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A 5ª Semana de Cinema Negro é um festival de cinema que conta com filmes brasileiros, mineiros e internacionais, focada em obras de produtores negros do continente africano.O festival será realizadono segundo semestre de 2025, no Cine Humberto Mauro, Cine Santa Tereza, em centros culturais descentralizados, além de contar com exibições online no site semanadecinemanegro.com.br, com cerca de 40 sessões de cinema projetando filmes de curta, média e longa metragem, sessões comentadas, debates.Em suaquinta edição, a semana de cinema negro terá circulação nas cidades de Contagem e Cataguases.Estima-se um público de 8.000 pessoas presencial e online. Toda a programação é gratuita.
A Semana de Cinema Negro de Belo Horizonte teve sua primeira edição no ano de 2021. O principal objetivo do festival é solidificar a identidade negra e incentivar o intercâmbio cultural Brasil-África através de exibições, debates e seminários, promovendo relações entre realizadores negros brasileiros, africanos e da diáspora. Serão exibidos filmes nacionais e internacionais, clássicos e contemporâneos, em diversos formatos. Em 2025 a semana vai para sua quinta edição consecultiva, se solidificando no cenario audiovisual mineiro. Iremos produzir um catálogo com uma média de 250 páginas contendo não apenas informações sobre os filmes, mas também publicação de textos inéditos, entrevistas e de traduções, servindo de referência para pesquisadores, realizadores e cinéfilos. A programação será inteiramente gratuita.
Objetivo Principal:Solidificar a identidade negra e incentivar o intercâmbio cultural através de exibições cinematográficas, promovendo relações entre realizadores negros.Objetivos específicos:* Promover a continuidade da Semana de Cinema Negro, em sua 5ª edição, garantindo a realização das atividades previstas com sessões específicas para produções africanas, afrodiaspóricas internacioais, nacionais e mineiras.* Promover uma mostra de produções cinematográficas africanas e afrodiaspóricas brasileiras, que propicie a valorização e divulgação dessas obras e das visões dos seus autores, bem como a troca de saberes entre eles.*Apresentar aproximadamente 40 sessões de filmes, entre curtas, médias e longas-metragens, ao longo de 8 dias.* Apresentar ao público obras pouco veiculadas nos cinemas comerciais, contribuindo para a sua distribuição e preservação enquanto meio de expressão, conscientização e educação patrimonial imaterial.* Discutir o racismo e outras vivências e visões nas produções audiovisuais por meio de imagens e linguagens criadas por pessoas negras nos debates previstos no festival.* Publicar catálogo com informações sobre os filmes, além de entrevistas e ensaios de autores nacionais e internacionais que apresentam uma discussão pertinente sobre o cinema negro.
Realizadores negros foram e são ainda invisibilizados pelo racismo estrutural em sua profissão, que ainda encontra no cinema e nas produções audiovisuais um meio de perpetração de uma espécie de código estético e linguístico que visa estabelecer uma dominância racial sobre o público. Assim, o cinema ainda é um campo em que as diferentes facetas da sociedade ainda encontram barreiras para se expressar. Neste sentido faz-se necessário apresentar as diferentes formas de olhar dos Diretores negros, que derivam de suas experiencias e lugares o que permite que ressignifiquem seu passado e pensem em novas possibilidade de futuro.A partir deste contexto do mercado e do cenário artístico e cultural do Brasil, vemos a necessidade de ocupar lugares com o propósito de exibir filmes pouco difundidos, como forma de trazer à luz esta cinematografia. Com a Semana de Cinema Negro, temos a oportunidade de dar espaço para realizadores cinematográficos negros, possibilitando a distribuição circulação de suas obras. Além de fortalecer a diversidade no cinema e promover o diálogo da produção negra contemporânea brasileira com filmes realizados ao redor do mundo, com foco no cinema africano.A mostra pretende demonstrar a construção de imagens que povos africanos criaram para além do que foi transmitido no processo de colonização, criando uma outra forma de ver e fazer cinema. É importante mostrar outras narrativas, oriundas de um lugar com vínculos profundos ao território brasileiro, para que possamos nos conectar com outras culturas e que possamos construir, a partir deste contato, a nossa própria identidade e as nossas próprias narrativas, sejam elas diaspóricas ou não.Destacamos a importância de olhar para a influência africana na formação da identidade da cultura brasileira, que é reconhecida inclusive em lei. Em 2003 a Lei Federal nº 10.639 alterou parte da Lei Federal nº 9.394/1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação - LDB), que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira". Nesse sentido uma mostra que valoriza a produção realizada por negros tende a contribuir para essa formação. Ter acesso ao cinema realizado no continente africano e de outras diásporas, é um primeiro passo para entender a história negada a sujeitos afrodiaspóricos brasileiros e mineiros, o que reforça a importância da Semana de Cinema Negro ao falar para além das fronteiras brasileiras.Nas três edições anteriores do festival foi destacado pela equipe curatorial a pluralidade de vozes, pertencimentos de território, de existência, ancestralidade e foi apresentado para o público uma grande força para incidir no imaginário coletivo e afirmar a multiplicidade das negruras. Olhando para esse momento no Brasil as cinematografias negras reforçam a riqueza e a diversidade das possibilidades de pessoas negras existirem e viverem o cinema.No texto Notas sobre curadoria em Cinema Negro de Natalie Matos, Tatiana Carvalho Costa e Vanessa Santos, publicado no catálogo da primeira ediçõe da Semana é dito "os filmes brasileiros experimentam poéticas próprias ou se apropriam de gramáticas já fixadas, mas que utilizam esse repertório para construir discursos e produzir efeitos ético-estéticos capazes de gerar ressonâncias formais e de conteúdo no próprio devir do cinema contemporâneo. São múltiplas cine-escrituras".Embora o Brasil tenha suas raízes ligadas ao continente africano, a sua cinematografia ainda é muito desconhecida e inacessível para o público local. Nas suas três edições o festival já exibiu mais de 48 filmes do continente, de países como Sudão, Etiópia, Somália, Mauritânia, Níger, Camarões, Nigéria, Senegal, Guiné, entre outros, filmes que em sua maioria são inéditos no Brasil. Fazer esta ponte é resgatar parte de um saber negado há décadas ao povo negro brasileiro: o saber de suas origens, ter acesso à pluralidade e diversidade de imagens, dizeres e culturas dos países africanos.Percebe-se um aumento na quantidade de filmes produzidos por pessoas negras no Brasil e na diversidade dos temas que eles abordam, nas duas edições do festival recebemos aproximadamente 6500 filmes na mostra dedicada a filmes brasileiros. O que demonstra, que, apesar de haver um cenário ainda pouco receptivo à produção afrodiaspórica, há várias iniciativas de autores negros, necessitando sobretudo de espaço para que possam ser conhecidos, o que reforça a necessidade de se apoiar o projeto enquanto cenário para o fomento e valorização destas iniciativas.O festival está construindo um caminho muito importante na cena cultural do Estado de Minas Gerais. No ano de 2023 aconteceu entre 09 e 17 de setembro, e alcançou um público de cerca de 3.000 pessoas, com base no histórico das edições anteriores e da relevância que a mostra tem ganhado no Brasil, estima-se que nas próximas edições haverá uma ampliação do público, que verão outras possibilidades de representações de pessoas negras no cinema.O projeto tem como característica a universalização do acesso ao público às obras cinematográficas afrodiaspóricas e africanas, servindo como um espaço para sua formação enquanto cidadãos e a difusão de informações que normalmente são pouco acessíveis sobre a realidade e a visão negra sobre o cinema. Suas exibições ocorrerão em Belo Horizonte, Contagem, Cataguases o que também demonstra sua descentralização e circulação, utilizando-se de mão-de-obra de agentes culturais e recursos materiais prioritariamente mineiros para a realização da mostra. Também contemplará a valorização do patrimônio cultural imaterial do Estado de Minas Gerais ao ter na sua programação um espaço de exibição de obras cinematográficas mineiras em uma mostra específica para as produções do Estado, fortalecendo e fomentando a produção cultural de autores mineiros negros que encontram poucos meios para a exibição de suas obras, demonstrando a necessidade de sua continuidade enquanto espaço e projeto relevante para estas obras.
Como produto cultural haverá a produção de um catálogo do festival em versão física e digital. Ele irá reunir informações sobre todos os filmes exibidos, com sinopses, fichas técnicas e fotos dos filmes, além de informações sobre toda a programação do festival.Haverá uma sessão dedicada a ensaios, entrevistas e textos críticos, inéditos ou republicados mediante autorização dos autores. Os textos serão selecionados e organizados em função de sua pertinência para a reflexão sobre os filmes e temas que serão discutidos no festival. Tiragem: 500 exemplares.Número de páginas: 250, aproximadamente.Miolo: Papel Off set, 90 gr., duas cores.Capa: Off set, gramatura 120gr, 4X0 cores.Idiomas: português e inglês (edição bilíngue) nas informações sobre os filmes, mostras, ensaios e entrevistas.
O festival acontecerá no Cine Humberto Mauro no Palácio das Artes, Cine Santa Tereza, em Contagem e Cataguases e em centros culturais descentralizados, sendo os locais dotados de condições de acessibilidade, o que permitirá o acesso facilitado aos portadores de necessidades físicas e motoras, bem como crianças e idosos.A acessibilidade do conteúdo do festival para deficientes auditivos através da legendagem eletrônica nas sessões de filmes internacionais. Garantimos dentro da programação sessões com legenda descritiva (Closes Caption) que serão devidamente indicadas no material gráfico de divulgação.As sessões com legenda descritiva serão comentadas e contarão com tradução em linguagem de libras.
Todas as atividades que compõem a 5º Semana de Cinema negro são gratuitas e o acesso se dá por ordem de chegada para distribuição de ingressos. Os debates e sessões serão abertas a toda comunidade.As sessões de debates serão disponibilizadas pela internet no site semanadecinemanegro.com.br e pelo canal do Youtube (www.youtube.com/c/SemanadeCinemaNegrodeBeloHorizonte), visando alcançar um público ampliado e descentralizado geograficamente. Como forma de democratizar ainda mais o acesso do público às exibições, iremos levar a mostra até comunidades periféricas, o que certamente garantirá melhores condições de acesso e fruição cultural por parte da população mais vulnerável social e economicamente, com a vantagem de valorizar o seu espaço cotidiano e permitir que isso seja feito sem custos adicionais de transporte. Pretendemos circular com a mostra por Centros Comunitários, definindo junto à equipe de coordenação desses espaços
LAYLA BRAZ - COORDENAÇÃO GERAL Graduação em Cinema e Audiovisual no Centro Universitário Una (2016). Produtora, programadora e curadora de mostras e festivais de cinema. É produtora do forumdoc.bh – Festival do Filme Documentário e Etnográfico Fórum de Antropologia e Cinema desde 2014. Trabalhou na produção das Mostras de Cinema, “Território Ameríndio” (2015), “Política e Palavra no Filmes Documentário” (2016) e na “Mostra Cinema Português Contemporâneo - Às Margens da Indústria” (2017), que foram realizados em parceria com o Sesc em Minas Gerais. Foi Assistente de Programação e Editorial do Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte (2018 e 2019). Produziu a Mostra de Cinema Árabe Feminino (2019), que trouxe para o CCBB mais de 25 filmes entre curtas e longas-metragens que questionaram as expectativas quanto ao papel da mulher no Oriente Médio. Fez a seleção de filmes para a Mostra Contemporânea Brasileira do forumdoc.bh (2018/ 2019). Foi curadora da Mostra Brasil do Festival Internacional Curtas de Belo Horizonte (2019). É produtora do projeto Olhares Periféricos - Meu Território, meu cartão postal (2020). Produtora Executiva do Ciclo de Cinema e Narrativas da Diáspora Negra (2020). Em seus trabalhos fomenta a construção de um olhar que tenha como urgência trazer para o primeiro plano as narrativas e os corpos historicamente alijados, com atenção especial ao trabalho de pessoas negras. JANAÍNA OLIVEIRA - CURADORA DA MOSTRA PRINCIPAL Doutora em História pela PUC-Rio e Fulbright Scholar no Centro de Estudos Africanos na Universidade de Howard, em Washington D.C. Pesquisadora e professora no Instituto Federal do Rio de Janeiro – Campus São Gonçalo, onde coordena o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígena (NEABI). Realiza pesquisas centradas na reflexão sobre Cinema Negro, no Brasil e na diáspora, e também sobre as cinematografias africanas, sempre buscando conexões que possam incidir também na área da educação das relações étnicorraciais. Desde 2009, orienta o projeto de pesquisa “Cinegritude: reflexões sobre a invisibilidade das produções cinematográficas africanas e afro-brasileiras na contemporaneidade” que conta atualmente com duas bolsistas de iniciação científica (CNPq). Desde 2011 participa ativamente do FESPACO, Festival Panafricano de Cinema e Televisão de Ouagadougou e da JCFA, Journée Cinématographique de la Femme Africaine d’Image, ambos em Burkina Faso. Foi consultora do Ministério da Cultura e das Organizações das Nações Unidas. É membro também do CODESRIA (Conselho para o Desenvolvimento da Pesquisa em Ciências Sociais em África). Fez curadoria de filmes para as duas edições do Plateau – Festival Internacional de Praia, Cabo Verde. No Brasil, fez curadoria para a Mostra de Filmes Africanos do FINCAR - Festival Internacional de Cinema Realizadoras (PE), a 7a edição do Cachoeira Doc (BA), para o Diálogos Ausentes do Itaú Cultural - módulo de Audiovisual (SP) e para a 8a Semana dos Realizadores (RJ). Recentemente, realizou a curadoria da mostra “Soul in the eye – Zózimo Bulbul’s legacy and the contemporary Black Brazilian” para o 48º do Festival Internacional de Rotterdam (IFFR) na Holanda e é programadora da edição 2020 do The Flaherty Film Seminar nos Estados Unidos.É idealizadora e coordenadora do FICINE, Fórum Itinerante de Cinema Negro. GLAURA CARDOSO VALE - COORDENAÇÃO EDITORIAL PÓS-DOUTORADO em Comunicação Social - PPGCOM-UFMG PNPD/CAPES – 2013/2016DOUTORANDA em Comunicação Social - PPGCOM-UFMG - 2019DOUTORA em Letras - Estudos Literários - FALE/UFMG - 2013MESTRA em Literaturas de Língua Portuguesa - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - 2006GRADUADA em Letras – PUC – 2000 – Horas/Aula FERNANDA RACHID - PRODUTORA Especialização em Produção Executiva e Criativa de Cinema - Escuela Internacional de Cine y TV (EICTV), - 2017/2020 Graduação Cinema e Audiovisual - Centro Universitário UNA- 2011/2014Producer - Berlinale Talents Guadalajara Mexico - 2020 2ª Semana do Cinema Negro – Produção executiva e coordenação - 2022Projeto Paradiso – Assessoria – Produção2021 – European Film Festival (EFV) – Rede Minas e Tela VivaJúri Oficial Lumiar 7o Festival Interamericano de Cinema Universitário, Belo Horizonte – 2020Palestrante – Festival Cine Latino Americano El caracol – 2020Viva Nossa Senhora do Rosário! A festa da fé dos Homens Pretos de Minas Novas, Curta-metragem, Documentário,Canal Futura - 2015 - Produtora, Roteirista e Diretora
PROJETO ARQUIVADO.