuir com o desenvolvimento de políticas culturais acessíveis e inclusivas para pessoas com diferentes tipos de deficiência, com base na Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU e o Plano Nacional de Cultura.

Justificativa

"São comuns a vida da cidade, as formas de vida, as gírias e as palavras. São comuns a memória, a beleza, o conhecimento e a sabedoria. São comuns a expressão, a música e a arte. São comuns a diversidade e a diferença. E sendo todas essas coisas comuns, são também comuns os aproveitamentos, as imagens e a criatividade que delas emana, não podendo haver mais riqueza que a coletiva. E é direito de toda a pessoa a participação e desfrutar de tais riquezas." La Carta de los Comunes para el cuidado y disfrute de lo que de todos es. Madrid: Traficantes de Sueños, 2011. A declaração da Carta dos Comuns, documento medieval que reconhecia direitos de uso de bens comuns, serve como provocação para esta proposta: em que medida as sociedades estão promovendo o direito de plena participação na vida cultural a toda e qualquer pessoa, em igualdade de condições? No Brasil, de acordo com a última PNAD (IBGE/2023), mais de 18.6 milhões de pessoas declararam possuir alguma deficiência, representando 8,9% da população. Mesmo com estes números significativos, o Brasil traz, como outras sociedades ao longo da história, a marca da invisibilidade, do preconceito e da discriminação em relação às pessoas com deficiência. Nas últimas décadas, tem se buscado mudar essa realidade, com a promulgação de marcos legais que garantem os direitos das pessoas com deficiência em diferentes áreas. Nesse contexto, destaca-se a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (2008), promulgada no Brasil com status constitucional por meio do Decreto nº 6.949/2009. Em seu Artigo 30, a Convenção garante o direito das pessoas com deficiência participarem da vida cultural com igualdade de oportunidades, através da garantia de acesso a bens culturais em formatos acessíveis e da promoção de oportunidades para expressão de seu potencial criativo, artístico e intelectual. Outro marco importante é a Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, ratificada no Brasil por meio do Decreto nº 6177/2007, estabelecendo como um de seus princípios diretores o acesso equitativo às expressões culturais e aos meios de difusão e expressão, entendendo os diferentes grupos sociais como possuidores de direito de fruição e de produção/expressão. O artigo 7 explicita essa diretriz: 1. As partes procurarão criar em seu território um ambiente que encoraje indivíduos e grupos sociais a: a) criar, produzir, difundir, distribuir suas próprias expressões culturais, e a elas ter acesso, conferindo a devida atenção às circunstâncias e necessidades especiais da mulher, assim como dos diversos grupos sociais, incluindo as pessoas pertencentes às minorias e povos indígenas; b) ter acesso às diversas expressões culturais provenientes do seu território e dos demais países do mundo; Mais recentemente, foi sancionada a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/15), que também reitera o direito das pessoas com deficiência de acesso à cultura, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, sendo garantido o acesso aos bens culturais em formatos acessíveis. Em seu Capítulo IX, artigos 42 e 43, a LBI afirma: Art. 42. A pessoa com deficiência tem direito à cultura, ao esporte, ao turismo e ao lazer em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, sendo-lhe garantido o acesso: I - a bens culturais em formato acessível; II - a programas de televisão, cinema, teatro e outras atividades culturais e desportivas em formato acessível; e III - a monumentos e locais de importância cultural e a espaços que ofereçam serviços ou eventos culturais e esportivos. § 1º É vedada a recusa de oferta de obra intelectual em formato acessível à pessoa com deficiência, sob qualquer argumento, inclusive sob a alegação de proteção dos direitos de propriedade intelectual. § 2º O poder público deve adotar soluções destinadas à eliminação, à redução ou à superação de barreiras para a promoção do acesso a todo patrimônio cultural, observadas as normas de acessibilidade, ambientais e de proteção do patrimônio histórico e artístico nacional. Art. 43. O poder público deve promover a participação da pessoa com deficiência em atividades artísticas, intelectuais, culturais, esportivas e recreativas, com vistas ao seu protagonismo, devendo: I - incentivar a provisão de instrução, de treinamento e de recursos adequados, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas; II - assegurar acessibilidade nos locais de eventos e nos serviços prestados por pessoa ou entidade envolvida na organização das atividades de que trata este artigo; e III - assegurar a participação da pessoa com deficiência em jogos e atividades recreativas, esportivas, de lazer, culturais e artísticas, inclusive no sistema escolar, em igualdade de condições com as demais pessoas. Apesar dos avanços no plano normativo, a grande maioria dessa população permanece distante do acesso a bens e produtos culturais, sendo indispensável empreender esforços, através de diversos programas, projetos e políticas públicas, para mudar essa realidade. No Brasil, os dados relacionados à cultura são escassos de maneira geral, e praticamente inexistentes no que diz respeito ao acesso de pessoas com deficiência. No entanto, no Plano Nacional de Cultura (Lei nº 12.340/2010), que esteve em vigor até dezembro de 2022, foram determinadas metas para nortear o desenvolvimento de políticas públicas: - Meta 11: Fortalecer a gestão das políticas públicas para a cultura, por meio da ampliação das capacidades de planejamento e execução de metas, a articulação das esferas dos poderes públicos, o estabelecimento de redes institucionais das três esferas de governo e a articulação com instituições e empresas do setor privado e organizações da sociedade civil; - Meta 19: Meta: Aumento em 100% no total de pessoas beneficiadas anualmente por ações de fomento à pesquisa, formação, produção e difusão do conhecimento; - Meta 28: Aumento em 60% no número de pessoas que frequentam museu, centro cultural, cinema, espetáculos de teatro, circo, dança e música; - Meta 29: 100% de bibliotecas públicas, museus, cinemas, teatros, arquivos públicos e centros culturais atendendo aos requisitos legais de acessibilidade e desenvolvendo ações de promoção da fruição cultural por parte das pessoas com deficiência. Em relação ao atingimento dessas metas, o último relatório de monitoramento do Plano Nacional de Cultura disponível (2020) se refere a dados de 2019 e aponta um cenário extremamente distanciado dos objetivos estabelecidos. Em relação à Meta 29, por exemplo, o percentual atual é de 34%, com muitas ressalvas à qualidade dos dados, já que só foi possível obter dados de alguns tipos de equipamentos e não é possível distinguir as dimensões de acessibilidade disponíveis (arquitetônica, comunicacional, mobiliário, programação, atitudinal entre outras). No que diz respeito à Meta 28, a escassez de dados é ainda mais gritante: a última pesquisa sobre o tema foi realizada pelo Ipea e se refere ao ano de 2013. Além disso, não há qualquer menção à frequência de públicos com deficiência, TEA/TGD e altas habilidades/superdotação. De acordo com a plataforma Mapas Culturais, iniciativa Ministério da Cultura, estão cadastrados 4.865 equipamentos culturais no estado de São Paulo, sendo que 656 assinalaram possuir acessibilidade. Este número representa apenas 13% do total, sendo que não é possível identificar quais são os recursos de acessibilidade de que dispõem tais equipamentos. Não é possível inferir, também, o grau de atualização da plataforma. Para que a cultura se transforme em um direito pleno e seja, de fato, um bem público e comum a toda e qualquer pessoa, uma das estratégias é garantir que os cidadãos tenham maior e melhor acesso aos serviços, equipamentos e bens culturais. Esse processo deve ser permeado pela capacitação de agentes culturais e promotores de cultura.

Estratégia de execução

Experiência da organização proponente A Mais Diferenças é uma organização qualificada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) pelo Ministério da Justiça e como Entidade Promotora de Direitos Humanos pela Secretaria de Justiça do Estado de São Paulo. Fundada em dezembro de 2005 por um grupo de profissionais com larga trajetória na defesa dos direitos das pessoas com deficiência, tem como foco de atuação a educação e a cultura inclusivas. Ao longo da sua trajetória, a MD assessorou, desenvolveu e participou em mais de 40 projetos em educação inclusiva e em mais de 100 projetos em cultura inclusiva; tornou acessíveis mais de 4 mil produtos, publicações e materiais; envolveu mais de 600 mil pessoas em ações de educação e cultura inclusivas; e assessorou a implantação de políticas de educação inclusiva que garantiram o acesso a escolas e classes regulares a 20 mil alunos com deficiência, Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD) e altas habilidades/superdotação. A variedade de iniciativas leva à diversidade de seu público-alvo, que envolve pessoas com deficiência e suas famílias, gestores públicos e de entidades privadas, professores, estudantes, comunidade acadêmica, produtores culturais, artistas, escritores, entre outros. A organização tem longa experiência com formações presenciais, semipresenciais e à distância; assessoria para formulação e gestão de políticas, programas e projetos de educação e cultura inclusivas; monitoramento e avaliação de políticas; ações de sensibilização e mobilização de comunidades e é referência no desenvolvimento de projetos e produtos educacionais e culturais acessíveis. As ações de pesquisa, experimentação e sistematização têm gerado publicações (como livros, guias e apostilas editados em múltiplos formatos acessíveis) e o desenvolvimento de metodologias e práticas pedagógicas inclusivas, recursos educacionais e produtos culturais acessíveis e inclusivos, com ênfase no caráter de compartilhar e multiplicar essas iniciativas. A Mais Diferenças acredita que a Cultura é o campo do saber e do fazer estético e ético que proporciona a construção de valores sociais. É múltipla, complexa e está em contínuo processo de produção, transformação e criação. A MD defende que o acesso à cultura é fundamental para a construção de uma sociedade inclusiva. Diante disso, trabalha para que todos possam ser incluídos nos movimentos artístico-culturais, em que a capacidade criativa, inventiva, a sensibilidade e a imaginação são estimuladas enquanto formas de expressão. Sendo assim, desenvolve ações articuladas para a democratização do acesso ao livro, à leitura, à literatura e às bibliotecas, tais como: pesquisa, experimentação e produção de livros em múltiplos formatos acessíveis; assessoria à gestão de equipamentos e instituições culturais acessíveis e inclusivos; incidência e inserção da pauta da acessibilidade e inclusão no debate público sobre democratização do acesso à cultura; desenvolvimento de conteúdos acessíveis, expografia, objetos táteis e roteiros acessíveis para exposições, espetáculos e produtos culturais em diferentes linguagens. A Mais Diferenças é membro do Conselho Consultivo do Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL). Foi a organização executora do Projeto Diversos – Livros Acessíveis e Inclusivos, da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD) e o Centro de Tecnologia e Inovação (CTI), no qual desenvolveu treze livros em múltiplos formatos acessíveis de títulos da literatura infantil e infanto-juvenil; do Programa Livros Acessíveis, também em parceria com a SEDPcD, em que foram desenvolvidos 4 títulos acessíveis em múltiplos formatos, além de formações sobre promoção do acesso à leitura em uma perspectiva acessível e inclusiva e mediações de leitura acessíveis e inclusivas no estado de São Paulo. Também cabe destacar a realização do projeto Acessibilidade em Bibliotecas Públicas, em parceria com o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas e o Ministério da Cultura. No âmbito deste projeto, que envolveu 10 estados brasileiros, a Mais Diferenças realizou diagnósticos de acessibilidade e ações de capacitação para as bibliotecas públicas envolvidas, além de 25 livros em diferentes formatos acessíveis de clássicos da literatura. A organização é responsável, ainda, pela versão em múltiplos formatos acessíveis de todos títulos do Programa Leia para uma Criança, da Fundação Itaú Social. Até o momento, por meio de diferentes parcerias, a Mais Diferenças produziu mais de 70 livros de literatura em múltiplos formatos acessíveis, com narração e texto, audiodescrição, interpretação em Libras, Leitura Fácil, animações e trilhas sonoras exclusivas. Além disso, a Mais Diferenças ministrou workshops sobre Tecnologia Assistiva e inclusão em bibliotecas de oito municípios de São Paulo, no âmbito do projeto Acessibilidade em Bibliotecas Públicas, em parceria com a SEDPcD; e realizou formações sobre acessibilidade e inclusão, planejamento e gestão de bibliotecas acessíveis e inclusivas; formação de leitores; qualificação de acervo acessível e Tecnologia Assistiva para profissionais de bibliotecas, em parcerias com MinC, SEDPcD, Biblioteca Parque/RJ, UFRN, Fund. Munic. de Cultura/Belo Horizonte-MG, CFB, SNBP, Sesc/SP e SNBU. A organização Promoveu Estágio para bibliotecários de 9 países sobre temáticas de acessibilidade, diversidade e inclusão em bibliotecas públicas, no âmbito do 2º Estágio Internacional do Programa Ibero-Americano de Bibliotecas Públicas (Iberbibliotecas, MinC e CERLALC); participou em seminários de diferentes Sistemas Estaduais de Bibliotecas Públicas e outros eventos relacionados às temáticas do livro, leitura, bibliotecas e direitos das pessoas com deficiência; e foi responsável por estande com livros em múltiplos formatos acessíveis e programação variada na 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo (2018). Por seu trabalho em defesa da democratização do livro e da leitura no país, a Mais Diferenças foi reconhecida em premiações importantes, como o Prêmio IPL, o Prêmio Jabuti, o Prêmio Visionários JK e o Prêmio Zero Project. Alguns resultados A Mais Diferenças desenvolveu mais de 70 livros de literatura em múltiplos formatos acessíveis; distribuiu mais de 350 itens de Tecnologia Assistiva; possui três publicações relacionadas à acessibilidade cultural e ao livro, leitura e bibliotecas produzidas e disponíveis gratuitamente online: Manual Orientador para Acessibilidade em Bibliotecas Públicas, Guia de Mediação de Leitura Acessível e Inclusiva e Cadernos LMD de Experiências em Acessibilidade Cultural; envolveu mais de 200 bibliotecas públicas, comunitárias e escolares em ações de formação em inclusão e acessibilidade; mais de 6 mil profissionais da educação e do setor de livro e leitura participantes de formações nas temáticas do livro, leitura, acessibilidade e inclusão. Além disso, já realizou mais de 50 palestras e participações em mesas em seminários sobre temáticas; mais de 200 ações de mediação de leitura acessíveis e inclusivas. Recebeu menção honrosa na 3ª edição do Prêmio Instituto Pró-Livro IPL – Retratos da Leitura 2018, que homenageia organizações, bibliotecas, editoras e mídias que estimulam a leitura no país; foi finalista no Prêmio Jabuti 2020, na categoria Inovação - Fomento à Leitura, pela iniciativa “Livro e Literatura para Todos”; recebeu menção honrosa no Prêmio Visionários JK, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), pelo trabalho inovador e efetivo pela inclusão de pessoas com deficiência na educação e na cultura; foi premiada na edição de 2022 do Zero Project, pela produção de livros em múltiplos formatos acessíveis e foi selecionada no Intercultural Innovation Hub 2023, uma iniciativa da Agência das Nações Unidas pela Aliança entre as Civilizações (UNAOC) e do Grupo BMW, em parceria com a Accenture.

Especificação técnica

1. Desenvolvimento de formações presenciais por todas as regiões do país Programação: 3 encontros presenciais Beneficiários: 60 vagas por turma, podendo alcançar 600 beneficiários diretos. Acessibilidade: tradução e interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras); audiodescrição; Leitura Fácil/Linguagem Simples; e acessibilidade física e arquitetônica. 2. Realização de série de webinários para todas as regiões do país Programação: 3 encontros online Beneficiários: 100 beneficiários diretos Acessibilidade: tradução e interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras); audiodescrição; Leitura Fácil/Linguagem Simples. 3. Desenvolvimento dos material de apoio Material: apostilas em formato impresso e digital e PDF acessível e audiovisual acessível Disponibilização: as apostilas serão impressas para os participantes das formações presenciais. E o PDF e o audiovisual acessível serão disponibilizados no site da Mais Diferenças de maneira gratuita. Acessibilidade: narração em áudio; descrição das imagens; desenho de som; tradução e interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras); e texto em Leitura Fácil/Linguagem Simples.

Acessibilidade

A acessibilidade é o aspecto central da iniciativa, sendo transversal a todas as atividades propostas. A garantia de que todas as nossas atividades sejam acessíveis a pessoas com deficiência é premissa de trabalho da organização proponente. Desde o planejamento das ações formativas, passando pela divulgação e realização dos eventos, até a avaliação das atividades serão implementadas práticas acessíveis e inclusivas, assegurando que a experiência formativa seja equitativa e enriquecedora para todos os participantes. As formações presenciais serão articuladas com as Secretarias de Cultura dos municípios selecionados, e deverão, a título de contrapartida das localidades, contar com acessibilidade arquitetônica, como rampas, banheiros acessíveis, elevadores, piso tátil, entre outras ações que forem necessárias. Além disso, a proponente irá disponibilizar interpretação em Libras, audiodescrição e conteúdo em Linguagem Simples nas formações presenciais e online. As peças de divulgação e formulários de inscrição serão produzidas em formatos acessíveis, bem como os formulários de avaliação das formações, incluindo a descrição das imagens, textos em Linguagem Simples e tradução para Língua Brasileira de Sinais. Como material de apoio às formações, serão distribuídas apostilas em formato impresso, digital em PDF acessível e em audiovisual acessível, tendo como diretrizes os princípios do Desenho Universal, que possibilitam a disponibilização dos conteúdos para públicos com diferentes tipos de deficiência e sem deficiência. As apostilas em formato audiovisual acessível contarão com os seguintes recursos de acessibilidade: Narração em áudio; Legenda;Descrição das imagens; Desenho de som/paisagem sonora; Tradução e interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras); As apostilas, além dos recursos de acessibilidade citados acima, terão a versão produzida em Leitura Fácil/Linguagem Simples. A produção de conteúdos em Leitura Fácil traz adequações em relação à linguagem, conteúdo e forma para ampliar a compreensão do leitor. Envolve ainda a criação de um glossário, que apresenta o significado e exemplos de termos e expressões que podem dificultar a compreensão do conteúdo.

Democratização do acesso

A democratização do acesso à cultura por meio da capacitação de profissionais da cultura em relação à acessibilidade é um processo crucial para garantir que pessoas de todas as origens e habilidades tenham a oportunidade de desfrutar plenamente das experiências culturais. Este processo abrange várias etapas e estratégias destinadas a tornar a cultura inclusiva, acessível e disponível para todos. Além disso, considerando uma perspectiva interseccional, o projeto envolverá as seguintes medidas: Ações Afirmativas: Visam ampliar a participação de grupos historicamente marginalizados. Buscamos criar um ambiente cultural diversificado e representativo, proporcionando oportunidades igualitárias para todos. Dessa forma, iremos disponibilizar 50% das vagas para pessoas que se autodeclararem: pretas, pardas ou indígenas. Também será reforçada por meio dessas vagas afirmativas a presença de mulheres cisgênero, pessoas transsexuais e pessoas com deficiência. Territorialização: A seleção dos municípios a serem contemplados para receber as formações presenciais buscará privilegiar territórios com maiores desafios em relação à oferta formativa em acessibilidade cultural. A partir de um questionário de manifestação de interesse pelas Secretarias de Cultura, serão levados em consideração aspectos de descentralização para definição das localidades e posterior divulgação das ações formativas. Atividades Gratuitas para Todos: A fim de eliminar barreiras financeiras à participação nas formações, todas as atividades promovidas pela iniciativa serão oferecidas gratuitamente.

Ficha técnica

Atividades a serem desenvolvidas pela proponente: Planejamento e organização das ações formativas presenciais e virtuais;Planejamento, organização e articulação com parceiros locais;Comunicação e divulgação;Pesquisa e desenvolvimento de conteúdos;Desenvolvimento do programa de formação;Gestão executiva e financeira;Monitoramento e avaliação;Prestação de contas. Currículo dos integrantes Coordenação Geral Carla Mauch, Fundadora e Coordenadora Geral da Mais Diferenças, com 30 anos de experiência em iniciativas que objetivam a inclusão de pessoas com deficiência nas áreas de educação e cultura. Pedagoga, mestre em Psicologia da Educação com especialização em Deficiência Mental, Teoria Psicanalítica e Psicopedagogia. Pós-Graduação em Tecnologia Assistiva, Ajudas Técnicas e Acessibilidade para Pessoas com Deficiência. Responsável pela área técnica da Mais Diferenças, realizando a supervisão de todos os projetos desenvolvidos em Educação e Cultura Inclusivas. Experiência na elaboração de desenhos de projetos de Política Pública na pauta da Inclusão das Pessoas com Deficiência e dos Direitos Humanos. Coordenação Pedagógica Guacyara Labonia Guerreiro, Fundadora e Coordenadora da Mais Diferenças. Fonoaudióloga, mestre em Educação pela Universidade Cidade de São Paulo, Pós graduação em Psicopedagogia e Pós-Graduação em Tecnologia Assistiva, Ajudas Técnicas e Acessibilidade para Pessoas com Deficiência. Especialização em Terapia Familiar. Experiência em inclusão de crianças, jovens e adultos com deficiência, na educação e formação de educadores e famílias. Responsável pela área de surdez e educação bilíngue LIBRAS/Português da Mais Diferenças e supervisão de todos os projetos de Educação. Assessoria nas ações e projetos de Cultura Inclusiva referente à inclusão das pessoas com deficiência, incluindo apoio no desenvolvimento de metodologias para produção de recursos de acessibilidade audiovisual. Coordenação de Acessibilidade Ana Rosa Bordin, Graduada em Pedagogia com Habilitação em Administração Escolar pela Mackenzie. Trabalha com desenvolvimento de Conteúdos Acessíveis e Cultura Inclusiva. Responsável pela gestão, coordenação, produção e desenvolvimento de projetos com foco em cultura, educação, comunicação e informação envolvendo o desenvolvimento de metodologias de acessibilidade de conteúdo em diferentes linguagens. Responsável pela Coordenação, desenvolvimento e produção de acessibilidade: de 22 coreografias da São Paulo Companhia de Dança; da Ópera Poranduba, do Theatro São Pedro; de mais de 10 exposições de organizações como SESC e MAM; dos materiais acessíveis das atividades na Bienal Internacional do Livro; do livro “Tremores” do filósofo Jorge Larrosa. Além de ser responsável pela edição, organização e revisão técnica das publicações da Editora Mais Diferenças. Por fim, coordena, desenvolve e produz projetos de acessibilidade de Cursos EAD, fazendo interface com tecnologias de informação e comunicação acessíveis (TICs). Coordenação Técnica Thaís Pereira Martins é bacharel em Gestão de Políticas Públicas (EACH/USP) e mestre em Políticas Públicas (UFABC). Trajetória de 10 anos em gestão, pesquisa, monitoramento e avaliação de projetos e políticas de educação. Foi coordenadora de monitoramento e avaliação e atualmente é coordenadora de pesquisa e advocacy na Mais Diferenças. Atuou em projetos de pesquisa em educação em diferentes estados junto à UNESCO, Tomara! Educação e Cultura e Observatório Regional do Consórcio Intermunicipal Grande ABC e em projetos de cultura junto a organizações como Pinacoteca do Estado de São Paulo, Cinemateca Brasileira e São Paulo Companhia de Dança. Gestão Administrativa Financeira e Prestação de Contas Silvana Gomes, bacharel em Comunicação Social, cursos de extensão em Administração e Gestão Pública, com mais de 15 anos de experiência em gestão de contratos, parcerias públicas e privadas, Leis de incentivo, gestão de projetos, prestação de contas e governança no terceiro setor. Monitoramento e Avaliação João Pedro Reis da Silva, bacharel em Gestão de Políticas Públicas pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, cursa a graduação de Pedagogia na USP. Atua na área da Educação desde 2016 em organizações do terceiro setor e órgãos públicos administrativos do primeiro setor, na gestão, monitoramento e avaliação das ações dos projetos.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.