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A "Mostra Musical e Cultural de Raízes Afro-brasileiras" será realizada em dois dias na Praia do Cassino, no Rio Grande do Sul, celebrando a diversidade cultural afro-brasileira. O evento contará com a participação de 12 músicos/bandas representando diferentes influências musicais, além de danças de raízes africanas e apresentações de capoeira. Com o intuito de promover a valorização das tradições culturais afrodescendentes e reforçar a identidade da comunidade
Programação e Dinâmica do Evento O evento será realizado ao longo de dois dias, com uma programação intensa e diversificada. No total, serão apresentadas 9 atrações musicais e 6 intervenções de dança (incluindo capoeira, danças africanas e de matriz), estrategicamente intercaladas para manter o dinamismo do palco. Além das performances artísticas, o evento contará com a Feira de Empreendedorismo Negro, um espaço dedicado ao fomento da economia afro-brasileira, promovendo a geração de renda e a visibilidade de negócios locais.Objetivos e Contexto Regional Para além da difusão cultural, a iniciativa visa destacar o potencial turístico de Rio Grande, cidade que carrega a identidade de ser a mais antiga do Estado e um território marcado pela herança afro-brasileira. A escolha da Praça Tamandaré para a realização do evento é estratégica: além de sua centralidade, o local é um marco de resistência e ancestralidade negra. A ocupação deste espaço histórico contribui diretamente para a recuperação econômica e social da região, reforçando o pertencimento comunitário e a valorização do patrimônio cultural imaterial.Duração das AtividadesApresentações Musicais: Média de 60 a 120 minutos por atração.Apresentações de Dança/Intervenções: Duração aproximada de 20 a 30 minutos cada.Feira de Empreendedorismo: Funcionamento contínuo durante todo o período do evento.Infraestrutura e Acessibilidade Para garantir a excelência do projeto, a estrutura contará com:Palco de grande porte com sistemas de sonorização e iluminação de alta performance;Tendas específicas para as oficinas culturais e para a Feira de Empreendedorismo;Plano de comunicação abrangente, com materiais promocionais impressos e estratégias digitais;Pleno suporte à acessibilidade, incluindo rampas e intérpretes de Libras, garantindo o acesso democrático a todos os públicos.
Objetivo GeralRealizar um evento cultural gratuito que promova a valorização e visibilidade das heranças negras e afrodescendentes no Rio Grande do Sul, destacando suas influências na música e nas artes performáticas, especialmente em um contexto de recuperação pós-enchentes.Objetivos EspecíficosQualitativos:Promover a integração e o reconhecimento da diversidade cultural afro-brasileira no estado do Rio Grande do Sul.Estimular a preservação das tradições culturais afro-brasileiras, como o samba, a capoeira e as danças de origem africana.Fortalecer o diálogo entre as tradições culturais afro-brasileiras e o público em geral, especialmente no contexto de um estado marcado pela pluralidade étnica.Quantitativos:Realizar 9 apresentações musicais com artistas/bandas locais e nacionais.Contar com a participação de 6 grupos de dança e capoeira durante o evento.Atingir um público de 5.000 pessoas durante os dois dias do evento.Promover uma feira de empreendedorismo afro para movimentar a cadeia produtiva do setor.
A cidade de Rio Grande foi um dos primeiros municípios do estado a receber africanos escravizados, tornando-se um dos principais pontos de comércio de escravos no sul do Brasil. A economia local se beneficiou do trabalho compulsório dos africanos em atividades como o cultivo de arroz, o processamento do charque (que era uma das principais atividades econômicas da região), a construção civil e os serviços portuários. Com os africanos, vieram também suas tradições, costumes, religiões e formas de organização social, que se enraizaram profundamente na cultura local, resistindo e se adaptando mesmo em um Os africanos e seus descendentes tiveram um papel central na formação cultural e social do Rio Grande. Muitas das práticas religiosas, como o Candomblé e a Umbanda, floresceram e continuaram sendo transmitidas por gerações, reforçando o vínculo espiritual e cultural com as raízes africanas. Da mesma forma, as expressões artísticas, como o samba e a capoeira, são parte integrante da identidade cultural da cidade As religiões afro-brasileiras, como o Candomblé e a Umbanda, desempenham um papel fundamental na preservação da herança africana no Rio Grande. Os terreiros são locais sagrados onde a espiritualidade africana se mantém viva por meio de rituais, cânticos e celebrações que remontam à tradição Uma das celebrações mais marcantes dessas religiões é a festa de Iemanjá, que ocorre anualmente no dia 2 de fevereiro. Por ser uma cidade litorânea, Rio Grande celebra essa data com grande devoção, reunindo devotos que oferecem flores, perfumes e presentes ao mar em homenagem à divindade africana. Esse evento é um dos maiores símbolos da herança afro-brasileira no município, consolidando a importância das religiões de matriz africana como O Carnaval em Rio Grande é uma manifestação cultural profundamente influenciada pelas tradições negras, sendo um dos principais espaços para a expressão da negritude. As escolas de samba da cidade, muitas delas originadas em comunidades afrodescendentes, são um exemplo claro de como a cultura negra moldou a história do carnaval local. Além das escolas de samba, os blocos carnavalescos e as festas populares apresentam fortes referências à cultura afro-brasileira, tanto nos ritmos quanto nos enredos e fant O samba, um dos maiores legados culturais afro-brasileiros, é um dos ritmos centrais dessas festividades. Rodas de samba e festas populares que celebram esse estilo musical são comuns no Rio Grande, unindo a comunidade e reforçando a presença da cultura Quilombos e Resistência Rio Grande também abriga comunidades quilombolas, herdeiras diretas da resistência negra à escravidão. Os quilombos da região são espaços de preservação da memória e das tradições africanas. Essas comunidades, formadas por descendentes de escravizados que fugiram para locais isolados, mantêm práticas culturais ancestrais, como o cultivo de alimentos tradicionais e o uso de plantas medicinais. Além disso, os quilombolas lutam pela preservação de seus territórios e direitos, reivindicando o reconhecimento formal de suas terras. Os quilombos também desempenham um papel fundamental na preservação das tradições orais e culturais afrodescendentes, mantendo histórias vivas, músicas e celebrações que fazem parte da herança africana na cidade A capoeira, uma prática cultural de origem africana que combina arte marcial, dança e música, é amplamente praticada no Rio Grande. Esse legado africano, que nasceu como uma forma de resistência dos escravizados, tem uma forte presença na cidade, com grupos de capoeira que mantêm viva essa tradição por meio de rodas e apresentações públicas. Além de ser uma forma de expressão corporal, a capoeira é também uma forma de preservar a cultura e a história afro-brasileira. Outras manifestações culturais, como o batuque e o jongo, também são preservadas Os movimentos sociais negros do Rio Grande desempenharam um papel crucial na luta pela igualdade e no combate ao racismo. Associações e grupos culturais promovem debates, eventos e celebrações que reforçam a importância da história e da cultura afrodescendente. Essas organizações também lutam pela implementação de políticas públicas de ações afirmativas, buscando maior inclusão e representatividade para a população. A cultura do Rio Grande do Sul é frequentemente associada à música tradicional gaúcha, mas o estado possui uma rica diversidade cultural que extrapola esse gênero. Com influências afrodescendentes, açorianas e indígenas, a música e as artes performáticas locais são reflexos dessa mistura. O festival visa destacar as contribuições afrodescendentes na formação cultural da região, muitas vezes ofuscadas por narrativas mais dominantes. A Praia do Cassino, uma área impactada pelas enchentes, foi escolhida como local para promover a resiliência da comunidade através da cultura. O projeto será submetido ao Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais da Lei Rouanet, enquadrando-se nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: Inciso II: Valorização do patrimônio cultural afro-brasileiro.Inciso IV: Estímulo à produção e à difusão de bens culturais.Conforme o Art. 3º, o projeto atingirá os seguintes objetivos: Inciso I: Contribuição para o fortalecimento da identidade nacional, destacando o patrimônio afro-brasileiro.Inciso II: Democratização do acesso aos bens culturais, especialmente para populações em situação de vulnerabilidade, como os afetados pelas enchentes.
Informações Complementares O festival também contará com espaços de alimentação e artesanato, destacando a culinária típica e produtos artesanais das comunidades locais. Esses espaços serão organizados em parceria com pequenos produtores e cooperativas da região, gerando renda e oportunidades econômicas para a comunidade afetada pelas enchentes Projeto pedagógico: As mostras culturais que ocorrerão em paralelo ao festival incluirão palestras sobre música regional e danças folclóricas, com foco na preservação e divulgação das tradições culturais do estado.
Acessibilidade Física: O festival será realizado em uma área pública adaptada, com rampas de acesso para pessoas com mobilidade reduzida, banheiros acessíveis e sinalização adequada. Será disponibilizado também um espaço reservado próximo ao palco para pessoas com deficiência, além de áreas com piso tátil e guias visuais para facilitar a locomoção de pessoas com deficiência visual. Acessibilidade de Conteúdo: Serão oferecidos intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais) em todas as apresentações, audiodescrição para o público com deficiência visual e legendas descritivas nas transmissões online. Materiais de divulgação e informativos do evento estarão disponíveis em Braille para garantir a inclusão de pessoas com deficiência visual.
A Mostra será totalmente gratuita, a ser realizada na Praia do Cassino em Rio Grande, como centros comunitários, escolas e postos culturais. Além disso, para ampliar o alcance e garantir que aqueles que não possam comparecer fisicamente possam acompanhar o evento, haverá transmissão ao vivo das apresentações via internet, com recursos de acessibilidade. Outras medidas de ampliação do acesso incluem a realização de ensaios abertos antes do festival, onde a comunidade poderá acompanhar o processo de montagem das apresentações e oficinas paralelas de música e dança tradicional, abertas ao público e voltadas para a formação cultural da comunidade local.
Carlos Augusto Silveira Alves - Presidente e Coordenação Geral Possui graduação em Bacharelado em Turismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1977) , graduado em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1989) , especialização em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1991) e mestrado em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2007) . Atualmente Professor Universitário da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, Consultor Externo da SEBRAE/RS, técnico contratado via Braztoa do Ministerio de Turismo, presidente regional eleito do Associação Brasileira de Bachareis em Turismo, presidente eleito do Federação Brasileira dos Albergues da Juventude, conselheiro empossado do Conselho nacional de Turismo e diretor regional do Associação Brasileira da Indústria de Hotéis. Atuando principalmente nos seguintes temas: peregrinos, turismo religioso, missões. Pedro Vasconcellos - Produção Executiva Gestor Cultural com larga experiência na gestão pública da cultura, políticas públicas de juventude e projetos internacionais. Foi assessor da Coordenadoria Municipal de Juventude de Pelotas em 2001. Integrou a Comissão Organizadora do Acampamento Intercontinental de Juventude do Fórum Social Mundial entre 2001 e 2005 em Porto Alegre e o do Fórum Bi-Nacional na Barra do Chuí em 2004. - Diretor de Políticas Culturais e Diversidade da SMC-São Leopoldo-RS entre 2007 e 2010, Coordenando a programação Cultural da Cidade e o Programa de Descentralização da Cultura, Secretário Municipal de Cultura de São Leopoldo-RS, coordenando Projetos Importantes Como o Fórum Social Mundial 10 Anos e a Casa Cuba em 2010, e a TEIA-RS em 2012. Foi Diretor de Cidadania e Diversidade Cultural da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural do MinC, nos anos de 2013 e 2014, onde coordenou o Programa Cultura Viva e a Teia da Diversidade de 2014 em Natal-RN,. Diretor de Estudos e Monitoramento de Políticas Culturais da Secretaria de Políticas Culturais do MinC entre 2015 e 2016, estando a frente do PNC, do SNIIC e do Programa Cultura e Pensamento. Secretário de Cultura e Relações Internacionais de São Leopoldo-Rs de 2017 a 2022, integrando as Redes Mercocidades, FALP, CGLU e participando ativamente da construção das Leis ALdir Blanc, Paulo Gustavo e Política Nacional Aldir Blanc representando o Fórum de Secretários de Cultura das Capitais e Municípios Associados e o Fórum de Gestores da ABM. Membro do GT de Transição da área da Cultura do Governo Lula em 2022 e Diretor de Articulação e Governança da Secretaria de Comitês de Cultura do Ministério da Cultura, onde implantou os 27 Escritórios Estaduais do MinC e o Programa Nacional dos Comitês de Cultura em 2023. Daniel Bender Ludwig - Coordenação Artistica Historiador, Produtor Cultural, Consultor e Palestrante. Especialista em Elaboração de Projetos com Incentivos Fiscais Federais (Rouanet, Esporte, Fundo da Criança e Idoso), Incentivos Estaduais (LIC, Esporte e Solidariedade). Experiência em Recursos Federais através de Emendas Parlamentares, Plataforma Brasil (antigo SICONV) e editais públicos e privados. Ex-Diretor da Lei de Incentivo à Cultura do RS, Parecerista da Lei Rouanet e de outros editais fomentados pelos diversos estados.
Periodo para captação de recursos encerrado.