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PRONAC 2411892Projeto encerrado por excesso de prazo sem captaçãoMecenato

Cala a boca, Etelvina!

LEIA BRASIL ORGANIZACAO NAO GOVERNAMENTAL DE PROMOCAO DA LEITURA
Solicitado
R$ 947,5 mil
Aprovado
R$ 947,5 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
24

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Rio de Janeiro
Início
2025-07-10
Término
2025-12-19
Locais de realização (1)
Rio de Janeiro Rio de Janeiro

Resumo

Adaptação e montagem do espetáculo teatral "Cala a boca, Etelvina!", escrito pelo grande dramaturgo carioca Armando Gonzaga (1884 - 1953), encenado pela primeira vez no Trianon do Rio de Janeiro em 1925, estrelado por Procópio Ferreira e Ítala Ferreira, e posteriormente adaptado para o cinema (em 1959),com Dercy Gonçalves, Paulo Goulart,e Zezé de Macedo à frente de grande elenco. O filmecontou, ainda, com grandes sucessos do rádio como Emilinha Borba e Nelson Gonçalves. O projeto não é apenas um tributo a esses gigantes esquecidos da dramaturgia brasileira, mas a retomada de um gênero que marcou a cultura nacional no século vinte: a chanchada, unindo música e humor.

Sinopse

“CALA A BOCA, ETELVINA!”, espetáculo teatral: sinopse da obra. “Etelvina é uma empregada doméstica faladeira que costumeiramente atende cobradores na porta de casa de seus patrões endividados, Adelino e Zulmira. Zulmira se sente humilhada e sai de casa apoiada pela mãe, Dona Emília, deixando alguns vestidos para Etelvina. Adelino chega em casa e o sogro Libório lhe conta o que aconteceu enquanto Etelvina usa um vestido de Zulmira. Nesse momento chega Macário, tio rico fazendeiro na Ilha do Marajó no Pará e confunde Etelvina com Zulmira. Libório convence Adelino e Etelvina a manterem a farsa achando que se Macário souber da separação do casal, não vai querer mais Adelino como herdeiro. As coisas se complicam quando Zulmira quer voltar, além das confusões de Etelvina no papel de "patroa" e ficam piores quando Macário avisa que vai ficar como hóspede um tempo bem maior do que o pretendido inicialmente”. Formação de plateia: faremos 12 apresentações vespertinas gratuitas da peça, exclusivas para alunos e professores da rede pública de ensino dos bairros e municípios vizinhos de Marechal Hermes (subúrbio da Central do Brasil, no Rio de Janeiro), seguidas de palestras e debates com a produção e artistas, mediadas por educadores e destinadas a produzir maior integração entre as novas gerações e o fazer artístico teatral. Faremos uma edição especial de 1 mil exemplares do livro Proposta de Leitura de mundo através da Narrativa Dramática (PRADO, ARAUJO et alli), incluindo uma apresentação histórica de Armando Gonzaga, Dercy Gonçalves e os contextos da peça, para distribuição gratuita aos participantes das apresentações vespertinas.

Objetivos

Objetivo Geral: Cala a boca Etelvina, por um lado, pretende resgatar e adaptar o principal gênero teatral do início do século XX, a Comédia de Costumes identificada como "Chanchada", rendendo uma dupla homenagem a dois gigantes da dramaturgia brasileira, obliterados pelo tempo: Armando Gonzaga, autor do texto, que por décadas integrou e presidiu a SBAT - Sociedade Brasileira dos Autores Teatrais; e Dercy Gonçalves, que estrelou a adaptação do texto para o cinema na década de 1950, e que se tornou a maior personagem de si mesma, com sua irreverência e espontaneidade. Objetivos Específicos: 1. Produzir conteúdo específico para apresentação no recém reformado Teatro Armando Gonzaga, equipamento da FUNARJ em Marechal Hermes, no subúrbio da Central no Rio de Janeiro; 2. Promover maior integração desse público específico com o fazer teatral, através de musicais e comédias de costumes, como a chanchada; 3. Promover a "formação de plateia" incorporando espetáculos vespertinos gratuitos para alunos e professores da rede pública circunvizinha.

Justificativa

A despeito de seu papel transformador - basilar na indústria do entretenimento - a dramaturgia (notadamente o teatro) perde cada vez mais terreno para derivativos como as Standup Commedy, os Reality Shows e as redes sociais, com seus conteúdos minimalistas, focados no grotesco. Nossas grandes casas de espetáculo estão cada vez mais focadas nas apresentações musicais, único gênero capaz de lotar suas plateias; a grande maioria de nossos teatros serve hoje a cultos religiosos, incorporadas por evangélicos; e os poucos teatros sobreviventes ficam concentrados em nichos geográficos de alta renda, ainda assim nas mãos de redes estatais ou paraestatais, como o Sistema S, que exercem critérios próprios de apoio e incentivo. Com isso, o que se tem em cidades como o Rio de Janeiro, por exemplo, é o estreitamento cada vez maior para a revitalização da arte, com pouquíssimos espaços de apresentação; pouquíssimas ou nenhuma montagem que não seja quixotesca ou experimental, marcadas por bilheterias pífias, estruturas mambembes - sem pejo para o gênero, mas com condolências para a produção e artistas -; e o esmaecimento do teatro puro. Basta relacionar a quantidade de habitantes da cidade com o número de assentos e peças oferecidas nas últimas três décadas. As chanchadas, gênero farsesco de fácil cognição que mesclava linguagem popular, sucessos musicais e costumes, marcaram a primeira metade do século XX no Rio de Janeiro, quando esta era a Capital da República, e certamente, se não foram a causa, ajudaram a pavimentar a construção do tipo de espetáculo que hoje assistimos pelas redes de comunicação. Nosso projeto prevê a utilização deste gênero, associado a eventos fortuitos como a própria reinauguração do Teatro Armando Gonzaga, em Marechal Hermes (estrategicamente situado entre a zona sul, a zona oeste e a baixada fluminense), para promover uma sedução para a arte, ou uma "aproximação vocacional", apresentando não só para o público local, mas principalmente para jovens e educadores da rede pública, os rudimentos, desafios e prazeres do fazer teatral. Esse é o tipo de projeto que depende totalmente do amparo das leis de incentivo, não só para produção e montagem do espetáculo, mas principalmente para a realização de suas atividades de formação de plateia, as apresentações vespertinas, os debates e oficinas que pretende realizar sem custo para a comunidade.

Especificação técnica

Sob a coordenação de Jaime Leibovitch e Jason Prado com educadores convidados e integrantes da equipe técnica da montagem, as apresentações vespertinas apresentarão todas as etapas da produção teatral, seguindo o roteiro da publicação acima citada (ISBN 978-85-87456-03-8, Leia Brasil, 2006) que, sob a curadoria de Alcione Araújo e Jason Prado, apresenta textos de Alcione Araújo (Leitura, Dramaturgia e Letramento); Aderbal Freire-Filho (Direção); Guida Vianna (Interpretação); José Dias (Cenografia); Ney Madeira (Figurinos), Caíque Botikai (Música); Carolina Araújo (Teatro e Educação); e uma decupagem didático-pedagógica do texto O dous, ou O inglês maquinista, feita por Alcione Araújo. Com 162 páginas, inclusive capa, a publicação terá tiragem única e comemorativa de 1.500 exemplares e será distribuída gratuitamente da seguinte forma: 1.200 exemplares para os participantes das 12 apresentações de formação e suas escolas; 100 exemplares para o patrocinador; 20 exemplares para as bibliotecas públicas municipais do Rio de Janeiro; 30 exemplares para o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas e 50 exemplares para o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas.

Acessibilidade

Os teatros do Rio de Janeiro, notadamente os da rede pública, como o Armando Gonzaga, que acaba de ser reinaugurado, estão todos adaptados para oferecer total acessibilidade física aos portadores de necessidades especiais. No quesito acessibilidade de conteúdo, o projeto contará com tradução simultânea para a linguagem de Libras, não só nas apresentações do espetáculo, mas em atividades especialmente montadas para deficientes auditivos: apresentações com debate.

Democratização do acesso

O Teatro Armando Gonzaga, equipamento da FUNARJ - Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro, órgão vinculado à Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro possui política de preços populares para seus espetáculos, assim como para eventos de formação de plateia e contrapartidas sociais. Independentemente das políticas daquela instituição, este projeto pretende realizar 12 apresentações vespertinas gratuitas, exclusivamente para estudantes das séries finais do Ensino Fundamental, do Ensino Médio e professores da rede pública de ensino da cidade do Rio de Janeiro e municípios vizinhos, próximos de Marechal Hermes (Nilópolis, Mesquita, São João de Meriti, Belford Roxo e Nova Iguaçu), integrados pela Supervia. O projeto vai, ainda, produzir e distribuir uma publicação sobre a Narrativa Dramática, envolvendo textos de consagrados autores e produtores teatrais, incluindo uma contextualização da peça, seu autor e os atores que a apresentaram no tearo e no cinema: Procópio Ferreira, Dercy Gonçalves e Paulo Goulart. Este material será distribuído gratuitamente para escolas e bibliotecas e ficará hospedado na página da Leia Brasil na internet, com acesso e download gratuito.

Ficha técnica

Jaime Leibovitch, Diretor Executivo da Leia Brasil, é o Diretor do Projeto. Além das responsabilidades como Proponente, Jaime participará conduzindo os debates com alunos e professores nas atividades de formação. Jaime Leibovitch é um ator consagrado de teatro, cinema e televisão, com mais de 50 anos de carreira, iniciada ainda na Bahia, em sua juventude. Frequentou o Conservatório Nacional de Teatro da antiga FEFIERJ, lecionou vários anos como professor de Teatro e Artes nos colégios Pueri Domus, Liessin e Scholem Aleichem. Atuou em diversos espetáculos, tais como: As criadas, O pássaro, Peer Gynt, Zoo story, Gota d’água, Festa de família e O diário de Anne Frank. Em Televisão, participou de minisséries e novelas, e foi apresentador dos programas Globo Ciência e Aventuras no Arquivo C (TV Globo, Rede Brasil e TV Futura). FRANCISCO NERY é o adaptador da obra e Diretor Geral do Espetáculo. Bacharel em Música (Canto) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, durante 15 anos pertenceu ao quadro de cantores líricos do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, atuando em mais de 150 espetáculos (óperas e concertos). Como solista, participou das seguintes óperas: “SALOMÉ” e “ARIADNE AUF NAXUS”, de Richard Strauss, “O LIMPADOR DE CHAMINÉS”, de Benjamin Britten; “A VIÚVA ALEGRE”, de Franz Léhar; “LA BOHÈME”, “MADAME BUTTERFLY” e “TOSCA”, de Puccini; entre outras. Em 1994 iniciou seu trabalho em produção, assinando a Direção de Produção do musical “ALADIM E O GÊNIO MARAVILHOSO”, ganhando o prêmio SATED de melhor produção do ano, ficando em cartaz por mais um ano no Teatro Clara Nunes (Shopping da Gávea – RJ). Assinou a Direção Geral e Direção de Produção do musical “AS AVENTURAS DE PINÓQUIO”, cujo espetáculo foi apresentado no Teatro Clara Nunes (Shopping da Gávea - RJ) com o apoio do Instituto Italiano de Cultura. Neste mesmo ano também assinou a Direção de Produção do musical “NOS TEMPOS DE MARTINS PENA” (Teatro Delfin), sob a direção de Sérgio Britto. Atuou em produções cinematográficas, tais como: “A HORA MARCADA”, do cineasta Marcelo Taranto, “O XANGÔ DE BAKER STREET”, dirigido por Miguel Faria Jr.; e “REQUEBRA”, dirigido por Tizuka Yamazaki. Assinou o enredo da Escola de Samba Unidos do Porto da Pedra intitulado “UM SONHO POSSÍVEL – CRESCER E VIVER AGORA É LEI” nos 10 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente. Atuou na produção da exposição “SANTOS DUMONT - 100 ANOS”, realizada no Centro Cultural dos Correios (Rio de Janeiro). Assinou o roteiro e direção geral do musical “ALICE NO PAÍS DA INTERNET” que teve a atriz Heloisa Périssé como protagonista, cujo espetáculo foi apresentado em cinco capitais brasileiras. Assinou o roteiro e direção geral do musical “QUERO VÊ-LA SORRIR” em homenagem ao cantor Sidney Magal. Assinou o roteiro e direção geral do musical “UMA DECLARAÇÃO DE AMOR – 40 ANOS DE SAUDADES”em homenagem à cantora Clara Nunes. Jason Prado é o Diretor de Produção e Curador do Projeto Educacional de Formação de Plateia. Com mais de 50 anos de experiência na Produção Cultural, Jason criou e dirigiu o Programa de Leitura Leia Brasil para a Petrobras em 1991, dando origem à ONG do mesmo nome. Criou e dirigiu, ainda, a Caravana Petrobrás da Cultura, que percorreu mais de 600 cidades brasileiras entre 1993 e 2001. Também criou e dirigiu o Programa Leitura Ampla, desenvolvido em seis cidades do entorno da Baia da Guanabara; o Projeto Reciclasa, que itinerou uma exposição sobre Reciclagem e Reutilização do Lixo, vencendo o Prêmio Urbanidades do IAB; a Bienal da Leitura, em São Gonçalo, deslocando o eixo dos eventos literários do objeto para o conteúdo; e os Encontros Internacionais de Contadores de Histórias, em 1998. Jornalista, editor, autor de teatro e articulista, Jason criou os Cadernos de Leituras Compartilhadas - publicação destinada à construção de repertórios temáticos de leitura para educadores e agentes de leitura - da qual publicou 32 edições, dinamizando-as em encontros mensais nas unidades do Sesc- Rio e nos eventos dos diversos programas que executou ao longo das décadas iniciais do século 21. Tem vários artigos publicados sobre Leitura e Educação, inclusive em publicações acadêmicas de diversas instituições; realizou palestras em diversos eventos leigos e acadêmicos, inclusive na sede da Unesco em paris, a convite daquela instituição; e nos mais importantes eventos brasileiros, com o o COLE, a Jornada de Passo Fundo; o Saberes de Curitiba etc. É organizador de obras referenciais sobre Leitura: - com Paulo Condini e mais 20 autores - A formação do leitor: pontos de vista, em 1998; - com Alcione Araújo e mais 10 autores - Proposta de leitura de mundo através da Narrativa Dramática, em. 2005; - com Ana Claudia Maia e mais 12 autores - Hans Christian Andersen: diferentes histórias, diferentes herois, em 2006; - com Júlio Diniz e mais 22 autores - Vivências de Leitura: quem são e o que dizem os Promotores de Leitura no Brasil, em 2007. Em 2018 foi curador externo do Festival Funarj de Artes e Leitura, realizando 160 espetáculos na reagião metropolitana do Rio de Janeiro durante 45 dias. Em 2020, através da Lei Aldir Blanc, criou e produziu mais de 100 vídeos em uma série sobre os 50 anos da Era do Rádio, reproduzindo os grande sucessos e apresentando seus autores e intérpretes, material disponível no canal da Sonora Rádio e TV no YouTube. Desde 2021, quando a Leia Brasil venceu uma chamada pública da Funarj, é o gestor do Acordo de Cooperação Técnica firmado com aquela Fundação para administração dos cursos livres da secular Escola de Música Villa-Lobos do Estado do Rio de Janeiro. Em 2022, com o fim da pandemia, foi produtor do Búzios Jazz Festival, organizado por várias entidades, inclusive a Prefeitura de Búzios e o SESC-Rio, em paerceria com a Leia Brasil.

Providência

PROJETO ARQUIVADO.