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"Vestindo o Sagrado" propõe uma celebração à ancestralidade e à tradição afro-brasileira, por meio de uma instalação artístico-cultural, com exposição de esculturas que abordam a beleza e a riqueza do culto aos Orixás, respeitando suas cores, símbolos e significados.
Produto 1: Exposição cultural / de artes Celebrando a memória cultural da tradição afro-brasileira, “Vestindo o Sagrado” traz uma instalação artística com esculturas em escala humana representando os Orixás com suas indumentárias e paramentos. Os visitantes vão experienciar um olhar para a história afro-brasileira, “vestindo” o sagrado com suas cores tradicionais. Em uma experiência sensorial imersiva que resgata a importância de olhar para nossa memória com os olhos do presente, “Vestindo o Sagrado” celebra a resistência que superou os desafios do tempo. Produto 2: Seminário/simpósio/encontro/congresso/palestra/vernissage Visando promover uma compreensão mais profunda da cultura afro-brasileira, “Vestindo o Sagrado” promoverá 04 palestras com o tema “A importância da preservação das tradições afro-brasileiras”. Os encontros irão estimular o desenvolvimento da consciência social, combatendo o racismo e promovendo a valorização da diversidade cultural. Produto 3: Apresentação musical Celebrando a resistência e a continuidade das práticas religiosas africanas no Brasil e o reconhecimento do valor das tradições afro-brasileiras no cenário cultural nacional, a música é um símbolo importante. Serão realizadas 04 apresentações musicais, contando com um grupo musical de cultura afro-brasileira. Para explorar a interseção entre arte e espiritualidade, logo após as palestras, as performances vão destacar a cultura e religiosidade afro-brasileira como parte integral da identidade nacional, ao som dos atabaques.
Objetivo Geral: O projeto "Vestindo o Sagrado" objetiva criar uma instalação com esculturas em escala humana dos Orixás, figuras centrais das religiões afro-brasileiras, adornadas com suas indumentárias tradicionais e paramentos sagrados. Objetivos Específicos: 1) Produzir uma exposição artística, formada por 4 obras esculturais em dimensão humana (Oxum, Iansã, Iemanjá e Oxalá), complementadas por projeções audiovisuais e por visitas mediadas, durante 01 mês. 2) Realizar 04 palestras, com o tema "A importância da preservação das tradições afro-brasileiras", durante 01 mês. 3) Realizar 04 performances musicais, apresentando músicas tradicionais afro-brasileiras, durante 01 mês.
O projeto "Vestindo o Sagrado" recontextualiza o sagrado afro-brasileiro em um ambiente acessível e moderno, celebrando a resistência e a continuidade das práticas religiosas de matriz africana no Brasil. Desde os tempos coloniais, diversas estratégias foram utilizadas de forma a suprimir as manifestações culturais de matriz africana no Brasil. A cultura afrodiaspórica passou por processos de proibição, de apagamento, e até de demonização, e é vítima, até hoje, das ações e da herança gerada através de preconceitos enraizados do racismo estrutural. Afrodiaspórico, ou relativo à diáspora africana é o termo que trata da imigração resultante do tráfico de pessoas africanas durante o processo de escravização. De acordo com o IBGE, o Brasil foi o país que mais recebeu pessoas negras escravizadas durante este período, que foi oficialmente encerrado com a abolição da escravatura, em 1888. No entanto, apenas em 1989, 101 anos após a abolição no Brasil, foi sancionada a Lei nº 7.716, tratando dos crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor. Já a Lei de Direito à Igualdade Racial, nº 12.288, foi instituída apenas em 2010. As leis brasileiras, como reflexo da sociedade de sua época, são um registro histórico da resistência da cultura afro-brasileira. Apesar de ser um país laico, como prevê o Decreto nº 119-A, de 7 de janeiro de 1890, a perseguição às tradições de matriz africana, motivada pelo racismo e preconceito, continua até os dias de hoje. Por exemplo, o movimento "Liberte Nosso Sagrado", formado em 2017, luta pela libertação de peças, paramentos e itens pertencentes às religiões de matriz africana que se encontravam apreendidos pela polícia. O Código Penal de 1890, em seu artigo nº 157, proibia a prática do "espiritismo", rebaixando crenças não cristãs às definições de magia negra e xamanismo. Já o artigo nº 158, do mesmo Código, tratava de atos de "curandeirismo". Baseando-se em ambos, em uma normativa que continuou sendo aplicada durante o século XX, as apreensões de itens, paramentos e de pessoas ligadas às práticas religiosas tidas como baixas, principalmente de matriz africana, ocorreram em larga escala. O Museu da Polícia Civil do Rio serviu como depósito de muitos destes itens, até 2020, numa chamada "Coleção da Magia Negra". Este registro demonstra que, até tempos alarmantemente recentes, vestir-se com o seu sagrado foi não só um ato de resistência social, como ainda foi perseguido por lei. O ato de vestir-se com as roupas e paramentos tradicionais das religiosidades de matriz africana de forma pública constitui uma forma de resistência. O apagamento histórico, movimento que buscou, sistematicamente, abafar a influência da tradição de matriz africana, foi realizado no Brasil por meio do sincretismo religioso, por exemplo. À medida que o culto aos Orixás era proibido e demonizado pela dominância cristã-católica, uma das estratégias utilizadas foi alinhar o sagrado dos Orixás com o sagrado católico. Esta ação de sobrevivência, aos poucos, foi sendo absorvida e utilizada para embranquecer o culto de origem africana, retirando sua complexidade própria: "Desvestindo" o sagrado da religiosidade dos Orixás. Dessa forma, "Vestindo o Sagrado" promove uma celebração à tradição e à sua beleza, ao representar os Orixás com seus paramentos e cores tradicionais, de forma pública e aberta. Orixás, divindades oriundas da cultura africana, que foi trazida ao Brasil em condições de violência e posteriormente relegada à clandestinidade para sobreviver. Vestir o Sagrado, sendo este sagrado um alvo histórico de perseguição em nosso país é, ainda, um ato de coragem e de celebração. Não é difícil encontrar relatos de violência e repressão aos terreiros, às ações religiosas, ou mesmo às pessoas ligadas ao culto dos Orixás. A representação dos Orixás com suas indumentárias e elementos naturais não só preserva a memória histórica, mas também educa e sensibiliza o público sobre a riqueza e diversidade dessas tradições religiosas. A proposta de criação da instalação artística representando os Orixás da religião de matriz africana no Brasil surge então como uma resposta à necessidade urgente de valorização e preservação do patrimônio cultural afro-brasileiro. Este projeto se enquadra nos incisos do Art. 1º da Lei 8313/91 e nos objetivos do Art. 3º da referida norma abaixo descritos: Art. 1° I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; V - Salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira. Art. 3° II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: a) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; A representatividade racial tem grande importância na luta contra as desigualdades no nosso país. Esta necessidade é reconhecida pelo governo federal, que, por meio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, vêm elaborando medidas de combate ao racismo no Brasil, como o grupo de trabalho de enfrentamento ao racismo religioso. Assim, a proposta de instalação artística "Vestindo o Sagrado" auxilia na ativação da representatividade, além de representar uma forma inovadora de apresentar a religiosidade afro-brasileira fora dos terreiros tradicionais, proporcionando uma nova dimensão de interação com o público. Ao utilizar materiais como madeira, metal, tecidos e elementos naturais, a instalação busca evocar uma experiência sensorial completa, ressaltando a importância da ancestralidade e da natureza na espiritualidade dos Orixás. Cada Orixá possui um significado espiritual e cultural profundo, representando forças da natureza, ancestrais e elementos vitais para a vida e a humanidade. As esculturas capturam a essência de cada divindade, desde a força estratégica de Oxum, a ferocidade imparável de Iansã, a proteção maternal de Iemanjá, até a majestade atemporal de Oxalá. A escolha de criar as esculturas em escala humana visa aproximar o público dessas figuras divinas, tornando a experiência mais íntima e envolvente. O uso da escala humana permite que os visitantes percebam a grandiosidade e a presença dos Orixás de maneira mais realista e impactante. A disposição das esculturas, complementada por projeções visuais condizentes aos elementos de cada Orixá, cria uma atmosfera de reverência e contemplação, permitindo que os visitantes se conectem com a espiritualidade de maneira profunda e significativa. O impacto esperado vai além da simples exibição artística; é uma intervenção cultural que visa reverter séculos de marginalização e apagamento, oferecendo ao público uma oportunidade única de conexão com o sagrado e com as raízes culturais que moldaram a identidade brasileira. Ao final da exposição, as obras serão doadas para terreiros de Umbanda e Candomblé, de forma a contemplar os locais origininários dos temas retratados e possibilitar a exposição permanete das esculturas.
Ao final do período da exposição, as 04 obras serão doadas a 04 terreiros de Candomblé e Umbanda mineiros. As obras representando os 04 Orixás, Oxum, Iansã, Iemanjá e Oxalá serão desmontadas e transportadas aos locais em que serão instaladas em exposição permanente. Os valores de montagem e de transporte serão custeados pelo projeto. Essa ação visa, além da ampliação do alcance do projeto, contemplar os locais origininários dos temas retratados, retornando para a fonte, com as doações das obras, a celebração do sagrado afro-brasileiro, por meio da sua representação artística, fomentando o reconhecimento e a valorização da cultura afrodiaspórica.
Produto 1: Exposição cultural / de artes Exposição cultural “Vestindo o Sagrado”. Será realizada na cidade de Belo Horizonte, com entrada gratuita. O local da exposição contará com acessibilidade física, com a presença de rampa de acesso e entradas dimensionadas para passagem de cadeirantes. A exposição estará em cartaz por 1 mês, no Espaço Comum Luiz Estrela. Endereço: R. Manaus, 348 - São Lucas, Belo Horizonte - MG, 30150-350. Obras expostas: A presente especificação técnica detalha a criação e apresentação de quatro esculturas representando orixás, que serão sustentadas por totens de pano de fundo. Cada escultura e totem será trabalhada com características específicas que evocam a realeza africana e os detalhes únicos de cada orixá. As esculturas serão apresentadas sem corpos físicos, simbolizando o espaço sagrado. A disposição remeterá a um altar ou Congá. Esculturas Cada escultura será desenvolvida com as cores e características distintivas de cada Orixá, refletindo sua essência e simbolismo. As indumentárias e paramentos serão elaborados com materiais que realcem a riqueza e a nobreza da realeza africana, respeitando suas cores, símbolos e significados específicos. Cada orixá é retratado com seus trajes característicos, que possuem profundo significado religioso e cultural: Oxum: Orixá da beleza e das águas doces. Representa a doçura, a riqueza e a vaidade.Protetora da maternidade tem suas representações comumente com a cor amarela e com o dourado.Iansã: Senhora dos ventos, Iansã, ou Oyá, é considerada a Deusa do Rio Níger. De temperamento forte, é guerreira respeitada e tem no fogo outro de seus símbolos. É comumente representada na cor vermelha e leva seu Eruexim e sua espada.Iemanjá: A mãe das águas, Iemanjá, é mostrada com vestes azuis e brancas, adornada com conchas e pérolas, simbolizando sua relação com o mar e a maternidade.Oxalá: Vestido de branco, símbolo da pureza e paz, Oxalá é retratado com suas contas e “cetro”, chamado Apaxarô, representando a criação e a sabedoria. Material Tecidos: Tecidos variados como seda, veludo, algodão, linho, e brocados.Adornos: Miçangas, pedras semipreciosas, metais nobres, e bordados.Estrutura: Suporte metálico, que ficará imperceptível ao público, resistente para dar forma às vestes sem que o corpo esteja presente. Dimensões Altura: Variável, entre 1.5 metros e 2 metros, para proporcionar uma presença imponente.Largura: Proporcional à altura, garantindo um equilíbrio visual e estrutural. Cores e Características por Orixá Oxalá: Branco predominante, simbolizando a paz e a pureza, com detalhes em dourado.Iansã: Vermelho e marrom, representando a coragem e a força, com detalhes em bronze.Oxum: Amarelo e dourado, evocando a beleza e a riqueza, com adornos aquáticos.Iemanjá: Azul e branco, representando o mar e a maternidade, com detalhes em pérolas. Totens de Pano de Fundo Os totens servirão de sustentação para as esculturas e plano de projeção de imagens dos elementos característicos de cada Orixá. Eles devem ser robustos e visualmente integrados às esculturas. Material Estrutura: Metal ou madeira, revestido com tecido de alta qualidade.Tecido de Fundo: Lona ou veludo, adequados para projeção de imagens. Dimensões Altura: Igual ou superior à altura das esculturas.Largura: Proporcional para garantir estabilidade e cobertura adequada. Projeção de Imagens Equipamento: Um projetor de alta definição, posicionado de forma a evitar sombras.Imagens: Elementos simbólicos de cada Orixá (e.g., mar para Iemanjá). Indumentárias e Paramentos As vestimentas e adornos serão ricos em detalhes que aludem à realeza africana, com uma atenção especial aos aspectos culturais e religiosos de cada Orixá. Elementos de Realeza Coroas e Adereços de Cabeça: Elaborados com metais e pedras.Joias e Ornamentos: Abundantes e simbólicos.Vestes: Complexas, com camadas e bordados detalhados. Espaço Vazio como o Sagrado A ausência de um corpo físico nas esculturas simboliza o espaço sagrado, deixando a interpretação do divino ao espectador. Esse vazio será um elemento central, reforçando a sacralidade da obra. Detalhamento de Cada Orixá Cada escultura será detalhada com características específicas, conforme descrito abaixo: Oxalá Indumentária: Túnica branca com detalhes dourados.Adornos: Braceletes e colares de ouro.Totem: Projeção de luzes suaves e elementos de paz. Iansã Indumentária: Vestido vermelho com detalhes em bronze.Adornos: Coroa de fogo e espadas.Totem: Projeção de tempestades e raios. Oxum Indumentária: Trajes amarelos e dourados.Adornos: Jóias com pedras de água.Totem: Projeção de rios e cachoeiras. Iemanjá Indumentária: Vestes azuis e brancas.Adornos: Conchas e pérolas.Totem: Projeção do mar e ondas. Visitas mediadas Contando com um(a) arte-educador(a), será realizada a mediação entre a exposição e os visitantes. Será disponibilizada a opção pela visita mediada à exposição, visando constituir diálogos e consolidar o convite à reflexão acerca da resistência afro-brasileira, possibilitando uma experiência mais completa aos visitantes e participantes. Presença de 01 arte-educador(a), profissional a contratar, de quarta a sábado, das 10h às 17h, durante 01 mês. Média de visitação estimada em 50 pessoas por dia. Produto 2: Seminário/simpósio/encontro/congresso/palestra/vernissage Realização de 04 palestras que irão tratar da importância da preservação das tradições afro-brasileiras e o papel das religiões de matriz africana na construção da identidade cultural brasileira. As palestras serão ministradas por Pais-de-Santo ou pessoas qualificadas no contexto da cultura e religiosidade de matriz africana, com conhecimento aprofundado do tema. Cada palestra será realizada em um sábado, com duração de 30 minutos. Serão realizadas na cidade de Belo Horizonte, com entrada gratuita, no Espaço Comum Luiz Estrela. Endereço: R. Manaus, 348 - São Lucas, Belo Horizonte - MG, 30150-350. O local da contará com acessibilidade física, com a presença de rampa de acesso e entradas dimensionadas para passagem de cadeirantes. Produto 3: Apresentação musical Realização de 04 apresentações performáticas musicais apresentando musicas tradicionais de cultura afro-brasileira, acompanhadas de atabaques. As apresentações serão realizadas por 01 grupo artístico de cultura afro-brasileira. Cada apresentação será realizada em um sábado, após a palestra, com duração de 30 minutos. Serão realizadas na cidade de Belo Horizonte, com entrada gratuita, no Espaço Comum Luiz Estrela. Endereço: R. Manaus, 348 - São Lucas, Belo Horizonte - MG, 30150-350. O local da contará com acessibilidade física, com a presença de rampa de acesso e entradas dimensionadas para passagem de cadeirantes.
De acordo com a LEI Nº 13.146, DE 6 DE JULHO DE 2015, acessibilidade é: possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, de espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e comunicação, inclusive seus sistemas e tecnologias, bem como de outros serviços e instalações abertos ao público, de uso público ou privados de uso coletivo, tanto na zona urbana como na rural, por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida. A acessibilidade é um componente essencial deste projeto, que visa garantir que pessoas de todas as idades, habilidades, e origens culturais possam vivenciar plenamente as atividades oferecidas pelo projeto “Vestindo o Sagrado”. 1. Medidas De Acessibilidade No Aspecto Arquitetônico: Para atender pessoas com deficiência de mobilidade, o local da exposição irá contar com: - Rampa de acesso na entrada principal do local: O local de exibição será equipado com uma rampa que segue as inclinações permitidas pelas normas técnicas, facilitando o acesso para cadeirantes e pessoas com dificuldades de locomoção. As áreas internas e espaços de circulação são amplos, permitindo a circulação fácil de cadeiras de rodas e outros dispositivos de mobilidade.Para isso, será adquirida 01 rampa, de forma a garantir a acessibilidade física dos espaços. - Portas mais largas: As entradas e portas tem dimensões adequadas para permitir o acesso de cadeirantes e pessoas com outras necessidades de mobilidade. 2. Medidas de Acessibilidade no Aspecto Instrumental e Metodológico As atividades do projeto “Vestindo o Sagrado” contemplam o uso de recursos de acessibilidade para pessoas cegas, com as descrições das obras, de categoria informativa, em sinalização visual e tátil. Serão afixadas 05 placas em braille na exposição: 01 com informações sobre a exposição e 04 com informações sobre as obras, sendo 01 para cada escultura. A localização das placas irá seguir uma sequência lógica de orientação, partindo da entrada da exposição e, no caso das descrições das obras, serão colocadas em local próximo a obra a que se refere. As placas serão dispostas em locais acessíveis para pessoas em cadeira de rodas, com altura acessível entre 0,90 m e 1,20 m, seguindo as orientações da ABNT NBR 9050. 3. Medidas de Acessibilidade no Aspecto Comunicacional A exposição “Vestindo o Sagrado” irá contar com um profissional responsável por realizar visitas mediadas à exposição, possibilitando uma experiência mais completa aos visitantes e participantes, além de permitir o acesso ao conteúdo com linguagem simplificada. O profissional irá realizar a descrição das obras de forma oral, facilitando a comunicação e contemplando o acesso auditivo ao conteúdo. Explicações sobre os Orixás e os elementos da instalação serão apresentadas em diferentes níveis de complexidade, permitindo que visitantes com diferentes graus de letramento ou dificuldades de aprendizagem compreendam o conteúdo.
A democratização do acesso é um princípio essencial, tanto na exposição, quanto na própria natureza das religiões de matriz africana. Essas tradições são, por definição, inclusivas, acolhendo pessoas de diferentes origens e realidades. A exposição se apresenta como uma poderosa ferramenta de educação e inclusão, ao reunir pessoas de diferentes origens para explorar e aprender sobre a Mitologia Africana. Ao trazer à tona o impacto dos terreiros nas comunidades, é criado um espaço de reconhecimento e valorização dessa herança, além de possibilitar o amplo acesso a uma cultura que, por mais vasta, ainda é marginalizada. Para a ampliação e democratização do acesso serão adotadas medidas de: Gratuidade: Acesso gratuito ao espaço e às atividades contempladas pelo projeto “Vestindo o Sagrado”. Convite a escolas e comunidades: Essa medida visa efetivar a função educativa e conscientizadora do projeto. Observando a lei 10.639, de 2003, o acesso à história e cultura afro-brasileiras durante o ensino básico são de importância já reconhecida pelo Estado. Dessa forma, o convite a escolas e atendimento a estudantes de várias faixas etárias, não só cumpre a função educativa da iniciativa, como contribui com a luta antirracista e com os objetivos educacionais brasileiros.
Nome: Simone dos Santos CarvalhoFunção no projeto: Coordenadora geral e Escultora Responsável pela concepção e desenvolvimento do projeto; contratação de equipe, coordenação de produção e montagem, além de participar do processo de construção das esculturas. Formação: Graduada em Design em Metal na Brunel University, com especialização em escultura em Metal. Tem como experiência mais de 6 anos de atuação como fabricante independente, com foco na cultura afro-brasileira e as religiões de matriz africana. Já organizou e participou de diversas exposições em museus e centros culturais de renome, como o Museu e Galeria de Arte. Também possui experiência em coordenação de projetos voltados para stands e vitrines educativas. Nélio JB Costa Função no projeto: Produtor audiovisual Pesquisa, Concepção e Desenvolvimento do material audiovisual a ser reproduzido durante a exposição. Coordenação e edição de filmagens e registros durante a exposição. Formação: Nélio Costa é graduado em Artes Plásticas, Mestre em Artes pela UFMG e Doutorando em Média Artes pela UBI - Universidade da Beira Interior, em Covilhã/Portugal. Atua há vários anos na área audiovisual, tendo vasta experiência na criação de conteúdo, direção, produção, edição, som e exibição. Organizou e coordenou mostras de cinema, seminários, cursos, eventos e espaços culturais. Durante cinco anos foi presidente da Associação dos Amigos do Centro de Referência Audiovisual (AACRAV), tendo sido responsável por viabilizar parcerias na realização de cursos, seminários, mostras, exposições, treinamentos e qualificação da equipe do CRAV, atual Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte (MIS-BH). Sandro Gonçalves PenhaFunção no projeto: Designer gráfico Responsável pela execução da expografia e do planejamento expográfico. Formação: Cursou Artes Plásticas na Escola Guignard no período de 1988 a 1991. Tem experiência em criação gráfica e em desenvolvimento de exposições e de instalações artísticas, como o painel “Language Is A Virus” no Espaço Oi Futuro BH. Participou da coletiva Novos Rumos no Palácio das Artes com a instalação “Broken Hearts”. Luciana Miglio CajadoFunção no projeto: Designer de iluminação Responsável pela elaboração do design de iluminação das obras e ambientação da exposição. Formação:Luciana Miglio Cajado é bacharel em Arquitetura e Urbanismo pela UFMG; pós-graduada em Acessibilidade, Diversidade e Inclusão nas Organizações pela UNISE/Paraná. É sócia fundadora da ONG Arquitetos sem Fronteiras – ASF/Brasil e, entre os anos de 2019 e 2023, foi responsável pela gerência técnica do Museu das Minas e do Metal MM Gerdau, onde assinou os projetos das exposições “Fósseis – do mar à conquista da terra” e “Henri Gorceix 180 anos: coração de ouro em peito de aço”. Tem experiência em gestão de projetos e montagem de exposições de média e longa durações, além de cenografia e curadoria. Walmil LeiteFunção no projeto: Serralheiro Responsável pela confecção das estruturas internas das esculturas e da criação das estruturas de apoio para a montagem da expografia. Formação: Serralheiro autônomo com sólida experiência na área. A contratarFunção no projeto: Arte-educador(a) Formação: Responsável pela realização de visitas mediadas na exposição. Formação: Experiência na área da arte-educação. Sandro Gonçalves PenhaFunção no projeto: Montador Responsável pela execução das etapas de montagem e desmontagem da exposição. Formação: Cursou Artes Plásticas na Escola Guignard no período de 1988 a 1991. Tem experiência em criação gráfica e em desenvolvimento de exposições e de instalações artísticas, como o painel “Language Is A Virus” no Espaço Oi Futuro BH. Participou da coletiva Novos Rumos no Palácio das Artes com a instalação “Broken Hearts”. Wander Guimarães TeixeiraFunção no projeto: Montador Responsável pela execução das etapas de montagem e desmontagem da exposição. Formação: Bacharel em Design [UEMG]. Trabalhou em montagem de estandes em Feiras, vitrinista e com artefatos de arte sacra em Sabará. A contratarFunção no projeto: Palestrante Responsável pela realização de 04 palestras tratando do tema “A importância da preservação das tradições afro-brasileiras”. Formação: Pais-de-Santo ou pessoas qualificadas no contexto da cultura e religiosidade de matriz africana, com conhecimento aprofundado do tema.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.